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terça-feira, 17 de maio de 2022
Aqui temos uma mera curiosidade, sem qualquer efeito prático no jogo em si.
No nível chamado de The Crimson, no remake do Dead or Alive 2 que está integrado na colectânea chamada Dead or Alive Ultimate (junto com a versão arcade de Dead or Alive 1), a contenda começa num telhado.
Se lançarmos o nosso oponente contra uma das janelas de uma das casas, esta irá partir e poderemos combater no interior da mesma. Lá dentro está uma Xbox ligada a uma televisão e uma foto de Christie, uma das combatentes de Dead or Alive 3.
A arcade que refiro no título deste post não se encontra no Dead or Alive Ultimate, mas antes num bar localizado na Pleasure Street, um dos muitos níveis do jogo de acção hack and slash, Ninja Gaiden Black.
Usando a dita máquina, o jogador pode aceder ao jogo original da série, o Ninja Gaiden lançado para as arcades em 1988 e que tinha um feel muito semelhante ao clássico Double Dragon, mas com um gameplay muito mais polido.
Para conseguir jogar este jogo, o jogador deve, para além de interagir com a máquina, completar a aventura em Easy (Ninja Dog Mode), Normal ou Hard.
Posted on terça-feira, maio 17, 2022 by Ivo Silva
segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Esta versão maléfica de Ken Masters surgiu pela primeira vez, com o nome de Violent Ken, na categoria de middle boss no jogo de 2003, SNK Vs Capcom: SVC Chaos, lançado para a XBox e para a Playstation 2.
Um Ken apresentado na artwork original do jogo com uma coloração de pele mais escura e curiosamente com uma afro à la Magus da Marvel Comics.
No jogo propriamente dito, a afro não estava presente, para a infelicidade de muitos.
Este era um Ken contaminado pelo poder do Orochi, cujas energias fluem em muitos dos combatentes da SNK.
Esta versão da personagem tornar-se-ia finalmente jogável em Ultra Street Fighter II, lançado este ano para diversas plataformas.

O Violent Ken aqui apresentado misturava a arte do Ansatsuken com as energias do Psycho Power tornando-o ainda mais perigoso (e estável) que o original de 2003.
Esta personagem fez ainda uma aparição, como inimigo, no jogo Project X Zone 2.
Curiosamente, e apesar de não lhe ter sido dado esse nome, a ideia para um Violent Ken já havia sido esboçada no filme de animação de 1994, com Ken a atacar o Ryu na parte final da película, depois de ter sofrido uma lavagem cerebral às mãos do Bison.

Este Ken não é muito diferente do tradicional, tirando o facto de ser bastante mais agressivo.
Um ano antes, também já tínhamos visto uma espécie de Violent Ken surgir, quando a sua contraparte na manga é exposta à droga Doll, numa das muitas mangas do Street Fighter.
Posted on segunda-feira, dezembro 10, 2018 by Ivo Silva
segunda-feira, 22 de outubro de 2018

A versão especial de Silent Hill II, Inner Fears, inclui, como já mencionei num post anterior, um capítulo extra, desbloqueável a partir do momento em que concluímos pela primeira vez o jogo.
Este novo capítulo, embora curto, permite-nos jogar com Maria, uma das personagens mais relevantes da narrativa principal.
O capítulo em questão chama-se Born from a wish e começa com Maria sozinha no bar Heaven's Night, uma das muitas localizações do jogo principal.
Maria está armada com um cutelo e um revólver, armas que ela irá necessitar de usar de forma a conseguir combater algumas das criaturas que andam sem destino pelas ruas de Silent Hill.
O capítulo não é de facto longo, mas dá-nos um insight maior acerca da personalidade desta vívida mulher e passa-se antes da chegada do protagonista da plot principal, James Sunderland, chegar à cidade.
Posted on segunda-feira, outubro 22, 2018 by Ivo Silva
segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Em 2001, a Konami lançaria a sequela do popular Silent Hill para múltiplas plataformas.
A versão deste fantástico survival horror acerca da qual irei falar agora é a da Xbox, nomeadamente a versão especial do jogo apelidada de Inner Fears.
A história do jogo gira em torno de James Sunderland.
O nosso protagonista, que já visitou Silent Hill com a mulher durante as férias, regressa agora à cidade depois de receber uma carta da sua esposa.
Nada de anormal, não fosse o facto de Mary Sunderland estar morta há cerca de três anos, vítima de doença prolongada.

Embora, inicialmente julgasse que a carta não passava de uma piada cruel de alguém com um sentido de humor muito negro, James depressa vai-se aperceber que a letra pertencia mesmo a Mary, pelo que ruma a Silent Hill para se encontrar com ela no seu lugar especial.
Contudo, James não sabe o que Mary queria dizer por lugar especial, uma vez que toda a cidade o era para ela, pelo que inicia a busca pelo mesmo, indo a todos os locais onde esteve com a mulher.
Enquanto procura por Mary, James irá encontrar alguns dos habitantes de uma Silent Hill muito mais soturna e coberta de nevoeiro do que aquilo que ele se lembrava.
Os residentes em questão são: a paranóica Angela Orosco, a pequena Laura, o psicótico Eddie e a bela Maria (que tanto se assemelha à sua amada Mary).

Para além disso, estranhas e disformes criaturas que andam agora pelas ruas da cidade e habitam os seus decrépitos prédios.
Esses monstros procuram, por algum motivo, matar o nosso personagem principal e constituem um dos empecilhos relactivamente ao nosso avanço no jogo.
Contudo, eles são problemas fáceis de resolver, uma vez que temos algumas armas à nossa disposição, desde o sempre fiel cano até à mortal pistola.

