segunda-feira, 31 de outubro de 2016



 


Naquele que seria o 29º episódio da série de animação de Spider-Man dos anos 90, Baron Mordo faria aquela que seria a sua primeira aparição no universo animado da Marvel.

A aventura, inserida na história "The Sins of The Fathers", começa com Spider-Man à procura de uma desaparecida Mary Jane Watson. 

O aranhiço não tarda a encontrá-la na mais invulgar das companhias. 

Como parte de um grupo de ninjas, uma hipnotizada MJ ataca o Sanctum Santorum do Doctor Strange. 

O objectivo de tal ataque? 

A obtenção do poderoso artefacto místico, a Wand of Watoomb. 


 


Os ninjas rapidamente dominam o servente de Strange, Wong. 

Mesmo a interferência de Spidey revela-se insuficiente para parar estes ninjas místicos. 

Não fosse Doctor Strange e Spidey seria morto pela sua própria amada. 

Spidey, graças a um rastreador que tinha conseguido colocar em MJ, descobre o covil do grupo e a sua associação a um culto obscuro de Nova Iorque, liderado por um tal de Mordo.

 Peter infiltra-se dentro do culto numa vã tentativa de a libertar, contudo a influência de Mordo sobre MJ é forte (ele levou-a a pensar que é o faz muito tempo ausente pai dela).

 Capturado e colocado também ele sob o controlo de Mordo, Spidey regressa ao Sanctum Santorum, onde ajuda as forças de Mordo na obtenção da Wand. 

Strange liberta Spider-Man e revela-lhe o plano sinistro de Mordo, que consiste em usar a Wand para libertar o demoníaco Dormammu. 

Strange e Spidey juntam forças e confrontam Mordo. 


 


O duo acaba por entrar na Dark Dimension de onde recupera a Wand, deixando para trás um frustrado Dormammu. 

No entanto, é MJ que ao perceber que foi ludibriada por Mordo, quem vence o dia, ao negar a entrada de Dormammu na nossa realidade (para além da Wand, Dormammu necessitava do consentimento de alguém da Terra de forma a conseguir entrar na nossa dimensão). 

Mordo esse colocou-se em fuga depois de ser derrotado em combate místico com o Doctor Strange. 

O Baron regressaria nos episódios 37 e 38, novamente a tentar trazer Dormammu para o nosso mundo, desta feita com o auxílio do simbionte Carnage, mas isso é uma história para outro dia... 









Posted on segunda-feira, outubro 31, 2016 by Ivo Silva

No comments

sexta-feira, 28 de outubro de 2016



 


Este vilão menor do Doctor Strange fez a sua estreia nas páginas de Strange Tales # 130, corria o ano de 1965.

 Criado por Stan Lee e Steve Ditko, Kaecilius é um mero aprendiz/capanga de um feiticeiro  mais poderoso, o infame Baron Mordo. 

Na sua primeira aparição, Kaecilius auxiliou Mordo na tentativa, falhada, de raptar o Ancient One. 

Seguir-se-iam mais alguns encontros com o Doctor Strange, sempre na condição de fiel serviçal de Mordo.



 


Das doze aparições de Kaecilius no Universo Marvel, a mais significativa, e final, ocorreria na história “A Mystic Reborn”, publicada em Doctor Strange #56 (Vol 2) de 1982. 

Numa história que serviu de recap para a origem de Doctor Strange, Kaecilius é um dos vilões que ataca o feiticeiro supremo no interior do seu Sanctum Sanctorum. 

Disfarçado como Joe Crocker, um operador de câmara, Kaecilius, juntamante com Demonicus e Adria, vão conseguir entrar na casa de Strange sob o falso pretexto de estarem a filmar um documentário sobre o oculto. 

Os três vilões, curiosamente todos antigos servos de Mordo, vão tentar eliminar o feiticeiro de uma vez por todas, contudo acabam por ser atraiçoados pelo local no qual se encontram. 

Um verdadeiro labirinto, repleto de perigos místicos, o Sanctum Sanctorum vai revelar-se fatal para os vilões, quando Adria tenta usar a Purple Gem para vencer Strange. 

O tiro sai-lhes pela culatra com o trio a ser banido para a Purple Dimension. 

Enquanto que Adria iria reaparecer anos mais tarde, o mesmo não se irá suceder com Demonicus e Kaecilius, relegados para o limbo do esquecimento das comics depois dessa curta aventura em 1982.


Leitura obrigatória:


 

Doctor Strange #56 (Vol 2), de 1982 – Embora não seja a primeira ou única aparição de Kaecilius, a verdade é que esta comic de 82 surge-nos como a melhor da personagem. 

É também a primeira vez e única na qual podemos ver Kaecilius inserido num grupo com o nome pouco abonatório de Minions of Mordo. 

O pobre aprendiz nunca se viu livre da sombra do mestre.







Posted on sexta-feira, outubro 28, 2016 by Ivo Silva

No comments

quinta-feira, 27 de outubro de 2016



 


Em 1991, nas páginas de Suicide Squad #52, os leitores foram presenteados por uma das histórias mais hilariantes de sempre, no que ao Suicide Squad diz respeito, é claro.

O vilão Doctor Light, a.k.a Arthur Light, reaparece vivo na prisão de Belle Reve, após a sua morte violenta em Apokolips (Suicide Squad #36), muito para espanto de Amanda Waller. 

Light explica que aquando da missão do Suicide Squad em Apokolips ele estava a ser assombrado pelo espírito do Doctor Light original, o heroico Jacob Finlay. 

Foi Finlay que convenceu Arthur a tentar o caminho do herói. 


