quarta-feira, 22 de março de 2017


 

O Masked World Tournament teve início no nono episódio da série de animação Tiger Mask W, que estreou em Outubro de 2016, e foi organizado pela corporação de wrestling fictícia conhecida com GWM.

Esta empresa, conhecida pela seu estilo de wrestling agressivo e sem limites, pretendia estabelecer-se no Japão, depois de já ter conquistado o mercado de países como os E.U.A e a Índia. 

No entanto, a competição em solo nipónico era difícil, com a já estabelecida New Japan Pro-Wrestling a dar cartas. 

Para além disso, um lutador independente, que ostentava um nome outrora da pertença da Tiger's Lair (a força  por detrás da GWM), Tiger Mask, estava a causar dano, ao abater todos os wrestlers da GWM com os quais se cruzava. 

Por esses motivos, Miss X, a responsável pela GWM no Japão, decide organizar o Masked World Tournament, como forma não só de tirar protagonismo ao campeonato da New Japan, mas também de maneira a derrotar e desmascarar este novo Tiger Mask. 

De entre os lutadores escolhidos para combater no evento, três deles são lutadores da companhia organizadora. 

Falo de Yellow Devil, Tiger the Dark e Wagner. 

Enquanto que o primeiro é campeão americano em título, os outros dois são meros estreantes (isto apesar de Wagner ser apresentado como sendo campeão europeu pela GWM). 

Os restantes participantes são Dragon Young, It's-the-Ace, Poseidon, Fukuwara Mask e claro, Tiger Mask. 

As lutas têm lugar num recinto novinho em folha, o Max Dome. 

De salientar, que Tiger Mask  (Naoto Azuma) e Tiger the Dark (Takuma Fujii), embora não o saibam, são antigos amigos e companheiros de wrestling e ambos entram no torneio com o mesmo objectivo, o de vencer o tipo que deixou o mentor de ambos (no caso de Takuma, o seu pai) preso a uma cadeira de rodas para sempre. 


 


O nome desse adversário é Yellow Devil. 

A vontade de ambos em combater Devil é tão grande que acabam por se pegar, ainda antes do torneio propriamente dito começar. 

A batalha ilegal é rapidamente encerrada pela Miss X. 

Terminado este incidente, Dark vence a sua primeira batalha, contra o cómico Fukuwara (que assume o papel de comentador nas restantes lutas) e avança no torneio.




Tiger, por sua vez, vê algo estranho acontecer no seu combate com Wagner. 

O suposto campeão é abatido pelo misterioso Question. 

Este lutador indiano, que conheceu o Tiger Mask original, quer testar as capacidades do novo. 

Sem medo e com o aval da organização, Tiger enfrenta Question, em vez de Wagner. 

A luta prolonga-se até ao episódio seguinte (o 10º), com Tiger a vencer este difícil adversário.

Entretanto, Devil derrota sem qualquer tipo de dificuldade o inexperiente Dragon Young, enquanto que Ace faz o mesmo com Poiseidon. 


 


Com Ace e Devil a colidirem numa das meias finais, os dois Tiger's fazem o mesmo na outra. 

A luta, que tem lugar no 12ª episódio, vê estes dois lutadores bastante equiparados.

No entanto, Tiger, cujo finisher ainda não estava totalmente desenvolvido, acaba por cair numa manobra de submissão de Dark. 

A chegada ao Dome do seu antigo mentor ajuda-o a recuperar, ao mesmo tempo que desestabiliza Dark. 

Tiger consegue dar a volta ao encontro, aplicando o finisher e invertendo o Dark Driver do seu oponente, de forma a conseguir alcançar a vitória. 


 


Com Devil a derrotar um ferido Ace, Tiger consegue o seu desejo de enfrentar o algoz do seu mestre na final. 

A luta segue-se ao confronto das divas (Queen vs Payne) e vê Tiger inicialmente nervoso e a deixar a iniciativa para Devil. 

Contudo, Tiger depressa recupera e encosta o campeão às cordas. 

Este responde com o devastador Hangman Crush que quase deixa o nosso herói k.o. 

Todavia, o espírito de Tiger é poderoso e ele contra-ataca, usando o seu finisher, após evitar um segundo Hangman Crush.

Como resultado, Tiger consegue vencer a contenda. 

Ao desmarcar o seu oponente, Tiger descobre que este Devil não é o mesmo que aleijou o seu mestre, pelo que a sua missão de vingança ainda não está terminada.









Posted on quarta-feira, março 22, 2017 by Ivo Silva

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segunda-feira, 20 de março de 2017



 


Anatole, Cassiopeia e Bebeck começaram como sendo heróis comunistas inspirados pelo Flash. 

