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terça-feira, 5 de abril de 2022

 
 
 
 
 
O mais forte dos irmãos Lee, Jimmy fez a sua estreia em 1987 no revolucionário beat'em up da Techmos, Double Dragon. 
 
Protagonista do jogo ao lado do seu irmão gémeo Billy, Jimmy lutava contra os Black Warriors liderados por Willy Mackey, que haviam raptado Marian. 
 
Esta última, namorada de Billy, será ponto de conflito entre os irmãos, uma vez que Jimmy também nutria sentimentos por ela. 
 
 
 
 
 
 
Normalmente representado como loiro, em contraponto com o cabelo castanho do irmão, e ostentando roupa vermelha e branca, Jimmy pode ser visto como tendo ele próprio cabelo castanho em alguns dos jogos. 
 
A sua vestimenta também poderá surgir ligeiramente alterada, como acontece no jogo de luta da Neo Geo, também apelidado de Double Dragon. 
 
Aqui Billy surge com uma roupa laranja e preta, que alterna com um kimono de kung-fu vermelho, na sua Super Forma.
 
 

 
 
Normalmente, segundo jogador num jogo a dois (a maioria dos jogos do Double Dragon) ou como um lutador em jogos de luta (Double Dragon V e VI), Jimmy chegou mesmo a fazer o papel de antagonista principal num dos jogos da série. 
 
Falo do port do Double Dragon para a NES. Um jogo onde o jogador controla Billy e tenta resgatar Marian das garras dos Black Warriors que aqui são liderados pelo misterioso Shadow Boss, mais tarde revelado como sendo Jimmy.
 
 
 
 
Esta breve incursão de Jimmy na vilania depressa seria esquecida nas restantes sequelas do jogo da NES. 
 
Jimmy recupera o seu estatuto de co-protagonista e herói em Double Dragon II e III, ajudando o irmão a vingar a aparente morte de Marian e a criar um dojo onde ambos ensinam a arte marcial de Sou-Setsu-Ken, um estilo de luta muito baseado no Jeet Kune Do. 
 
O seu breve papel como vilão, que seria revisitado na série de animação de 1993, deveu-se sobretudo a questões técnicas da NES na altura.
 
Jimmy irá ainda estrear nos jogos 16 bits da série, nomeadamente: Super Double Dragon (SNES), Double Dragon V (SNES e Mega Drive) e Double Dragon VI (Neo Geo). 





Para além de usar o já referido estilo de luta Sou-Setsu-Ken como forma primária de combate, Jimmy ocasionalmente usa espadas (na série de animação de 1993 e em Double Dragon V), o bastão Kombo (nos jogos da NES e no Super) e as artes místicas do dragão (conforme pode ser visto no jogo da Neo Geo e no filme de 1994 no qual ele se baseia). 
 
 
 
 
 
Mais recentemente, Jimmy regressou ao lado de Billy em Double Dragon Mobile, Advance e Neon (aqui Billy é que é o loiro). 
 
Os irmãos Lee foram ainda protagonistas de uma mini-série de seis números produzida pela Marvel Comics em 1991. Aqui, ambos surgiam quase como se de ninjas se tratassem. 
 
Fora da série original, Jimmy marcará presença no crossover com os Battletoads na NES (aqui será revelada a sua data de nascimento como tendo sido a 28/07/1970), assim como fará equipa com o irmão Billy no jogo de voleibol Spike V'Ball, lançado para a mesma consola em 1992. 
 
A jeito de curiosidade existe uma versão não licenciada de Jimmy Lee no jogo Rage of Dragons, desenvolvido pela SNK Playmore em 2002. 
 
Um jogo de luta ao estilo KOF criado para ser um novo Double Dragon, mas que se tornaria no seu próprio animal. 
 
Aqui Jimmy dá pelo nome de Lewis e tem o cabelo castanho escuro. Mantem o seu gosto pela cor vermelha, sendo uma parte dos Dragon Spirits (Red Dragon). 
 
Tem habilidades pirocinéticas e é mais forte que o irmão Billy, embora seja mais lento. Ao contrário de Lee, Jimmy Lewis tem uma cicatriz na face. 
 
 
 
 
 

Posted on terça-feira, abril 05, 2022 by Ivo Silva

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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

 
 
 
 
 
O Shining Force 2 da Mega Drive tem não apenas uma, mas duas vilas ocultas. 
 
