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sexta-feira, 31 de outubro de 2025


 

 

Em 2007, os detentores da Nintendo Wii foram presenteados com uma forma muito peculiar de jogar Resident Evil. 

Uma série conhecida por ser um dos grandes nomes do género survival horror, chegou até nós nesse ano como um rail shooter. 

Algo muito dentro do espírito de séries como The House Of The Dead e Ghost Squad, este Umbrella Chronicles faz como o seu nome indica e serve como uma crónica da história dos jogos até a altura. 

 

 

 

 

 

Umbrella Chronicles divide-se em diferentes cenários, cada um deles representando um versão condensada de eventos passados em Resident Evil 0, 1 e 3. 

Para além destes três cenários, divididos também eles em três partes, existe um quarto cenário, este sim, uma história original, que expande mais acerca da queda da nefasta companhia Umbrella. 

A juntar a isso, e mediante a nossa prestação no campo de batalha e as escolhas de caminhos que façamos, existem ainda cenários ocultos para serem explorados. 

Cada um desses cenários têm um duo à nossa disposição (com alguns dos outros cenários ocultos a terem apenas uma personagem selecionável). 

 

 

 

 

 

Em Resident Evil 0 a nossa escolha vai recair sobre Rebecca Chambers e Billy Coen, ao passo que em Resident Evil 1 essa escolha será entre Jill Valentine e Chris Redfield, enquanto que em Resident Evil 3, voltámos a ter Jill nas nossas opções e a adição de um tal de Carlos Oliveira. 

O quarto cenário volta a repetir o duo de Resident Evil 1. 

 

 

 

Como já referi brevemente acima, cada um destes cenários tem sub-cenários, que podem ser desbloqueados e jogados com outras personagens escondidas, sendo uma delas o narrador do jogo em si, Albert Wesker. 

 

 

 

Para o jogo em si é indiferente a personagem escolhida, pelo menos no que ao gameplay diz respeito, uma vez que todas elas jogam-se de forma totalmente igual. 

 

 

 

No início do jogo temos duas armas disponíveis, sendo que uma delas (a pistola) tem munição infinita, ao contrário da segunda (a metralhadora). 

 

 

 

 

 

Outras armas podem ser apanhadas no decorrer do jogo e usadas em outros cenários (se escolhidas previamente). 

 

 

 

 

 

Também é possível customizar as armas e torná-las mais fortes. Tal pode ser feito através do uso das estrelas obtidas durante as nossas prestações no jogo. 

 

 

 

 

 

Para além das armas de fogo, também temos à nossa disposição granadas, bastante úteis quando nos encontramos rodeados de inimigos, e a faca, usada primariamente contra adversários que gostam de nos agarrar ou lançar-se sobre nós. 

 

 

  

 

 

 

 

 

À nossa disposição encontram-se também sprays e ervas, que nos restauram a energia perdida. 

No caso de algum adversário nos agarrar, é possível lutar para nos soltarmos, com cada uma das nossas personagens a ter uma animação próprio para o acto em questão. 

 

 

 

Existem ainda momentos em que para além de disparar, temos que nos esquivar. 

Nesses momentos é ainda mais importante sermos rápido no gatilho de forma a não sofrermos dano desnecessário. 

 

 

 

 

 

Cada nível de Umbrella Chronicles está repleto de inimigos familiares para lidar e objectos para destruir. 

Este é um ponto importante, uma vez que por detrás desses objectos pode estar munição, ervas ou ficheiros, os quais revelam mais detalhes acerca da história de Resident Evil até este momento no tempo. 

 

 

 

 

 

Entre os inimigos com os quais temos que lidar estão os Crimson Heads, os Eleminators, as Leeches, os Hunters, entre outros.

Cada nível do jogo termina com uma batalha com um adversário mais poderoso. 

 

 

 

 

 

Entre esses bosses temos o Stinger, o Tyrant e outros velhos conhecidos de quem jogou os jogos originais, assim como novas adições exclusivas a este título. 

Umbrella Chronicles é um jogo que pode ser jogado a dois, o que aumenta em mil o efeito diversão. 

 

 

 

Quando jogado com o comando da Wii (usando o Zapper ou não) parece mesmo que estamos nas velhas arcadas com uma light gun na mão. 

 

 

 

A dificuldade do jogo é ajustável, não sendo este um jogo fácil, sobretudo para principiantes no género. 

Ainda assim e pelo replay value que possui, Umbrella Chronicles é possivelmente o melhor jogo do género para a Wii. 

