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terça-feira, 10 de agosto de 2021

 

 

 

 

 

A nossa aventura começa da forma mais improvável com Ben Grimm, a.k.a Thing, a servir de modelo para a escultora cega, Alicia Masters (que também era sua namorada na altura). 

Posted on terça-feira, agosto 10, 2021 by Ivo Silva

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018



 


No Universo 1120, um dos muitos do vasto Multiverso da Marvel, existiu um Thanos bastante diferente daquele que todos nós conhecemos. 

Este Thanos continuava a ser um fervoroso nihilista e adorador da personificação da Morte, como o da Terra 616.

A sua aparência é que nada tinha a ver com a do nosso Thanos, mas antes ela era igual à do Adam Warlock, na sua incarnação dos anos 70. 


 


A coloração da sua pele (e uniforme) não era dourada, como a do nosso Adam, mas antes púrpura, exactamente como à de Magus (o lado negro de Adam).

Ainda assim, também este Thanos liderava a sua frota espacial de destruição a partir da sua gigantesca nave-mãe, a Sanctuary II. 

Também ele tinha como o seu principal opositor o Captain Marvel (Mar-Vell). 

Neste universo alternativo, este Thanos logrou em extingir toda a vida em existência na nossa galáxia, excepto a de Mar-Vell que destroi a Null-Life Bomb do vilão impedindo-o de fazer igual às restantes galáxias do vasto universo.


 


Este Captain Marvel vai ser o responsável por dar o golpe final nesta versão caricata do vilão, usando a mística Ebony Blade* para o efeito. 

Curiosamente esta versão do Thanos dispõe de uma Infinty Gem, que não é a Soul Gem, mas antes a Power Gem (Captain Marvel #11, Vol 4, de 2000).

A morte deste Thanos deve muito em termos visuais à segunda morte de Warlock (ou da sua versão futura que se tornaria no Magus da Terra 616)  que ocorreu nas páginas de Warlock #11, Vol 1, de 1976.


*Nota: Esta espada, forjada por Merlin, é normalmente associada ao Black Knight.










Posted on segunda-feira, dezembro 03, 2018 by Ivo Silva

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segunda-feira, 3 de setembro de 2018









Esta história passa-se numa das muitas realidades alternativas do Universo Marvel. 

Nesta realidade em questão, a Humanidade praticamente já não existe, uma vez que a maioria da sua população foi transformada em mutantes pela Terrigen Mist dos Inhumans. 

Após uma violenta batalha com os Celestials, que quase obliterou o planeta, o que resta dos heróis da Terra unem-se à reincarnação terrena do há muito falecido Mar-Vell. 

Em Earth X (como é conhecida esta realidade), o ainda infante Mar-Vell, filho de Adam Warlock e Ayesha, junta a sua já poderosa consciência cósmica à Enigma Force* e procura criar nada mais, nada menos que o paraíso na Terra e no além.

Tal apenas pode ser obtido, a seu ver com a destruição da personificação da Morte e a modificação do reino desta usando pedaços do Cosmic Cube.


 


Numa luta de duas frentes, uma no mundo dos vivos e outra na dos mortos (graças ao seu vasto poder, Mar-Vell consegue estar em dois locais ao mesmo tempo, sendo que no reino dos mortos a sua forma é a de um adulto), o antigo Captain Marvel tenta reunir o apoio do maior número possível de heróis (e até de alguns antigos vilões) com vista atingir esse seu objectivo. 


 


No mundo dos vivos a sua principal oposição surgirá na forma de um culto, o Tong of Creel, que busca reconstruir o Absorbing Man, um vilão que nesta dimensão, após ter absorvido a programação do Ultron, matou grande parte dos Avengers antes de ser finalmente detido pelo Vision.

No mundo dos mortos, a oposição será igualmente terrível, pois à frente do exército esquelético da Morte vai estar o seu maior adorador, o temível Mad Titan, Thanos (Universe X #3, Vol 1, de 2000). 

A assistir impávida e serena aos acontecimentos está a Morte, enquanto que a manipular tudo por detrás das cortinas encontra-se o demónio Mephisto (nesta dimensão o auto-proclamado pai da Morte). 


 


Este último serve-se de Belasco (na realidade o mutante Nightcrawler), de um exército de Daredevils virtualmente imortais (cópias do Deadpool da Earth X), do Immortus e dos aliens Dire Wraiths, entre muitos outros. 

Contudo, o seu grande trunfo, a "ressurreição" do Absorbing Man não corre como planeado. 

Como da primeira vez, o Vision (um dos poucos Avengers sobreviventes) vai ser fundamental na derrota do vilão. 

