segunda-feira, 15 de janeiro de 2018



 


Após uma sequência de aventuras que o viu auxiliar o antigo Green Lantern Priest na tentativa de parar um conflito intergaláctico nas fronteiras do sector 2814 (onde se situa a Terra) e enfrentar o herói governamental, Captain Atom, devido às acções de um perigoso visitante espacial de nome Visitor, Hal Jordan, um dos poucos Green Lanterns que nesta época existiam no universo decide servir de escolta nas páginas de Action Comics #632 (Vol 1, de 1988). 

Com o intuito de garantir que Visitor não representa uma ameaça para outros planetas do sector, Hal segue-o pelo espaço. 


 


Contudo, a perseguição é curta, com o Green Lantern a acidentalmente entrar numa dobra espacial e dar consigo num espaço sideral desconhecido. 

Com o anel a ser incapaz de lhe fornecer info útil para a sua situação, Hal desloca-se ao planeta mais próximo em busca de respostas que o possam conduzir de volta à Terra. 

Ao abordar um dos nativos, Hal é surpreendido pelo facto de este se referir a si como sendo um dos escolhidos. 

O alien diz que Hal ostenta a marca do mestre e indica-lhe o caminho para o mesmo. 


 


O dito mestre, Lord Malvólio, reside num enorme palácio situado numa colina marcada com o símbolo dos Lanterns. 

Malvólio, que não é parte das Corps, tem um anel de design antigo que herdou do falecido pai, um antigo Green Lantern do sector 2814 (Lord Malvólio matou o pai para o obter, como irá revelar mais tarde). 

Lord Malvólio é, para espanto de Hal, terráqueo, tendo nascido na Terra no distante ano de 1612. 

Contudo e embora partilhem a mesma origem, Malvólio pouco ou nada ajuda Hal, revelando apenas que o mundo onde ambos estão reside para além de Phobos (uma das luas de Marte) e que desconhece o caminho de volta para a Terra. 

Insatisfeito com a atitude de Malvólio, Hal abandona o castelo e faz uma nova tentativa junto de um dos nativos deste mundo alienígena. 


 


Contudo, Hal apenas logra que o mesmo morra às mãos de um insano Malvólio, quando estava prestes a mostrar-lhe o caminho para a Terra. 

Lord Malvólio revela que foi ele quem trouxe Hal para além de Phobos para que este último servisse como aliado na batalha contra Priest (precisamente o antigo Lantern que Hal encontrara issues atrás). 

O vilão, perante a recusa de Hal, decide mostrar o seu vasto poder, sobrevivendo a uma rajada de vontade do herói e fazendo-o atravessar o planeta com um potente soco energético.


 


Reconhecendo não ser páreo para o Lantern mais poderoso que havia enfrentado desde Sinestro, Hal tenta encontrar refúgio numa estação dourada que orbitava o planeta. 

Hal esperava que a coloração da mesma servisse de protecção contra o Lord Malvólio, uma vez que também ele devia estar sujeito à fraqueza dos anéis dos Lanterns. 

Contudo, a estação não era local de refúgio para possíveis resistentes ao domínio de Malvólio, mas antes um altar para a sua glória. 


 


O vilão não tarda a encontrar Hal na dita estação, não hesitando em devastar a mesma, matando todos os seus seguidores no processo.

Enojado pela atitude genocida de Malvólio, Hal reúne o que resta da sua vontade e enfrenta o vilão, conseguindo efectivamente mandá-lo ao chão. 

Todavia, e como matar não faz parte dos ensinamentos dos Lanterns, Hal não dá o golpe final, permitindo que o Lord destrua o seu anel com um disparo amarelo de uma pistola. 

Sem anel e com um ainda mais furioso Malvólio a persegui-lo, Hal tenta usar diversas armas existentes na estação para o parar. 

Ironicamente será através de um arco e flecha improvisados que Jordan consegue finalmente abater Malvólio*




Com o vilão aparentemente morto, Hal toma o anel do mesmo e usa-o para regressar à Terra. 

