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segunda-feira, 12 de novembro de 2018



 


Kon-El, a.k.a Superboy, viajava na companhia do telepata alienígena Dubbilex e do canino Krypto* pelos céus do Kansas, quando uma tempestade atinge o avião onde os últimos dois se encontravam. 
Kon-El, do lado de fora da aeronave, tenta evitar o que seria uma queda vertiginosa da mesma, quando surge nos céus um outro Superboy. 

A presença deste passa depercebida a Kon-El, mas não a Dubbilex e aos pilotos do avião. 

A chegada deste novo Superboy (que parece ser a versão Pré-Crisis da personagem) permite estabilizar com sucesso o avião, que aterra sem problemas junto à cidade de Smallville. 

A partida imediata deste Superboy, juntamente com o facto do avião encontrar-se danificado numa das suas asas, faz com que Dubbilex incite Kon-El a explorar a pequena cidade de Smallville e conhecer mais acerca da sua população.


 


Enquanto um relutante Kon acede ao pedido do seu mentor alienígena, o outro Superboy revela-se como sendo o mesmo que auxiliou, nas páginas de Valor #23 (Vol 1, de 1994), a Legion of Super-Heroes contra as forças combinadas de Glorith e Mordru. 

Este Superboy é, nada mais, nada menos, que o Superboy da Pré-Crisis Earth-1, uma versão mais jovem de Kal-El, a.k.a Superman.

A sua Terra foi fundida durante a Crisis on Infinite Earths com as restantes quatro que sobreviveram à onda destruidora de anti-matéria do Anti-Monitor, dando origem à New Earth. 

Nesta New Earth, Kal nunca foi o Superboy, tendo começado a sua carreira heróico já adulto e aquando da sua chegada a Metrópolis. 

Portanto, este jovem Kal apresentava-se como uma anomalia temporal e um vestígio de um Multiverso que já não existia. 

Como é óbvio, o jovem Kal não se irá aperceber disso de início. 

Esta Smallville tinha o cartaz gigante que indicava a vila como o lugar de nascença do Superboy e a entrada secreta para a casa dos Kent continuava perfeitamente operacional. 

É certo que os veículos pareciam um pouco alterados, mas nada que afectasse muito o jovem herói. 

Tudo parecia estar como Kal se lembrava antes da sua aventura futurista. 


 


Será quando encontra Lana Lang que as coisas começam a correr para o torto para o kryptoniano. 

A Lana que tem diante de si não só é mais velha, como está casada com Pete Ross. 

Após o choque inicial, Kal parte do princípio que voltou não ao seu presente, mas a um futuro não tão distante com o da Legion. 

Ele não poderia estar mais errado, uma vez que Lana não se recorda do tempo de Kal como Superboy, de Krypto ou dos Superboy robots. 

Para além disso, Smallville parece estar a mudar.

 Lojas, familiares a Kal, aparecem do nada, com Lana a tentar chamar-lhe a atenção a esse mesmo facto.


 


A juntar a tudo isto, surge Kon-El, o Superboy desta Terra, facto que irrita bastante Kal.

Este responde violentamente com um potente soco. 

Depressa Kon percebe que não é páreo para o mais poderoso Superboy da Silver Age. 

Não é rápido, nem forte o suficiente para lhe provocar mossa e mesmo a sua telecinésia táctil mostra-se inútil contra a visão de calor de Kal. 

Ainda assim, Kon consegue chamar Kal à razão, mostrando-lhe que esta não é a sua Terra. 

Kal, que sentia uma força a puxá-lo rumo à inexistência, percebe que são os seus pensamentos que estão a moldar esta Smallville à sua imagem. 


 


Sem muito mais tempo (e sem conseguir ver os Kent), Kal desaparece no nada, passando a tocha para Kon, que aceita o fardo de voltar a ser o único Superboy com coração pesado. 

E mesmo a tempo, uma vez que o Superman da New Earth surge (via uma transmissão de Metron) para convocar o jovem Superboy para uma batalha contra Parallax no fim do tempo. 
Esta aventura tem lugar nas páginas de Superboy #8 (Vol 4, de 1994) e é parte integrante da saga Zero Hour, a.k.a Crisis in Time.

Curiosamente, esta não seria a última vez que Kon-El teria que lidar com outras versões do Superboy a verem-no como uma farsa.
Após o seu encontro com os múltiplos Superboy's do Hypertime (Superboy #60-64, Vol 4, de 1999), Kon terá um embate quase fatal com o Superboy-Prime, um sobrevivente da Crisis original. 


 


Uma vez mais, Kon depara-se com um oponente muito mais poderoso do que ele. 