Creel tornar-se-á num fantasma gigante (ele tinha acabado de absorver Manhatthan). 

Contudo, e para evitar a destruição da Terra, o Vision terá que o tornar tangível novamente. 


 


Creel é convencido por Loki a transformar-se em Vibranium e com isso salvar o próprio planeta, cuja estabilidade não era muita após a destruição do embrião dos Celestials que estava no seu núcleo (em Earth X #0-12 e X, Vol 1, de 1999 a 2000). 

Immortus verá o erro de se ter juntado a Mephisto e Belasco descobrirá a manipulação de que fora alvo pelo senhor dos infernos.

No reino da morte a luta não corria tão bem, uma vez que era preciso muito esforço, da parte de Mar-Vell e da forma astral do Doctor Strange, para manter os heróis e vilões falecidos conscientes de que o estavam de facto (caso contrário, julgavam-se ainda vivos e paravam de tentar combater a Morte).




Para além disso, eram poucos os combatentes disponíveis e embora fossem poderosos (entre eles contavam-se a Phoenix, o Ghost Rider original, o Doctor Doom e o Iron Man, entre muitos outros) estavam a perder terreno contra o inesgotável stock de guerreiros à disposição de Thanos. 

A morte do Supremor, às mãos do infante Mar-Vell, dará ao Mar-Vell adulto a possibilidade de contar com todos os Kree falecidos (incluíndo a sua amada Yuna e o seu odiado inimigo Yon-Rogg) do seu lado. 

Todavia, a primeira acção do Vision na terra dos vivos, ao aprisionar Creel, terá consequências nefastas no outro reino, com Mephisto a ganhar vantagem e conseguir capturar um temporariamente depowered Mar-Vell, ao mesmo tempo que extermina os seus guardiões (Nova, Ms Marvel e Starlord) e convence os outros a parar de lutar.


 


Ao tornar intangível Creel, o Vision tornou a Terra e todos nela igualmente intangíveis, o que negou ao infante Mar-Vell o acesso ao poder cósmico do Silver Surfer, necessário para o Kree vencer a luta no reino dos finados.

Com Mephisto prestes a desfazer um indefeso Mar-Vell adulto, eis que a situação muda novamente, quando o Vision liberta Creel e Loki consegue convencer este a salvar a Terra e os seus habitantes (como já referi acima).

Com a Terra tangível uma vez mais, o Silver Surfer cede o seu poder cósmico a Mar-Vell, energizando a sua forma adulta no reino dos mortos. 

Ao mesmo tempo, o falecido Captain America lidera os mortos heróicos numa última carga contra as forças da Morte. 


 


Em confronto directo com Mephisto, Mar-Vell revela-lhe, como a sua metade criança já o havia feito na Terra, que o demónio não era o pai da Morte, mas antes uma mera manifestação dos medos da Humanidade. 

E com essas simples palavras, Mephisto desaparece como se nunca tivesse existido de facto.

Entretanto, Mar-Vell aponta o Ultimate Nullifier, a arma mais potente do universo, à Morte. 

Thanos intercede, pelo que Mar-Vell revela-lhe aquilo que descobriu graças à junção da Enigma Force com a sua própria consciência cósmica. 


 


A Morte não ama o Mad Titan. 

Nunca amou. 

Thanos, que se julgava o filho da Morte, uma vez que via nela a imagem da sua mãe, tinha sido manipulado por ela desde tenra idade. 

Mar-Vell revela como Sui-San morreu durante o primeiro ataque das forças de Thanos a Titan, anos antes. 

O seu corpo nunca foi encontrado porque o pai de Thanos, Mentor, o escondeu do resto dos Eternals de Titan. 

A razão para isso era algo que Thanos havia descoberto enquanto criança, mas que entretanto havia esquecido. 

Sui-San era uma Skrull, sendo essa a razão para Thanos ter a aparência que tinha. 


 


Ao contrário do que acontece no Universo Marvel 616, aqui a relação entre Sui-San e Thanos era forte e ao saber que a Morte o manipulou de forma a que o Mad Titan matasse a própria mãe, o vilão vira-se contra esta. 

Mar-Vell dá-lhe o Ultimate Nullifier e Thanos usa-o contra o ser que durante tanto tempo adorou, apagando a Morte da existência (Universe X #X, Vol 1, de 2001). 

Ela ainda tenta impedir o inevitável, falando directamente com o Mad Titan pela primeira vez, mas nada o detém.


 


Mar-Vell estava livre agora para construir o seu paraíso.


 
*Nota: A Enigma Force é uma poderosa fonte de energia cósmica proveniente do Microverse. 