James tem ainda a capacidade de bloquear temporariamente os ataques dos inimigos, evitando assim sofrer danos aos quais o protagonista do primeiro jogo estava mais sujeito.
Os tank controls do jogo original são opcionais no segundo.
Cada jogador escolhe qual é o esquema mais confortável para si.
Ainda assim e mesmo com os tank controls a maioria dos inimigos são facilmente evitáveis, bastando passar por eles a correr (tal estratégia apenas não resulta aquando das escassas lutas de bosses).
Isto compensa e muito o facto do talento de James para lutar ser nulo.
Ao contrário de séries como Resident Evil ou Alone in the Dark, aqui o nosso "herói" não é mais do que um homem banal, sem qualquer tipo de treino militar de qualquer espécie.

O facto de James possuir um rádio é extremamente útil uma vez que sempre que um inimigos está perto, ele emite estática.
A lanterna é outro bem essencial para o nosso progresso no jogo, uma vez que nos permite iluminar as áreas escuras do jogo, assim como ler os muitos mapas que vamos apanhando pelo caminho.
Entre os inimigos dos jogo, os mais memoráveis são as agora tradicionais enfermeiras sem face, os creepers (reincidentes do primeiro jogo) e o icónico Pyramid Head, este último um dos poucos bosses de Silent Hill II.
Este é um título onde a exploração, procura de pistas e resolução de enigmas e puzzles ocupará grande parte do nosso tempo.
Um jogo no qual James não andará sempre sozinho, uma vez que em certas partes conta com a companhia de Maria.
O único senão da sua presença é que ela não está armada, o que exige que James e o jogador tenham que a proteger contra este ou aquele inimigo que poderá aparecer.
Se Maria sofrer demasiado dano ou se James acidentalmente a matar (o que também é possível) será game over automático, pelo que todo o cuidado é pouco.
A cidade é extensa, dividindo-se no seu lado "normal" e no seu lado mais "demoníaco", no entanto, nunca nos sentiremos verdadeiramente perdidos graças à existência dos já referidos mapas da cidade e do interior de muitos dos seus prédios.

As localizações de Silent Hill II são bastante variadas incluindo: um hospital, um condomínio, uma casa de bowling, um hotel, entre muitas outras.
Silent Hill II tem uma banda sonora que ajuda, junto com os seus gráficos granelados, nevoeiro constante e cores acinzentadas a criar um ambiente sinistro e depressivo que se ajusta bem à sua temática pesada.
Mais do que um jogo de acção, Silent Hill II é uma viagem à psique danificada do seu protagonista, James Sunderland.

Existem seis finais diferentes nesta versão do jogo (na primeira são apenas cinco), assim como um capítulo extra desbloqueável após termos chegado uma vez ao fim, numerosos easter eggs e mesmo armas secretas (estas últimas desbloqueáveis mediante a dificuldade escolhida).
Em suma, Silent Hill II é um dos melhores jogos do género alguma vez feito, com imenso replay value.
Um dos grandes clássicos da Xbox original.
Posted on segunda-feira, outubro 08, 2018 by Ivo Silva
quinta-feira, 13 de julho de 2017

Crazy Taxi 3: High Roller é, como a própria numeração indica, a terceira entrada numa das séries mais populares e estimadas pelos fãs da Sega.
Produzido pela Hitmaker, Crazy Taxi 3 foi lançado em 2002, em exclusivo, para a X-Box.
Curiosamente, a Hitmaker tinha como objectivo a criação de uma versão totalmente online de Crazy Taxi, com grande foco no multiplayer.
O jogo teria ciclos de noite e dia (com diferentes clientes e destinos para cada período), assim como usaria mapas já existentes, nomeadamente aqueles dos dois Crazy Taxis anteriores.
Contudo, tal não se viria a concretizar.
Com excepção de alguns níveis à noite, o resto das ideias foram abandonadas.
Das cinzas do projecto online, intitulado de Crazy Taxi Next, nasceria High Roller.
O jogo conta com três localizações.
Voltam West Coast (Crazy Taxi 1) e Small Apple (Crazy Taxi 2), com a particularidade desta última ser à noite.
Cada uma destas localizações trás de volta os seus respectivos condutores (Axel, Gus, B.D.Joe, Gena, Slash, Cinnamon, Iceman e Hot-D:).
A terceira localização, Glitter Oasis, claramente inspirada na cidade norte-americana de Las Vegas, é a grande novidade deste terceiro Crazy Taxi.
Glitter Oasis está repleta de casinos, casas de espectáculos, desfiladeiros e desertos.
A mesma vem, como não poderia deixar de ser, acompanhada por quatro novas personagens.

São elas: Mrs Venus, Angel, BixBite e Zax.
Os objectivos a atingir em Crazy Taxi 3 são os mesmos que já tínhamos nos dois jogos anteriores da série.
Basicamente, somos colocados no papel de um taxista, pelo que devemos ir recolhendo passageiros (podem ser mais que um) em diferentes locais das cidades escolhidas e levá-los, da forma mais radical e rápida possível, ao seu destino.
Se fizermos a viagem rápido e bem, seremos premiados com taxas mais elevadas (ou seja mais dinheiro), para além de recebermos amplos elogios vindos dos nossos clientes.
Ao dinheiro da viagem podemos ainda juntar as grojetas.
Estas são resultado directo das manobras ousadas que fizermos com o nosso veiculo nas ruas.
Quantas mais manobras extremas, mais caché extra teremos.

