terça-feira, 2 de julho de 2019



 


Proveniente da cidade alemã de Hanôver, a wrestler que se tornaria conhecida como  Black Widow iria fazer a sua estreia e até ao momento única aparição num jogo de luta em Ring of Destruction: Slam Master 2, corria o ano de 1994. 

Inspirada numa wrestler nipónica bem real, uma tal de Mariko Yoshida, a Black Widow levava ao extremo o motif aracnídeo da japonesa. 


 

Com um uniforme azul escuro, escarlate e branco, que lhe ocultava a identidade enquanto wrestler feminina, a muscular, mas flexível Black Widow vai conseguir entrar na CWA, uma promoção somente aberta a wrestlers masculinos. 


 


Uma oponente temível, com um ataque especial devastador, o Frankensteiner, a alemã já havia batido a grande campeã feminina de wrestling da Capcom, a Yoko Harmageddon, colocando mesmo um ponto final na carreira da japonesa que se tornaria manager e promotora de all female IJWPW (da qual a nossa conhecida Rainbow Mika faz parte). 


 


Única lutadora feminina na série Slam Master, a Black Widow apenas revela a sua natureza feminina no fim, ao bom e velho estilo de Samus Aran, a bounty hunter da Nintendo. 
Caindo na obscuridade após 1994, a Black Widow apenas recebe uma mera menção no Street Fighter 3, como tendo sido uma das opositoras do gigantesco Hugo no seu percurso até ao final do jogo. 





Posted on terça-feira, julho 02, 2019 by Ivo Silva

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terça-feira, 25 de junho de 2019



 


A nossa história começa com uma reportagem da Lois Lane acerca da criação de um combustível não poluidor pelas mãos da Professora Faulkner. 

A cientista acreditava ter encontrado a solução para o flagelo ambiental com o seu Bio-Energy Actualizer. 

Contudo, a experiência que ela estava a levar a cabo era tudo menos estável. 

Juntando a isso à intromissão de um dos colegas laboratoriais de Faulkner, um tal de Professor Thomas Moyers, e temos uma receita para o desastre. 

Uma violenta explosão arrasa com o laboratório e ameaça a cidade, não fosse a intervenção atempada de Superman. 


 


O nosso herói descobre uma estranha mulher dourada nos escombros da instalação. 

Esta reage mal ao Kryptoniano e ataca-o, pelo que Kal não tem escolha que não seja a de lutar para se defender.

Após ter conseguido aprisionar a estranha criatura, Superman encontra Moyers que lhe revela que a mesma é um resultado directo das energias que estiveram na origem da explosão e que poderá ser...Lois Lane.

Atordoado pela informação, Superman vê a criatura libertar-se da prisão de metal na qual ele lhe havia prendido. 

A mulher, com tamanho e força duplicados, tenta escapar para a cidade ao saltar para longe do alcance do homem de aço. 

Algo que consegue com facilidade, graças ao facto de Superman estar a ter dificuldades em a agarrar devido ao elevado grau de radiação que esta começa a emanar.

Apelidada de Rampage pela televisão, a criatura é bem sucedida no um a um com Superman, até ao momento em que a capitã da Polícia chega com a informação de que Rampage não é Lois Lane (entretanto encontrada com vida e bem nos escombros do laboratório), mas sim a cientista Kitty Faulkner. 

É nesse momento, e com uma Rampage que ficava cada vez mais forte a cada golpe, que Superman decide tentar uma abordagem diferente.


 


Uma vez que o seu próprio corpo absorvia energia solar, Superman decide tentar fazer o mesmo com a radiação de Rampage. 

Um procedimento perigoso, mas bem sucedido que termina com o homem de aço a absorver as bioenergias da vilã e a expeli-las para longe de Metrópolis. 

Como resultado das acções de Superman, Faulkner regressa ao normal (Superman #7, Vol 2, de 1987).