Prime não tem dificuldades em derrotar Kon e Krypto**, antes da JSA e dos Titans chegarem a Smallville para equilibrar um pouco as contas (em Infinite Crisis #4, Vol 1, de 2006). 

Eventualmente, Prime acabará por matar Kon num novo duelo entre ambos que tem lugar nas páginas de Infinite Crisis #7. 

Três anos mais tarde, e numa tentativa de parar a Legion of Super-Villains, comandada por Prime, Brainiac 5 consegue ressuscitar Kon-El (em Final Crisis: Legion of 3 Worlds). 


 


Contudo, não será Kon a parar Prime, mas antes último a parar-se a si próprio.

Isto acontecerá quando Prime golpeia o Time Trapper, uma versão mais velha de si mesmo. 

Como resultado, Prime será enviado para a sua amada Earth-Prime, que ainda existe no Hypertime, escapando por muito pouco à não existência.

Prime e Kon voltariam a encontrar-se uma última vez e a disputar entre si o título de Superboy nas páginas do terceiro volume dos Teen Titans, nomeadamente nos números 98, 99 e 100 do comic (em 2011). 

Ao contrário, do que se sucedeu em Infinite Crisis e em Final Crisis, Prime não lutou sozinho contra Kon desta vez, contando com a recém-formada Legion of Doom e com um exército de Superboy's clonados. 

A batalha termina com um enfraquecido Prime a ser batido pelos Titans e aprisionado na Source Wall. 

Os clones seriam destruídos pelos Titans com recurso a kryptonite.




*Nota: Este Krypto era um cão terrestre e não kryptoniano como o original Pré-Crisis. 

 
**Nota: Este sim era um canídeo kryptoniano. 








Posted on segunda-feira, novembro 12, 2018 by Ivo Silva

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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018



 


Após uma traumatizante estadia em Apokolips, onde foi corrompida por Darkseid e forçada a lutar contra o primo, Superman, Kara é trazida de volta à Terra onde assume a identidade de Supergirl, desejosa por começar uma nova vida no planeta que adoptou como casa após a destruição de Krypton. 

Como parte da praxe, Kara irá apresentar-se à restante comunidade heróica, procurando encontrar o seu próprio espaço na mesma. 

Contudo, tal apresentação irá revelar-se tudo menos pacífica. 

Nas páginas de Supergirl #1 (Vol 5, de 2005) Kara encontra a JSA, cujos membros estavam engalfinhados numa intensa luta contra o vilão Solomon Grundy. 

Inicialmente uma mera espectadora, Kara decide interferir quando vê que os poderes da integrante mais poderosa do grupo, a igualmente kryptoniana Power Girl, estão a falhar. 

Com um potente soco, Kara logra em conseguir aquilo que todos os presentes haviam falhado em fazer e derruba Grundy. 

O que se segue não poderia ser mais estranho. 

A enfraquecida Power Girl não só recupera a sua força como fica insana após apertar a mão da Supergirl e ataca esta com uma ferocidade terrível. 


 


Ambas são separadas pelo Green Lantern (Alan Scott), com Mister Terrific a explicar que devido às semelhanças entre as duas, elas por e simplesmente não podem estar próximas uma da outra. 

É como se a mesma pessoa estivesse a tentar ocupar o mesmo espaço*. 

Perante a iminência de voltar a estar sujeita a exames médicos, Power Girl abandona o local, o que faz Kara seguir-lhe o exemplo, desiludida por um encontro que apenas serviu para a alienar.





Procurando conforto e rostos familiares, Kara segue para Smallvile, mais concretamente para a quinta dos Kent. 

Será lá que ela se irá deparar com Kon-El, a.k.a Superboy. 

O encontro entre ambos que tem lugar em Supergirl #2 não corre nada bem. 

Embora Kara nada mais quisesse que amizade, Kon irá responder de forma bastante hostil, julgando que ela estava em Smallvile para o forçar a ser um herói novamente**. 

Sem querer ouvir as explicações de Kara e excessivamente agressivo para com ela, Kon irá forçar a nossa heroína a combate-lo. 

Dona de uma força brutal, Kara irá golpear Kon com tanta força que lhe deslocará a mandíbula. 

A contenda parecia encerrada não fosse a chegada dos Teen Titans, o grupo ao qual pertencia Kon.


 


Estes desconfiavam das intenções de Kara e não hesitaram em atacá-la. 

Kon é imobilizado pelo Beast Boy, enquanto os restantes Titans enfrentam a Supergirl. 

A rapariga de aço depressa revela ser poderosa demais para os jovens heróis. 

