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quinta-feira, 31 de outubro de 2024

 

 

 

Sierra e Vlad, duas personagens secretas do rpg táctico da Saturn, Dragon Force (lançado em 1997), são membros da Immortal Tribe, que habita o continente de Legendra. 

 

 

 

Vlad, um vampiro de grande poder, e o único presente no jogo, é o líder da dita tribo. 

Ele governa os seus súbditos a partir da Fiend Tower, situada a norte do castelo de Travan, combatendo monstros malignos e outros visitantes indesejados.

Vlad irá encontrar o nosso protagonista selecionado, quando ele, ou algum dos seus generais "estacionarem" na Fiend Tower. 

Ele irá então desafiar o nosso protagonista para um combate. 

Ao perder para o monarca, Vlad coloca-se à disposição do mesmo, que por sua vez pretende adicioná-lo ao seu rol de generais.

Vlad aceita o pedido, mas com uma condição muito específica. 

 

 

 

Quando se cruzarem com o necromante Ryskim (associado aos discípulos do deus da destruição), Vlad quer ser o general a enfrentá-lo, uma vez que este lhe roubou algo que lhe pertencia (e é bom que o deixem participar na luta, caso contrário ele deserta e não volta).

É aqui que entra a succubus Sierra (uma das três do jogo). 

Ela é a companheira de Vlad, que foi raptada por Ryskim, que pretendia usá-la precisamente contra o vampiro.

Usando a Orb of Darkness (outro artigo roubado a Vlad), Ryskim colocou Sierra sob o seu controlo como se de uma marioneta se tratasse.

 

 

 

 

 

 

 

Ora no final da luta entre ambos, Vlad consegue derrotar o seu rival (ou outro general o faz, sendo que o que importa é que Vlad esteja no contingente) e libertar a sua amada do feitiço do mesmo. 

Como resultado disso a personalidade de Sierra também se altera. 

Ela passa de estar praticamente apática, para uma personalidade muito mais amigável e faladora.

 
No final, também ela se irá unir ao exército do protagonista, embora o faça visivelmente mais fraca do que quando era oponente. 

Vlad e Sierra são personagens algo similares em termos de tipo de tropas que controlam de início. 

 

 

 

Ambos usam zombies, uma força bastante resistente e poderosa, apenas ineficaz contra dragões, monges ou magos. 

Em termos de ordens militares, Vlad usa as formações Special (coloca todo o exército à frente, em modo defensivo), Offense (com 3/4 do exército destacado para o ataque), Defense (com 3/4 do exército a ficar na defesa) e Squad (o exército está separado em quatro esquadrões que podem receber ordens distintas). 

 

 

 

Sierra, por sua vez, partilha a maioria destas formações com ele, com a única distinção a ser a troca da Squad pela Breach (uma formação que coloca 3/4 das tropas num aríete que visa alcançar o general adversário mais depressa. 

Tanto um como outro podem ser usados para procurar outros generais ou itens no mapa, para além de terem a habilidade de aumentarem as fortificações dos castelos na nossa posse.

 

 

 

A nível de poderes individuais, Vlad possui a capacidade de ressuscitar parte dos seus soldados, invocar um demónio para bloquear as habilidades do oponente (e evitar que ele fuja) e criar um mega tornado para varrer as tropas adversárias. 

 

 

 

Sierra substitui o tornado pela invocação de uma divindade aquática que afecta não apenas as tropas inimigas, mas também o general inimigo, dependendo do posicionamento do feitiço.

 

 

 

 

 

A aparência do duo vai ser bastante distinta entre o jogo original do Dragon Force para a Saturn e o seu port para a PS2, em 2005.

Vlad não parece tão inumano no port, sendo visivelmente mais magro na nova artwork. 

Sierra, por sua vez não sofre uma mudança tão acentuada, com o cabelo a ficar ligeiramente mais escuro. 

 

 

 

Os sprites das personagens em combate, por sua vez, é o mesmo em ambos. 