Um segundo round entre Superman e Rampage iria ocorrer nas páginas de Superman #24, no ano seguinte. 


 


Kitty ainda se encontrava hospitalizada devido aos efeitos secundários da sua exposição à radiação, quando vai receber a visita de Moyers. 

Este oferece a Kitty um tratamento experimental que visava melhorar a saúde da cientista. 

Embora recusando, de início, os avanços do seu antigo colega, Kitty acabará por ceder e ver-se-á transformada uma vez mais (e contra a sua vontade) na Rampage.

Desta feita, não temos uma Rampage irracional, mas antes uma criatura controlada por um colar desenvolvido por Moyers. 

O aparelho permitia ainda a Rampage libertar-se do excesso de radiação.


 


Moyers pretendia usar Kitty como arma contra o senador Herbert, um político corrupto sob a alçada de Lex Luthor.

É neste contexto que Rampage se volta a degladiar com Superman.

     Kal tenta acabar a luta servindo-se do seu truque de absorção, mas falha. 

Segue-se uma luta rápida e brutal, na qual Kal percebe que Rampage não controla as suas acções, mas antes que é o peão de outro. 

Superman não tarda então em libertar Rampage do seu jugo mental e a capturar Moyers. 

Kitty consegue manter a sua forma de Rampage sem perder o controlo e é ilibada de possíveis acusações.

Tudo acaba bem.






Posted on terça-feira, junho 25, 2019 by Ivo Silva

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terça-feira, 18 de junho de 2019



 


Adaptado pela Data East para a Mega CD em 1993, a partir da versão que já corria nas arcadas nipónicas desde 1985, Road Avenger é um dos melhores jogos FMV's para a consola. 

A sua história é muito reminiscente do filme Mad Max, tanto no seu setting pós apocalíptico, como na violência mostrada.

Road Avenger gira em torno de um jovem condutor cuja noiva foi violentamente assassinada pelos membros de uma perigosa gangue, os RRR . 

Repletos de malícia, os RRR perseguiram o carro do casal, fazendo-os despistarem-se. 

Tal acção viria a revelar-se fatal para a mulher do nosso herói sem nome.


 


Com apenas um modo de jogo e duas dificuldades, Road Avenger conta com um total de 9 níveis absolutamente frenéticos e viciantes.

A brilhante e fluída animação está a cargo dos famosos estúdios da Toei e a eletrizante banda sonora é desenvolvida por Michael K.Nakamura. 

Tanto uma, como outra contribuem e muito para a boa apresentação de um jogo que conta como seu maior trunfo a fluidez e boa resposta dos seus controlos.

Como noutros jogos do género, também aqui o jogador deve replicar as setas que vê surgirem no ecrã. 


 


Se falhar em fazê-lo no tempo correcto, o resultado será a derrota, que pode ser vista numa das muitas animações disponíveis. 

Em Road Avenger devemos usar o nosso carro* para perseguir os membros dos RRR. 

Pelo caminho temos que ter em atenção o trânsito, evitar armadilhas, sacudir rufias que saltem para o nosso capô e encontrar atalhos. 

Para tal, para além do uso do direccional, o jogador deve usar o Brake, para travar, ou o Bust para acelerar. 

Tanto um como outro devem ser usados de forma apropriada.

Em suma Road Avenger é um excelente port da sua versão arcade e um dos títulos indispensáveis do rol de jogos da Mega CD, juntamente com Sonic CD, Time Gal ou Shining Force CD.




*Nota: A jeito de curiosidade, convém salientar que o carro usado pelo herói é o mesmo que pode ser visto na garagem dos irmãos Lee, no primeiro nível da versão arcade do Double Dragon. 

Isso devesse ao facto do director de ambos os jogos, Yoshihisa Kishimoto, ser o mesmo.






Posted on terça-feira, junho 18, 2019 by Ivo Silva

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terça-feira, 11 de junho de 2019



 


Moondragon e Drax, pai e filha em viagem pelo cosmos, alcançam o distante planeta Ba-Bani. 

