segunda-feira, 16 de outubro de 2017






A sequela de Red Rain de 1991, Batman: Bloodstorm vê regressar a versão vampiresca de Bruce Wayne e coloca-o frente a frente com um calculista e aproveitador Joker. 

Fresco da sua recente batalha mortal com Drácula, Batman decidiu usar os seus novos talentos sobrenaturais na sua interminável luta contra a comunidade criminosa de Gotham. 


 


O cavaleiro das trevas, que conta com o apoio de Alfred e Gordon, também caça os vampiros que restaram na cidade, ao mesmo tempo que evita o surgimento de novos filhos da noite. 

Ora são precisamente os vampiros sobreviventes que Joker vai contactar nos esgotos. Sem qualquer receio, o príncipe do crime apela ao instinto de sobrevivência dos vampiros e de alguma maneira consegue convencê-los a aceitá-lo como seu novo líder. 


 


Com este seu novo e poderoso bando, Joker ataca as famílias mafiosas de Gotham, convertendo-as e engrossando o seu exército, com o objectivo de se tornar o senhor absoluto do crime da cidade mais sombria da DC. 

Entretanto, Batman está ocupado com os seus próprios problemas, nomeadamente com a sede infernal que o consome e que já não é satisfeita pelo soro artificial de Tanya. 





Com receio de que se venha a tornar num vampiro como Drácula, Bruce encontra um raio de luz na figura de Selina Kyle. A rapariga que fora quase morta por um dos vampiros de Joker (o que a salvou foi o facto dos vampiros não puderem atravessar água corrente) e que é agora uma she-cat que se transforma com a lua cheia, tal e qual um lobisomen, tem um breve confronto com o Batman, tomando-o pelo vampiro que a amaldiçoou. 


 


O duo, cuja empatia é quase imediata, depressa se tornam parceiros não só na luta contra o crime sobrenatural, mas também  no amor. Este último, um amor puro e genuíno, trava a sede de Batman, mantendo-o humano e são.

Para além do Batman e da Catwoman, também Gordon e Alfred se haviam juntado à caça de mafiosos vampiros, delapidando cada vez mais o novo império criminoso do Joker. 

Furioso, Joker decide montar uma armadilha para os seus dois maiores adversários. Usando técnicas do próprio Batman, Joker logra em matar Selina (que é atingida por uma flecha de madeira destinada a Bruce). 





Enraivecido, Batman finalmente entrega-se aos impulsos vampirescos e persegue o Joker. Este, sem nenhum dos seus capangas ao seu lado, refugia-se numa igreja, rodeado de crucifixos. 

Contudo, nem isso, nem a água benta lhe servem de muito quando o cavaleiro das trevas espeta os seus caninos na jugular do vilão. Joker morre e com ele desaparece os últimos vestígios da humanidade do nosso herói. 


 


Temendo agora tornar-se numa ameaça igual à de Drácula e contaminado pelo sangue do Joker, Batman pede a Alfred e Gordon que coloquem um ponto final na sua existência. 

Os dois, pesarosos, assim o fazem espetando-lhe uma estaca pelo coração.




Posted on segunda-feira, outubro 16, 2017 by Ivo Silva

No comments

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

 




Um spin-off da popular série Castlevania, Kid Dracula surge-nos como a sequela de um título, com o mesmo nome, lançado para a Famicom em 1990. 

O Kid Dracula do Game Boy, que não possui a mais apelativa das cover arts, é também ele um produto dos estúdios da Konami, chegando ao consumidor em 1993. 

Este é um jogo de plataformas onde o protagonista é não outro que Kid Dracula. 

O filho (que nada tem haver com Alucard) do popular senhor dos vampiros (normalmente o antagonista em Castlevania) é um tipo despreocupado que ao regressar ao seu castelo descobre que este foi tomado de assalto pelo demónio Garamoth (mais tarde, também ele um boss na série principal). 

Este último fez com que os outrora fiéis servos de Kid Dracula se virassem contra ele. 




Com apenas a Morte do seu lado, Kid Dracula deve lutar para recuperar aquilo que é seu por direito. Uma tarefa que se afigurará difícil para o jovem vampiro uma vez que a maioria dos seus poderes por e simplesmente não está disponível. 

Um herói de fraca memória, Kid Dracula esqueceu grande parte dos feitiços que lhe permitiam aceder às suas habilidades. As únicas excepções são a sua bola de fogo e a transformação em morcego. 

