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terça-feira, 21 de abril de 2020



 


O Yeti recluso que vive nas profundezas das minas de Narshe, fez a sua estreia no fabuloso Final Fantasy VI lançado em 1994 para a SNES.




Apenas recrutável na segunda parte do jogo, o World of Ruin, Umaro é bastante limitado no que à fala diz respeito e é incapaz de conjurar ataques mágicos como as restantes personagens, mas compensa tudo isso sendo um verdadeiro tanque do ponte de vista físico. 

De longe a personagem da party mais forte fisicamente, Umaro é um Berserker que apenas segue as ordens do diminuto Mog.
Surgindo como boss na chamada Yeti's Cave, Umaro é recrutável após a vitória da party sobre ele, mas apenas se Mog estiver presente na mesma durante o decurso do referido conflito. 

Houve planos para o usar como inimigo na primeira parte do jogo, o World of Balance, mas não passaram disso mesmo.


 

Após esta sua aparição em Final Fantasy VI, Umaro surgiria como personagem jogável em dois spin-offs da série original, assim como na forma de carta para ser usada em trading card games do Final Fantasy como Triple Triad ou FF Trading Card Game.

Ocasionalmente, também assumiria o papel de summon, como de resto pode ser observado em Final Fantasy Airborne Brigade de 2012.
Para além destas suas presenças em jogos menores da série e em inúmeros ports de FFVI, Umaro é ainda uma das muitas personagens de FFVI que pode ser vista na multidão que assiste à luta dos gladiadores de Antiqua, noutro jogo da Square, Secret of Evermore. 


 

Posted on terça-feira, abril 21, 2020 by Ivo Silva

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segunda-feira, 29 de outubro de 2018



 


Um dos mais comuns representantes do género de horror (e também fantasia) nos jogos de vídeo são os lobisomens.

Humanos amaldiçoados a tornarem-se em selváticas criaturas canídeas com o mero vislumbre da Lua cheia.

Tais seres têm sido apresentados de diversas maneiras nos jogos de vídeo. 

Desde heróis relutantes, até vilões impiedosos.

Temos de tudo um pouco. 

Com o Halloween quase a terminar, eis que vos apresento a minha lista dos 10 lobisomens mais relevantes nos jogos de vídeo. 

De salientar, que desta lista fazem apenas parte personagens lupinas, pelo que felídeos como a Werecat  Felicia (do jogo Darkstalkers) estão desde já excluídos.

Dito isto, vamos lá avançar para o Top propriamente dito.

Boa leitura!



Menções Honrosas:

Kelger


 


De entre os muitos lobisomens existentes na série Final Fantasy, o nobre cavaleiro Kelger é sem dúvida o mais relevante.

Membro da heróica Warriors of Dawn, Kelger não é uma personagem jogável em Final Fantasy V, mas morre para ajudar os protagonistas da Warriors of Light (esses sim jogáveis) na batalha final com Exdeath.

Kelger é a primeira personagem bestial a assumir-se como um herói na série.



Centurion


 


O herói escolhido por Zeus para resgatar a sua filha, a deusa Athena, do demoníaco Zeff. 

Este humano é ressuscitado e dotado por Zeus de uma variedade de poderes e habilidades que incluem (entre muitas outras formas) a sua transformação num lobisomem capaz de atacar a alta velocidade. 

Centurion é o protagonista de um dos maiores clássicos da Sega, Altered Beast (1988).



Link


 


É estranho ver o lendário herói numa lista de lobisomens, mas tal se deve somente devido aos eventos do jogo Twilight Princess, no qual o nobre Link assume a forma de um lobo negro.

Tal transformação deve-se aos efeitos que Twilight, a.k.a World of Shadows, tem sobre o Reino de Hyrule. 

Nesta forma, Link ganha novas habilidades, uma vez que todos os seus sentidos se tornam muito mais apurados. 

Curiosamente, esta ideia já havia sido brevemente explorada nas páginas duma manga dedicada ao jogo da SNES, A Link to the Past.



Sonic


 


O amado ouriço azul da Sega passou por uma das suas mais bizarras transformações em 2008, com o lançamento do jogo Unleashed. 

Sonic viu-se, do dia para a noite, transformado num Werehog.