Tudo isto será analisado no final, com uma nota a ser-nos dada (a mais alta é a Crazy License).
Se estivermos a jogar no modo normal, seremos presenteados com o final do jogo, desde que tenhamos uma pontuação alta o suficiente para isso.
Nos outros modos de jogo (três, cinco e dez minutos) não temos tanta sorte, mas os pontos que fizermos serão contabilizados para a tabela de recordes (como de resto também se sucede com o modo normal).
Contudo, nem tudo são coisas boas.
Clientes insatisfeitos não só não nos dão qualquer dinheiro, como nos fazem perder tempo, tentando muitos deles chegar a vias de facto, atacando a nossa viatura.

Tudo isto porque por algum motivo (tráfego ou má condução) não conseguimos deixá-los no seu destino pretendido a tempo e horas.
Embora não seja um jogo difícil de se pegar e jogar, Crazy Taxi exige prática se quisermos dominar o seu gameplay muito instintivo.
Conseguirmos efectuar as manobras especiais: Crazy Drift, Crazy Dash, Crazy Through, Crazy Stop e Limit Stop, é meio caminho andado para termos melhores pontuações.
Um verdadeiro jogo arcade, rápido e electrizante, Crazy Taxi 3 tem um modo extra, chamado Crazy X, que visa sobretudo aumentar a longevidade de um jogo que é bastante curto.
Crazy X assenta num conjunto de mini-jogos que irão testar o nosso domínio sobre as diferentes manobras especiais já referidas acima.
Completando o primeiro nível de Crazy X teremos acesso a todos os destinos e atalhos das localizações.

Igualmente, ao finalizarmos com êxito o segundo nível somos brindados com três veículos diferentes, os quais podem ser usados no modo normal.
Falo da carruagem, da bicicleta e do carrinho de mão.
Os cenários de Crazy Taxi 3 foram melhorados relactivamente aos jogos anteriores, sendo mais definidos e mantendo a essência das cidades que visam parodiar.
A música, essa, não poderia ser mais adequada.
Bad Religion, Offspring, Methods of Mayhem e Brian Setzer's Comeback Special são as vozes que dão cor e força a esta entrada da icónica série de corridas da Sega.
É certo que Crazy Taxi 3 não é o melhor que a série Crazy Taxi tem para a oferecer, mas convém salientar que é o único título da mesma disponível para a X-Box.
Isso, juntamente com o facto de basicamente funcionar como uma colectânea (uma vez que tem características dos dois primeiros) tornam-no num dos melhores títulos da X-Box original.
Não concordam?
Posted on quinta-feira, julho 13, 2017 by Ivo Silva
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
Introdução:
Foi no distante ano
de 2014 que respondendo a um desafio por parte de um amigo me dispus
a fazer uma retrospectiva acerca do ouriço mais conhecido de todos
os tempos, Sonic. Uma tarefa herculana que finalmente terminei. Nos
próximos dois meses irão sair neste blog as restantes partes partes
desta longa retro.
Espero que gostem.
Boa leitura!
Sonic Underground e a chegada ao GBA

Apesar do crash da
Sega a popularidade de Sonic continuava em alta, pelo que não seria
de estranhar que este ganhasse um nova série de animação em 1999,
pelas mãos da DIC Entertainment e da TF1. Sonic Underground
recuperava velhos conceitos da mythos do Sonic, como o facto deste
pertencer a uma banda de música, bem como trazia aquele feel muito
característico das comics do ouriço azul, publicadas pela Archie.
Sonic Underground, que estreou originalmente nos E.U.A, Reino Unido e França, contava a história de Sonic e dos seus dois irmãos, Sonia e Manic, na sua luta para destronar um tirânico Dr Robotnik que se havia apoderado da sua terra-natal.
Ao mesmo tempo que lutavam com o vilão, o trio de ouriços tentava não só descobrir o paradeiro da mãe desaparecida, a Rainha Aleena, como também criavam as mais radicais melodias de rock que se poderia imaginar. Esta série de aventura/musical vai ter 40 episódios, ganhando ainda direito a uma comic especial dentro do Sonic The Hedgehog da Archie.
Sonic Underground, que estreou originalmente nos E.U.A, Reino Unido e França, contava a história de Sonic e dos seus dois irmãos, Sonia e Manic, na sua luta para destronar um tirânico Dr Robotnik que se havia apoderado da sua terra-natal.
Ao mesmo tempo que lutavam com o vilão, o trio de ouriços tentava não só descobrir o paradeiro da mãe desaparecida, a Rainha Aleena, como também criavam as mais radicais melodias de rock que se poderia imaginar. Esta série de aventura/musical vai ter 40 episódios, ganhando ainda direito a uma comic especial dentro do Sonic The Hedgehog da Archie.
Ainda antes dos
ports de Adventure (DX: Director´s Cut), Adventure 2 (Battle ) e de
Shuffle para a GameCube, Sonic faria a sua estreia numa outra consola
da Nintendo, a portátil Game Boy Advance, e logo com uma trilogia de
títulos bastante bem conseguidos.
Em 2001 seria lançado no Japão (o jogo apenas chegou ao Ocidente em 2002) o primeiro Sonic Advance, um jogo construído de raiz para o GBA pelos estúdios da Dimps e da Sonic Team. Distribuído na Europa pela Infogrames, Sonic Advance é tudo aquilo que estaríamos à espera de um jogo do Sonic. Rápido e com um gameplay bastante similar a um dos melhores títulos da série, Sonic 2.
Em 2001 seria lançado no Japão (o jogo apenas chegou ao Ocidente em 2002) o primeiro Sonic Advance, um jogo construído de raiz para o GBA pelos estúdios da Dimps e da Sonic Team. Distribuído na Europa pela Infogrames, Sonic Advance é tudo aquilo que estaríamos à espera de um jogo do Sonic. Rápido e com um gameplay bastante similar a um dos melhores títulos da série, Sonic 2.
Com quatro
personagens à disposição, Sonic Advance é o primeiro jogo 2D da
série no qual é possível jogar com a eterna aspirante a namorada
do ouriço azul, Amy. De salientar que cada uma das personagens tem a
sua própria habilidade, não sendo mera cópias de Sonic. Mais uma
vez, Robotnik é o vilão principal.
Para além da aventura “normal”, Sonic Advance segue a na época tradição recente de ter um jogo extra tipo Tamagotchi. Embora mais limitado do que as suas versões domésticas, Tiny Chao Garden segue o mesmo princípio básico, o de criar um Chao. Ao jogador é ainda dada a possibilidade de transferir Chaos entre o Sonic Advance, Sonic Adventure e Sonic Adventure 2, devido à compatibilidade entre o GBA e a GameCube.

