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sábado, 3 de dezembro de 2022

 

 

 


Uma série normalmente apenas lançada pela Sega nas arcades, Virtua Striker 2002 foi o segundo jogo desta popular série de jogos de futebol (sobretudo no Japão) a quebrar esta barreira e a ser lançado para o mercado das consolas domésticas. 

Uma versão updated de Virtua Striker 3, 2002 foi lançado nesse mesmíssimo ano para a Gamecube, trazendo consigo o dobro das seleções nacionais existentes no seu título de origem (passaram de 32 para 64).

Posted on sábado, dezembro 03, 2022 by Ivo Silva

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segunda-feira, 29 de outubro de 2018



 


Um dos mais comuns representantes do género de horror (e também fantasia) nos jogos de vídeo são os lobisomens.

Humanos amaldiçoados a tornarem-se em selváticas criaturas canídeas com o mero vislumbre da Lua cheia.

Tais seres têm sido apresentados de diversas maneiras nos jogos de vídeo. 

Desde heróis relutantes, até vilões impiedosos.

Temos de tudo um pouco. 

Com o Halloween quase a terminar, eis que vos apresento a minha lista dos 10 lobisomens mais relevantes nos jogos de vídeo. 

De salientar, que desta lista fazem apenas parte personagens lupinas, pelo que felídeos como a Werecat  Felicia (do jogo Darkstalkers) estão desde já excluídos.

Dito isto, vamos lá avançar para o Top propriamente dito.

Boa leitura!



Menções Honrosas:

Kelger


 


De entre os muitos lobisomens existentes na série Final Fantasy, o nobre cavaleiro Kelger é sem dúvida o mais relevante.

Membro da heróica Warriors of Dawn, Kelger não é uma personagem jogável em Final Fantasy V, mas morre para ajudar os protagonistas da Warriors of Light (esses sim jogáveis) na batalha final com Exdeath.

Kelger é a primeira personagem bestial a assumir-se como um herói na série.



Centurion


 


O herói escolhido por Zeus para resgatar a sua filha, a deusa Athena, do demoníaco Zeff. 

Este humano é ressuscitado e dotado por Zeus de uma variedade de poderes e habilidades que incluem (entre muitas outras formas) a sua transformação num lobisomem capaz de atacar a alta velocidade. 

Centurion é o protagonista de um dos maiores clássicos da Sega, Altered Beast (1988).



Link


 


É estranho ver o lendário herói numa lista de lobisomens, mas tal se deve somente devido aos eventos do jogo Twilight Princess, no qual o nobre Link assume a forma de um lobo negro.

Tal transformação deve-se aos efeitos que Twilight, a.k.a World of Shadows, tem sobre o Reino de Hyrule. 

Nesta forma, Link ganha novas habilidades, uma vez que todos os seus sentidos se tornam muito mais apurados. 

Curiosamente, esta ideia já havia sido brevemente explorada nas páginas duma manga dedicada ao jogo da SNES, A Link to the Past.



Sonic


 


O amado ouriço azul da Sega passou por uma das suas mais bizarras transformações em 2008, com o lançamento do jogo Unleashed. 

Sonic viu-se, do dia para a noite, transformado num Werehog.

Facto que o tornava mais lento (mas mais forte) e que lhe dava a habilidade de baloiçar e projectar-se pelo ar usando os seus longos braços (tal e qual como o Ristar).





10 - Blue Moon Crescent


 


Também conhecido como Cornell, este licantropo faz parte da Man Beast Tribe e é um dos muitos lobisomens heróicos que fazem parte desta nossa lista. 

Cornell fez a sua primeira aparição no jogo Castlevania: Legacy of Darkness, lançado para a N64 corria o ano de 2000. 

Cornell conseguiria evitar o sacrifício da sua irmã adoptiva, Ada, ao vencer Drácula e os seus servos. 

Uma vitória que lhe permitiria também livrar-se da sua maldição licantropa. 

Cornell reapareceria em Castlevania: Judgment, lançado para a Wii cerca de nove anos mais tarde.

Novamente um lobisomem, se bem que desta feita, com um aspecto bastante mais mecanizado.





9 - Zylo




O primeiro lobisomem a marcar presença numa das mais antigas séries da Sega, Zylo fez a sua primeira aparição no jogo Shining Force: Legacy of Great Intention (lançado em 1992 para a Mega Drive). 

Membro de uma raça chamada Wolflings, Zylo ajudou o protagonista Max na sua luta contra o terrífico Dark Dragon. 

Como muitos nesta lista, Zylo serve-se das suas garras como arma primária de ataque, contudo estas não são a sua única opção de ataque.

O nobre lobisomem é capaz de usar certos tipos de magia e inclusive invocar espíritos de lobos para o auxiliar nas batalhas.