 


Contudo, o objectivo de Finlay não era o de ajudar Arthur, mas antes provocar a sua morte, até porque era por causa de Arthur Light que Finlay tinha morrido. 

O plano corre como esperado, contudo e inesperadamente ambos acabam numa das muitas dimensões infernais do Universo DC. 

Este pedaço do Inferno em particular é da propriedade de um demónio chamado Mister Biff (como o do Back to the Future) que está de tal maneira enfadado que decide fazer um pequeno jogo com os dois Doctor Light. 


 


Mister Biff ressuscita um à vez, sendo que Arthur é o primeiro. 

A sua ressurreição é contudo tudo menos agradável, pois Arthur renasce no interior do seu caixão sem possibilidade de fuga. 

Em poucos minutos Arthur asfixia e vê-se de volta ao reino de Biff. 


 


Segue-se Finlay que por sua vez consegue fugir com sucesso do seu caixão, mas em contrapartida tem o seu corpo em elevado estado de decomposição. 

Este Doctor Light zombie tenta ser um herói e impedir um assalto, no entanto aquilo que a sua aparência monstruosa lhe logra é apenas ser pisoteado pelas mesmas pessoas que pretendia salvar. 

Com Finlay de regresso ao Inferno, Biff volta a enviar Arthur, se bem que desta feita apenas em forma espiritual. 


 


Sem o seu corpo, Arthur possui o da nova Doctor Light, a.k.a Kimiyo Hoshi. Kimiyo, em contrapartida, possui o corpo de Arthur e uma luta feroz entre ambos os Doctors tem início. 

Uma luta breve pois cada um regressa ao seu corpo original. 

Uma furiosa Kimiyo golpeia Arthur com uma potente rajada de luz sólida que envia este último para fora do arranha-céus onde ambos combatiam. 


 


Será precisamente na queda que Arthur descobre que foi amaldiçoado com vida eterna, cortesia do demónio Mister Biff.





Posted on quinta-feira, outubro 27, 2016 by Ivo Silva

No comments

segunda-feira, 24 de outubro de 2016


 


Esta mini-série serviu de sequela para Marvel Zombies 2, que viu os Zombies sobreviventes serem espalhados pelo Multiverso pelo mutante Malcolm Cortez. 

Spider-Man vai parar a uma Terra alternativa, a Earth-Z, tão diferente da sua. 

Num golpe de sorte Spider-Zombie depara-se com uma notícia muito interessante. 

A Tablet of Eternal Youth está em exposição no Museu de Nova Iorque. 

Com ela, Spidey espera ser capaz de curar-se da sua condição zombificada. 


 


Contudo, ao chegar ao Museu, Spider-Zombie encontra a versão deste mundo dos Sinister Six, pelo que deixa a fome tomar conta de si e ataca os vilões, devorando-os um a um. 

A única excepção é Sandman pela simples razão de não ser comestível. 

Ironicamente o assustado vilão cruzasse com o seu Spider-Man e reage violentamente, matando-o. 

Entretanto o Spider-Zombie não só falha em obter a Tablet, como também vê os agora zombificados Sinister Six atacarem e matarem a Mary Jane, a Gwen Stacy e o Harry Osborn desta realidade. 


 


Para evitar que a praga se espalhe por esta Terra, Spider-Zombie aniquila totalmente os Sinister Six, ao mesmo tempo que abdica da sua identidade como Peter Parker no final deste Marvel Zombies Return #1, de 2009, ao arrancar o que resta da sua face. 

A jornada de redenção do aranhiço não se encerra aqui, pois juntamente com Wolverine, Peter continua a tentar encontrar a desejada cura. 

No entanto, a fome é forte em Wolverine e não tarda a que este inicie uma verdadeira roadkill pela Madripoor desta Terra, nas páginas do nrº três da mini-série. 

Após matar (e comer) diversos ninjas da Hand, o Wolvie Zombie vira os seus olhos para Shadowcat. 

A jovem mutante só não morre porque o Spider-Zombie intervém, salvando-a. 

Spidey explica a Kitty quem eles são e como ficaram assim, ao mesmo tempo que lhe pede ajuda para obter uma amostra do sangue do Wolverine normal. 

Com o sangue deste último, Spidey pretende curar a insanidade do seu Wolvie. 


 


Enquanto isso, o Wolvie Zombie continua a causar estragos, matando Sunfire, Iron Fist e Shang Chi, antes de ficar frente a frente com o Wolverine normal. 

Após uma luta feroz, o Wolverine normal não só vence a sua versão zombificada, como elimina todos os zombies por ele criados. 

Spider-Zombie parte com o seu Wolvie e com a desejada amostra do sangue que poderá curar a Fome dos seus outros companheiros zombificados.


 


Menos benevolente é Pym, a.k.a Giant Man Zombie, que se materializa na Blue Area da Lua, mais concretamente no covil do Watcher, em Marvel Zombies Returns #1. 

Pym devora o Watcher e percebe que pode usar as suas máquinas para espalhar a praga zombie pelo Multiverso. 

Incapaz de servir-se da referida maquinaria devido a um failsafe do Watcher, Pym viaja para a Terra, mais propriamente para as Indústrias Stark, onde pensa estar a chave para desbloquear o Multiverso. 

Pym cria novos zombies, enquanto vasculha pela empresa em busca de Tony Stark. 

De referir que o Stark desta Terra nunca ultrapassou a sua crise de alcoolemia, o que força Rhodes a vestir a armadura de Iron Man e a lutar contra os zombie sozinho. 

 


Contudo o engenho e o altruísmo não abandonaram Stark que usa uma das suas novas criações, a cura para o Cancro, como forma de parar os zombies de uma vez por todas.