Os indivíduos que se servem do seu poder normalmente dão pelo nome de Captain Universe.









 

Posted on segunda-feira, setembro 03, 2018 by Ivo Silva

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segunda-feira, 4 de junho de 2018



 


A origem da personagem que se tornaria numa das mais veneradas de sempre no Universo Marvel não poderia ser mais caricata, pois é uma consequência directa da intensa batalha jurídica travada entre a National Comics (DC) e a Fawcett Comics.

Aparentemente, a personagem da Fawcett, Billy Batson, a.k.a Captain Marvel, era demasiado similar em aparência e poderes com a personagem que a par do Batman e da Wonder Woman era o porta-estandarte da National Comics.




Falo, como devem decerto imaginar, do Superman. 

O processo jurídico depressa se tornaria não só num dos mais famosos da história (envolvendo comics), mas também num dos mais longos e custosos financeiramente falando. 

Com a Golden Age das comics a aproximar-se do seu zénite e a popularidade dos super-heróis em queda, a Fawcett (que até venceu o primeiro processo) sem fundos para continuar a luta nos tribunais, decide abdicar da mesma e deixa de publicar o Captain Marvel. 

Com a Fawcett a fechar portas como consequência disso, os direitos à trademark do nome Captain Marvel ficam vagos, uma vez que a National Comics limitou-se a comprar a personagem da Fawcett e não reservou os direitos para o uso exclusivo do nome. 

Isso deu a oportunidade a outras companhias de comics de estabelecerem os seus próprios Captain Marvels. 


 


A M.F.Enterprises foi a primeira a publicar uma comic intitulada Captain Marvel em 1966. 

A sua personagem era a de um andróide enviado por uma raça alienígena para a Terra.

Capaz de disparar raios pelos olhos, de voar graças às suas botas a jato e com a habilidade de separar as diferentes partes do seu corpo, o Captain Marvel da M.F.E foi um retundante fracasso, não passando do ano seguinte.

Este Captain Marvel foi uma criação de Carl Burgos, responsável por um dos heróis mais bem sucedidos da Timelty Comics nos anos 40 e 50, o igualmente andróide Human Torch.

Foi precisamente em 1967, com a Marvel Age da Marvel Comics em plena fase inicial que Stan Lee e Gene Colan criaram o primeiro Captain Marvel da editora. 


 


A personagem faria a sua estréia nas páginas de Marvel Super-Heroes #12 (Vol 1) e era bastante distinta das versões da Fawcett e da M.F.E.

Este Captain era mesmo um capitão das forças armadas, mas não era de todo terrestre, mas antes um alien, parte do poderoso Império Kree.

Mar-Vell (sim, era esse o seu verdadeiro nome) foi enviado para a Terra como parte de uma armada sob o comando do General Yon-Rogg (que se tornaria num dos seus maiores e odiados adversários). 

Sendo um Kree de pele rosada (os Kree azuis eram a classe dominante, mas minoritária do Império), cabia a Mar-Vell infiltrar-se no programa espacial terrestre e descobrir em que ponto se encontrava a tecnologia terráquea.

Assumindo a identidade de um cientista recentemente falecido (um tal de Walter Lawson), Mar-Vell vai ser bem sucedido na sua infiltração nas instalações da NASA.

Será como Lawson que Mar-Vell irá conhecer uma das maiores paixões da sua vida, Carol Danvers, também ela uma capitã mas da Força Aérea dos E.U.A, destacada para servir como chefe de segurança do projecto espacial. 


 


Para além de Carol, Mar-Vell tinha uma outra grande paixão (esta talvez ainda maior) na figura da enfermeira Kree, Una. 

O problema é que Yon-Rogg também tinha sentimentos por Una e por essa razão irá fazer de tudo ao seu alcance para tirar Mar-Vell do seu caminho. 

A primeira dessas tentativas vai consistir na activação de um sentinela Kree, o Sentry #459 (robots deixados pelo Kree em certos planetas de importância). 

Essa batalha terá lugar nas páginas do primeiro issue do Captain Marvel.

Apresentando-se no seu fato militar Kree, verde e branco, o Captain Mar-Vell vai ser visto pelos terráqueos como mais um dos muitos super-heróis da emergente comunidade heróica.

Curiosamente, vão ser esses mesmos terráqueos que, dizendo mal o nome de Mar-Vell, o vão baptizar como Captain Marvel. 


 


A Marvel Comics tinha nesta altura adquirido a trademark do nome e a manteria desde que cumprisse um simples requisito. 

De dois em dois anos tinha que publicar pelo menos um comic com o nome de título Captain Marvel, sob pena do mesmo cair em domínio público.

