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terça-feira, 7 de maio de 2024

 

 

 

 

 

O primeiro Smuggler, Erik Josten, anteriormente conhecido como Power Man e maioritariamente rival dos Avengers, viu o seu poder drasticamente reduzido após uma malfadada aliança com o Count Nefaria (Avengers #164, Vol 1, de 1977). 

 

 

 

 

 

 

 

Enfraquecido e com o seu nome a ser usado agora pelo heróico Luke Cage (Luke Cage Power Man #21, Vol 1, de 1974), vai assumir a identidade de Smuggler e liderar uma pequena gangue que depressa vai atrair a atenção do Spider-Man, levando a um confronto entre ambos no qual o aranhiço irá levar a melhor depois do vilão acidentalmente electrocutar-se numa das linhas de tensão do metro. enquanto lutavam no estação de Nova Iorque (Spectacular Spider-Man #49-50, Vol 1, de 1980-1981). 

Curiosamente, Spidey e Erik irão lutar lado a lado, uns issues mais tarde (em Spectacular Spider-Man #54). quando a vida deste último vai estar a prémio, devido às ligações dele ao quartel criminoso internacional da Maggia. 

Com os seus poderes a desvanecerem, Erik ia fazer um acordo com os agentes federais, o que justificou o atentado à sua vida. Felizmente, o aranhiço consegue resgatá-lo, com o duo a enfrentar um bando de samurais pelo meio. 

 

 

 

 

 

 


Ainda assim, Erik é alvejado e não fosse Spidey teria morrido afogado. Essa seria a última vez que veríamos Erik no papel de Smuggler, uma vez que em Iron Man Annual #7 (Vol 1, de 1984) ele recebe um power boost e assumirá a identidade de Goliath. 

 

 

 

 

 

Um segundo Smuggler irá surgir, uns anos mais tarde, nas páginas de Thunderbolts #47 (Vol 1, de 2000). Este, apesar do nome, é um herói. 

Com poderes bastantes distintos do primeiro Smuggler, que contava com algum grau de invulnerabilidade e super-força, este segundo indivíduo possuía um fato negro que lhe permitia aceder às energias da dimensão conhecida como Darkforce (a mesma que energisa o herói Cloak, por exemplo). 

 

 

 

Através dele, o novo Smuggler, que é nada mais, nada menos que o irmão do original, consegue teletransportar-se, esticar-se  e manipular a darkforce até determinado ponto. Conrad Josten, que faria a sua primeira aparição nas páginas de Thunderbolts #47 (Vol 1, de 2001), tem um desdém enorme pelo irmão, uma vez que por causa das actividades criminosas deste, toda a família Josten sofreu. 

Para além de perderem a quinta que possuíam, viram ainda o irmão mais velho de ambos, Carl Josten endividar-se e pagar caro por isso (com a vida para ser mais preciso, em Thunderbolts #17 (Vol 1, de 1998). Desejoso de redimir o nome da família, Conrad adopta a identidade de Smuggler e junta-se a uma nova equipa governamental, os Redeemers. 

 

 

 

Como membro da equipa ele irá enfrentar os Thunderbolts, a mando do agente  Gyrich, e será brevemente treinado pelo Captain America. Com os Redeemers, Conrad irá defrontar Rebel e os Young Allies da Counter-Earth, e Humus Sapien ,antes da equipa sofrer uma pesada derrota às mãos de Graviton. 

Uma derrota na qual grande parte da equipa morre. Conrad,supostamente, também estará entre as vítimas, ao ver-se expelido contra o Sol pelo vilão (Thunderbolts #56, Vol 1, de 2001). 

Em Thunderbolts #100 (Vol 1, de 2006), é revelado que Conrad sobreviveu, refugiando-se na Darkforce. 

 

 

 

O segundo Baron Zemo usa as Moonstones e o vilão Blackout (cujos poderes também vêm da Darkforce) para resgatar o jovem Conrad. 

Conrad e Erik, agora o heróico Atlas, fazem as pazes com o passado e o Smuggler junta-se aos Thunderbolts no issue seguinte. Como membro deste grupo, Conrad enfrenta Quicksand, Mongoose, os Beetles* e o Squadron Sinister, entre outros. 