 Enquanto Stark perde a vida e Rhodes acaba de exterminar os zombies restantes, Pym, com o seu tamanho reduzido, consegue aquilo que veio buscar, regressando satisfeito à Lua. 

Em Marvel Zombies Return #3, Pym converte todos os Inhumans da Earth-Z em zombies e envia-os contra o Hulk e a sua Warbound.

 


 Apesar deste ser uma das versões mais poderosas do Golias Verde, a luta não corre nada bem. 

A Warbound, com excepcção da guerreira Eloe, é aniquilada e Hulk vê-se a ter que fugir para evitar a morte. 

Contudo, Banner foi também ele mordido, não tardando por isso a virar-se contra Elo. 

É como zombie que o Hulk regressa à Earth-Z, devorando pessoas a torto e a direito, pelo menos até Bob Reynolds, a.k.a Sentry, chegar para o parar. 

Todavia, a vitória é temporária e também o Sentry é mordido e convertido. 

A ver toda esta carnificina está o Spider-Zombie. Peter consegue reunir os Avengers Zombies do seu Mundo, contudo é tarde demais.

 


Infinitamente poderoso, o zombie  Sentry rapidamente assume o comando, criando os seus próprios Avengers, com versões igualmente zombificadas de Namor, Moon Knight, Thundra, Quicksilver, Quasar e do Super-Skrull. 

Giant-Man passa a servir como cientista-mor, tentando continuamente desbloquear a passagem para outros mundos e realidades.

O grupo reina sem oposição na Earth-Z, aniquilando toda a oposição, incluindo muitos dos Avengers de Spidey, como é o caso de Wasp, Black Panther e Luke Cage.

Contudo, Spidey ainda não desistiu e junto com os seus New Avengers (Com a excepcção do Rhodes, Wolverine e Hulk são também eles zombies), monta uma armadilha para Sentry e os seus Avengers no que resta da Savage Land. 




Entretanto, Sentry desconhecia  que Giant Man pretendia usá-lo como fonte de energia para conseguir viajar pelo Multiverso. 

Enquanto Pym aprisiona o Sentry, Spidey e os New Avengers libertam a sua arma secreta… Sandman.



 Flint contem na sua estrutura arenosa uma combinação do sangue do Wolverine e da cura de Stark, pelo que destrói todos os zombies presentes de uma só assentada (incluindo os mais heróicos New Avengers).

 Uatu, o Watcher que supostamente havia sido consumido por Pym, regressa (não zombificado) e trata de enviar o Sentry Zombie para o Passado da Terra onde a praga originou, em Marvel Zombies #1, de 2006. criando assim um Loop contínuo e salvando o resto do Multiverso às custas de duas realidades.








Posted on segunda-feira, outubro 24, 2016 by Ivo Silva

No comments

sexta-feira, 21 de outubro de 2016



 


Introdução:

Nesta retrospectiva vamos analisar o percurso de um dos mais conhecidos místicos do mundo ficcional, Doctor Strange. 

Desde as comics, até aos filmes e passando pela animação e jogos de vídeo, vamos ver tudo o que há para ver acerca de Stephen Strange.

Boa leitura!





Os Midnight Sons e os Secret Defenders

Após o cancelamento da sua comic, que termina com o Sanctum Santorum parcialmente destruído e com grande parte dos seus artefactos místicos perdidos, Doctor Strange voltaria a partilhar as páginas de uma comic, após a sua primeira experiência nos anos 60. 


 


De 1987 a 1988, Strange faria "parceria" em Strange Tales, volume dois, com o duo mutante Cloak and Dagger. 

Esta passagem pela Strange Tales terminaria passados 19 números, e mostraria um Strange não só em busca daquilo que perdeu, como também a tentar ressuscitar os Defenders, que haviam falecido em New Defenders #152 (Vol 1), de 1986. 

Doctor Strange regressaria ao seu próprio título com Doctor Strange: Sorceror Supreme, em 1988. 

O título em questão duraria 90 issues, prolongando-se até 1996. 

Esta seria uma época de grandes mudanças para Stephen Strange. 

Logo no primeiro número, numa altura em que a saga Inferno decorria, Strange vai ter o seu corpo possuído pelo seu arqui-inimigo, Dormammu. 

Vão ser Clea e Topaz a parar o vilão dessa vez. 


 


O número 15 da sua comic vai revelar-se problemática devido ao uso da face da cantora católica Amy Grant na capa, sem a sua autorização. 

Isto levaria a queixas de algumas instituições católicas que temiam que Amy fosse associada a bruxaria.

 Um processo seria instaurado e acabaria em 1991, com um acordo a ser estabelecido entre as partes. 

Strange, que permanecia aparte dos grandes eventos da Marvel, teve uma participação na Dire Wraiths Saga.

 Embora não tenha sido uma participação directa, Strange foi fundamental na batalha contra um quase omnipotente Mephisto (energizado pela maldade dos Dire Wraiths), que acabaria "destruído" pelo jovem Franklin Richards, em Fantastic Four #277 (Vol 1). 


 


Esta fase final da década de 80 vai ficar marcada por uma ligeira alteração na aparência de Stephen. 

O mago passa a usar um patch sobre o seu olho direito. 

De salientar que nesta altura, grande parte da comunidade heroica acreditava que Doctor Strange estava morto, após os eventos de Strange Tales (Vol 2). 

Doctor Strange #9 (Vol 3) vai actualizar a origem do feiticeiro, ao passo que os números 48 e 49 vão vê-lo perder o estatuto de mago supremo após recusar lutar em nome dos Vishanti. 