Este seria o principal motivo para a DC, quando finalmente comprou os direitos para publicar o Captain Marvel da Fawcett, não ter criado uma comic intitulada Captain Marvel (criou antes uma chamada Shazam, embora Billy mantivesse o direito a usar o nome de Captain Marvel no interior das páginas das ditas comics). 


 


Este Mar-Vell, que depressa descobriu os intentos mais sinistros que os Kree tinham para o planeta Terra, era muito diferente daquilo que hoje imaginamos como sendo um Captain Marvel. 

Para além do uniforme, Mar-Vell tinha que tomar um soro para sobreviver sem o seu elmo na atmosfera terrestre, voava com o recurso a jactos e tinha no Uni-Beam a sua principal arma de ataque. 

Era super-forte e resistente para os padrões humanos, mas não o era em relação aos restantes Kree (Ronan, por exemplo, era muito mais forte que ele). 


 


Dentro de pouco tempo, Mar-Vell, que começou como espião, passa a protector da Humanidade, revoltando-se contra os seus superiores. 

Um acto que terá como consequência a sua quase execução e a morte de Una (em  Captain Marvel #10-11, Vol 1, de 1969). 


 


Exilado no espaço sideral por Yon-Rogg, Mar-Vell terá o que aparentava ser um encontro com uma entidade cósmica que lhe vai ampliar consideravelmente os poderes. 

Mar-Vell passa a ser capaz de voar por ele próprio e a sua força, velocidade e resistência são agora muito maiores que antes. 

Para além disso, ele tem agora a habilidade de criar ilusões mentais e consegue teleportar-se (poderes rapidamente esquecidos). 

A suposta entidade, de nome ZO, nada mais era que um alto dirigente Kree, Zarek, em disfarce.

Este conspirava com Ronan para derrubar o governante do Império, o Supermor.

Ambos pretendiam usar o Kree rebelde como uma arma contra o governante supremo.

Contudo, o tiro sai-lhes pela culatra, pois o honrado Mar-Vell vai recusar trair a sua pátria e o Supermor.


 


A sua recompensa por ajudar a frustrar os planos dos dois usurpadores vai ser um novo uniforme (azul e vermelho) e as poderosas Nega Bands (Captain Marvel #16, Vol 1, de 1969). 

Com o Supermor a colocar os seus planos de dominação da Terra de parte, por respeito à bravura demonstrada por Mar-Vell, o nosso herói será enviado de volta para o pequeno planeta azul, com a tarefa de capturar o Yon-Rogg (um aliado de Ronan e Zarek).

Brevemente aprisionado na Negative Zone (Captain Marvel #17, Vol 1, de 1969), Mar-Vell estabelece uma parceria simbiótica com Rick Jones (na época o novo Bucky do Captain America), na qual eles trocam vezes entre estar na Terra e na Negative Zone ao colidirem as Nega Bands. 


 


Mar-Vell vingar-se-ia de Yon-Rogg e estaria brevemente sujeito a uma limitação dos seus poderes durante a noite (Mar-Vell ficava mais forte durante o dia), antes das suas histórias serem finalmente entregues ao grande mestre Jim Starlin. 

Este irá revitalizar uma personagem cujas vendas e popularidade estavam em queda. 

As edições de Captain Marvel #25 a 33, que se estenderam de 1973 a 1974, relatam a transformação de Mar-Vell de um mero herói a ícone. 

Sob a batuta de Starlin, Mar-Vell (e Rick Jones) irá enfrentar antigos adversários, na figura dos Skrulls, mas também novos e perigosos oponentes como o Controller e, sobretudo Thanos.

Este último tornar-se-ia no derradeiro inimigo de Mar-Vell e obrigaria o nosso herói a passar por uma última metamorfose no que a poderes diz respeito. 


 


Para conseguir derrotar a grande ameaça que era Thanos, Mar-Vell seria testado pelo deus cósmico Eon, enfrentando uma versão sombria de si mesmo, para conseguir atingir a consciência cósmica. 

Uno com as energias do universo (qual Jedi), Mar-Vell verá o seu cabelo tornar-se louro, ficará ainda mais poderoso, sendo agora capaz de disparar rajadas de puro poder cósmico das mãos. 

Para além disso, Mar-Vell passa a deixar um rasto de luz cintilante quando voa e mais importante que tudo isso assume o manto de protector do universo. 


 


Será graças a essas novas habilidades que Mar-Vell irá conseguir bater Thanos, impedindo o Mad Titan de manter o nível de omnisciência que havia obtido através do Cosmic Cube. 
Após essa épica batalha (na qual participaram também os Eternals de Titan, Drax e os Avengers), Mar-Vell será afectado, durante uma batalha com o vilão Nitro, por um gás mortífero, o Compound Thirteen (em Captain Marvel #34, Vol 1, de 1974). 


