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terça-feira, 25 de novembro de 2025





 

O primeiro Doctor Spectro, criado por Joe Gill e Steve Ditko, fez a sua primeira aparição nas páginas de Captain Atom #79 (Vol 1, de 1966), ainda sob a alçada da editora Charlton Comics. 

 

 

 

 

 

Um cientista/doutor que desenvolveu uma tecnologia que visava usar o poder das cores para curar pacientes, Doctor Spectro vai ser ridicularizado pelos seus pares, ao ponto de desistir do seu emprego e passar a actuar como um artista de circo, o que lhe permitia testar a sua tecnologia no público. 

 

 

 

 

 

Conhecido como Master of Moods, cada cor projectada por Spectro dava acesso a uma emoção. Mesmo aqui, e apesar de aplaudido pela maior parte do público, havia sempre alguém a ridicularizar as suas capacidades, chamando-o charlatão. 

 

 

 

 

 

 

 

O seu espectáculo vai atrair também a atenção de alguns criminosos que pretendiam obter a sua ajuda para fazer alguns crimes. 

Contudo, Spectro recusa ajudar os meliantes. 

Os bandidos não gostam e atacam-o de seguida, fazendo-o cair sobre o seu próprio equipamento. 

 

 

 

 

 

 

 

Este acidente vai fazer com que ele absorva toda a energia do espectro de cores e levá-lo-à a um estado de fúria vingativa e insanidade, que o fará atacar a cidade, atraíndo a atenção do Captain Atom e dando início a uma batalha bastante equilibrada, na qual Spectro absorve demasiada energia e aparentemente desvanece no ar. 

 

 

 

A segunda, e última, aparição de Spectro dar-se-a em Captain Atom #81 (Vol 1, de 1966), com  o vilão a recuperar a forma física, pelo menos parcialmente, uma vez que agora ele se encontra dividido em cinco versões mais pequenas de si mesmo, cada uma com acesso a um determinado poder do espectro. 

 

 

 

Os cinco Spectro sequestram um satélite e roubam equipamento com o objectivo de se juntarem. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pelo caminho têm alguns confrontos com o Captain Atom e um destes Mini-Spectro (o púrpura) descobre que é o lado bom da personalidade, ao usar a sua luz para curar uma menina chamada Kathy. 

 

 

 

Com esta descoberta, o objectivo passa por ser reunirem-se os cinco, com o púrpura a assumir a liderança do corpo e com isso poderem voltar a usar a sua tecnologia para o bem. 

 

 

 

Segue-se um confronto com o Captain Atom no satélite, que resulta na reunião dos Spectros em um e na captura do vilão, que aparentemente parece ter desejos de reforma. 

Com a integração das personagens da Charlton Comics na DC Comics, o Doctor Spectro só volta a aparecer durante a Crisis in Infinite Earths, onde é revelado que ele pertence à Earth-4. 

Os eventos dessa saga trazem o fim deste Spectro, com um novo a surgir na New Earth que se forma após o Post-Crisis. 

Este novo Doctor Spectro inicialmente surge como uma ideia do General Wade Eiling. 

 

 

 

Um vilão imaginário para dar uma cover-story para o Captain Atom, que nesta versão é um herói governamental, com um cadastro militar manchado, para além de ser um homem fora da sua época (ao estilo do Captain America). 

Um vilão que travou uma guerra secreta utilizando tecnologia muito semelhante à de um vilão do Flash, o Rainbow Raider. 

 

 

 

 

 

Um repórter vai investigar a fundo e descobre o pai do Rainbow Rider, que foi quem criou a tecnologia das cores nesta versão, tinha um assistente de laboratório. 

Thomas Emery era esse assistente e alguém que usava a tecnologia em segredo para cometer certos golpes. 

 

 

 

A jornalista insinua que Emery é o Doctor Spectro, algo que ele nega (até porque não é verdade), mas para evitar mais investigações ele mata-a (Captain Atom #5, Vol 2, de 1987) e decide tornar-se no Doctor Spectro. 

 

 

 

Ele inicia uma crime spree de roubos, antes de tentar chantagear Eiling, uma vez que sabe que a backstory do Captain Atom é falsa, graças à jornalista. 

Ele tenta conseguir uma boa quantia de dinheiro do governo, de forma a ficar calado, e promete aposentar-se de seguida. 

 

 

 

Contudo, o Captain Atom descobre-o e facilmente vence o inexperiente vilão (Captain Atom #6, Vol 2, de 1987). 