Nesta altura, a comic do Doctor Strange, juntamente com a de Ghost Rider, Morbius, Nightstalkers, Darkhold e Spirits of Vengeance, vai ser enquadrada numa nova linha desenvolvida pela Marvel, a dos Midnight Sons. 


 


Esta linha de títulos sobrenaturais começará em 1993, terminando em 1995, altura em que é substituída pela ainda mais curta Marvel Edge, destinada aos títulos mais adultos da companhia (no qual se inseria o Doctor Strange). 

O fim desta linha iria curiosamente coincidir com o último número de Doctor Strange, em 1996. 

Contudo e antes disso, podemos ver um Doctor Strange que pela primeira vez na sua carreira fazia uso da poderosa e instável chaos magic. 

Um Strange cada vez mais sombrio, que viria a recuperar o seu título de mago supremo no número 80 da sua comic, em 1995. 

Entretanto a década de 90 viu Strange ter um papel bastante relevante em muitas das principais sagas da Marvel, nomeadamente em Infinity Gauntlet, War e Crusade. Igualmente importante seria também o seu papel no combate com o deus ancestral, Set, durante o épico Atlantis Attacks. 


 


Em 1993, e depois de marcar presença pela primeira vez num jogo de vídeo (foi como conselheiro de Spidey em The Amazing Spider-Man vs The Kingpin para a Master System, em 1991), Strange irá reunir os Secret Defenders, em Doctor Strange #50 e Fantastic Four #374 (Vol 1). 

Uma equipa cujos membros eram rotativos, os Secret Defenders ganhariam o seu próprio título e um novo líder, com Strange a ser substituído por Doctor Druid, outro aprendiz do Ancient One, em Secret Defenders #15. 

Doctor Strange fez ainda algumas aparições em muitas das séries de animação da Marvel, durante os anos 90, nomeadamente em Spider-Man, Hulk e X-Men. 

O mago foi protagonista de quatro graphic novels entre 1986 e 1997, das quais se destacaria o seu encontro com Doctor Doom e novo confronto com Mephisto. 

Em 1999, Strange irá protagonizar a sua primeira série limitada de quatro números, The Flight of Bones, com a participação de Dormammu, Topaz e Jack Russell (Werewolf by Night).



New Avengers e a Secret War

Em 2001, Strange voltaria a reunir-se com os Defenders originais, em Defenders #1 ( Vol 2), numa união que duraria doze issues e veria a equipa enfrentar vilões como os Headmen, Pluto e Oorgo.


 


 The Order #1, de 2002, que serviu de sequela ao segundo volume dos Defenders, viu Strange abraçar o caminho da vilania, juntamente com o Hulk, Namor e Silver Surfer, fruto do controlo mental de Yandroth. 

Strange e os restantes seriam eventualmente restaurados graças aos restantes Defenders liderados por Nighthawk. 

Entre 2004 e 2006, Strange iria ter mais três séries limitadas, sendo que estas serviram não só para fazer um novo update à origem da personagem e falar mais acerca do seu passado como médico, como também para o colocar no papel de mentor das Witches, um grupo de jovens feiticeiras (Satana, Jennifer Kale e Topaz). 

Em 2005, os Defenders originais voltam a reunir-se, novamente, desta feita para batalhar Dormammu e Umar na mini-série mais cómica Indefensible Defenders. 


 


Entretanto seria revelado que Strange fazia parte de um grupo secreto de heróis, constituído também pelo Professor X, Mister Fantastic, Iron Man, Black Bolt e Namor, os chamados Illuminati. 

O grupo reuniria-se pela primeira vez em New Avengers #7 (Vol 1), de 2005. 

Os Illuminati são revelados como estando operacionais desde os eventos da Kree/Skrull War, sendo responsáveis, entre outras coisas, pelo exílio espacial do Hulk. 

Strange, não participou na Civil War, contudo integraria os New Avengers, liderados por Luke Cage, na conclusão do conflito, em New Avengers #27, de 2007, com o Sanctum Santorum a tornar-se na nova base do grupo. 


 


Gravemente ferido após uma missão no Japão, na qual o grupo descobriria que os Skrulls estavam infiltrados em diversas instituições terrestres, um ainda combalido Strange vai ter que recorrer a magia negra, nomeadamente aos poderes demoníacos de Zom, por duas vezes, a primeira para conseguir parar a Hood's Gang, em New Avengers Annual #2 (Vol 1) e a segunda durante o embate com o World Breaker Hulk, na mini-série World War Hulk. 

Ciente que não é merecedor do título de feiticeiro supremo, Strange inicia a busca pelo seu sucessor, que acaba por ser revelado como sendo Brother Voodoo, em New Avengers #54 (Vol 1). 

Mesmo sem o seu título, Strange permanece como membro dos New Avengers auxiliando-os contra Norman Osborn e os seus Dark Avengers, durante período conhecido como Dark Reign. 

Em 2011, e após a queda do regime de Osborn, os New Avengers deparam-se com uma poderosa e ameaçadora entidade mística, Agamotto. 

Os heróis irão vencer, com um custo elevado, o da vida do Brother Voodoo. 

Em New Avengers #33 (Vol 2), Strange regressa ao familiar papel de mago supremo, isto depois  de ter auxiliado os Avengers em batalhas com a nova HYDRA, a Serpent of Midgard e a Phoenix Force. 

Ao mesmo tempo, Stephen voltou-se a reunir com os Defenders, após o Fear Itself, confrontado com eles os Dark Celestials.

 Pelo meio, Strange continuou a trabalhar secretamente com os Illuminati, tentando evitar as devastadoras Incursions que ameaçavam aniquilar toda a realidade. 