De todos os Wolflings, Zylo é o único a ter marcado presença em dois jogos da série Shining Force (se bem que um é um remake).


 
8 - Yugo




O protagonista da série de luta Bloody Roar é um lobisomem kickboxer de nome Yugo Ogami. 

Aquando das suas investigações acerca da morte do pai, Yugo irá descobrir que não é um humano normal, mas antes um Zoanthrop, capaz de assumir a forma de um lobo. 

Pelo meio, descobrirá também que a empresa Tylon está por detrás da morte do pai, pelo que jura vingança contra a malévola companhia. 

Será com esse desejo em mente que Yugo faz a sua estreia no primeiro Bloody Roar (Playstation, 1998). 

Depois disso, Yugo tornar-se-á num boxista profissional e eventualmente no presidente de uma O.N.G chamada World of Co-existence. 



7 -  Brad Fang


 


Um supersoldado criado com recurso a manipulação genética e tecnologia cyborg, Brad Fang fez a sua primeira aparição na figura de uma das quatro personagens seleccionáveis em Contra: Hard Corps (Mega Drive, 1994). 

Um lobisomem munido com uma gigantesca metralhadora a substituir o seu braço direito, Brad é o mais poderoso dos quatro operativos da Hard Corps e também (curiosamente) o mais calmo deles.

Extremamente ágil, o braço esquerdo de Brad é totalmente metálico, o que lhe aumenta exponencialmente a força.

Brad Fang, um perito na luta corpo a corpo, marcou presença em mais três outros jogos da Konami (o último dos quais, Contra: Return, lançado em exclusivo na China em 2017).



6 - Aela


 


Integrante do bando conhecido como The Companions, Aela é uma ladra hábil e uma lobisomem extremamente feroz. 

Esta arqueira nórdica fez a sua primeira aparição no jogo Skyrim. 

Aela é uma das poucas personagens nesta lista que disfruta do seu estado lupino, estando em perfeita comunhão com o mesmo. 

Inicialmente um NPC, Aela pode tornar-se numa das nossas aliadas à medida que formos progredindo no jogo, embora ela não obedeça a todas as nossas ordens (nomeadamente aquelas que considera imorais, como o ataque a inocentes).



5 - Nailah


 

Rainha da nação perdida de Hatari, Nailah é uma poderosa licantropa capaz de assumir a forma de um lobo branco sempre que o desejar (ao contrário de grande parte dos restantes laguz do jogo). 

Nailah é uma das mais nobres e confiáveis personagens do jogo Fire Emblem: Radiant Dawn.

Devido a essa característica, ela tornar-se-á grande amiga do princípe heron Rafiel e da maga  Micaiah (chegando mesmo a enviar o seu servo Volug para servir de guarda desta última). 

Junto com Tibarn, ela é um dos laguz mais capazes em todo o jogo.



4 - Sabrewulf




Konrad Von Sabrewulf era um aristocrata alemão antes da maldição da Lua cheia o transformar num lobisomem de cor púrpura. 

Umas das personagens originais da popular série de jogos de luta Killer Instinct, Sabrewulf ganhará alguns implantes cibernéticos mais adiante e o seu pêlo assumirá uma cor mais azulada. 

Conflituoso e atormentado, Sabrewulf está numa busca constante por uma cura. 

Uma busca que se revelará interminável. 

Um dos seus golpes mais eficazes é o Double Sabre-Spin.



3 - Jon Talbain


 


Este lobisomem britânico nunca conheceu os pais (a mãe foi morta por servos do demónio Jedah e o pai, também ele um lobisomem, nunca soube do seu nascimento). 

Criado junto de outros bastardos e aprendendo a arte do Kung-Fu como forma de se defender, Jon irá despertar o seu lado animalesco pela primeira vez após a morte do seu mestre às mãos de uns rufias. 

Agora e para sempre um Darkstalker, Jon estará entre aqueles que se irão opor ao poderoso alienígena Pyron (em Darkstalkers: The Nigh Warriors, lançado em 1996 para a Playstation). 

Jon é um dos poucos desta lista que teve que se haver com o seu próprio lado negro, o chamado Dark Talbain.

O seu ataque mais característico é o extremamente rápido Beast Cannon. 



2 - Vicar Amelia


 


Um dos muitos bosses do jogo Bloodborne, Vicar era uma sacerdotiza, integrante da Healing Church, antes de se ver transformada num monstruoso e fantasmagórico lobisomem. 

Poderosa e gigantesca, Vicar é, como os restantes Beasts dos quais faz parte, vulnerável ao fogo. 

Ela usa um item, o Gold Pendant, como forma de se curar, mostrando uma inteligência que por vezes escapa aos licantropos.



