segunda-feira, 24 de setembro de 2018





Desenvolvido pela Sega e lançado para a Mega Drive em 1994, Streets of Rage III é, como o próprio nome indica, a terceira entrada (e também a última) numa das mais populares séries da época. 

Um Beat'em up, como os seus antecessores, Streets of Rage III marcava o regresso do Mr X e do seu sindicato naquela que era sua terceira tentativa de controlar o submundo do crime da cidade. 

Desta feita, Mr X tenta uma abordagem mais subtil, procurando substituir os membros mais relevantes da cidade por duplicatas robóticas.

Mr X é auxiliado neste seu plano mirabolante pelo Dr Dahm que desenvolve, entre muitos outros, versões robóticas do próprio vilão (os apelidados Robot X e Y serão usados como bosses finais nos diferentes finais do jogo) e da sua oposição (na figura de um robot de Axel). 




Para distrair a atenção das autoridades, o Mr X espalha bombas por toda a cidade. 

Felizmente, os planos do pérfido vilão são descobertos pelo Dr Zan, que contacta Blaze, Axel e Skate para o ajudarem a parar o Mr X de uma vez por todas. 


 


O jogo traz de volta como personagens jogáveis três dos protagonistas do título anterior, adicionando o Zan ao plantel. 

Axel continua a ser a personagem mais balanceada de entre as quatro, mas ganha mais força física, assumindo agora o papel de bruiser do grupo. 

Blaze mantem-se como a mais rápida e ágil do conjunto, enquanto que Skate é de longe a personagem mais fraca fisicamente falando. 

Zan, o único estreante, é um cyborg capaz de dar potentes choques eléctricos aos seus oponentes.


 


Embora poderoso (se bem que um pouco desengonçado), Zan é a única personagem a não dispor de ataques especiais diferentes dependendo da arma que tenha à sua disposição. 

Seja qual for a arma que apanhe do chão, Zan fará sempre o mesmo ataque de bola energética. 

Esta é precisamente uma das grandes novidades de Streets of Rage III, a possibilidade de fazer movimentos especiais dependendo da arma que estiver na nossa posse. 

Esses movimentos variam de personagem para personagem. 

De realçar que as armas nunca foram de durar muito. 

No primeiro Streets of Rage bastava apenas um mero toque do adversário para ela sair das nossas mãos e desaparecer. 

Aqui todas as armas têm uma barra de uso (à la Fire Emblem) ou seja um prazo de validade, no fim do qual ela quebra e, aí sim, desaparece. 

Outra novidade de Streets of Rage III reside no facto de todas as personagens serem capazes de correr. 

Algo que não era possível no primeiro e que no segundo jogo era exclusivo do Skate. 

Streets of Rage III é um jogo muito mais rápido que os seus antecessores. 

Mais difícil também, não só porque os nossos golpes já não causam tanto dano como nos jogos anteriores, mas também porque a A.I dos inimigos está muito mais apurada. 


 


A juntar a isso regressam as armadilhas do Streets of Rage original. 

O que vale é que também temos mais opções de ataque. 

Para além dos já tradicionais golpes especiais e das armas, volta a ser possível fazer ataques combinados como no jogo original.

A essa versatilidade acrescenta-se o facto das nossas personagens conseguirem fazer esquivas e Blitz Attacks, isto é golpes efectuados enquanto a nossa personagem corre. 

Streets of Rage III faz regressar velhos bosses (Shiva, Jet e as gémeas Mona e Lisa), assim como acrescenta alguns novos, sendo que tirando o samurai Yamato, todas estas novidades são robóticas (Robot X, Y e Evil Axel). 

Existem também alguns  novos sub-bosses em determinados níveis que, num dos casos é mesmo boss duplo (Bruce e Roo no segundo nível). 

Os níveis em Streets of Rage, assim como a música não são tão inspirados como nos dois jogos anteriores da série, mas continuam a ser variados. 


 


O nível da discoteca é sem sombra de dúvida o melhor deles, sendo nele que assistimos ao regresso da dupla de bosses mais difícil de bater do jogo original, Mona e Lisa. 

Igualmente inspirado, não tanto pelo cenário (zona de construção), mas antes pelo que temos que fazer, é o nível no qual temos que fugir de um capanga do Mr X que conduz um bulldozer na nossa direcção. 