 


O gás irá provocar a eventual morte de Mar-Vell ao dar-lhe um cancro para o qual nem as mentes mais brilhantes do universo Marvel conseguiram encontrar cura. 

Tal história seria contada naquela que foi a primeira graphic novel da Marvel Comics e seria publicada em 1982. 


 


Contudo, e antes dessa fatídica data de 1982, Mar-Vell conheceria o último amor da sua vida na Eternal de Titan, Elysus. 

Dela terá dois filhos (Genis e Phyla) que nasceriam após a sua morte, via inseminação artificial. 

Seria revelado numa retcom em 2000 que Mar-Vell teria tido um breve relacionamento com a princessa Skrull Anelle. 

Daí resultará o nascimento de Dorrek VIII (a.k.a Ted Altman), que cresceria para se tornar no heróico Hulking (membro dos Young Avengers). 

Ele ainda se separaria de Rick Jones (que voltaria às páginas do Hulk) e da maldição de ter que alternar entre a Negative Zone e a Terra. 
A comic de Mar-Vell contaria com um total de 62 números, com o último a ser publicado em 1979. 

Nesta run de 12 anos, Mar-Vell defrontaria diversos adversários para além dos referidos acima. 

Entre os que mais se destacaram contam-se: Megaton, Stranger, Grim Reaper, Basilisk, Stellarax, Isaac Prime, Mercurio e os Aakon (outra raça rival dos Kree). 


 


As aventuras da personagem transitariam para a comic Marvel Spotlight (Vol 2) logo de seguida. 

Uma publicação que o Captain Marvel partilharia com outras personagens cósmicas, nomeadamente Starlord e o Captain Universe original. 
O Captain Marvel faria ainda inúmeras aparições noutras comics, com destaque para as suas aventuras com Adam Warlock (que o colocaria no caminho de um regressado Thanos), Spider-Man, Thing e os Avengers (contra Korvac e durante a Kree/Skrull War).  


 


A personagem contaria ainda com duas mini-séries. 

A primeira, Life of Captain Marvel é de 1985 (com 5 números), ao passo que a segunda, Untold Legend of Captain Marvel é de 1997 (com 3 números). 

Mar-Vell seria o primeiro e até à data único herói a receber o título de Avenger post-mortem. 

Um atestado nesta época, de grande valor para uma personagem que era adorada pelos amigos e respeitada pelos adversários (os Skrulls, inimigos jurados dos Kree, vão presenteá-lo com a sua medalha de bravura).

A adoração na Terra chegou ao ponto de haver um culto dedicado à sua persona, na chamada Church of Hala (Ms Marvel #48-50, Vol 2, de 2010).





Mas como estámos a falar de comics, volta e meia Mar-Vell regressaria ao mundo dos vivos. 

De forma temporária e rápida é certo. 

O seu espírito foi recrutado para servir na Legion of the Unliving por duas vezes. 

A primeira em 1987 (Avengers Annual #16, Vol 1) e a segunda em 1998 (Avengers #11, Vol 3). 

Em ambas as vezes foi para se degladiar com os seus antigos aliados, os Avengers. 

O seu corpo seria ainda usado uma segunda vez em 1998 pelo vilão Syphonn contra Adam Warlock e Genis (Warlock #1-2, Vol 4). 

Fora essas aparições "malignas" Mar-Vell resurgirá mais benevolente em certas ocasiões. 

Em 1992 ajuda o Silver Surfer a escapar do reino da morte (Silver Surfer #63, Vol 2), 18 anos mais tarde é ressuscitado durante a Chaos War, juntamente com outros Avengers falecidos (é morto pelo Grim Reaper) e durante o recente AVX são os Kree quem lhe devolvem a vida (usando o M'Kraan Crystal para o efeito) de forma a que Mar-Vell os salve da iminente chegada da Phoenix Force. 


 


Uma vez mais, e numa variante verde e branca do seu segundo uniforme, Mar-Vell dá a vida para salvar Hala da destrutiva entidade cósmica. 
As habilidades e aparência de Mar-Vell seriam duplicadas inúmeras vezes. 

Mais de 98 Skrulls procuraram duplicar a sua forma, entre eles o Super-Skrull. 

A maioria deles falhou por estarem também a tentar emular a mente do herói Kree. 

Dos que conseguiram dois deles tornar-se-iam heróis, desafiando o seu próprio povo em prole da Terra, ao passo que um terceiro se tornaria insano, sendo usado pela Mystique contra Carol Danvers (a.k.a Ms Marvel).