A Elven Town, localizada na South Parmecia, pode ser encontrada junto a um rio, numa caverna onde o jogador encontra um anão bastante debilitado e a necessitar de urgentes cuidados médicos. 
 
Como o próprio nome indica esta cidade pertence aos Elfos e está bem entricheirada na floresta. 
 
Nela teremos a oportunidade de experimentar um capítulo extra no jogo chamado Fairy Woods Bonus Stage. 
 
Com um grau de dificuldade mais acentuado do que no resto do jogo regular e repleto de inimigos, o objectivo da nossa party passa por bater o Boss, que gera todos os restantes adversários, de forma a vencer o desafio. 







A Dwarven Town, localizada na Grans Island, é muito mais "pacífica". 
 
Habitada por anões, aqui podemos usar o mithril que tivermos recolhido durante a aventura para fazer equipamento mais poderoso, junto dos ferreiros que habitam esta cidade.
 
 
 
 
 
Para encontrar a vila é necessário usar a Dry Stone junto a um rio dentado situado a norte de Galam. 
 
 
 
 

Posted on segunda-feira, fevereiro 28, 2022 by Ivo Silva

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sábado, 31 de outubro de 2020



Normalmente, durante a época do Halloween é costume jogar um jogo de séries tradicionalmente associadas ao horror, como é o caso de Resident Evil, Silent Hill, Alone in the Dark ou Castlevania. 

Contudo, volta e meia dá gosto jogar outros jogos que embora não inspirem o mesmo nível atmosférico de horror/terror, têm um ou outro níveis surprendentemente halloweenuianos.

Vejamos quatro desses casos:

 

 

 

 

 

Pumpkin Zone (Super Mario Land 2: 6 Golden Coins) 

Ora aqui está um jogo que dificilmente associaríamos ao Halloween, apesar das Ghost Houses dos Boos já terem feito sentir a sua presença em jogos anteriores deste franchise. 

Contudo, não há em todos os jogos baseados na licença do Mário, nenhum com uma área completamente dedicada ao dia das bruxas. 

A Pumpkin Zone é uma enorme área (com a forma de uma jack'o lantern) repleta de monstros de todas as espécies e feitios, que se prolonga por quatro níveis (e mais duas zonas bónus). 

Nela temos a floresta, com os seus tímidos Boos e hilariantes J-Sons (um nod ao popular Jason do filme Friday 13th), o cemitério, com as chamas vivas e os ciclópicos Kyororo, a escola abandonada , com Goombas fantasmagóricos (os Terekuribo) e a casa da bruxa, na qual reside a boss final da zona. 

Para além disso, entre as tumbas volta e meia podem ver-se alguns vampiros de aparência stokeriana, 

 

 

 

 

 

Mad Castle (Madworld) 

A terceira área do jogo, Mad Castle tira inspiração dos castelos góticos e sinistros dos filmes da Universal e da Hammer.

Com imensos jardins, repletos de zombies e scissor men (talvez um nod aos jogos Clock Tower?), a primeira zona do Mad Castle vê o jogador ser perseguido pelo próprio espectro da Morte, o Death Blade, antes de enfrentar uma matilha de lobisomens que dão pelo nome de Shamans. 

A segunda zona faz-nos descer às profundezas das masmorras do castelo, no fim das quais nos espera um gigantesco golias morto-vivo que dá pelo nome de Frank. 

Por último, e para concluir, após vencermos este segundo (e electrificante boss) somos conduzidos para a última zona do castelo, o santuária da vampira dominatrix Elise. 

 

 

 

 

 

 Marionette Circus (Shining Force)  

O que originalmente parecia ser uma simple e inocente tenda circense, revela-se uma armadilha elaborada pela feiticeira Mishaela. 

A vilã, uma das principais antagonistas do jogo, deixa para trás inúmeras marionetas, às quais dá vida, e cujo propósito é o de nos eliminar. 

Para quem tem medo de bonecos sinistros e palhaços malignos, este nível está cheio de ambos. 

 

 

 

 

Wizari House (Shining Soul II)  

Aquilo que parecia ser uma mansão aristocrática revela-se como o covil de uma perigosa bruxa, Wizari, cujas semelhanças com o mito de Dorian Gray são muitas. 