 

 

 

Preso e com a cabeça colocada a prémio, tanto pelo Raibow Rider (irritado por Emery ter usado o seu equipamento), como por Eiling (que não quer pontas soltas), Emery encontra um aliado surpresa no Captain Atom, que ameaça todos os presos que tentem magoar o Doctor Spectro. 

 

 

 

Em Captain Atom #15 (Vol 1, de 1988), Emery vai ser forçado pelo governo a vestir-se outra vez como Doctor Spectro e defrontar o novo operativo governamental, Major Force, de forma a limpar a imagem pública deste. 

 

 

 

A meio do confronto fabricado entre ambos, o Captain Atom aparece. Quando a luta se estende para uma floresta fora do alcance das cameras, Major Force une-se a Spectro para dar uma major beatdown no Cap. 

 

 

 

Spectro, ainda sob a alçada do governo, vê o seu vencimento ser reduzido e aproveita que o Captain Atom está sem poderes para engendrar um plano que lhe dê dinheiro e vingança. 

Ele rapta Catherine Cobert, a porta-voz da Justice League Europe, e desafia o Cap, para um combate, mas uma vez mais perde (Captain Atom #34, Vol 1, de 1989). 

 

 

 

Ele brevemente faz team-up com o Major Force e com o Captain Atom para combater a organização terrorrista Kobra (Captain Atom #40, Vol 1, de 1990), antes de ser atacado e colocado num coma profundo por Charles Hendel, que assume o manto do Doctor Spectro em Captain Atom #50 (Vol 2, de 1991), na qual sofre uma derrota às mãos de um militar, nem sequer se chegando a testar contra o Cap. 

 

 

 

Emery eventualmente vai sair do seu coma e vai ser visto a importunar o Superman duas vezes, sem grande sucesso, a atacar um depowered Green Lantern (Kyle Rayner) durante uma tentativa falhada de escapar da prisão, a ser batido pelo Flash (Wally West) e a ter a sua alma sugada pelo demónio Neron, durante a saga Underworld Unleashed. 

Curiosamente, nunca mais o iremos ver em confronto directo com o Captain Atom. 

O primeiro Doctor Spectro, Pre-Crisis, tinha sido ele a desenvolver a sua própria tecnologia, sendo mestre total das emoções e com o poder de absorver energia para ficar mais forte e voar. 

Ele era também capaz de usar os seus raios para curar e consegui com êxito restaurar a sua forma física, assim como não tinha qualquer dificuldade em respirar no espaço. 

Os dois Doctor Spectros Pos-Crisis, roubaram e modificaram até alguma extensão a parafernália de um dos Rogues do Flash, o Raibow Raider. 

Eles usam uma motocicleta voadora e podem fazer projecções holográficas e controlar emoções em menor escala que o original. 

 

Leituras Essenciais:

 

Doctor Spectro (Charlton Comics) Pre-Crisis:

 Captain Atom #79 e 81, Vol 1, de 1966 - Relatam a sua origem e os seus primeiros (e únicos) confrontos com o Captain Atom. 

 

Doctor Spectro I (DC Comics) Post-Crisis:

Captain Atom #5-6, Vol 1, de 1987 - A origem do primeiro Doctor Spectro e a sua primeira batalha com o Captain Atom.

Captain Atom #15, Vol 1, de 1988 - Spectro faz team-up com o Major Force contra o Captain Atom.

Captain Atom #34, Vol 1, de 1989 - Spectro tenta a sua sorte contra um Captain Atom depowered. 

 

Doctor Spectro II (DC Comics) Post-Crisis: 

Captain Atom #50 (Vol 2, de 1991) - Primeira e única aparição deste segundo Spectro. 




Posted on terça-feira, novembro 25, 2025 by Ivo Silva

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terça-feira, 14 de abril de 2020

Com a sua bateria destruída por uma força alienígena desconhecida e com pouco mais de 14 horas de bateria restante no seu anel energético, Hal Jordan decide tentar descobrir a razão por detrás do sucedido. 

A busca conduz o nosso herói espacial a um pequeno planetóide nas margens do Sector 2814, onde Hal descobre que foi um alienígena de nome Priest, o responsável pela destruição da bateria. 

Este não o fez por malícia, uma vez que apenas procurava contactar o Green Lantern de forma a que este o auxilia-se no término de uma longa guerra galáctica.
 
Hal aceita ajudar Priest e não tarda a deparar-se com uma nave alien inimiga que o ataca. Hal vence a oposição e ao fazê-lo logra em restaurar alguma energia ao seu anel. Tal encontro será revelado como sendo um teste levado a cabo pelo enigmático Priest.
 