 


De entre os dois mais heróicos apenas seria dado nome a um deles. 

Khn'nr vai surgir em plena Civil War (Civil War: The Return, de 2007), tendo sido encontrado perdido na Negative Zone pelo Avenger Sentry. 

Não tomando partido por nenhuma das partes, Khn'nr, que todos acreditavam (até mesmo o próprio) tratar-se do verdadeiro Mar-Vell, irá trabalhar com os Mighty Avengers e a Order durante a época da Initiative. 

Com o advento da Secret Invasion dos Skrulls na Terra, Khn'nr irá descobrir a verdade sobre as suas origens, durante uma violenta contenda com os Thunderbolts de Norman Osborn. 

Desejando mais que tudo ser um herói, Khn'nr decide seguir o exemplo da mente que tinha estado a emular e vira-se contra os Skrulls, atacando sozinho a armada principal. 

Khn'nr morre como um verdadeiro herói, mas não sem antes entregar a sua versão das Nega-Bands (de fabrico Skrull) ao Kree Noh-Varr, a.k.a Marvel Boy. 





Existem ainda muitas versões alternativas de Mar-Vell. 

Entre elas destaco as seguintes: William Mar-Vell (uma união entre o guerreiro Kree e o herói da Fawcett), Lord Mar-Vell (o governante demoníaco do Canververse e líder dos Revengers) e o pequeno infante Mar-Vell da Earth X (filho de Ayesha e Adam Warlock e o detentor da Enigma Force). 

No pico de popularidade da personagem após as histórias de Jim Starlin será possível o lançamento de um spin-off que teria como protagonista Carol Danvers, a.k.a Ms Marvel, em 1977. 
A personagem de Mar-Vell faria breves aparições fora das comics, nomeadamente em séries de animação (Avengers Earth's Mightiest Heroes e Super Hero Squad), jogos de vídeo (Marvel Ultimate Alliance e Marvel Heroes) e merchandise (figuras de acção e estatuetas).
Contudo, Mar-Vell não foi o único Captain Marvel da casa das ideias, mas antes o primeiro de muitos. 

É precisamente isso que veremos no post seguinte: O Legado de Mar-Vell!
Stay tunned!





Posted on segunda-feira, junho 04, 2018 by Ivo Silva

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segunda-feira, 7 de maio de 2018



 


Adam Warlock e o Silver Surfer tentam recrutar a ajuda do Doctor Strange na sua missão de curar a insanidade de Thor, temendo a destruição que este último possa causar agora  que se encontra na posse de uma das Infinity Gems (ver Silver Surfer #87, Vol 3, de 1993), conforme é relatado pela restante Infinity Watch (que chega a casa de Strange pouco depois). 

Strange acede ao pedido de auxílio e segue com o Silver Surfer e a Infinity Watch para Asgard, uma vez que é para lá que Thor e a Dark Valkyrie seguem também.

A chegada à cidade dourada é acompanhada por mais precalços uma vez que o grupo é atacado primeiro por um recuperado Ray e depois por um exército enraivecido de trolls (em Warlock Chronicles #7, Vol 1, de 1994). 

Os trolls foram enganados pela Lady Sif de forma a confrontarem a Infinity Watch e Strange.


 


Os nossos heróis são derrubados não apenas pela força dos números, mas também pelo recurso a técnicas historicamente mais associadas a ninjas...gás.

Tudo isto ocorre porque Sif acreditava piamente que poderia salvar Thor sozinha, servindo-se das Norn Stones* para esse efeito.

O grupo é levado pelos trolls para servir de sacrifício à fera conhecida como Borgeddon, contudo tal não chega a ocorrer uma vez que Pip (também ele um troll embora de outras paragens) apela
a um julgamento por combate (muito ao estilo de Game of Thrones). 


 


Sem grande experiência na arte do combate, Pip escolhe Adam como seu substituto para a batalha com o campeão dos trolls, Olik (o irmão mais velho do conhecido inimigo de Thor, Ulik). 

Adam vence, usando o poder da sua Soul Gem e liberta os outros mesmo a tempo da chegada de Thor a Asgard (em Thor #470, Vol 1, de 1994). 

Como seria de se esperar uma nova contenda com Thor e a Dark Valkyrie tem lugar.

Fortalecido pela Infinity Gem, Thor resiste a um ataque combinado de Strange e Adam. 


 


De uma assentada derruba ambos, virando as suas atenções para o Surfer e o resto da Watch.

Derrotando Drax, Gamora, Maxam e Surfer, sem grande esforço, o deus do trovão deixa Moondragon para a Dark Valkyrie. 

