Mostrar mensagens com a etiqueta Golden Axe. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Golden Axe. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 8 de março de 2017


 
 
Este conhecido beat'em up /hack and slash foi desenvolvido pela Sega AM1, mais concretamente por Makoto Uchida, o criador de Altered Beats, e foi lançado nas Arcades corria o ano de 1989. 

Golden Axe visava concorrer com as duas séries mais populares de beat'em up da época, Double Dragon e Kunio-Kun, ambas propriedade da Technos. 

Contudo, e tendo a necessidade de se distinguir, Golden Axe abraçou a temática fantástica, tirando inspiração de Conan, o Bárbaro. 

Bem sucedido nos seus intentos, Golden Axe encontraria o seu caminho para as consolas domésticas. 


 


É acerca da sua versão na máquina 16 bits da Sega, a Mega Drive, que venho falar neste post. 

Primeiro vamos dar uma vista de olhos na história do jogo. 

A acção tem lugar no reino de Yuria. 

Tanto o Rei, como a Princesa foram raptados pelo vilão Death Adder. 

Este aprisionou-os no seu próprio castelo, ameaçando colocar um ponto final nas suas vidas, caso não fosse aceite pela populaça como sendo o legítimo governante de Yuria. 

A juntar a tudo isto, Adder detém na sua posse um poderoso artefacto místico, o Golden Axe, o qual lhe concede vastas habilidades. 

É neste cenário pouco animador que surgem três guerreiros para o confrontar, motivados mais por pensamentos de vingança, do que por de altruísmo. 

Temos o bárbaro Ax Battler, munido da sua fiel espada, que busca vingar a morte da mãe, falecida às mãos de Adder. 

Segue-se o anão Gilius Thunderhead, o qual deseja cravejar o seu machado na fronte de Adder, por aquilo que o vilão fez ao seu irmão gémeo. 

Por último, temos a amazona Tyris Flare, cuja família sucumbiu diante das forças lideradas por Adder. 


 


Portanto, todos eles querem não apenas salvar a família real, mas também eliminar Death Adder. 

Cada uma das personagens têm características distintas, com Gilius a ser o mais forte fisicamente e Tyris a mais ágil. 

Todos eles atacam da mesma maneira, usando as pernas, braços ou a respectiva arma em questão. 
Em Golden Axe é possível fazer-se um ataque em corrida, manobra esta que nos ajudará bastante à medida que o jogo for progredindo e a dificuldade aumentando.


 


Para além dos ataques físicos, temos os mágicos. 

A barra de magia, que se encontra vazia de início, pode ser abastecida ao atacar os Blue Thieves que ocasionalmente surgem no ecrã. 

Ao serem atingidos, os Thieves largam frascos azuis. 

Quantos mais frascos tivermos na nossa posse, mais forte será a nossa magia. 

É óbvio que poderemos usá-la quando quisermos, mas será mais sábio guardá-la para situações de aperto (muitos inimigos) ou contra os bosses. 

De entre todas as magias, a mais poderosa é da pertença da amazona Tyris, seguida pela de Gilius e Ax respectivamente. 

Para termos uma ideia, no máximo, a magia de Flare pode ser usada para invocar um gigantesco dragão branco.


 


No jogo existem ainda criaturas que poderemos montar, como se de cavalos se tratassem, e usá-las para atacar os inimigos. 

São os chamados Bizarrians. 

Um deles, a Cocktrice também pode ser encontrada em Altered Beast. 

O mais poderoso dos Bizarrians, um dragão avermelhado, pode inclusive atacar ao longe, ao expelir bolas de fogo. 

Para além dos Blue Thieves, já referidos atrás, há os Green Thieves, que ao serem atingidos deixam cair alimento, usado para encher a energia da nossa personagem.

Ambos, Blue e Green, surgem não apenas nos níveis, mas durante as pausas, que funcionam como níveis bónus, com o intuito de roubarem os nossos pertences. 


 


No que aos inimigos diz respeito, estes não poderiam ser mais estúpidos, sendo muito fácil deixá-los eliminarem-se sempre que estivermos perto de precipícios. 

Apesar disso, os bosses e sobretudos os guerreiros esqueleto, são adversários a ter em conta e de dificuldade acrescida, sobretudo se estivermos a jogar sozinhos. 

Os cenários não poderiam ser mais bonitos e criativos. 