Momentos mais tarde e já depois de Hal ter partido, Malvólio levanta-se, revelando que tudo à sua volta não passava de uma mera ilusão. 

O espaço para além de Phobos nada mais é que uma área parecida com a Phantom Zone na qual fora aprisionado por Priest séculos atrás. 

O vilão viu em Hal um aliado no seu plano de vingança contra não apenas Priest, mas também contra os Guardians of the Universe. 

Foi por essa razão que Malvólio permitiu que Hal partisse usando o seu anel.

Esta aventura começou, como já foi referido acima, nas páginas de Action Comics #632, prolongando-se até ao número 635 (Vol 1, de 1989).

Fãs especularam durante anos que foi o anel de Malvólio que tornou Hal Jordan susceptível ao avatar do medo, Parallax, e que consequentemente o fez atacar Oa durante o Emerald Twilight, de 1994. 

Curiosamente, o anel do Lord Malvólio foi destruído pelo próprio Hal em Green Lantern  #50 (Vol 3. de 1994), tendo sido recuperado quase de imediato pelo último Guardian sobrevivente, Ganthet, e entregue ao torch bearer, Kyle Rayner. 

É este o anel que Kyle vai estar a usar quando ele próprio tiver caído sobre a influência do Parallax durante a Sinestro Corps War, em 2007. 

Malvólio todavia nunca mais regressou.



*Nota: A "morte" de Malvólio seria imitada em Zero Hour quando Hal, como Parallax, for morto da mesma maneira pelo Green Arrow.





Posted on segunda-feira, janeiro 15, 2018 by Ivo Silva

No comments

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018



 


O grupo racista dos Sons of the Serpent está a espalhar o terror pelas ruas dos E.U.A, nas páginas de The Avengers #73 (Vol 1, de 1970), atacando prédios comunitários e atentando à vida do popular apresentador negro Montague Hale, defensor da igualdade entre raças. 

O mesmo apresentador acabará como convidado no The Dan Dunn Show, cujo host é controverso e extremamente xenófobo. 


 


Nesse mesmo programa é convidada especial a cantora negra Monica Lynne, a qual Hale tenta persuadir a ajudar a causa negra. Tudo isto não passa despercebido aos Avengers que vislumbram o desenrolar dos acontecimentos através dos noticiários televisivos, relembrando o seu anterior confronto com os Sons of the Serpent, na época liderados pelo General Chen.


 


Não tardará até que a cantora Lynne seja atacada por integrantes do grupo terrorista. 

A jovem teria tido um triste fim não fosse a intervenção atempada do heróico Black Panther, também ele negro. 

Enraivecida pelo ataque e sobretudo pela inacção da polícia nova-iorquina, Lynne volta atrás na sua decisão de não apoiar a causa de Hale e torna-se numa militante da causa negra.

Com a situação a escalar a olhos vistos, Black Panther apela aos restantes Avengers para que estes permaneçam quietos durante 24 horas, deixando para ele a tarefa solitária de acabar com os Sons. 

De facto, o Black Panther logra em infiltrar-se na base do grupo , fazendo-se passar pelo recruta Simmons, contudo não irá longe, sendo capturado ao falhar dar a password correcta num dos pontos de controlo do quartel-general dos vilões.


 


Com o Panther nas suas mãos, os Sons of Serpent decidem denegrir a imagem do mesmo junto da opinião pública, criando um falso Black Panther do qual se servem para atacar a  comunidade rica e branca da cidade e com isso alimentar ainda mais as chamas do ódio racial (em The Avengers #74). 

Como é óbvio, estas estranhas acções por parte do seu suposto companheiro fazem com que os Avengers investiguem a situação.




A Wasp não tarda a encontrar o falso Panther e o grupo te-lo-ia capturado, não fosse a intervenção dos Sons, o que apenas serve para mostrar aos Avengers que este Black Panther não é o T'Challa. 

