segunda-feira, 16 de julho de 2018



 


Esta raça alienígena, mais conhecida pelo nome de Dominators, fez a sua primeira aparição nas páginas de Adventure Comics #361 (Vol 1), corria o ano de 1967. 

Criados por Curt Swan e Jim Shooter, os Dominators eram uma raça altamente desenvolvida tecnologicamente e com uma hierarquia social estruturada na noção de diferentes castas. 

A distinção de importância entre os Dominators era feita pelo tamanho do sinal vermelho existente na sua testa. 

Quanto maior fosse, maior a relevância do Dominator em questão. 

Os Dominators surgiram originalmente como inimigos da Legion of Super-Heroes, procurando obter controlo  galáctico no distante século XXX.


 


Aqui, os Dominators estavam em guerra há mais de vinte anos com a Federation of the United Planets. 

Embora sejam conhecidos actualmente pela sua pele amarela, dentes salientes e círculo vermelho, na sua primeira aparição, os Dominators eram azuis, tinham os dentes mais contidos e distintivo círculo na testa era branco. 

Após os eventos da saga Earthwar, um acordo de paz entre os Dominators e os United Planets será finalmente estabelecido (Legion of Super-Heroes #241 a 245, Vol 1, de 1978). 

Contudo, o fim da guerra não representaria o fim dos confrontos com a Legion. 

Os Dominators vão colidir com os jovens heróis do futuro muitas vezes no decorrer do quarto volume de Legion of Super-Heroes (em 1989), devido às tentativas dos primeiros em fazer experimentos genéticos em humanos. 

Para além da Terra, os Dominators tentaram ainda conquistar Daxam, o planeta irmão do há muito extinto Krypton. 

Uma vez mais falhariam nos seus intentos, graças à intervenção da feiticeira Glorith, curiosamente também ela uma vilã da Legion of Super-Heroes.


 


O mais poderoso dos servos dos Dominators presentes neste período temporal dava pelo nome de Bion. 

Uma criação artificial dos Dominators, a criatura cujo poder lhe permitia duplicar qualquer habilidade (ao estilo de um dos vilões da JLA, Amazo), tinha o propósito de servir de guardião da Terra, numa altura em que a mesma estava sobre domínio dos Doninators.

Bion mostrou ser extremamente resiliente e poderoso, sendo capaz de superar em combate Laurel Gand (uma espécie de versão futura da Power Girl e um dos membros mais poderosos da Legion). 

A criatura será eventualmente desactivada quando os Dominators abandonarem a Terra. 

No tempo presente, entre os séculos XX e XXI, os Dominators mostrar-se-iam também bastante intervenientes.


 


Os Dominators irão tentar formar uma aliança com outras raças alienigenas (que incluía os Khunds, os Thanagarianos e os Durlianos) e invadir a Terra durante a saga Invasion (de 1989), com o propósito de colocar um ponto final na ameaça que os meta-humanos terrestres representavam para o universo. 

Contudo, os vilões seriam vencidos pelos heróis liderados pelo Martian Manhunter e expulsos da Terra, mas não antes de um Dominator solitário lançar uma bomba genética que visava anular o gene meta-humano (o plano original dos Dominators era o de capturar os meta-humanos e não eliminá-los). 

O resultado não foi o esperado e em vez de retirar poderes e vidas, a bomba genética alterou as habilidades de alguns meta-humanos e activou os poderes latentes de outros. 

Um exemplo disso foi a alteração das habilidades da heroína Fire, cujas  novas capacidades colocaram-na agora mais próxima das do Human Torch da Marvel Comics.




Os Dominators contam com alguns aliados na Terra, nomeadamente a Queen Bee e o Weapon Master. 

O Dominion tem estado algo activo actualmente, continuando a tentar manipular os acontecimentos por detrás da cortina. 

Uma ameaça universal, os Dominators são um dos principais adversários da Legion, surgindo ainda como antagonistas da JLA, JLE e dos Green Lantern Corps.


 


Os Dominators fizeram ainda diversas aparições fora do universo das comics, nomeadamente no jogo Mortal Kombat  vs DC Universe em 2008, na série de animação de 2006 da Legion of Super-Heroes  e nas séries televisivas da Supergirl, Arrow, Flash e Legends of Tomorrow em 2016. 

Uma versão dos Dominators foi apresentada nas páginas de Uncanny X-Men #245 (Vol 1, de 1989). 

