A outra Aranha...

Em 1974, numa altura em que a popularidade de Spider-Man estava numa fase crescente, os seus editores da Marvel decidiram dar-lhe um vilão com a mesma temática aracnídea. O sul-americano Antón Miguel Rodriguez viria preencher essa vaga. Como Tarântula, Antón surgiu, pela primeira vez, no número 134 de Amazing Spider-Man, tentando sequestrar os passageiros de um navio de luxo, para desta forma conseguir um resgate chorodo. Para o seu infortúnio, Peter seguia a bordo do mesmo e, juntamente, com o Punisher colocou um ponto final nas intenções do vilão.




Nem os espigões venenosos nas pontas das botas de Antón, se revelaram um obstáculo para a velocidade e forças superiores de Parker. Antigo agente da nação fictícia da Delvadia, Antón ainda juntou forças com o Chacal, durante a primeira “Saga dos Clones”, mas, mais uma vez, seria derrotado. Frustrado, o sul-americano vai tentar duplicar, para si, o poder de Spider-Man. O resultado vai deixá-lo transformado em uma monstruosa aranha. Horrorrizado, Antón vai cometer suicido, ao atirar-se na direcção de uma chuva de balas. O legado do Tarântula não terminaria com Antón.



 Destacado pelo governo da Delvadia, Luis Alvarez vai tornar-se o segundo Tarântula. Munido de um soro de super-soldado, Alvarez marca a sua estreia em 1988, no número 35 de Web of Spider-Man. Este Tarântula destaca-se por ter feito parceria, em um dos seus casos (que incluía não apenas vingar a morte de Antón, mas também a eliminação de inúmeros dissidentes políticos alojados nos EUA), com John Walker, o Captain America da época. Ambos vão depara-se com a oposição de Parker. Alvarez acabará por falecer, como o seu antecessor, mas às mãos de um grupo de vigilantes apelidados de The Jury. A filha do Tarântula original, Jacinda Rodriguez irá seguir-se como a terceira a envergar o traje azul e vermelho. No entanto, acabara por morrer no mesmo número em que surge (Agent X nrº 6), às mãos do vilão Taskmaster.



A toada feminina mantêm-se, e Maria Vásquez, uma jovem com um historial duvidoso, vai tornar-se na quarta Tarântula. As diferenças em relação aos restantes três detentores do uniforme está ,no facto, de Maria ser uma heroína. Aparecendo durante a Civil War, Vásquez tem, para além dos espigões nos pés, outros dois nos pulsos. As suas habilidades marciais eram muito valorizadas pelos seus colegas de equipa dos Heroes for Hire, mas as tendências violentas e a má atitude depressa a tornaram em uma pária no grupo.



Fora estes, convém ainda destacar a identidade usada por Roderick Kingsley, Hobgoblin, durante a sua estadia na América do Sul. Lá, Roderick assumiu o nome de Devil Slayer, e usava um uniforme similar aos dos primeiros Tarântulas. Também da América latina, vêm os Black Tarantulas. O primeiro, Carlos LaMuerto, detinha um vasto império criminoso que procurava expandir para os EUA. Dono de uma honra inquestionável, Carlos vai enfrentar e derrotar, por duas vezes, Spider-Man. Sem ser um vilão propriamente dito, Carlos vai ter uma participação na saga Shadowland, na qual Daredevil torna a Hell’s Kitchen na sua própria fortaleza ninja. O segundo Black Tarantula surge, somente, no Universo MC2, nas páginas de Spider-Girl, e é o filho do primeiro. Fabian LaMuerto é um aliado da heroína local, Mary Parker, a Spider-Girl. Outras versões de Tarântula a pairar pelo Universo Marvel são um pistoleiro do Velho Oeste, um clone da Ultimate Spider-Man, criado pelo Dr Octopus e o "irmão malvado" de Parker, Kaine.











Escrito por Ivo Silva