Super-agentes cuja velocidade havia-lhes sido concedida pelo cientista russo, o Dr. Pytor Orloff. 

Assim nasceu a Red Trinity, um trio de super-heróis velocistas cuja tarefa era defender os interesses do governo soviético. 

Eventualmente, tanto Anatole, como Bebeck, decepcionados com as políticas do seu país, decidem partir para a América. 

Vai ser nessa altura que se irão encontrar com o Flash (Wally West) que tinha vindo à Rússia em busca do Dr Orloff, o único que poderia ajudar o seu amigo McGee. 


 


Cassiopeia, que inicialmente não queria abandonar a sua terra natal, junta-se aos seus dois companheiros e ao Flash num violento confronto com a Blue Trinity, um outro grupo de velocistas destacado para capturar a Red Trinity, na fronteira com a Finlândia. 

A Red Trinity irá conseguir o seu objectivo de alcançar os E.U.A, assumindo o nome de Kapitalist Kourier Inc. 


 


Embora volta e meia auxiliassem o Flash, o trio passou a agir mais como uma equipa de entregas ultra-veloz e menos como super-heróis. 

O seu sonho americano seria abalado aquando da morte de Cassiopeia, que viu a sua velocidade roubada por Savitar, em The Flash #108 (Vol 2), de 1995. 

Actualmente o paradeiro do agora duo é desconhecido, sendo que nenhuma das personagens aparentemente tem uma contra parte do New 52.

As personagens foram criadas por Mike Baron e Jackson Guice e fizeram a sua estreia em The Flash #6 (Vol 2), corria o ano de 1987.




Leitura obrigatória:


The Flash #7 e 8 (Vol 2), de 1987 – Esta é basicamente a história da génese da equipa, com o bónus de apresentar os seus némesis, a Blue Trinity. Está inserida no grande evento DC da época, Millenium.


 
The Flash #12 (Vol 2), de 1988 – A primeira vez que vemos os membros da Red Trinity a agirem como a Kapitalist Kourier.


 
The Flash #51 (Vol 2), de 1991 – O canto do cisne para o grupo que junto com o Flash e a Lady Flash enfrentaram um espécie de Superman soviético na figura imponente do Proletariat.









Posted on segunda-feira, março 20, 2017 by Ivo Silva

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quarta-feira, 15 de março de 2017


 

Um dos seis Robot Masters originais, Cut Man fez a sua estreia no jogo Mega Man,para a NES, corria o ano de 1987. 

Originalmente designado por DLN-003, Cut Man foi criado pelo Doctor Light com o simples intuito de ser usado como um lenhador robótico (daí a enorme tesoura no topo da sua cabeça). 

Contudo, e juntamente com os restantes Robot Masters, Cut Man acabaria nas mãos do maléfico Doctor Willy, que vai modificar consideravelmente a sua programação. 

Tornado num vilão, Cut Man vai ser usado por Willy em diversos dos seus planos de dominação global, marcando presença, na figura de boss, directo ou secreto, em mais oito jogos da longa série Mega Man. 


 


Falo de Mega Man Powered Up, Dr. Willy's Revenge, Power Battle ou Power Fighters, por exemplo. 

Um dos mais populares Robot Masters (embora seja alvo de inúmeras piadas levadas a cabo por diversos fãs), Cut Man é também um dos mais fracos e ingénuos. 

Cut Man é particularmente vulnerável ao Super Arm, Ice Wave, Water Balloon, Mega Ball, Flame Sword e Thunder Claw (tudo ataques de outros Robot Masters). 

Como seu ataque principal, Cut Man tem o Rolling Cutter, no qual atira a tesoura na direcção do adversário como se de um bumerangue se tratasse. 


 


Em 1989, Cut Man fez a sua estreia no mundo da animação, surgindo como vilão na série Captain N: The Game Master. 

Esta versão da personagem não poderia ser mais diferente do original, sendo consideravelmente maior e mais musculado e tendo um padrão de cores a pender mais para o verde, roxo e laranja (enquanto que o Cut Man dos jogos de vídeo é vermelho e rosa). 

Como se essas diferenças não fossem suficientes, em Captain N, o vilão é chamado de Cuts Man. 

Também aqui Cut Man surge como servo de Dr. Willy e inimigo mortal de Mega Man. 

Uma versão mais fiel ao original surgiria em 1994, com a primeira série televisiva de Mega Man. 

Presente em todos os episódios da série, que foi transmitida de 1994 a 1996, Cut Man teve inclusive direito à sua própria action-figure. 

Uma versão actualizada da personagem surgiria na sub-série Battle Network, uma vez mais na figura de antagonista. 

Esta versão, que era digital e não robótica, dava pelo nome de Cutman e seria destruída pelo herói titular em Mega Man Battle Network II, lançado em 2001 para o GBA.