A horrível e poderosa criatura não está sozinha e conta com inúmeros servos como aliados, na sua luta contra o solitário jogador. 

Entre eles temos morcegos, aranhas ratos, fantasmas e armaduras vivas, para além de escadas que não parecem ter fim.

 

 

 

 

Posted on sábado, outubro 31, 2020 by Ivo Silva

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segunda-feira, 24 de setembro de 2018





Desenvolvido pela Sega e lançado para a Mega Drive em 1994, Streets of Rage III é, como o próprio nome indica, a terceira entrada (e também a última) numa das mais populares séries da época. 

Um Beat'em up, como os seus antecessores, Streets of Rage III marcava o regresso do Mr X e do seu sindicato naquela que era sua terceira tentativa de controlar o submundo do crime da cidade. 

Desta feita, Mr X tenta uma abordagem mais subtil, procurando substituir os membros mais relevantes da cidade por duplicatas robóticas.

Mr X é auxiliado neste seu plano mirabolante pelo Dr Dahm que desenvolve, entre muitos outros, versões robóticas do próprio vilão (os apelidados Robot X e Y serão usados como bosses finais nos diferentes finais do jogo) e da sua oposição (na figura de um robot de Axel). 




Para distrair a atenção das autoridades, o Mr X espalha bombas por toda a cidade. 

Felizmente, os planos do pérfido vilão são descobertos pelo Dr Zan, que contacta Blaze, Axel e Skate para o ajudarem a parar o Mr X de uma vez por todas. 


 


O jogo traz de volta como personagens jogáveis três dos protagonistas do título anterior, adicionando o Zan ao plantel. 

Axel continua a ser a personagem mais balanceada de entre as quatro, mas ganha mais força física, assumindo agora o papel de bruiser do grupo. 

Blaze mantem-se como a mais rápida e ágil do conjunto, enquanto que Skate é de longe a personagem mais fraca fisicamente falando. 

Zan, o único estreante, é um cyborg capaz de dar potentes choques eléctricos aos seus oponentes.


 


Embora poderoso (se bem que um pouco desengonçado), Zan é a única personagem a não dispor de ataques especiais diferentes dependendo da arma que tenha à sua disposição. 

Seja qual for a arma que apanhe do chão, Zan fará sempre o mesmo ataque de bola energética. 

Esta é precisamente uma das grandes novidades de Streets of Rage III, a possibilidade de fazer movimentos especiais dependendo da arma que estiver na nossa posse. 

Esses movimentos variam de personagem para personagem. 

De realçar que as armas nunca foram de durar muito. 

No primeiro Streets of Rage bastava apenas um mero toque do adversário para ela sair das nossas mãos e desaparecer. 

Aqui todas as armas têm uma barra de uso (à la Fire Emblem) ou seja um prazo de validade, no fim do qual ela quebra e, aí sim, desaparece. 

Outra novidade de Streets of Rage III reside no facto de todas as personagens serem capazes de correr. 

Algo que não era possível no primeiro e que no segundo jogo era exclusivo do Skate. 

Streets of Rage III é um jogo muito mais rápido que os seus antecessores. 

Mais difícil também, não só porque os nossos golpes já não causam tanto dano como nos jogos anteriores, mas também porque a A.I dos inimigos está muito mais apurada. 


 


A juntar a isso regressam as armadilhas do Streets of Rage original. 

O que vale é que também temos mais opções de ataque. 

Para além dos já tradicionais golpes especiais e das armas, volta a ser possível fazer ataques combinados como no jogo original.

A essa versatilidade acrescenta-se o facto das nossas personagens conseguirem fazer esquivas e Blitz Attacks, isto é golpes efectuados enquanto a nossa personagem corre. 

Streets of Rage III faz regressar velhos bosses (Shiva, Jet e as gémeas Mona e Lisa), assim como acrescenta alguns novos, sendo que tirando o samurai Yamato, todas estas novidades são robóticas (Robot X, Y e Evil Axel). 

Existem também alguns  novos sub-bosses em determinados níveis que, num dos casos é mesmo boss duplo (Bruce e Roo no segundo nível). 

Os níveis em Streets of Rage, assim como a música não são tão inspirados como nos dois jogos anteriores da série, mas continuam a ser variados. 