 

 

Posted on quinta-feira, outubro 31, 2024 by Ivo Silva

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quinta-feira, 19 de outubro de 2023







Não haverá jogo de luta que me dê mais vontade de jogar, na altura do Halloween, do que o Darkstalkers. Tendo iniciado a minha jornada nesta série da Capcom com o segundo jogo da série, Night Warriors: Darkstalkers Revenge, no excelente port feito para a Sega Saturn e lançado na Europa em 1996, tive a oportunidade, há uns tempos, de jogar o primeiro título que embora tenha saído em 1994 nas arcadas japonesas, foi portado, também em 96, para a rival Playstation. 

 

 

 

Ora não foi o port desenvolvido para a Sony, a que tive acesso, mas antes à versão arcade do jogo, através da compilação Capcom Fighting Collection, na Switch, em 2022. 

A história do jogo em si é bastante simples, com a chegada eminente da criatura estrelar conhecida como Pyron a despoletar os diferentes Night Warriors a reunirem-se para o travar (ou para levar a cabo um outro qualquer plano pessoal). 

Outra versão da história vê Demitri reunir os restantes Night Warriors num torneio de forma a saber quem é o mais forte e deve governar a noite. 

De qualquer das maneiras tal não é explícito no jogo ou na sua introdução. 

Os Night Warriors retiram inspiração dos monstros clássicos do cinema e da mitologia yokai japonesa. Algo que pode ser facilmente observável não apenas nas personagens em si e na forma como estas são apresentadas no menu de selecção, mas também nos próprios cenários de jogo. 

Temos um total de 12 Night Warriors, sendo que desses apenas 10 são selecionáveis pelo jogador. 

 

 

 

Vamos passar à apresentação dos mesmos. 

Primeiro temos Demitri Maximoff, um vampiro de imenso poder, que procura vingar-se Belial Aensland, o governante de Makai (o reino dos demónios). 

Para além de vingança pela derrota passada às mãos de Belial, ele pretende obter para si o trono de Makai (uma terra que de resto já havia surgido anteriormente nos jogos de outras séries da Capcom, nomeadamente Ghosts 'n Goblins e o seu spin-off Gargoyle's Quest). 

Um nobre de origem romena, Demitri tem todas as habilidades e fraquezas associadas ao vampirismo, sendo ainda capaz de criar poderosas bolas de fogo que atira na direcção dos seus oponentes, como se de um hadouken se tratasse. 

 

 




 

Da Roménia, seguimos para as terras altas da Escócia, onde encontrámos aquela que se tornaria a figura de cartaz da série e uma das mais populares personagens da Capcom. 

Morrigan Aensland é uma succubus, um demónio que se alimenta de energia espiritual, filha do governante de Makai, Belial , e a principal adversária de Demitri. 

Ela luta maioritariamente por diversão neste primeiro jogo, frequentemente desobedecendo às ordens do seu pai que a proibiam de deixar o castelo sem supervisão. 

Morrigan tem um vasto arsenal de ataques, que incluem o seu próprio projéctil energético na forma do Soul Fist, um uppercut chamado Shadow Blade, entre outros.

 

 

 

Das terras altas da Escócia descemos para o sul, rumo a Inglaterra, onde iremos encontrar o relutante lobisomem conhecido como Jon Talbain. 

Um lutador sempre em busca de se aperfeiçoar na arte do combate e tentando (em vão) levantar a maldição da licantropia que reside no seu sangue, Jon é um dos mais rápidos combatentes que iremos encontrar no jogo, segundo apenas para a irrequieta Felicia. 

Jon, cujo nome no Japão é outro (lá ele chama-se Gallon), conta no seu arsenal com ataques muito similares ao rolling attack do street fighter Blanka (mas rodeado de ki) e um pontapé que parece ter tirado alguma inspiração ao famoso flash kick de outro street fighter, Guile. 

 

 

 

Segue-se o faraó eterno, Anakaris, a nossa múmia de serviço, que é capaz de controlar o seu corpo, modificando-o através do recurso a magia. 

Proveniente do Egipto, Anakaris nada mais quer do que proteger o seu reino da ameaça representada por Pyron. 