 

 

 

Só sendo superado pela sua sequela, a qual sairia uns anos mais tarde. 

 

 

 

 

Posted on sexta-feira, outubro 31, 2025 by Ivo Silva

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quinta-feira, 30 de outubro de 2014



Seja qual for a cultura, seja qual for o país, todos eles partilham, no seu fascínio pelo oculto, da existência de casas assombradas por espíritos que já partiram deste plano terreno de existência. O termo “casa assombrada” não é exactamente o mais correcto. Local é, contudo, o mais adequado. 
 
Ora, é partindo desta premissa que, a poucos dias da celebração de mais um Halloween, vos pretendo mostrar, caros leitores, em como esta temática das assombrações influenciou o mundo dos jogos de vídeo. 


 



 A primeira incursão na cena das casas-fantasma, ocorreu no distante ano de 1972. Inserido num mash-up de jogos, Haunted House, veio com aquela que é considerada como a primeria consola doméstica, a MagnaVox Odyssey. 
Com personagens que não eram mais que dots luminosos e sem gráficos propriamente ditos, Haunted House era uma aventura na qual um detective tentava resolver um crime, evitando, simultaneamente, o fantasma que habitava o local. 
A característica mais interessante do título em si, e que era compartilhada pelos restantes jogos da consola, era o facto de os tais “gráficos” não serem mais que um mero plástico desenhado que se colocava no visor do televisor. 


 



 1982 trouxe-nos outro jogo intitulado Haunted House. Este era um stand alone, ao contrário do anterior e possuia gráficos, embora rudimentares. 
Lançado para a Atari 2600, consistia em tentar escapar da casa, propriamente dita, com a urna do Sr. Graves. Para isso, o jogador deve evitar, nos três cenários disponiveis, ser tocado pela tarântula, pelo morcego ou pelo espírito do próprio Sr. Graves.
 Ao fim de nove toques, o jogo terminaria. 


 




Mais elaborado, seria Ghost House, desenvolvido pela Sega em 1986, para a sua consola 8 Bits, a Master System. 
Parcialmente baseado em um éxito das arcades de 82, Monster Bash, este jogo conta a história do jovem Mick enquanto tentava derrotar cinco “Dráculas” (este é o nome que o manual dá aos vampiros). 
Cada nível tem, para além do inimigo vampiresco, inúmeros objectos inanimados que voam para acabarem com a vida da nossa personagem. Embora não muito memorável, este título foi um dos poucos a serem lançados na forma de Sega Cards (embora, mais tarde, fossem transportados para formato cartucho).



 


 Para a Famicon chegaria, em 1989, pelas mãos da Capcom, aquele que é considerado com o primeiro Survival Horror, o percursor de Resident Evil, Sweet Home.
Baseado em um filme nipónico com o mesmo nome, Sweet Home permitia-nos jogar, ao mesmo tempo, com diferentes personagens, ao estilo RPG, que estavam unidas por um objectivo comum, a fuga de uma mansão assombrada por todo o tipo de criaturas paranormais. O jogo, agora de culto, permaneceu desconhecido do público ocidental durante anos e só recentemente foi tornado disponível através da tradução levada a cabo por alguns entusiastas do género.


 


 Em 1993, a Konami lançou Zombies ate my Neighbors. Este título multiplataforma é uma ode aos filmes de horror dos anos 50 e 60. Como tal, a presença da tal casa assombrada faz-se sentir, via algo maior...um castelo. 
É lá que teremos o showdown final com o cientista louco, responsável pela libertação das criaturas sobre a populaça.

 

 



 Em 2002, na Gamecube, seria a Nintendo a lançar o seu próprio take no tema, que já havia explorado ao de leve.
 Colocando o protagonismo no medroso Luigi e tirando inspiração em filmes como Ghostbusters, a Nintendo vai desenvolver Luigi's Mansion. 
Um jogo que consistia em colocar o canalizador verde a capturar fantasmas com o seu Poltergeist 3000. Tal foi o sucesso do título que, em 2013, ganharia, finalmente, uma sequela.
 Dark Moon seria lançado para a 3DS, conseguindo muito boas reviews pelo caminho.


 






Com o passar dos anos a ideia de casa assombrada seria explorada em muitos outros jogos e serviria de temática principal em muitos deles. Super Mario World trairia as ditas casas para o universo do canalizador, com os seus hilariantes e assustadiços Boos e Big Boos, que já tinham feito uma aparição nas fortalezas de Super Mario Bros 3.
 Resident Evil explora a ideia de uma mansão repleta de segredos e criaturas sobrenaturais, nos títulos iniciais da série, 0 e 1. 
Séries como Splatterhouse, Castlevania, Alone in the Dark, Ghostbusters, Clock Tower ou Fatal Frame jogam com essa ideia também, de uma maneira ou de outra.
Quer seja castelo, quer sejam vampiros, fantasmas ou demónios, existe sempre algo de sobrenatural para lutar e tentar fugir de...