A primeira acção do duo passa por tentar colocar um ponto final na já longa guerra que havia sido responsável pelo estado deplorável no qual esta esfera planetária se encontrava.

Tendo um complexo de deusa, Moondragon usa as suas habilidades telepáticas para submeter os habitantes à sua vontade.

Ao fazer isso, ela encerra de vez a luta planetária e ascende à posição de Deusa da Paz.


 


Contudo, tal acção acaba por não agradar, talvez por lhe lembrar em demasia o regime imposto em Titã por Thanos, a Drax que envia uma mensagem de auxílio para a Terra, numa tentativa vã de conseguir contactar os Avengers*.

Embora tenham recebido apenas uma mensagem parcial, os nossos heróis decidem partir para o distante mundo de forma a perceber o que de facto se estava a passar.

Quando lá chegam são recebidos pela Moondragon e por um estranhamente sereno Drax. 

A primeira explica a sua luta por manter a paz em Ba-Bani e pede para que os Avengers a auxiliem nessa mesmíssima missão. 

Com as suas mentes inexplicavelmente enevoadas, os Avengers nem pensam duas vezes e juntam-se ao exército da sua antiga integrante para combater os insurgentes.

Contudo, todos neste planeta (Avengers incluídos) estão a ser manipulados. 

O Iron Man é o primeiro a sacudir a influência mental da Moondragon, libertando Drax da apatia em que havia caído e mostrando aos restantes Avengers que a rebelião não o era de facto. 

Desfeitas as ilusões, e com apenas Thor ausente, os Avengers, juntamente com um enfurecido Drax rumam ao palácio de Moondragon. 


 


Esta, que desde algum tempo nutria sentimentos pelo deus do trovão, havia finalmente logrado em fazer do nobre asgardiano o seu consorte.

Por esse motivo, os Avengers têm que defrontar o companheiro hipnotizado. 

Como seria de se esperar o asgardiano não tem dificuldade em derrubar Drax e os Avengers usando o seu controlo sobre os trovões para esse efeito.

Apenas o Iron Man, graças à sua armadura, consegue permanecer de pé. 

Na verdade, os trovões energizam o vingador dourado, permitindo-lhe combater de igual para igual com o seu aliado.

Será contudo, a Wasp quem fará Thor ver o erro das suas acções, fazendo com que este reverta para a forma mortal de Donald Blake (cuja mente estava fora do controlo da Moondragon). 

Unidos e de mente limpa, os Avengers enfrentam a titã, que se serve das suas habilidades mentais para os paralisar. 


 


No entanto, a fúria de Drax é tal que este continua a mexer-se mesmo assim, forçando Moondragon a dar-lhe uma descarga psiquíca potente o suficiente para lhe fritar o cérebro.

Drax eventualmente morrerá dos danos mentais causados pelo ataque.

Um ataque que deixará Moondragon exausta e a tornará uma presa fácil para os ferrões da Wasp.

Uma vez derrubada, a tirana de Ba-Bani será levada para Asgard, por Thor, para ser julgada pelos seus crimes pelo próprio Odin.

Esta aventura teve lugar nas páginas de Avengers #219 e 220 (Vol 1, de 1982)

*Nota: Nesta época a equipa era constituída por quatro membros clássicos: Iron Man, Thor, Wasp e o Captain America. 




Posted on terça-feira, junho 11, 2019 by Ivo Silva

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terça-feira, 4 de junho de 2019



 


Indiscutivelmente o grande vilão da série Street Fighter, M.Bison tem mais que uma versão, não estando aqui a contar com as tradicionais palette swaps que nada mais fazem do que mudar a cor da vestimenta da personagem. 

De parte fica também a Rose, uma outra personagem que fez a sua estreia na série Street Fighter Alpha, e que representa o lado bom da alma do vilão.

