segunda-feira, 21 de maio de 2018





Aqui temos outra personagem que fez a sua primeira aparição num comic do Thor. 

Korg é um Kronan, uma raça alienígena originária do plante Ria, que foi destacado para fazer parte da expedição que iria aterrar na Noruega em Jouney into Mystery #83 (Vol 1), corria o distante ano de 1962. 

Um monstro de pedra, duma raça onde as fêmeas eram inexistentes, Korg e os seus compatriotas foram derrotados de forma clamorosa por Thor. 

Capturado e escravizado pelo Império Skaar, depois disso, Korg torna-se-ia aliado do Hulk, não tardando a juntar-se à sua  Warbound. 


 


Como membro da Warbound, Korg ajudou o Hulk a destronar o Imperador local e na invasão da Terra durante a saga World War Hulk (de 2007). 

A sua experiência gladiatorial faz dele um lutador bastante versátil. 

Korg é aquilo a que chamamos um one-time villain, uma vez que desde o épico Planet Hulk que assumiu uma postura muito mais heróica. 

De salientar que Korg tinha um relacionamento com outro membro da Warbound, o feiticeiro Hiroim. 


 


Contudo, a relação acabaria de forma trágica, com a morte de Hiroim nas páginas de World War Hulk Aftersmash: Warbound #5 (Vol 1, de 2008). 

Korg e a sua raça foram criados por Stan Lee e Jack Kirby.



Leituras Essenciais:


Journey into Mystery #83, Vol 1, de 1962 - A primeira aparição de Korg e dos Kronans. A derrota de Korg faz com que este passe a temer Thor.


Incredible Hulk #93, Vol 2, de 2006 - Inserido na storyline Planet Hulk temos o primeiro encontro do golias verde com Korg, primeiro como adversários e mais tarde como aliados.


World War Hulk #2-3, Vol 1, de 2007 - Korg e o resto da Warbound ajuda Hulk no assalto a Nova Iorque. Korg enfrenta diversos heróis terrestres, entre eles o Wonder Man e os Fantastic Four. 





Posted on segunda-feira, maio 21, 2018 by Ivo Silva

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segunda-feira, 14 de maio de 2018






Em 1966, nas páginas de Justice League of America #43 (Vol 1), vemos a Royal Flush Gang fazer a sua primeira aparição.

Uma equipa de vilões que seguia a temática do Royal Flush do Poker a peito, a Gang consistia no King, Queen, Jack, Ten e Ace (este último o líder), sendo que todos eles pertenciam ao baralho de Paus.

Cada um dos membros da Gang protagonizou, neste sua primeira aparição, pequenos assaltos singulares em diferentes cidades dos E.U.A, despertando a atenção quase imediata da JLA (que na época era constituída por Superman, Wonder Woman, Batman, Flash [Barry Allen], Hawkman e Hawkgirl). 

Em Midway City, o Jack usa a carta do três de paus para deixar a polícia num estado de completa depressão, permitindo-o fugir livremente com o objecto do seu furto.


 


Quando interceptado pelo duo do Hawkman e da Hawkgirl, o mesmo Jack serve-se de uma outra carta, neste caso, o sete de espadas para causar discórdia e confusão nos heróis.

Enquanto estes batalham entre si, Jack escapa sem problemas.
Em Central City, o King está a roubar um museu de arte quando é interrompido pelo Flash. 

O King usa o cinco de ouros para desorientar por completo os sentidos do velocista escarlate que apesar de toda a sua velocidade não consegue sequer tocar no vilão, quanto mais impedi-lo de roubar os quadros.


 


A Wonder Woman é atacada quando fazia um desfile de moda para a House of Style. 

A sua adversária, a vilã Queen, usa o dois de espadas para efectivamente retirar a Diana as suas habilidades amazonas. 

De seguida, e depois de roubar as valiosas peças de vestuário, a vilã serve-se do nove de ouros para compelir a Wonder Woman a convocar o resto da JLA para um showdown com toda a Royal Flush Gang na cidade de Plateau.

Tirando a Hawkgirl, os restantes membros da JLA acedem ao desafio, apenas para serem brutalmente vencidos pelo Royal Flush Gang.