1 - Cornell


 


O senhor de todos os lobisomens em Castlevania: Lords of Shadow, Cornell é a forma física e corrumpida de um valoroso cavaleiro.

Ela seria deixada para trás quando a sua alma ascendeu aos céus após a vitória sobre um poderoso demónio chamado Forgotten One. 

A forma carnal do outrora fundador da Brotherhood of Light domina com punho de ferro a cidade de Agharta, aceitando todos os desafios à sua pessoa. 

Embora seja incrivelmente poderoso (talvez o lobisomem mais poderoso de sempre em jogos de vídeo), Cornell será finalmente vencido pelo cavaleiro Gabriel, o homem que se tornará no famigerado Drácula.




Posted on segunda-feira, outubro 29, 2018 by Ivo Silva

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quarta-feira, 21 de setembro de 2016



 Introdução:

Foi no distante ano de 2014 que respondendo a um desafio por parte de um amigo me dispus a fazer uma retrospectiva acerca do ouriço mais conhecido de todos os tempos, Sonic. 

Uma tarefa herculana que finalmente terminei. Nos próximos dois meses irão sair neste blog as restantes partes partes desta longa retro. 
 
Espero que gostem. Boa leitura! 





Superstars, Generations e Colours
 

  

 
Apesar dos últimos jogos terem sido abaixo da média, a popularidade de Sonic continuava alta, pelo que o ouriço não só ganha uma segunda comic, Sonic Universe, em 2009, como vê o seu nome saltar para a frente da série de crossovers da Sega, a Sega Superstars. 

Depois de participar como uma das muitas personagens seleccionáveis nos jogos de 2004 e 2008, Sonic passa a ser o grande protagonista em Sonic & Sega All-Stars Racing, corria o ano de 2010. 

Este, ao contrário das outras duas entradas da série Superstars, era um viciante jogo de corridas que teve versões para todas as consolas da época, domésticas e portáteis.

 All-Star Racing foi também lançado para PC e para mobile. 


  


Uma sequela, Sonic & Sega All-Stars Racing Transformed foi colocada à disposição dos consumidores passados apenas dois anos, sendo altamente elogiada e introduzindo uma mecânica bastante interessante que permitia mudar o tipo de veículo conforme a pista.

 Num ápice, o nosso carro podia passar a avião ou barco. Racing Transformed foi jogo de lançamento da Wii U nos E.U.A e na Europa, sendo um dos melhores jogos não só desta consola, como também da 3DS.


  


Ainda em 2010, Sonic teria aquele que seria o seu primeiro regresso ao passado com o lançamento do jogo digital, Sonic The Hedgehog 4 - Episode 1. 

Desenvolvido pela Dimps e pela Sonic Team, Episode 1 foi tornado disponível nas app stores da iOS, PS Network, WiiWare, X-Box Live Arcade, numa fase inicial, e em 2012 para o Steam e Android. 

Episode 1, como o próprio nome indica, é um jogo de natureza episódica, servindo como sequela directa para o clássico da Mega Drive, Sonic & Knuckles. 

Embora o Sonic mantenha o seu aspecto moderno, tudo o resto recambia os jogadores para os tempos e as mecânicas dos jogos dos anos 90. Construído tendo em vistas os fãs mais antigos, Episode 1 teve um feedback bastante positivo, pelo que não tardou a sair o Episode 2, o qual já contava com Tails como personagem jogável. 


  


Este Sonic 4 tinha a particularidade de ter um Episode oculto, o Metal, apenas disponível para os detentores do Episode 1 e 2.

 De salientar que para aceder ao Metal, os jogadores tinham que possuir ambos os Episodes para a mesma plataforma. 

Originalmente pensado como uma trilogia, a verdade é que a Sega revelou, em 2015, que tais planos seriam abortados e que não haveria um Episode 3. 

Muitos viram este Sonic 4 como um barómetro para saber qual o caminho a seguir no próximo jogo do ouriço. 


 


Depois de mais uma sequela da série Riders, Sonic Free Riders, lançada em exclusivo para a X-Box 360 como forma de aproveitar as potencialidades do Kinect, a Sega apresenta Sonic Colours.

 Com os suspeitos do costume, Sonic Team e Dimps, a tratarem do desenvolvimento do jogo, Colours seria mais um exclusivo Sonic para as consolas Nintendo. 

Um jogo de plataformas que introduz novos Power-Ups, os Wisps, que permitem ao jogador aumentar as habilidades de Sonic ao ponto deste poder aceder a certas áreas dos níveis inicialmente inacessíveis.


 


O jogo gira em torno de Sonic enquanto este tenta resgatar os alienígenas Wisps das manapulas do maligno Dr. Robotnik. 