Apesar de não termos tempo limite, a rapidez com que batemos cada nível conta para o final que iremos conseguir (para isso também conta a dificuldade seleccionada no início). 

A nível gráfico, não considero que Streets of Rage III seja superior ao II. 

Os sprites parecem um meio termo entre os do jogo original e os do segundo. 

Streets of Rage III é ainda assim um jogo com imensa longevidade, graças aos seus finais múltiplos, personagens secretas (três) e história (bastante mais complexa). 

Ainda assim, o jogo peca pela banda sonora banal e pela exclusão de Adam (outra vez) e de Max. 

Zan não é de todo uma boa personagem a meu ver.

Não é o Streets of Rage mais fraco, tecnicamente falando, mas é aquele que muitos fãs decerto não irão apreciar tanto jogar.







Posted on segunda-feira, setembro 24, 2018 by Ivo Silva

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segunda-feira, 17 de setembro de 2018





O design original do Black Panther, feito por Jack Kirby, seria muito diferente daquele que nos seria apresentado aquando da primeira aparição da personagem nas páginas de Fantastic Four #52 (Vol 1, de 1966). 

Em vez do uniforme negro pelo qual ficaria conhecido, T'Challa foi apresentado com um fato bastante colorido e sem qualquer tipo de máscara. 

O uniforme, que seria rejeitado, não seria desaproveitado, uma vez que a Marvel Comics o usaria para apresentar uma versão alternativa do T'Challa, que dava pelo nome de Coal Tiger (o nome original que Jack e Stan pretendiam dar ao herói).

Proveniente (e último sobrevivente) da Terra 355, o Coal Tiger fazia parte dos Gatherers e faria a sua primeira aparição nas páginas de Avengers #355 (Vol 1, de 1992). 


 


A sua morte chegaria cedo. 

Para ser mais exacto no número seguinte, servindo para estabelecer os Gatherers e o seu líder, Proctor, como um novo grupo de adversários para os Avengers combaterem.

Como curiosidade convém salientar que no Universo MC2 o filho de T'Challa dá pelo nome de Coal Tiger e é membro dos Avengers daquele mundo. 


 


Para além desta indefinição relactivamente ao uniforme, T'Challa sofrerá algumas mudanças de nome para além da já referida nos primeiros tempos da concepção.

A mais conhecida passou por tratá-lo apenas por Panther. 

A mais radical viu a personagem alterar o seu nome para Black Leopard nas páginas de Fantastic Four #119 (Vol 1, de 1971).


 


Ambas as mudanças se deveram ao facto da Marvel não querer ver o seu nome e o da sua personagem associados ao movimento revolucionário dos Black Panther (estes eram militantes negros particularmente violentos) que se fazia sentir nos E.U.A na altura. 

T'Challa regressaria ao nome de Black Panther um ano mais tarde nas páginas de Daredevil and the Black Widow #92 (Vol 1).




Posted on segunda-feira, setembro 17, 2018 by Ivo Silva

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segunda-feira, 10 de setembro de 2018



 


Numa história intitulada de Plague, os Titans encontraram pela frente um adversário extremamente difícil de combater (The New Titans #62, Vol 1, de 1990) na figura do monstruoso Scourge. 

Os nossos heróis perseguiam um grupo de assassinos no sistema de esgotos de Nova Iorque, quando se viram inesperadamente emboscados por estes. 

As monstruosas criaturas rapidamente imobilizaram Troy, Speedy, Raven e Jericho, com os Titans a serem salvos quando uma das criaturas literalmente explode e a outra por e simplesmente foge. 

Para trás, os monstros deixaram ficar um rasto de devastação na figura de uma gravemente ferida Troy. 


 


O estado deplorável no qual a jovem heroína se encontrava obrigou Raven a tentar usar as suas habilidades empáticas para conseguir estabilizá-la.

Entretanto, o mercenário Deathstroke havia regressado à cidade em busca do responsável por ter colocado a sua cabeça a prémio, um tal de Lanier.

Deathstroke localiza Lanier numa festa na qual também estava presente um dos membros dos Titans, o jovem Changeling que, como é óbvio, tenta impedi-lo de executar o seu alvo. 




Contudo, Changeling rapidamente muda de ideias ao presenciar a transformação de Lanier numa daquelas criaturas que anteriormente haviam confrontado os seus companheiros nos esgotos da cidade. 