Esta última permite a Kid voar durante cinco segundos e com isso alcançar áreas que não conseguiria na sua forma regular. 


 


As referidas bolas de fogo, por sua vez, funcionam como a única forma de ataque à nossa disposição no jogo. 

Da mesma maneira que em jogos como Megaman e Metroid, também aqui é possível lançar uma bola de fogo mais forte, ao manter-se pressionado o botão de disparo. 

Novas habilidades poderão ser desbloqueadas à medida que o jogo avança, o que tornará a nossa personagem mais forte e versátil. 

A barra de energia de Kid é representada por corações que podem ser encontrados espalhados pelos níveis, resgatados de adversários derrotados ou comprados na loja.


 


Esta, presidida por uma bruxa, permitirá ao jogador comprar vidas, para além dos já referidos corações, através do uso de moedas que podem ser obtidas durante os níveis. 

Os níveis propriamente ditos não são de todo longos, estando ainda assim repletos de plataformas para saltar, escadas a subir e inimigos clássicos a derrotar, como é o caso dos morcegos, dos cavaleiros e dos zombies. 

Dividindo-se em pequenas secções, os níveis em Kid Dracula terminam com a típica batalha com um boss. 

Com música própria, os bosses estão em perfeita sintonia com o resto do jogo, apresentando-se como representações hilariantes e chibi de típicos antagonistas de Castlevania e não só (Kid Dracula degladia-se contra uma gigantesca galinha e os seus rebentos, um alien, Jason Voorhees, entre outros). 


 


Todos eles têm o seu próprio padrão de ataque e em algumas ocasiões são mesmo mais que um, como é o caso dos três fantasmas no primeiro nível. 

Kid Dracula tem um conjunto fascinante de níveis que não poderiam ser mais variados, desde o familiar castelo e torre do relógio, até ao barco voador e ... pasme-se ... nave alienígena. 

A juntar a tudo isso temos os múltiplos níveis bónus disponibilizados no final de cada nível. Estes consistem num jogo reminiscente de Fire (da velhinha Game&Watch) onde temos que apanhar o maior número de morcegos, no girar da roleta russa ou em espetar espadas num barril, procurando não acertar no esqueleto no seu anterior. 


 


Com gráficos bastante agradáveis, sprites enormes, uma batida que fica no ouvido e controlos assertivos, Kid Dracula é um dos dez melhores jogos de plataformas da primeira portátil da Nintendo. 

Um jogo fantástico para ser jogado na época festiva do Halloween e não só.






Posted on segunda-feira, outubro 09, 2017 by Ivo Silva

No comments

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

 




O primeiro número desta mini-série de 1982, intitulada The Vision and The Scarlet Witch, mostra-nos os nossos dois heróis titulares a tentarem viver uma pacífica vida a dois longe de qualquer tipo de heroísmos, na sossegada cidade de Leonia, situada na Nova Jérsia. 

O casal regressava a casa após um passeio quando encontra no seu interior, Jarvis, o fiel mordomo dos Avengers. 
Este traz consigo um misterioso livro de origem druídica, que lhe fora entregue pelo Captain America. 

Devido à maior experiência da Scarlet Witch com magia, Steve Rogers, que encontrara o Druid Tome no castelo de Greymoore, durante o seu embate com o vilão Druid, nas páginas de Captain America #256 (Vol 1, de 1981), decidiu que ela seria o destinatário perfeito para tal leitura. 


 


Contudo, este não era de todo um livro normal. Sem ninguém reparar, o livro emite luz própria, transformando três crianças inocentes de Leonia em monstros típicos do Halloween, que não demoram a atacar a casa. 

Enquanto, o Vision se ocupa das crianças alteradas, procurando não as magoar no processo, o livro ganha vida uma vez mais, manifestando-se na figura de Samhaim. 

Este macabro druida, que estava aprisionado no interior do livro desde tempos idos, nada mais era que a incarnação viva do espírito negro do Halloween. 


 


Reforçado misticamente pelo facto de nos encontrarmos na noite de Halloween, Samhaim tenta coagir Wanda a ler as palavras do Druid Tome que o libertarão em definitivo. 