Colours corrigiu muitos dos erros que haviam sido apontados a Sonic 4 e seria o primeiro grande êxito do ouriço azul após Adventure da Dreamcast.

 Um amanhecer dourado avizinhava-se para Sonic. 



O Regresso do Sonic Clássico
 

Seguindo a senda do sucesso de Colours, a Sonic Team e a Dimps vão desenvolver, em 2011, Sonic Generations. 

Um jogo lançado em formato físico e digital, Generations traz-nos duas versões distintas do ouriço azul. De um lado temos o Sonic original ou clássico de 1991, do outro a versão moderna que teve a sua primeira aparição em 1999, havendo a possibilidade de se jogar com ou com outro conforme a preferência. 


 


Os níveis, nove (apenas sete na versão da 3DS), juntamente com os bosses, eram retirados de alguns dos melhores jogos da franquia (ex: Big Arm do Sonic 3). 

Com o jogo vinha ainda como bónus desbloqueável o inevitável Sonic 1. 

Os proprietários de uma conta Steam que tivessem feito a pré-encomenda de Generations, receberam ainda, de forma gratuita, o Sonic & Knuckles e o Sonic 3D. 

Generations serviu para a Sega comemorar o vigésimo aniversário da sua mascote e manter bem vivo o bom momento pelo qual passava a personagem. 

Tendo isto em mente, a Sega optou por aguardar até 2013 para voltar a lançar outro título do ouriço. No entanto, 2012 não foi um ano sem Sonic. 


 


O ser mais rápido dos jogos de vídeo fez uma cameo, junto com Dr. Robotnik, no bem sucedido filme da Disney, Wreck-It Ralph. 

2013 chegaria por fim e depois de mais um jogo para mobile, Sonic Dash, a Sega lançaria para a Wii U e PC (a versão Steam sairia em 2015), através da Sonic Team, e para a 3DS, via a Dimps, Sonic Lost World. 

Lost World trazia de volta os Wisps, de Colours e a dupla Sonic e Tails como principais protagonistas. Novos vilões seriam apresentados, os Deadly Six, o que remeteu Robotnik para o papel não muito usual de aliado do ouriço azul. 

Um jogo que se propunha acessível, Lost World vai dar muita ênfase a caminhos alternativos, apoiando-se numa mecânica "parkour". Retirando inspiração de Super Mario Galaxy, Lost World não será, contudo, tão bem recebido como Colours ou Generations. 

Regressa a questão dos controles pouco precisos, à qual se junta agora um sentimento de reprovação aos novos vilões, os Deadly Six. 

Ainda assim o jogo teve boas vendas e fruto das boas relações com a Nintendo, deu mais um mimo aos seus fãs com DLC gratuito para a versão de Lost World para a Wii U. 

Seriam dois os DLC's gratuitos lançados em 2014 (The Legend of Zelda Zone e Yoshi's Island Zone).



Sonic Toon?
 

 


Em 2014 e quando a Sega parecia inclinada para restaurar, se não o aspecto, a jogabilidade do Sonic clássico, eis que chega algo totalmente inesperado. 

Sonic Boom: Rise of Lyric, outro exclusivo para a Wii U, viria fazer surgir uma nova interpretação do famoso ouriço. Com um aspecto mais aventureiro, com direito a um lenço e tudo.

 Consideravelmente mais alto, Sonic não foi a única personagem a sofrer alterações. Tails, Amy e Knuckles, todos eles foram redesenhados e ganharam contornos de verdadeiras personagens de rpgs. 

Rise of Lyric colocava Sonic e a sua pandilha em rota de colisão com Robotnik e um novo vilão, o reptiliano imortal Lyric. 

Este último pretendia nada mais do que mecanizar o mundo. Algo que não cai nada bem junto de Sonic.


 


Com grande parte do foco a incidir na exploração, Sonic Boom traz consigo uma mecânica nova na figura do chicote Enerbeam. 

Este podia ser usado por todas as personagens e de diferentes maneiras nos níveis, tendo uma função muito similar às dos braços do Werehog em Unleashed. 

Boom foi muito mal recebido pela crítica e pela maioria dos fãs. Muitos temiam que Boom substitui-se o Sonic moderno, algo que a Sega veio prontamente desmentir. 

Contudo e apesar disso, Boom não iria desaparecer...muito pelo contrário. Boom ganharia uma série nesse mesmo ano, bem como uma linha de comics pela Archie e uma linha de brinquedos pela Tommy.


 


A juntar a isso, Sonic Boom: Shattered Crystal, desenvolvido pela Sanzaru Games, sairia como título exclusivo da 3DS. 

Nem a introdução de uma nova personagem, Sticks, irá-lhe valer. 