Ferindo Slade, a.k.a Deathstroke, Lanier consegue fugir e alerta o seu misterioso líder para o perigo que os Titans e os seus aliados representam para eles.


 


Em The New Titans #63, Slade continua a seguir o rasto a Lanier, numa altura em que a saúde de Troy começava a deteriorar-se a olhos vistos. 

Slade descobre que Lanier e as restantes criaturas existiam por sua causa, mais propriamente dedido a algo que ele trouxera para a América durante uma das suas muitas actividades de contrabando.

Reconhecendo que necessitava de ajuda para lidar com as criaturas, Slade pediu auxílio aos seus velhos rivais, os Titans. 

Slade revela-lhes que os monstros tiveram a sua origem num soro (uma praga para ser mais exacto).

Este primeiramente inflinge a morte no seu usuário, ressuscitando-o mais tarde numa versão monstruosa de si próprio.

Uma versão que necessitava de sangue humano para sobreviver.

Apelidando-os de vampiros, Slade afirma que a única maneira de os parar e evitar que a praga se espalhasse pelos E.U.A seria matando todos os portadores do vírus.


 


Não tarda até que os Titans, acompanhados por Deathstroke, sejam atacados, com mais uma heroína a cair vítima dos ataques das criaturas. 

Raven é violentamente mordida no pescoço por um dos vilões, antes de Starfire o incinerar completamente com um dos seus disparos cósmicos. 

Os Titans levam Raven para o hospital, para junto de Troy, mas nem aí os nossos heróis estão a salvo.

Uma outra criatura, muito semelhante a um morcego, entra no hospital e administra o maldito soro na inconsciente Raven. 

Jericho está presente e tenta impedir o acto, mas não só falha em fazê-lo como é também ele brutalizado pela criatura e forçado a ingerir o já referido soro letal. 


 


Com Raven e Jericho às portas da morte (The New Titans #64), Starfire persegue o monstro responsável pelos céus de Nova Iorque, mas falha em conseguir capturá-lo. 

Entretanto, no hospital, Raven desperta, parcialmente transformada e ataca os seus companheiros, que a custo conseguem conté-la. 

É então que Troy, a primeira vítima de entre os Titans, surge, oferecendo o seu sangue, ainda livre do soro, para criar os anti-corpos necessários para combater a infecção mortal que se alastra pelo corpo de Raven e Jericho.

Entretanto, Slade captura Lanier e tortura-o, conseguindo descobrir a base dos vilões e a sua verdadeira origem extraterrestre, antes dele próprio ser capturado por estes últimos.


 


Slade vê-se frente a frente com o líder das criaturas, um antigo arqueólogo transformado num monstruoso vampiro chamado Scourge. 

Este revela, como todos os bons vilões de outrora, a sua origem e os seus planos para o resto da Humanidade, antes de tentar converter Slade.

Essa conversão vai ser prontamente impedida pela chegada dos Titans. 

Um contingente mais reduzido do que o habitual (com apenas Starfire, Cyborg, Speedy e Changeling), mas que consegue fazer frente aos monstros.




Starfire destroí mesmo o líder deles, o resiliente Scourge.


Contudo, a ameaça não acaba com a morte do vilão principal. 

Nas páginas de New Titans #65, os Titans têm que enfrentar a Raven, transformada numa das criaturas de Scourge. 

Cyborg e Starfire danificam a forma astral de Raven, provocando a sua fuga. 

Procurando instintivamente por Scourge, Raven descobre que o seu novo mestre está morto, pelo que parte em busca de Lanier, o segundo no comando, acabando por deparar-se antes com um regressado Nightwing. 


 


Sob a liderança de Dick Grayson*, os Titans conseguem rapidamente conter a colega tresmalhada e levá-la de volta para o hospital, onde a heroína é finalmente tratada. 

Raven e Jericho recebem um antídoto, sintetizado a partir do sangue de Troy, para a praga de Scourge. 



*Nota: Dick encontrava-se de licença dos Titans e a treinar o novo Robin, Tim Drake, nesta altura.




 

Posted on segunda-feira, setembro 10, 2018 by Ivo Silva

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quinta-feira, 6 de setembro de 2018








A mais recente das editoras de banda desenhada portuguesas, a Zone Komics, atinge o mercado digital em força , apresentando-se com a ambiciosa missão de estabelecer o seu próprio universo no qual, não há lugar para heróis no sentido tradicional da palavra. 

