segunda-feira, 23 de abril de 2018

 



Koopas que normalmente vêem aos pares, os Hammer Bros foram apresentados no distante ano de 1985 aquando do lançamento do jogo Super Mario Bros para a NES. 

Os seus movimentos rápidos e irregulares, assim como o seu constante atirar de martelos, fizeram deles o mais temível dos inimigos normais presentes no jogo. 
Apontados como a tropa de elite dentro do vasto exército de Bowser, um dos Hammer Bros serviria inclusive como boss, na figura de um falso Bowser, no fim do mundo sete. 
Inicialmente ausentes dos níveis aquáticos, os Hammer Bros vão corrigir essa falha no jogo seguinte da série, Lost Levels. 

  

O estatuto dos Hammer será elevado com a chegada de Super Mario Bros III, com os mesmos a assumirem a posição de mini-bosses e estando agora dispersos pelo mapa mundo. 
A vitória sobre estes opositores permitiria agora aos jogadores obter os inúmeros tesouros que estes ocultavam. 
Super Mario Bros III serviria também para introduzir, pela primeira vez, outras variantes dos Hammer Bros.

 


Seria neste jogo que veríamos aparecerem os Fire Bros, os Boomerangue Bros e os Sledge Bros. 
Os Fire substituíam os martelos por bolas de fogo e reapareceriam com força na sub-série de jogos New Super Mario Bros, juntamente com a sua contra parte gelada (os Ice Bros). 









Os Fire Bros marcariam ainda presença na série de animação, The Adventures of Super Mario Bros III (1990) e nos livros de aventuras da Nintendo (Nintendo Adventure Books), assim como em muitos outros diferentes spin-offs da série principal. 

Os Boomerangue, que como o próprio nome indica faziam uso da arma tradicionalmente associada à Austrália, tinham um papel ainda mais relevante dentro do Super Mario Bros III, uma vez que eram os bosses finais da área secreta, a Treasure Ship, e do tanque existente no temível mundo oito. 
Como os seus parentes flamejantes, também os Boomerangue fariam inúmeras aparições noutros jogos e media, com destaque a ter que ser feito para o facto de surgirem na condição de aliados no filme de animação Super Mario Momotaro. 





Os Sledge destacavam-se dos outros sobretudo devido ao seu tamanho massivo, cujo impacto no chão paralizava temporariamente o jogador. 
Os Sledge Bros não seriam tão usados como os outros, mas teriam um papel de grande destaque como adversários em Paper Mario: Color Splash. 
Super Mario World traria duas novas espécies de Hammer Bros. 

A primeira ficaria conhecida como Flyin' Hammer Brother, não sendo mais que um Hammer Bros que cavalgava uma plataforma alada. 
A segunda daria pelo nome de Sumo Brothers. 

 


Capazes de causar descargas flamejantes e eléctricas com o mero bater de pés no chão, os Sumo são adversários de respeito que também teriam a devida representação na televisão (como Fire Sumo) e nos Adventure Books. 
Estes são os Hammer Bros mais relevantes, se bem que existem outras espécies menos utilizadas. 

 


Spiked Pirate, o boss da primeira área de Wario Land: Super Mario Land III é um desses exemplos. 
Normalmente apresentados como adversários, foi estranho ver os Hammer Bros no papel de aliados e pais adoptivos do nosso canalizador favorito no filme Super Mario Momotaro (1989). 

Muito estranho de facto. 

 


O martelo dos Hammer Bros é usado como arma não apenas por estes mas também pelo próprio Mário, conforme pode ser visto em Super Mario Bros III, Super Mario Rpg e Paper Mario. 
Para além disso, Mario pode dotar-se das habilidades dos Hammer Bros se vestir o Hammer Suit. 
Em troca da perda da habilidade de deslizar, Mario torna-se invulnerável às chamas (enquanto abaixado) e passa a poder atacar com os referidos martelos. 
Um fato extremamente útil que seria usado pela primeira vez no saudoso Super Mario Bros III.








Posted on segunda-feira, abril 23, 2018 by Ivo Silva

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segunda-feira, 16 de abril de 2018



 


Os Eternals são um off-shoot da Humanidade. 

Produto das manipulações genéticas da raça de deuses cósmicos conhecidos como Celestials (nomeadamente Ziran, The Tester), os Eternals, a.k.a Homo Imortalis, eram muito mais poderosos e duráveis que os seus primos humanos, embora existissem em menor número. 