O vilão, que detesta o popular jogo nipónico Janken (conhecido no Ocidente como o jogo da pedra, papel e tesoura), marcou ainda presença em diversas mangas e comics, nomeadamente Rockman (manga de 1992), Mega Man Megamix (comic da Udon, de 2010) e Mega Man (comic da Archie Comics, de 2011). 

Para além do seu papel recorrente de vilão, Cut Man é jogável em diversos jogos. 

A primeira vez que tal aconteceu foi em Mega Man Soccer, para a SNES, em 1994. 

Ao vencermos Cut Man este torna-se uma das personagens seleccionáveis. 

Esta trend seria seguida em Rockman Strategy, de 2001 e cinco anos mais tarde em Mega Man Powered Up. 

A personagem surgiria ainda na condição de adjuvante dos heróis nos jogos Super Adventure Rockman e Rockman Tennis, de 1998 e 2010, respectivamente. 


 


Cut Man, que teve direito ao seu próprio mini-jogo, em Chokkan! Rockman (lançado em 2008 para os telemóveis), é o único, para além de Roll e Mega Man, a poder usar o Rush Adapter, o que aumenta consideravelmente o seu poder e faz com que assuma o nome de Super Cut Man. 

Em tempos mais recentes e para além das múltiplas aparições nas comics, Cut Man foi uma das muitas personagens a marcar presença em Street Fighter vs All Capcom (mais uma vez para o telemóvel), jogo que apenas viu a luz do dia no Japão, em 2013. 



Posted on quarta-feira, março 15, 2017 by Ivo Silva

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segunda-feira, 13 de março de 2017







No início da sua carreira, Peter Parker tentou juntar-se a tudo o que era super-equipa da Marvel na expectativa de com isso ganhar um dinheirito extra para poder ajudar a tia May nas despesas.

 O aranhiço não teria sorte, recusando juntar-se ao Fantastic Four no início de Amazing Spider-Man #1 (Vol 1), em 1963, depois de descobrir que não lhe seria pago um salário. 



 



Apesar disso, Spidey iria tornar-se um dos aliados mais frequentes dos Fantastic Four e um dos melhores amigos do seu membro mais novo, Johnny Storm. 

Parker tentaria a sua sorte junto dos heróis das poderosos do planeta, os Avengers, três anos mais tarde nas páginas de The Amazing Spider-Man Annual #3 (Vol 1). 



 



Os Avengers reúnem-se na Mansão para discutir um possível ingresso de Spidey na equipa. Com as opiniões internas a dividirem-se, o grupo pede a opinião de um outro herói (o qual recusou por mais de uma vez um lugar nos Avengers), o respeitado Daredevil.

 Matt vai dar o seu aval à presença de Peter nos Avengers. 

Spider-Man vai ser então formalmente convidado para se juntar à equipa.
  
Com Peter a ponderar os prós e contras de ser um Avenger, eis que Iron Man lhe propõe um teste às suas habilidades. O dito teste passa por algo tão simples como capturar...o Hulk. 

 Com o golias verde a rondar Nova Iorque, os Avengers pedem a Peter a simples tarefa de atrair o Hulk para a Mansão, de forma a que o resto da equipa o possa capturar. 

Spidey inicia a sua perseguição ao Hulk, acabando por envolver numa batalha física com o mesmo. Com um golpe de sorte, Hulk reverte para Bruce Banner, que explica a sua origem a Peter. 

Peter não vê Hulk como um vilão, mas antes um homem atormentado, pelo que depois de derrubar o golias verde com um soco bem colocado (Hulk tinha acabado de se transformar e ainda estava fraco), Spidey deixa-o ir em paz, perdendo com isso a sua oportunidade de ser um Avenger. 



 




Curiosamente, e embora este seja visto como sendo o primeiro encontro entre os Avengers e Spider-Man, ambos já se haviam cruzado em The Avengers #11 (Vol 1), de 1964. 

Após ter auxiliado Captain America na apreensão de um grupo de assaltantes, Spidey vai ser convidado a ir à Mansão dos Avengers discutir um possível ingresso na equipa. 

Contudo, os restantes membros, particularmente Thor (que lhe chega a atirar o Mjolnir), têm uma reacção bastante negativa à presença do aranhiço nas suas instalações. 

O que os Avengers desconhecem é que este Spidey não é o verdadeiro, mas antes um robot criado por Kang com o objectivo de aniquilar os Avengers. 


 


Com isso em mente, o falso Spidey atrai os Avengers para o interior do Templo de Tirod, no México, onde os derrota com facilidade. 

Ironicamente, o verdadeiro Peter Parker seguiu o grupo e consegue destruir o robot, libertando os Avengers no processo. 