A sua raiva sobrecarrega o lasso da Wonder Girl, ao passo que o negro da sua alma faz o mesmo com a Raven. 

A luta finalmente acaba com a chegada da Starfire que recruta Kara para fazer um test-drive junto dos Outsiders. 


 


A formação dos Outsiders é liderada por Nightwing, o antigo parceiro do Batman, que testa Kara em combate, tentando perceber os limites da jovem kryptoniana (em Supergirl #3). 

Kara, mesmo sob o efeito de kryptonite, derrota Lightning e Rose, duas das integrantes da equipa. 

Procurando provar o seu valor junto de Nightwing (pelo qual havia ficado apaixonada), Kara decide enfrentar sozinha o perigoso Lex Luthor. 

A sua acção precipitada vai fazer com que Starfire seja ferida pelo vilão e que a própria Kara seja brutalmente espancada. 


 


Com uma armadura desenvolvida em Apokolips e com acesso a todos os tipos de kryptonite, Lex aparentemente fere mortalmente a nossa heroína ao expo-la a krytonite negra (Supergirl #4), quando esta falha em responder às perguntas do vilão acerca do paradeiro de Darkseid (que o Superman havia prendido na Source Wall). 

Contudo, este não é o fim de Kara. 

Do corpo inerte da nossa heroína emerge uma outra Kara, com uma variante negra e prateada do seu icónico uniforme. 

A Dark Supergirl, que em muito lembra o Kryton Man de 1990, mostra-se mais impiedosa que a Supergirl normal e rapidamente neutraliza a armadura de Lex (Supergirl #5). 

Temendo pela sua vida, o vilão tenta escapar, numa fuga que o leva até à Watchtower, a base lunar da JLA. 


 


Tal acção atrai a atenção da JLA, cujos membros são atacados pela Dark Supergirl. 

Esta não tem dificuldade em lidar com a JLA, usando força bruta para derrubar o Hawkman e a Black Canary, rapidez para roubar o anel de John Stewart e astúcia para enganar Wally West. 

Dark, cuja atenção já se havia desviado de Luthor (este fugiu aproveitando a confusão) estava prestes a matar o Martian Manhunter, não fosse a intervenção inesperada da Supergirl normal. 

A batalha entre ambas é violenta e culmina numa queda nas águas de Gotham. 


 


Lá o duo é brindado com a presença da trindade (Supergirl #5) que sem saber qual é a verdadeira Kara (Dark trocou o uniforme de ambas usando super velocidade) ataca ambas. 

O Superman e a Wonder Woman conseguem imobilizar as duas Karas tempo o suficiente para Diana usar o seu lasso no duo e fundi-las numa só. 

A Supergirl normal é restaurada, com a sua personna mais negra a desvanecer-se.



*Nota: Sem nenhum dos intervenientes saber, a Power Girl era na verdade uma versão alternativa mais velha da Supergirl, proveniente do velho multiverso pré-crise.

**Nota: Kon tinha-se exilado depois de ter atacado os Teen Titans sob o controlo mental de Lex Luthor.


 

Posted on segunda-feira, fevereiro 12, 2018 by Ivo Silva

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segunda-feira, 4 de setembro de 2017





Superman teve o seu primeiro e único encontro com o clássico vilão da Marvel, Doctor Octopus, em 1976, nas páginas de Superman vs Spider-Man. 

Graças ao uso de um potente raio sónico, Lex Luthor conseguiu dar alguma vantagem ao seu parceiro criminoso na luta deste com o homem de aço abordo da estação espacial da Injustice Gang, contudo, tal seria sol de pouca dura. 


 


Depressa Kal iria impor a sua maior força física, arrancando dois dos braços metálicos de Octopus e vencendo-o com relactiva facilidade. 

Umas décadas mais tarde, mais precisamente em 1994, nas páginas de Superboy #1 (Vol 4), a DC iria presentear-nos com o seu próprio Doctor Octopus na figura de Sidearm, reeditando a contenda de 76.

Kon-El, o clone de Kal, tentava começar uma nova vida nas ilhas havaianas quando acidentalmente dá de caras com Sidearm. 


 


O vilão foi o primeiro opositor de Superboy (conforme se pôde ver em Superboy #0, Vol 4) quando este último tinha acabado de escapar do Projecto Cadmus. 

Como o herói que é, Superboy impediu Sidearm de roubar uma caixa multibanco, derrotando o vilão através do uso das suas habilidades telecinéticas e deixando-o embrulhado para as autoridades.

Após esta humilhante derrota, Sidearm desenvolveria uma natural antipatia para com o jovem. 