Uma paródia da saga da DC, Invasion, este número vê os aliens tentarem conquistar o planeta via o lançamento da Jean Bomb.


 


Uma arma biológica estranhamente parecida com a mutante Jean Grey, a Jean Bomb era capaz de arrasar com qualquer relacionamento e com isso lançar a Terra no chaos. 

Contudo o plano dos Dominators da Marvel irá falhar graças aos X-Men, com Havok a dar o golpe final e a obliterar a frota alienígena (e a Jean Bomb) com uma bem colocada rajada cósmica. 

Esta versão dos Dominators é verde e em vez do circulo vermelho na teste, tem antenas.


Leitura obrigatória:


Invasion! #1-3 (Vol 1, de 1989) - A derradeira história dos Dominators, Invasion vê os alienígenas a tentar arrasar a comunidade meta-humana terrestre, auxiliados por outras raças belicosas da DC.

Legion of Super-Heroes Vol 4 (de 1989 a 2000) - O melhor exemplo da natureza manipulativa dos Dominators que buscam destruir os United Planets. Aqui vemos os Dominators fazerem aquilo que falharam no século XX, a conquista da Terra (ainda que temporária). É também a primeira aparição da raça na Universo DC Post-Crisis.

Uncanny X-Men #245 (Vol 1, de 1989) - Uma paródia dos Dominators e de outras raças alienígenas da DC. Plus: Primeira e única aparição da Jean Bomb.





Posted on segunda-feira, julho 16, 2018 by Ivo Silva

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sexta-feira, 13 de julho de 2018









Felicia Hardy, a.k.a Black Cat, foi criada por Marv Wolfman e Keith Pollard, tendo sido apresentada como antagonista/interesse romântico para o popular Spider-Man, nas páginas de Amazing Spider-Man #194(Vol 1), corria o ano de 1979. 

Nesta sua primeira aparição Felicia reúne um grupo de criminosos para a ajudar a resgatar o pai, Walter Hardy, (um conhecido ladrão nocturno chamado The Cat)que servia uma pena de prisão pesada por roubo, na penitenciária de Nova Iorque. 

Como é óbvio, Spidey estava na vizinhança e vai tentar impedi-la. 

Após uma série de conflitos iniciais e de uma tentativa de Felicia em fazer Spidey juntar-se ao lado criminoso, a Black Cat finalmente passará para o lado dos anjos, ao ajudar o aranhiço numa batalha contra o Owl e o Doctor Octopus.


 


Nessas suas primeiras aparições durante a primeira metade dos anos 80 do século passado, o uniforme da Black Cat manteve-se sempre o mesmo. 

Um fato justo, azul escuro, com pêlo branco à volta do pescoço e em redor das botas e luvas (estas igualmente brancas). 

A isso Felicia juntava uma pequena coleira adornada com o que pareciam ser diamantes e uma mascarilha para lhe ocultar a identidade.

Parceira de Spider-Man desde 1983, Felicia fará a sua primeira mudança radical de uniforme nas páginas de Peter Parker The Spectacular Spider-Man #123 (Vol 1), corria o ano de 1987.


 


Este novo uniforme é uma verdadeira carta de amor aos anos 80. 

Felicia mantém a mascarilha, mas prende o cabelo. 

O seu fato passa a ser totalmente branco. 

Para além disso, Felicia passa a usar um casaco azul escuro muito parecido com o de um certo Michael Jackson. 

A vilã tornada heroína ajuda Spider-Man a parar um homicida piromaníaco conhecido como Blaze ostentando esse mesmíssimo uniforme.








Uns números mais tarde (mais precisamente em Peter Parker The Spectacular Spider-Man #129, Vol 1, de 1987), Felicia volta a mudar de uniforme, optando por um totalmente azul escuro, com pulseiras e cinto dourados e uma mala. 

A máscara é a maior ela alguma vez usará, cobrindo-lhe mais da cara.

Esse será um uniforme de más recordações para Peter Parker, uma vez que será nele que Felicia revelará a sua aliança com o vilão Foreign (ela na verdade estava a manipular ambos). 

A Black Cat regressará ao seu fato original em 1989 nas páginas de Amazing Spider-Man #316 (Vol 1) naquele que seria também o seu regresso a Nova Iorque depois dos eventos de 1987 (novamente como uma heroína ou antes como anti-heroína).