Para além dos Eternals, outra raça que iria emergir dos experimentos dos Celestials seriam os Deviants. 

De longe mais numerosos que humanos e Eternals combinados, os Deviants, cuja aparência era grotesca, tinha a capacidade inapta de evoluir com o planeta, adaptando-se ao mesmo. 

Nos primórdios da história da Terra seriam eles os senhores do globo, escravizando grande parte da Humanidade e travando épicas batalhas com os Eternals. 

Eventualmente, o reinado dos Deviants irá chegar ao fim quando estes tentam destruir uma expedição celestial e vêem as suas cidades afundadas em resposta a este mesmo acto (como foi o caso da Lemúria).

Com o seu reino devastado, os Deviants vão resguardar-se no subsolo do planeta, deixando a superfície para ser conquistada e colonizada pela Humanidade, agora liberta do seu jugo inumano. 

Os Eternals por sua vez vão  continuar a servir no seu papel de protectores da Humanidade. 


 



Contudo, e com menos Deviants com quem combaterem, os Eternals irão virar as suas atenções para si mesmos. 

Estala uma sangrenta guerra civil pelo domínio de Titanos*.

Kronos e Oceanus, líderes de uma das facções, derrotam o grupo de Eternals chefiado pelo brutal Uranus. 

O duo decreta o exílio do seu cruel irmão e dos seus seguidores para o espaço, estabelecendo uma nova era verdadeira utópica, onde a ciência e a tolerância florescem. 

Enquanto que Uranus vagueia pelo universo, eventualmente estabelecendo-se num planeta que receberia o seu nome, Kronos diverte-se a estudar as energias cósmicas que deram origem à sua raça. 


 


Contudo, Kronos levará as suas experiências longe demais e sem querer provoca uma violenta explosão que devasta-lhe o corpo, fazendo-o ascender ao estatuto de divindade cósmica. 

Simultaneamente a energia cósmica liberta  irá arrasar com Titanos e alterar ainda mais a estrutura genética dos Eternals, tornando-os  mais poderosos, ao ponto de serem agora capazes de criarem a Uni-Mind, que é nada mais, nada menos do que a união física (e temporária) de todos os Eternals numa única entidade capaz de rivalizar com o poder de Galactus.

Com Kronos dado como morto, a liderança dos Eternals vê-se repartida por dois dos seus filhos. 

De um lado temos o contemplativo e pacífico A'lars e do outro o combativo e severo Zuras. 

Temendo uma nova guerra civil, A'lars abdica dos seus direitos em favor de Zuras** e este faz o que o pai de ambos já havia feito milénios atrás com Uranus. 

Bane o irmão para o espaço sideral.

A'lars vagueia pelas estrelas até se deparar com as ruínas de uma civilização há muito perdida numa das luas de Saturno***

Em Titan, A'lars depara-se com uma única sobrevivente, a Skrull Sui San.

É junto com esta que o Eternal exilado cria uma nova comunidade feita à imagem de Kronos. 

Assumindo a identidade de Mentor, A'lars terá dois filhos: Starfox e Thanos. 

Thanos é muito diferente do resto da sua família (que incluía Kazantra, a concubina do pai) pois sofria de uma condição conhecida entre os Eternals como síndroma de deviante. 

A sua aparência assemelhava-se mais à de um Deviant do que à de um Eternal como resultado disso mesmo.

No entanto, as diferenças para o resto dos habitantes de Titan não se ficava apenas pelo aspecto físico. 

A mente de Thanos era também mais negra que a dos outros Eternals. 

Adorador da representação cósmica da Morte, Thanos irá sacrificar a sua própria mãe, antes de liderar uma revolta contra Mentor, introduzindo guerra e armas numa comunidade onde ela há muito não existia. 


 


Derrotado e naquilo que já se estava a tornar numa tradição familiar, Thanos seria expulso de Titan. 

Contudo, ao contrário de Uranus e A'lars, Thanos regressará do seu exílio, mais forte e perigoso, conquistando Titan e matando grande parte dos Eternals que se lhe opuseram. 

Titan apenas seria liberta do jugo daquele que seria conhecido como Mad Titan graças à combinação de forças entre Mentor, Starfox e o Captain Marvel (Mar-Vell). 

Kronos, o avó de Thanos, agora uma entidade cósmica, vai tentar colocar um ponto-final nas ambições sombrias do neto, ressuscitando um mortal e energizando-o com parte da sua energia. 


 


Nasce assim um dos mais insistentes inimigos do Mad Titan, o determinado Drax The Destroyer. 