Shattered Crystal será ainda mais criticado do que Lyric. 2015 não terminaria sem que a Sonic Team lançasse para mobile aquele que seria o seu primeiro jogo móvel do estúdio. 

Sonic Runners, um endless runner, acabaria no entanto por ser retirado das lojas digitais, em 2016, após ter visto os seus servidores terem sido deitados abaixo. 

Com um novo Sonic Boom no horizonte, Fire & Ice, o foco de todos os fãs de Sonic estará certamente em 2017 e em Sonic Mania.

E assim termina esta retrospectiva da série Sonic. 

Espero que tenham gostado.  











Posted on quarta-feira, setembro 21, 2016 by Ivo Silva

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quarta-feira, 14 de setembro de 2016


 




Introdução:
Foi no distante ano de 2014 que respondendo a um desafio por parte de um amigo me dispus a fazer uma retrospectiva acerca do ouriço mais conhecido de todos os tempos, Sonic. Uma tarefa herculana que finalmente terminei. 

Nos próximos dois meses irão sair neste blog as restantes partes partes desta longa retro. 
Espero que gostem. 

Boa leitura! 



 O desastre de 2006
Em 2005 e depois da saída do título a solo de Shadow, o protagonismo é devolvido a Sonic com o lançamento de um jogo para a nova portátil da Nintendo, a DS. 





  



Sonic Rush, desenvolvido pela Sonic Team e pela Dimps, recupera grande parte do gameplay dos clássicos jogos da Mega Drive, ao mesmo tempo que apresenta novas personagens na figura da heroica Blaze, The Cat (a outra personagem jogável, para além de Sonic), e do vilão futurista Eggman Nega (descendente do conhecido Dr. Robotnik). 

O jogo explora a ideia de outras dimensões e depressa se torna num dos títulos mais vendidos da DS e da Sega entre 2006 e 2007. 

A popularidade de Rush valeu-lhe uma sequela em 2007, com Rush Adventure. 

O jogo trazia algumas novidades no que a gameplay e multiplayer dizia respeito, ao mesmo tempo que introduzia outra nova personagem, Marine, The Racoon.



  


Perante o sucesso dos seus jogos portáteis, seria sem surpresa que a Sega decide-se a lançar o ouriço no vasto mundo dos mobiles. 

É certo que Sonic já havia feito uma primeira incursão neste mundo através do port do Sonic Advance para a N-Gage, a portátil da Nokia, contudo esta seria a primeira vez que seria feito e lançado um jogo feito de raiz para este tipo de plataformas.

 Sonic Jump, que gozava de uma premissa muito simples, onde o único objectivo era o de saltar interminavelmente e conseguir o maior número de pontos possíveis, vai ser um flop, sendo retirado das app stores em 2007. 

A Sega insistiria neste conceito, relançando Jump em 2012 e desenvolvendo uma sequela em 2014 com o nome de Sonic Jump Fever, com resultados semelhantes.




 



Em 2006, seriam três os jogos lançados. Sonic Riders, desenvolvido pela Sonic Team e pela Now Production, tinha tanto de racing game, como de party game. 

Neste jogo, que encontrou uma casa em praticamente todas as consolas domésticas da época, Sonic e amigos faziam corridas entre si através do uso de hoover boards. 

Riders era um jogo agradável que provou ser bastante popular, sendo adaptado para a igualmente popular comic do Sonic nos números 163, 164 e 173, para além de ter feito uma aparição em Sonic Universe #23, 24, 33 e 36. 

Sonic Riders, que introduziu ainda mais personagens ao crescente cast do Sonic (falo dos Babylon Rogues e dos E-10000), teria uma sequela com Sonic Riders: Zero Gravity, passados apenas dois anos. 

A sequela repetiria muito daquilo que havia tornado Riders popular e seria lançada unicamente para a PS2 e Wii.









O segundo jogo de 2006 seria outro jogo de corridas, mais inspirado em títulos com Excite Bike, desenvolvido pela Sega Studio U.S.A em cooperação com a Backbone Entertainment. 

Sonic Rivals, um exclusivo PSP, apesar de ter cinco personagens jogáveis (Sonic, Knuckles, Shadow, Silver e Metal Sonic), tinha o handicap de todas elas terem exatamente o mesmo gameplay.

 Rivals trouxe algo novo ao badalado franchise da Sega, com a introdução de um sistema de colecção de cartas, que no entanto não tinha mais do que mero valor estético. 

Apesar de tudo Rivals venderá o suficiente para também ele, um pouco à imagem do superior Riders, conseguir uma sequela. Rivals 2 seria lançado em 2007 e pouco mais fez do que aumentar para oito as personagens seleccionáveis (temos agora Tails, Rouge e Espio). 