Escrito por Ivo Silva

Posted on quinta-feira, outubro 30, 2014 by Ivo Silva

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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Versão Wii



Começou mais um mês de Halloween, e desta feita, a primeira pérola que vos trago é Resident Evil 0. Desenvolvido, em exclusivo, para a consola da Nintendo da época, a Game Cube, este survival horror da Capcom funciona como uma prequela do original. (e mais tarde relançado para a Wii. Ambas as versões são praticamente idênticas)





































Lançado em 2002, RE0 conta a história de Rebecca Chambers, uma médica e polícia destaca para a unidades especial conhecida como Bravo Team. Juntamente, com a Alpha Team, ambas as unidades da S.T.A.R.S são destacadas para investigar uma série de homicídios canibalísticos, aparentemente, perpetuados por monstros, nas imediações de Racoon City. Rebecca, eventualmente, irá separar-se dos seus colegas e com a ajuda de um marine condenado, Billy Coen, irá encontrar o seu caminho para uma misteriosa mansão, no meio dos bosques.

 No seu interior reside a solução para os assassinatos e caberá a ambos desvenda-la. O jogo, em si, é muito similar no seu estilo de jogo com o original. Movimentar a personagem é uma tarefa árdua, pois ela parece mover-se em câmera lenta. É certo que este género mais “rústico” de controlo é algo que foi feito de forma propositada, como que para imiscuir ainda mais tensão e horror no jogador, todavia, poderá não ser do agrado dos que prefiram ter um maior controlo sobre as acções da personagem.

























A câmera, assim como no original, coloca-se, muitas vezes, em pontos pouco práticos para o jogador. Embora, beneficie a atmosfera de suspense e de horror, estes ângulos menos práticos puderam tornar-se numa nuisance para aqueles não habituados a eles. Mas retome-mos a questão dos controlos. RE0 pode jogar-se usando 3 tipos de controlos diferentes, o Wiimote, o Classic Controller e o Comando da Gamecube. 

Independentemente do escolhido não se dá pela mudança. Continuamos a ter um botão para examinarmos os locais, outros dois para apontarmos ao inimigo e dispararmos, um para mover objectos pesados, para subir e descer escadas, para correr e, por último, para virar rapidamente. Dominar esta última função é crucial para conseguir triunfar em RE0, pois é muito útil nos encontros com as sinistras criaturas que habitam a mansão. Pressionando o botão - , se estivermos a jogar com o Wiimote, podemos aceder a um menu de Status, que nos indicará em que condição estão as nossas personagens, os items que possuem e as armas equipadas. 




Falei em plural porque, ao contrário do que acontece com RE1, em 0 não escolhemos uma personagem, mas antes, temos as duas e é através da sua cooperação que iremos conseguir chegar ao final desta aventura. Ao longo do jogo vamos alternando entre ambas, sendo que podemos enviar uma sozinha e deixarmos a outra à espera, desde que seja num local seguro de ataques. Rebecca e Billy não têm as mesmas habilidades. Certos puzzles e tarefas paenas podem ser efectuadas por um ou pelo outro. 

Por exemplo, Rebecce é a única que consegue combinar items, enquanto que Billy é mais resistente a dano e pode empurrar objectos mais pesados. Por falar, em items temos as tradicionais ervas e spray's de cura, bem como uma grande variedade de armas. Existe uma diferença em relação ao jogo original da série. 






Em RE0 os items podem ser deixados no chão, em qualquer lugar, que ainda aí estarão quando regressarmos ao sítio. Não exigem o baú próprio do 1. O save continua a ser algo que exige cuidado e atenção. O save é feito nas inúmeras máquinas de escrever que se encontram espalhadas pelo jogo, usando as latas de tinta. Estas últimas, contudo, são mais escassas, pelo que convém, somente, fazer o save quando for estritamente necessário. 

Por último, o Mapa é uma grande ajuda e permite-nos ter uma noção das áreas que já visitamos e das que ainda faltam visitar. Colocando a jogabilidade de parte, devo dizer que a história não é tanto um reash da do primeiro jogo, mas antes um complemento à mesma. Ambos os segmentos, de Rebecca e Billy são interessantes e permitem-nos estabelecer uma forte ligação às personagens em questão.