Em New Avengers #21 (Vol 3), Strange que havia sido possuído por uma poderosa entidade demoníaca, outra vez, usa o seu poder para aniquilar a Great Society, um grupo de heróis de uma Terra alternativa, para impedir a destruição da Terra 616. 

Esse será o primeiro passo para que Strange se torne no líder dos perigosos Black Priests, que já haviam aparecido em New Avengers #5 (Vol 3).





 Durante o evento Secret Wars, após o fim do antigo universo Marvel, Strange vai ocupar a posição de Sheriff do Battleworld, braço-direito do Deus Doom (Dr Doom com o poder dos Beyonders). 

Contudo, o aparecimento de um grupo de sobreviventes das Terras 616 e 1610, fará com que Strange se revolte contra Doom, com este último a matar o antigo feiticeiro supremo. 

Strange seria ressuscitado por Reed Richards no final do conflito, renascendo no New Marvel Universe. 


 


Para além dos comics, Strange protagonizaria um filme de animação em 2007, que relata a origem do mago e o seu primeiro confronto com Mordo, para além de ter participações esporádicas nas diferentes séries animadas da Marvel. 

Strange apareceu como personagem jogável pela primeira vez num jogo em 2006 no Marvel Ultimate Alliance. 


 


Este ano o mago supremo irá ter direito a um novo filme, com Strange a ser representado pelo actor Benedict Cumberbatch.

 Sendo uma das personagens mais relevantes do Universo Marvel, Strange conta com diferentes variações espalhadas pelo Multiverso, das quais se destacam as versões da Mangaverse, Ultimate, Marvel 1602, Age of Apocalypse e Amalgam. 


 


Na primeira Strange é bastante mais jovem, assistindo Tigra, Falcon e Scarlet Witch na criação de uma nova equipa de Avengers, após a original ter sido morta pelo Doctor Doom. 

Este Strange acabaria assassinado, anos mais tarde, pelos ninjas da Hand.

 No Universo Ultimate, Strange desapareceu à muito, perdido numa das dimensões que jurou proteger. 

É o seu filho quem carrega o título de mago supremo, não sendo, contudo, capaz de vencer Dormammu, que o mata durante a saga Ultimatum. 

Na Marvel 1602, Strange serve como conselheiro real da Rainha de Inglaterra, enquanto que na Age of Apocalypse, o mago já morreu à muito, passando o seu legado para o Brother Voodoo.


 


 A versão Amalgam de Strange dá pelo nome de Strangefate e é uma mistura de Stephen com o mago da DC Comics, Fate. 

E assim termina a história de Strange.

Espero que tenham gostado.





Posted on sexta-feira, outubro 21, 2016 by Ivo Silva

No comments

quarta-feira, 19 de outubro de 2016



Nas páginas de The Flash #130 (Vol 2), o herói titular, Wally West, tem que batalhar um adversário bastante incomum. 

Esta história de 1997, escrita pelo duo Grant Morrison e Mark Millar, com os desenhos de Paul Ryan, começa com um homicídio a ocorrer no interior da prisão de Keystone City. 

Aparentemente este é perpetuado pelo uniforme vazio de um vilão, conforme se pode ver na imagem abaixo.


 

Enquanto isso Wally West faz “globe trotting” com a esposa, Linda West.

Contudo a cidade não está desprotegida, pois Jay Garrick, o Flash original, e Max Mercury, o “Yoda da Speedforce”, estão vigilantes.

Será durante uma das suas rondas, que o duo se irá deparar com um corpo no mínimo estranho...o de Wally West.

Pendurado ao pescoço daquilo que parece ser o corpo do seu amigo está uma nota, onde o Flash é desafiado pelo vilão, The Suit, a resolver o seu próprio assassinato em 60 minutos.


 


Max Mercury apercebe-se que embora o Flash morto seja mesmo Wally West, é um West do Futuro, pelo que o Wally do Presente ainda está vivo...pelo menos durante mais uma hora.

O duo alerta Wally e o trio inicia a perseguição ao The Suit, sem saber que o vilão continua a sua senda homicida, desta feita reclamando a vida do The Fashioneer (um vilão menor), ao apoderar-se do seu corpo.

A origem do The Suit é entretanto revelada por um dos presos de Keystone City.

O trio heroico descobre que o fato em si foi criado pelo costureiro Gambi, responsável pelos novos uniformes da Power Girl e da Doctor Light durante a época da JLE.
 
O fato seria adquirido por um criminoso, Merriwether, que o usaria para actuar como o The Suit, combatendo não apenas com o Green Lantern, Hal Jordan, mas também com o Flash, Barry Allen.

Preso e sentenciado à morte, Merriwether efectivamente falece na prisão de Keystone, mas não antes de declarar vingança contra o Flash e o Green Lantern.

As autoridades locais tentam destruir o fato, sem sucesso.





Escapando às chamas da incineradora, o The Suit vai permanecer dormente, enterrado no chão por baixo da prisão de Keystone, pelo menos até ser desperto por uma seance e iniciar a sua rampage pela cidade.

Wally vai confrontar o vilão sozinho e usa o poder do mesmo, que consistia em congelar o tempo, para colocar-se a si próprio num loop e com isso evitar a sua “morte”.

Usando a sua velocidade, Wally não só consegue voltar atrás no tempo, como também coloca-se a si mesmo em morte simulada e com isto logra enganar o The Suit.

Apesar de sobreviver ao ataque inicial do The Suit, Wally vai ficar em muito mau estado, com ambos os joelhos partidos e incapaz de correr.