Facto que o tornava mais lento (mas mais forte) e que lhe dava a habilidade de baloiçar e projectar-se pelo ar usando os seus longos braços (tal e qual como o Ristar).





10 - Blue Moon Crescent


 


Também conhecido como Cornell, este licantropo faz parte da Man Beast Tribe e é um dos muitos lobisomens heróicos que fazem parte desta nossa lista. 

Cornell fez a sua primeira aparição no jogo Castlevania: Legacy of Darkness, lançado para a N64 corria o ano de 2000. 

Cornell conseguiria evitar o sacrifício da sua irmã adoptiva, Ada, ao vencer Drácula e os seus servos. 

Uma vitória que lhe permitiria também livrar-se da sua maldição licantropa. 

Cornell reapareceria em Castlevania: Judgment, lançado para a Wii cerca de nove anos mais tarde.

Novamente um lobisomem, se bem que desta feita, com um aspecto bastante mais mecanizado.





9 - Zylo




O primeiro lobisomem a marcar presença numa das mais antigas séries da Sega, Zylo fez a sua primeira aparição no jogo Shining Force: Legacy of Great Intention (lançado em 1992 para a Mega Drive). 

Membro de uma raça chamada Wolflings, Zylo ajudou o protagonista Max na sua luta contra o terrífico Dark Dragon. 

Como muitos nesta lista, Zylo serve-se das suas garras como arma primária de ataque, contudo estas não são a sua única opção de ataque.

O nobre lobisomem é capaz de usar certos tipos de magia e inclusive invocar espíritos de lobos para o auxiliar nas batalhas.

De todos os Wolflings, Zylo é o único a ter marcado presença em dois jogos da série Shining Force (se bem que um é um remake).


 
8 - Yugo




O protagonista da série de luta Bloody Roar é um lobisomem kickboxer de nome Yugo Ogami. 

Aquando das suas investigações acerca da morte do pai, Yugo irá descobrir que não é um humano normal, mas antes um Zoanthrop, capaz de assumir a forma de um lobo. 

Pelo meio, descobrirá também que a empresa Tylon está por detrás da morte do pai, pelo que jura vingança contra a malévola companhia. 

Será com esse desejo em mente que Yugo faz a sua estreia no primeiro Bloody Roar (Playstation, 1998). 

Depois disso, Yugo tornar-se-á num boxista profissional e eventualmente no presidente de uma O.N.G chamada World of Co-existence. 



7 -  Brad Fang


 


Um supersoldado criado com recurso a manipulação genética e tecnologia cyborg, Brad Fang fez a sua primeira aparição na figura de uma das quatro personagens seleccionáveis em Contra: Hard Corps (Mega Drive, 1994). 

Um lobisomem munido com uma gigantesca metralhadora a substituir o seu braço direito, Brad é o mais poderoso dos quatro operativos da Hard Corps e também (curiosamente) o mais calmo deles.

Extremamente ágil, o braço esquerdo de Brad é totalmente metálico, o que lhe aumenta exponencialmente a força.

Brad Fang, um perito na luta corpo a corpo, marcou presença em mais três outros jogos da Konami (o último dos quais, Contra: Return, lançado em exclusivo na China em 2017).



6 - Aela


 


Integrante do bando conhecido como The Companions, Aela é uma ladra hábil e uma lobisomem extremamente feroz. 

Esta arqueira nórdica fez a sua primeira aparição no jogo Skyrim. 

Aela é uma das poucas personagens nesta lista que disfruta do seu estado lupino, estando em perfeita comunhão com o mesmo. 

Inicialmente um NPC, Aela pode tornar-se numa das nossas aliadas à medida que formos progredindo no jogo, embora ela não obedeça a todas as nossas ordens (nomeadamente aquelas que considera imorais, como o ataque a inocentes).



5 - Nailah


 

Rainha da nação perdida de Hatari, Nailah é uma poderosa licantropa capaz de assumir a forma de um lobo branco sempre que o desejar (ao contrário de grande parte dos restantes laguz do jogo). 

Nailah é uma das mais nobres e confiáveis personagens do jogo Fire Emblem: Radiant Dawn.