Liderados por Ace (Amos Fortune), que já se havia cruzado duas vezes com a JLA no passado, a Royal Flush Gang vai dominar totalmente a contenda. 


 


As suas cartas, que usavam uma tecnologia desenvolvida por Amos chamada Stellaration, conseguem até mesmo abater Superman, ao simularem a potente energia de um Sol vermelho (através da carta do ás de espadas), à qual o kryptoniano é vulnerável. 

Contudo, e apesar de terem os heróis à sua mercê, a Royal Flush Gang vai contentar-se com a vitória e deixa-os vivos, embora moralmente devastados.

Será o jovem Snapper Carr (membro honorário e mascote da JLA) a incentivar a JLA, desenvolvendo com a ajuda do Hawkman, a sua própria versão da Stellaration e incorporando-a a um novo uniforme que desenvolve para si, o de Joker*


 


Em teoria, como Joker, Snapper seria capaz de bater todas as cartas que o Royal Flush lançasse sobre a JLA.

Tal assunção revela-se como verdadeira, uma vez que o heróico Joker anula o efeito negativo das cartas lançadas pelos vilões durante o segundo confronto entre os dois grupos (que tem lugar na House of Cards, o Q.G dos vilões). 

Sem conseguirem recorrer ao Stellaration, a Royal Flush é presa fácil para a JLA e para Snapper Carr, a.k.a o Joker.


 


Curiosamente, o verdadeiro Joker iria encontrar estes mesmos membros da Royal Flush Gang, com excepção de Amos que estava preso na época. 

O Royal Flush Gang era liderado agora por um novo Ace (cuja identidade nunca seria conhecida) e tinha alterado a sua temática de Paus para Espadas.

Eles ainda continuavam a usar a tecnologia de Amos, à qual acrescentariam agora veículos voadores (as card scooters). 

O encontro entre o Joker e a Royal Flush teria lugar nas páginas de Joker #5 (Vol 1, de 1976), com  ambas as facções a desejarem roubar o mesmo prémio. 

Um conjunto de quadros que uma vez reunidos revelariam a localização de avultado tesouro. 

O primeiro embate de Joker e dos seus capangas com a Royal Flush Gang não correrá bem para nenhum dos lados. 

Os serventes do Joker vão ser capturados pela polícia, que também logra em recuperar os quadros. 


 


Joker decide então desafiar a Gang para uma nova tentativa de os roubar e que ganhe o melhor ladrão. 

Com Joker a ser imune aos efeitos da tecnologia Stellaration, devido à sua insanidade, o vilão de Gotham leva a melhor sobre o quinteto. 


 


Ele não só os derrota, como os deixa amarrados para a polícia. 

De seguida, liberta os seus próprios capangas e foge com os quadros. 
Esta não seria a única vitória do Joker sobre a Royal Flush Gang, nem a mais decisiva.


 


Em Infinite Crisis #2 (Vol 1, de 2006) uma nova versão do Royal Flush Gang vai sofrer na pele a ira do Joker, por este não ter sido convidado por Luthor (na verdade Alexander da Earth-3 Pre-Crisis) para integrar a Secret Society of Supervillains.

Todos os membros da Gang irão morrer nesse issue, às mãos do Joker, com o King a ser deixado para último.



*Nota: Esta talvez seja a primeira versão heróica de uma personagem chamada Joker.




Posted on segunda-feira, maio 14, 2018 by Ivo Silva

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segunda-feira, 7 de maio de 2018



 


Adam Warlock e o Silver Surfer tentam recrutar a ajuda do Doctor Strange na sua missão de curar a insanidade de Thor, temendo a destruição que este último possa causar agora  que se encontra na posse de uma das Infinity Gems (ver Silver Surfer #87, Vol 3, de 1993), conforme é relatado pela restante Infinity Watch (que chega a casa de Strange pouco depois). 

Strange acede ao pedido de auxílio e segue com o Silver Surfer e a Infinity Watch para Asgard, uma vez que é para lá que Thor e a Dark Valkyrie seguem também.

A chegada à cidade dourada é acompanhada por mais precalços uma vez que o grupo é atacado primeiro por um recuperado Ray e depois por um exército enraivecido de trolls (em Warlock Chronicles #7, Vol 1, de 1994). 