 


Ameaçando a amiga de Superboy, Roxy Leech, Sidearm vai apresentar-se como um adversário muito mais competente desta feita. 

Em vez dos tentáculos com que enfrentara Kon em Metropolis, Sidearm dispõe agora não só de um poderoso braço metálico, que usa para quase sufocar Kon, mas também de um canhão energético e de um letal espeto. 

Afastando o vilão de Roxy, Superboy apenas consegue libertar-se do já referido braço através do uso da mais desesperada das manobras. 


 


Elevando-se a si e a Sidearm aos céus havaianos, Superboy deixa-se então cair como uma pedra, confiante que o seu campo telecinético conseguiria protegê-los do impacto.

O duo cai na base militar de Pearl Harbor, onde Superboy termina o serviço e vence Sidearm novamente.

Sidearm conseguiria iludir a polícia e tentaria regressar ao continente, contudo uma vez mais iria deparar-se com Kon. A luta entre ambos terá lugar num aeroporto e irá findar quando Sidearm tenta adaptar aquilo que julgava ser um poderoso tentáculo à sua maquinaria. 


 


O objecto, criado pelo Professor Hamilton, um velho conhecido de Superman e Superboy, não mais era que um simples protector solar. 
O vilão será rapidamente colocado k.o por Kon depois disso.

Como não há duas sem três (ou quatro neste caso), Sidearm regressará nas páginas de Superboy #13 (Vol 4, de 1995) na qualidade de membro do Suicide Squad (do qual faziam parte King Shark e Knockout, ambos vilões de Superboy), numa perigosa missão que os opunha aos Silicon Dragons.


 


Forçado a fazer parte do grupo, como muitos outros antes dele, por Amanda Waller, Sidearm ameaça o líder da equipa, o agente federal Sam Makoa, numa tentativa de conseguir escapar do acordo. 

Contudo, Sidearm não contava com o perigoso King Shark. O selvático vilão irá trespassar Sidearm com as suas garras, efectivamente eliminando o Doctor Octopus da DC (ou pelo menos um deles. O outro é Gorgon, membro dos Extermists da Terra-8, também conhecida como Angor).







Posted on segunda-feira, setembro 04, 2017 by Ivo Silva

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segunda-feira, 10 de julho de 2017






A nossa história continua nas páginas de Superboy #62 (Vol 4, de 1999), com uma grande, mas não de toda inesperada revelação. 

Black Zero é um clone de Superman. 

Na sua realidade, Superman realmente morreu após a batalha titânica com Doomsday, ao contrário do que se sucedeu na New Earth. 

Também aqui Cadmus clonou o herói, contudo desta feita o clone teve hipótese de amadurecer e tornar-se no novo Superman. 

Apesar de todos os seus poderes, Superman II nunca foi devidamente aceite pela população que não o via como nada mais que uma mera imitação barata do original. 

A morte da Supergirl e de 318 civis após uma batalha com Brainiac vai servir para aumentar a desconfiança da população em relação aos clones (apelidados de Genetix). 

O primeiro clone a tombar perante esse crescente sentimento vai ser um dos amigos mais próximos de Superman II, o Guardian.





Enfurecido, Superman II decide que se não o aceitam como um herói renascido, ele será outra coisa. 

Tirando inspiração da história kryptoniana, Superman II assume a identidade de Black Zero. 

A sua nova missão passará não por ajudar a Humanidade, mas antes garantir, a qualquer custo, a liberdade e o bem estar de todos os clones. 

Vencendo toda a oposição que vai encontrar, Black Zero clona os heróis caídos em batalha e efectivamente conquista o mundo, dando início ao passo seguinte no seu plano de libertação.

Black Zero avança para o Hypertime, procurando espalhar a sua ideologia em diferentes Terras tão semelhantes à sua. 

Curiosamente, em todas elas Black Zero será oposto pela versão do Superboy desse mundo. 

Não desejando matar clones como ele, Black Zero captura e aprisiona os Superboys de forma a que estes não mais interfiram nos seus planos.


 


Toda esta informação é-nos presenteada pelo próprio Black Zero após um breve e violento combate com Kon-El e Kal-El (este não é um clone de Superman, mas antes o próprio homem de aço mais novo), que o primeiro logra vencer. 

Aprisionando Kal e Krypto, Black Zero tenta recrutar Kon para a sua causa, reconhecendo-lhe muitas semelhanças consigo e com a sua história.

Não que faltassem aliados ao vilão. 

O director do Projecto Cadmus, Westfield e o New God Metron (embora apenas como observador) contavam-se entre alguns deles. 

Em Superboy #63 (Vol 4, de 1999), Black Zero revela ter uma arma especial para lidar com o Superman da New Earth. 