Devido a essa característica, ela tornar-se-á grande amiga do princípe heron Rafiel e da maga  Micaiah (chegando mesmo a enviar o seu servo Volug para servir de guarda desta última). 

Junto com Tibarn, ela é um dos laguz mais capazes em todo o jogo.



4 - Sabrewulf




Konrad Von Sabrewulf era um aristocrata alemão antes da maldição da Lua cheia o transformar num lobisomem de cor púrpura. 

Umas das personagens originais da popular série de jogos de luta Killer Instinct, Sabrewulf ganhará alguns implantes cibernéticos mais adiante e o seu pêlo assumirá uma cor mais azulada. 

Conflituoso e atormentado, Sabrewulf está numa busca constante por uma cura. 

Uma busca que se revelará interminável. 

Um dos seus golpes mais eficazes é o Double Sabre-Spin.



3 - Jon Talbain


 


Este lobisomem britânico nunca conheceu os pais (a mãe foi morta por servos do demónio Jedah e o pai, também ele um lobisomem, nunca soube do seu nascimento). 

Criado junto de outros bastardos e aprendendo a arte do Kung-Fu como forma de se defender, Jon irá despertar o seu lado animalesco pela primeira vez após a morte do seu mestre às mãos de uns rufias. 

Agora e para sempre um Darkstalker, Jon estará entre aqueles que se irão opor ao poderoso alienígena Pyron (em Darkstalkers: The Nigh Warriors, lançado em 1996 para a Playstation). 

Jon é um dos poucos desta lista que teve que se haver com o seu próprio lado negro, o chamado Dark Talbain.

O seu ataque mais característico é o extremamente rápido Beast Cannon. 



2 - Vicar Amelia


 


Um dos muitos bosses do jogo Bloodborne, Vicar era uma sacerdotiza, integrante da Healing Church, antes de se ver transformada num monstruoso e fantasmagórico lobisomem. 

Poderosa e gigantesca, Vicar é, como os restantes Beasts dos quais faz parte, vulnerável ao fogo. 

Ela usa um item, o Gold Pendant, como forma de se curar, mostrando uma inteligência que por vezes escapa aos licantropos.



1 - Cornell


 


O senhor de todos os lobisomens em Castlevania: Lords of Shadow, Cornell é a forma física e corrumpida de um valoroso cavaleiro.

Ela seria deixada para trás quando a sua alma ascendeu aos céus após a vitória sobre um poderoso demónio chamado Forgotten One. 

A forma carnal do outrora fundador da Brotherhood of Light domina com punho de ferro a cidade de Agharta, aceitando todos os desafios à sua pessoa. 

Embora seja incrivelmente poderoso (talvez o lobisomem mais poderoso de sempre em jogos de vídeo), Cornell será finalmente vencido pelo cavaleiro Gabriel, o homem que se tornará no famigerado Drácula.




Posted on segunda-feira, outubro 29, 2018 by Ivo Silva

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quarta-feira, 16 de novembro de 2016


Convém referir que este Final Fantasy III foi o terceiro a ser lançado nos E.U.A, mas o sexto a sair no Japão.


Estes diminutos seres felpudos fizeram a sua estreia na maior série de rpgs da Square, em Final Fantasy III, lançado em 1990 para a Famicom, no Japão.

Desde essa altura, os Moogles têm estado presentes em todos os subsequentes jogos da série, excepção feita a FFIV. 

Curiosamente, a sua estreia poderia ter ocorrido mais cedo, em FFII, não fosse o facto de a Square tê-los substituído pelos Beavers. 

Os primeiros Moogles pareciam ser uma mistura de um gato com um urso bébé, com pequenas asas de morcego a surgirem-lhes nas costas e um pompom vermelho suspenso sobre a cabeça.


 


A importância dos Moogles dentro dos diferentes universos que constituem a série Final Fantasy varia. 

Em FF III, os Moogles surgem como guarda-costas do feiticeiro Doga. 

É nesta aventura que é estabelecida a grande propensão das criaturas para a magia. De igual forma, é também aqui que surge um dos primeiros maiores protagonistas dentro da raça Moogle. 

Falo de Mog, um Moogle branco com asas roxas (normalmente) que teria grande destaque em FF VI e nos spin-offs Crystal Chronicles. 
 