Com uma demonstração de força numa conferência de paz entre as duas facções, Hal consegue colocar um ponto final no conflito...pelo menos temporariamente (na verdade, ambas as facções decidem deixar as suas diferenças de parte para construir uma arma com a qual possam matar o Green Lantern).
Após esta fraca demonstração de diplomacia, Hal consegue regressar à Terra. Faz-lo mesmo a tempo de resgatar uma estranha nave que estava em rota de colisão com a superfície do planeta. 

Hal encontra um alien desconhecido, e aparentemente inofensivo, no seu interior. Determinando que o mesmo não é uma ameaça, Hal deixa-o em paz e segue com a sua vida.




Ledo engano. O alien, denomindado Visitor, não só se torna violento após assimilar a violência terrestre que vê via TV, como também assume forma humana. 

Ao destruir um Drive-In, o Visitor chama a atenção do herói governamental Captain Atom. 

O herói tenta parar o Visitor, que curiosamente apenas desejava encontrar a matéria-prima necessária para reparar a sua nave e dessa forma partir. 

Contudo, o alienígena revela-se demasiado poderoso, mesmo para as energias atómicas do Captain Atom. 

Éis que Hal regressa e tenta uma infrutífera resolução pacífica.


 

Hal e o Captain Atom acabam por forjar uma breve aliança como forma de encontrar o Visitor, que entretanto já havia fugido novamente. 

Contudo, os objectivos de ambos os heróis não poderiam ser mais distintos. 

Captain Atom pretendia eliminar o Visitor, por ver neste uma ameaça para a Humanidade, enquanto que Hal só queria ajudar o alien a voltar para as estrelas.


 

Quando os dois finalmente encontram o Visitor, Captain Atom consegue vencer o alien. Todavia, e quando se preparava para eliminar o mesmo, é impedido pelo Green Lantern. 

Como resultado, ambos os heróis engalfiam-se numa curta, mas brutal batalha, que se arrasta do cenário citadino de Los Angeles para o deserto arenoso de Nevada. 

Aqui, Hal tenta colocar um ponto final na batalha através de um potente golpe energético...mas falha e com estrondo.


 

O Captain Atom vence, deixando o exausto Hal no deserto, enquanto retoma a perseguição pelo Visitor. 

Felizmente, e para bem de Hal, que estava totalmente sem energia no anel, o Captain regressa, após descobrir que o Visitor já havia partido para o espaço.
O Captain traz Hal de regresso a Los Angeles, onde Hal recarrega o anel. 

Os dois heróis despedem-se em termos mais ou menos amigáveis, com Hal a partir de seguida para o espaço numa perseguição frenética ao Visitor que o levará a encontrar-se com um poderoso Green Lantern renegado...*
Todo este arco tem lugar nas páginas de Action Comics #623-630, corria o agora distante ano de 1988.



*Nota: Para esta história é favor de darem uma espreitadela em Grandes Momentos DC #35.  



Posted on terça-feira, abril 14, 2020 by Ivo Silva

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017








Antes do duo Joker e Harley Quinn ter sido estabelecido, já Punch e Jewelee faziam das suas e estabeleciam a sua reputação como um casal de palhaços criminosos.

Criados por Steve Ditko, um dos responsáveis pela criação de Spider-Man, Punch e Jewelee fizeram a sua estreia como supervilões em Captain Atom #85, corria o ano de 1967.

Originalmente personagens da defunta Charlton Comics, onde combatiam regularmente heróis como o Captain Atom e Nightshade, o duo vai ser integrado no Universo DC aquando da Crisis on Infinite Earths.



 


Namorados de longa data, Punch e Jewelee cresceram juntos em Brooklyn onde eram mestres de marionetas durante o dia e ladrões à noite.

 Embora totalmente amorais e caóticos, o duo não constituíam uma ameaça real, pelo menos até Punch ter encontrado um conjunto de armas alienigenas. 

Adaptando as armas à sua temática o casal vai iniciar uma longa carreira criminosa. 

Mais comediantes do que homicidas psicóticos como o Joker, o duo não vai representar grande desafio para os múltiplos heróis que iriam enfrentar, acabando por ser aprisionados em Belle Reve. 



 



Será lá que Amanda Waller os irá recrutar para servirem no seu Suicide Squad. 

Uma parceria que não dará grande frutos pois o líder do Squad na época, Bronze Tiger, não os tinha em grande conta. 

Eventualmente Jewelee irá engravidar e o casal abandona Belle Reve, tentanto adoptar um estilo de vida mais pacífico para a criança. 

Como seria de esperar o duo criminoso volta a fazer das suas, desta vez acompanhado pelo seu próprio infante. 