Um exército de Doomsdays. 

Felizmente e antes de ter a oportunidade de iniciar o seu ataque à New Earth, Black Zero é atacado pela heróica Knockout, que havia invadido Cadmus numa tentativa de resgatar os Superboys e vingar a morte do seu amado (o Superboy que morreu em Superboy #61).


 


 A New God conta com o auxílio dos Challengers of the Unknown, um grupo de viajantes extra-dimensionais.

Kon junta-se à contenda, que acidentalmente acaba com todas as versões alternativas de Westfield a serem apagadas após este entrar em contacto com o Hyperion*, muito para fúria de Black Zero que via nele uma figura paterna. 

Derrotando os heróis, Black Zero decide puni-los e faz-lo lançando-os para a câmara onde estão os Doomsdays. 

Graças ao sacrifício de Knockout, Kon e os Challengers conseguem escapar e logram em conseguir soltar os restantes Superboys.


 


Os Superboys estão efectivamente a conseguir conter Black Zero, todavia a interferência de Metron, que os devolve às suas realidades maternas, vira o conflito a favor do vilão, pois agora resta apenas Kon para o impedir. 

Convencido pelos Challengers a ajudar, o volúvel Metron contém sem grandes problemas o seu outrora aliado. 

Ciente de que a tecnologia desenvolvida por esta versão da Cadmus é de facto perigosa, Metron procede à sua destruição e dá os meios para os Challengers e Kon (junto com um Black Zero captivo) regressarem a casa (New Earth).


 


A viagem de regresso, em Superboy #64 (Vol $, de 1999), não corre bem. 

A nave onde o grupo viajava é violentamente atingida pelas energias do Hypertime e um dos Challengers, Red, perde a vida. 

O mesmo só não acontece a Kon e ao resto da tripulação, porque Black Zero decide redimir-se dos seus actos e salva-os, perdendo a sua vida no processo.

Kon e os restantes sobreviventes chegam a casa no número seguinte e assim se conclui a saga que ficaria conhecida como Hyper-Tension!



*Nota: O Hyperion é a fonte de energia que constituí o Hypertime. Permite viagens entre dimensões e é muito arriscado o seu uso, como Westfield pôde atestar.  





Posted on segunda-feira, julho 10, 2017 by Ivo Silva

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segunda-feira, 5 de junho de 2017


 

A nossa história começa nas páginas de Superboy #60 (Vol 4, de 1999), com o herói titular da comic, Kon-El, a surgir, em plena sala de reuniões da JLA, desmaiado nos braços da New Goddess, Barda. 

Superboy, que se encontrava gravemente ferido, acaba por falecer, apesar dos esforços de Steel e da Wonder Woman em mantê-lo vivo, mas não antes de fazer um aviso profético relactivamente a uma ameaça iminente. 

Contudo, desengane-se quem julgava que este era realmente o Superboy. 

O recém-falecido não era o mesmo rapaz de aço que nesta época residia e defendia as costas do Hawaii. 

Na verdade, este era um Superboy alternativo de uma das muitas realidades possíveis do Hypertime*.


 


Tentando descobrir o que o matou, a JLA chama o Superboy da New Earth para que este os ajude a investigar a questão. 

Através do Projecto Cadmus, Kon descobre que o seu duplo viajou até à New Earth usando uma espécie de Boom Tube**, incorporado na sua jaqueta. 

Como o Boom Tube estava calibrado apenas para a biologia do Superboy, teve que ser Kon a usá-lo para visitar a terra do falecido e com isso descobrir o motivo da sua viagem até à New Earth. 

Curiosamente, a única maneira de reiniciar o boom tube era através do uso de energia nuclear. 

Com uma violenta explosão, muito similar àquela que Superman usou para tentar regressar ao presente durante a saga Time and Time Again (ver Grandes Momentos DC #15), Superboy é impulsionado pelo Hypertime.

Kon dá por si numa versão familiar da Batcave, onde se depara com Batman e o seu sidekick...outro Superboy.


 


Em Superboy #61 (Vol 4, de 1999), a aventura continua e após um breve confronto com o "Robinboy", Kon-El descobre, graças ao Batman desta Terra, que a ameaça à qual o Superboy falecido se referia era à do antigo movimento kryptoniano de clonagem chamado Black Zero. 

De alguma maneira, o Projecto Cadmus da realidade do Superboy falecido é liderado por um ser que usa o nome do tal movimento. 

Antes que tivessem tempo de esclarecerem mais alguns pormenores, o trio é violentamente atacado por um poderoso lacaio do Projecto Cadmus, a New Goddess Knockout. 