Por volta dessa altura, Felicia começa a variar um pouco a fórmula original do seu fato. 


 


Em Amazing Spider-Man #370 (Vol 1, de 1992), a Black Cat deixa de ter o pêlo branco em redor do pescoço, passando a ter um decote mais aberto. 

Por sua vez, a gargantilha passa a ser opcional, aparecendo ou não. 

Esta variação do original será a que Felicia usará durante a sua mini-série (se bem que a abertura peitoral desaparecerá por completo) de 1994. 


 


Em 2006, noutra mini-série (Claws) inserida na linha Marvel Knights, Felicia usa um fato que mistura elementos do original, com os do uniforme de 1987, recuperando a máscara mais felina.


 

 
Depois disso, Felicia regressa outra vez ao original, embora uma vez mais com ligeiras alterações. 

O decote regressa e passa a ser maior e as luvas e botas passam a ser negras (assim como o resto do fato), em vez de brancas.

Volta ainda a gargantilha e o pêlo branco. 

Um violento encontro com o Superior Spider-Man, a.k.a Otto Octavius, nas páginas de Amazing Spider-Man #5 (Vol 3, de 2014) levará Felicia a regressar a uma vida de crime. 

No entanto, desta feita ela não se limita a fazer pequenos assaltos. 

O seu objectivo passa por tornar-se num dos grandes chefes do crime de Nova Iorque e vingar-se do Spidey*.

Ela reúne um grupo de capangas (muitos deles antigos minions do Hobgoblin original), assim com forma a sua própria guarda pessoal na figura das Black Cats, com esses objectivos em mente. 


 


O fato que Felicia ostenta é muito parecido com o que ela usava até então, com as grandes diferenças a residirem no facto dela agora ter dois olhos de gato no peito, não dispor de decote, ter pêlo preto e um cinto que funciona quase como se de uma cauda se tratasse.

De referir que pela primeira vez, o uniforme de Felicia passa a funcionar como uma espécie de exosqueleto, ampliando as suas capacidades atléticas para níveis meta-humanos. 

Este fato foi-lhe fornecido por um dos mais antigos oponentes do Spider-Man, o inventor Tinkerer. 




*Nota: Ela não sabia que era a mente de Otto a ocupar o corpo de Peter naquela altura.




 

Posted on sexta-feira, julho 13, 2018 by Ivo Silva

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segunda-feira, 9 de julho de 2018



 


A nossa história tem início nas páginas de Superman #233 (Vol 1, de 1971), quando Kal, ao ir certificar-se que o experimento do Professor Bolden corre bem (Bolden visava transformar a kryptonite verde numa fonte de energia alternativa), é atingido acidentalmente por uma potente onda energética.

Felizmente, as consequências de ter sido atingido pela onda de kryptonite verde não são graves, pelo que Superman, que fora projectado para as areias do deserto perto do laboratório onde o experimento estava a ter lugar, depressa recupera os sentidos. 

E faz-lo sem consequências de maior para si. 

A kryptonite essa é que muda, de forma radical, transformando-se em algo absolutamente inofensivo para Superman.

Ferro.

Mais, os efeitos da energia libertada transformam todos os pedaços de kryptonite existentes na Terra no mesmo material, deixando agora a magia como a única fonte de vulnerabilidade para o heróico Kal-El.
É portanto, cheio de confiança em si próprio, que Kal abandona o Professor Bolden, regressando a Metrópolis.


 


Contudo, algo não está bem, pois Superman começa a notar que algumas das suas habilidades estão agora a falhar quando as usa para tentar parar uns meros sabotadores. 

A sua visão de calor por e simplesmente desaparece e ele próprio sente-se mais fraco, mas isso não o impede de evitar a destruição do foguete espacial que os criminosos visavam atingir.


 


Entretanto, no meio do deserto onde Superman esteve temporariamente inconsciente no início da história, uma figura arenosa ergue-se do molde deixado pelo homem de aço e começa a caminhar silenciosamente em direcção a Metrópolis.


 


Em Superman #234 (Vol 1, de 1971), Kal viaja, como Clark Kent, para uma ilha distante algures no Pacífico, com a intenção de fazer a cobertura televisiva* para a WGBS da erupção vulcânica que estava prestes a ocorrer na mesma. 

O proprietário da dita ilha está em negação, atacando os nativos e até mesmo o próprio Superman, que tentava reverter a devastação que estava prestes a ocorrer.