 

 

 

O uniforme fica irremediavelmente danificado durante a batalha final dos Thunderbots com o Elder of the Universe conhecido como Grandmaster, deixando Conrad efectivamente depowered (Thunderbolts #108). 


*Nota: Um grupo de jovens a usar armaduras antigas do Beetle para cometer crimes.  

 

 

 

Leituras essenciais:

 

 

 

Spectacular Spider-Man #49-50 e 54, Vol 1, de 1980/1981 - Marca as três únicas aparições do Smuggler original, nas quais ele enfrenta e faz team-up com o Spidey. 




Thunderbolts #47-56, Vol 1, de 2001 - Introdução do segundo Smuggler, participação na equipa dos Redeemers e a sua aparente morte às mãos do vilão Graviton.

Thunderbolts #100-109, Vol 1, de 2006/2007 - O regresso de Conrad, resgatado por Zemo, e o seu ingresso nos Thunderbolts. Conrad faz as pazes com o irmão e fica sem poderes no final da batalha com o Grandmaster. 




Posted on terça-feira, maio 07, 2024 by Ivo Silva

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terça-feira, 19 de setembro de 2023

 

 

 

A matança que teve lugar no Bar Sem Nome, um ponto de encontro secreto entre supervilões, nas páginas de Captain America, foi o culminar de uma matança mais extensa que se iniciou em Iron Man #194 (Vol 1, de 1985), quando uma aparentemente inofensiva velhinha sem-abrigo puxa de uma metralhadora e mata a sangue frio o vilão chamado Enforcer, deixando escapar a frase "Justice is served". 

 

 

 

O próximo vilão a sucumbir a este estranho vigilante é um antigo vilão dos Fantastic Four, Miracle Man, nas páginas de Thing #24 (Vol 1, de 1985). 

Miracle Man procurava recuperar o poder místico que perdeu durante uma luta com os Defenders, mas viu-se no mesmo autocarro no qual ia um pensativo Thing*. 

Temendo que o seu antigo rival pudesse prejudicar os seus planos, o Miracle Man usa as sua capacidades hipnóticas para hipnotizar um relutante Rhino para que este atacasse o Thing. 

Durante a luta, e inesperadamente, o Miracle Man vai ser abordado e assassinado a tiro por um hippie que viajava com eles no autocarro.

 

 

 

Curiosamente, a terceira vítima deste estranho vigilante, agora apelidado de Scourge, não vai ser um vilão, mas antes um novo herói. 

Phone Ranger, que fez a sua estreia em Marvel Age Annual #1 (Vol 1, de 1985) vai ser alvejado durante uma luta entre heróis e vilões. 

Desta feita, o Scourge estava mascarado com um membro da redação da Marvel Comics. 

Phone Ranger, foi o primeiro a sobreviver, graças ao seu uniforme. 

 

 

 

O próximo a sentir a fúria do Scourge foi o terceiro Hate-Monger. Um androide desenvolvido pelo vilão Psycho-Man, o Hate-Monger estava a atormentar os membros do Fantastic Four quando foi desintegrado por uma bala explosiva (Secret Wars II #2, Vol 1,de 1985), tendo os seus restos deslizado para uma fossa de esgoto próxima do local. 

 

 

 

Em Thor #358 (Vol 1, de 1985), e no meio de uma luta entre o Beta Ray Bill, o Titanium Man e a G.L.F (Green Liberation Front), um outro vilão, Megatak, tentava passar despercebido, quando é brutalmente alvejado pelo Scourge, agora disfarçado de velho. 

O vilão não resiste aos ferimentos e torna-se na mais recente vítima do vigilante homicida, que neste momento já vai em 4. 

Ora até aqui o Scourge tinha passado mais ou menos despercebido, contudo tal irá mudar. 

Em Captain America #311 (Vol 1, de 1985), ele irá tentar aproveitar que o vilão conhecido como Constrictor se encontrava hospitalizado, para o tirar da equação.

 

 

 

Disfarçado de enfermeira, o Sourge quase logra em conseguir o seu objectivo, não fosse a intervenção atempada de Steve Rogers (a.k.a Captain America) que destrói a arma com o seu escudo. 