Ainda assim, isto não seria o suficiente para os Avengers o adicionarem ao conjunto.

 


Passariam anos até Spidey voltar a tentar juntar-se aos Avengers.

 Mais uma vez com o objectivo de ganhar mais algum dinheiro*, Peter “invade” a Mansão, em Avengers #236 (Vol 1), de 1983. 

A sua apresentação não corre pelo melhor, pois para além de destruir parte do equipamento de defesa da Mansão, Parker tece alguns comentários mais jocosos na direcção da She-Hulk e de Starfox, quando Captain America lhe sugere que a possibilidade de ficar como membro reserva. 

A sua visita torna-se ainda mais curta, quando o alarme da Mansão dispara, alertando os Avengers para a existência de uma nova missão.


 


Apesar de claramente indesejado, Spidey insiste e discretamente apanha boleia no Quinjet da equipa. É evidente que não demorará muito para que Parker seja descoberto.

 Apesar de inicialmente bastante aborrecido com a presença de Spider-Man naquilo que é uma missão oficial dos Avengers, Captain America acaba por permitir que o herói os acompanhe. 

Seria uma espécie de teste, semelhante aquele de 1966. 

Contudo, mais uma vez as coisas não correm bem, pois devido à sua natureza solitária, Spider-Man falha em seguir à risca as ordens de Steve Rogers, durante a luta contra os Lava Men (uma das muitas raças subterrâneas do Universo Marvel).

 A chegada tardia da Capitã Marvel, a.k.a Monica Rambeau, acaba por salvar o dia. 

A heroína coloca, com um pouco de diplomacia, um ponto final no ataque dos Lava Men ao Projecto Pegasus.


 


A aventura no Projecto Pegasus prossegue em Avengers #237 (Vol 1), com Spider-Man a ser admitido pela Wasp como um membro reserva, na condição que aprender a seguir ordens.

 Depois de tratarem dos Lava Men, os Avengers e Spider-Man enfrentam uma incarnação dos Masters of Evil liderada por Moonstone. 

O combate não dura muito e não tarda até que os Avengers tenham nas mãos problemas bem maiores que lidar com um grupo de vilões. 

Antes de por em fuga, Moonstone coloca em marcha o objectivo do seu ataque.

 O de destruir o Projecto Pegasus. 


 


Com o reactor, que fornece toda a energia ao local gravemente danificado, a única coisa que pode impedir a total aniquilação do sítio é, ironicamente, Spider-Man. 

Fazendo uso da sua formação académica, Peter guia Captain Marvel e ambos evitam o que seria um desastroso meltdow.

 Infelizmente, e apesar de ter sido aceite pelos membros como reserva, Spider-Man vai ver a sua candidatura recusada por um oficial da Segurança Nacional dos E.U.A*, que considerava o aranhiço como um fora da lei.


* Os membros dos Avengers eram ainda remunerados nesta altura, através da Fundação Maria Stark e tinham uma ligação directa ao governo norte-americano.








Posted on segunda-feira, março 13, 2017 by Ivo Silva

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quarta-feira, 8 de março de 2017


 
 
Este conhecido beat'em up /hack and slash foi desenvolvido pela Sega AM1, mais concretamente por Makoto Uchida, o criador de Altered Beats, e foi lançado nas Arcades corria o ano de 1989. 

Golden Axe visava concorrer com as duas séries mais populares de beat'em up da época, Double Dragon e Kunio-Kun, ambas propriedade da Technos. 

Contudo, e tendo a necessidade de se distinguir, Golden Axe abraçou a temática fantástica, tirando inspiração de Conan, o Bárbaro. 

Bem sucedido nos seus intentos, Golden Axe encontraria o seu caminho para as consolas domésticas. 


 


É acerca da sua versão na máquina 16 bits da Sega, a Mega Drive, que venho falar neste post. 

Primeiro vamos dar uma vista de olhos na história do jogo. 

A acção tem lugar no reino de Yuria. 

Tanto o Rei, como a Princesa foram raptados pelo vilão Death Adder. 

Este aprisionou-os no seu próprio castelo, ameaçando colocar um ponto final nas suas vidas, caso não fosse aceite pela populaça como sendo o legítimo governante de Yuria. 

A juntar a tudo isto, Adder detém na sua posse um poderoso artefacto místico, o Golden Axe, o qual lhe concede vastas habilidades. 

É neste cenário pouco animador que surgem três guerreiros para o confrontar, motivados mais por pensamentos de vingança, do que por de altruísmo. 

Temos o bárbaro Ax Battler, munido da sua fiel espada, que busca vingar a morte da mãe, falecida às mãos de Adder. 

Segue-se o anão Gilius Thunderhead, o qual deseja cravejar o seu machado na fronte de Adder, por aquilo que o vilão fez ao seu irmão gémeo. 