O líder supremo da Shadaloo tem não uma, não duas, mas quatro versões de si próprio. 

Cada uma mais poderosa do que a anterior. 


 


A primeira, apelidada de Super Bison, teve a sua génese num dos piores jogos da série, o infame Street Fighter: The Movie, lançado em 1995 para as arcades, tentando capitalizar o filme que havia saído nos cinemas um pouco por todo o mundo. 

Super Bison é muito mais rápido e forte que a versão regular do vilão. 

Servindo de Boss final do jogo, SB ostenta uma versão negra e cinzenta do fato original da personagem.


Em 1999, com o lançamento de Street Fighter EX2 Plus para a Playstation, a tentativa da série em seguir o caminho 3D que os jogos de luta estavam a tomar, nasce o chamado Bison II na categoria de Boss secreto do jogo.

Este Bison resulta da fusão entre o Bison original e o seu segundo corpo clonado. 

Mais agressivo no seu estilo de combate e abusando da capacidade de teleportação inerente da personagem, Bison II tornar-se-ia numa das personagens jogáveis no jogo seguinte (embora continuasse a ser secreto). 

 


Em Plus ele veste uma versão branca do fato original do Bison, ao passo que na sequela a cor do uniforme já é negra com laivos de vermelho e dourado.

Um ano mais tarde, com a saída de EX3 para a PS2, outra forma de Bison aparece. 

Este light blue Bison é capaz de devastar os seus oponentes com o Meteor Combo ou com o Final Psycho Crusher Super Combo. 

Apelidado de Shin-Bison ou True Bison, esta versão do vilão é mais encorpada e tem um tom de pele mais acinzentado que condiz com a cor do seu uniforme.

Boss secreto do jogo, este Bison é muito semelhante em estilo com a versão do M.Bison no Street Fighter Alpha III (versão arcade), e é de longe o mais poderoso dos Bisons até agora descritos.


 



Por último, temos o Phantom Bison que teve a sua génese em 2016 com o Street Fighter V. 

Este Bison é uma mera forma fantasmagórica que Bison assume após a destruição do seu corpo às mãos do Ryu. 

O Phantom Bison tenta apoderar-se do corpo do Ed e surge como oponente de Falke.







Posted on terça-feira, junho 04, 2019 by Ivo Silva

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terça-feira, 28 de maio de 2019



 


Nas páginas de The New Titans #68 (Vol 1, de 1990), vemos o Royal Flush Gang numa posição deveras invulgar. 

O grupo sempre teve um cariz mercenário, mas nunca antes havia trabalhado com ou sob as ordens do mais perigoso criminoso de Gotham, o sempre imprevisível Joker. 

Na verdade, a única vez que os seus caminhos se cruzaram foi na categoria de adversários (ver Grandes Momentos DC #39).

São muitos os factores que explicam esta aliança pouco natural, sendo o mais relevante o facto do fundador e líder, Amos Fortune, não mais fazer parte da equipa. 

O grupo conta ainda com um novo Ace (agora um humano de nome Ernie Clay) e com uma regressada Ten (Wanda Wayland), que se faz acompanhar com o seu próprio subgrupo, os Ten Little Indians (que não mais são do que crianças foragidas). 

Os vilões, muito dependentes da tecnologia de Amos, vão ser aprimorados pelo Joker, sem saberem que este último não é exactamente o mesmo que encontraram em 1976.

Na realidade, este nem sequer é o Joker, mas antes um outro vilão chamado Gambler.

Os vilões não tardam a encontrar oposição da comunidade heroica. 

Contudo, e fugindo ao que seria tradicional, esta surge não da JLA, mas antes dos Titans.

Uma das heroínas, Troy, tenta parar um assalto levado a cabo pelos Little Indians, a Queen e o Ace. 

Num momento de pânico, a Queen fere um dos Indians, Five, conseguindo com isso atrair a atenção da amazona Troy. 