Será através de Lynne que os Avengers descobrem que T'Challa está captivo e que a sua identidade (na época secreta) será revelada pelos Sons na televisão nacional não tarda nada. 

Felizmente, os heróis conseguem resgatar T'Challa, expondo o falso Black Panther como sendo um membro dos Sons of the Serpent e capturando os dois Supreme Serpents, líderes supremos dos terroristas. 


 


Curiosamente os dois Supreme são revelados como sendo Hale e Dunn, que procuravam aumentar o seu poder económico e político através do racismo.




Posted on segunda-feira, janeiro 08, 2018 by Ivo Silva

No comments

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017



 


Em 1976, nas páginas de Uncanny X-Men #98 (Vol 1) dá-se início aquele que seria o primeiro de muitos natais extremamente atribulados para os nossos heróicos mutantes. 

Este é o Natal que viria nascer a Phoenix. 

A celebração natalícia dos X-Men começa de forma bastante tranquila e normal no centro de Nova Iorque. 

Contudo, tal não demorará a mudar quando dois Sentinels, vindos do nada, atacam o Cyclops e a Marvel Girl. 


 


Os gigantescos robots assassinos capturam Jean e só não fazem o mesmo com Scott porque a Storm intervém, arrasando um dos Sentinels com um potente tornado. 

Os X-Men depressa descobrem que os Sentinels (que não eram vistos desde o seu confronto com os Avengers em The Avengers #103, Vol 1, de 1972) tinham sido enviados por Steven Lang, um cientista anti-mutante cuja pesquisa era co-financiada pelo próprio governo dos E.U.A e pelo chamado Council of the Chosen (uma célula da organização terrorista conhecida como Secret Empire).  


 


O seu objectivo era a total e completa aniquilação da raça mutante. 

Para além de Cyclops e Marvel Girl, Lang enviou alguns dos seus Sentinels MK III para atacar outros membros da equipa, logrando em capturar o Banshee, o Wolverine e o Professor X. 

Jean, Banshee e Wolvie ainda conseguem libertar-se, destruindo inúmeros Sentinels pelo caminho, no entanto, a sua fuga revelar-se-á impossível uma vez que a base de Lang não estava localizada na Terra, mas no espaço. 


 


Os três teriam certamente padecido no vazio do espaço sideral, não fosse Lang ter enviado os Sentinels para os resgatar. 

O malévolo cientista tinha outros planos para os mutantes capturados.

Na Terra, os restantes X-Men, liderados por Cyclops, e acompanhados por um amigo do Professor X, o igualmente catedrático Corbeau, finalmente descobrem a localização do satélite onde os seus companheiros estão presos (nas páginas de Uncanny X-Men #99). 

Partindo para o resgate, os X-Men sobrevivem a uma violenta investida dos Sentinels, com Cyclops e Corbeau a separem-se do resto do grupo para procurarem pelos captivos. 


 


Enquanto isso, Storm, Nightcrawler e Colossus encontram e libertam Banshee e Wolverine, apenas para se depararem com os X-Men originais (incluindo Havok e Polaris), guiados pelo desaparecido Professor X. 

Todavia os originais não os vêem como aliados, muito pelo contrário. Contra todas as expectativas eles servem as ordens de Lang e não mais querem que a completa destruição da nova equipa (ver Uncanny X-Men #100).

Beast, rápido e ágil, trabalha com Cyclops para parar Nightcrawler, ao passo que o Iceman e o Angel fazem o mesmo em relação ao Wolverine. 

Storm é abatida pela acção conjunta da Marvel Girl e da Polaris, enquanto que o Colossus tem que se haver com as potentes rajadas cósmicas do Havok (tal e qual como nas páginas de Uncanny X-Men #97, Vol 1, também de 1976). 

Banshee, que até então ainda não tinha oponente, intercede para afastar Polaris e Marvel Girl da Storm. 

Enquanto isso, Wolvie opta por atacar directamente o Professor X, mas é surpreendido quando este se levanta da sua cadeira de rodas e o golpeia violentamente. 