 Tal como em RE1, também aqui, detalhes acerca da história são-nos dados a conhecer via documentos que encontraremos espelhados pelo cenário. Os inimigos são muito variados e vão desde os comuns Zombies, morcegos e cães, até Hunters (sapos gigantes), lesmas e corvos. Os Bosses exigem o uso de um certo grau de estratégia e não podem ser derrubados pelo mero uso de força bruta. O boss mais memorável, e fazendo desde já um pouco de spoiler, é um morcego gigante na capela (pelo menos a meu ver). A música é bastante boa e ajuda, juntamente com um belo e sombrio cenário a mergulhar-nos no ambiente sombrio no qual este título é abundante.


Em conclusão, RE0 é um óptimo jogo que pode ser experimentado, mesmo sem ter conhecimento do título original. Uma pequena pérola para qualquer colecionador de bons jogos da Gamecube e da Wii. 

 Escrito por Ivo Silva

Posted on quarta-feira, outubro 08, 2014 by Ivo Silva

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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Resident Evil 3: Nemesis

Lançado originalmente em 1999 para a Playstation, Resident Evil 3: Nemesis segue Jill Valentine enquanto esta tenta escapar das hordas de mortos-vivos que se apoderaram de Raccoon City. A estória gira em torno do outbreak do T-virus pela cidade, e termina com o destino infame da sua população infectada.

Desta vez o jogador encontra-se sozinho numa zona destruída da cidade enquanto faz uma tour por alguns locais emblemáticos de RE2, como a R.P.D. (Polícia de Raccoon City). Durante o jogo, Jill é perseguida pela última invenção da Umbrella Corp, Nemesis. Tal como o T-103 em RE2, Nemesis aparece em momentos chave do jogo e só irá parar quando matar Jill Valentine. Ao contrário de outros bosses da série, Nemesis pode seguir o jogador pelas salas e às vezes utilizar uma Rocket Launcher. Jill durante a fuga conhece o soldado e membro do U.B.C.S. (Umbrella Biohazard Countermeasure Service), Carlos Oliveira, que a irá ajudar a escapar de um destino fatal. O jogo começa um dia antes dos eventos de Resident Evil 2, continuando até o dia depois com a destruição inesperada da cidade.


É possível revistar partes da R.P.D.


Resident Evil 3 mantém a jogabilidade dos seus antecessores, Resident Evil and Resident Evil 2. Os jogadores são forçados a ficarem parados num local e dispararem, numa third-view, com o ângulo da camera estático, diferente mediante o local. Resident Evil 3 foca-se basicamente na luta contra B.O.W.s, exploração e resolução de puzzles.



Apesar da jogabilidade ser a mesma dos capítulos anteriores, Resident Evil 3 introduziu novos elementos - alguns exclusivos a este lançamento e outros que acabaram por ser um must em futuras sequelas.  Live Selection Choices é uma delas. Em determinados momentos do jogo, Jill é confrontada por uma escolha. Estas sequências interrompem a acção por momentos e deixam o jogador escolher como gostariam de reagir à situação. Se o jogador não se apressar, uma escolha será feita por eles que não será a melhor certamente. Ao contrário das L.S.C., a volta 180º (180º turn) voltou a aparecer em outros jogos da série (inclusive em re-lançamentos de jogos pré-RE3, como Resident Evil Deadly Silence). O jogador deve pressionar "back"+"run" para Jill voltar-se para trás. Em momentos de grande pressão esta é, sem dúvida, a melhor escolha a fazer.

Imagem retirada de RE: The Umbrella Chronicles (Wii)
A aparência de Jill em RE3 foi reutilizada em vários jogos e spin-offs
Como em qualquer jogo da série, Resident Evil 3 tem também um número agradável de desbloqueáveis que aumentam o replay value incluindo armas, fatos, epílogos e um mini-jogo, The Mercenaries. A trama do jogo também muda mediante as escolhas do jogador, o que aumenta também a duração do mesmo.


Apesar de não ser o melhor jogo da sua época, Resident Evil 3 é um clássico obrigatório para qualquer fã da série ou de survival horror. 



Resident Evil 3 recebeu ports para Dreamcast, Gamecube e Windows.

Encontra-se atualmente à venda na PlayStation Network.

Trivia
O script do filme Resident Evil Apocalypse foi baseado nos eventos de Resident Evil 3.


Posted on sexta-feira, dezembro 20, 2013 by Eduardo

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