Em desespero e numa altura que Sif surge com as Norn Stones, Pip usa os seus poderes de teleportação para transportar o Thor e a Valkyrie para fora de Asgard, com o Silver Surfer a vir de arrasto. 




O quarteto dá por si num dos sítios mais perigosos da galáxia. 

No covil de Thanos, o Mad Titan!

Nas páginas de Silver Surfer #88 (Vol 1, de 1994), Thanos alia-se ao Surfer, percebendo de imediato a ameaça maior que Thor representa. 

A luta entre ambos é selvática e Thor faz mesmo Thanos sangrar (algo que nunca havia ocorrido nos confrontos anteriores entre os dois).




Enquanto os dois titãs se degladiam, o Silver Surfer usa o seu poder cósmico para abater a Valkyrie. 

Com a luta num impasse e sempre o estratega, Thanos recorre a uma das suas armas para enclausurar Thor num estado de animação suspensa. 

Thanos decide então tentar curar o deus do trovão (em Warlock Chronicles #8, Vol 1, de 1994), procurando unificar a sua mente.

Infelizmente, a loucura de Thor é demasiado grande, pelo que o Mad Titan decide que o melhor a fazer é recorrer a Odin. 


 


O porquê de os heróis ainda não o terem feito é algo que escapa à compreensão de Thanos.

Contudo, e conforme pode ser visto nas páginas de Warlock and The Infinity Watch, a chegada do grupo a Asgard, e de Thanos em particular, não é bem recebida por Odin. 

Também não ajuda o facto de à chegada, Thanos ter colocado Heimdall nocaute... 

Odin, que julgava Thor prisioneiro inocente de Thanos, lidera os asgardianos contra os recém-chegados. 

A luta é equilibrada com ambos os lados a sofrerem algumas perdas, o que obriga Odin a intervir pessoalmente.

Inicialmente, Thanos e o Silver Surfer atacam em conjunto, mas Odin depressa derruba o antigo arauto pelo que esta passa a ser uma luta um a um entre o pai divino e o titã.

Thanos tenta o mesmo estratagema que lhe permitiu conter Thor, mas a sua prisão não segura Odin que convoca para si  a lança Gugnir**


 


Odin liberta todo o seu poder sobre o Mad Titan, mas este resiste, numa grande demonstração de resiliência. 

A batalha que parece pender para Odin é interrompida por Sif e Ray. 

Adam aproveita e revela a Odin algo que deixa o pai dos asgardianos extremamente amargurado. 

A razão para a actual Warrior Madness de Thor vem do período em que Odin o fundiu à figura mortal de Donald Blake. 


 


Thor #471 (Vo1, de 1994) traz-nos a conclusão desta história com Odin a penetrar na psique do filho adormecido e a enfrentar a manifestação física da insanidade deste, a Dark Valkyrie. 

Esta é uma luta que Odin não trava sozinho. 

A parte sã de Thor ajuda o pai nesta batalha que tem lugar no mundo psiquíco. 

É mesmo Thor quem , usando o Mjolnir exorciza a Dark Valkyrie da sua mente, libertando-se finalmente da sua influência nefasta e restaurando a sua própria sanidade no processo. 

A Power Gem é devolvida à Infinity Watch no final.


*Nota: As Norn Stones são capazes de múltiplas façanhas desde moldar a realidade aos desejos do seu usuário até simplesmente ampliar o seu poder natural. Originalmente pertenciam à feiticeira Karnilla.

**Nota: A par do Mjolnir e da Twilight Sword, a Gugnir é uma das armas mais poderosas de Asgard, pois concentra em si a Odinforce.




Posted on segunda-feira, maio 07, 2018 by Ivo Silva

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segunda-feira, 2 de abril de 2018





Uma vez mais Thor deixa Asgard (nas páginas de Thor #468, Vol 1, de 1993).

Desta feita, não o faz para rumar a Midgard (Terra) como em tantas outras vezes, mas antes para embarcar numa viagem solitária pelo espaço sideral, fazendo uso para esse efeito de uma típica embarcação viking*

Afectado, uma vez mais, pela Warriors Madness**, que neste caso é representada fisicamente (embora só Thor a veja) por uma Dark Valkyrie, Thor recusa até mesmo os pedidos da sua amada Sif para que regresse a Asgard. 


 


Na verdade, o nível de insanidade de Thor é tão elevado que ele não só não pretende voltar, como deseja destruir a cidade dourada. 

A seu ver os asgardianos nunca lhe deram o devido valor, por isso merecem a morte.

O enraivecido Thor brutaliza Sif sem pensar duas vezes e provavelmente teria morto a guerreira não tivesse ela vindo na companhia de Beta Ray Bill (também ele um deus do trovão e amigo de longa data de Odinson). 