A próxima aparição dos Moogles dar-se-ia em FF V, com estes a disporem da sua própria aldeia, situada no mundo de Galuf. 

FF VI marcaria a estreia de um Moogle no papel de personagem jogável (o já referido Mog). 

De salientar que para além de Mog, FF VI acrescentava ao papel de personagens jogáveis, ainda que de forma temporária, outros dez Moogles.


 


Os Moogles perderiam alguma relevância nos jogos seguintes, sendo remetidos para cameos na forma de bonecos de neve (FF VII), invocações (FF VII) ou peluches (FF X e X-2).

Em FF IX, os Moogles surgem com uma nova aparência, mais próxima da de um koala, e com uma participação muito maior no jogo em geral. 

Os Moogles, que na sua maioria habitam a vila de Madain Sari, servem como save points e mercadores, fazendo-se a distinção, pela primeira vez entre macho e fêmea (as fêmeas usam um casaco roxo). 


 


De destacar a introdução de outros dois Moogles, os quais se tornariam bastante famosos nas lides de Final Fantasy.

 Refiro-me a um tal de Stiltzkin e ao extremamente púrpura Artemicion.  

Esse papel mais operacional mantém-se em FF XI, com as simpáticas criaturas a servirem de responsáveis pelo armazenamento de itens, protecção da casa, gestão dos mini-jogos e mudanças de classe. 


 


Com o advento do popular spin-off Final Fantasy Tactics, a relevância dos Moogles voltaria a aumentar consideravelmente. O mais importante, de entre eles, seria Montblanc.

 Personagem jogável em Tactics, este Moogle serve como líder do Clan Centurios, uma guilda de guerreiros situada na cidade de Rabanastre em FF XII. 


 


Para além de Montblanc, outros Moogles iriam ascender ao estrelato graças a esta sub-série conhecida como Ivalice Alliance, sendo eles Gurdy, dirigente de um estábulo de chocobos, Nono, mecânico-chefe abordo da nave Strahl, e o trio Hurdy, Sorbet e Horde, responsáveis pelas gestão dos portais de teleportação entre cidades.

 Em FF XII, os Moogles são apresentados como sendo uma raça altamente inventiva e sofisticada. 

A sua aparência aproxima-se mais de coelhos.  Pela primeira vez, os Moogles surgem totalmente vestidos. 

É também na sub-série Ivalice Alliance que podemos ver os Moogles na categoria de oponentes. 



 


Em jogos mais recentes, os Moogles têm surgido de diferentes maneiras, alternado entre participações mais activas na história e meras cameos na forma de itens e summons.

O papel dos Moogles nos spin-offs de Final Fantasy também vai variar, de personagem jogável nos Tactics, a conselheiro em Crystal Chronicles. 

De salientar que é nesta última série que nos é apresentado um grupo muito especial de Moogles, os Moogle Brothers.


 



Para além das suas presenças em FF, os Moogles apareceriam ainda na série Kingdom Hearts, Dragon Quest (só no X), Mana e em alguns jogos desportivos do Super Mário, entre outros. 

Desde a sua estreia em 1990, os icónicos seres apenas falharam meia dúzia de títulos da série Final Fantasy, estando fora de somente dois jogos da "linha principal".


 




Posted on quarta-feira, novembro 16, 2016 by Ivo Silva

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quarta-feira, 9 de setembro de 2015





     Faz cerca de três meses abordámos Final Fantasy X, com todos os seus pontos positivos e negativos, agora é hora de fazermos o mesmo relativamente à sua sequela, X-2. 

     Final Fantasy X-2 foi lançado, pela Square, em 2003, em exclusivo para a PS2. 
A primeira sequela directa da já longa série, Final Fantasy X-2 não se apresenta como um mera cópia carbono do título anterior, mas antes como o seu próprio jogo. 




     O jogo começa dois anos após os eventos de X, com uma Sphira livre das incursões do monstruoso Sin e coloca-nos, uma vez mais, na pele de Yuna. 

     A jovem, uma cantora agora, transporta, dentro de si o espírito de uma antiga sacerdotisa, Lenne, e faz parte de um grupo de Sphere Hunters, as Gullwing, juntamente com a repetente Riku e com a estreante Paine. 