Durante a luta, Kon é acertado com um golpe tão forte que acaba projectado para outra realidade distinta do Hypertime, deixando para trás o duo dinâmico. 

Surgindo agora no quartel general de uma versão alternativa da JSA, Kon é capturado pela Superwoman (Kara Zor-El).


 


Como não poderia deixar de ser, Kon depara-se com outra versão sua. 

Desta feita com uma Supergirl. 

Percebendo mais acerca de Cadmus e da ameaça do Black Zero, que está a causar o caos por incontáveis realidades, Kon tenta descobrir o paradeiro dos vilões. 

Contudo e antes que o consiga, é novamente teletransportado, depois da sua jaqueta atingir massa crítica novamente. 

Indo parar finalmente à realidade do Superboy do número anterior, um cansado Kon tem que se haver um batalhão de Stormguards, as tropas de Cadmus constituídas por clones do heróico Guardian. 

A luta tem lugar numa Metropolis totalmente arrasada.


 


Felizmente, Kon não tem que batalhar sozinho, pois conta com o auxílio de uma versão heróica da Knockout. 

Uma vez mais, a luta termina abruptamente para Kon, cuja jaqueta o impulsiona pelo Hypertime.

Kon acaba por ir parar a uma versão da antiga Earth-1, onde encontra-se com Kal-El, a.k.a Superboy, e o seu fiel companheiro canino, Krypto. 

Curiosamente, Kon já havia encontrado este Kal em Superboy #8 (Vol 4, de 1994), durante a crise temporal conhecida como Zero Hour. 

Kal ajuda Kon, destruindo a jaqueta antes que essa rebentasse novamente. 

Pelo caminho, Kon descobre a identidade secreta do seu Superman, ao perceber que este Superboy é uma versão mais nova de Clark Kent.


 


Sem que os heróis soubessem, o misterioso líder do Projecto Cadmus, consegue descobrir o paradeiro de Kon e captura Krypto. 

O confronto entre as forças de Black Zero e os dois Superboys aproxima-se, mas isso é algo que só iremos abordar para o próximo mês.

Stay tuned!


*Nota: O Hypertime englobava todas as realidades provenientes da série Elseworlds, mais algumas das realidades destruídas pela Crisis.
 
**Nota: Tecnologia dos New Gods que permite viajar através do espaço-tempo. 





Posted on segunda-feira, junho 05, 2017 by Ivo Silva

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segunda-feira, 6 de março de 2017




 


A Crisis of Infinite Earths acabou com o vasto Multiverso da DC aquando da sua conclusão em 1986, sendo que os seus "últimos" vestígios, Superman e Lois Lane da Earth 2, Alexander Luthor da Earth 3 e Superboy Prime, exilaram-se voluntariamente no limbo após a vitória final sobre o Anti-Monitor.

Contudo, e porque décadas de continuidade não são facilmente apagadas, as novas equipas criativas da DC viram-se a braços com alguns problemas. 

Uma das pontas soltas mais importantes dizia respeito ao passado de Superman. 

No Pre-Crisis, o Homem de Aço começou a sua carreira heróica quando ainda era um jovem em Smallville, chamando-se a si mesmo de Superboy. 

Seria como Superboy que Clark Kent iria encontrar três viajantes de um futuro distante, Saturn Girl, Lightning Lad e Cosmic Boy. 

Inspirados pelo herói do passado, os três iriam fundar a Legion of Super-Heroes aquando do regresso ao futuro.

Acontece que a DC pretendia que o Superman do Post-Crisis não só fosse o único sobrevivente de Krypton, como também tivesse começado a sua carreira heróica aquando da sua chegada a Metrópolis e não durante a adolescência em Smallville.

Com Krypto e Supergirl fora do caminho, restava agora apagar todo o passado de Clark como Superboy, contudo isso implicava mexer e muito na história da Legion. 

A solução encontrada é apresentada nas páginas de Action Comics #591, em 1987.





A história "Past Imperfect" começaria com um inesperado encontro do Superman Post-Crisis com uma Legion que sabia exactamente quem Kal era, embora este não se recordasse dela.

A situação ficaria ainda mais confusa após a chegada de Superboy, uma versão mais nova de Kal. 

Sem demora este, servindo-se do stasis ray, imobiliza Superman e os quatro membros da Legion que o acompanhavam (Eram eles Brainiac 5, Sun Boy, Invisible Kid e Blok). 

O jovem Kal coloca-se logo em fuga, levando consigo os quatro membros da Legion e deixando para trás a sua contra parte adulta.

Contudo, e porque Superman nunca desiste, o herói tenta alcançar Superboy, que se preparava para fazer um salto temporal. 