 


O nível da discoteca é sem sombra de dúvida o melhor deles, sendo nele que assistimos ao regresso da dupla de bosses mais difícil de bater do jogo original, Mona e Lisa. 

Igualmente inspirado, não tanto pelo cenário (zona de construção), mas antes pelo que temos que fazer, é o nível no qual temos que fugir de um capanga do Mr X que conduz um bulldozer na nossa direcção. 

Apesar de não termos tempo limite, a rapidez com que batemos cada nível conta para o final que iremos conseguir (para isso também conta a dificuldade seleccionada no início). 

A nível gráfico, não considero que Streets of Rage III seja superior ao II. 

Os sprites parecem um meio termo entre os do jogo original e os do segundo. 

Streets of Rage III é ainda assim um jogo com imensa longevidade, graças aos seus finais múltiplos, personagens secretas (três) e história (bastante mais complexa). 

Ainda assim, o jogo peca pela banda sonora banal e pela exclusão de Adam (outra vez) e de Max. 

Zan não é de todo uma boa personagem a meu ver.

Não é o Streets of Rage mais fraco, tecnicamente falando, mas é aquele que muitos fãs decerto não irão apreciar tanto jogar.







Posted on segunda-feira, setembro 24, 2018 by Ivo Silva

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segunda-feira, 30 de julho de 2018



 


Desenvolvido pela Acclaim através da Condor e da Sunsoft, Justice League Taskforce foi o primeiro jogo de luta a dar-nos a possibilidade de escolhermos de entre alguns dos mais populares heróis do universo DC.

Este jogo de luta de 1995 seria um dos últimos lançamentos para a Mega Drive (e não só) e tinha uma história que assentava em mais um plano do sinistro Darkseid para conquistar a Terra. 


 


A auxiliar o governante de Apokolips estavam ainda os vilões Despero e a Cheetah. 

Darseid abre as hostilidades com ataques a bases militares. 

Um facto que como é evidente atrai a atenção da JLA.

Daí em diante cabe ao jogador escolher um dos heróis, de entre seis (Batman, Superman, Wonder Woman, Flash, Aquaman e Green Arrow), e iniciar o Hero Mode, que o vê enfrentar não apenas os três vilões referidos acima (com Darkseid a ser o Boss final), mas também os seus companheiros da JLA que estão sob a influência mental do New God.


 


O jogo é parco em modos, uma vez que apenas existem dois. 

Temos o já falado Hero Mode, que basicamente é o modo história, e o VS Mode, que nos permite enfrentar um amigo num um contra um. 

Nem Time Attack, nem Team Battle Mode, nem Survival, se encontram presentes aqui.

Isto numa altura em que outros jogos de luta anteriores já os tinham.

O roster é curto, como o jogo em si, mas as personagens foram bem seleccionadas, representando o melhor do universo DC (só é pena não haver nenhum Green Lantern por aqui).


 


Os níveis tiram inspiração do material base, com cada herói a ter a sua própria cidade ou área característica, Superman luta em Metropolis, junto ao Daily Planet. 

Batman em Gotham, à noite, com  o Bat-Signal a marcar a sua presença nos céus.

Aquaman tem a Atlântida e o Flash o seu próprio museu em Central City. 

A Wonder Woman combate perante as suas pares amazonas na Paradise Island e o Green Arrow faz o mesmo em Star City (o que de resto é o cenário mais básico do jogo).


 


Justice League Taskforce é um jogo rápido no que à jogabilidade diz respeito, com todas as personagens a demonstrarem golpes característicos (ex: o tornado do Flash ou as setas do Green Arrow) da sua pessoa.

Existe ainda um super-golpe à disposição do jogador. 

Tal é bastante poderoso e pode virar a contenda a nosso favor, se bem que na maioria das vezes não é necessário, uma vez que este não é de todo um jogo difícil.


 


Muito pelo contrário.

A banda sonora não é má, especialmente os temas da Wonder Woman e da Cheetah.


 


Em suma, um jogo de luta bastante mediano que surgirá como um must have para os fãs da Justice League dada a escassez de jogos relacionados com o grupo para a 16 bits da Sega.





Posted on segunda-feira, julho 30, 2018 by Ivo Silva

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quinta-feira, 14 de junho de 2018





Carboni e Matoso, integrantes das selecções italianas e portuguesas de um dos melhores simuladores de futebol da era 16 bits, o saudoso International Superstar Soccer Deluxe, foram como não podia deixar de ser baseados em jogadores reais que na época integravam essas mesmas selecções fora do universo dos jogos de vídeo. 