Os trolls foram enganados pela Lady Sif de forma a confrontarem a Infinity Watch e Strange.


 


Os nossos heróis são derrubados não apenas pela força dos números, mas também pelo recurso a técnicas historicamente mais associadas a ninjas...gás.

Tudo isto ocorre porque Sif acreditava piamente que poderia salvar Thor sozinha, servindo-se das Norn Stones* para esse efeito.

O grupo é levado pelos trolls para servir de sacrifício à fera conhecida como Borgeddon, contudo tal não chega a ocorrer uma vez que Pip (também ele um troll embora de outras paragens) apela
a um julgamento por combate (muito ao estilo de Game of Thrones). 


 


Sem grande experiência na arte do combate, Pip escolhe Adam como seu substituto para a batalha com o campeão dos trolls, Olik (o irmão mais velho do conhecido inimigo de Thor, Ulik). 

Adam vence, usando o poder da sua Soul Gem e liberta os outros mesmo a tempo da chegada de Thor a Asgard (em Thor #470, Vol 1, de 1994). 

Como seria de se esperar uma nova contenda com Thor e a Dark Valkyrie tem lugar.

Fortalecido pela Infinity Gem, Thor resiste a um ataque combinado de Strange e Adam. 


 


De uma assentada derruba ambos, virando as suas atenções para o Surfer e o resto da Watch.

Derrotando Drax, Gamora, Maxam e Surfer, sem grande esforço, o deus do trovão deixa Moondragon para a Dark Valkyrie. 

Em desespero e numa altura que Sif surge com as Norn Stones, Pip usa os seus poderes de teleportação para transportar o Thor e a Valkyrie para fora de Asgard, com o Silver Surfer a vir de arrasto. 




O quarteto dá por si num dos sítios mais perigosos da galáxia. 

No covil de Thanos, o Mad Titan!

Nas páginas de Silver Surfer #88 (Vol 1, de 1994), Thanos alia-se ao Surfer, percebendo de imediato a ameaça maior que Thor representa. 

A luta entre ambos é selvática e Thor faz mesmo Thanos sangrar (algo que nunca havia ocorrido nos confrontos anteriores entre os dois).




Enquanto os dois titãs se degladiam, o Silver Surfer usa o seu poder cósmico para abater a Valkyrie. 

Com a luta num impasse e sempre o estratega, Thanos recorre a uma das suas armas para enclausurar Thor num estado de animação suspensa. 

Thanos decide então tentar curar o deus do trovão (em Warlock Chronicles #8, Vol 1, de 1994), procurando unificar a sua mente.

Infelizmente, a loucura de Thor é demasiado grande, pelo que o Mad Titan decide que o melhor a fazer é recorrer a Odin. 


 


O porquê de os heróis ainda não o terem feito é algo que escapa à compreensão de Thanos.

Contudo, e conforme pode ser visto nas páginas de Warlock and The Infinity Watch, a chegada do grupo a Asgard, e de Thanos em particular, não é bem recebida por Odin. 

Também não ajuda o facto de à chegada, Thanos ter colocado Heimdall nocaute... 

Odin, que julgava Thor prisioneiro inocente de Thanos, lidera os asgardianos contra os recém-chegados. 

A luta é equilibrada com ambos os lados a sofrerem algumas perdas, o que obriga Odin a intervir pessoalmente.

Inicialmente, Thanos e o Silver Surfer atacam em conjunto, mas Odin depressa derruba o antigo arauto pelo que esta passa a ser uma luta um a um entre o pai divino e o titã.

Thanos tenta o mesmo estratagema que lhe permitiu conter Thor, mas a sua prisão não segura Odin que convoca para si  a lança Gugnir**


 


Odin liberta todo o seu poder sobre o Mad Titan, mas este resiste, numa grande demonstração de resiliência. 

A batalha que parece pender para Odin é interrompida por Sif e Ray. 

Adam aproveita e revela a Odin algo que deixa o pai dos asgardianos extremamente amargurado. 

A razão para a actual Warrior Madness de Thor vem do período em que Odin o fundiu à figura mortal de Donald Blake. 