Como resultado, Superman acaba projectado para uma Terra que não a sua, a Terra Compacta, uma espécie de último vestígio da Earth-1 do Pré-Crisis. 





Esta Terra Compacta, conforme explicado no issue, era na realidade uma criação do maior vilão da Legion, o Time Trapper.

Com os eventos da Crisis a aniquilarem o Multiverso e as cinco Terras sobreviventes, entre elas a Earth-1, a serem fundidas numa única, a New Earth, o risco de paradoxo temporal passou a existir, não apenas para a Legion, mas também para o Time Trapper, cuja existência se devia à existência dos seus próprios inimigos. 

Com a Legion a prepara-se para viajar atrás no tempo para visitar a sua fonte de inspiração, Superboy, o vilão percebeu que havia pouco tempo para agir, pois nesta New Earth, Superman nunca fora Superboy.

Usando o seu controlo sobre as energias temporais, Time Trapper consegue resgatar uma lasca do que era a Earth-1 e a partir dai constrói o seu universo compacto, no qual os únicos planetas habitados eram Krypton e a Terra.

Foi essa a Terra que os membros originais da Legion visitaram e seria o Superboy dessa realidade que lhes serviria doravante de inspiração. 

Outro motivo para a criação dessa Terra Compacta passava por poder, no futuro, contar com um peão muito útil e poderoso na figura de Superboy (que tinha o nível de poder quase divino do Superman da Earth-1).


 


Mas voltando à história propriamente dita, o Superman da New Earth, depois da sua aterragem forçada numa Smallville alternativa, é encontrado por Pete Ross que o leva a casa dos Kent, julgando tratar-se de um Superboy sob o efeito de Kryptonite vermelha.

Contudo, o verdadeiro Superboy chega a casa dos Kent pouco depois e um inevitável confronto segue-se, com um soco do primeiro a projectar o segundo pelos ares.


 


Krypto, o cão kryptoniano, surge para auxiliar o seu mestre, contudo mostra-se confuso sobre quem é o "verdadeiro" Kal. 

Enquanto os dois Supers se degladiam nos céus de Smallville, Krypto descobre a solução para terminar o conflito. 

Sacrificando todos os seus poderes, o cão chama a atenção de Jonathan Kent para a Kryptonite Dourada.

Kent tenta usar o minério para retirar as habilidades do Superman da New Earth, mas nada acontece, por este ser de uma realidade diferente. 


 


Contudo, e embora tivesse a oportunidade de usar a dita Kryptonite contra o mais poderoso Superboy, o Kal adulto não o faz, pois percebe que o rapaz esteve a conter-se durante toda a luta, na esperança que Superman o vencesse.

Superboy revela que cumpria as ordens de Time Trapper de forma a manter a sua Terra a salvo, mas que nunca pretendia trair de facto a Legion.

Libertando os quatro membros do efeito do stasis ray, Superboy parte, junto com a Legion, para o futuro distante, rumo ao inevitável confronto com o Time Trapper. 

Superman, contudo, não se junta a eles e é devolvido ao seu tempo e realidade originais.


 

 
Em Legion of Super-Heroes #38 (Vol 3), a aventura deste Superboy não só continuaria, como conheceria uma trágica conclusão. 

Time Trapper revela que uma onda de anti-matéria ameaçava destruir a Terra Compacta e que a troco de a manter a salvo, Superboy deveria não só capturar a Legion, mas também destrui-la...


 


Superboy recusa sacrificar quem quer que seja e junto com a Legion confronta o Time Trapper na Smallville da sua Terra Compacta, contudo os heróis apenas logram em danificar uma máquina que o vilão estava a usar para manter o planeta a salvo da onda de anti-matéria.

Time Trapper parte para o seu próprio período temporal, confiante de que a Legion e Superboy seriam ambos destruídos pela já referida anti-matéria. 

Brainiac 5, o mais inteligente de todos os presentes, desespera perante o facto de por e simplesmente não poder parar o evento destrutivo que se avizinha.

Contudo, Superboy tem uma ideia.

Usando o seu corpo como condutor para a máquina do Time Trapper, o jovem Kal consegue salvar a sua Terra da destruição, com um custo bastante elevado para si mesmo.


 


Bastante enfraquecido Superboy apenas consegue transportar a Time Bubble da Legion de volta ao futuro da New Earth, contudo este último esforço prova ser fatal para o kryptoniano que morre nos braços do seu "irmão" daxamita, Mon-El, fazendo-o prometer que a Legion irá proteger sempre a sua Terra.