Nesse momento, os novos X-Men percebem que algo não bate certo (a juntar a isso tínhamos ainda o facto do visor que o Cyclops estava a usar para conter as suas rajadas ópticas ser uma versão antiga do actual). 

Logan é alvo de um ataque telepático levado a cabo pela Marvel Girl, ao qual responde da forma mais extrema possível. 


 


Deixando-se guiar pelos seus apurados sentidos animais, Wolvie esventra a Marvel Girl, revelando que ela e os restantes supostos X-Men originais não mais são que robots em nada diferentes dos Sentinels com os quais haviam combatido antes. 

Com os seus falsos X-Men a serem destruídos um a um, Lang tenta desesperadamente escapar, contudo apenas logra em colidir fatalmente com o monitor que transmitia a contenda. 

Com uma violenta tempestade solar no horizonte e com a nave que os trouxe danificada pela batalha com os vilões, a única alternativa dos X-Men passa por conduzir o vaivém espacial de Lang para a Terra. 

Contudo, apenas Corbeau sabe conduzir o aparelho e ele morreria rapidamente se exposto à intensa radiação solar, pelo que Jean decide tomar o seu lugar, uma vez que os seus poderes telecinéticos permitiriam que ela aguentasse muito mais tempo.

Wolverine e Cyclops protestam veemente, mas a jovem está decidia e servindo-se das suas habilidades telepáticas absorve o conhecimento necessário da mente de Corbeau para poder pilotar a nave. 


 


Jean é bem sucedida neste seu acto altruísta e os X-Men e Corbeau escapam ilesos, com o vaivém a fazer uma aterragem de emergência nas águas profundas da Jamaica Bay. 

É desse túmulo aquático que Jean emerge na figura da poderosa Phoenix, já nas páginas do número 101 de Uncanny X-Men.





Posted on segunda-feira, dezembro 18, 2017 by Ivo Silva

No comments

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017



 


Lançado pela Square Enix e desenvolvido pela Tri-Ace em 2009 para a DS, Covenant of the Plume é o terceiro título da série Valkyrie Profile. 

O protagonista deste rpg de estratégia é um jovem soturno e consumido pela raiva chamado Wylfred. 

O pai, Thyodor faleceu em combate, tendo o seu espírito sido levado pela valquíria Lenneth que o recrutou para ser um dos guerreiros espectrais de Odin. 

As consequências da ausência de Thyodor não poderiam ser mais desastrosas para a sua família. 


 


A irmã de Wylfred seria levada pela fome e a mãe, não aguentando tamanha dor, endoidece, com a sua mente a retroceder para tempos mais felizes.

Perante todo este cenário trágico e culpando Lenneth pelos infortúnios que se abateram sobre a sua família, Wylfred segue as passadas do pai e torna-se num guerreiro. 
Um guerreiro em busca de vingança. 

Munido da sua espada, da pluma deixada por Lenneth e na companhia do melhor amigo, Ancel, o nosso herói vai-se ver envolvido numa violenta escaramuça junto ao forte de Aullewyn. 

Mortalmente ferido na batalha, Wylfred é salvo pela rainha demoníaca Hel em troca deste a servir e de levar a sua vingança até ao fim, custo o que custar.


 


Wylfred aceita e nesse momento a pluma que transportava consigo (e que pertencia a Lenneth) activa-se, com o protagonista a servir-se da magia da mesma para aumentar vertiginosamente o seu poder, mas com um custo elevadíssimo que implica nada mais, nada menos que o sacrifício de uma alma a Hel.

Para sobreviver a um novo ataque à fortaleza, Wylfred faz o impensável e sacrifica o seu melhor amigo, cuja alma é arrastada para o reino infernal de Hel. 

Ancel é prontamente substituído por Ailyth, uma das servas de Hel, que procurará fazer com que Wylfred volte a usar a pluma corrompida. 


 


Tudo isto no meio de um país arrasado pela guerra civil, no qual os príncipes de Artolia lutam entre si pelo direito de serem o novo rei.