Entretanto, o Vision enfrenta e vence dois dos servos de Samhaim, encontrando maior resistência no duelo com a criança fantasma, que o mantém ocupado durante a climática batalha final entre o deus druida e a feiticeira mutante que estava a ter lugar na sala da casa do casal. 


 


Wanda descobre o ponto fraco do vilão, e sem delongas empurra para as chamas vivas que ardem furiosamente na lareira, o demoníaco Druid Tome. 

O livro e Samhaim são ambos consumidos pelo fogo e como resultado disso as três crianças enfeitiçadas são devolvidas ao normal. 

Esta atribulada noite de Halloween termina com a visita de Robert Frank, o Whizzer dos Invaders, e que na época acreditava ser o pai de Wanda e Pietro Maximoff. 

Mas isso é uma história para outro dia.




Posted on segunda-feira, outubro 02, 2017 by Ivo Silva

No comments

segunda-feira, 25 de setembro de 2017





Quem é o mais forte? O golias verde ou o deus do trovão? Desde o seu primeiro encontro, em Avengers #1 (Vol 1, de 1963), que os fãs têm-se questionado acerca disso. 

Ora é precisamente numa tentativa de encontrar uma resposta para tal questão que decidi elaborar um TOP 5 contendo as cinco melhores e definitivas lutas entre Thor e Hulk. 

De fora ficam as batalhas disputadas em realidades alternativas. Este TOP refere-se única e exclusivamente aos embates entre as versões originais de ambas as personagens, isto é às do universo 616.

Boa leitura!



Menções Honrosas:


Hulk: Let The Battle Begin (de 2001)




Aqui temos uma short-story que vê o Hulk defrontar e derrotar a Wrecking Crew no topo do famoso monte de Rushmore antes de colidir com Thor. 

A batalha é bastante rápida, com Hulk a conseguir levar a melhor sobre o asgardiano após espancá-lo com o seu próprio martelo. 

Facto curioso, o Hulk usa a mão de Thor para mover o Mjolnir. 





The Incredible Hulk #255 (Vol 1, de 1981)




Uma luta  que tem o seu início numa estação nova-iorquina. Mais do que preocupado em combater com o golias verde, Thor tenta minimizar os estragos causados na cidade, expondo-se aos golpes de Banner. 

A luta finda quando Thor reverte para a sua forma mortal de Donald Blake ao largar o Mjolnir por mais de 16 segundos. 

Hulk opta por não o atacar, vendo no facto de Thor estar preso a Blake, uma punição muito semelhante à sua. Momentos depois o golias parte, deixando a Thor a tarefa de lidar com os estragos causados pela luta de ambos.




5 - The Incredible Hulk #440 (Vol 1, de 1996)




O Hulk, que se fazia passar pela sua contra-parte maligna, o Maestro, de forma a evitar a  devastação nuclear, enfrenta um Thor cuja força estava, até ao início deste número, a falhar. 

Ambos têm nesta, uma das suas mais selváticas batalhas, com o asgardiano a lutar pela primeira vez em modo berserk. A luta, que decorre no Ártico, termina na mais dramática das maneiras, com Hulk a salvar a vida do deus do trovão. 

Com ambos bastante equiparados, Hulk golpeia Thor para longe, apanhando com todo o impacto da uma gigantesca bomba gama lançada pelo genertal Talbot. Como seria de se esperar, Banner sobrevive e regressa em The Incredible Hulk #443. 




4 - The Mighty Thor #489 (Vol 1, de 1995)




Para evitar uma invasão da Terra pelas forças de Hela, Thor aceita servir a deusa da morte, sendo nessa condição que enfrenta o Hulk. 
Curiosamente, o Hulk entra no domínio sombrio de Hela para resgatar o deus do trovão. 

Como seria de se esperar, ambos colidem, dando origem a uma batalha que arrasa com o castelo de Hela. Tanto Hulk, como Thor contêm-se durante toda a luta. 

Thor por não desejar magoar Banner (o asgardiano só usa o Mjolnir bem no final) e este último por temer reverter para a sua contra-parte humana (nesta época se o Hulk ficasse furioso demais, iria reverter para o Bruce Banner). 

A contenda termina com uma vitória do deus do trovão e com ambos a conseguirem deixar o reino infernal de Hela.




3 - The Mighty Thor #385 (Vol 1, de 1987)




A nossa história começa com o Hulk a causar distúrbios junto ao Mississippi. Thor responde ao apelo por auxílio das autoridades locais e confronta o golias esmeralda. 