Para além da aventura “normal”, Sonic Advance segue a na época tradição recente de ter um jogo extra tipo Tamagotchi. Embora mais limitado do que as suas versões domésticas, Tiny Chao Garden segue o mesmo princípio básico, o de criar um Chao. Ao jogador é ainda dada a possibilidade de transferir Chaos entre o Sonic Advance, Sonic Adventure e Sonic Adventure 2, devido à compatibilidade entre o GBA e a GameCube.

Sonic Advance foi
bastante bem recebido pela crítica da época, sendo incluído em
três bundles para o GBA, o primeiro com Sonic Pinball Party, o
segundo com Sonic Battle e o terceiro com Chu Chu Rocket.
Um port, intitulado Sonic N, foi lançado para a portátil da Nokia, a N-Gage, em 2003. Com a excepção da exclusão do modo extra, Tiny Chao Garden, Sonic N é um jogo idêntico ao do GBA, tanto em termos gráficos, como de jogabilidade.

Um port, intitulado Sonic N, foi lançado para a portátil da Nokia, a N-Gage, em 2003. Com a excepção da exclusão do modo extra, Tiny Chao Garden, Sonic N é um jogo idêntico ao do GBA, tanto em termos gráficos, como de jogabilidade.

A referida
popularidade de Sonic Advance permitiu o lançamento de uma sequela,
também para o GBA, passado apenas um ano. Desenvolvido pelas mesmas
equipas técnicas, Sonic Advance 2 tem gráficos mais vibrantes, mais
opções de jogo e é sobretudo um título mais desafiante no que à
dificuldade diz respeito.
A esta sequela não irão faltar as quatro personagens seleccionáveis do primeiro título. A Sonic, Tails, Amy e Knuckles vai ainda juntar-se a estreante Cream, The Rabbit. Contudo, de inicio apenas é possível jogar-se com Sonic, sendo que as restantes personagens vão sendo desbloqueadas à medida que se vai avançando no jogo.

Sonic Advance 2 tem o mesmo vilão principal de sempre, mas traz-nos dois novos modos, que veem aumentar exponencialmente a longevidade deste título. Para além de Time-Attack, onde corremos pelo melhor tempo, temos ainda o Multiplayer, no qual desafiamos um amigo para uma amigável VS Race.
Contudo, vamos agora deixar um pouco de lado a série Advance para falarmos acerca dos ports de Adventure e Adventure 2 para a GameCube.
A versão Sonic Adventure DX: Director´s Cut para a GameCube é vista por muitos como sendo a versão definitiva de um dos mais brilhantes jogos da série. DX tem um mission mode com o impressionante número de 60 missões para se completarem, bem como uma compilação desbloqueável de todos os 12 jogos do Sonic para a Game Gear. Como se isso não bastasse ainda é possível jogar-se com o fan-favorite Metal Sonic.
Uma versão digital de DX seria lançada em 2010, para a PSN e a X-Box Live, e em 2011 para o Steam. Quanto a Sonic Adventure 2: Battle, este tem na compatibilidade com os títulos do GBA o seu principal trunfo. Uma vez mais e seguindo o exemplo de DX também Battle teve direito a lançamento digital em 2012, para a PSN, X-Box Live e Steam.
Contudo e como não é só de ports que vive uma consola, a GameCube (e não só) vai ganhar entre 2003 e 2004 um novo jogo da série, e logo a sequela de Adventure 2.
Desenvolvido pela Sonic Team e lançado também para a PS2 e X-Box (a primeira vez que um jogo da Sega seria lançado para a Sony e Microsoft), Sonic Heroes é um jogo de plataformas 3D que recupera Metal Sonic como o principal vilão, um papel que lhe fugia desde o mítico Sonic CD.

Sonic Heroes, como o próprio nome denuncia, assenta o seu gameplay em quatro equipas de três, cada qual com o seu próprio grau de dificuldade e campanha. A Team Rose (Amy, Cream e Big) corresponde ao modo fácil, a Team Sonic (Sonic, Tails e Knuckles) ao normal e a Team Dark (Shadow, Rouge e E-123 Omega) ao difícil. A quarta equipa, a Team Chaotix (Vector, Espio e Charmy) tem um nível de dificuldade mais ambíguo, uma vez que o seu sucesso passa pelo cumprimento de determinados objectivos nos níveis.