Destaque para o nível da aldeia situada na carapaça de uma tartaruga ou para aquele que é passado a combater no dorso de uma ave gigante. 

A música é absolutamente memorável e quota-se como uma das melhores da era 16 bits. 

Os efeitos sonoros facilmente cravam-se na memória de quem joga este jogo (falo do suspiro final das personagens). 


 


Golden Axe conta com dois modos de jogo: o modo normal, que conta a história, e o modo duel, que nos permite lutar numa arena. 

No modo normal, se escolhermos jogar em fácil, o jogo termina com a vitória sobre Adder e a libertação da família real. 

Se optarmos por uma dificuldade acima, teremos um nível extra pela frente e outro boss final, na figura do mestre de Adder, um tal de Death Bringer (isto é exclusivo do jogo da Mega Drive). 

Em duel, mistura-se o survival mode com vs battle, na medida em que podemos enfrentar outro jogador ou tentar sobreviver a uma enxurrada de inimigos. 


 



Para finalizar, devo salientar que Golden Axe tem os dos melhores finais de jogos de vídeo que já vi.

Em suma, o Golden Axe, da Mega Drive, é um must play para fãs da época das 16 bits e um bom título para jogar em parelha. 



Posted on quarta-feira, março 08, 2017 by Ivo Silva

No comments

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017






A guerreira amazona, Tyris Flare, fez a sua estreia no jogo Golden Axe, em 1989.

Herdeira do trono de Firewood, Tyris perdeu a sua família após um violento ataque levado a cabo pelas forças do vilão Death Adder. 

A agora orfã Tyris vai juntar-se a um grupo de Amazonas e desenvolver as suas capacidades combativas e mágicas. 

Uns anos mais tarde, aquando da invasão de Southwood Kingdom por Death Adder, Tyris vai unir-se ao anão Gilius Thunderhead e ao bárbaro Ax-Battler na luta contra o tirano.

Mesmo munido do poderoso Golden Axe, o vilão cairá aos pés do trio. 

A vingança de Tyris estava então aparentemente consumada.

Tyris reaparece, junto com os seus dois aliados, para combater uma nova ameaça na figura de Dark Guld, em Golden Axe 2, corria o ano de 1991.


 


Tyris é descrita com sendo a mais rápida, embora mais fraca das três personagens. 

Contudo, sua fraqueza física seria compensada pelo vasto arsenal mágico à sua disposição. 

A guerreira ruiva controla a magia mais destrutiva da série, a do fogo. 

Entre as suas habilidades, está a capacidade de invocar um gigantesco dragão branco para a auxiliar em combate.


 


Com a heroína inexplicavelmente loira, as aventuras do trio continuariam nas páginas de Sonic the Comic #1, de 1993. 

Continuando a partir dos eventos de Golden Axe 2, Sonic the Comic #1, vai ver o grupo defrontar o feiticeiro Blackspell até ao número 6  da revista, numa aventura intitulada de Citadel of Dead Souls. 

Nesta aventura, Tyris toma o Golden Axe após uma intensa batalha com o feiticeiro, usando-o mais tarde no duelo com um renascido Dark Guld. 


 


A última aventura de Tyris Flare na cronologia original da série teria lugar entre 1993 e 1994, também nas página de Sonic the Comic. 

No número 13, na história Plague of Serpents, os heróis deparam-se com o reino de Rockguard totalmente repleto de homens serpente, liderados pelo sacerdote Cobraxis.

Durante a batalha para restabelecer o reino anão, Tyris é ferida, passando grande parte desta sua última aventura em recuperação.


 


Curiosamente, a versão original de Tyris reapareceu recentemente durante o crossover da Archie, Worlds Unite, o qual juntou diversas propriedades intelectuais da Sega e da Capcom. 

Em Worlds Unite, Tyris  derrota Berkana, um dos Bosses em Mega Man Extreme 2.

Ainda antes disso, em 1991, no jogo da Master System, Golden Axe Warriors, Tyris faz uma aparição naquilo que seria uma reimaginação da aventura original. 

Não sendo personagem seleccionável, Tyris ajuda o jogador, aqui representado exclusivamente por Ax-Battler, ao conceder-lhe um upgrade de magia.


 


Uma versão modernizada de Tyris surgiria em 2008, com o lançamento do jogo Golden Axe: Beast Rider. 