     O grupo irá descobrir a existência de uma terrível arma, a Vegnagun, no subsolo da cidade de Bevelle, bem com tentará unir o espírito de Lenne ao do seu amado Shuyin, ao mesmo tempo que tentará mediar o conflito emergente entre as forças da Youth League e New Yevon.




      Pelo caminho, Yuna procura, quase desesperadamente reencontrar o seu próprio amor desaparecido, Tidus (um dos protagonistas de X). 

     Graficamente falando, o jogo dá um salto em relação ao seu antecessor, embora as localizações sejam, maioritariamente as mesmas, este é um título claramente mais polido nesse sentido.

      São muitas as personagens de X que voltarão a marcar presença, desde Lulu e Wakka até aos Al-Bhed e Kimahri, sendo que o ver que curso estes tomaram, após os eventos do jogo anterior, constitui um dos atractivos deste título. 




     Muito mais inspirado pela cultura Pop japonesa, desta feita, X-2 traz consigo algumas personagens interessantes, com destaque evidente para o Leblanc Syndicate. 

     A música  de X-2 é composta, pela primeira vez, não por Nobuo Uematsu, mas antes por Noriko Matsueda e Takahito Eguchi, o que, curiosamente não é um ponto negativo, considerando a "atroz" composição final de X.  




     A nível da jogabilidade, Final Fantasy X-2 introduz algumas novidades e regressa a mecânicas anteriores às de X. 
Este é o primeiro título da série no qual só temos acesso a três personagens, as já faladas Yuna, Rikku e Paine.

      Num jogo sem as típicas invocações, o foco de X-2 vai todo para o regresso das antigas classes, através dos Dresspheres.

      Estes representam os antigos jobs e visto termos apenas três personagens jogáveis na nossa party do princípio ao fim, permitem que estas tenham acesso a todas as magias e habilidades possíveis. 




     As tais magias e habilidades conseguem-se via o acumular de AP (ability points), através da vitória em combates e uso de determinados itens. 

     Os Dresspheres podem ser colocados em Garment Grids, o que, por sua vez, permite às personagens a possibilidade de alternar, rapidamente, de classe, desde que estejam disponíveis nas tais Grid. 

     Existem diversas Garment Grids e Dresspheres espalhados por Sphira, inclusive um exclusivo para cada personagem.

     Contudo, e embora continue a fazer as suas batalhas em conditional turn-based battle, Final Fantasy X-2 abdica da forma de level-up vista no seu antecessor, para regressar a um molde mais familiar.




      O level-up das personagens faz-se, agora, ao fim de um determinado número de batalhas e não via o uso dos AP numa grid qualquer. 

     Mais simplificadas e menos linear é também a movimentação pelo mapa-mundo. Recorrendo à sua nave, as Gullwings podem aceder a praticamente qualquer local, a qualquer altura e fazê-lo sem nenhuma ordem específica ou aparente.

      Com uma quantidade "absurda" de sidequests, que deve ser feita na totalidade tendo em vista a obtenção de fins alternativos, as missões essenciais para a storyline são indicadas como sendo "hotspots". 

     Isto permite ao jogador prosseguir rapidamente com a história e, garantir que nunca se irá perder na vastidão do mundo que é Sphira.

      X-2 segue, ainda, uma estrutura de cinco capítulos e pode ser um jogo relativamente rápido para o género no qual se insere, embora tenha uma forte componente de replay value , muito por força dos seus, já referidos, finais alternativos. 




     As sidequests são bastante inventivas desta feita. Regressa o Blitzball, com pior jogabilidade, e estrea-se o Gunner's Gauntlet (um pequeno momento de third-person shooter). 
Existem muitos outros mini-jogos, dungeons e Bosses alternativos, contudo, haverá vontade de os fazer? 

     A história não é a das mais épicas da série e para quem não apreciou o X, não será X-2 a despertar interesse. 
Não é um mau Rpg, de modo algum, no entanto, não consegue soltar-se da aura de mediania que o cerca. 

     Tenta imiscuir-se com outros géneros, sem nunca o conseguir de facto. 
Final Fantasy X-2 é mais um numa longa lista de Rpgs para a PS2.