Cada personagem tem diferentes habilidades, sendo que cabe ao jogador fazer o melhor uso possível destas de forma a explorar e vencer os desafios que lhe surjam pela frente.
Radicalmente diferente e roubando muito protagonismo à personagem principal, Sonic Heroes vai ser muito criticado, sobretudo na sua versão PS2.
Após os bem sucedidos Adventure e Adventure 2, esta foi uma sequela que muitos fãs não estariam à espera e não queriam, embora tenha vendido bem nas três consolas. Heroes teria direito a lançamento digital, na PSN, em 2012.
A esta sequela não irão faltar as quatro personagens seleccionáveis do primeiro título. A Sonic, Tails, Amy e Knuckles vai ainda juntar-se a estreante Cream, The Rabbit. Contudo, de inicio apenas é possível jogar-se com Sonic, sendo que as restantes personagens vão sendo desbloqueadas à medida que se vai avançando no jogo.

Sonic Advance 2 tem o mesmo vilão principal de sempre, mas traz-nos dois novos modos, que veem aumentar exponencialmente a longevidade deste título. Para além de Time-Attack, onde corremos pelo melhor tempo, temos ainda o Multiplayer, no qual desafiamos um amigo para uma amigável VS Race.
Contudo, vamos agora deixar um pouco de lado a série Advance para falarmos acerca dos ports de Adventure e Adventure 2 para a GameCube.
A versão Sonic Adventure DX: Director´s Cut para a GameCube é vista por muitos como sendo a versão definitiva de um dos mais brilhantes jogos da série. DX tem um mission mode com o impressionante número de 60 missões para se completarem, bem como uma compilação desbloqueável de todos os 12 jogos do Sonic para a Game Gear. Como se isso não bastasse ainda é possível jogar-se com o fan-favorite Metal Sonic.
Uma versão digital de DX seria lançada em 2010, para a PSN e a X-Box Live, e em 2011 para o Steam. Quanto a Sonic Adventure 2: Battle, este tem na compatibilidade com os títulos do GBA o seu principal trunfo. Uma vez mais e seguindo o exemplo de DX também Battle teve direito a lançamento digital em 2012, para a PSN, X-Box Live e Steam.
Contudo e como não é só de ports que vive uma consola, a GameCube (e não só) vai ganhar entre 2003 e 2004 um novo jogo da série, e logo a sequela de Adventure 2.
Desenvolvido pela Sonic Team e lançado também para a PS2 e X-Box (a primeira vez que um jogo da Sega seria lançado para a Sony e Microsoft), Sonic Heroes é um jogo de plataformas 3D que recupera Metal Sonic como o principal vilão, um papel que lhe fugia desde o mítico Sonic CD.

Sonic Heroes, como o próprio nome denuncia, assenta o seu gameplay em quatro equipas de três, cada qual com o seu próprio grau de dificuldade e campanha. A Team Rose (Amy, Cream e Big) corresponde ao modo fácil, a Team Sonic (Sonic, Tails e Knuckles) ao normal e a Team Dark (Shadow, Rouge e E-123 Omega) ao difícil. A quarta equipa, a Team Chaotix (Vector, Espio e Charmy) tem um nível de dificuldade mais ambíguo, uma vez que o seu sucesso passa pelo cumprimento de determinados objectivos nos níveis.