O uso ou não da referida pluma, chamada de Destiny Plume, tem um papel fulcral na conclusão da história e no gameplay. 

Esta facilita bastante os combates, mas faz-lo à custa das personagens escolhidas para a usarem. 

Num jogo com morte definitiva, onde cada passo pode ser o último, o uso excessivo da Destiny Plume pode resultar numa derrota prematura nos capítulos mais avançados, quanto mais não seja devido ao facto de termos uma party reduzida.




Covenant dá-nos a possibilidade de escolhermos entre as três diferentes facções que se degladiam em Artolia, sendo de constatar que tais escolhas são feitas com o decorrer do jogo.

Por um lado temos os rebeldes, liderados pelo cavaleiro Earnest e pela aldeã Natalia, por outro temos os mercenários Darius e Gwendal e por último surgem-nos as forças do velho comandante Heugoe. 

Qualquer que seja a nossa escolha, tal não trará consequências no que ao gameplay diz respeito, mas afectará as personagens às quais teremos acesso. 

Com visão isométrica da acção (ao estilo do brilhante Final Fantasy Tactics), Covenant é um rpg táctico onde as personagens podem atacar individualmente (um ponto de exclamação indica se estão em posição para o fazer ou não) ou em conjunto. 

O chamado Mutual Assist System será bastante útil nas batalhas finais, onde ataques combinados farão imensa mossa na oposição. 


 


De salientar que para além do ataque normal, cada personagem tem um Soul Crush, um movimento que fica disponível assim que os nossos hit points cheguem ao cem. 

A juntar a tudo isso temos a possibilidade de atacar de diferentes lados o que aliado às vantagens de terreno pode permitir-nos causar danos extra no inimigo. 

Convém referir que a cada uma das personagens é atribuído um botão para que esta possa de facto atacar.
Contudo, a nossa party peca por escassa, uma vez que apenas podemos usar quatro personagens por batalha. 

As classes seriam aquilo que poderíamos esperar de um jogo de fantasia medieval, com feiticeiros, arqueiros, guerreiros, cavaleiros, entre muitos outros. 

Existem inúmeros itens que podem ser usados para aumentar o status das nossas personagens ou curá-las. 

Tais podem ser encontrados no campo de batalha (deixados para trás por adversários vencidos) ou comprados nas lojas que existem nas cidades e aldeias que estão à nossa disposição para serem visitadas. 

É nestas últimas que iremos encontrar as tabernas, locais de conversação onde reunimos informações úteis para a história e possivelmente também, desbloqueámos novas áreas alternativas para combater.
 
Com três fins distintos e dois bosses finais diferentes com que lutar, mediante o final obtido, Covenant é um dos jogos mais difíceis que tive oportunidade de jogar na DS. 

Até diria que é possivelmente o mais difícil da série. 


 


A música, composta por Motoi Sakuraba, teve direito a um álbum próprio aquando do lançamento do jogo. 

É uma música épica, mas pesada, bem de acordo com o ambiente soturno do jogo e com a sua negra história. 

O jogo conta ainda com uma introdução bastante boa em fmv logo no início da aventura.

Embora seja muitas vezes visto como a ovelha negra desta popular série de rpgs, Covenant of the Plume é uma excelente adição para o franchise, afigurando-se como um desafio colossal para todos os amantes de rpgs tácticos.






Posted on segunda-feira, dezembro 11, 2017 by Ivo Silva

No comments

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017



 


A voluptuosa e mortífera ninja fez a sua estreia em Soul Edge, um jogo lançado em 1995 para as arcades. 

A personagem, que tinha 22 anos aquando da sua estreia, irá envelhecer com o avançar da popular série da Namco, tendo actualmente 29. 

Taki marcou presença em todos os jogos do Soul Calibur, na categoria de lutadora seleccionável. A excepção que confirma a regra viria com o Soul Calibur V de 2012, onde no seu lugar teríamos uma outra ninja chamada Natsu, que é nada mais, nada menos que a sua aprendiz. 