 Nas páginas de Flash #131, com Wally magoado, cabe a Jay e Max, juntamente com o jovem Impulse (Bart Allen) a tarefa de tentar capturar o The Suit, que continua a saltar de corpo em corpo e a semear o caos na cidade.

 Aproveitando o facto do vilão julgar o Flash morto, o grupo cerca o The Suit e utiliza o fato do Flash para o desorientar, contudo o resultado acaba por ser tudo menos positivo.


 


 O vilão apodera-se do corpo de Max Mercury e usando a velocidade deste não só derrota Impulse e Jay, como provoca uma fuga em massa na prisão de Keystone.

 Contra todas as expectativas, Wally reaparece em The Flash #132, usando um fato feito a partir da energia da Speedforce e confronta novamente o vilão.

Apesar do equilíbrio inicial, Wally ganha vantagem ao conseguir apelar ao hospedeiro, Max Mercury, cuja força de vontade irá permitir-lhe separar-se do fato fantasmagórico.

Contudo, o The Suit não para por aqui e apodera-se quase de imediato de Jay Garrick.  

Wally, sempre o herói, oferece o seu corpo ao The Suit, em troca deste soltar Jay.


 


O The Suit aceita e essa acaba por ser a sua perdição, com Wally a vibrar e a efectivamente destruir o vilão de uma vez por todas.





Posted on quarta-feira, outubro 19, 2016 by Ivo Silva

No comments

segunda-feira, 17 de outubro de 2016


 


Em 1989, o Universo Marvel, mais particularmente Nova Iorque, vê-se alvo de uma gigantesca invasão demoníaca que se tornaria conhecida como Inferno. 

Servindo-se dos poderes de teleportação da New Mutant Magik, os demónios S'ym e N'astirh abrem um portal contínuo entre a sua dimensão infernal, o Limbo, e a Terra. 

Para manterem dito portal aberto em definitivo e com isso ligarem ambas as dimensões, os demónios necessitam de sacrificar crianças de grande poder...

Mutantes.

 Uma das crianças escolhidas por N'astirh é Nathan Summers, o filho de Cyclops e Madelyne Pryor. 

 


O desespero do pequeno Nathan é sentido do outro lado do Atlântico pela sua meia-irmã de uma outra realidade, Rachel Summer, também conhecida como Phoenix. 

A jovem, parte integrante dos britânicos Excalibur, quase arrasa o quartel-general da equipa em Inglaterra, antes de partir sozinha para os E.U.A.

 Shadowcat, que possui uma ligação mental com Rachel, reúne o resto do Excalibur (Meggan, Captain Britain e Nightcrawler) e encaminha-se para Nova Iorque, de encontro à sua colega. 

Contudo, a tentativa de salvamento do pequeno Nathan, por parte de Rachel, falha. 

A jovem Phoenix é derrotada por Madelyne Pryor, agora a Goblin Queen, caindo nas ruas de uma Nova Iorque totalmente modificada pelas inúmeras energias demoníacas no ar. 

Ainda grogue, Rachel é presa fácil e acaba aprisionada por um demónio dentro de um manequim de noiva, incapaz de se mexer. 

A vida não corre melhor aos seus colegas.


 

 Meggan, devido ao seu poder empático, deixa-se consumir por toda a maldade que está no ar e é convertida pelo demónio N'astirh, na Goblin Princess. 

Como Goblin Princess, Meggan captura e converte Captain Britain, atiçando-o contra Shadowcat. 

Captain Britain, alterado pela magia da Goblin Princess, persegue Shadowcat por diversos cenários, desde o deserto do Médio Oriente, a uma réplica da Mansão X, passando ainda por um salão de dança dos anos 20. 

Pryde, contudo, resiste e mais que isso, contra ataca usando a Soulsword*, uma espada capaz de quebrar qualquer feitiço. 


 

Pryde usa a Soulsword para derrotar os seus colegas possuídos, numa altura em que os poderes de ambos pareciam estar a falhar (uma consequência dos X-Men e dos X-Factor terem conseguido resgatar o jovem Nathan, derrotado os demónios e fechado o portal que ligava a Terra ao Limbo, em Uncanny X-Men #243). 

Enquanto isso, Nightcrawler, que havia sido deixado como morto pela Goblin Princess, recupera os sentidos e continua a busca pela Phoenix. 

Auxiliado por uma gárgula bastante amigável, Kurt Wagner consegue capturar o manequim demoníaco e chega mesmo a tempo de interromper o que seria um casamento extremamente forçado entre uma Phoenix paralisada e um demónio inferior de nome Crotus. 

 


Todos estes eventos tiveram lugar nos números 6 e 7 da comic Excalibur (Vol 19).



*A Soulsword pertencia originalmente a Illyana Rasputin, a.k.a Magik, dos New Mutants. 

Kitty Pryde só conseguia usar a espada se alguma coisa acontecesse a Illyana. 

A primeira vez que Pryde a usou, foi precisamente contra Darkchylde, o lado maligno de Illyana, em New Mutants #30 (Vol 1).




Posted on segunda-feira, outubro 17, 2016 by Ivo Silva

No comments

sexta-feira, 14 de outubro de 2016



 


Introdução:

Nesta retrospectiva vamos analisar o percurso de um dos mais conhecidos místicos do mundo ficcional, Doctor Strange. 

Desde as comics, até aos filmes, passando pela animação e pelos jogos de vídeo, vamos ver tudo o que há para ver acerca de Stephen Strange.

Boa leitura! 





A Origem, Ancient One e Eternity

Um dos místicos mais poderosos do Universo Marvel, Stephen Strange, a.k.a Doctor Strange, foi criado por Stan Lee e Steve Ditko, dois dos três artistas que ajudaram a fundar a Marvel (o outro foi Jack Kirby). 