Também Mentor irá adoptar uma rapariga terrestre (filha do homem que se tornaria Drax) e treiná-la para ser a guerreira telepática conhecida como Moondragon, na esperança que também ela detivesse o Mad Titan.





Tanto Drax, como Moondragon irão defrontar Thanos inúmeras vezes, na companhia dos seus maiores adversários (Captain Marvel, Adam Warlock e o Silver Surfer) ou mesmo sozinhos.


 


Após essa primeira derrota, Thanos regressaria a Titan algumas vezes, mas nunca mais conquistaria a pequena lua de Saturno, tornando como sua base de operações principal a gigantesca nave conhecida como Sanctuary (vista pela primeira vez nas páginas de Warlock #10, Vol 1, de 1975) e mais tarde a lua conhecida como Black Quadrant. 

O contacto de Thanos com outros Eternals que não os da sua família será mínimo com o vilão a usar alguns como servos e a ter outros como oponentes.

A jeito de conclusão convêm salientar que nesta altura a noção de Eternals e Deuses Gregos se confundia. Zuras foi inicialmente apresentado como sendo Zeus e o Olimpo como a casa dos Eternals. Retcons posteriores iriam distanciar ambos os grupos. 
 





*Nota: Esta é a capital ancestral dos Eternals.

**Nota: Zuras odiava o facto do seu irmão A'lars ser um pacifista.

***Nota: A civilização devastada que A'lars encontra em Titan é na verdade os vestígios de uma das comunidades de Eternals estabelecida por Uranus. A mesma iria servir de base para um ataque à Terra, não tivessem Uranus e os seus seguidores sido mortos pelo Dragon of the Moon (um dos maiores vilões dos Defenders).


Posted on segunda-feira, abril 16, 2018 by Ivo Silva

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sexta-feira, 13 de abril de 2018



 


É chegada mais uma sexta-feira 13 (a primeira deste ano), um dia temido por aqueles de nós mais supersticiosos. 

Evitam-se gatos pretos, passar por baixo de escadotes abertos e tem se mil e um cuidados no que diz respeito a lidar com qualquer tipo de espelho (não vá ele partir). 

Se pretencem a este grupo, decerto irão querer evitar (ou não, porque algumas também dão boa sorte) este conjunto muito peculiar de personagens originadas única e exclusivamente na casa das ideias.

Aqui está o TOP 5 Personagens com poderes de má e boa sorte!

Boa leitura!



Menções honrosas: 

Shamrock


 



Uma das primeiras heroínas irlandesas da Marvel Comics, Molly Fitzgerald fez a sua primeira aparição nas páginas do Marvel Super-Heroes Contest of Champions, corria o ano de 1982. 

Os seus poderes de sorte e azar não eram fruto da genética, mas antes da magia. 

Molly era (sem saber) uma conduta para os espíritos de todos os irlandeses que haviam morrido na guerra. 

Como tal, os fantasmas destes protegiam-na, formando uma aura à sua volta que causava azar aos seus oponentes e sorte a Molly. 

Eventualmente estas suas habilidades místicas irão desvanecer, pelo que Molly está neste momento aposentada. 



Quark


 


Um habitante original do Mojoverse, que faria a sua primeira aparição aquando de Longshot em 1985.

Aliado e adversário do antigo X-Man, Quark possuí as mesmas habilidades que Longshot, sendo no entanto, muito mais vocacionado para a má sorte devido à sua personalidade muito pouco optimista. 

Quark fez a sua última aparição numa comic em 1996, nas páginas do primeiro volume da X-Force.



Domino


 


A mutante Neena Thurman fez a sua estreia em X-Force #8 (Vol 1, de 1992), atendendo pelo nome de Domino.

Atlética e dotada nas artes de combate, Domino tem ainda a habilidade de controlar a energia cinética à sua volta e com isso fazer-se muito difícil de atingir numa luta mano a mano.

Tal controlo dá a aparência do seu adversário ter tido má sorte e ela boa sorte.





5 - The Swell




Eddie Gunnam era um indivíduo absolutamente normal até se ter apoderado de uma bengala imbuída com a capacidade mágica de alterar as probabilidades a seu favor (a chamada Swell's Cane). 

Uma personagem benigna, Eddie fez a sua primeira aparição nas páginas de The Runaways #27 (Vol 2, de 2007). 

As suas capacidades (que incluíam ganhar a confiança imediata de quem estivesse junto dele) seriam perdidas após a destruição da referida bengala, três números mais tarde. 