Como Dhalsim, Anakaris é capaz de expandir os seus membros à vontade. 

Capaz de pairar no ar, durante um certo período de tempo, Anakaris é, todavia, o mais lento de todos os combatentes disponíveis. 

 

 

 

Vindo da Austrália, temos o Lord Raptor (Zabel Zarock no Japão), um zombie subserviente a um poderosos demónio de Makai (pelo menos até tal lhe ser conveniente), Ozom. 

Raptor é um antigo músico que sacrificava a sua plateia precisamente a Ozom, em troca de poder. 

Com uma aparência repelente e totalmente imoral, Raptor usa todo o seu corpo como arma de combate, transformando os seus membros em motoserras e espadas, assim electrocutar os seus oponentes. 

 

 

 

Do Japão temos Bishamon, um homem possuído por uma armadura e espadas amaldiçoadas que clamam constantemente por sangue. 

Bishamon ataca maioritariamente com a sua espada, sendo capaz de retalhar em dois a oposição, com um golpe limpo da mesma. 

Ele é capaz de controlar energia plasmática e usá-la para atacar os seus oponentes. 

 

 

 

Felicia, a cat-girl do jogo, vem de Las Vegas, nos E.U.A, onde o seu maior interesse é o de tornar-se numa grande estrela do showbiz. 

A mais veloz de entre os Night Warriors, Felicia tem bastantes ataques fortemente ligados à sua natureza felina, contando com um poderoso uppercut e variados roll ups. 

 

 

 

O anfíbio brasileiro Rikuo (Aulbath no Japão),  procura vingar-se de Pyron, após este ter destruído o seu reino submerso na Amazónia. 

Ao mesmo tempo, procura desesperadamente por sobreviventes da sua espécie. 

Capaz de invocar fortes ondas de água e de expelir veneno paralisante, Rikuo é capaz de gerar ondas sonoras e transformar os seus membros em pinças para ataques devastadores.

 

 

 

Das estepes geladas do Canadá vem Sasquatch. Membro de um tribo de bigfoots, Sasquatch pretende mostrar a sua força ao mundo (num nod à motivação de Zangief). 

Capaz de expelir poderosas rajadas de gelo da sua boca e dono de uma força física assustadora, Sasquatch é o tanque deste jogo. 

Lento, mas resistente e poderoso. 

 

 

 

Por último temos Victor, a criação de um cientista de nome Von Gerdenheim. 

Proveniente da Alemanha, Victor é, para todos os efeitos, o monstro de Frankenstein. Uma forma de vida criada em laboratório, cuja única preocupação é a de proteger a sua irmã adoptiva Emily (também ela uma forma de vida laboratorial). 

Capaz de gerar ataques eléctricos a cada ataque seu, Victor conta ainda no seu arsenal com uma grande variedade de agarramentos que em muito lembram um lutador de wrestling. 

 



 

Para além destas 10 personagens jogáveis, temos ainda as duas secretas, na figura do robot Huitzil (Phobos no Japão), que funciona com middle boss e que pode ser encontrado em ruínas no México, e Pyron, o alienígena que controla o elemento do fogo e que funciona como o boss final do jogo. 

 

 

 

Pyron, proveniente do planeta Hellstorm (provavelmente Marte) aterra algures no meio do Atlântico para aquela que será a batalha final com o jogador. 

 


 

Cada uma das personagens dispõe do seu próprio cenário, sendo que alguns deles têm elementos que é possível danificar, como é o caso das stages de Jon, Anakaris ou Felicia, por exemplo. 

Alguns npcs podem ser vistos a deambular por estes cenários, desde os lobos de Jon e os gatos de Felicia, até às serventes humanas de Demitri ou o espírito do falecido Professor Von Gerdenheim no stage de Victor. 

 

 

 

A nível de gameplay este retira uma forte inspiração ao de Street Fighter II, com uma barra de especial a existir (como em Super Street Fighter II Turbo), que uma vez cheia pode ser usada para fazer um ataque especial mais poderoso ou meramente incrementar o dano de um dos nossos golpes especiais mais básicos. 