Por uma questão de licenciamento, a Konami viu-se impedida de usar os nomes reais dos jogadores, optando por isso por criar as suas próprias nomenclaturas para eles.

Só recentemente é que descobri a verdadeira identidade de dois dos meus jogadores favoritos, que por acaso são ambos avançados, do Deluxe. 




Carboni e o seu inconfundível cabelo branco é na realidade o internacional italiano Fabrizio Ravanelli. 

Na época em que o Deluxe saiu (1996) em simultâneo para a Mega Drive e para a SNES, Ravanelli tinha acabado de deixar a Serie A e uma impressionante equipa da Juventus (onde venceu a Champions e a Uefa Cup) para ingressar na Premier League, que ainda dava os seus primeiros passos após a extinção da antiga Footbal League First Division.

Ravanelli escolheu o Middlesbrough, de Bryan Robson, para jogar. 

Essa época de 1996 seria, no entanto, de altos e baixos para o avançado italiano, uma vez que os seus 17 golos não evitaram a descida de divisão do clube.

Nesse mesmo ano, o Middlesbrough seria finalista vencido da F.A Cup (derrota por 0-2 diante do Chelsea) e da League Cup (derrota por 0-1 contra o Leicester). 


 


Como Carboni, Ravanelli era titularíssimo na minha selecção de eleição, a Itália. 

Será graças aos golos dele que conseguirei conquistar a International Cup, a World Series e a Euro Cup. 

Para além disso, foi com a Itália de Carboni que venci os meus primeiros duelos contra outros jogadores que não o CPU. 

E que expressivas foram tais vitórias.

7-0 em ambas as ocasiões.


 


A minha outra selecção predilecta no jogo era Portugal. 

Uma selecção onde pontificava Matoso, um dos avançados mais mortíferos de todo o jogo. 

Ainda que fosse uma selecção mediana, quando comparada com os grandes pesos pesados como a Alemanha, Brasil ou Argentina, consegui usar os talentos de Portugal para conquistar todos os troféus que havia obtido com a Itália de Carboni. 

Mais do que isso, melhorei o meu recorde de maior goleada obtida contra outro jogador ao vencer por 8-0 (algo que o meu tio, o verdadeiro detentor do jogo, não apreciou nada).


 


Mas vamos centrar-nos no avançado Matoso. 

Este era na verdade, o jovem avançado do F.C.Porto, Domingos Paciência. 

Quando o Deluxe foi lançado na Europa, Paciência tinha acabado de sagrar-se bicampeão pelo F.C.Porto, tendo sido ainda melhor marcador da Liga nessa temporada.

Domingos foi ainda semi-finalista da Taça de Portugal esse ano, após o Porto ter sido eliminado no jogo de repetição contra o Sporting, curiosamente o mesmo adversário diante do qual os Dragões também haviam tombado na finalíssima da Supertaça disputada em Paris. 


 


Paciência não foi o mais prolífero dos goleadores pela selecção (marcou apenas 9 golos no total), mas teve bastante peso na qualificação da geração de ouro para o Euro 96, embora não tenha marcado qualquer tento na fase final, na qual Portugal cairia nos quartos de final diante da talentosa Républica Checa.






Posted on quinta-feira, junho 14, 2018 by Ivo Silva

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quarta-feira, 3 de maio de 2017









Street Fighter II é, sem qualquer sombra de dúvida, um dos melhores jogos de vídeo alguma vez criado, ao elevar e muito a qualidade do género de luta. 

Por essa razão, pensar-se-ia que seria difícil para a Capcom criar algo que viesse superar este seu hit de 1991. 

Não poderíamos estar mais enganados. 

Dois anos depois, a gigante nipónica brindar-nos-ia não com um, mas com dois novos Street Fighter II. 

Um para a Mega Drive, de nome Special Champions Edition, e outro para a SNES, chamado de Turbo, alimentando a 16 Bits Wars, que nesta altura estava no seu auge. 

Mais do que um simples update gráfico e sonoro em relação ao Street Fighter II original, ambos os títulos brindariam os jogadores com um conjunto de novidades bastante significativas. 