4 - Roulette


 


Criada por Chris Claremont e John Buscema, Jennifer Stavros fez a sua estreia nas páginas de New Mutants #16 (Vol 1), corria o ano de 1984, como parte da equipa de jovens vilões mutantes conhecida como The Hellions. 

Com a habilidade de criar disco psiónicos, Jen tem a capacidade de através deles alterar as probabilidades a seu favor.

O modo de ataque da jovem mutante consistia em ter sempre um disco carregado de energia negativa (má sorte) e outro de positiva (boa sorte). 

O disco de energia negativa foi usado em diversas lutas contra diferentes heróis, mostrando-se particularmente eficaz em anular os poderes do Speedball e do Sunspot, durante as contendas com os New Warriors e os New Mutants respectivamente. 



3 - Scarlet Witch


 


Wanda Maximoff, que começou como vilã nas páginas de X-Men #4 (Vol 1, de 1964), tornar-se-ia numa das mais releventes integrantes dos Avengers. 

Uma mutante capaz de manipular as probabilidades com o simples gesto da sua mão, os seus poderes ganhariam foco após ela se ter tornado aprendiz da feiticeira Agatha Harkness. 

Wanda é capaz de alterar realidades, criar vida do nada, ressuscitar personagens e parar deuses galácticos com estas habilidades. 

A manipulação das probabilidades eram particularmente eficazes contra certos adversários dos Avengers. 

O Ultron, por exemplo, sofria inexplicáveis avarias sempre que enfrentava a Scarlet Witch.



2 - Black Cat


 


Felicia Hardy fez a sua primeira aparição em Amazing Spider-Man 194 (Vol 1, de 1979). 

Uma vilã tornada heroína, Felicia demonstrou ter alguma capacidade de provocar azar nos outros logo neste seu primeiro encontro com Spider-Man. 

Contudo, tais habilidades de azar só lhe seriam realmente concedidas após os eventos da primeira Secret Wars (em 1984), numa experiência similar à do Scorpion e do Fly (dois vilões do Spidey).

Ela submeteu-se a tal operação para se tornar numa parceira melhor para o aranhiço, no entanto, a sua aura de azar era tão grande que começou a afectar o nosso herói. 

Estes poderes seriam retirados via magia (Doctor Strange), mas recentemente seriam restaurados a Felicia pelo vilão Mister Negative (isto numa altura em que Felicia tinha voltado ao crime).

Desta feita, Felicia tem um controlo bem maior sobre essas suas capacidades.

Ela é a personificação da má sorte no Universo Marvel.



1 - Longshot


 


O derradeiro senhor dos destinos da sorte e do azar. 

Longshot fez a sua primeira aparição nas páginas da sua própria mini-série de 1985.

Criado por  Ann Nocenti, Arthur Adams e Carl Potts, Longshot é um alienígena que provém do Mojoverse, sendo um de muitos de uma raça de escravos criada para servir as necessidades dos Spineless Ones (entre eles Mojo, um vilão dos X-Men).

Longshot foi dotado pelo seu criador, Arize, com a capacidade de se envolver (e a outros) num campo de probabilidades positivas, desde que as suas intenções fossem puras. 

Com tais habilidades, Longshot vai-se mostrar capaz de enfrentar adversários muito mais poderosos do que ele, como a She-Hulk ou o Spider-Man. 

O alienígena irá juntar-se aos X-Men, onde verá as suas capacidades serem temporariamente corrumpidas pela magia negra da Goblin Queen, durante a saga Inferno.

Ele é o maior representante da boa sorte no Universo Marvel.












Posted on sexta-feira, abril 13, 2018 by Ivo Silva

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segunda-feira, 9 de abril de 2018



 


Arani Caulder, a.k.a Celsius, desconfiava que o seu marido, Niles Caulder (o líder da primeira incarnação da Doom Patrol) havia sobrevivido à devastação nuclear que vitimou quase todos os membros originais da Doom Patrol (nas páginas de Doom Patrol #121, Vol 1, corria o ano de 1968). 

O facto, de ter encontrado uma cadeira de rodas intacta no meio da área do dito desastre apenas lhe veio reforçar essa convicção, por muito oca e improvável que pudesse ser...




Perante a possibilidade de Niles estar vivo e sabendo que estava a ser vigiada de perto por forças governamentais, Celsius decide procurar ajuda e começa por recrutar o único membro original sobrevivente, Clifford Steele, a.k.a Robotman.