Criado em 1963, Doctor Strange fez a sua primeira aparição nas páginas de Strange Tales #110 (Vol 1). 

Curiosamente já existia uma personagem com esse mesmo nome, um vilão do Iron Man (Tales of Suspense #41, de 1963), contudo e a pedido de Stan, Steve Ditko mantém o nome (a alternativa era Mister Strange). 

Ao contrário daquilo que era a norma para a época, a sua origem não foi contada imediatamente nas páginas do número 110, mas antes seria revelada cinco issues mais tarde. 

 Conforme é então revelado em Strange Tales #115 (Vol 1), Stephen Strange era um brilhante, mas extremamente arrogante cirurgião, que foi vítima de um terrível acidente rodoviário. 

O acidente em questão danificou os nervos nas suas mãos, impossibilitando-o de fazer aquilo que fazia melhor...operar.





 Com a medicina ocidental a não lhe oferecer uma solução válida para o seu problema, Strange decide explorar outras alternativas, pelo que viaja até ao Tibete à procura disso mesmo. 

Será precisamente aí que Strange conhecerá o Ancient One, o feiticeiro supremo do universo. 

O Ancient One, ciente que não lhe restariam muitos anos, estava a treinar um pupilo para que este eventualmente o pudesse substituir. 

Strange oferece-se, ao saber que poderia curar as mãos com magia, mas é recusado, pelos seus motivos serem egoístas. 

Evidentemente o Ancient One muda de opinião, sobretudo depois de Stephen salvá-lo de um atentado perpetuado pelo maléfico Baron Mordo (também ele um aprendiz do Ancient One). 


 


Depois disso o Ancient One toma Stephen como seu novo aprendiz e assim nasce Doctor Strange! 

Entre os seus muitos poderes, Strange é capaz de conjurar potentes feitiços e de projectar a sua consciência no plano astral.

A personagem, tão distinta visualmente dos outros heróis mais coloridos da Marvel, vai tornar-se particularmente popular junto dos universitários.

 Para isso ajudavam e muito as suas histórias surrealistas envolvendo velhas divindades, outros planos de existência e muita feitiçaria.


 


 Doctor Strange, cuja inspiração para a sua criação advinha de mitos e sobretudo da popular série radiofónica dos anos 40/50, Chandu The Magician, adquire os contornos próprios de contra-cultura, o que o torna ainda mais apelativo para jovens adultos.

 Nesta fase inicial da sua carreira, Doctor Strange partilha as páginas de Strange Tales com o Human Torch e o Thing, dos Fantastic Four, e mais tarde com Nick Fury, Agent of S.H.I.E.L.D.  

Isto mudaria após a partida de Ditko em Strange Tales #146 e a chegada de Bill Everett, Marie Severin e Don Adkins. 

Em 1968, Strange Tales transforma-se em Doctor Strange, mantendo contudo a numeração original que ia no 169.

 Este novo status quo não duraria muito e no número 183, a comic seria cancelada, deixando o feiticeiro sem livro durante alguns anos. 

Seria durante esta primeira fase, de 1963 a 1969, que seriam introduzidos alguns dos conceitos e personagens mais duradouros de Stephen Strange. 


 


O seu fiel servente, Wong, faria a estreia logo no número 110 de Strange Tales, embora o seu nome só tenha sido revelado nove issues mais tarde. 

Clea, uma feiticeira pertencente aos extra dimensionais Faltine, vai ser apresentada em Strange Tales #126, assumindo-se não só como a primeira aprendiz de Strange, mas também como seu interesse romântico e eventual esposa. 


 


Vilões emblemáticos como o já referido Mordo (Strange Tales #111), Nightmare (Strange Tales #110), os Mindless Ones e o temível Dormammu (ambos em Strange Tales #126), têm os seus primeiros confrontos com Doctor Strange nas páginas do primeiro volume de Strange Tales. 


 


É também aqui que surge pela primeira vez o Book of Vishanti, o Orb e Eye of Agamotto, todos eles artefactos de incrível poder (em Strange Tales #116,118 e 127 respectivamente), usados por Strange nas suas aventuras. 

O primeiro contém todos os feitiços de magia branca do universo, ao passo que o segundo permite ao usuário ver para além das paredes dimensionais e o terceiro usa magia branca da ordem mais elevada, concedendo também potentes habilidades psiónicas ao usuário. 

Por último, será também nesta primeira série de comics que veremos surgir o Sanctum Santorum, a casa de Doctor Strange, situada em Greenwich Village, Nova Iorque (Strange Tales #108, de 1963). 

Uma personagem bastante solitária, Strange teria alguns encontros esporádicos com outras personagens da Marvel, nomeadamente o popular Spider-Man e o asgardiano Thor, ajudando-os em confrontos com Xandu e Loki, respectivamente. 


 


Duas das histórias mais relevantes envolvendo Strange, viriam surgir o Eternity, em Strange Tales #138, que nada mais é do que a personificação viva do próprio universo e também Stephen adoptar uma persona mais heroica depois de ter visto a sua identidade usurpada pelo demónio Azmodeus, isto em Doctor Strange #177. 

Um encontro com os Fantastic Four e Namor, em Fantastic Four #27, de 1964, vai vai ser a primeira vez que Strange usará o seu Cloak of Levitation.


 
Feiticeiro Supremo, Defenders e Drácula

A entrada na nova década foi sinónimo de novas oportunidades para Stephen. Originalmente a Marvel tinha ideias para enquadrar as aventuras de Strange com as do jovem mutante Iceman, em mais um split book, contudo tal acabou por não ocorrer e o feiticeiro faria o seu comeback em Marvel Feature #1, de 1971. 