 


Thor #471 (Vo1, de 1994) traz-nos a conclusão desta história com Odin a penetrar na psique do filho adormecido e a enfrentar a manifestação física da insanidade deste, a Dark Valkyrie. 

Esta é uma luta que Odin não trava sozinho. 

A parte sã de Thor ajuda o pai nesta batalha que tem lugar no mundo psiquíco. 

É mesmo Thor quem , usando o Mjolnir exorciza a Dark Valkyrie da sua mente, libertando-se finalmente da sua influência nefasta e restaurando a sua própria sanidade no processo. 

A Power Gem é devolvida à Infinity Watch no final.


*Nota: As Norn Stones são capazes de múltiplas façanhas desde moldar a realidade aos desejos do seu usuário até simplesmente ampliar o seu poder natural. Originalmente pertenciam à feiticeira Karnilla.

**Nota: A par do Mjolnir e da Twilight Sword, a Gugnir é uma das armas mais poderosas de Asgard, pois concentra em si a Odinforce.




Posted on segunda-feira, maio 07, 2018 by Ivo Silva

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segunda-feira, 30 de abril de 2018



 


Esta OVA de 1987 está repleta de acção frenética, nudez, visuais grotescos, violência excessiva e personagens que parecem saídas dos Sentai, Fist of the North Star ou de Record of Lodoss War. 

O protagonista desta película é um mestre de karaté e um estudante de liceu chamado Hyoudo que busca tornar-se no melhor lutador alguma vez a ter pisado a Terra. 


 


Com uma máscara de leopardo, para efeito dramático (e num nod ao popular Tiger Mask), Hyoudo derrota todos os membros do clube de Karaté antes de ser confrontado com a chegada do regente demoníaco do mundo extra-dimensional conhecido como Darkworld. 

O tal lord chama-se Byoudo e nada mais é que a contra-parte de Hyoudo naquele mundo sombrio. 

O senhor de Darkworld veio à Terra para atestar a veracidade de um mito que circulava pela sua dimensão. 

A de que seria batido por um lutador com uma máscara de leopardo. 

A isso, Byoudo junta um desejo de anexar a Terra aos seus já vastos domínios. 


 


Contudo, Byoudo conta com forte oposição.

Não apenas de Hyoudo, mas também da Fairy Queen, uma das suas serviçais que agora procura depó-lo. 


 


A juntar a tudo isso temos a aparição de múltiplos demónios, de um caçador de criaturas sobrenaturais e de um agente de uma organização que visa a defesa e estabilidade da linha temporal.


As lutas são curtas, mas extremamente visuais, com destaque a ter que ser dado para a contenda final entre Byoudo e a Fairy Queen, cuja aparência é um misto de unicórnio e elfo.


 


Igualmente impressionantes do ponto de vista visual são as lutas do caçador com um demónio que salta de corpo em corpo (em certo ponto ocupa o corpo de um pequeno felino) e a do agente contra a Fairy Queen. 

A maioria das batalhas tem lugar no liceu que o protagonista frequenta e são tão destrutivas que praticamente transformam em ruínas o local.

Contudo, nem apenas de luta vive esta OVA.

Também há alguma dose de romantismo. 

O interesse romântico primário de Hyoudo chega mesmo a ser possuído por um dos demónios e esventrada, sendo depois reconstituída pedaço a pedaço por um cada vez mais humanizado Byoudo (que ocupa o corpo de Hyoudo).


A OVA, baseada numa manga de quatro volumes publicada entre 1986 e 1989, dá-nos a sensação de estarmos perante um daqueles sonhos loucos que todos já tivemos, tal é o avançar caótico da narrativa. 


 


A cimentar essa ideia de sonho temos o final da OVA, com Byoudo a matar a Fairy Queen e a regressar ao Darkworld, mas não sem antes restaurar os danos causados na escola.







Posted on segunda-feira, abril 30, 2018 by Ivo Silva

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segunda-feira, 23 de abril de 2018

 



Koopas que normalmente vêem aos pares, os Hammer Bros foram apresentados no distante ano de 1985 aquando do lançamento do jogo Super Mario Bros para a NES. 