 


Este relutantemente aceita o convite e por sua vez entra em contacto com Joshua Clay, um herói aposentado que dava pelo nome de Tempest (sem relação com o Aqualad). 

Os três juntam-se e como a nova Doom Patrol regressam ao local do desastre, mas não logram em descobrir muito mais do que o cadáver intacto de Rita Farr, a.k.a Elasti-Girl. 

Como é evidente a visão da amiga morta transtorna imenso Robotman que, contudo, não tem tempo sequer de se refazer do choque uma vez que o trio é violentamente atacado por forças leais a um vilão de nome Kalki.

Kalki captura Celsius e Tempest e aparentemente destroi Robotman ao absorvê-lo para o seu interior.

O duo sobrevivente é conduzido para a base do vilão situada na solarenga Jamaica. 

Tempest não tarda a conseguir soltar-se, mas a sua liberdade dura pouco e ele acaba novamente capturado, tendo caído diante do poder de Kalki. 


 


O vilão, ao bom estilo dos maus de antigamente, revela a Celsius os seus planos de devastação global.

Kalki pretende usar um satélite para aniquilar a população do planeta que se recusar a submeter à sua vontade, tal é a sua ânsia de ser um deus terreno. 

É revelado também que aparentemente Kalki resgatou um membro da equipa original da Doom Patrol e por um motivo ainda desconhecido o está a manter vivo. 

Entretanto, Cliff não está morto, mas antes aprisionado numa tenebrosa dimensão demoníaca após aquele seu primeiro embate com Kalki.

Tal prisão curiosamente existe dentro do corpo do próprio vilão.

Por sua vez, uma nova personagem surge na figura da agente governamental Valentina Vostok, a.k.a Negative Woman. 

Como parte dos parâmetros da sua organização, que visa controlar actividades meta-humanas, Vostok inicia o resgate de Tempest e Celsius, ciente de que estes serão úteis na batalha final com Kalki.

Com Cliff a lutar para escapar da dimensão interna de Kalki, este último medita nas suas origens. 

Kalki começou como sendo um mero professor de nome Desai. 

Um encontro fortuito com Niles fez com que Desai tentasse criar algo que permitisse extingir todas as doenças. 

Em vez de conseguir atingir esse objectivo deveras benevolente, Desai transformou-se no monstruoso Kalki. 

Eventualmente, Cliff consegue fugir da tal dimensão (e aproveita para dar uma valente coça em Kalki) e alia-se a Vostok, descobrindo que o membro original que Kalki tem mantido vivo é nada mais, nada menos que o Negative Man (cujo poder Kalki pretendia usar para energizar o seu satélite). 


 


Com Kalki a ameaçar as vidas de Celsius e Tempest, Vostok é forçada a servir o propósito que Kalki tinha para o Negative Man e vê a sua forma energética aprisionada num foguete destinado ao mortífero satélite.

Graças a Harry, um agente amigo de Vostok que a havia seguido até à base de Kalki, a nova Doom Patrol vê-se livre para tentar impedir o iminente extermínio de parte da raça humana. 

Celsius fica para trás, degladiando-se com Kalki em combate singular. 

O motivo para tal decisão não poderia ser mais claro. 

Kalki é o pai de Celsius.

Percebendo que o homem bondoso que o seu pai era já desapareceu há muito, Celsius não hesita e mata-o, colocando um ponto final na ameaça de Kalki. 


 


Harry, Cliff e Tempest por sua vez conseguem destruir o míssil, mas aparentemente às custas da vida de Vostok.
No final, Vostok é revelada como tendo sobrevivido à explosão, uma vez que estava na sua forma energética.

Contudo, o Negative Man continua em coma. 

Uma coma da qual apenas poderia sair se Vostok abdica-se das energias que a tornam na Negative Woman (todavia tal queria dizer que seria ela a ficar em coma).

De qualquer das maneiras a sempre disfuncional Doom Patrol está de volta, com Vostok a assumir um lugar na equipa.

Esta história tem lugar nas páginas de Doom Patrol #1-3, Vol 2, em 1987.






Posted on segunda-feira, abril 09, 2018 by Ivo Silva

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segunda-feira, 2 de abril de 2018





Uma vez mais Thor deixa Asgard (nas páginas de Thor #468, Vol 1, de 1993).

Desta feita, não o faz para rumar a Midgard (Terra) como em tantas outras vezes, mas antes para embarcar numa viagem solitária pelo espaço sideral, fazendo uso para esse efeito de uma típica embarcação viking*

Afectado, uma vez mais, pela Warriors Madness**, que neste caso é representada fisicamente (embora só Thor a veja) por uma Dark Valkyrie, Thor recusa até mesmo os pedidos da sua amada Sif para que regresse a Asgard. 