 

 

 

Este primeiro jogo introduz a defesa no ar, assim como o movimento enquanto baixado. 

Ainda assim, e depois de ter jogado a sequela/remake, notei que as personagens não são tão rápidas como seriam mais tarde. 

A música de Darkstalkers é particularmente boa e icónica, com os temas de Morrigan, Demitri, Jon a ficarem facilmente no ouvido. 

Todas as melodias se adequam às personagens e aos cenários nos quais elas são colocadas, complementando a acção. 

Um excelente jogo de luta que dois anos mais tarde daria lugar a uma sequela soberba na figura de Darkstalkers Revenge. 

 

  

 

 

 

Posted on quinta-feira, outubro 19, 2023 by Ivo Silva

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terça-feira, 5 de setembro de 2023

 

 

 

E o ciclo finalmente completa-se, com esta breve análise do Scenario III (assim como o mais que exclusivo Premium Disk), o capítulo final da epopeia que é o Shining Force III na Saturn. 

Scenario III, que se inicia mais ou menos a meio do período temporal no qual decorrem os outros dois cenários, coloca-nos nas mãos o jovem espadachim Julian, que lidera um pequeno grupo, cujo principal objectivo é o de proteger o jovem Innovator (uma raça divina que se opõe aos demoníacos Vandals, os antagonistas do jogo), Gracia, de ataques provenientes do culto de Bulzome e dos seus aliados. 

 

 

 

Julian, que marcará presença em ambos os cenários, lutando quer sob o comando de Synbios, quer sob a liderança de Medion, evolui do seu mero desejo de vingança contra o Vandal Galm, para o de salvar toda a civilização do desastre que um possível renascimento de Bulzom poderia trazer. 

 

  

 

 

Julian e os seus aliados começam com aquilo que seriam as classes promovidas nos cenários anteriores (com a excepção de Gracia cuja classe não existe nos outros dois jogos). 

Julian é um swordsman capaz de invocar a magia trovojante Spark. 

O centauro Donhart é o paladino de serviço, com Kate a ser uma sniper bastante letal. 

O quarteto conclui-se com a presença da criança divina Gracia, que funcionará, numa primeira fase como o nosso curandeiro de serviço. 

Ao lado deles estará, numa fase inicial, Bresbi, a servir como conselheiro de batalha. 

Esta aventura, rege-se pelos mesmos moldes de gameplay das duas anteriores, com algumas novidades.

Devido ao facto, das personagens já começarem promovidas, uma segunda promoção irá ocorrer mais perto do final. 

Julian e os seus aliados têm uma travessia maior do que os grupos de Symbios e Medion, uma vez que para além dos seis capítulos temos outros dois extra, nomeadamente o Prólogo (lutado a bordo de uma embarcação) e o capítulo final (onde a batalha com o boss final terá lugar). 

Neste cenário a derrota chegará se Julian ou Gracia forem derrotados, uma vez que ambos são fundamentais para a conclusão da trilogia. 

As batalhas, que terão lugar em cenários ainda mais criativos (temos magníficas cidades imperiais, templos esplendorosos e cidades flutuantes secretas, entre muitas outras) que os anteriores, trazem-nos novos desafios e trazendo de volta outros (nomeadamente o raid dos ladrões às ruínas espalhadas pela área de jogo).

 

  

 

 

Não basta vencer o boss do nível ou eliminar toda a oposição, algumas batalhas apenas exigem que o nosso grupo sobreviva (ou alcance um determinado ponto do mapa), ative um item específico, use o stealth em lutas nocturnas e resolva certos puzzles. 

Uma vez mais, as personagens recrutáveis irão depender daquilo que tivermos feito nos outros dois jogos. 

Indivíduos que salvamos podem ser recrutáveis para o nosso novo exército. 

De igual modo, alguns dos bosses deste jogo podem ser recrutados, se lhes pouparmos a vida e simplesmente falarmos com eles no campo de batalha. 

 

  

 

 

O exército de Julian tem ainda mais diversidade que os de Medion e Synbios, com personagens absolutamente únicas, como é o caso de Brigit, a primeira maga à nossa disposição, dona da magia Drain. 