Mesmo mais fraco fisicamente, e superando a interferência do odioso dono, Superman logra atingir o seu nobre objectivo. 

Entretanto, no meio do fumo do vulcão agora extinto parece-lhe ver uma figura muito similar à sua.

É aí que Kal colapsa. 


 


Esta figura é a mesma vista a deixar o deserto no final do issue anterior.

Ela irá repousar no interior do vulcão longe dos olhares de tudo e de todos enquanto a sua forma se começa a assemelhar ainda mais à de Superman.


 


O regresso de Kal a Metrópolis é tudo menos pacífico, com Superman a ter que se haver com Ferlin Nyxly, um compositor extremamente descontente pelas luzes da ribalta lhe terem sido retiradas pelo nosso herói quando este impede uma tentativa de assassinato a um emissário do Médio Oriente presente no seu recital de música (Superman #235, Vol 1, de 1971).

Usando a mística Devil's Harp, Nyxly (que assume a identidade do mítico Pan) começa a usurpar as habilidades de Superman, principiando pela sua capacidade de voo.

Seguem-se a velocidade e a invulnerabilidade.

Sentindo-se super confiante, Pan desafia Superman para um duelo público, tendo em vista a humilhação pública do nosso herói.

Sendo quem é, Superman não recusa o pedido, mas está demasiado enfraquecido e sofre nas mãos do falso Pan.


 


Kal é salvo pela chegada do agora intitulado Sand Superman que destroí a fonte das habilidades do vilão, a Devil's Harp, restaurando a Kal as habilidades usurpadas. 

O enigmático Sand parte de seguida, sem responder às muitas questões colocadas por Kal.
 
Por esta altura, é evidente que o Sand é quem tem estado a absorver parte da força de Kal através da sua simples presença e existência. 

Em mais uma das suas aventuras (Superman #237, Vol 1, de 1971), Kal vê-se exposto a uma doença espacial quando salva um astronauta. 

Para se livrar da dita doença, que o forçaria a ter que abandonar a Terra, e ao mesmo tempo da ameaça que Sand representa para si, Kal choca contra este último num encontro que tem lugar no espaço sideral.


 


O resultado é mais ou menos satisfatório. 

Se por um lado Kal se liberta da dita doença, por outra enfraquece ainda mais.

Por sua vez, Sand continua a ficar vez cada mais forte e a assemelhar-se ainda mais com o homem de aço.

Finalmente, e depois de salvar pela enésima vez Lois Lane (desta feita de um exército voraz de formigas), Kal confronta Sand, exigindo respostas.


 


O que este último lhe diz, deixa Kal estupefacto. 

Sand não está apenas a assimilar o aspecto e poderes do Superman, mas também a sua personalidade.

Ele está, de facto a tornar-se no Superman, pelo que daqui se pode concluir que um deles, Kal ou Sand, não irá sobreviver a esta bizarra experiência...


*Nota: Nesta época Clark já não trabalha para o Daily Planet, mas antes para a WGBS, propriedade de Morgan Edge. Clark é um dos pivots da estação televisiva.



Posted on segunda-feira, julho 09, 2018 by Ivo Silva

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segunda-feira, 2 de julho de 2018



 


Após a morte do guerreiro Kree, a Marvel Comics não tardou a apresentar aquele que seria o seu substituto...ou antes substituta. 

Nas páginas de Amazing Spider-Man Annual #16 (Vol 1, de 1982) surge Monica Rambeau, uma tenente inserida no corpo policial de Nova Orleães que se vê envolvida num estranho acidente com uma perigosa arma de origem criminosa.

Bombardeada pelos raios da mesma, Monica transforma-se, ao bom estilo da Marvel, numa meta-humana capaz de manipular e assumir a forma de qualquer tipo de luz. 

Capaz de voar, tornar-se intangível, atingir velocidades vertiginosas e emitir potentes disparos energéticos, esta nova Captain Marvel é uma personagem bem distinta do seu antecessor.  

Monica não possui a consciência cósmica concedida por Eon a Mar-Vell, nem o título de protectora do universo. 

Tal tarefa passará a recair sobre um outro herói, Wendell Vaughn, a.k.a Quasar*.


 


Criada por Roger Stern e John Romita Jr, a nova Captain Marvel destaca-se ainda por ser uma as heroínas negras de maior relevância neste período (a par da Storm, líder dos X-Men).