Única sobrevivente da Axirian Sisterhood, Tyris Flare, uma vez mais, busca vingança contra Death Adder, o responsável pela morte das suas compatriotas. 

Desta feita, contudo, Tyris está sozinha na luta. 

Com Ax ausente e com Gilius no papel de mero conselheiro e auxiliar, cabe a Tyris a árdua tarefa de reunir as partes do místico Golden Axe, a única arma capaz de abater Death Adder.

A aparência de Tyris é bastante diferente da vista em 1989, com cabelo curto e face coberta por pinturas tribais.

Embora não tenha feito mais nenhuma aparição no universo dos videojogos, desde Beast Rider, o legado de Tyris manteve-se vivo através de outras personagens.


 


Milan Flare, princesa de Windwood, e uma das personagens jogáveis em Golden Axe: The Duel, de 1996, é uma das suas descendentes. 

Sara Burn, uma das protagonistas de Golden Axe 3, lançado três anos antes, embora não seja descendente, é uma clara referência visual à heroína.

Após a recente aparição nos comics da Archie, voltará Tyris a fazer sentir a sua presença num videojogo?






Posted on quarta-feira, janeiro 18, 2017 by Ivo Silva

No comments

quarta-feira, 2 de março de 2016





     Golden Axe 2 é a sequela de um dos melhores jogos da Sega. 

    Lançado em 1992, para a Mega Drive, este jogo tem lugar logo a seguir aos eventos do título original. 
     
     Regressam as suas três personagens titulares, Ax Battler, Tyris Flare e Gilius Thunderhead, desta vez para fazer face a um novo clã maligno liderado por Dark Guld. 

     Embora o adversário seja novo, o objectivo da aventura não o é, e passa por resgatar o poderoso Golden Axe das manapolas inimigas.

     Este hack and slash dispõem, como o original, de dois modos de jogo.

   Um Duel Mode, que para todos os propósitos assemelha-se mais a um modo survival cuja dificuldade se vai acentuado com o avançar e o típico Story Mode. 

     Neste último, é possível escolher a dificuldade, sem bem que apenas se jogarmos o jogo em normal é que teremos acesso ao seu final "verdadeiro".

     Golden Axe 2 é constituído por um total de sete níveis, sendo que cada uma deles se encerra com uma batalha contra um Boss e os seus capangas. 




     Os cenários e música não fogem muito ao que já havíamos visto e ouvido no primeiro jogo, contudo, é de salientar no que diz respeito aos primeiros, que estes são bastante mais desinspirados do que os vistos em Golden Axe 1. 

     Todavia, Golden Axe 2 não é uma mera cópia directa de Golden Axe. 




     O jogo apresenta algumas melhorias relativamente à jogabilidade.

      O "Back Attack" foi substituído por uma manobra muito mais útil que permite atingir adversários vindos de todos os lados. 

     É mais fácil também atirar os inimigos e usar a magia que é aqui representada sob a forma de pequenos livros. 

     É possível ao jogador controlar o número de tomos mágicos que deseja gastar, em vez de os despender de uma vez como acontecia no jogo original. 




     As próprias personagens sofreram algumas alterações que visavam melhorar a sua prestação em combate.

       A espada de Ax, por exemplo, ganhou um alcance maior e a sua magia foi alterada para vento, em vez de explosões. 

        Regressam as montadas, sendo que o Fire Dragon, graças às labaredas de fogo que solta é, sem sombra de dúvida, o mais útil de entre elas.  

          De qualquer das maneiras, os adversários que se apresentam no nosso caminho são muito mais acessíveis do que os encontrados durante o confronto com Death Adder, o que vem diminuir o desafio da demanda...




          Em suma, Golden Axe 2 não constitui uma grande novidade em relação a quem jogou o primeiro. 

     É certo que beneficia de melhorias significativas no que ao gameplay diz respeito, contudo é um jogo muito mais fácil e sem o apelo do original. 

     Essa falta de apelo deve-se sobretudo a cenários menos "fantásticos" e a uma história que em tudo parece repetida e gasta. 

     Para os fãs da série será preferível a passagem directa para Golden Axe 3, para a mesma consola, ou para The Revenge of Death Adder, sendo que este está disponível apenas nas arcades.




Posted on quarta-feira, março 02, 2016 by Ivo Silva

No comments