Antes de abordarmos as diferenças entre os dois jogos vamos dar uma vista de olhos naquilo que têm em comum. 

Tanto Special, como Turbo permitem que se jogue com os quatros chefes finais (Bison, Balrog, Vega e Sagat), o que  vem aumentar o roster de personagens seleccionáveis de oito para doze.


 


Para além disso, e ao contrário do que se sucedia em Street Fighter II, nestes updates é possível a dois jogadores escolherem a mesma personagem.

Com a introdução dos Mirror Matches, vêm também as paletes de cores alternativas, que mudam ligeiramente o visual dos nossos lutadores (por exemplo: Ken com kimono roxo ou Sagat com calção branco e vermelho). 

Os finais dos lutadores, assim como os seus sprites, são ligeiramente retocados, com os quatro chefes finais a ganharem um fim comum.


 


Ambas as versões dispõem de dois modos de velocidade distintos. 

O Champion e o Hyper, para o Special Champions Edition e o Normal e Turbo, para o jogo da SNES. 

Esta variação na velocidade serve fundamentalmente como um incremento da dificuldade e constitui um novo desafio para os jogadores mais experientes. 

O retoque dado nas personagens não foi apenas estético, como referi acima, mas também foi feito no que à jogabilidade diz respeito.

Ryu e Ken viram os seus estilos de luta tornarem-se mais distintos, com Ken a ganhar um Dragon Punch mais forte e Ryu a ter o Hadoken mais potente. 

Ambos passam a conseguir efectuar o Hurrricane Kick enquanto saltam.


 


As alterações incluem ainda novos golpes para grande parte das personagens.

Chun-Li ganha os seus famosos kikoken e Spinning Bird Kick, ao passo que vê o Lightning Kick ficar ainda mais veloz. 

Blanka passa a dispor de um Rolling Attack vertical e as suas descargas eléctricas são agora mais letais. 

E-Honda ganha o Sumo Splash, o qual funciona basicamente como uma medida providencial contra ataques aéreos, corrigindo uma das fraquezas deste lutador no Street Fighter II original.

Dhalsim dispõe do Yoga Teleport, para surpreender os seus oponentes.

Zangief, que está mais rápido, desfruta duma versão melhorada do Double Lariat, que o torna invulnerável a ataques baixos.





Vistas as semelhanças, vamos agora ver as diferenças. 

A grande novidade de Special Champions Edition, e até agora algo raramente replicado num jogo da série, foi a introdução do Group Battle Mode. 

Este modo de luta em equipa serve de alternativa aos já característicos story mode e vs battle mode. 

Como o próprio nome indica, em Group Battle Mode, dois jogadores podem competir entre si, através da escolha de equipas que podem ter até seis lutadores. 

Subdividindo-se em Match Play (com um só round entre duas personagens, por ordem de selecção) e Elimination  (com as personagens a lutarem até serem derrotadas), este modo é uma lufada de ar fresco. 

É vitorioso, o jogador cujos membros da equipa vençam mais combates.


 


 Do outro lado da contenda, em Street Fighter II Turbo, a principal novidade advinha não de novos modos de jogo, mas antes na velocidade alucinante deste. 

Alguns jogadores diriam que o jogo da SNES é muito mais técnico e difícil que a sua contra parte na Mega Drive, uma vez que era exigido mais timing na hora de efectuar os golpes especiais. 

Ambos os títulos destacaram-se nas suas respectivas consolas, mantendo o estatuto de melhor jogo de luta, em igualdade com a série da Midway (Mortal Kombat), pelo menos até ao lançamento de Super Street Fighter II.


 


Qual destes jogos de 1993 é o melhor, perguntam os leitores? 

Depende muito da opinião de cada um, mas e apesar de ambos serem valorosas adições à série, a verdade é que Special Champions Edition parece-me ser merecedor do título, pela simples existência do Group Battle Mode e por uma cover art fantástica.


 


Nota: Se quiserem saber mais acerca da série Street Fighter dêem uma vista de olhos na nossa retrospectiva  escrita por Bruno "O Grifo".





Posted on quarta-feira, maio 03, 2017 by Ivo Silva

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quarta-feira, 26 de abril de 2017



 


A figura do Cavaleiro é uma constante quando pensámos em jogos de aventura e em rpgs épicos. 