 


Também conhecida como Hunter of Darkness, Taki foi criada e treinada por Toki, líder do clã Fu-Ma ao qual ela pertencia. 

Originalmente destacada para caçar dois ninjas renegados acusados do crime de terem roubado a espada sagrada Mekki-Maru, Taki irá descobrir que tal roubo apenas teve lugar porque a dita espada estava a enlouquecer Toki. 

Tentando devolver Toki ao seu estado normal, Taki irá então perseguir a espada que estava a afectar negativamente a Mekki-Maru. 


 


A perseguição pela infame Soul Edge irá vê-la aliar-se à helénica Sophitia. Ambas irão defrontar e vencer o avatar da Soul Edge, o pirata Cervantes. 

Infelizmente, e por ter desobedecido às ordens de Toki, a nossa heroína irá tornar-se numa nuke-nin, isto é numa ninja renegada. 

Eventualmente, Taki será forçada a colocar um ponto final na vida de Toki, nesta altura totalmente corrompido pela espada. 

Originalmente apenas na posse da espada curta, Rekki-Maru, Taki irá passar a usar a Mekki-Maru após os eventos de Soul Edge. 


 


A sua aparência nos Soul Caliburs seguintes irá variar, com Taki a usar por vezes uma máscara facial, assim como uma variante azul do seu icónico fato ninja escarlate/rosa. 

Curiosamente, o referido uniforme azul apenas seria usado uma vez, em Soul Calibur III. 

Mestre na arte do Ninjitsu, Taki serve-se da sua rapidez e de poderosos ninpos para atacar, sendo que o seu derradeiro ataque dá pelo nome de Blades of Vanquishment.




Taki conta com dois finais distintos, um bom e outro mau, tanto em Soul Edge, como em Soul Calibur III, tendo feito a sua última presença num jogo da série em Soul Calibur: Unbrekable Soul, de 2014 (aqui Taki era um dos bosses do jogo). 

A ninja vermelha estaria ainda presente na manga do Soul Calibur e em alguns jogos de cartas lançados no Japão. 


 


Para além disso, e fora do âmbito da série que a viu nascer, Taki teria breves aparições em Tower of Lost Souls, sendo jogável (em parceria com Mitsurugi) no crossover Namco vs Capcom. 

De salientar, que a personagem Master Raven, apresentada no jogo Tekken VII é inspirada por Taki. 

Como Taki, também Master Raven tem um subordinado na figura do ninja Raven.









Posted on segunda-feira, dezembro 04, 2017 by Ivo Silva

No comments

segunda-feira, 27 de novembro de 2017





Surtur é o maior e mais poderoso dos demónios do fogo que residem no reino de Muspelheim. 

Inimigo mortal de Odin, Surtur é quem trará o Ragnarok, devastando Asgard no futuro fazendo uso da Twilight Sword, uma espada capaz de rasgar o próprio tecido da realidade. 


 


A sua origem será parcialmente relatada nas páginas de Journey into Mystery #97 (Vol 1, de 1963), com o vilão a fazer a sua primeira aparição real no número 104 (em 1964), quando é liberto por Loki sobre Asgard numa trama que pretendia afastar Odin da cidade dourada. 

Junto com o gigante do trovão Skagg, Surtur ameaçava devastar Nova Iorque e só não o fez porque Thor usa a espada do pai para o prender a um asteróide, supostamente até ao final dos tempos. 


 


Este Surtur que aqui nos é apresentado parece um comum demónio e é muito menor do que aquele que veremos daqui em diante. 

Surtur voltaria vez e vez sem conta para ameaçar a Terra e sobretudo Asgard, movido pelo ódio visceral que tinha para com Odin. 

Em 1969, nas páginas de Avengers #61 (Vol 1) seria necessário o esforço combinado dos Avengers e do Doctor Strange para pará-lo a ele e a Ymir, o maior dos gigantes do gelo. 