Rivals 1 e 2 tiveram a distinta particularidade de não terem sido lançados no Japão, mas apenas nos E.U.A e nos territórios PAL. 



  



Contudo, o grande bang de 2006 no que ao Sonic dizia respeito veio com o lançamento de um título que se proponha comemorativo dos 15 anos do ouriço azul. 

Com o título reminisciente do jogo de 1991, Sonic The Hedgehog de 2006 era visto como o novo Adventure e um valoroso acrescento à série. 

Todavia, o plano sai furado e Sonic 2006, como viria a ser conhecido, torna-se no maior flop de sempre da Sega. 

A verdade é que o projecto não começou bem, com a saída de Yuji Naka da Sonic Team pouco depois do anúncio do jogo na Tokyo Game Show, em 2005. 

Segui-se a divisão do estúdio em duas equipas, sendo que uma delas ficaria a cargo da tarefa de desenvolver Sacred Rings para a Wii. 

Atrasados em relação à suposta data de lançamento, a Sonic Team vai ignorar a Quality Assurance Tester Bug e resolve lançar o jogo à mesma. 



 



O resultado disso vai ser mais que visível com Sonic 2006 a sofrer de inúmeros glitches, problemas de design e péssimos controlos.  Um rude golpe para a franquia. 

Lançado para a PS3 e X-Box 360, Sonic 2006 procurou contar uma história diferente, ainda mais épica, um pouco à imagem de Final Fantasy, embora tenha mantido o mesmo vilão de sempre. 



  



Introduziu um novo ouriço, Silver, detentor de poderes telecinéticos, uma princesa, Elise, e um reino, o de Soleanna. 

Sonic 2006 seria o primeiro jogo da série, depois de Shuffle, a ser considerado unanimemente mau pela crítica e iniciaria uma trend na Sega. 

A tal trend consistia em retirar da distribuição digital todos os jogos Sonic abaixo do average, algo que apenas terminaria com o lançamento de Sonic The Hedgehog 4 - Episode 1, em 2010. 

Sonic 2006 também se tornaria infame pelo relacionamento pouco natural de Sonic com a princesa humana, Elise.



 A Storybook Sage e o Crossover com o Mário
Em 2007 e enquanto parte da equipa estava ocupada com Sonic 2006, a Sonic Team desenvolve em exclusivo para a Wii, Sonic and The Secret Rings. 



 



A ideia original seria fazer um port de Sonic 2006 para a consola doméstica da Nintendo, contudo e numa tentativa de se distanciarem do fracasso colossal que havia sido esse mesmo jogo, a Sonic Team decide desenvolver todo um novo conceito, que devolve Sonic à posição de único protagonista. 

Ao mesmo tempo que explora novas ideias. Inspirado nas Arabian Nights, Secret Rings introduz um novo vilão principal, o génio malvado de nome Erazor Djinn. 

O restante cast do Sonic também marca presença, mas na figura de meros NPC's e com novas personalidades. 

Secret Rings vai mais longe do que Sonic 2006, na inspiração que retira dos rpgs, na medida em introduz experience points e um sistema de level-up, útil para desbloquear novos movimentos. 



 



Para além disso e num nod a Ocarina of Time, Sonic tem uma fada para o aconselhar, Shahra. 

Devido ao facto de ser tão diferente em tom relactivamente aos restantes jogos da série, Secret Rings passará a ser o primeiro de uma nova linha, apelidada de Storybook Saga. 

Cada jogo desta nova linha seria baseado portanto num conto diferente. 



 



Em 2009 e como sequela de Secret Rings, seria lançado Sonic and The Black Knight. 

Inspirado nas lendas arturianas, The Black Knight faz Sonic empunhar a Excalibur e enfrentar uma versão maléfica do Rei Arthur, num jogo onde pela primeira vez, Robotnik não aparece, nem no papel de NPC. 

As fracas vendas e reviews de The Black Knight iriam, contudo, colocar um ponto de final prematuro à experiência, e a Storybook Saga, para a qual estava planeado um terceiro título, seria esquecida...
Entretanto e  no domínio da exclusividade para a Wii e DS, seria lançado algo que fãs dos jogos de vídeo ansiavam desde o lançamento do Sonic 1 em 1991, um crossover com Mário. 



 



Mario & Sonic at The Olympic Games seria lançado em 2007. Assente na temática olímpica, o jogo colocava as diferentes personagens de ambos os universos a competirem entre si pelas medalhas.

 O conceito provou ser de tal forma popular que este "one time deal" depressa ganharia os contornos de uma sub série, com novas sequelas a serem lançadas à medida que ia havendo mais Jogos Olímpicos.