 


Na verdade, o nível de insanidade de Thor é tão elevado que ele não só não pretende voltar, como deseja destruir a cidade dourada. 

A seu ver os asgardianos nunca lhe deram o devido valor, por isso merecem a morte.

O enraivecido Thor brutaliza Sif sem pensar duas vezes e provavelmente teria morto a guerreira não tivesse ela vindo na companhia de Beta Ray Bill (também ele um deus do trovão e amigo de longa data de Odinson). 


 


Ray tenta, como Sif antes dele, apelar ao bom senso de Thor, mas falha redondamente. 

A luta que tem lugar não corre nada bem para Ray. 

O que lhe vale é a rápida intervenção do Silver Surfer que por um acaso do destino se encontrava por aquelas paragens. 

Lady Sif, ciente que nada poderia fazer para ajudar na contenda, foge sorrateiramente numa tentativa desesperada de alertar Asgard para o perigo que se aproxima.


 


Nas páginas de Silver Surfer #86 (Vol 3, de 1993), vemos Thor a insistir na teoria de que nada mais é que uma mera marioneta de Asgard, pelo que da mesma maneira que com Sif e Ray, a batalha com o antigo arauto de Galactus torna-se inevitável. 

O Silver Surfer ainda assim, e preso por um sentido de amizade e respeito para com Thor, contém a sua mão, evitando usar todo o poderio do seu poder cósmico sobre o asgardiano. 

Contudo, Thor não lhe estende a mesma cortesia, pois não tem problemas em agredi-lo selvaticamente usando o Mjolnir. 

O ataque impiedoso de que o Silver Surfer é alvo permite que Ray recupere os sentidos e rapidamente consiga derrubar um distraído Thor.  


 


O insano deus não permanece no chão por muito tempo. 

Alimentado pelas palavras da fantasmagórica Dark Valkryie, Thor uma vez mais descarrega o poder místico do Mjolnir sobre Ray.

Perante tal atitude, o Surfer decide que o tempo da contenção passou e liberta finalmente toda a força do seu poder cósmico. 

Como em contendas anteriores entre ambos, a força do antigo arauto em nada se compara com o verdadeiro poder de Thor, pelo que o Surfer envia um inconsciente Ray para longe do perigo usando a sua fiel prancha (Ray será levado para Asgard por Sif para ser tratado).


 


Éis que chega um quarto interveniente (a Valkryie não conta, pois não é real). 

O seu nome é Adam Warlock e ele procura, como os demais, resgatar a alma de Thor da insanidade que se alojou sobre ela (Warlock Chronicles #6, Vol 1, de 1993).  

Sempre o messias, Adam, que havia vislumbrado as acções destrutivas de Thor do conforto da base da Infinty Watch na Monster Island, está decidido a ajudá-lo. 

De facto, Adam tem uma vantagem que Ray, Sif e o Silver Surfer não possuíam.

Ele consegue ver a Dark Valkryie graças à sua Soul Gem. 

  



Apelando a Pip que transporte o resto da Infinity Watch*** para o local de forma a conseguirem conter Thor (em Warlock and The Infinity Watch #23, Vol 1, de 1993), Adam testa o poder da sua Soul Gem na Dark Valkryie. 

O resultado é nulo, pois a dama sombria não tem alma própria e realmente não passa de um figmento da Warrior Madness que aflige Thor.

Tais acções aborrecem ainda mais Thor que quase esmaga o crânio de Adam com o seu martelo, isto após aguentar um ataque directo vindo da Soul Gem deste último.


 


O Silver Surfer salva Adam e ambos deixam a luta para o resto da Infinity Watch (em Thor #469, Vol 1, de 1993). 

De todos só Moondragon, que junta as suas vastas habilidades telepáticas ao poder da Mind Gem consegue finalmente parar Thor.

Todavia, ao fazê-lo dá forma física à Dark Valkryie. 

Agora com dois asgardianos insanos com quem lutar, A Infinity Watch vê-se em apuros.


 


Nenhum deles é páreo para o duo insano e a situação torna-se ainda mais perigosa quando ao derrotar Drax, Thor se apodera da Power Gem...

Continua na Parte 2, daqui a um mês.

Stay Tunned!