 


A forma como o fizeram não poderia ter sido mais simples. 

Surtur e Ymir aparentemente auto-destroem-se após colidirem um contra o outro. 

Um ano mais tarde, Surtur reemerge em plena força para devastar Asgard, numa altura em que o maléfico Loki a liderava. 

Derrotando Thor e as restantes forças asgardianas, o demónio apenas será contido pela intervenção atempada de Odin que o vai aprisionar nas entranhas da terra (The Mighty Thor #176-177, Vol 1, de 1970). 


 


Em 1984, Surtur volta em força nas páginas de The Mighty Thor 350 a 353 (Vol 1), com a Twilight Sword na sua mão.

Mais poderoso que nunca, Surtur ataca em múltiplas frentes com as suas forças a invadirem Midgard e Asgard simultâneamente. 

Inúmeros heróis enfrentam as suas hordas, mas será Loki que terá um papel fulcral na eventual derrota de Surtur ao impedi-lo de acender a chama da Twilight Sword (o que iria fazer despoletar o Ragnarok e o fim do universo). 


 


No fim, será necessário, Loki, Thor e Odin unirem esforços para derrotar o demónio, que não irá desaparecer ser arrastar consigo o último. 

Passados cinco anos dessa épica batalha, Surtur volta a ameaçar Asgard, batalhando com Thor (The Mighty Thor #399-400, Vol 1, de 1989).

Será Thor que irá banir Surtur e também Ymir para o Sea of Eternal Night, nas páginas de The Mighty Thor #425, Vol 1, de 1990. 


 


Contudo, Surtur é bastante resiliente e voltaria, sobrevivendo mesmo ao facto de Thor ter acabado com os ciclos de Ragnarok (durante o Avengers Dissassembled). 

Temporariamente isolado dos outros habitantes dos nove reinos, Surtur será banido por Heimdall, o guardião da Rainbow Bridge e substituído como regente de Muspelheim pela filha, Sindr. 

Um dos seres mais antigos dos nove reinos, Surtur é o derradeiro elemental das chamas. 

As suas únicas vulnerabilidades residem no frio extremo (daí outro dos seus inimigos mortais, para além de Odin e Thor, ser Ymir) e na magia. 

Surtur nasceu com Asgard e apenas desaparecerá com a mesma. 





Posted on segunda-feira, novembro 27, 2017 by Ivo Silva

No comments

segunda-feira, 20 de novembro de 2017






Criado por Stan Lee e Jack Kirby, o asgardiano conhecido como Skurge, the Executioner, fez a sua estreia em 1964 nas páginas de Journey into Mystery #103 (Vol 1). 

Filho ilegítimo de um asgardiano e de uma gigante do gelo, Skurge tornar-se-ia inimigo do mais poderoso dos rebentos de Asgard, Thor, o Deus do Trovão. 

Tal inimizade deveu-se sobretudo ao facto de Skurge desejar provar-se aos olhos da bela Amora, the Enchantress. 


 


Totalmente apaixonado por Amora, que não via nele mais do que um mero bruto, um peão a ser usado, Skurge irá confrontar Thor, provando ser um adversário digno. 

Curiosamente o duo seria lançado contra o herói pela acção de certos membros da sua família. 

Falo de Odin, que desejava que Thor regressasse a Asgard e deixasse para trás a mortal Jane Foster, e Loki, que apenas queria a morte do seu odiado irmão. 

Apesar da sua força descomunal e de estar na posse do maléfico machado mágico Bloodaxe, Skurge será batido por Thor. 

De salientar que embora não fosse tão poderoso como o Mjolnir, o Bloodaxe (ou Battle-Axe, como era  chamado inicialmente) permitia ao usuário teleportar-se, emitir rajadas de gelo e concedia um certo grau de protecção física ao usuário.


 


Humilhado por esta derrota, Skurge não tardará a enfrentar Thor novamente, eventualmente colidindo com os companheiros mortais do mesmo em Avengers #7 (Vol 1, de 1964), como parte da primeira formação dos Masters of Evil (que incluíam o Baron Zemo e Amora). 