Do nosso lado, e sem entrar em grandes pormenores temos diferentes tipos de dragões, feiticeiras vampirescas, samurais em busca de vingança, fadas e centauros. 

Outro ponto diferente neste jogo é a intro, que nos traz também Medion e Synbios, os protagonistas dos jogos anteriores, que ainda têm uma palavra a dizer neste último. 

 

 

 

O Scenario III é o ponto alto desta fantástica trilogia, que de certa maneira poderia ser mesmo uma quadrologia, uma vez que as ligações com Shining The Holy Ark são bastante claras. 


 

  

 


No caso de termos adquirido todos os Scenarios, a Sega disponibilizava na época, embora apenas no Japão, um quarto disco. 

O chamado Premium disk era um miminho para os fãs, contendo full motion videos, música, artwork, modelos 3D, anúncios televisivos, assim com um pequeno boss rush (caso o scenario III esteja concluído) com nove batalhas nas quais não apenas enfrentamos alguns dos principais adversários de Shining Force III, como também os bosses finais dos outros jogos da série. 

O grupo, com o qual podemos jogar começa promovido, é liderado por Synbios, o herói do Scenario I.

 

  

  

  

 



Posted on terça-feira, setembro 05, 2023 by Ivo Silva

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terça-feira, 11 de julho de 2023




A história de como este magnífico rpg de estratégia da Sega apenas teve uma das suas partes lançadas no Ocidente é bem conhecida nos dias que correm. 

O Scenario II, intitulado Nerawareta Miko, seria lançado, junto com os Scenarios I e III, no Japão em 1997, dando um spin na história do Scenario I e colocando-nos à frente de um dos exércitos imperiais, um dos grandes antagonistas do primeiro jogo desta fabulosa trilogia. 

 

 

 

Neste segundo cenário, o protagonista é novamente um espadachim, desta feita o mais jovem dos príncipes do Império de Destonia. 

Ao lado de Medion estão a feiticeira élfica Syntesis, o curandeiro Uryudo e o cavaleiro centauro Campbell. 

Ao lado deles está o conselheiro (que não luta no campo de batalha, tomando conta dos aspectos administrativos do exército) Grantack. 

 

 

 

Um conjunto de heróis que funcionam, muito claramente como a contraparte para o grupo inicial de Synbios, no primeiro jogo. 

Uma vez mais a nossa história começa na cidade livre de Saraband, durante a conferência de paz entre o Império de Destonia e a República de Aspinia. 

 

 

 

Após uma breve batalha introdutória contra alguns monges membros do culto de Bulzome, o grupo vai encontrar-se com Synbios e os seus aliados, antes de uma violenta explosão colocar um ponto final na breve reunião. 

Medion irá descobrir que o pai, o imperador Domaric, foi raptado aparentemente pelas forças republicanas lideradas pelo monarca Benetram.  

 

 

 

Contudo, e após terem ouvido uma conversa suspeita entre um dos generais imperiais, Crewart, e um dos sacerdotes (Fiale) do mesmíssimo culto cujos integrantes haviam enfrentado no cais de Saraband, Synthesis e Uryudo informam o seu líder, pelo que Medion, decide (ao contrário daquilo que os seus irmãos estipulam) pegar no seu pequeno grupo e partir em busca de Domaric, investigando o culto e a sua ligação a certos elementos do Império. 

 

 

 

O Scenario II decorre em simultâneo com a história do Scenario I, Medion irá visitar alguns dos mesmo locais que Synbios, encontrando-se com a sua contraparte republicana por diversas vezes no decurso da aventura. 

A cooperação entre ambos os exércitos revelar-se-à elevada, ao ponto de estes se "aliarem" contra certos adversários (não exactamente uma aliança propriamente dita, mas não revelo mais de forma a evitar spoilers) e trocarem membros. 

O jogo mantém o mesmo gameplay do primeiro cenário, com a sua estrutura de seis capítulos, cada um deles com cinco batalhas e duas áreas com npcs e lojas para explorar. 