A Zone Komics estabelece este No place for Heroes com três números que parecem retirar inspiração do mundo da manga japonesa e de jogos igualmente nipónicos como o Final Fantasy. 

A primeira das bds chama-se Full Blaze e acompanha as aventuras de uma equipa de mercenários com o mesmo nome.

Liderados pelo rigoroso Aaron Stryker e constituídos pelo irreverente piloto Xander e pela impiedosa e sanguinária Sarah (a qual chamam de Ceifeira), a Full Blaze procura recuperar o seu estatuto de maior unidade do mundo fictício de Earthania.

Para tal, começam por transportar um perigoso criminoso de volta às guildas de Azure. 

A segunda bd que tive a oportunidade de ler tem um lado igualmente militarista, contudo, deambula mais pela fantasia medieval e steampunk tantas vezes abordada em rpgs japoneses. 
 
Warper! dá-nos dois protagonistas. 

Drake, um guerreiro errante munido de um estranho poder mágico que o torna um pária em Azure.

Bastante irrequieto, Drake não tarda em envolver-se numa escaramuça entre o monarca de Azure e um grupo desconhecido de invasores. 

Segue-se a jovem princesa relutante, Alice. 

Esta está desejosa de aprender a usar as artes míticas, mas tal não lhe é permitido pelo pai, o Rei Hellis. 


 


A terceira e última bd chama-se Rogue Dragon e volta ao conceito de um único protagonista. 

Aqui seguimos a história de Marayah, uma jovem telepata atormentada por pesadelos. 

Marayah trabalha na quinta da família e num bar como forma de ajudar o pai a pagar as contas e cuidar da mãe doente. 

Ao mesmo tempo, Marayah procura encontrar-se a si própria e descobrir mais acerca do seu poder. 

Todas as três bds têm a arte, argumento, balonagem e edição a cargo de Diogo Mané. 

Com excepção de Warper!, Diogo conta com a ajuda de outros artistas para a realização das duas outras histórias. 

Em Full Blaze, João Iria ajuda com o argumento e o guião, ao passo que Filipa Bento finaliza a arte e Maria Ferreira encarrega-se das cores. 

O João regressa, nas mesmas funções, em Rogue Aragon, com Ricardo Robalo a estar agora encarregue das cores. 


 


As três bds têm os seus pontos fortes e os seus pontos fracos. 

A arte necessita de um pouco de refinamento, embora haja alguns pormenores interessantes em termos de arte sequencial (a sequência do sonho em Rogue Dragon). 

O diálogo é um pouco simplista, mas cumpre na sua tarefa de dar a conhecer as personagens e o mundo nas quais elas se inserem. 

Bastante coloridas todas as três bds têm histórias que irão certamente chamar a atenção da vasta comunidade de manga em Portugal.

Ficamos a aguardar pelos segundos números e pelas melhorias que certamente virão.

Se quiserem saber mais acerca desta editora vejam o link abaixo indicado.

https://www.indiegogo.com/projects/no-place-for-heroes-the-comic-book-universe#/











Posted on quinta-feira, setembro 06, 2018 by Ivo Silva

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segunda-feira, 3 de setembro de 2018









Esta história passa-se numa das muitas realidades alternativas do Universo Marvel. 

Nesta realidade em questão, a Humanidade praticamente já não existe, uma vez que a maioria da sua população foi transformada em mutantes pela Terrigen Mist dos Inhumans. 

Após uma violenta batalha com os Celestials, que quase obliterou o planeta, o que resta dos heróis da Terra unem-se à reincarnação terrena do há muito falecido Mar-Vell. 

Em Earth X (como é conhecida esta realidade), o ainda infante Mar-Vell, filho de Adam Warlock e Ayesha, junta a sua já poderosa consciência cósmica à Enigma Force* e procura criar nada mais, nada menos que o paraíso na Terra e no além.

Tal apenas pode ser obtido, a seu ver com a destruição da personificação da Morte e a modificação do reino desta usando pedaços do Cosmic Cube.


 


Numa luta de duas frentes, uma no mundo dos vivos e outra na dos mortos (graças ao seu vasto poder, Mar-Vell consegue estar em dois locais ao mesmo tempo, sendo que no reino dos mortos a sua forma é a de um adulto), o antigo Captain Marvel tenta reunir o apoio do maior número possível de heróis (e até de alguns antigos vilões) com vista atingir esse seu objectivo. 