 


Nem a tecnologia superior do século 30 (tempo da Legion) consegue trazer de volta o herói...

Assim morre o Superboy da Silver Age...






Posted on segunda-feira, março 06, 2017 by Ivo Silva

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segunda-feira, 28 de março de 2016




     Quem não gostaria de ver a Marvel e a DC enfrentarem-se no grande ecrã ou no pequeno, já agora? 

      A verdade é que os embates entre estas duas enormes companhias já ocorreram mais vezes do que se possa pensar, se bem que todas elas tiveram lugar nas páginas de comics.

      Vamos analisar alguns desses mágicos encontros, nomeadamente aqueles que envolveram um certo escalador de paredes.

     Boa leitura!




Superman e Wonder Woman



     Dois dos heróis mais populares de sempre, Superman e Spider-Man foram os primeiros a protagonizarem um crossover entre as  suas duas companhias.

     Frustrado um encontro entre a JLA e os Avengers, os editores da Marvel e da DC decidiram apostar em algo mais pequeno e com recurso a menos personagens. 

     Em 1976, a auto-intitulada "Battle of The Century" opondo o Homem de Aço ao Aranhiço surge nas bancas.

     Com a acção a passar-se, maioritariamente, em Nova Iorque, Superman e Spider-Man unem esforços, após um breve e hilariante confronto, para impedir os planos de destruição de Lex Luthor e Dr. Octopus. 



          Pudemos assistir aos avanços românticos de Peter Parker na direcção da Lois Lane, bem como a um Spider-Man fortificado pela energia de um Sol Vermelho.

     Interessante foi também o duelo pessoal entre Superman e Octupus, o qual terminaria com o primeiro a arrancar os tentáculos metálicos do segundo sem grande esforço.




     Em 1981 ambos os heróis voltar-se-iam a cruzar novamente, desta feita para conter a ameaça conjunta de Dr. Doom e do Parasite. 

     Na verdade Doom, no seu bom estilo, continuava a sua busca insana por mais poder e serve-se de Parasite como forma de o conseguir.

     Pelo caminho manipularia outros dois heróis enviando-os contra o Homem de Aço e o aranhiço respectivamente.


     Superman sai claramente vencedor do seu encontro e derrota o Hulk com um soco tão poderoso que faz este último reverter para Bruce Banner.

     Este curiosamente seria o primeiro de muitos confrontos entre ambos os titãs.

     Spider-Man, por outro lado, iria medir forças com uma conhecida amazona, conseguindo safar-se de uma humilhante derrota...à base da conversa.

     Uma espécie de encontro entre ambas as personagens voltaria a ocorrer nas páginas de Superman/Batman # 22 aquando de uma viagem de Superman a uma das múltiplas Terras alternativas do Multiverso da DC.

      Nesta aventura em particular Superman resgata Kristen, namorada do heróico Bug (contraparte de Spidey neste Universo), de uma queda que lhe seria fatal (exactamente como em Death of Gween Stacy).



Batman 



     O aranhiço encontra-se-ia por duas vezes com o Cavaleiro das Trevas. 

     A primeira ocorreria nas páginas de "Disordered Minds", em 1995. 

     A história juntava ambos os heróis contra a dupla psicótica de Joker e Carnage.

      Nesta aventura Cassandra Briar tentava curar a psicose de ambos os criminosos. 




          O Procedimento  irá, contudo falhar, como é evidente. 

     Passados dois anos, os heróis voltar-se-iam a reunir em "New Age Dawning". 

     Desta feita, a ameaça provém de Ra's al Ghul e da sua Liga dos Assassinos que se associam ao senhor do crime nova-iorquino,Wilson Fisk, o Kingpin para tentarem, adivinharam, dar os primeiros passos rumo ao domínio global.

     Tanto numa como noutra aventura fica bem presente a diferença entre os dois heróis.

     Embora ambos tenham por tragédias que definiram a sua identidade heróica e se rejam por um estrito código de conduta, Batman é muito mais sombrio e sério, ao passo que Spidey tenta sempre aligeirar a situação e ver, dentro do possível, o lado bom de cada situação.



Superboy 



     Em DC vs Marvel de 1996 um aracnídeo diferente, Ben Reilly, teria que medir forças com o clone de Superman, um tal de Kon-El, também conhecido como Superboy.

       Spider-Man irá levar a melhor da contenda, visto o seu adversário ser bastante mais fraco que Kal-El (Superboy é electrocutado e perde).

     Um facto curioso reside no ponto de Superboy não ser o único clone presente.

     Ben é, também ele, um clone criado para substituir o herói original.



Posted on segunda-feira, março 28, 2016 by Ivo Silva

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