Seja na figura de protagonista ou vilão, os Cavaleiros são normalmente apresentados (ou não!) como forças a ter em conta no campo de batalha. 

Vamos lá dar uma vista de olhos por alguns dos dez melhores cavaleiros e cavaleiras que o mundo dos jogos de vídeo têm para nos oferecer, começando por aqueles que ficaram de fora deste TOP. 

Boa leitura!





Menções Honrosas:


 



Titania

A segunda comandante dos Greil Mercenaries é a única da nossa lista a ostentar, como arma de ataque, um machado. 

Para além disso, é também a única a usar um cavalo para se movimentar no campo de batalha. 

Um verdadeiro tanque, esta guerreira ruiva fez a sua estreia em Path of Radiance (2005). 

Uma cavaleira forte e extremamente útil, sobretudo na primeira metade dos dois jogos nos quais entra.  









Sir Tongara de Pepperouchau III

Claramente inspirado na história do Quebra-Nozes, Sir Tongara (a.k.a Pepper) é um brinquedo que ganhou vida graças à voz mágica da fada Chelsea. 

Um cavaleiro apaixonado e também bastante desastrado, Tongara surgiu num dos jogos de lançamento (Clockwork Knight) da Sega Saturn, em 1995.









Adelbert Steiner

Líder dos Pluto Knights, o capitão Adelbert protege com afinco a princesa Garnet. 

Com uma mente pouco aberta e facilmente irritável, Adelbert é não só uma das personagens jogáveis de Final Fantasy IX (2000), mas também o comic relief do mesmo. 

Dono de uma armadura de inspiração hispânica, Adelbert é detentor da espada Excalibur II. 




 




Sir Daniel

O estranho herói do popular jogo de 1998, MediEvil, Sir Daniel é um cavaleiro morto-vivo em busca de redenção. 

Daniel foi morto por uma seta disparada durante os primeiros instantes do embate com o exército do feticeiro maligno Zarok. 

Apesar disso, acreditava-se que Daniel havia morto Zarok em combate. 

Uma segunda oportunidade de tornar a mentira em realidade é dada quando Zarok regressa e ressuscita, acidentalmente, Daniel. 

Daniel não é o mais talentoso dos cavaleiros, mas certamente é dos mais caricatos.




 
10 - Shovel Knight












Um dos cavaleiros mais recentes da lista (2014), Shovel Knight é o herói do jogo com o mesmo nome. 

Bondoso e sempre disponível para ajudar, Shovel Knight tem a armadura característica de um cavaleiro, mas uma arma deveras inconvencional.  

Em vez da espada, o nosso cavaleiro azul tem uma pá, que usa para desenterrar tesouros e aniquilar adversários. 

Altamente inteligente, não há puzzle que lhe escape. 






9 - Frog



 



Glenn viu o seu mestre, Cyrus, morrer às mãos do temível Magus. 

Sendo transformado num sapo pelo vilão, o jovem escudeiro vai adquirir a espada mística, Masamune, e com ela vence o seu algoz. 

Preso na forma anfíbia, Glenn (ou Frog) juntar-se-à a Chrono e aos seus amigos na batalha temporal contra Lavos.

Frog é um dos cavaleiros mais corajosos a gracejar a nossa lista, sendo protagonista do story arc da Idade Média de Guardia, em Chrono Trigger (1995). 

Para além da sua habilidade com a espada, Glenn é capaz de manipular o elemento da água para seu proveito.





8 - Sparkster








O herói da série Rocket Knight, que começou em 1993, Sparkster é o único cavaleiro da nossa lista que tem um jetpack e que  consegue ascender aos céus como resultado disso. 

Protector do Reino de Zephyrus, Sparkster tem ainda um mecha à sua disposição e uma espada capaz de projectar rajadas de fogo. 

Entre os seus muitos inimigos, o destaque recaí em Axel Gear, um cavaleiro rival. 





7 - Meta Knight










Uma das figuras de cartaz das séries Super Smash e Kirby, o misterioso Meta Knight já fez de tudo, de herói a vilão. 

Aliado de ocasião tanto do King Dedede, como de Kirby, Meta Knight é um Star Warrior (como Kirby), capitaneia a gigantesca nave Halberd e é o líder da força de elite conhecida como os Meta-Knights. 