 


No mundo dos vivos a sua principal oposição surgirá na forma de um culto, o Tong of Creel, que busca reconstruir o Absorbing Man, um vilão que nesta dimensão, após ter absorvido a programação do Ultron, matou grande parte dos Avengers antes de ser finalmente detido pelo Vision.

No mundo dos mortos, a oposição será igualmente terrível, pois à frente do exército esquelético da Morte vai estar o seu maior adorador, o temível Mad Titan, Thanos (Universe X #3, Vol 1, de 2000). 

A assistir impávida e serena aos acontecimentos está a Morte, enquanto que a manipular tudo por detrás das cortinas encontra-se o demónio Mephisto (nesta dimensão o auto-proclamado pai da Morte). 


 


Este último serve-se de Belasco (na realidade o mutante Nightcrawler), de um exército de Daredevils virtualmente imortais (cópias do Deadpool da Earth X), do Immortus e dos aliens Dire Wraiths, entre muitos outros. 

Contudo, o seu grande trunfo, a "ressurreição" do Absorbing Man não corre como planeado. 

Como da primeira vez, o Vision (um dos poucos Avengers sobreviventes) vai ser fundamental na derrota do vilão. 

Creel tornar-se-á num fantasma gigante (ele tinha acabado de absorver Manhatthan). 

Contudo, e para evitar a destruição da Terra, o Vision terá que o tornar tangível novamente. 


 


Creel é convencido por Loki a transformar-se em Vibranium e com isso salvar o próprio planeta, cuja estabilidade não era muita após a destruição do embrião dos Celestials que estava no seu núcleo (em Earth X #0-12 e X, Vol 1, de 1999 a 2000). 

Immortus verá o erro de se ter juntado a Mephisto e Belasco descobrirá a manipulação de que fora alvo pelo senhor dos infernos.

No reino da morte a luta não corria tão bem, uma vez que era preciso muito esforço, da parte de Mar-Vell e da forma astral do Doctor Strange, para manter os heróis e vilões falecidos conscientes de que o estavam de facto (caso contrário, julgavam-se ainda vivos e paravam de tentar combater a Morte).




Para além disso, eram poucos os combatentes disponíveis e embora fossem poderosos (entre eles contavam-se a Phoenix, o Ghost Rider original, o Doctor Doom e o Iron Man, entre muitos outros) estavam a perder terreno contra o inesgotável stock de guerreiros à disposição de Thanos. 

A morte do Supremor, às mãos do infante Mar-Vell, dará ao Mar-Vell adulto a possibilidade de contar com todos os Kree falecidos (incluíndo a sua amada Yuna e o seu odiado inimigo Yon-Rogg) do seu lado. 

Todavia, a primeira acção do Vision na terra dos vivos, ao aprisionar Creel, terá consequências nefastas no outro reino, com Mephisto a ganhar vantagem e conseguir capturar um temporariamente depowered Mar-Vell, ao mesmo tempo que extermina os seus guardiões (Nova, Ms Marvel e Starlord) e convence os outros a parar de lutar.


 


Ao tornar intangível Creel, o Vision tornou a Terra e todos nela igualmente intangíveis, o que negou ao infante Mar-Vell o acesso ao poder cósmico do Silver Surfer, necessário para o Kree vencer a luta no reino dos finados.

Com Mephisto prestes a desfazer um indefeso Mar-Vell adulto, eis que a situação muda novamente, quando o Vision liberta Creel e Loki consegue convencer este a salvar a Terra e os seus habitantes (como já referi acima).

Com a Terra tangível uma vez mais, o Silver Surfer cede o seu poder cósmico a Mar-Vell, energizando a sua forma adulta no reino dos mortos. 

Ao mesmo tempo, o falecido Captain America lidera os mortos heróicos numa última carga contra as forças da Morte. 


 


Em confronto directo com Mephisto, Mar-Vell revela-lhe, como a sua metade criança já o havia feito na Terra, que o demónio não era o pai da Morte, mas antes uma mera manifestação dos medos da Humanidade. 

E com essas simples palavras, Mephisto desaparece como se nunca tivesse existido de facto.