Por último, temos a amazona Tyris Flare, cuja família sucumbiu diante das forças lideradas por Adder. 


 


Portanto, todos eles querem não apenas salvar a família real, mas também eliminar Death Adder. 

Cada uma das personagens têm características distintas, com Gilius a ser o mais forte fisicamente e Tyris a mais ágil. 

Todos eles atacam da mesma maneira, usando as pernas, braços ou a respectiva arma em questão. 
Em Golden Axe é possível fazer-se um ataque em corrida, manobra esta que nos ajudará bastante à medida que o jogo for progredindo e a dificuldade aumentando.


 


Para além dos ataques físicos, temos os mágicos. 

A barra de magia, que se encontra vazia de início, pode ser abastecida ao atacar os Blue Thieves que ocasionalmente surgem no ecrã. 

Ao serem atingidos, os Thieves largam frascos azuis. 

Quantos mais frascos tivermos na nossa posse, mais forte será a nossa magia. 

É óbvio que poderemos usá-la quando quisermos, mas será mais sábio guardá-la para situações de aperto (muitos inimigos) ou contra os bosses. 

De entre todas as magias, a mais poderosa é da pertença da amazona Tyris, seguida pela de Gilius e Ax respectivamente. 

Para termos uma ideia, no máximo, a magia de Flare pode ser usada para invocar um gigantesco dragão branco.


 


No jogo existem ainda criaturas que poderemos montar, como se de cavalos se tratassem, e usá-las para atacar os inimigos. 

São os chamados Bizarrians. 

Um deles, a Cocktrice também pode ser encontrada em Altered Beast. 

O mais poderoso dos Bizarrians, um dragão avermelhado, pode inclusive atacar ao longe, ao expelir bolas de fogo. 

Para além dos Blue Thieves, já referidos atrás, há os Green Thieves, que ao serem atingidos deixam cair alimento, usado para encher a energia da nossa personagem.

Ambos, Blue e Green, surgem não apenas nos níveis, mas durante as pausas, que funcionam como níveis bónus, com o intuito de roubarem os nossos pertences. 


 


No que aos inimigos diz respeito, estes não poderiam ser mais estúpidos, sendo muito fácil deixá-los eliminarem-se sempre que estivermos perto de precipícios. 

Apesar disso, os bosses e sobretudos os guerreiros esqueleto, são adversários a ter em conta e de dificuldade acrescida, sobretudo se estivermos a jogar sozinhos. 

Os cenários não poderiam ser mais bonitos e criativos. 

Destaque para o nível da aldeia situada na carapaça de uma tartaruga ou para aquele que é passado a combater no dorso de uma ave gigante. 

A música é absolutamente memorável e quota-se como uma das melhores da era 16 bits. 

Os efeitos sonoros facilmente cravam-se na memória de quem joga este jogo (falo do suspiro final das personagens). 


 


Golden Axe conta com dois modos de jogo: o modo normal, que conta a história, e o modo duel, que nos permite lutar numa arena. 

No modo normal, se escolhermos jogar em fácil, o jogo termina com a vitória sobre Adder e a libertação da família real. 

Se optarmos por uma dificuldade acima, teremos um nível extra pela frente e outro boss final, na figura do mestre de Adder, um tal de Death Bringer (isto é exclusivo do jogo da Mega Drive). 

Em duel, mistura-se o survival mode com vs battle, na medida em que podemos enfrentar outro jogador ou tentar sobreviver a uma enxurrada de inimigos. 


 



Para finalizar, devo salientar que Golden Axe tem os dos melhores finais de jogos de vídeo que já vi.

Em suma, o Golden Axe, da Mega Drive, é um must play para fãs da época das 16 bits e um bom título para jogar em parelha. 



Posted on quarta-feira, março 08, 2017 by Ivo Silva

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segunda-feira, 6 de março de 2017




 


A Crisis of Infinite Earths acabou com o vasto Multiverso da DC aquando da sua conclusão em 1986, sendo que os seus "últimos" vestígios, Superman e Lois Lane da Earth 2, Alexander Luthor da Earth 3 e Superboy Prime, exilaram-se voluntariamente no limbo após a vitória final sobre o Anti-Monitor.

Contudo, e porque décadas de continuidade não são facilmente apagadas, as novas equipas criativas da DC viram-se a braços com alguns problemas. 

Uma das pontas soltas mais importantes dizia respeito ao passado de Superman. 

No Pre-Crisis, o Homem de Aço começou a sua carreira heróica quando ainda era um jovem em Smallville, chamando-se a si mesmo de Superboy. 

Seria como Superboy que Clark Kent iria encontrar três viajantes de um futuro distante, Saturn Girl, Lightning Lad e Cosmic Boy. 