Os seus movimentos rápidos e irregulares, assim como o seu constante atirar de martelos, fizeram deles o mais temível dos inimigos normais presentes no jogo. 
Apontados como a tropa de elite dentro do vasto exército de Bowser, um dos Hammer Bros serviria inclusive como boss, na figura de um falso Bowser, no fim do mundo sete. 
Inicialmente ausentes dos níveis aquáticos, os Hammer Bros vão corrigir essa falha no jogo seguinte da série, Lost Levels. 

  

O estatuto dos Hammer será elevado com a chegada de Super Mario Bros III, com os mesmos a assumirem a posição de mini-bosses e estando agora dispersos pelo mapa mundo. 
A vitória sobre estes opositores permitiria agora aos jogadores obter os inúmeros tesouros que estes ocultavam. 
Super Mario Bros III serviria também para introduzir, pela primeira vez, outras variantes dos Hammer Bros.

 


Seria neste jogo que veríamos aparecerem os Fire Bros, os Boomerangue Bros e os Sledge Bros. 
Os Fire substituíam os martelos por bolas de fogo e reapareceriam com força na sub-série de jogos New Super Mario Bros, juntamente com a sua contra parte gelada (os Ice Bros). 









Os Fire Bros marcariam ainda presença na série de animação, The Adventures of Super Mario Bros III (1990) e nos livros de aventuras da Nintendo (Nintendo Adventure Books), assim como em muitos outros diferentes spin-offs da série principal. 

Os Boomerangue, que como o próprio nome indica faziam uso da arma tradicionalmente associada à Austrália, tinham um papel ainda mais relevante dentro do Super Mario Bros III, uma vez que eram os bosses finais da área secreta, a Treasure Ship, e do tanque existente no temível mundo oito. 
Como os seus parentes flamejantes, também os Boomerangue fariam inúmeras aparições noutros jogos e media, com destaque a ter que ser feito para o facto de surgirem na condição de aliados no filme de animação Super Mario Momotaro. 





Os Sledge destacavam-se dos outros sobretudo devido ao seu tamanho massivo, cujo impacto no chão paralizava temporariamente o jogador. 
Os Sledge Bros não seriam tão usados como os outros, mas teriam um papel de grande destaque como adversários em Paper Mario: Color Splash. 
Super Mario World traria duas novas espécies de Hammer Bros. 

A primeira ficaria conhecida como Flyin' Hammer Brother, não sendo mais que um Hammer Bros que cavalgava uma plataforma alada. 
A segunda daria pelo nome de Sumo Brothers. 

 


Capazes de causar descargas flamejantes e eléctricas com o mero bater de pés no chão, os Sumo são adversários de respeito que também teriam a devida representação na televisão (como Fire Sumo) e nos Adventure Books. 
Estes são os Hammer Bros mais relevantes, se bem que existem outras espécies menos utilizadas. 

 


Spiked Pirate, o boss da primeira área de Wario Land: Super Mario Land III é um desses exemplos. 
Normalmente apresentados como adversários, foi estranho ver os Hammer Bros no papel de aliados e pais adoptivos do nosso canalizador favorito no filme Super Mario Momotaro (1989). 

Muito estranho de facto. 

 


O martelo dos Hammer Bros é usado como arma não apenas por estes mas também pelo próprio Mário, conforme pode ser visto em Super Mario Bros III, Super Mario Rpg e Paper Mario. 
Para além disso, Mario pode dotar-se das habilidades dos Hammer Bros se vestir o Hammer Suit. 
Em troca da perda da habilidade de deslizar, Mario torna-se invulnerável às chamas (enquanto abaixado) e passa a poder atacar com os referidos martelos. 
Um fato extremamente útil que seria usado pela primeira vez no saudoso Super Mario Bros III.








Posted on segunda-feira, abril 23, 2018 by Ivo Silva

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segunda-feira, 16 de abril de 2018



 


Os Eternals são um off-shoot da Humanidade. 

Produto das manipulações genéticas da raça de deuses cósmicos conhecidos como Celestials (nomeadamente Ziran, The Tester), os Eternals, a.k.a Homo Imortalis, eram muito mais poderosos e duráveis que os seus primos humanos, embora existissem em menor número. 

Para além dos Eternals, outra raça que iria emergir dos experimentos dos Celestials seriam os Deviants. 