*Nota: Muito semelhante à usada no episódio 10 da série de animação, Spider-Man and His Amazing Friends, em 1981.

**Nota: A primeira vez que Thor foi afligido pela Warriors Madness foi na década de 60. Sob o efeito da mesma, o deus do trovão quase matou HIM (mais tarde conhecido como Adam Warlock).

***Nota: A Infinity Watch foi constituída para resguardar as Infinity Gems. Liderada por Adam Warlock e  a habitar na Monster Island, cada membro tinha uma Gem a seu cargo. Adam tinha a Soul Gem, Moondragon a Mind Gem, Drax a Power Gem, Pip a Space Gem, Gamora a Time Gem e ironicamente, Thanos a Reality Gem.  



Posted on segunda-feira, abril 02, 2018 by Ivo Silva

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segunda-feira, 26 de março de 2018



 


O primeiro aliado de Thanos e a grande fonte de inspiração para as suas acções genocidas foi a Mistress Death (ou Lady Death). 

A personificação da morte seria a companheira silenciosa de Thanos durante décadas a fio. 

No entanto, ela não seria a única aliada do Mad Titan, conforme veremos a seguir.

Blood Brothers


 


Muito similares a nível de aspecto com o heróico Thing, os dois irmãos fizeram a sua primeira aparição ao lado do titã nas páginas de Iron Man #55 (Vol 1, de 1973), onde mediram forças com o vingador dourado (quase arrasando com a armadura do mesmo) e com o poderoso Drax. 

O duo vampiresco (eles sugavam a energia dos inimigos derrotados) seria usado uma vez mais por Thanos numa batalha contra o Thing. 

Depois disso, os Brother Blood, já por conta própria, seriam reduzidos a um, após um novo encontro com Drax. 

O Brother Blood sobrevivente juntar-se-ia a variadas incarnações dos Masters of Evil onde continuaria a enfrentar diferentes heróis.
 
Os Skrulls


 


Skragg primava pela inteligência e pela astúcia, enquanto que Kl'rt (a.k.a Super-Skrull) dava mais relevância ao poder bruto. 

O duo de renegados do Império Skrull seria lançado por Thanos contra o Captain Marvel, no entanto, tanto um como outro falhariam em vencê-lo.

Skragg seria punido por Thanos, que o transformaria em pedra, ao passo que Kl´rt morreria a combater o herói kree na base de Thanos na lua de Titan.

ISAAC


 


O super-computador que rege toda a vida de Titan. 

Este era um aliado forçado do Mad Titan. 

Será ISAAC quem irá ajudar Thanos a encontrar o poderoso Cosmic Cube e dará também início a um programa secreto, escondido nos seus circuitos, que visava a criação de seres capazes de matar os Eternals de Titan no caso de derrota de Thanos. 

Os seres criados pelo super-computador foram: Chaos, Lord Gaea, Stellaraxx e Tartarus. 

Todos eles seria derrotados e destruídos pelo Captain Marvel original.

Gamora


 


Salva da aniquilação por Thanos de forma a ser usada como sua agente contra o brutal campeão da vida, Magus, Gamora provém de um futuro alternativo, sendo a única sobrevivente da sua espécie, destruída pela Universal Church of Truth (liderada precisamente por Magus). 

Thanos tornou-a a mulher mais temida da galáxia graças ao seu treino. 

Eventualmente, Gamora iria descobrir a falta de bondade do seu mestre e revoltar-se-ia contra ele, juntando-se a um dos seus maiores adversários, Adam Warlock.

Children of Thanos


 


Não, estes não são os filhos de Thanos, mas antes os seus seguidores. 

Alguma da pior escumalha do universo, os Children foram recrutados por Thanos aquando do seu exílio de Titan. 

Fervorosos nihilistas, os Children continuariam a combater em nome do seu mestre mesmo depois deste ter desaparecido. 

Alguns deles unir-se-iam às forças de Nebula, a auto-proclamada neta de Thanos.
 
Secret Defenders


 


Certa vez, uma equipa bastante diferente de Defenders foi reunida por Thanos com o intuito de adquirir o Oracle of Ancient Knowledge. 

Eram uns Defenders constituídos exclusivamente por vilões, nomeadamente: Geatar, Rhino, Titanium Man, Super-Skrull e Nitro. 

O grupo apenas surgiria nas páginas de Secret Defenders #12-14 (Vol 1, de 1994), sendo depressa descartado por Thanos.

Black Order
A tropa de elite de Thanos que fez a sua primeira aparição em Avengers #8 (Vol 3, de 2013). 