Punch e Jewelee chegam mesmo a fazer-se passar pelos heróis Hank e Dove, sendo todavia rapidamente expostos. 



 


Contudo a tragédia abater-se-á sobre o casal, com Punch a ser alvejado mortalmente por uns guardas após uma missão do Suicide Squad. 

Jewelee, pela primeira vez sozinha, vai juntar-se temporariamente à Injustice League Unlimited, acabando por se vingar do homem responsável pela morte do seu marido.



 


Punch será um dos muitos membros falecidos do Suicide Squad a regressar como Black Lantern durante a storyline Blackest Night.

 Será nesta história que o seu nome civil será finalmente revelado como sendo o de Clyde Phillips.


Leitura obrigatória:

Captain Atom #85 (Vol 1) de 1967 – Esta é, conforme foi apresentado no texto acima, a primeira aparição do duo criminoso. Nesta aventura o duo enfrenta as forças combinadas de Captain Atom e Nightshade. É também uma história inserida no Universo Charlton, bem antes da anexação das suas personagens pela DC Comics.


Hawk and Dove #18-19 (Vol 3) de 1989 – Nesta altura Punch e Jewelee já tinham consigo o seu rebento e já estavam perfeitamente integrados no Universo DC, tendo passado algum tempo no Suicide Squad. O duo criminoso tentava roubar uma veste experimental em Washington DC quando se viram no meio de uma batalha caótica entre os Madmen, Hank, Dove e o Creeper.









Posted on segunda-feira, janeiro 23, 2017 by Ivo Silva

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017



 


Após os eventos de Legends, uma nova Justice League of America foi formada.

 Inicialmente sob a liderança apertada do Batman e com Maxwell Lord a assumir-se como promotor e financiador desta nova JLA, não tardaria a que o grupo se tornasse internacional. 

Foi assim que a JLA, liderada agora pelo mais moderado Martian Manhunter, ganhou uma segunda equipa, a Justice League Europe.

 Ambas as Ligas, em situações extraordinárias, uniriam esforços com a frente coligada a ser chamada de Justice League International. 

Mas falemos da JLE, em particular e da sua estadia em terras galesas. 

 Criada por Keith Giffen e J.M.DeMatteis, esta nova Liga estreou-se nas páginas da sua própria comic, em 1989 (Justice League Europe #1, Vol 1). 

A formação, liderada por um relutante Captain Atom, era composta por velhos membros da Liga, como a Wonder Woman* e o Elongated Man e continha bastante sangue novo na figura de Metamorph, Wally West  (nesta altura ainda nos primórdios da sua carreira como Flash), Rocket Red, Power Girl e Animal Man.

 A equipa foi destacada para a embaixada americana na capital francesa. 

Contudo e apesar do apoio dado pela eloquente relações públicas, Catherine Colbert, a verdade é que o relacionamento entre a Liga e os franceses vai ser tudo menos feliz.


 

Logo em JLE #1, a embaixada é atacada por uma mob de franceses sedentos de sangue, isto depois de um misterioso cadáver de um criminoso nazi ter vindo dar à porta da mesma. 


A referida multidão em fúria vai ser revelada, mais tarde, como tendo estado sob o controlo mental de um adversário desconhecido, aquando do ataque.

Esse primeiro contacto com o povo francês vai ser devastador para a imagem da JLE e não ajudará em nada à equipa o facto do seu líder, Captain Atom, não falar uma ponta de francês. 

 

Essa questão, vai ser explorada (para grande embaraço de Captain Atom) em mais detalhe nas páginas de JLE #3, com a visita de um representante francês à embaixada. 

A isso vem-se juntar ainda o facto do inspector da polícia de Paris, Camus, não gostar nada da JLE e os numerosos conflitos da equipa com os mais populares Global Guardians. 

Enquanto investigava o passado do tal nazi morto no nrº 1 de JLE, os heróis vão-se deparar com alguns membros dos Guardians, em JLE #2 (Vol 1). 

 

Como já é da praxe num encontro entre heróis, dá-se a tradicional luta, neste caso propiciada pelo facto dos Guardians julgarem que a JLE nada mais é do que um bando de simpatizantes nazis. 

A JLE leva a melhor, todavia algo de inesperado acontece, com os membros derrotados dos Guardians a caírem num coma profundo, após a conclusão das respectivas batalhas.

Com mistério a acumular-se em cima de mistério, Power Girl, Elongated Man e o Flash (Wally West) decidem agir por conta própria e vão fazer uma pequena visita ao Dome, o quartel-general, agora desactivado e transformado em museu, dos Global Guardians em Paris. 