De longe mais numerosos que humanos e Eternals combinados, os Deviants, cuja aparência era grotesca, tinha a capacidade inapta de evoluir com o planeta, adaptando-se ao mesmo. 

Nos primórdios da história da Terra seriam eles os senhores do globo, escravizando grande parte da Humanidade e travando épicas batalhas com os Eternals. 

Eventualmente, o reinado dos Deviants irá chegar ao fim quando estes tentam destruir uma expedição celestial e vêem as suas cidades afundadas em resposta a este mesmo acto (como foi o caso da Lemúria).

Com o seu reino devastado, os Deviants vão resguardar-se no subsolo do planeta, deixando a superfície para ser conquistada e colonizada pela Humanidade, agora liberta do seu jugo inumano. 

Os Eternals por sua vez vão  continuar a servir no seu papel de protectores da Humanidade. 


 



Contudo, e com menos Deviants com quem combaterem, os Eternals irão virar as suas atenções para si mesmos. 

Estala uma sangrenta guerra civil pelo domínio de Titanos*.

Kronos e Oceanus, líderes de uma das facções, derrotam o grupo de Eternals chefiado pelo brutal Uranus. 

O duo decreta o exílio do seu cruel irmão e dos seus seguidores para o espaço, estabelecendo uma nova era verdadeira utópica, onde a ciência e a tolerância florescem. 

Enquanto que Uranus vagueia pelo universo, eventualmente estabelecendo-se num planeta que receberia o seu nome, Kronos diverte-se a estudar as energias cósmicas que deram origem à sua raça. 


 


Contudo, Kronos levará as suas experiências longe demais e sem querer provoca uma violenta explosão que devasta-lhe o corpo, fazendo-o ascender ao estatuto de divindade cósmica. 

Simultaneamente a energia cósmica liberta  irá arrasar com Titanos e alterar ainda mais a estrutura genética dos Eternals, tornando-os  mais poderosos, ao ponto de serem agora capazes de criarem a Uni-Mind, que é nada mais, nada menos do que a união física (e temporária) de todos os Eternals numa única entidade capaz de rivalizar com o poder de Galactus.

Com Kronos dado como morto, a liderança dos Eternals vê-se repartida por dois dos seus filhos. 

De um lado temos o contemplativo e pacífico A'lars e do outro o combativo e severo Zuras. 

Temendo uma nova guerra civil, A'lars abdica dos seus direitos em favor de Zuras** e este faz o que o pai de ambos já havia feito milénios atrás com Uranus. 

Bane o irmão para o espaço sideral.

A'lars vagueia pelas estrelas até se deparar com as ruínas de uma civilização há muito perdida numa das luas de Saturno***

Em Titan, A'lars depara-se com uma única sobrevivente, a Skrull Sui San.

É junto com esta que o Eternal exilado cria uma nova comunidade feita à imagem de Kronos. 

Assumindo a identidade de Mentor, A'lars terá dois filhos: Starfox e Thanos. 

Thanos é muito diferente do resto da sua família (que incluía Kazantra, a concubina do pai) pois sofria de uma condição conhecida entre os Eternals como síndroma de deviante. 

A sua aparência assemelhava-se mais à de um Deviant do que à de um Eternal como resultado disso mesmo.

No entanto, as diferenças para o resto dos habitantes de Titan não se ficava apenas pelo aspecto físico. 

A mente de Thanos era também mais negra que a dos outros Eternals. 

Adorador da representação cósmica da Morte, Thanos irá sacrificar a sua própria mãe, antes de liderar uma revolta contra Mentor, introduzindo guerra e armas numa comunidade onde ela há muito não existia. 


 


Derrotado e naquilo que já se estava a tornar numa tradição familiar, Thanos seria expulso de Titan. 

Contudo, ao contrário de Uranus e A'lars, Thanos regressará do seu exílio, mais forte e perigoso, conquistando Titan e matando grande parte dos Eternals que se lhe opuseram. 

Titan apenas seria liberta do jugo daquele que seria conhecido como Mad Titan graças à combinação de forças entre Mentor, Starfox e o Captain Marvel (Mar-Vell). 