A batalha extravasa para a cidade, onde Thor começa por ter a mó de cima da contenda, muito graças ao Mjolnir. Numa tentativa de fazer Thor abdicar do uso do seu martelo divino, Hulk ameaça uma jovem. 

Sem escolha, o asgardiano atira o martelo para longe, acedendo às pretensões do Hulk. Os dois voltam a colidir numa destrutiva batalha que devasta metade da cidade e vê Hulk ganhar uma ligeira vantagem. 

A luta termina quando o Mjolnir regressa às mãos de um exausto Thor e Hulk decide partir, confiante de ter provado a sua superioridade sobre o asgardiano. 




2 - The Defenders #10 (Vol 1, de 1973)





Thor e Hulk colidem numa batalha inserida na Avengers/Defenders War dos anos 70. Esta é uma luta onde se pode ver ambos os titãs a medirem forças durante mais de uma hora, sem nenhum deles dar parte de fraco. O duo só é separado após a chegada dos restantes membros de ambas as equipas.




1 - The Incredible Hulk Annual #26 (Vol 1, de 2001)



Uma vez mais, Thor e Hulk colidem, depois deste último ter deixado um rasto de destruição atrás de si, após uma batalha com Fialan (um assassino do Microverse) e um esquadrão de Mandroids da S.H.I.E.L.D.  

Thor intercepta o Hulk na área rural do estado de Nova Iorque, iniciando uma das mais destrutivas batalhas entre os dois. Procurando evitar a perda de vidas humanas e destruição desnecessária, Thor usa o Mjolnir para transportar-se a si e ao golias verde para um planeta alienígena. 

Thor consegue derrubar o Hulk e pondera em deixá-lo no planeta, mas não o faz porque tal significaria a morte de Bruce Banner. O duo regressa à Terra, com o Hulk a despertar e a batalha a reiniciar-se. 

Ao contrário do que se esperaria, desta feita é Thor quem perde as estribeiras, provocando uma tormenta que coloca em risco a mesma população que tentara proteger antes. 

Vendo as consequências dos seus actos e a forma altruísta com que Hulk salva diversos inocentes da enxurrada, Thor decide deixar o golias partir e a luta findar numa espécie de empate. 










Posted on segunda-feira, setembro 25, 2017 by Ivo Silva

No comments

segunda-feira, 18 de setembro de 2017



 


A ideia de uma heroína velocista já andava no ar décadas antes da criação de Jesse Quick, com a DC a fazer a primeira tentativa com a introdução de Joanie Swift nas páginas de Adventure Comics #181 (Vol 1), corria o ano de 1952. 

Joanie surgia como a versão feminina de Johnny Quick sendo estabelecida sua parceira/rival. Todavia Swift não faria mais do que duas aparições e seria prontamente esquecida. 
Ainda assim, ela pode ser vista como sendo o protótipo da personagem que hoje conhecemos como Jesse Quick. 

Numa altura na qual a ideia da existência de uma Speed Force ainda não tinha sido apresentada, a velocidade de Swift provinha da fórmula mágica de Johnny Quick. 


 


Em 1964, a DC iria apresentar uma segunda velocista na figura da alienígena Doralla Kon. 

Uma visitante de um mundo onde todos se movimentavam a velocidades vertiginosas, Kon fez a sua estreia nas páginas de The Flash #145 (Vol 1). 
Nesse comic, Kon contou com o auxílio de Barry Allen para conseguir regressar ao seu mundo.

Kon regressaria, pela última vez, um ano mais tarde em The Flash #157 (Vol 1), para ajudar o nosso heroi a apreender um falso Flash. 




Em 1977 veríamos a assistente laboratorial de Barry, uma tal de Patty Spivot, quase tornar-se na Ms. Flash quando o acidente que deu os poderes a Allen se voltou a repetir (Five-Star Super-Hero Spectacular #1, Vol 1). 

Em 1987, com a apresentação dos velocistas soviéticos da Blue e Red Trinities nas páginas de The Flash #6-7 (Vol 2), os leitores seriam presenteados com duas novas mulheres super-velozes na figura de Bebek e Christina. 


 


Enquanto que a primeira seguiria a tradição heróica das velocistas que a antecederam, a última optou por um caminho mais sinistro, o da vilania, servindo como antagonista para o terceiro Flash, Wally West.