Posted on quarta-feira, setembro 09, 2015 by Ivo Silva

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quarta-feira, 17 de junho de 2015





     Final Fantasy X, como a própria numeração romana indica, constitui a décima entrada de uma das maiores e mais populares séries de Rpg's de todos os tempos.
Desenvolvido, em exclusivo, pela Square para a PS2, Final Fantasy X conta-nos uma história que assenta em dois protagonistas principais.





     De um lado temos um irreverente jogador de Blitzball, uma espécie de pólo aquático, do outro a  estóica summoner Yuna.
A estes dois irão juntar-se inúmeras outras personagens que, por sua vez, irão compor o cast.

     Temos o relaxado Waka, o soturno Auron, a divertida Rikku, a bela Lulu e o honrado Kimahri.
Todos eles, com as suas diferentes habilidades e características, vão ajudar Yuna e Tidus no seu percurso.





     E que percurso é esse, perguntam vocês?
A história de Final Fantasy X envolve viagens temporais e mostra-nos um Tidus que foi, acidentalmente, retirado do seu tempo.
Guiado por Auron, o jovem Tidus ver-se-á envolvido numa cerimónia religiosa que visa destruir a criatura monstruosa conhecida como Sin.

     Para isso, Yuna, a nossa outra protagonista, deve obter a essência do Final Eon (Eon é o nome pelo qual os monstros invocados são chamados) e com isso banir a criatura que tanto mal tem trazido ao mundo de Sphira.





     O argumento sob o qual Final Fantasy X assenta é portanto de natureza bastante épica e interessante.
A grande quantidade e qualidade das FMV apresentadas, bem como a variedade de personagens e a vastidão e diversificidade que preenchem o mundo de Sphira vêem acentuar, ainda mais este facto.

     Sofrendo grande influência visual das culturas orientais, pela primeira vez, Final Fantasy X está repleto de monstros difíceis para combater e alguns bosses bastantes apelativos visualmente falando.





       Graficamente falando o jogo é um assombro, para algo que foi lançado em 2001.
Final Fantasy X é o primeiro jogo da série totalmente em 3D e a ter voice acting.
 O próprio mundo de Sphira, vasto como tantos outros antes dele nesta série, está, e isto é uma novidade, totalmente ligado.

     O mapa-mundo continua a aparecer, no entanto, não se exige que uma versão chibi da nossa personagem o percorra.
Quanto muito continuámos a ter acesso a uma nave, pilotada pelo familiar Cid, que nos permite deslocar, mais rapidamente, do ponto A para o ponto B.





     Uma das grandes novidades desta décima entrada da série está na chamada Sphere Grid.
Feito o já tradicional Level-Up são-nos atribuídos Sphere Levels.

      Estas permitem ao jogador movimentar-se pela tal Grid e, com isso desbloquear novas habilidades para as diferentes personagens.

     No entanto, para que tal aconteça é necessário reunir o número suficiente de AP (ability points) de forma a conseguir obter o tal movimento desejado na Grid.





     Outra novidade que X introduz na série reside na substituição do ATB (active time battles) que obrigava o jogador a tomar decisões rápidas sob pena de perder a sua vez no turno, por um mais relaxado CTB (conditional turn-based battles).

     Para além das personagens que referi anteriormente, é-nos dada a possibilidade de controlar os diferentes Aeons que convoquemos para o campo de batalha.

     O "monstro", ao contrário do que se sucedia em jogos anteriores, substitui toda a nossa party, em combate, e pode efectuar mais que um ataque, e magia, bem como um devastador golpe final (chamado de Overdrive e que também podem ser efectuados pelas personagens "normais").





     No entanto, e apesar dos seus cenários ricos e luxuriantes e novas mecânicas mais intuitivas e simplificadas, Final Fantasy X tem as suas falhas.
Os mini-jogos, particularmente o confuso Blitzball, não são os mais interessantes e a mera tentativa de os jogar origina uma perda de interesse imediata.

     O de Blitz mistura desporto com a mecânica dos combate por turnos dando forma a uma das experiências mais desinspiradas de sempre em um jogo de vídeo.





     Outros pontos a desfavor de X residem primeiro na sua história, que parece esticar-se desnecessariamente, não prolongando o seu cariz épico mas antes fazendo-o sumir-se, e em segundo em certas situações, representadas nas FMV's, que me parecem algo forçadas (ex: o riso "sinistro" de Tidus).