 

 

 

Essas áreas podem ser cidades como Saraband ou Dusty Village, pequenas aldeias ou mesmo misteriosas vilas élficas (entre muitas outras). 

Nessas localizações iremos obter novos itens e armas para usar no campo de batalha, assim como iremos obter info valiosa dos muitos npcs que lá habitam. 

Os npcs podem ser interpelados na rua ou no interior das suas habitações, e teremos alguns mais amigáveis do que outros, como seria de se esperar. 

 

 
 

Podemos investigar esses locais, de forma a encontrarmos itens escondidos ou personagens que possamos adicionar ao nosso exército (algumas dessas personagens surgem-nos já na sua classe pré-promovida). 

Uma novidade, em relação ao Scenario I, reside no facto de certas personagens extra poderem ser encontradas, mediante o que tenhamos feito nesse jogo (isto se o tivermos completado e dispusermos de um save do mesmo aquando do início do Scenario II). 

 

 

  

 

As lojas dividem-se em dois tipos. A primeira vende armas ou outros equipamentos de melhoria de stats, enquanto que a segunda vende variados itens de cura. 

Ambas fazem reparo de armas (que se podem danificar em batalha, embora sem a mesma frequência de Fire Emblem) e oferecem promoções especiais (embora não o façam no capítulo um), que consistem em itens mais poderosos ou raros. 

Será nestas lojas que o jogador poderá vender algum do seu equipamento antigo, de forma a obter algum capital extra para gastar mais adiante. 

 

 

 

Nestes locais de socialização temos ainda as igrejas (ou pelo menos um representante do clero), nas quais podemos gravar o nosso progresso, ressuscitar algum aliado caído, curar alguma maleita (estas duas exigem o pagamento de um determinado pecúlio) ou fazer a promoção de classe (se tivermos pontos de experiência suficientes). 

Cada personagem tem duas classes, uma não promovida e uma promovida. Medion, por exemplo, começa como Soldier e poderá evoluir para Swordsman. 

A evolução de classe representa um melhoria significativa nos stats da personagem em questão, assim como na aprendizagem de novos tipos de magia (para aqueles que a possam aprender).

 Mais para a frente será possível ainda forjar armas nestes locais (desde que tenhamos a matéria-prima necessária). 

 

 

 

Em todos esses locais, e à semelhança de outros títulos da série Shining, temos um Q.G no qual podemos dialogar com os nossos aliados, trocar itens entre eles, escolher a formação para futuras batalhas e pedir conselhos ao nosso estrategista.   

 

 

 

De salientar que em certas batalhas teremos presentes ruínas. Estas podem ser acedidas se tivermos um mapa, se bem que tal irá desplotar o aparecimento de uma terceira unidade de combate na batalha, os ladrões. 

Nestes casos, e o jogador deve dividir o seu exército, enviando alguns dos seus operativos para as ruínas, de forma a conseguir resgatar os itens (muitos deles raros e alguns amaldiçoados) que lá se encontrem, antes que os ladrões o façam. 

O dito campo de batalha primário é também um local no qual podem ser encontrados itens espalhados pelo cenário. Estes podem ser encontrados destruindo barris, abrindo cofres ou usando a função Search para procurar a redondezas. 

Para além disso, e como noutros rpgs, também aqui inimigos derrotados podem-nos dar itens ou moedas, para além da muito necessária experiência. 

 

 

 

Sendo um rpg de estratégia, as batalhas do Scenario II têm lugar em campos de batalha nos quais as personagens aliadas e adversárias se movimentam numa área quadriculada muito semelhante a um tabuleiro de xadrez. 

O nível de agilidade irá ditar quem irá se movimentar primeiro. Cada personagem tem uma arma específica, condizente com a sua classe e poderá, ou não, usar magia. 

 

 

 

Examinemos o nosso quarteto inicial. 

Medion, sendo um Soldier, tem acesso a espadas e facas, o que lhe dá uma vantagem contra oponentes que usem machados. 

O seu potencial mágico é baixo, no início, e restringe-se à magia Return, que aborta a batalha em curso e faz o grupo regressar ao Q.G mais próximo. 