Integrada na equipa dos Avengers, primeiro a nível provisório (Avengers #227, Vol 1, de 1983) e depois a definitivo (Avengers #231, Vol 1, também em 1983) após uma contenda com o vilão Plantman, Monica eventualmente seria nomeada por não outro que o próprio Captain America para servir como chairperson (líder) do grupo após os eventos de Avengers Siege, que viram a mansão dos heróis ser atacada pelos Masters of Evil. 



 


A equipa liderada por Monica era constituída por alguns pesos pesados do universo Marvel, nomeadamente: a She-Hulk, o Namor, o Thor, o Captain America, o segundo Black Knight e o místico Doctor Druid. 

Para além disso, os Avengers de Rambeau contavam ainda com Marrina (antiga integrante dos canadianos Alpha Flight) na categoria de membro reserva. 

Como líder dos Avengers, Monica irá guiar a equipa em múltiplas aventuras, desde uma contenda com os X-Men (por causa de Magneto), até a uma épica batalha contra um novo e aprimorado Super-Adaptoid (um velho inimigo da equipa) e os aliados robóticos deste (o grupo conhecido como Heavy Metal).

Será ainda sobre a liderança de Monica que se dará a mudança do Q.G dos Avengers de Nova Iorque para a ilha artificial conhecida como Hydrobase.


 


Após uma batalha com uma versão monstruosa de Marrina a ter deixado debilitada fisicamente, Monica vai ver a sua liderança ser usurpada pelo Doctor Druid, que desejava mais que tudo liderar os heróis mais poderosos da Terra (ele andava a minar a autoridade da Cap desde o início).

Isto dará origem a uma storyline que vê Monica inconsciente e incapaz de impedir que Druid, manipulado por Ravonna quase destrua os Avengers (Avengers #293 a 297). 

A equipa e a Captain irão recuperar, mas Monica não voltará à equipa tão cedo, optando pelo status de reserva.


 


Curiosamente, ela liderará um grupo de Avengers reservas (constituído pela Moondragon, Hellcat, Black Widow e Firebird) contra o Awesome Android durante a saga Acts of Vengeance.

Monica seria ainda um dos Avengers envolvidos na Operation: Galactic Storm, durante a guerra Kree/Shi'ar em 1992 (ela será líder de um dos três contingentes).

Na conclusão desta história, a Captain Marvel irá tomar o partido do Captain America, opondo-se à execução da Supreme Intelligence dos Kree pelos seus crimes de genocídio contra o seu próprio povo.


 


Em 1996, a carreira de Monica como Captain Marvel chegaria ao fim nas páginas de Avengers Unplugged #5 (Vol 1), onde por respeito à memória de Mar-Vell, ela irá ceder os direitos do nome ao filho deste. 

Monica passará a atender pelo nome de Photon e mais tarde Pulsar, continuando a fazer parte de diferentes incarnações dos Avengers, assim  como ajudando a fundar novas equipas como a Nextwave (2006) e os Ultimates (2015).

Ao contrário do que se sucedeu com Mar-Vell, Monica não teria direito a um título ongoing, mas teria dois one-shots em 1989 e 1994, para além de uma participação bastante relevante na mini-série de 2009, Marvel Divas (aqui já como Photon).

Entre os maiores inimigos da segunda Captain Marvel contam-se Moonstone (Karla Sofen), Blackout e Nebula. 

Esta última, auto-proclamada neta de Thanos, estabeleceu um feudo bastante curioso com Monica.

Uma tentativa de fazer os leitores recordarem a rivalidade entre Mar-Vell e Thanos, talvez? 

Monica teria direito à sua própria action figure e a uma presença no jogo War of Heroes, ambas sob a identidade de Spectrum. 


 


Após os eventos de 1996 acima mencionados, o título de Captain Marvel será passado para as mãos ainda jovens e inexperientes do Eternal de Titan conhecido como Legacy. 

Este Legacy, criado por Ron Marz e Joe Phillips e que faria a sua estreia nas páginas de Silver Surfer Annual #6 (Vol 1, de 1993) nada mais era do que o filho de Mar-Vell e Elysius (embora de início a mãe lhe tenha dito que o pai era Starfox).

Impulsivo e imaturo devido ao facto de ter sido alvo de um crescimento acelerado, pela mãe temer que os inimigos de Mar-Vell atentassem contra a sua vida, Genis-Vell irá receber as Nega-Bands do pai e assumirá o nome de Captain Marvel, procurando honrar a memória de um pai que nunca conheceu.