Cada personagem tem diferentes habilidades, sendo que cabe ao jogador fazer o melhor uso possível destas de forma a explorar e vencer os desafios que lhe surjam pela frente.
Radicalmente diferente e roubando muito protagonismo à personagem principal, Sonic Heroes vai ser muito criticado, sobretudo na sua versão PS2.
Após os bem sucedidos Adventure e Adventure 2, esta foi uma sequela que muitos fãs não estariam à espera e não queriam, embora tenha vendido bem nas três consolas. Heroes teria direito a lançamento digital, na PSN, em 2012.
Posted on quarta-feira, agosto 31, 2016 by Ivo Silva
quarta-feira, 11 de março de 2015
Das cinzas do projecto All-Star surgiu, em 2004, Capcom Fighting Jam.
Este jogo de luta, desenvolvido pela Capcom, seria lançado para a PS2 e X-Box, sendo um crossover entre diversos franchises distintos da companhia.
Temos personagens de 3 Street Fighters distintos, o que compõe o grosso do cast.
Ryu, Guile, Bison e Zangief vêm de Street Fighter II, enquanto Sakura, Karin, Rose e Guy representam o primeiro Alpha.
O, na altura, Street Fighter mais recente, o III, traz Alex, Yun, Urien e Chun-Li. Um dos bosses finais pertence, também ele, ao universo dos lutadores de rua, Shin Akuma.
Mas não apenas de Street Fighter vive este título.
Temos ainda Demitri, Amakaris, Jedah e Felicia da série Darkstalkers e Leo, Hydron, Kenji e Hauzer de Red Earth (uma espécie de Guardian Heroes apenas disponível para as arcadas japonesas).
Darkstalkers junta, ainda, o seu boss final, o flamejante Pyron, ao mix.
Existe, no meio de tanta cara familiar, uma estreante na figura de Ingrid, a única sobrevivente do já referido All-Star.
Cada personagem usa o sistema de luta do jogo do qual foi retirada.
É ainda possível fazerem-se combates de dois contra dois, ao jeito de Rival Schools.
A música é aquela à qual a Capcom já nos habituou, todavia, é aqui que se acabam os elogios.
Á falta de melhor expressão todo o jogo parece um produto inacabado e, até certo ponto, reciclado.
Porquê reciclado, perguntam.
Os sprites das personagens são reaproveitados dos respectivos jogos de onde são retirados.
O mesmo acontece com os movimentos das mesmas. Os próprios cenários são pobres e pouco detalhados.
Faltam, apesar da variedade do cast, muitos fan-favorites, como é o caso de Ken e Morrigan. Aos ausentes resta uma breve cameo nos diferentes cenários.
Enfim, todo o jogo parece algo que foi "montado" à pressa ...
Para agravar ainda mais, Capcom Fighting Jam é um jogo pequeno e que, devido ao que disse acima e a uma dificuldade bastante acessível, por e simplesmente não nos "puxa" para o jogar mais que uma ou duas vezes.
Não quer dizer que seja uma péssima experiência, mas também não é memorável.
Capcom Fighting Jam foge a uma regra que premeia quase todos os títulos de luta produzidos pela Capcom...a da excelência e afigura-se como mais um Fighting Game mediano, como tantos outros.
Posted on quarta-feira, março 11, 2015 by Ivo Silva
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
Presos em casa...
Corria
o ano de 2005 quando, por intermédio da Team Silent, a Konami lançou
mais um título da sua aclamada série de survival horror, Silent
Hill. Este novo jogo, apelidado de “The Room”, não se limitou a
ser o somente o quarto capítulo, mas antes tentou enveredar por
novos, e por vezes tortuosos caminhos, modificando uma fórmula
ganhadora, mas condenada, como tudo na
vida, ao desgaste pelo
seu constante uso.
Lançado para a PS2, X-Box e PC, Silent Hill 4 mostrou-se desde já
distinto pela história. O jogo, ao contrário o que seria sugerido
pelo título, não se passa em Silent Hill. Antes, a localização
escolhida é a da
diminuta cidade de South Ashfield. No entanto, e para não fugir à
regra, a história foge
para o
sinistro e perturbador.
O protagonista é um jovem, de nome Henry,
que sem saber como se vê preso no interior do seu próprio
apartamento. Correntes dispostas na porta e janelas bem fechadas
impedem não apenas a sua fuga, mas também, qualquer contacto com o
exterior. Com a
excepcção do rádio, que volta e meia falha e do olho de boi, Henry
não tem forma de saber nada do que se passa para lá da sua
habitação. Eis
que, após um forte
barulho, surge um
colossal buraco na parede da casa de banho...Henry decide, sem nada a
perder, explorar. Será através desse mesmíssimo buraco que o jovem
irá parar ás mais diferentes zonas de South Ashfield. Lá terá que
desvendar o motivo do seu aprisionamento e, à falta de melhores
palavras, sobreviver.
Pelo
caminho, Henry irá contar com a ajuda de outras pessoas, com
destaque para a sua inocente vizinha, Eileen Gavin. A rapariga
contará com um papel semelhante ao da filha do Presidente no jogo
concorrente, Resident Evil 4. Todavia, creio que Eileen (que não
pode morrer, mas cujo dano, quanto maior for, irá influenciar o
final do jogo) é muito mais útil, no confronto com as criaturas que
nos atacarão no decurso do jogo.
SH4 dá uma maior
ênfase na combatividade da personagem principal. Henry está munido
de um “Charge attack” que irá tirar mais energia o que um ataque
normal. Á sua disposição estarão, também, um largo arsenal de
armas. Temos o já tradicional cano de ferro e a pistola. De
salientar que o primeiro é, de longe, a arma mais útil que teremos
para lidarmos com grande parte da nossa oposição.
SH4 tem uns novos
inimigos, para além das criaturas tradicionais. Ora são,
precisamente os novos tipos de inimigos que se tornaram no nosso
maior empecilho. Ao contrário dos outros jogos da série até aqui,
SH4 gira em torno de fantasmas. Estes podem surgir em qualquer lado,
a qualquer altura e , a mera presença provoca-nos dano. Estes seres
não se limitam a South Ashfield, mas fazem-se sentir dentro do
próprio apartamento (o exorcismo dos fantasmas presentes em casa
constitui outro dos pontos fundamentais para sabermos qual o fim que
nos será atribuído, aquando da conclusão do jogo). Quando a fuga
falha, o melhor que teremos a fazer é usarmos os 4 novos itens. O
medalhão afasta os espíritos, no entanto, irá quebrar com o uso. A
vela, uma vez acesa, exorciza-os e a espada prende-os. (a última até
pode ser reutilizada, mas implicaria soltar o inimigo preso, para
isso)
Por último, temos uma arma, com duas balas espirituais, que
aniquilam, completamente, qualquer fantasma que se cruze no nosso
caminho. Henry, contudo, terá que optar bem pelo equipamento que
deseja levar consigo. Para além das armas, Henry terá kits de
primeiros socorros que irão restaurar qualquer energia que ele tenha
perdido. O espaço para guardar esses itens é curto, pelo que o baú,
existente no apartamento, será bastante útil para guardarmos o
excedente. Junto ao baú teremos o diário de Henry no qual se irá
fazer, maioritariamente, o save do jogo. A acção gira, portanto, e
como já se devem ter apercebido, entre o apartamento e as diferentes
localizações da cidade.
Essa mesma acção passa, nesses momentos
de transição, de uma perspectiva de primeira pessoa para terceira e
vice-versa. Isto, juntamente com os já referidos fantasmas, traz ao
jogo uma originalidade e uma frescura que já se notava correr riscos
de faltar, na série. Graficamente, SH4 mantém a atmosfera pesada e
distorcida, alimentada por uma banda sonora (ou por vezes ausência
dela), que ajudam a criar um clima de tensão e desassossego do qual
os survival horrors vivem. Todavia, nem tudo são rosas. O jogo peca
por ter tido a componente puzzle basicamente eliminada. Os puzzles
existentes são escassos e demasiado óbvios para o jogador.
Por sua
vez, a temática fantasmagórica, a própria ideia do quarto, de tão
diferente que era, afastou inúmeros aficionados da série e levou a
Konami a tentar restaurar o status quo daqui em diante. Como
Castlevania 2 ou The Adventure of Link, antes dele, também Silent
Hill 4 foi arrasado pelos fãs devido ao distanciamento que provocou
em relação à mecânica original. A meu ver Silent Hill 4 está
longe de ser um jogo perfeito ou até o melhor da série, mas tem os
seus méritos e visto de uma perspectiva “stand alone”
constituirá uma excelente experiência para fãs do género.
Escrito por Ivo Silva
Posted on quinta-feira, outubro 16, 2014 by Ivo Silva
sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Em 2003, a Tecmo lançaria, em exclusivo para a X-Box original um jogo cujas características embora normalíssimas em terras nipónicas, não eram algo a que as mentes ocidentais estivessem habituadas. Falo de um jogo que mais do que ser de vólei de praia, é um autêntico fanservice para os fãs das voluptuosas lutadoras da série Dead or Alive. Extreme Beach Volleyball parte de uma premissa bastante simplista. Zack, uma das personagens do jogo de luta, havia ficado milionário na conclusão de DOA 3. Com a sua nova riqueza, Zack irá adquirir uma ilha solitária, transformando-a em um autêntico resort, com direito a um luxuoso casino e tudo. O seu objectivo primário, com tudo isto, era o de atrair para a mesma, todas as lutadoras de DOA, com o pretexto daquele ser o local de um novo torneio.