Entretanto, Mar-Vell aponta o Ultimate Nullifier, a arma mais potente do universo, à Morte. 

Thanos intercede, pelo que Mar-Vell revela-lhe aquilo que descobriu graças à junção da Enigma Force com a sua própria consciência cósmica. 


 


A Morte não ama o Mad Titan. 

Nunca amou. 

Thanos, que se julgava o filho da Morte, uma vez que via nela a imagem da sua mãe, tinha sido manipulado por ela desde tenra idade. 

Mar-Vell revela como Sui-San morreu durante o primeiro ataque das forças de Thanos a Titan, anos antes. 

O seu corpo nunca foi encontrado porque o pai de Thanos, Mentor, o escondeu do resto dos Eternals de Titan. 

A razão para isso era algo que Thanos havia descoberto enquanto criança, mas que entretanto havia esquecido. 

Sui-San era uma Skrull, sendo essa a razão para Thanos ter a aparência que tinha. 


 


Ao contrário do que acontece no Universo Marvel 616, aqui a relação entre Sui-San e Thanos era forte e ao saber que a Morte o manipulou de forma a que o Mad Titan matasse a própria mãe, o vilão vira-se contra esta. 

Mar-Vell dá-lhe o Ultimate Nullifier e Thanos usa-o contra o ser que durante tanto tempo adorou, apagando a Morte da existência (Universe X #X, Vol 1, de 2001). 

Ela ainda tenta impedir o inevitável, falando directamente com o Mad Titan pela primeira vez, mas nada o detém.


 


Mar-Vell estava livre agora para construir o seu paraíso.


 
*Nota: A Enigma Force é uma poderosa fonte de energia cósmica proveniente do Microverse. 

Os indivíduos que se servem do seu poder normalmente dão pelo nome de Captain Universe.









 

Posted on segunda-feira, setembro 03, 2018 by Ivo Silva

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segunda-feira, 27 de agosto de 2018





Erros são coisas normais de acontecerem quando falamos de jogos de vídeo. 

Alguns erros são inofensivos e desaparecem tão rápido como apareceram. 

Outros destroem toda uma experiência, como é este caso concreto que vos vou apresentar muito sumariamente.

Primeiro que tudo, não tenho absolutamente nada contra o clube inglês, Huddersfield, mas infelizmente ele está no centro deste glitch. 


 


O jogo em questão é um simulador de futebol chamado Total Soccer Manager, que nos coloca na posição de treinador ou jogador/treinador.
 
Um exclusivo europeu da Ubisoft para o GBA, Total Soccer Manager foi lançado em 2001 e continha alguma das principais ligas europeias (a portuguesa infelizmente não estava presente), assim com todas as taças caseiras (as supertaças estavam fora desta equação).

Tínhamos ainda algumas ligas de segundo escalão e as obrigatórias competições continentais. 

Como grande fã do Chelsea (pelo menos desde os tempos do Mourinho), os blues foram a equipa que escolhi para conquistar a Premier League. 

As primeiras duas épocas correram relactivamente bem. 

Não conquistei o campeonato é certo, mas arrecadei uma F.A Cup e uma Europa League, para além disso estabeleci uma equipa que viria a sagrar-se bicampeã e conquistaria a Champions nas épocas seguintes.


 


Contudo, e depois de duas épocas a participar sem problemas nas taças nacionais, à terceira cruzei-me com o Huddersfield e fui...automaticamente elimininado.

Nem sequer tive a oportunidade de jogar o jogo. 

Nem eu, nem ninguém, uma vez que todos os outros clubes foram substituídos pelo Huddersfield, dando a vitória final a este último estávamos ainda na primeira eliminatória da prova.

Desde essa época que não voltei a conseguir avançar em nenhuma das taças, porque tal erro manteve-se. 

Eventualmente, mudei de liga, indo para Espanha treinar o Real de Madrid. 

Depois de duas épocas com dobradinha, a terceira trouxe um erro inesperado.

O Huddersfield invadiu a Espanha e arrecadou para si, da mesma maneira que o tinha feito antes na F.A Cup e na Carabao Cup, a Taça do Rei. 

A partir daí e independentemente do país escolhido, a taça pertencia sempre automaticamente ao Huddersfield. 

Outro erro curioso neste mesmo jogo ocorreria não nas competições nacionais, mas nas europeias.