Bebek, presença constante nos comics do Flash durante a década de 80, onde era parte integrante dos Kouriers (uma versão capitalista da Red Trinity*), acabaria por desaparecer no limbo dos comics.

Christina, por sua vez, depois de um tempo como servente de Vandal Savage, tornar-se-ia na Lady Flash (The Flash #50, Vol 2, de 1991), numa altura em que já era a última sobrevivente da Blue Trinity.

Christina serviria como parceira de Wally muito brevemente, tendo inclusive desenvolvido sentimentos por ele, os quais não seriam contudo retribuídos. 




A mente frágil de Christina fará com que esta regresse à vilania, aliando-se a Kobra e mais tarde Savitar. 

Christina morreria nas páginas de Flash Rebirth #2, Vol 1, em 2009. Nessa altura, Christina ostentava a identidade de Lady Savitar, sendo a líder do culto que via no vilão um deus da velocidade. 

Curiosamente, Lady Savitar seria uma das primeiras vilãs a serem defrontadas por Jesse Quick nas páginas de The Flash. 

Chegámos então ao ano de 1992 e à criação de Jesse Chambers, a.k.a Jesse Quick, pelas mãos de Len Strazewski e Mike Parobeck. 

Jesse fez uma breve aparição nas páginas do comic Justice Society of America #1 (Vol 2), onde surge a ouvir a conversa de dois herois veteranos, nomeadamente Alan Scott (Green Lantern) e Jay Garrick (Flash).


 


Jesse é filha de Johnny Quick e Liberty Belle, ambos super-herois e antigos membros da JSA. 

A jovem herdaria as habilidades de ambos, se bem que teria uma relação bastante mais próxima com o pai. 

O primeiro encontro com Wally West ocorreria em Justice Society of America #4-5 (Vol 2, de 1992), com Jesse, ainda sem uma identidade heróica, a auxiliar a JSA e o Flash numa luta contra o Ultra-Humanite.


 


Jesse juntar-se-ia aos ranks da JSA, exibindo o seu primeiro uniforme, que emulava as cores do pai, em Justice Society of America #8 (Vol 2, 1993). 

Para além das suas participações nas aventuras da JSA, Jesse teria aventuras ocasionais com Wally, como parte da chamada Flash Family. 

Durante a saga Terminal Velocity, da qual Wally julgava que não iria regressar, Jesse seria apontada pelo mesmo como a pessoa ideal para continuar com a orgulhosa tradição do Flash (The Flash #97, Vol 2, de 1995).


 


Jesse irá adoptar o uniforme do heroí durante o violento confronto com Kobra, mas eventualmente regressará ao seu antigo fato depois de descobrir que não era primeira escolha de West para o papel de Flash. Wally apenas a havia escolhido como forma de estimular a sua verdadeira escolha, Bart Allen (a.k.a Impulse). 

Jesse enfrentaria inúmeros vilões do Flash, entre eles Cobalt Blue, Savitar e Zoom, antes de ver a sua conexão com a Speed Force ser quebrada durante a contenda com este último em The Flash #200 (Vol 2, de 2003). 

Antes disso, Jesse perdeu o pai (morto por Savitar em Impulse #11, Vol 1, de 1996) herdando deste a presidência da Quick-Start Enterprises e servindo em equipas como os Titans ou o Conglomerate. 


 


A perda da velocidade não implicou a perda de poderes, pois Jesse manteve as habilidades que herdara da mãe (força, resistência e poder de voo). 

Com essas habilidades Jesse assumiu a identidade de Liberty Bell em 2006, durante o período que ficaria conhecido como One Year Later. 


 


Tornando-se numa das figuras mais relevantes de uma JSA que juntava agora veteranos e novatos na mesma equipa, é lá que Jesse irá conhecer e casar-se com Ricky Tyler, o segundo Hourman. 

Com o regresso de Barry Allen durante o Flash Rebirth, volta também a velocidade perdida de Jesse que passa a alternar entre identidades (Liberty Belle II e Jesse Quick). 

Em 2010, Jesse adere à Justice League, na sua identidade de Quick, nas páginas de Justice League of America #44 (Vol 2), auxiliando a sua nova equipa em batalhas com o Crime Syndicate, Omega Man e Starheart. 