 Mario & Sonic at The Olympic Winter Games, em 2009 e Mario & Sonic at The London 2012 Olympic Games, em 2011, seriam lançados para a Wii, para a DS (no caso do primeiro) e para a 3DS (no caso do segundo).

 Sochi 2014, de 2013, e Rio 2016, desse mesmo ano, seriam os primeiros desta série a serem lançados na Wii U, sendo que o primeiro foi um título exclusivo dessa consola, ao passo que o segundo teve lançamento na 3DS e nas Arcades. 

A aproveitar o sucesso do Mario & Sonic original, a Sega vai lançar para os mobiles, Sonic at The Olympic Games, em 2008.



  


Também em 2008 e no espírito de boa cooperação com a outrora companhia rival, a Sega vai permitir a inclusão de Sonic em Super Smash Bros Brawl para a Wii. 

Pela primeira vez podemos ver Sonic a enfrentar ícones como Samus e Link, algo que até então era domínio das fanfics. 

Sonic voltaria a marcar presença em Smash na sequela de 2014.




A hora do lobo

 
Em 2008 e depois de ter experimentado com a ideia de introduzir mecânicas de rpgs nos jogos Sonic, a Sega, pelas mãos da Bioware vai lançar para a DS, Sonic Chronicles: The Dark Brotherhood. Girando em torno do desaparecimento das Chaos Emeralds e do rapto de Knuckles, Dark Brotherhood marcou a estreia de Sonic no mundo dos rpgs. 



  



Bastante simples na história e nas mecânicas, Dark Brotherhood trouxe, como vem sendo tradição nos jogos do Sonic, uma nova personagem na figura de Shade, The Echidna.

 Demasiado estranho para os fãs de Sonic e demasiado leve para os amantes de rpgs, Dark Brotherhood ainda "jogou" com a ideia de uma sequela, mas tal não estaria destinado a acontecer.

 E por falar em estranho, nesse mesmo ano, a Sonic Team desenvolve para a PS3 e X-Box 360, Sonic Unleashed, um jogo que vê o mítico ouriço transformar-se num Werehog (uma espécie de lobisomem). 



 



Muito curiosamente e exactamente como Sonic 2006 antes deles, Sonic Unleashed foi apresentado como sendo o novo Sonic Adventure 3. Unleashed introduziu um ciclo de dia e noite à la Castlevania 2. 

O tal ciclo mudaria a disposição dos níveis e o gameplay do Sonic. 



 



De dia teríamos os típicos níveis de velocidade vertiginosa aos quais Sonic nos habituou, mas de noite e com o protagonista na forma Werehog, a ênfase passaria a estar mais nas plataformas e no combate, com o ouriço a usar os poderosos braços como forma não só de arrasar os inimigos no ecrã, mas também para se impulsionar pelos céus.

 Uma vez mais este não seria o título desejado. 

As fracas vendas de Unleashed não vão evitar o port. levado a cabo pelo Dimps, para a PS2 e Wii, assim como um short-movie da autoria da Sega VE Animation, em 21 de Novembro de 2008. Unleashed seria ainda adaptado para comic pela Archie.

A título de curiosidade convém salientar que Unleashed tem um nome distinto no Japão. Chama-se Sonic World Adventures no pais do Sol nascente.






Posted on quarta-feira, setembro 14, 2016 by Ivo Silva

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quarta-feira, 7 de setembro de 2016



Introdução:
Foi no distante ano de 2014 que respondendo a um desafio por parte de um amigo me dispus a fazer uma retrospectiva acerca do ouriço mais conhecido de todos os tempos, Sonic. Uma tarefa herculana que finalmente terminei. Nos próximos dois meses irão sair neste blog as restantes partes partes desta longa retro.
Espero que gostem. Boa leitura! 



Sonic X, a despedida do GBA e Shadow


 


Em 2003 e depois do lançamento de duas colectâneas de jogos do Sonic, Sonic Mega Collection Plus (para a PS2 e X-Box) e Sonic Mega Collection (para a GameCube), a mascote da Sega vai receber uma nova série de animação. 

Sonic X, desenvolvido pela TMS Entertainment, vai estrear no Japão, mas vai ter grande sucesso sobretudo junto do público norte-americano. Baseando-se em diferentes jogos do Sonic para criar a sua storyline, Sonic X coloca o ouriço azul na Terra, longe de Moebius, e na companhia de um jovem rapaz humano, Chris. Uma vez mais, Robotnik é o grande antagonista.


 


 Sonic X teve um total de 78 episódios, divididos por três temporadas, e serviu de inspiração para seis novels, entre 2005 e 2007, bem como para uma série de comics que duraria 40 números. Curiosamente, quatro pequenos jogos de vídeo, baseados na série, serão dados como bónus na compra de um Happy Meal, da McDonalds, entre 2003 e 2004. 