O grupo foge, deixando para trás Five, que acaba executada, via controlo remoto, pelo Gambler, para desagrado de Ten.




Perante a morte de uma criança, Troy contacta os restantes Titans (Cyborg, Raven, Starfire, Speedy e Jericho). 

Entretanto, um antigo Titan, expulso da equipa pelo Nightwing devido à sua tenra idade, Danny Chase, acaba por conseguir infiltrar-se no Royal Flush Gang via recrutamento pela Ten.

O meta telecinético passa a ser o novo Five nos Indians.

Com a excepção de Ten e Jack (transformado num cyborg pelo falso Joker), os restantes membros do Royal Flush não podiam estar mais satisfeitos com a liderança do suposto arqui-inimigo do Batman.


 


Como tal, o grupo volta a protagonizar um assalto, mas acaba por se deparar com os Titans, só conseguindo fugir graças à telecinésia do infiltrado Chase (que pretendia mostrar o seu valor para os Titans e capturar todos os vilões sozinho).

Contudo, Chase não tarda a ser descoberto pela Queen.

Perseguido pelo Royal Flush e pelos restantes Indians, Chase inicialmente consegue manter-se à frente dos vilões e resistir às suas investidas, mas eventualmente, acaba por contactar os restantes Titans, direccionando-os para Atlantic City (The New Titans #69, Vol 1).

Lá os heróis levam a melhor sobre um Royal Flush Gang que resolve se sabotar a si mesmo.

Uma bêbada Queen ataca Ten (com quem se dava muito mal) e como paga é atacada pelos Indians. 

Cyborg derruba o resistente Ace e revela ao King que o Joker ainda está preso em Arkham, pelo que aquele que seguem é outra pessoa. 

Os Indians são rapidamente capturados pelo Speedy e por Troy, enquanto a Starfire coloca Jack e o seu olho laser k.o.


 


Um insatisfeito (e imortal) King decide ir atrás do falso Joker, confronta-o na base dos vilões, um casino flutuante. 

Com Jack a conseguir unir-se a King, ambos tentam matar o Gambler, numa base que está a afundar a um ritmo alucinante. 

Felizmente, a tragédia não chega a ocorrer, uma vez que os três são salvos pela Starfire.

Os vilões são então entregues às autoridades. 

O falso Joker, a.k.a Gambler, não voltaria a aparecer novamente.





Posted on terça-feira, maio 28, 2019 by Ivo Silva

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terça-feira, 21 de maio de 2019





Também conhecido pela nomenclatura de Marvel Super Heroes in the War of Gems, este foi mais um jogo desenvolvido pela Capcom, baseado na popular saga da Marvel Comics dos anos 90, a Infinity Gauntlet. 

Para ser mais correcto, o jogo mistura elementos da história da sequela conhecida pelo termo de Infinity War. 

Nesta última, o vilão não é Thanos, mas antes Magus, que nada mais, nada menos é senão a contraparte maligna do benevolente herói cósmico Adam Warlock. 

Contudo, e com a mistura das storylines, War of Gems obriga-nos a ter que enfrentar Thanos também. 

Cabe então a um grupo de heróis, reunidos por Warlock, a tarefa de impedirem que tanto Magus, como Thanos se apoderem das joias do infinito e se sirvam das mesmas para se tornarem em deuses e semearem o caos no universo.


 


O rol de heróis é menor do que aquele que seria apresentado em Marvel Super Heroes, consistindo em apenas 5 heróis, nomeadamente: Spider-Man, Iron Man, Hulk, Wolverine e Captain America.

Lançado no continente europeu em 1996, em exclusivo para a SNES, War of Gems não é um jogo de luta como o Marvel Super Heroes, mas antes um beat'em up com muitos elementos de plataformas.

Como se sucede com outro título da Capcom da época (X-Men: Mutant Apocalypse),também aqui temos níveis mais adequados a esta ou aquela personagem.