 

Após um intenso duelo com Jak O'Lantern, o trio consegue descobrir que algo de estranho se passa com os Guardians, algo que envolve a perigosa Queen Bee de Bialya.

Com a derrota iminente, Jack usa a sua abóbora para controlar as mentes do público que visitava o Dome e atiça-os contra os três leaguers.

 Ao mesmo tempo e antes de fugir, Jack acciona uma bomba que arrasa com o Dome, num acto que funcionou basicamente para denegrir a cada vez pior imagem da JLE, uma vez que as autoridades tomam os membros da Liga como os responsáveis por toda aquela destruição.

Em JLE #4, a equipa cansada destas constantes investidas da Queen Bee, decide ser proactiva e sorrateiramente entra em Bialya para levar a luta à vilã. 

 

Mais uma vez um trio é escolhido. 

Desta feita à Power Girl e ao Flash (Wally West) junta-se o Animal Man. 

O grupo depara-se novamente com Jack, mas desta vez leva a melhor sobre o herói tornado vilão, com Wally a colocá-lo k.o. 

Incapacitando ainda os seguranças da Queen Bee, a JLE faz um ultimato à vilã. 

Se ela deixar o grupo em paz, eles farão o mesmo com ela. 

Sem grandes opções, a Queen Bee aceita...pelo menos por enquanto.

Contudo não era por os ataques dos membros controlados dos Global Guardians terem cessado que a JLE ganharia pontos junto dos parisienses. 

Era necessário fazer algo mais, até porque para além do Enlongated Man, nenhum dos outros membros da JLE falava francês. 

A juntar a isso tínhamos ainda o facto de apenas Rocket Red ser europeu (russo), isto numa equipa que se dizia Justice League of Europe...mas que era constituída maioritariamente por americanos. 

 




Enquanto que a última questão vai ser resolvida com o recrutamento da misteriosa heroína francesa, Crimson Fox, nas páginas de JLE #10, a primeira vai-lhes exigir um pouco mais de esforço. 

Em JLE #6, os heróis, com excepção do Elongated Man e da Wonder Woman, vão ser forçados a aprender francês.

As aulas, em regime nocturno, vão ser dirigidas pela exigente Miss Kessler. 

 Como seria de se esperar, Wally faz o papel de palhaço da turma, algo que não é nada apreciado, não só pela professora, como pelos companheiros. 

  


Contudo a JLE, que estava na sua identidade civil, não eram os únicos alunos na sala. 

Ironicamente, o grupo de vilões conhecido como Injustice League, chefiados pelo Major Disaster, também se encontrava no local a aprender a língua.

 Vai ser precisamente o Major que se vai aperceber que a JLE está na sala, ao identificar o Metamorpho. 

Ele tenta avisar o resto dos companheiros, mas o seu bilhete é interceptado pela Miss Kessler que o lê. 

As consequências dessa leitura são desastrosas, com ambos os grupos a engalfinharem-se numa luta que apenas pára com um chamar de atenção estridente da Miss Kessler. 


 


Após diversas batalhas que a vão levar a agir fora de solo francês, a JLE vai ter a sua última aventura em Paris no número 20 da sua comic. 

A história começa de forma relactivamente tranquila, com a maioria dos membros da JLE a desfrutar de um dia de folga no quintal da embaixada. 

Apesar das "bocas" dos franceses à Power Girl (rapidamente silenciados pela mesma) e das cenas do costume de Wally, tudo corria bem. 

Mal sabia a JLE que do outro lado do canal da mancha vinha Beefeater, um britânico com ilusões de heroísmo. 

Este Beefeater era curiosamente um funcionário da JLI que julgava ter aquilo que era preciso para se juntar à Justice League.






 Como tal, Beefeater viaja até à embaixada parisiense para isso mesmo, contudo faz-lo numa altura em que Killowog** estava a tratar do sistema de segurança do prédio, danificado após um confronto recente com Starro. 

Confundindo Killowog com um invasor alienígena, Beefeater vai atacá-lo e vai ser durante esse tresloucado ataque que danifica um mecanismo que não devia ter danificado.

Como resultado das suas acções, a embaixada  colapsa, deixando no seu lugar uma enorme cratera. 

Com isto, a JLE muda-se para Londres no número seguinte.


 



*A Wonder Woman apenas marca presença, como membro da JLE, nas páginas desse JLE #1, ressurgindo durante uma missão do grupo à Grécia, em JLE #41.
 
** Um antigo Green Lantern que servia como génio científico da JLI.




Posted on segunda-feira, janeiro 09, 2017 by Ivo Silva

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