Volta e meia, cansado do desprezo dado pela Enchantress, Skurge irá tentar a sua sorte com outras mulheres. 

Uma delas, Casiolena, irá colocá-lo contra os Defenders e a própria Amora (Defenders #4, Vol 1, de 1973). 


 


No entanto, tão forte era a sua atracção por Amora que Skurge voltaria para o seu lado, vezes e vezes sem conta, ajudando-a certa vez a atacar Asgard directamente, apenas para ser batido em combate por Balder (The Mighty Thor #260, Vol 1, de 1977). 

Para além de Amora e Zemo, Skurge seria usado por outros vilões, nomeadamente pelo Doctor Doom, pelo Mandarim, por Loki e pelo Grandmaster (como parte da Legion of the Unliving). 

Contudo, Skurge não é apenas um mero vilão.


 


Procurando redimir-se dos seus pecados anteriores, Skurge irá dar a vida para travar as forças de Hela que avançavam sobre Asgard (The Mighty Thor #362, Vol 1, de 1985). 

Skurge passará a integrar os fantasmagóricos Einherjar, auxiliando Thor e outros heróis (como os New Mutants) daí em diante. 






Curiosamente, Skurge não seria o único a ostentar o título de Executioner no Universo Marvel. 

O segundo a fazê-lo seria o mortal Brute Benhurst, que será possuído pelo machado de Skurge (detentor de uma maldade inigualável) e enfrentará o Deus do Trovão em 1989, nas páginas de The Mighty Thor #402 (Vol 1, de 1989). 

A contenda será curta e terminará com a derrota de Brute. 


 


O efeito do  Bloodaxe recairia sobre Jackie Lukus, que o encontrará no apartamento de Amora nas páginas de The Mighty Thor #449 (Vol 1, de 1992). 

Assumindo o nome de Bloodaxe, Lukus irá enfrentar Eric Masterson, um mortal que na época detinha o poder de Thor. 

Lukus tornar-se-ia num dos maiores adversários de Masterson. 

Para além destes dois mortais, por duas vezes foram criados duplos de Skurge. 


 


Amora fá-lo-ia durante a saga Acts of Vengeance para a ajudar na sua batalha contra o Doctor Strange e Clea (em Doctor Strange: Sorceror Supreme #12, Vol 1, de 1989), Hela usaria um contra a Tarene, a.k.a Thor Girl (em The Mighty Thor #43, Vol 2, de 2002) e o último seria criado do nada pelo poderoso mutante Franklin Richards durante a saga Heroes Reborn (de 1997).
 
Leituras Essenciais:

Avengers Annual #1, Vol 1, de 1967 - Skurge enfrenta Hércules, encontrando-se os dois bastante equiparados em termos de força física.

Avengers #7, 9, 10 e 15, Vol 1, de 1964/65 - Toda a primeira temporada de Skurge como membro dos Masters of Evil. 
A sua participação  na equipa terminaria com a morte de Zemo.

The Mighty Thor #260, Vol 1, de 1977 - Skurge e Amora tomam de assalto Asgard e o vilão enfrenta Balder em combate singular. 
O Bloodaxe será destruído pela primeira vez nesta edição.

The Mighty Thor #362, Vol 1, de 1985 - Skurge passa para o lado dos anjos ao ajudar o resto dos seus compatriotas asgardianos na luta contra Hela. 
O Bloodaxe é uma vez mais destruído após Skurge o usar para devastar Naglfar, o navio de guerra da Deusa da Morte. 

Skurge morre nesta edição usando uma arma que se tornaria característica da sua pessoa. 
Duas metralhadoras.

Avengers Classic #7, Vol 1, de 2008 - Nesta história do passado dos Avengers vemos como Skurge estava disposta a dar a vida por Amora.




Posted on segunda-feira, novembro 20, 2017 by Ivo Silva

No comments