Alguns exigem a capacidade de escalar de Wolverine e Spidey, ao passo que outros serão mais fáceis se recorrermos ao poder de voo do Iron Man. 

Em todos eles o objectivo é o contudo o mesmo. 

Derrotar todos os oponentes que nos forem surgindo pela frente e evitar as muitas armadilhas de forma a conseguirmos progredir no nível e alcançar o boss final do mesmo.


 


Num jogo no qual o contra-relógio é inexistente, War of Gems tem certos níveis onde o próprio design do mesmo acaba por funcionar como tempo limite. 

Falo do nível mais infame de War of Gems, o do Aquário.

Neste para além da nossa personagem ir progressivamente perdendo o ar (representado pela barra de energia que diminui vertiginosamente), temos que lidar com o facto da mesma, seja ela qual for, se mover em câmara lenta à la níveis de água dos velhinhos jogos do Sonic da Mega Drive. 

O jogo em si, embora não seja de todo longo, com seis níveis iniciais e um último final, está repleto de dificuldades que passam pelos múltiplos hazards e inimigos que os nossos heróis irão encontrar. 

Para além das plataformas colocadas em sítios inconvenientes, ou mesmo invisíveis como no Castelo Doom, temos ainda gases venenosos, múltiplos aparelhos de segurança e inúmeras paredes a travar o nosso progresso.


 


O rol de adversários, embora vá repetindo de longe a longe, é bastante fresco e busca inspiração no material de origem. 

Na categoria de adversários normais temos os Doombots, androides ao serviço do infame Doctor Doom, assim com Dopplegangers, criados por Magus, que representam outros heróis da Marvel, nomeadamente: Puck, She-Hulk, Vision, Iron Man, Wolverine, Daredevil, Hulk, Sasquatch, Thing, entre muitos outros.

Muitas destas versões malignas dos nossos aliados servirão ainda como bosses intermédios e finais de alguns dos níveis.

Para além destes temos ainda os grandes bosses do jogo na figura do Doctor Doom (que defrontaremos duas vezes), Blackheart, Magus e Nebula, uma espécie de aquecimento antes do verdadeiro boss final, Thanos.

Como em Marvel Super Heroes também aqui as joias desempenham um papel muito importante, ao permitirem-nos melhorar as nossas personagens ao usa-las. 

Se nos 4 níveis iniciais apenas podemos usar duas, isso muda com os três últimos níveis. 

O jogador pode, como em qualquer beat'em up servir-se ainda de itens de saúde existentes nos níveis como forma de restaurar a sua barra de energia se tal se mostrar necessário.


 


A música não poderia ser mais dinâmica e o visual é deveras atraente, embora o level design possa pecar por repetitivo. 

De todos os níveis apresentados, que levam as nossas personagens titulares aos quatro cantos do globo e mais além, o da Latvéria e o do Asteróide da Morte são os mais impressionantes para os fãs das comics.

As belas cutscenes ajudam também a estabelecer o ambiente, numa época em que as full motion ainda não eram assim tão comuns.

Dono de uma dificuldade mediana, o jogo depende muito da personagem escolhida. 

As melhores em termos gerais serão a dos dois Avengers. 

O Cap pelo seu escudo, que funciona como um projétil deveras eficaz, e pelo facto de ser o mais balanceado dos heróis em termos de força e agilidade. 

O Iron Man pela sua rapidez, duplo salto e poder de voo.


 


Com apenas um modo de jogo, War of Gems conta com uma curiosidade na figura de um nível treino no Avengers Compound, que tenta tornar o jogo num de luta ao estilo do seu irmão mais velho, o Marvel Super Heroes.

Em suma, War of Gems é um jogo interessante, que dá uma perspectiva diferente à história que é contada em Super Heroes na Saturn.








Posted on terça-feira, maio 21, 2019 by Ivo Silva

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