Dela faziam parte alguns dos seres mais temíveis do universo. 

Para além dos Outriders, a Black Order contava ainda com cinco generais.





São eles:

Black Dwarf 


 


O músculo do grupo que ficou encarregue da conquista de Wakanda aquando da invasão da Terra por Thanos.

Black Dwarf seria derrotado pelo Black Panther.
 
Corvus Glaive 


 


Marido de Proxima Midnight e virtualmente indestrutível desde que a sua arma (uma foice) se mantivesse intacta. 

Essa habilidade permitiria a Corvus sobreviver a um embate com Hyperion, um dos mais poderosos Avengers.

Corvus faria parte ainda da Cabal, durante a Secret Wars de 2016, e tentaria dominar o Black Quadrant (sector espacial sob controle de Thanos), mas seria morto pelo seu antigo mestre, Thanos.

Proxima Midnight 


 


Presa junto de Thanos no Cube of Living Death aquando da conclusão da saga Invasion, Proxima foi liberta, juntamente com Thanos, por Namor acabando por se juntar à Cabal durante as Incursions. 

O poder de Proxima é grande e ela mostrou-se capaz de bater com facilidade o Hulk.

Supergiant 


 


Telepata tão insana como poderosa, Supergiant enfrentou os X-Men durante a Invasion, sendo batida por Rachel Grey.

Supergiant morreria aquando do rebentamento da bomba dos Inhumans.

Ebony Man 


 


O mais traiçoeiro da Black Order, o Ebony Man é capaz submeter os outros à sua vontade. 

Após ter derrotado o Doctor Strange, o vilão irá unir-se ao filho perdido de Thanos, o inumano Thane, para derrotar o titã. 

Ele achava, com razão, que Thane seria mais fácil de manipular do que Thanos.

White Raven 


 


Mercenária usada por Thanos para resgatar um artefacto que continha um Elder Demon. 

Teria um breve encontro com o Silver Surfer.

Dheilus Shreck 


 


O último dos adoradores de Thanos no ano de 2300.

Dheilus usou as Nega Bands do falecido Mar-Vell para tentar destruir Titan.

Gaetar 


 


Um servo forçado de Thanos, Gaeter serviu como stand-in de Thanos durante uma batalha com o Silver Surfer.

Gaeter era o namorado de Nebula.

Thelius 


 


Também conhecido como o Crusader ou Blue Marvel seria um dos Eternal usados por Thanos como arauto.

Thelius foi um dos primeiros usuários das Quantum Band e era basicamente uma versão maligna de outro dos adversários de Thanos, o heróico Quasar.

Thanosi 




Os clones de Thanos, usados por este da mesma maneira que o Doctor Doom se serve dos seus Doombots. 

Versões inferiores ou alteradas do titã, alguns dos Thanosi revoltar-se-iam contra o titã. 

Nomeadamente, Omega, X, Warrior, Mystic e Armour.

Terraxia 


 


A versão feminina de Thanos, criada por este usando o poder da Infinty Gauntlet. 

Ela servia basicamente como uma forma de demonstrar à Mistress Death que Thanos não precisava dela.

Terraxia matou o Spider-Man e o Iron Man durante a batalha com os heróis da Terra, antes de padecer no espaço sideral para o qual seria transportada por uma vingativa Nebula.

Controller 


 


O principal agente de Thanos na Terra aquando da sua primeira investida. 

O Controller, que usava os seus discos de controlo para dominar a mente dos seus escravos (e roubar-lhes a força física), enfrentaria os Avengers e o Captain Marvel. 

Inicialmente bem sucedido, ele seria batido por um aprimorado (cosmicamente falando) Mar-Vell.

Fallen One 


 


Inimigo mortal de Galactus e arauto de Thanos durante um breve período de tempo. 

Embora poderoso, o Fallen One seria morto pela Annihilation Wave que iria varrer o universo.
 
Primo 


 


Outro Eternal alterado por Thanos para se tornar numa espécie de deus do fogo. 

Seria usado pelo vilão para caçar a Celestial Madonna.

Seductra


 


Capaz de manipular outros da mesma maneira que Mesmero (um velho vilão dos X-Men), Seductra quase arruinou a vida e reputação de Starfox a mando de Thanos.

Skreet 


 


Uma chaos mite (espécie de fada) que se tornaria na auto-denominada sidekick de Thanos aquando do período mais benevolente deste em 1998.




Posted on segunda-feira, março 26, 2018 by Ivo Silva

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