Inspirados pelo herói do passado, os três iriam fundar a Legion of Super-Heroes aquando do regresso ao futuro.

Acontece que a DC pretendia que o Superman do Post-Crisis não só fosse o único sobrevivente de Krypton, como também tivesse começado a sua carreira heróica aquando da sua chegada a Metrópolis e não durante a adolescência em Smallville.

Com Krypto e Supergirl fora do caminho, restava agora apagar todo o passado de Clark como Superboy, contudo isso implicava mexer e muito na história da Legion. 

A solução encontrada é apresentada nas páginas de Action Comics #591, em 1987.





A história "Past Imperfect" começaria com um inesperado encontro do Superman Post-Crisis com uma Legion que sabia exactamente quem Kal era, embora este não se recordasse dela.

A situação ficaria ainda mais confusa após a chegada de Superboy, uma versão mais nova de Kal. 

Sem demora este, servindo-se do stasis ray, imobiliza Superman e os quatro membros da Legion que o acompanhavam (Eram eles Brainiac 5, Sun Boy, Invisible Kid e Blok). 

O jovem Kal coloca-se logo em fuga, levando consigo os quatro membros da Legion e deixando para trás a sua contra parte adulta.

Contudo, e porque Superman nunca desiste, o herói tenta alcançar Superboy, que se preparava para fazer um salto temporal. 

Como resultado, Superman acaba projectado para uma Terra que não a sua, a Terra Compacta, uma espécie de último vestígio da Earth-1 do Pré-Crisis. 





Esta Terra Compacta, conforme explicado no issue, era na realidade uma criação do maior vilão da Legion, o Time Trapper.

Com os eventos da Crisis a aniquilarem o Multiverso e as cinco Terras sobreviventes, entre elas a Earth-1, a serem fundidas numa única, a New Earth, o risco de paradoxo temporal passou a existir, não apenas para a Legion, mas também para o Time Trapper, cuja existência se devia à existência dos seus próprios inimigos. 

Com a Legion a prepara-se para viajar atrás no tempo para visitar a sua fonte de inspiração, Superboy, o vilão percebeu que havia pouco tempo para agir, pois nesta New Earth, Superman nunca fora Superboy.

Usando o seu controlo sobre as energias temporais, Time Trapper consegue resgatar uma lasca do que era a Earth-1 e a partir dai constrói o seu universo compacto, no qual os únicos planetas habitados eram Krypton e a Terra.

Foi essa a Terra que os membros originais da Legion visitaram e seria o Superboy dessa realidade que lhes serviria doravante de inspiração. 

Outro motivo para a criação dessa Terra Compacta passava por poder, no futuro, contar com um peão muito útil e poderoso na figura de Superboy (que tinha o nível de poder quase divino do Superman da Earth-1).


 


Mas voltando à história propriamente dita, o Superman da New Earth, depois da sua aterragem forçada numa Smallville alternativa, é encontrado por Pete Ross que o leva a casa dos Kent, julgando tratar-se de um Superboy sob o efeito de Kryptonite vermelha.

Contudo, o verdadeiro Superboy chega a casa dos Kent pouco depois e um inevitável confronto segue-se, com um soco do primeiro a projectar o segundo pelos ares.


 


Krypto, o cão kryptoniano, surge para auxiliar o seu mestre, contudo mostra-se confuso sobre quem é o "verdadeiro" Kal. 

Enquanto os dois Supers se degladiam nos céus de Smallville, Krypto descobre a solução para terminar o conflito. 

Sacrificando todos os seus poderes, o cão chama a atenção de Jonathan Kent para a Kryptonite Dourada.

Kent tenta usar o minério para retirar as habilidades do Superman da New Earth, mas nada acontece, por este ser de uma realidade diferente. 


 


Contudo, e embora tivesse a oportunidade de usar a dita Kryptonite contra o mais poderoso Superboy, o Kal adulto não o faz, pois percebe que o rapaz esteve a conter-se durante toda a luta, na esperança que Superman o vencesse.

Superboy revela que cumpria as ordens de Time Trapper de forma a manter a sua Terra a salvo, mas que nunca pretendia trair de facto a Legion.

Libertando os quatro membros do efeito do stasis ray, Superboy parte, junto com a Legion, para o futuro distante, rumo ao inevitável confronto com o Time Trapper. 

Superman, contudo, não se junta a eles e é devolvido ao seu tempo e realidade originais.


 

 
Em Legion of Super-Heroes #38 (Vol 3), a aventura deste Superboy não só continuaria, como conheceria uma trágica conclusão. 

Time Trapper revela que uma onda de anti-matéria ameaçava destruir a Terra Compacta e que a troco de a manter a salvo, Superboy deveria não só capturar a Legion, mas também destrui-la...