Nesse mesmo issue, veríamos a estreia dos Defenders, a non-team da Marvel, constituída por Namor, Hulk e...Strange. 

O trio iria unir-se para parar o cientista Yandroth e o seu aparelho de extinção global, o Omegatron. 

Strange depressa se tornará no líder efectivo do grupo, que ganhará a adição do Silver Surfer à sua lista de membros. 

O grupo voltaria a unir-se em The Defenders #1 (Vol 1), de 1972, passando a agir de forma mais constante a partir desse momento. 

Numa série que se prolongaria até ao número 152, de 1986, o trio estava reunido novamente, desta feita para combater o demoníaco Nameless One. 

 


A casa de Strange serviria durante muito tempo como base para o grupo, que veria chegar novos membros na figura de Valkyrie, Black Knight e Hawkeye. 

Em Avengers #116 (Vol 1), por intermédio das manipulações de Dormammu e Loki, os Defenders e os Avengers ver-se-iam em rota de colisão pela obtenção do artefacto Eye of Evil. 

No seu duelo com os Avengers, Strange consegue desenvencilhar-se facilmente de Black Panther e Mantis.  

No final ambas as equipas iriam unir esforços e derrotar o temível Dormammu. 


 


 Doctor Strange abandonaria os Defenders nas páginas do número 46, em 1977. 

O grupo passaria a ser liderado por Nighthawk, que forneceria o novo quartel-general ao grupo. 

Seria uma partida curta pois Strange regressaria no ano seguinte em Defenders #58, com Clea a acompanhá-lo. 

A saída definitiva de Strange teria lugar em Defenders #125, em 1983, quando será revelado que Strange e os restantes três membros originais do grupo não se poderiam voltar a encontrar sob pena da Terra ser destruída, via uma maldição que lhes havia sido colocada. 


 


A tradição dos Defenders será então continuada por outros dai em diante. 

Mas regressemos agora a 1972, e vejamos as aventuras solitárias do mago.

 Strange ocuparia o lugar de Warlock, que seria transferido para a sua própria série, como titular da comic Marvel Premiere a partir do número três. 

Essa situação iria prolongar-se até ao número 14, altura em que também Strange seria substituído, por Iron Fist. 

Esta curta run, escrita por Steven Engleheart e desenhada por Frank Brunner, serviu para Doctor Strange ter um encontro com Sise-Neg, um místico aparentemente responsável pelo acto da criação do universo.

 Isto levantou alguns problemas com o público mais religioso, que via Sise-Neg (Genesis ao contrário) como uma alegoria para Deus, ao ponto de Stan Lee ponderar escrever um pedido de desculpa oficial. 

Ainda mais importante que isso foi a introdução Shuma-Gorath, um poderoso vilão extra dimensional que usa a mente do Ancient One como porta para uma invasão da Terra, em Marvel Premiere #8 a 10. 


 


Sem alternativa, Strange é forçado a tirar a vida ao seu mentor de forma a impedir a dita invasão. 

Com o espírito de Ancient One a ascender e a unir-se ao Eternity, Doctor Strange torna-se no novo feiticeiro supremo do universo Marvel.

Será um Strange ainda mais poderoso, o que irá estrear na comic Doctor Strange, Master of Mystic Arts, corria o ano de 1974. 

Visto como o segundo volume de Doctor Strange, Master of Mystic Arts vai ter 81 números e terminará em 1987. 

Será nesta década que Strange terá um violento confronto com o senhor dos vampiros, Drácula. 


 


Num crossover entre Tomb of Dracula e Doctor Strange, o feiticeiro supremo, juntamente com um grupo de caçadores de vampiros, usa a Montesi Formula presente no livro de magia negra, o Darkhold, para aniquilar todos os vampiros em existência.

 Essa história teria lugar após o crossover inicial de Strange e Drácula em Doctor Strange #14 e Tomb of Dracula #44, nas páginas de Doctor Strange #58 a 62.

 Strange não só usou a fórmula, como também baniu os versos vampíricos do Darkhold para outro plano de existência, em 1983. 

Relevantes também são as introduções de novas personagens como Topaz, sua nova aprendiz e causa para o final do seu casamento com Clea (Doctor Strange #75) e Rintrah. 

Quatro anos depois de voltar a estrear numa comic própria, Doctor Strange vai tornar-se num dos primeiros personagens da Marvel a ser gracejado com um live-action. 


 


Intitulado de Dr Strange, este filme televisivo vai ser dirigido por Philip DeGuere e vai ter Peter Hooten no papel de Stephen Strange. 

Como Doctor Strange, Peter Hooten deve evitar a invasão da Terra pelo Nameless One e Morgan La Fay. 

O filme terá reviews positivas, contudo não terá sequela, pois a Marvel vai optar por afastar-se um pouco dos ecrãs após os falhanços colossais que foram as adaptações de Spider-Man e Captain America. 


 


Em 1981, Doctor Strange faria a sua primeira aparição no mundo da animação, com a participação no sexto episódio de Spider-Man and His Amazing Friends, numa história que o veria fazer team-up com diversos heróis da Marvel para escapar à casa de horrores do Chameleon, um vilão de Spider-Man. 


 


Três anos mais tarde, nas páginas de Incredible Hulk #300 (Vol 1), Strange será forçado a usar a sua magia para exilar um Hulk enlouquecido pelo vilão Nightmare. 

O gigante jade ficará preso nas Crossroads até ao número 314 de Incredible Hulk (Vol 1).








Posted on sexta-feira, outubro 14, 2016 by Ivo Silva

No comments