Kronos, o avó de Thanos, agora uma entidade cósmica, vai tentar colocar um ponto-final nas ambições sombrias do neto, ressuscitando um mortal e energizando-o com parte da sua energia. 


 


Nasce assim um dos mais insistentes inimigos do Mad Titan, o determinado Drax The Destroyer. 

Também Mentor irá adoptar uma rapariga terrestre (filha do homem que se tornaria Drax) e treiná-la para ser a guerreira telepática conhecida como Moondragon, na esperança que também ela detivesse o Mad Titan.





Tanto Drax, como Moondragon irão defrontar Thanos inúmeras vezes, na companhia dos seus maiores adversários (Captain Marvel, Adam Warlock e o Silver Surfer) ou mesmo sozinhos.


 


Após essa primeira derrota, Thanos regressaria a Titan algumas vezes, mas nunca mais conquistaria a pequena lua de Saturno, tornando como sua base de operações principal a gigantesca nave conhecida como Sanctuary (vista pela primeira vez nas páginas de Warlock #10, Vol 1, de 1975) e mais tarde a lua conhecida como Black Quadrant. 

O contacto de Thanos com outros Eternals que não os da sua família será mínimo com o vilão a usar alguns como servos e a ter outros como oponentes.

A jeito de conclusão convêm salientar que nesta altura a noção de Eternals e Deuses Gregos se confundia. Zuras foi inicialmente apresentado como sendo Zeus e o Olimpo como a casa dos Eternals. Retcons posteriores iriam distanciar ambos os grupos. 
 





*Nota: Esta é a capital ancestral dos Eternals.

**Nota: Zuras odiava o facto do seu irmão A'lars ser um pacifista.

***Nota: A civilização devastada que A'lars encontra em Titan é na verdade os vestígios de uma das comunidades de Eternals estabelecida por Uranus. A mesma iria servir de base para um ataque à Terra, não tivessem Uranus e os seus seguidores sido mortos pelo Dragon of the Moon (um dos maiores vilões dos Defenders).


Posted on segunda-feira, abril 16, 2018 by Ivo Silva

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sexta-feira, 13 de abril de 2018



 


É chegada mais uma sexta-feira 13 (a primeira deste ano), um dia temido por aqueles de nós mais supersticiosos. 

Evitam-se gatos pretos, passar por baixo de escadotes abertos e tem se mil e um cuidados no que diz respeito a lidar com qualquer tipo de espelho (não vá ele partir). 

Se pretencem a este grupo, decerto irão querer evitar (ou não, porque algumas também dão boa sorte) este conjunto muito peculiar de personagens originadas única e exclusivamente na casa das ideias.

Aqui está o TOP 5 Personagens com poderes de má e boa sorte!

Boa leitura!



Menções honrosas: 

Shamrock


 



Uma das primeiras heroínas irlandesas da Marvel Comics, Molly Fitzgerald fez a sua primeira aparição nas páginas do Marvel Super-Heroes Contest of Champions, corria o ano de 1982. 

Os seus poderes de sorte e azar não eram fruto da genética, mas antes da magia. 

Molly era (sem saber) uma conduta para os espíritos de todos os irlandeses que haviam morrido na guerra. 

Como tal, os fantasmas destes protegiam-na, formando uma aura à sua volta que causava azar aos seus oponentes e sorte a Molly. 

Eventualmente estas suas habilidades místicas irão desvanecer, pelo que Molly está neste momento aposentada. 



Quark


 


Um habitante original do Mojoverse, que faria a sua primeira aparição aquando de Longshot em 1985.

Aliado e adversário do antigo X-Man, Quark possuí as mesmas habilidades que Longshot, sendo no entanto, muito mais vocacionado para a má sorte devido à sua personalidade muito pouco optimista. 

Quark fez a sua última aparição numa comic em 1996, nas páginas do primeiro volume da X-Force.



Domino


 


A mutante Neena Thurman fez a sua estreia em X-Force #8 (Vol 1, de 1992), atendendo pelo nome de Domino.

Atlética e dotada nas artes de combate, Domino tem ainda a habilidade de controlar a energia cinética à sua volta e com isso fazer-se muito difícil de atingir numa luta mano a mano.

Tal controlo dá a aparência do seu adversário ter tido má sorte e ela boa sorte.