 


Superboy recusa sacrificar quem quer que seja e junto com a Legion confronta o Time Trapper na Smallville da sua Terra Compacta, contudo os heróis apenas logram em danificar uma máquina que o vilão estava a usar para manter o planeta a salvo da onda de anti-matéria.

Time Trapper parte para o seu próprio período temporal, confiante de que a Legion e Superboy seriam ambos destruídos pela já referida anti-matéria. 

Brainiac 5, o mais inteligente de todos os presentes, desespera perante o facto de por e simplesmente não poder parar o evento destrutivo que se avizinha.

Contudo, Superboy tem uma ideia.

Usando o seu corpo como condutor para a máquina do Time Trapper, o jovem Kal consegue salvar a sua Terra da destruição, com um custo bastante elevado para si mesmo.


 


Bastante enfraquecido Superboy apenas consegue transportar a Time Bubble da Legion de volta ao futuro da New Earth, contudo este último esforço prova ser fatal para o kryptoniano que morre nos braços do seu "irmão" daxamita, Mon-El, fazendo-o prometer que a Legion irá proteger sempre a sua Terra.


 


Nem a tecnologia superior do século 30 (tempo da Legion) consegue trazer de volta o herói...

Assim morre o Superboy da Silver Age...






Posted on segunda-feira, março 06, 2017 by Ivo Silva

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quarta-feira, 1 de março de 2017


 

Wrestling e jogos de vídeo têm andado de mãos dadas desde o começo. 

Lutadores deste popular desporto têm marcado presença não apenas no já esperado género de luta, mas noutros estilos também (ex: plataformas ou card games). 

Como o número de combatentes é tão elevado, resolvi elaborar duas listas. 

A primeira abrange apenas a comunidade masculina de wrestlers, enquanto que a segunda (a ser publicada  daqui a um mês) irá focar-se na parte feminina. 

De salientar que apenas estão nesta lista wrestlers que tenham originado no mundo dos jogos de vídeo. 

De fora, ficam portanto os rosters da WWE ou WCW, por exemplo.

Espero que gostem.

Boa leitura!

Menções Honrosas:
 
Tizoc


 


Também conhecido como Griffon Mask, Tizoc fez a sua estreia no excelente Garou: Mark of the Wolves, de 1999. 

Um popular wrestler no universo da SNK, Tizoc seria convidado para integrar a Fatal Fury Team, aquando da edição 2003 de King of Fighters. 





Gunloc


 


Apelidado de Florida Wild Horse, Gunloc é o protagonista da série Slam Masters, da Capcom. 

Gunloc foi treinado por Mike Haggar e é uma das estrelas da CWA. 

Um wrestler intempestivo, Gunloc ocasionalmente faz tag team com o seu rival, Biff Slamkovich.





Bass Armstrong




Bass, a.k.a Mr Strong, foi campeão mundial de wrestling durante anos a fio, apenas abandonando a modalidade aquando da morte da mulher. 

Totalmente dedicado à filha, Tina Armstrong, a qual deseja ver seguir as suas pisadas, o velho lutador volta e meia regressa aos ringues. 

Dead or Alive, de 1998, é um desses exemplos. 

Todavia, convém salientar que Bass apenas entra em tais torneios, como forma de testar a capacidade combativa da filha. 





10 - Thunder Ryu


 


Thunder fez a sua primeira aparição (e única) em No More Heroes (2007-2008). 

Um wrestler reformado que agora serve como operativo da Yakuza, Thunder Ryu é o orgulhoso proprietário de um ginásio que ostenta o seu nome. 

Mestre do protagonista do jogo, Thunder Ryu não é apenas um wrestler talentoso, mas também um notável espadachim. 

Infelizmente, Thunder seria morto pela assassina Speed Buster, no decorrer do jogo.

Todavia, o seu espírito continuaria vivo para ensinar e guiar Travis. 

Qual Jedi, qual quê? 





9 - Juan Aguacate 


 


Este é um dos wrestlers mais recentes da nossa lista. 

Criado em 2013,  Juan Aguacate serve como o heróico protagonista do jogo de plataformas Guacamelee. 

Ao contrário de outros nesta lista, Juan luta por algo mais do que glória no ringue. 

Ele luta para impedir que o mundo dos vivos e o dos mortos caia sobre o controlo do nefasto Carlos. 

Curiosamente, Juan morreu ao combater Carlos pela primeira vez. 

O herói regressaria à vida graças a uma máscara mística que lhe seria dada pelo luchador lendário, Tostada. 





8 - Raiden


 


Raiden é uma das personagens mais dúbias a gracejar esta lista. 