 


Ao descobrir que se encontrava grávida, Jesse irá abandonar a JLA, numa altura em que estávamos na iminência do evento Flashpoint. 

A última vez que vimos Jesse nas páginas de um comic foi em 2015 nas páginas de Convergence: Justice League #1-2, em combate com as forças da versão Flashpoint de Aquaman e Ocean Master.

A personagem tem estado ausente da fase dos New 52, ainda que a sua posição tenha sido temporariamente ocupada por Iris West (como Lady Flash), Teri Magnus (Flash do futuro) e Meena Dhawan (Fast Track). 

Actualmente presença de Jesse faz-se sentir através da sua contra-parte televisiva. 


 


Na nova série do Flash, Jesse é apresentada como sendo a filha do cientista Harrison Wells. 
Com poderes iguais aos de Barry Allen, Jesse é nativa da Terra-2, aliando-se ao herói na sua luta contra Zoom. 

Esta versão da Jesse é efectivamente o Flash da Terra-2, protegendo o seu mundo contra todo o tipo de ameaças. 
A actriz que representa Jesse Wells dá pelo nome de Violett Beane.






Posted on segunda-feira, setembro 18, 2017 by Ivo Silva

No comments

quinta-feira, 14 de setembro de 2017






As personagens conhecidas como Konami Man e Konami Lady fizeram a sua estreia, como personagens jogáveis,  no universo dos jogos de vídeo em 1988. 

Protagonistas do jogo Konami Wai Wai Wai, lançado para a Famicom Family Disk, o duo de super-heróis nipónicos fariam numerosas cameos ao longo dos anos (27 para ser mais preciso). 

Konami Wai Wai Wai foi o primeiro título crossover dentro da Konami. Nele marcam presença diversas personagens de outros jogos da companhia, como por exemplo, Simon Belmont (Castlevania) ou as Moai (Gradius). 





A Konami Man e Lady cabe a árdua tarefa de resgatar as outras personagens da companhia, captivas do vilão Waruda. 

Konami Man, que fez a sua primeira cameo no jogo das arcades Road Fighter (1984), faria a sua última aparição (não jogável) em 2010, em Castlevania: Harmony of Despair para a PS3 e Xbox 360. 

A Konami Lady, uma heroína robótica criada pelo Dr. Cinnamon (da série Twinbee) à imagem do Konami Man, teria mais sorte, uma vez que a sua presença não se ficaria por uma simples cameo ou como power-up a ser usado por outras personagens.





 Konami Lady, também conhecida como Konami Girl no Ocidente, seria apresentada como um Boss extra no jogo Otomedius X: Excellent!, um spin-off da popular série Gradius. A Lady surge como um DLC do referido título, lançado em 2011 para a Xbox 360 no Japão. Ela pilota a nave do jogo de 1981, Scramble. 

Ambos são ainda personagens desbloqueáveis do jogo International Track & Field 2000, lançado para a Playstation precisamente em 2000.  Eles apenas podem ser desbloqueados através do uso do famoso Konami Code. 





A jeito de curiosidade convém referir que o duo serviu como protagonista num Gamebook inspirado nos eventos de Wai Wai Wai, corria o ano de 1988. 

Esse livro, bem ao estilo das conhecidas Aventuras Fantásticas, colocou ambos a enfrentarem os terrores do sombrio castelo de Drácula, ao lado do caçador Simon Belmont.





As derradeiras mascotes, os Konami retiram muita inspiração de outras personagens da cultura popular no que aos maneirismos e vestuário diz respeito.

Konami Man, por exemplo, é uma versão nipónica de um conhecido homem de aço, ao passo que a Konami Lady retira o seu visual de personagens como Valis ou Athena (a deusa da SNK). 







 

Posted on quinta-feira, setembro 14, 2017 by Ivo Silva

No comments

segunda-feira, 11 de setembro de 2017





Muito se fala acerca do Ragnarok asgardiano, que já ocorreu por mais que uma vez, convém disser. Todavia, o nosso foco hoje irá incidir sobre um outro Ragnarok que teve lugar bem longe de Asgard, mas que manteve Thor no papel de protagonista. 

O nosso grande momento Marvel deste mês começa nas últimas páginas de The Mighty Thor #386 (Vol 1, de 1987), quando o deus do trovão tentava regressar à Terra após uma aventura em Asgard envolvendo o deus celta, Leir. 