5 - The Swell




Eddie Gunnam era um indivíduo absolutamente normal até se ter apoderado de uma bengala imbuída com a capacidade mágica de alterar as probabilidades a seu favor (a chamada Swell's Cane). 

Uma personagem benigna, Eddie fez a sua primeira aparição nas páginas de The Runaways #27 (Vol 2, de 2007). 

As suas capacidades (que incluíam ganhar a confiança imediata de quem estivesse junto dele) seriam perdidas após a destruição da referida bengala, três números mais tarde. 



4 - Roulette


 


Criada por Chris Claremont e John Buscema, Jennifer Stavros fez a sua estreia nas páginas de New Mutants #16 (Vol 1), corria o ano de 1984, como parte da equipa de jovens vilões mutantes conhecida como The Hellions. 

Com a habilidade de criar disco psiónicos, Jen tem a capacidade de através deles alterar as probabilidades a seu favor.

O modo de ataque da jovem mutante consistia em ter sempre um disco carregado de energia negativa (má sorte) e outro de positiva (boa sorte). 

O disco de energia negativa foi usado em diversas lutas contra diferentes heróis, mostrando-se particularmente eficaz em anular os poderes do Speedball e do Sunspot, durante as contendas com os New Warriors e os New Mutants respectivamente. 



3 - Scarlet Witch


 


Wanda Maximoff, que começou como vilã nas páginas de X-Men #4 (Vol 1, de 1964), tornar-se-ia numa das mais releventes integrantes dos Avengers. 

Uma mutante capaz de manipular as probabilidades com o simples gesto da sua mão, os seus poderes ganhariam foco após ela se ter tornado aprendiz da feiticeira Agatha Harkness. 

Wanda é capaz de alterar realidades, criar vida do nada, ressuscitar personagens e parar deuses galácticos com estas habilidades. 

A manipulação das probabilidades eram particularmente eficazes contra certos adversários dos Avengers. 

O Ultron, por exemplo, sofria inexplicáveis avarias sempre que enfrentava a Scarlet Witch.



2 - Black Cat


 


Felicia Hardy fez a sua primeira aparição em Amazing Spider-Man 194 (Vol 1, de 1979). 

Uma vilã tornada heroína, Felicia demonstrou ter alguma capacidade de provocar azar nos outros logo neste seu primeiro encontro com Spider-Man. 

Contudo, tais habilidades de azar só lhe seriam realmente concedidas após os eventos da primeira Secret Wars (em 1984), numa experiência similar à do Scorpion e do Fly (dois vilões do Spidey).

Ela submeteu-se a tal operação para se tornar numa parceira melhor para o aranhiço, no entanto, a sua aura de azar era tão grande que começou a afectar o nosso herói. 

Estes poderes seriam retirados via magia (Doctor Strange), mas recentemente seriam restaurados a Felicia pelo vilão Mister Negative (isto numa altura em que Felicia tinha voltado ao crime).

Desta feita, Felicia tem um controlo bem maior sobre essas suas capacidades.

Ela é a personificação da má sorte no Universo Marvel.



1 - Longshot


 


O derradeiro senhor dos destinos da sorte e do azar. 

Longshot fez a sua primeira aparição nas páginas da sua própria mini-série de 1985.

Criado por  Ann Nocenti, Arthur Adams e Carl Potts, Longshot é um alienígena que provém do Mojoverse, sendo um de muitos de uma raça de escravos criada para servir as necessidades dos Spineless Ones (entre eles Mojo, um vilão dos X-Men).

Longshot foi dotado pelo seu criador, Arize, com a capacidade de se envolver (e a outros) num campo de probabilidades positivas, desde que as suas intenções fossem puras. 

Com tais habilidades, Longshot vai-se mostrar capaz de enfrentar adversários muito mais poderosos do que ele, como a She-Hulk ou o Spider-Man. 

O alienígena irá juntar-se aos X-Men, onde verá as suas capacidades serem temporariamente corrumpidas pela magia negra da Goblin Queen, durante a saga Inferno.

Ele é o maior representante da boa sorte no Universo Marvel.












Posted on sexta-feira, abril 13, 2018 by Ivo Silva

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