Inicialmente surgindo como um dos capangas de Geese Howard, em Fatal Fury (1991), Raiden torna-se-ia um dos bons da fita, sob a persona de Big Bear, nos jogos seguintes. 

O seu regresso à vilania chegaria em King of Fighters XII. 

Rival de Andy Bogard e Joe Higashi, o The Out-of-Control Giant é um adversário temível, sem piedade alguma para com os seus oponentes. 





7 - Hugo


 


Hugo Andore é um wrestler alemão que fazia parte da Mad Gear, os principais antagonistas do jogo Final Fight (1989). 

Um autêntico gigante, Hugo é detentor de uma força assustadora. 

Apenas derrotado por Haggar, que considera o seu grande rival, Hugo normalmente faz parceria com a igualmente criminosa Poison. 

Contudo em tempos mais recentes, Hugo Andore tem tentado afastar-se do seu passado criminoso. 

Em Street Fighter III, os seus objectivos não mais eram os de se vingar de Haggar, mas antes o de encontrar um parceiro tão forte como ele. 

Essa honra caberia a ... Ryu. 





6 - Abobo


 


Outro gigante. 

Outro criminoso. 

Abobo surgiu no popular Double Dragon, de 1987. 

Membro dos Shadow Warriors, Abobo é detentor de uma força sobre-humana, ocupando em muitos dos jogos da famosa série de Technos, a posição de middle boss ou mesmo a de boss. 

Para além das suas aparições em Double Dragon, Abobo protagonizou recentemente o seu próprio jogo de vídeo, intitulado Abobo's Big Adventure.





5 - King II


 


Dois lutadores distintos envergaram a máscara de King na série Tekken. 

O primeiro morreria às mãos de Ogre, no início de Tekken III (1997). 

Isto iria inspirar um segundo a ocupar a sua posição. 

Intitulado King II, este segundo luchador seria treinado por Armor King (curiosamente, rival do primeiro King). 

Apesar de nunca ter vencido o Iron Fist Tournament, King II é o actual campeão da NWN. 

Um combatente extremamente defensivo, King II normalmente faz parceria com Mardruk, o seu antigo rival. 





4 - Krauser


 


Wolfgang Krauser é o boss final de Fatal Fury II (1992). 

Irmão do aparentemente falecido Geese Howard, Wolfgang organiza o segundo King of Fighters, acabando por enfrentar o vencedor da primeira edição na final (Terry Bogard). 

Apesar da sua enorme força e de golpes devastadores como o Kaiser Wave e o Hurricane Fist, Wolfang acabaria derrotado. 

O poderoso lutador alemão regressaria ao campo de batalha novamente, aliando-se a Geese Howard e a Mr Big para formar a Boss Team, em King of Fighters 96. 





3 - Atomic Guy


 


Outra personagem da SNK, Atomic Guy estreou-se em King of the Monsters II (1992). 

Um wrestler japonês exposto a elevadas dosagens de radiação, Atomic Guy cresceu em tamanho e força. 

Guy é a única defesa da Terra contra os aliens liderados pelo monstruoso Famardy. 

Atomic Guy é capaz de provocar enormes descargas eléctricas, à la Blanka, mas necessita de consumir energia nuclear de forma a manter o seu poder. 

Por vezes, Guy faz parelha com dois monstros, Cyber Woo e Geon. 





2 - Zangief


 


O Red Cyclone fez a sua primeira aparição em Street Fighter II (1991). 

Um herói russo, Zangief é extremamente patriótico e por diversas vezes procurou defender o seu país das investidas quer da  Shadaloo, quer da S.I.N. 

Com manobras muito similares às de Mike Haggar, Zangief distingue-se pelo facto do seu treino ser feito normalmente contra ursos siberianos. 

Para além disso, Zangief luta regularmente com alguns dos melhores combatentes que a Capcom, Marvel e SNK têm para oferecer. 

O Red Cyclone serve de mentor/parceiro para a japonesa Rainbow Mika e fez um tag team ocasional com Rufus, em Street Fighter vs Tekken.  





1 - Mike Haggar


 

 
Mayor de Metro City e antigo campeão de Street Fight, Haggar é uma força a ter em conta. 

Estreando-se em Final Fight (1989), Mike passou muitos anos a competir nos Slam Masters, servindo inclusive de mentor para o talentoso Gunloc. 

Durante o seu tempo nos Slam Masters, Mike juntaria forças com Alexander The Grater, na tag team chamada Knuckle Busters. 

Em tempos mais recentes, Mike, que dirige o seu próprio ginásio, enfrentou os heróis e vilões da Marvel (Marvel vs Capcom III). 

Poderia haver maior lutador de wrestling do que este?





Posted on quarta-feira, março 01, 2017 by Ivo Silva

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