No final, tudo o que irá conseguir vai ser dar-lhes uns belos quinze dias de férias. A Christie, Kasumi, Helena, Ayane, Tina, Lei Fang e Hitomi, vai juntar-se Lisa, que serve de guia para o jogo em si. Extreme Beach Volleyball apresenta-nos uma espécie de Stroy Mode, que dura 15 dias, dividindo o tempo em 3 etapas, manhã, tarde e noite. Nessas etapas podemos participar em jogos de volley, a pares, deambular pela praia ou floresta, participar em actividades lúdicas na piscina ou comprar fatos de banho e acessórios. Quando a noite chega, o jogo muda para o “modo casino”. Á nossa disposição temos Blackjack, Roletas, entre outros jogos de sorte e azar. É possível, também, visionarmos vídeos de cenas que tenhamos desbloqueado no jogo. É óbvio que o foco fundamental é o volley. Este é muito intuitivo e viciante, sendo que existe a possibilidade de disputarmos somente os jogos, através de um modo freeplay disponível no ecrã principal.

É com a nossa vitória nos ditos jogos que iremos arrecadar o dinheiro necessário para comprar itens e participar nos jogos de casino. Esse mesmo sucesso irá ditar a manutenção da nossa parceria com a personagem dominada pelo CPU. Se perdermos muitos jogos, ela começará a jogar consideravelmente pior e poderá, mesmo, abandonar-nos. De resto, o volley não é difícil, ainda porque a jogabilidade assenta em dois botões. Um de ataque e outro de defesa. E responde muitíssimo bem. Este título da Tecmo é mais que um jogo de desporto, pois assume os contornos de um Dating Game. É através de prendas que iremos conquistar e manter a nossa, ou nossas companheiras. No entanto, atenção que nem tudo o que ofereçamos será bem vindo. É necessário critério na hora de dar.