Genis receberia o seu próprio título ongoing em 1995, ainda ostentando o nome de Legacy (embora a comic se chamasse Captain Marvel). 

O comic não durou mais do que 6 issues, sendo cancelado rapidamente devido às fracas vendas no ano seguinte.

Depois disso, e já como Captain Marvel, Genis fez aparições exporádicas nos títulos de outras personagens cósmicas como o Adam Warlock e o Silver Surfer. 


 


Seria o advento da Destiny War (na maxi-série Avengers Forever que iria ser publicada de 1998 até 2000 num total de 12 issues), que traria Genis de volta à ribalta. 

Ostentando a consciência cósmica de Mar-Vell e um traje mais similar ao popular uniforme de Mar-Vell da década de 70, Genis seria integrado nos Avengers e, mais importante que isso, vir-se-ia associado/fundido a Rick Jones, num claro nod ao passado. 

Contudo, a relação entre Rick e Genis era muito distinta da que o primeiro tinha com Mar-Vell.

Primeiro, Rick era agora o indivíduo mais experiente da dupla. 

Segundo, quando ambos trocavam de átomos ao colidirem as Nega-Bands, um deles ia parar não à inóspita Negative Zone, mas antes a um dos muitos mundos do Microverse.


 


Junto com um novo cast de personagens que incluíam Moondragon, Drax, Adam Warlock e Marlo Chandler, o terceiro Captain Marvel irá ganhar uma segunda revista ongoing. 

Captain Marvel Vol 4 contará com 36 issues (incluindo um nrº0), iniciando-se em 1999 e terminando em 2002, altura na qual o 5º volume será lançado nas bancas.

Este 5º volume conduzirá Genis às suas raizes Kree, fazendo-o juntar-se ao exército dos mesmos e passar a ostentar uma versão upgrade do uniforme verde e branco que Mar-Vell usou na década de 60.


 


Este é um tempo de um Genis insano, devido à sua incapacidade de lidar com o vasto poder da consciência cósmica. 

É o tempo de um Genis que a mando das entidades Entrophy e Epiphany destrói o multiverso.

É o tempo de Genis devastar um dos muitos mundos do microverso (onde habitava Zhib-Ran, a.k.a o Hyperion do universo 616). 

Eventualmente, o multiverso será restaurado, ainda que com ligeiras alterações.

Genis tem agora uma irmã gémea na figura de Phyla-Vell. 

Criada por Peter David e Paul Azaceta, Phyla faria a sua primeira aparição nas páginas de Captain Marvel #16 (Vol 5) corria o ano de 2003. 


 


Com o irmão a tornar-se numa espécie terror galáctico (fruto do seu uso da consciência cósmica acima mencionado), Phyla irá reclamar para si o título de Captain Marvel e uma luta terrível entre os dois terá lugar (Captain Marvel #17-18, Vol 5). 

Uma luta que irá envolver ainda Starfox, Elysius, Mentor e Rick Jones que procuravam restabelecer Genis ao seu perfeito juízo.

Algo que irão conseguir fazer, para gaúdio dos grandes impérios galácticos que temiam o poder de Genis.

Genis renasce com uma versão branca e preta do seu segundo uniforme. 

Phyla mantém o título de Captain Marvel (ela que tem também uma versão das Nega-Bands), mesmo depois disto e pela primeira vez temos dois Captain Marvels em simultáneo no universo 616. 


 


Um título que voltará a ficar vago com o último número do 5º volume de Captain Marvel (o 25, em 2004). 

Genis será separado de Rick pela entidade Expediency e procurará atenuar pelos seus múltiplos actos de homicídio como Captain Marvel, juntando-se aos Thunderbolts (New Thunderbolts #6, Vol 2, de 2005) com uma nova identidade, a de Photon, e um novo uniforme (já sem as Nega-Bands).


 


Contudo, a insanidade volta e Genis acabará por ser morto pelo Baron Zemo (na posse das Moonstones), ao ter o seu corpo dividido pela dimensão da Darkforce nas páginas de Thunderbolts #100 (Vol 1, de 2006). 

Quanto a Phyla esta irá estabelecer uma relação amorosa com a Moondragon e juntar-se-à a inúmeros outros heróis na batalha contra a Annihilation Wave de Annihilus.