De salientar que Sonic X teve direito ainda a um jogo educativo que misturava matemática com plataformas que seria lançado entre 2005 e 2007 para a Leapster, bem como a um jogo de cartas desenvolvido pela Score Entertainment em 2005.


 


Em 2003, no Japão, e em 2004 no resto do Mundo será lançado algo diferente. A Sonic Team vai desenvolver aquela que seria a segunda tentativa da Sega em criar um Fighting Game com as personagens do Universo Sonic. 

Ao contrário do seu antecessor espiritual, Sonic The Fighters, Sonic Battle é um jogo de luta que deve mais a títulos como Power Stone e Super Smash, do que a Street Fighter e Mortal Kombat, no que ao estilo de jogo diz respeito. 

A acção deste título do GBA passasse toda numa arena 3D, sendo que é possível termos até quatro combatentes em simultâneo. As personagens selecionáveis são o que esperaríamos. Temos Sonic, Tails, Amy, Knuckles e Cream, como nos jogos Advance.


 


 Para além destes cinco são incluídos ainda Shadow, Rouge, E-102 Gamma, o pequeno Chao, sendo que estes últimos não podem ser usados no Story Mode e Emerl, uma nova personagem com Skill Copy, à la Shang Tsung ou Megaman. 

Para além do tradicional Story Mode, Sonic Battle tem ainda cinco mini-jogos, algo comum nos títulos do ouriço para o GBA. Nesse mesmo ano, mas desta vez desenvolvido pela Sonic Team, em conjunto com a Jupiter, será colocado à disposição dos consumidores, Sonic Pinball Party, novamente para o GBA.


 


 Uma vez mais estamos perante um sucessor espiritual. Pinball Party retira alguma inspiração do primeiro Sonic Pinball da Mega Drive, mas apresenta uma jogabilidade muito mais refinada, não tentando de todo misturar géneros, como o primeiro tentou fazer. 

Pinball Party tem três mesas à disposição e apenas uma personagem jogável, Sonic. As ditas mesas retiram influências temáticas de outros títulos da Sega, nomeadamente Sonic Advance, Nights e Samba de Amigo.

 Este sólido jogo de pinball irá seguir as pisadas de Sonic Advance, na medida em que é inserido em dois bundles, um precisamente com Sonic Advance e outro com Columms Crown.


 


Finalmente em 2004 vai ser lançado, desta vez mundialmente, o terceiro e último jogo Sonic da série Advance. Distribuido pela THQ na Europa, Sonic Advance 3 não agita muito a fórmula de sucesso, limitando a permitir que para além de Sonic, também Tails seja jogável de início. Neste título a aposta no trabalho em equipa vai ser muito grande, ao estilo do que já havíamos visto em Sonic Heroes.


Passados dois anos, em 2006, e como forma de comemorar os 15 anos de Sonic, será lançado para a GBA, Sonic The Hedgehog Genesis, que incluia o título original da Mega Drive, com uma pequena modificação. A introdução do Spin Dash, o movimento só disponível em Sonic 2, no jogo (em modo especial). 


 


Em 2005 e depois de inúmeras aparições quer como inimigo, quer como personagem jogável, Shadow, o ouriço negro com péssima atitude, vai ganhar o seu próprio jogo. Desenvolvido pela Sega Studio USA, Shadow The Hedgehog vai ser lançado para a PS2, X-Box e GameCube, assumindo-se como um spin-off de Adventure 2. 

Retirando inspiração de filmes como Terminator, Constantine e Underworld, Shadow The Hedgehog é um jogo de plataformas, com elementos de aventura e 3rd Person Shooter que nos coloca na pele de Shadow, enquanto este tenta saber a sua origem. 

Pela primeira vez num jogo da série, são colocadas à disposição do jogador entre outras coisas, armas de fogo, que o amnésico ouriço negro usa para eliminar a sua oposição. Isto, associado a uma temática muito mais adulta do que seria de esperar, vai fazer com que o jogo seja severamente criticado pela imprensa. Controlos imprecisos também não vão ajudar. 


 


Ainda assim, Shadow The Hedgehog revelou ter um replay value enorme, na medida em que o jogador pode completar o mesmo nível de três maneiras diferentes, Hero, Dark e Normal. Cabe ao jogador escolher se quer ser o herói ou o vilão. 

A componente Multiplayer também está presente, ao permitir a dois jogadores, ambos no controlo de Shadows com cores distintas, lutarem por anéis num modo que em muito lembra o de Sonic Battle. Shadow The Hedgehog saiu ainda na PSN, em 2013.








Posted on quarta-feira, setembro 07, 2016 by Ivo Silva

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