     Por último, a música.
Embora adequada ao estilo de jogo, a maior parte do tempo, não se encontra perto de igualar as tradicionais melodias da série.
A música final, por exemplo, é particularmente decepcionante.

     Em suma, Final Fantasy X não é, de todo, um mau jogo, no entanto, também não é o melhor ou um dos melhores da série.
Introduziu muitas mudanças interessantes, mas o seu contributo fica-se por aí.
 Um jogo mais curto, mas com uma história mais bem elaborada, bem como a inclusão de mini-jogos jogáveis consertariam muita coisa que este jogo tem de mal.

     Um Final Fantasy a experimentar, ainda assim, mas somente para fãs do género.



Posted on quarta-feira, junho 17, 2015 by Ivo Silva

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sexta-feira, 3 de maio de 2013


Cid é, juntamente com os Chocobos e os Moogles, um dos elementos mais icónicos da famosa série japonesa Final Fantasy. Cid, ao contrário, destes dois, marcaria presença em praticamente todos os jogos da série. O objectivo do criador de Final Fantasy, Hironobu Sakaguchi era o de criar uma  personagem que ,de alguma forma, surgisse em todos os jogos. Seria, nas palavras do mesmo, uma espécie de Yoda e serviria para prestar auxílio aos heróis da trama.









Embora, não tenha marcado presença no primeiro Final Fantasy, lançado em 1987 no Japão, para a Famicom, Cid surgiria no segundo.(embora, se deva dizer que no remake de Final Fantasy I, é feita uma referência a Cid, como sendo o criador da nave que os Warriors of Light usam.) Este primeiro Cid traz consigo um conjunto de características que se tornariam ponto comum para as restantes versões da personagem.


























Este Cid era mais velho que as personagens principais do jogo e mais sábio também. Sendo as excepções a essa regra a apresentada na curta adaptação para anime da série. Falo de Final Fantasy Unlimited, onde Cid é-nos apresentado como um jovem energético e inexperiente





 Por outro lado, era bastante habilidoso com tecnologia. Cid é, geralmente, visto como engenheiro ou mecânico, sendo ele, o responsável por desenvolver a enorme aeronave, que, por tradição, permite à party deslocar-se, facilmente, pelo mapa-mundo nas etapas finais do jogo. Outros elementos seriam introduzidos em jogos posteriores, nomeadamente, a sua ligação parental a algum dos heróis principais. Note-se o caso de Final Fantasy VI, onde Cid, criador da Magitek, é, também, o pai adoptivo da heroína Ceres. Ou o caso de Final Fantasy Tactics Advance, onde Cid é um dos magistrados de Ivalice e pai do herói Mewt.





























Ocasionalmente, Cid chega a ocupar cargos de mercenário e aventureiro, como em Final Fantasy II, VII e X. Outras vezes, é-lhe dada a regência de uma cidade, como em Final Fantasy IX, ou um cargo militar, como visto no XIII.




Cid surge, na maioria das vezes, como um útil NPC. Dando pistas, auxiliando os heróis nas deslocações e não mais do que isso. Contudo, por vezes, é-lhe dado um papel mais interventivo. Em Final Fantasy IV é possível recrutar Cid para a nossa party, pela primeira vez. Por sua vez, em Final Fantasy XII, Cid é o primeiro antagonista do jogo e estreia-se como boss. Este papel de adversário dos heróis, muito pouco explorado, vai ser repetido em Final Fantasy Type 0.










Convém, também, salientar que Cid nem sempre nos surge como humanos. Em Crystal Chronicles, Cid é um Moogle chamado de Mogcid. Em Crystal Beares tem pele de tez amarelada. Cid marca presença em outros jogos, que não a série Final Fantasy, nomeadamente Kingdom Hearts, Lost Odyssey e Dragon Quest.
























Seja qual for a forma, seja qual for o seu impacto na história do jogo em questão, uma coisa é certa, enquanto existir Final Fantasy, Cid estará sempre presente.



Escrito e Publicado por Ivo Silva


Posted on sexta-feira, maio 03, 2013 by Ivo Silva

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