Será no decurso desse conflito que ela irá ser escolhida para ostentar as Quantum Bands (que dissolvem as suas Nega-Bands) do falecido Wendell Vaughn e tornar-se não só na nova Quasar, como também na nova protectora do universo.


 


Como Quasar II, Pyhla-Vell não só ganha uma mini-série em 2007, como se junta aos Guardians of the Galaxy. 

Eventualmente, Phyla vai ser escolhida para ser o avatar da entidade cósmica conhecida como Oblivion, após uma morte surprendente às mãos de Mentor, o pai de Thanos (curiosamente, o avatar anterior tinha sido Maelstorm, um dos maiores inimigos do Quasar original).


 


Muito mais agressiva, mas igualmente mais poderosa, Phyla vai seguir a tradição do seu irmão gémeo e volta a mudar de nome, assumindo a identidade de Martyr e um aspecto bastante mais sinistro. 

Como o irmão também Pyhla-Vell morrerá (novamente), mas às mãos do maior inimigo de Mar-Vell , um renascido Thanos (nas páginas de Guardians of the Galaxy #24, Vol 2, de 2010). 

O espírito de Phyla-Vell foi, no entanto, mostrado como tendo sido preservado no interior da Soul Gem. 

Tanto Genis como Pyhla demonstraram ser bastante mais poderosos que o Mar-Vell. 

Genis mostrou-se capaz de criar ilusões massivas, modificar matéria e até mesmo aumentar de tamanho usando a consciência cósmica. 


 


No entanto, tais habilidades custaram-lhe, como já foi mencionado atrás a sua sanidade. 

Pyhla fazia um uso mais básico da consciência cósmica e era por isso muito mais estável que o irmão, mas não tão poderosa. 

Genis chegou a usar uma pistola kree que canalizava a energia cósmica/psiónica do seu corpo. 

Pyhla, por sua vez para além das Quantum Bands detinha ainda a Quantum Sword, a expressão máxima do seu poder. 

Com o seu renascimento como avatar do Oblivion ela deixará de poder usar as Quantum Bands, mas mantem a espada. 

Agora chamada de Oblivion Sword.


 


De 1993 a 2006, Genis reúne um contingente bastante variado de adversários que incluem: Fredd (uma versão maligna sua), Ely-Vell (o seu próprio filho imortal), Karl Coven, Zhib-Ran, Una-Rogg, Visalia e o Psycho-Man. 

A sua irmã irá ter que se haver de 2003 a 2010 com Annihilus, a Universal Church of Truth, Maelstorm, a Phalanx, Ultron e o Super-Adaptoid, entre muitos outros. 

Ambos terão que lidar com Thanos e contariam ainda com o lado sombrio de Adam Warlock, Magus, como o maior dos seus inimigos.
Genis-Vell foi personagem jogável na versão PSP de Marvel Ultimate Alliance e contou com duas action figures até ao momento. 

Phyla-Vell não teve qualquer action figure até ao momento, mas esteve presente em dois jogos: War of Heroes e Avengers Alliance. 

Para além disso, ela marcou presença num dos episódios de Avengers: Earth's Mighthiest Heroes, na qualidade de Quasar e como parte dos Guardians of the Galaxy.
Seguir-se-iam inúmeros impostores Skrulls até termos um puro Kree e a primeira humana com a qual Mar-Vell se cruzou a seguirem os passos dos gémeos e adoptarem o nome de Captain Marvel.

Mas isso é uma história para a próxima parte da nossa retrospectiva: De Ms Marvel para Captain Marvel!

*Nota: O primeiro Quasar moldaria os seus futuros uniformes para serem mais semelhantes aos do falecido Mar-Vell, como de resto se pode ver em Quasar #18 (Vol 1) e Quasar #26 (Vol 1), ambos de 1991.  


  











Posted on segunda-feira, julho 02, 2018 by Ivo Silva

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segunda-feira, 25 de junho de 2018



 


O que é que o simples acto de tomar um duche, anime e jogos de luta têm em comum? 

Pouco, dirão vocês. 

Bem, não poderiam estar mais enganados.

Os três são verdadeiramente indissociáveis uns dos outros. 

Em diversas adaptações de jogos de luta a animes, os duches estão quase sempre presentes. 


 


O mais conhecido de todos será certamente o longo duche de uma das primeiras damas do mundo dos jogos de vídeo, Chun-Li. 