Contudo, e para azar de Thor, a inexistência da Rainbow Bridge (destruída precisamente durante o último Ragnarok asgardiano), não só não o transportou para Midgard, como o deixou à deriva no vasto espaço sideral.
As coisas pareciam negras para Thor, mas este, mantendo alguma presença de espírito, deixa o seu martelo, Mjolnir, guiá-lo ao planeta mais próximo, na esperança que este contenha ar respirável, pois nem um deus pode suster a respiração indefinidamente (em The Mighty Thor #387, Vol 1, de 1988). 

Um inconsciente Thor alcança o planeta Pangoria, onde a população do mesmo o vê como uma possível ameaça, retaliando imediatamente. 

Derrubado por um potente míssil, Thor ainda assim sobrevive, pelo que não tardará até que o líder planetário, Pegas, veja nele um possível aliado contra a verdadeira ameaça que se aproxima de Pangoria. 

Pegas designa Myla, uma servente sua, para estar junto de Thor quando este finalmente despertar. 




Não tardando a recuperar o seu martelo, Thor descobre que Pangoria, um planeta habitado maioritariamente por piratas, está a ser ameaçado pelo julgamento dos Celestials, representados pelo poderoso Arishem. 

Apesar da natureza duvidosa de Pegas (que pretende usar Thor como distracção de forma a escapar ao julgamento), o deus do trovão não hesita em ajudar a restante população de Pangoria. 

Vestindo a sua armadura de combate, Thor prepara-se para o seu embate com Arishem, com quem já havia lutado previamente em The Mighty Thor #300 (Vol 1, de 1980). 




Conhecedor do vasto poder dos Celestials, Thor falha em provocar qualquer dano ao juiz espacial Arishem. A situação fica ainda pior quando o mais poderoso dos Celestials, Exitar, o executor, chega a Pangoria (um sinal de que o fim está próximo). 

Sem alternativa que não a de lutar, Thor atira-se ao dantesco Exitar, nas páginas de The Mighty Thor #388 (Vol 1). Usando o Mjolnir, Thor logra em abrir um rombo na armadura do Celestial. 

Thor entra no interior de Exitar e depara-se com um cenário surreal. Exitar não tem uma forma corpórea como o mais comum dos humanóides. 




No seu interior reside um mini-verso, com as suas próprias (e perigosas) formas de vida que Thor tem que enfrentar no seu caminho para alcançar o cérebro do Celestial. Inimigos voadores, amebas mortais e colossos ameaçam Thor, mas o asgardiano prevalece ainda que a custo. 

Invocando todo o seu poder e reforçando o Mjolnir com o seu cinto de poder, Thor dispara uma potente rajada divina que abala Exitar, mas não o derrota. O Mjolnir, por sua vez, é totalmente destruído, ao ponto de a única coisa do famoso martelo de uru a restar ser o seu cabo. 

Em The Mighty Thor #389 (Vol 1), podemos ver que embora esteja emocionalmente abalado, o deus do trovão não desiste e luta até ao fim, atirando-se sobre o cérebro exposto de Exitar (que nada mais é do que um enorme aglomerado de energias cósmicas). 




As acções altruístas de Thor de nada servem, pelo que Exitar trata de expelir o mesmo do seu interior. Aterrando na superfície de Pangoria, Thor deve agora enfrentar, juntamente com Myla e os restantes habitantes, o julgamento dos Celestials. 

Pegas tenta aproveitar para escapar, no entanto, é o primeiro a sucumbir ao manto de morte que agora cobre Pangoria. Felizmente, a mesma morte que leva Pegas e os seus seguidores, decide poupar Thor e os restantes Pangorianos, ao vê-los como dignos.

Exitar e Arishem restauram a flora e fauna ao planeta, apagando os sinais da civilização anterior e deixando vivos apenas aqueles generosos e justos de coração. 




Um Replicoid (que toma a forma de Thor) contacta Thor, explicando-lhe o sucedido e informando-o que a sua intervenção quase resultou na total aniquilação de Pangoria. 

Thor não deve interferir com os assuntos dos Celestials. Dito isto, o Replicoid restaura Thor e o seu equipamento, Mjolnir incluído, e prontamente o devolve à Terra.












Posted on segunda-feira, setembro 11, 2017 by Ivo Silva

No comments