O jogo aposta muito no replay value, pois os fatos e itens especiais, como vídeos, transitam para um novo jogo que se venha a iniciar, bastando para isso usar o mesmo save. De salientar que são muitos os fatos e diferentes de personagem para personagem. Graficamente o jogo está muito bonito, gozando de uma boa variedade de cenários e localizações. O foco, claro está, são as personagens, que estão muito bem definidas. A música, que transmite aquele feeling veraneante, inclui singles de Bob Marley e Christina Aguilera, embora seja customizável, sendo que podemos jogar ao som da nossa própria banda sonora. Dead or Alive Extreme não tenta ser mais do que é. Com uma estória quase inexistente, o seu interesse todo vai para as jogadoras. Os fatos, os close ups. Tudo isso é uma forma de admirarmos a beleza dos polígonos das lutadoras da série DOA. Este é um título de Verão, rápido, divertido e fácil de jogar, a dois, e que aponta, directamente, para os fãs, mais hardcore de DOA.
Escrito por Ivo Silva
Posted on sexta-feira, agosto 29, 2014 by Ivo Silva
domingo, 27 de julho de 2014
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Das cinzas de um passado glorioso vivido na 8 bits da Nintendo, a série Ninja Gaiden conhecerá uma revitalização pelas mãos talentosas do, relativamente desconhecido estúdio da Tecmo, a Team Ninja. Tomonobu Itagaki seria o cérebro por detrás deste comeback do, até então esquecido Ryu Hayabusa. Após o ter usado como personagem no best-seller Deado r Alive, Itagaki cria toda uma nova aventura e mitologia em torno do Super Ninja. Lançado em 2004, em exclusivo para a X-Box, Ninja Gaiden será um êxito, recuperando uma tradição de boa jogabilidade e dificuldade elevada. Seria, contudo, em 2005 que, com o lançamento de um”upgrade, na forma de Ninja Gaiden Black, que a perfeição seria atingida. A estória do jogo não é alterada em Black. Mais uma vez, tomámos as rédeas de Hayabusa na sua demanda para, não só vingar-se do ataque à sua aldeia, como também para recuperar a demoníaca, Black Dragon Sword. O, como já referi, apelidado de Super Ninja deverá invadir o Império de Vigo e enfrentar a oposição de um clã ninja rival e dos maléficos Fiends. (uma raça de demónios)
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Embora controlemos, somente, o jovem ninja, não estaremos sozinhos na nossa demanda. A ninja purpura, bem conhecida dos fãs de DOA, Ayane, marca a sua presença no jogo, auxiliando-nos com itens, numa ajuda que irá variar conforme o grau de dificuldade no qual nos encontremos. A fornecer outro tipo de ajuda temos, ainda, o velho comerciante Muramasa, que nos vende todo o tipo de itens, que variam da arma mais exótica , ao elixir mais poderoso. Ninja Gaiden Black é um daqueles jogos no qual a nossa perícia e agilidade mental serão as nossas principais plataformas de salvação. Os inimigos são extremamente rápidos e, até mesmo o mais primário deles poderá, com facilidade, vencer o jogador menos experiente. Com uma I.A desenvolvida, qualquer um dos adversários e não apenas os bosses, são difíceis de superar. No entanto, e convém salientar isso, essa mesma dificuldade, embora extremamente elevada, é justa. O truque para superá-la consiste em conseguirmos controlar, bem, todos os movimentos de Hayabusa, que são muitos e variados.
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Com tempo e dedicação é possível chegar ao fim do jogo no modo mais “extremo” da dificuldade disponível. Contudo, e para não desmotivar o jogador menos inexperiente, existe um modo escondido no interior do Normal. O infame “Ninja Dog” reduz o número de adversários a enfrentar, retira alguns dos mais fortes de cena e aumenta as ajudas de Ayane. Para aceder, basta ao jogador padecer três vezes, consecutivas, no primeiro boss do jogo, Murai. Para além das múltiplas técnicas ninjas à nossa disposição e que incluem correr pelas paredes ou fazer super-saltos, temos, também, as nimpo. Estas Nimpo consistem em poderosas magias ninjas que, em principio, apenas poderão ser usadas uma vez por nível. Cada uma delas deriva de um elemento específico e as chamas, que servem de barra para a "magia", podem ser restabelecida ao apanhar pequenas orbs de cor vermelha, através de inimigos derrotados ou dos múltiplos baús espalhados pelo cenário. Da mesma maneira, a barra de vida, azul, e o dinheiro, amarelo, também aumentaram ao apanharmos orbs dessas cores, respectivamente.

Ninja Gaiden dá, ainda, grande foco às armas. A nossa arma primária é a katana, mas também teremos à nossa disposição o bastão e os nunchakus. Cada qual trará, consigo as suas vantagens e desvantagens e mudará a forma como atacamos e defendemos. Efectivamente, muda o modo de jogo. A Dragon Sword permite-nos um género de ataque mais standard. Nem demasiado perto, nem demasiado longe. O bastão garante um ataque mais distanciado, mas, também, é mais lento a controlar. Os nunchakus são uma rápidos e uma óptima maneira de fazer combos eficazes, todavia, deixam a nossa guarda demasiado aberta a contra-ataques. As duas espadas trazem consigo uma maior mobilidade, mas retiram menos dano.
Contudo,
Hayabusa não tem apenas estas armas primárias à sua disposição. Ele goza,
ainda, de armas secundárias, desde os shurikens infinitos e as bombas
incendiárias, até ao arco e flecha, que nos colocará, por vezes, a ter que
jogar na primeira pessoa. Ninja Gaiden Black goza de cenários detalhadíssimos e
alguns dos mais belos gráficos disponíveis para a X-Box original. Os níveis tem
variedade o quanto basta e a existência de puzzles para resolver, torna este
jogo em muito mais que um mero hack and slash. Em certos pontos, retira muito
de jogos como Zelda, fazendo uma amálgama de acção com puzzle e Grandes Bosses.
A música acompanha, muitíssimo bem a ambiência e situações que o jogo nos traz.
As FMV’s, que desde então se tornariam um apanágio da Team Ninja, são
magníficas e podem ser vislumbradas, depois de terminado o jogo, em uma galeria
especial. Para além disso, e até pelo facto deste ser um titulo longo, com
cerca de 16 niveis, existe a possibilidade de salvar o jogo, através das
cabeças de dragão suspensas, que se encontram espalhadas pelos níveis, em mais
que um ponto.

O fim do modo principal do jogo não é o fim do mesmo. Temos, ainda o Misson Mode, disputado na dificuldade máxima e outros pequenos desafios presentes no modo história, como o embate com o “evil Hayabusa”, do outro lado do espelho, ou a reunião de todos os sacrabs dourados (50) espalhados pelos níveis. (Isto é necessário fazer se quisermos jogar o Ninja Gaiden original das arcadas) Para além de yduo isto, temos uma variedade, muito interessante, de uniformes para o nosso jovem herói, que vão sendo desbloqueados à medida que "conquistemos" as dificuldades mais elevadas do jogo. Estes "bónus" vêm aumentar o replay value deste excelente titulo de acção e aventura. Aconselho vivamente a quem apreciar grandes desafios.
Escrito por Ivo Silva
Posted on domingo, julho 27, 2014 by Ivo Silva
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