Presente em Street Fighter: The Animated Movie, a cena antecede uma das melhores lutas de toda a OVA na qual a chinesa enfrenta o ninja espanhol Vega. 


 


No entanto, há muitas mais. 

Em Fatal Fury: The Animated Movie, Mai Shiranui, uma das protagonistas desta popular série de jogos de luta da SNK toma um breve duche enquanto conversa com o seu relutante namorado (que a espera do lado de fora) Andy Bogard. 

Também o Tekken, no seu filme animado, possui a sua própria cena no duche. 

Quem a protagoniza é uma das vilãs da série, a perigosa assassina Anna Williams.  

Um caricato caso de fan service que era moda nos anos 90.




Posted on segunda-feira, junho 25, 2018 by Ivo Silva

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Um jogo de luta desenvolvido pela Konami no distante ano de 1985 para a NES, Yie Ar Kung-Fu segue Lee, um talentoso artista marcial que procura vencer os cinco grandes mestres e dessa forma tornar-se no maior combatente de todos os tempos numa forma de honrar a memória do seu falecido pai. 

Cada um dos cinco grandes mestres com os quais Lee tem de lutar dispõem do seu próprio estilo, sendo que três deles usam mesmo armas durante os combates singulares. 


 


O primeiro, e mais fácil deles, é Wang, o inimigo com calça azul e bastão nas mãos. 

Segue-se Tao, um lançador de bolas de fogo, e o primeiro, mas não o último dos adversários a fazer uso de projécteis.


 


Ultrapassando Tao temos que nos haver com um adversário ainda mais capaz na figura de Chen e da sua versátil corrente. 

Concluída com êxito esta terceira luta, teremos acesso a um nível bónus no qual temos que acertar nos diferentes projécteis que nos são atirados. 

Tal permitirá ampliar a nossa pontuação final.


 


O nível apenas terminará quando formos atingidos por um dos objectos. 

Após este breve intervalo teremos pela frente os dois últimos mestres. 


 


Lang, a única presença feminina no jogo, é a mais rápida de entre todos os mestres, sendo uma ninja que se serve dos seus shurikens para arrasar com a oposição. 

Por último temos Mu, o boss final cujo principal ataque mais tarde viria a fazer parte do arsenal de outros lutadores mais famosos, como Raiden de Mortal Kombat ou Bison de Street Fighter.


 


 Falo do agora famoso Pscho Driver, um movimento que é efectuado por Mu, embora sem toda aquela energia que emana de Bison. 

Os combates de Yie Ar não têm limite de tempo, terminando somente quando um dos dois lutadores tiver a sua barra de energia reduzida a zero.

Cada golpe dado pelo protagonista vale pontos, servindo para o jogador ampliar o seu score final. 

Os cinco mestres são adversários rápidos, nos quais não podemos esperar fazer dano se nos limitarmos a repetir o mesmo golpe vezes e vezes sem conta. 

As batalhas em Yie Ar são um misto de instinto e estratégia. 

Aqui devemos procurar alternar ataques, dando primazia a golpes altos e pontapés, assim como avaliar bem as distâncias, uma vez que o hit detection nem sempre é certo. 


 


Vencendo Mu, o jogo repete, mudando apenas a coloração do interior do templo onde se passa toda a acção (passa de vermelho para azul) e o nível de dificuldade. 

Tal irá repetir-se múltiplas vezes até finalmente perdermos.

 Yie Ar Kung-Fu tem uma única música e um único cenário, sendo um dos jogos mais curtos disponíveis para a NES. 

Um reflexo de outros jogos desta época, Yie Ar é jogo onde o principal objectivo passa por conseguirmos a maior pontuação. 

Maioritariamente um jogo singular, Yie pode ser jogado por dois jogadores, alternadamente e usando apenas a figura do protagonista, Lee. 

De salientar que este jogo da Konami tem uma das mais engraçadas animações de derrota de sempre, com Lee (ou os seus opositores) a ficar caído no chão de pernas levantadas, ao bom estilo de tantos animes desta altura. 

A jeito de curiosidade, do arsenal de golpes de Lee faz parte um salto que lhe permite fazer ricochete nas paredes.

Isso seria algo que apenas voltaria a ver ser usado num jogo de luta por Chun-Li e Vega em Street Fighter II.





Posted on segunda-feira, junho 25, 2018 by Ivo Silva

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