Desta feita, não envolveu o Huddersfield, mas antes a Roma. 

O erro em questão ocorreria quando joguei com o Blackburn Rovers nos oitavos da Champions. 

O sorteio ditou um confronto com a Roma, que a minha equipa venceu. 

Para minha surpresa, nos quartos quem me esperava era...novamente a Roma. 

Desta feita, e como o Huddersfield antes dela, a Roma venceu automaticamente e lá se foi o meu sonho de vencer a Champions com os bons e velhos Rovers.






Posted on segunda-feira, agosto 27, 2018 by Ivo Silva

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segunda-feira, 20 de agosto de 2018



 


Tanto uma como outra fizeram as suas estreias nas páginas de uma comic ostentando muito pouca indumentária. 

A princessa de Tamaran, Koriand'r, fez a sua primeira aparição num preview dos New Teen Titans apresentado nas páginas de DC Comics Presents #26 (Vol 1, de 1980). 


 


O seu uniforme original já era bastante revelador, mas Starfire vai mesmo assim experimentar um bikini pela primeira vez numa festa dos ainda recém-formados novos Titans em The New Teen Titans #2 (Vol 1, de 1980). 

Essa história seria revisitada pelo Booster Gold numa das suas muitas aventuras temporais.

Starfire iria repetir esse experimento inúmeras vezes. 

As mais recentes ocorreriam durante o New 52, nas páginas de Red Hood and The Outlaws (Vol 1, de 2011) e em Superman Annual #1 (Vol 3, de 2012), sendo que em ambos Koriand'r disfrutava de um belo dia de Sol na praia.


 


O primeiro, bastante controverso, na companhia de Jason Todd (Red Hood) e Roy Harper (Arsenal) e o segundo sozinha. 

Neste último, o sossego da poderosa guerreira foi interrompido por um Daemonite. 

Por vezes, ela nem precisa de bikini, como pode ser visto em Titans #1 (Vol 2, de 2008). 

Nessa história, que marcaria o regresso dos Titans dos anos 80, Starfire está na piscina, totalmente ao natural, quando é atacada por um dos demónios de Trigon. 


 


E estas não foram as únicas vezes que veríamos Starfire neste género de trajes (ou falta deles).

Contudo, o tempo urge e é chegada a altura de irmos até ao Universo Marvel dar uma vista de olhos numa heroína cujo primeiro uniforme não é de todo um uniforme, mas antes uma camisa esfarrapada, ao bom estilo do seu famoso primo, o Hulk. 


 


A advogada Jennifer Walters fez a sua estreia nas comics no mesmo ano que Starfire, com The Savage She-Hulk #1 (Vol 1). 

A primeira vez que vemos Jen aproveitar o Sol vai ser em Fantastic Four #275 (Vol 1, de 1985).

Uma primeira vez que iria sair caro a Jen, uma vez que ela é apanhada pelas objectivas dos sempre incómodos paparazzi.


 


Seria em Sensasional She-Hulk que veríamos mais de Jen em modo veraneante, nomeadamente nos issues 8, 18, 25 ( nos três ela sonha com Hércules, uma das suas grandes paixões), 33, 34 (um merecido descanso rapidamente interrompido pela ameaça do Black Talon e dos seus zombies mutantes), 50 (na companhia da Wasp) e 56 (atacada pelo War Zone quando estava a gravar um comercial).


 


She-Hulk foi umas das muitas heroínas e heroís a participar no Marvel Swimsuit Special de 1992, assim como marcaria presença em três capas da revista Marvel Age (uma delas na companhia dos X-Men e outra com a presença dos West Coast Avengers). 


 




Em tempos mais recentes, Jen não tem tido assim tantas oportunidades de estar na praia ou numa piscina, pois muitas são as peripécias pelas quais tem passado (desde boxe intergaláctico contra o Elder of the Universe chamado Challenger, até um encontro quase fatal com Thanos). 

Agora a decisão é vossa, caros leitores e leitoras.

Qual destas duas heroínas merece levar para casa o prémio de melhor personagem fictícia a usar um bikini? 

E não, não falem na Leia.

Ela pertence a um outro Universo muito distante e o seu bikini não foi usado por vontade própria ou sequer perto de algo semelhante a uma praia ou piscina.

Stay Tunned!




Posted on segunda-feira, agosto 20, 2018 by Ivo Silva

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