Capaz de voar, graças às asas de morcego nas suas costas, Meta Knight é um oponente rápido e letal, cuja primeira aparição ocorreu em 1993.





6 - Siegfried/Nightmare









Uma das quatro personagens a marcar presença em todos os jogos da série Soul Calibur (começou em Soul Blade, de 1995), Siegfried é também protagonista em muitos dos seus jogos. 

Comandante de um bando de ladrões, os Schwarzwind, Siegfried vai acidentalmente matar o seu próprio pai. 

Quebrado mentalmente, Siegfried cairá na influência de Inferno e da espada maligna Soul Edge. 

Tornado no cavaleiro demoníaco Nightmare, Siegfried surgirá na posição de vilão nos primeiros títulos da série. 

A redenção do atormentado cavaleiro começará finalmente a partir de Soul Calibur III. 

Siegfried perdeu força e resistência quando deixou de ser Nightmare, mas ganhou velocidade, pelo que continua a ser um adversário a ter em conta.





5 - Junon








A Imperatriz de Tristan é conhecida com Black Mask of Death, sendo vista como a segunda melhor guerreira de Legendra, apenas abaixo do monarca da Fandaria, Goldark. 

Com uma armadura intimidante e um temperamento de aço, Junon é ainda uma das maiores estrategas do continente e uma habilidosa manipuladora de magia, dispondo no seu arsenal da capacidade de invocar ondas de energia, bolas de fogo e, ainda mais impressionante, uma chuva de meteoros (algo acessível apenas a um par de personagens em Dragon Force).

Junon é uma das protagonista do jogo da Saturn, Dragon Force (1996).





4 - Artorias







Apelidado de Abysswalker, Artorias é uma personagem exclusiva de um dos DLCs do jogo Dark Souls. 

Outrora um valoroso cavaleiro, membro dos Four Knights of Gwyn, Artorias foi corrompido durante uma missão de salvamento. 

Impedindo que as energias negras tocassem Sif, o seu fiel companheiro lupino, Artorias tornou-se ele próprio numa das criaturas do abyss. 

O mais forte e talentoso dos Knights of Gwyn, Artorias conheceria o descanso final às mãos do Chosen Undead (o jogador). 

Para além da sua armadura ultra resistente, Artorias possui uma greatsword, a qual usa para atacar os seus adversários com extrema rapidez.





3 - Zelgius/Black Knight



 



Mais conhecido pelo nome de Black Knight, Zelgius surgiu no jogo Fire Emblem: Path (2005) como o mais poderoso dos Four Riders, a guarda de elite do Reino de Daien. 

Após a sua derrota às mãos de Ike, Zelgius regressa, agindo simultaneamente como aliado de Micaiah (na sua persona de Black Knight) e como general-mor do Império de Begnion. 

Detentor de uma força absurda, resultado do facto de ser um branded (pai laguz e mãe beorc), Zelgius é um dos maiores espadachins do continente, estando apenas pouco abaixo do heróico Ike.





2 - Cecil Harvey



 



Cecil fez a sua estreia em Final Fantasy IV, corria o ano de 1991, no papel de protagonista maior da aventura. 

Um dos melhores guerreiros do reino de Baron, Cecil tem dois lados. 

O primeiro, mais sombrio, refere-se ao seu tempo como Dark Knight, o segundo, mais alinhado com forças benevolentes,  vê Cecil ascender à posição de Paladin.

Cecil é uma personagem complexa e que percebe que a parte mais importante de ser um cavaleiro não é seguir um monarca, mas antes a sua própria consciência.





1 - Sir Arthur



 



O protagonista máximo de uma das mais populares franquias da Capcom, Arthur faz tudo para salvar a sua amada princesa Prim Prim, até mesmo fazer a mesma aventura duas vezes seguidas (Ghost'n Goblins de 1985). 

Entre os diferentes e mortíferos adversários que teve de derrotar durante as múltiplas viagens de salvamento ao Demon Realm, contam-se líderes demoníacos da craveira de Lúcifer, Hades e Astaroth.

Arthur conta com um vasto arraial de armas, ficando particularmente temível quando ostenta a sua Golden Armor. 

Mesmo desprovido de qualquer tipo de armadura, Arthur é um sobrevivente, combatendo hordas de zombies e fantasmas, apenas de cuecas.




Posted on quarta-feira, abril 26, 2017 by Ivo Silva

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