 


Ray tenta, como Sif antes dele, apelar ao bom senso de Thor, mas falha redondamente. 

A luta que tem lugar não corre nada bem para Ray. 

O que lhe vale é a rápida intervenção do Silver Surfer que por um acaso do destino se encontrava por aquelas paragens. 

Lady Sif, ciente que nada poderia fazer para ajudar na contenda, foge sorrateiramente numa tentativa desesperada de alertar Asgard para o perigo que se aproxima.


 


Nas páginas de Silver Surfer #86 (Vol 3, de 1993), vemos Thor a insistir na teoria de que nada mais é que uma mera marioneta de Asgard, pelo que da mesma maneira que com Sif e Ray, a batalha com o antigo arauto de Galactus torna-se inevitável. 

O Silver Surfer ainda assim, e preso por um sentido de amizade e respeito para com Thor, contém a sua mão, evitando usar todo o poderio do seu poder cósmico sobre o asgardiano. 

Contudo, Thor não lhe estende a mesma cortesia, pois não tem problemas em agredi-lo selvaticamente usando o Mjolnir. 

O ataque impiedoso de que o Silver Surfer é alvo permite que Ray recupere os sentidos e rapidamente consiga derrubar um distraído Thor.  


 


O insano deus não permanece no chão por muito tempo. 

Alimentado pelas palavras da fantasmagórica Dark Valkryie, Thor uma vez mais descarrega o poder místico do Mjolnir sobre Ray.

Perante tal atitude, o Surfer decide que o tempo da contenção passou e liberta finalmente toda a força do seu poder cósmico. 

Como em contendas anteriores entre ambos, a força do antigo arauto em nada se compara com o verdadeiro poder de Thor, pelo que o Surfer envia um inconsciente Ray para longe do perigo usando a sua fiel prancha (Ray será levado para Asgard por Sif para ser tratado).


 


Éis que chega um quarto interveniente (a Valkryie não conta, pois não é real). 

O seu nome é Adam Warlock e ele procura, como os demais, resgatar a alma de Thor da insanidade que se alojou sobre ela (Warlock Chronicles #6, Vol 1, de 1993).  

Sempre o messias, Adam, que havia vislumbrado as acções destrutivas de Thor do conforto da base da Infinty Watch na Monster Island, está decidido a ajudá-lo. 

De facto, Adam tem uma vantagem que Ray, Sif e o Silver Surfer não possuíam.

Ele consegue ver a Dark Valkryie graças à sua Soul Gem. 

  



Apelando a Pip que transporte o resto da Infinity Watch*** para o local de forma a conseguirem conter Thor (em Warlock and The Infinity Watch #23, Vol 1, de 1993), Adam testa o poder da sua Soul Gem na Dark Valkryie. 

O resultado é nulo, pois a dama sombria não tem alma própria e realmente não passa de um figmento da Warrior Madness que aflige Thor.

Tais acções aborrecem ainda mais Thor que quase esmaga o crânio de Adam com o seu martelo, isto após aguentar um ataque directo vindo da Soul Gem deste último.


 


O Silver Surfer salva Adam e ambos deixam a luta para o resto da Infinity Watch (em Thor #469, Vol 1, de 1993). 

De todos só Moondragon, que junta as suas vastas habilidades telepáticas ao poder da Mind Gem consegue finalmente parar Thor.

Todavia, ao fazê-lo dá forma física à Dark Valkryie. 

Agora com dois asgardianos insanos com quem lutar, A Infinity Watch vê-se em apuros.


 


Nenhum deles é páreo para o duo insano e a situação torna-se ainda mais perigosa quando ao derrotar Drax, Thor se apodera da Power Gem...

Continua na Parte 2, daqui a um mês.

Stay Tunned!



*Nota: Muito semelhante à usada no episódio 10 da série de animação, Spider-Man and His Amazing Friends, em 1981.

**Nota: A primeira vez que Thor foi afligido pela Warriors Madness foi na década de 60. Sob o efeito da mesma, o deus do trovão quase matou HIM (mais tarde conhecido como Adam Warlock).

***Nota: A Infinity Watch foi constituída para resguardar as Infinity Gems. Liderada por Adam Warlock e  a habitar na Monster Island, cada membro tinha uma Gem a seu cargo. Adam tinha a Soul Gem, Moondragon a Mind Gem, Drax a Power Gem, Pip a Space Gem, Gamora a Time Gem e ironicamente, Thanos a Reality Gem.  



Posted on segunda-feira, abril 02, 2018 by Ivo Silva

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