 

 

 

Campbell, que é um Knight, usa diferentes tipos de lanças, algumas das quais podem ser usadas para atacar à distância, o que lhe dá vantagem sobre espadachins, mas deixa-o vulnerável a ataques de oponentes com machados. 

O centauro, contudo, não tem acesso a qualquer tipo de magia. 

 

 

 

Uryudo é um padre (mas não um daqueles que faz saves), que usa ceptros com pouca capacidade ofensiva, mas que podem trazer com eles certos benefícios no que aos stats e magia diz respeito. 

Uryudo começa com magia de cura e não tarda a obter magia antídoto, o que será extremamente útil para lidar com os variados stats ailments que podem ser causados por determinados adversários. 

Eventualmente, o pequeno curandeiro conseguirá alguma magia ofensiva em fases mais avançadas do jogo. 

 

 

 

Synthesis, por sua vez é uma maga que também usa ceptros, e tem um arrail de magia um destrutivo poder ofensivo. 

Ela começa com um simples Blaze de início. 

 

 

 

Existem outras classes, como por exemplo warriors, cujos machados e maças têm vantagem sobre as lanças; beast tamers, capazes de controlar monstros adversários (se estes forem derrotados por si); arqueiros, mestres do ataque à distância; rangers, um jack of all trades capaz de usar machados, lanças e facas, ninjas, guerreiros únicos que se servem de katanas e shurikens, assim como de potentes ataques mágicos; e birdman, cuja capacidade de voo lhes dá maior alcance. 

Algumas destas classes têm variações, mais que irão conduzir a resultados similares. 

 

 

 

Os adversários que temos que lidar são bastante variados. Para além dos variados elementos do culto de Bulzome, temos ainda membros dissidentes quer do lado imperial, quer do lado republicano, assim como os já mencionados ladrões (que vêem de Dusty Village) e inúmeros monstros. 

 

 

 

Morcegos, hidras, dragões, krakens, cerberus, esqueletos, lizardmen, são alguns dos muitos adversários que ser irão cruzar no nosso caminho, em cenários também eles variadíssimos e que podem irem de uma batalha nas docas, a conflitos em planícies, florestas, palácios ou ruínas abandonadas. 

Neste Scenario temos inclusive uma emocionante batalha naval num dos capítulos mais à frente. Cada um desses locais conta com uma geografia muito própria que é necessário ter em atenção, uma vez que ela poderá afectar positivamente ou negativamente o desempenho da unidade que aí estiver localizada. 

De igual modo, a amizade entre as personagens deve ser cultivada, uma vez que conduz a stats melhorados sempre que estas lutam junto uma da outra. 

Alguns dos cenários contam com algumas armadilhas no terreno, assim com inimigos que vão fazendo respawn. 

Para conseguirmos concluir uma batalha com sucesso devemos derrotar o líder adversário (normalmente o boss da área, embora certas batalhas possam ter mais que um ou um middle boss pelo meio), concluir um determinado objectivo, eliminar toda a oposição no terreno ou proteger civis (o que leva a prémios fantásticos). 

 

 

 

Cada personagem pode carregar consigo até seis itens, incluindo já a arma equipada, assim com um segundo objecto para melhorar o stats (normalmente algo dentro do género da bracelete, laço ou anel, por exemplo), para além de outros quatro itens. 

Este jogo não tem um game over propriamente dito, embora o grupo perca a batalha se Medion for derrotado. 

Contudo e a custo de metade dos fundos, Medion será restaurado, e o grupo poderá tentar novamente. 

Desta vez mais forte, uma vez que a experiência adquirida mantêm-se, e mais sábio. 

Com uma música excelente e uma nova (e fantástica) intro, o Scenario II é um magnífico complemento ao Scenario I, com algumas melhorias gráficas em relação ao primeiro e que serve para resolver algumas daquelas questões que ficaram pendentes do primeiro jogo (nomeadamente os destinos de Julian e Edmund). 

 

 

 

Posted on terça-feira, julho 11, 2023 by Ivo Silva

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