 

 

 

Infelizmente, o Scourge consegue fugir. O vigilante faz o seu regresso numa tentativa abortada de eliminar o velho inimigo do Spider-Man, Kraven The Hunter. 

Scourge opta por não disparar, por temer atingir a heroína Tigra, que se degladiava com o vilão, no processo (West Coast Avengers #3, Vol 2, de 1986). 

 

 

 

O vilão terá mais sucesso em eliminar a Titânia original (Davida Devito) enquanto esta tomava um duche, após ter perdido a liderança das Grapplers (um grupo de wrestlers da UCWF) para a novata Battleaxe. 

Fazendo-se passar por um elemento desse mesmo grupo, a Golddigger**, o Scourge não vai ter dificuldade em concretizar este assassinato (Thing #33, Vol 1, de 1986). 

 

 

 

Em Avengers #263 (Vol 1, de 1985), o Scourge elimina aquele que durante a década de 60 tinha sido um vilão de topo e indiscutivelmente um dos mais poderosos adversários do Iron Man, assim como um membro fundador dos Masters of Evil. 

Fazendo-se passar por um dos seus henchmen, de nome Keegan, o Scourge vai assassinar um surpreso Melter. 

 

 

 

O próximo a ser eliminado é um vilão de considerável poder que já havia defrontado heróis como o Spider-Man, o Captain Marvel original e o Thing. 

Falo do Basilisk. O vilão preparava-se para tentar emboscar o Thing (por quem nutria especial antipatia), no interior do Four Freedoms Plaza (h.q. do Fantastic Four), quando foi ele emboscado pelo Scourge. 

Uma bala fez o vilão atravessar uma das janelas do prédio e cair para a sua morte (Fantastic Four #289, Vol 1, de 1986). 

 

 

 

Em Amazing Spider-Man #276 (Vol 1, de 1986), e desta feita disfarçado como lixeiro, o Scourge alveja, e mata, o Human Fly, que tinha acabado de fugir de um hospital psiquiátrico em busca de executar a sua vingança sobre um certo aranhiço. 

 

 

 

Dois issues mais tarde, é a vez do irmão da falecida Capitã Jean DeWolff, que inicialmente era um herói, mas que havia sofrido uma espécie de "heel turn" aquando da morte desta. 

Wraith culpava a polícia pela morte prematura da irmã e pretendia fazê-los pagar caro. 

Contudo, vai dar de caras com o Scourge, que fugia do Spider-Man após tentar assassinar Flash Thompson, acusado de ser o Hobgoblin, enquanto ele estava na prisão. 

Sem hesitar, o Scourge rapidamente mata o Wraith, deixando o seu cadáver para ser encontrado pelo aranhiço. 

 

 

 

Nas páginas de Captain America (começado no nrº 318), o Scourge vai começar a acelerar o passo. Fazendo-se passar por um taxista, o vigilante elimina um dos membros da Serpent Society, chamado Death Adder. 

Entretanto, todas estas mortes começam a chegar aos ouvidos de outros criminosos. 

 

 

 

Um deles, um antigo adversário do Iron Man chamado Firebrand, tenta alertar o colega Blue Streak, numa tentativa de estes se juntarem e tentarem parar este vigilante. 

Blue Streak nega qualquer tipo de intenção de se juntar a quem quer que seja, e mostra não ter qualquer receio deste suposto assassino. 

 

 

 

Contudo, e como que numa lição de karma, o vilão acabará por ser a próxima vítima do Scourge, sendo assassinado quando tentava apanhar boleia de uma camionista (após uma batalha com o Captain America). 

A existência do Scourge vai tornar-se conhecida do Captain America aquando de uma breve batalha com o vilão Blacklash. 

Este tentava assaltar um joalharia em Cleveland, quando vai ser derrotado pelo nosso herói (Captain America #319, Vol 1, de 1986).

 

 

 

Curioso em saber a razão pela qual um hitman renomado como o Blacklash estava agora a recorrer a mero roubo, o Cap vai descobrir que este estava a tentar juntar algum dinheiro rápido para enviar para a mãe. 

Blacklash teme que a sua morte possa estar iminente, sobretudo após o assassínio de um dos seus colegas, o já referido Melter. 

Entretanto, Sidewinder, o líder da Serpent Society, descobre o corpo sem vida do Death Adder e declara que a Society se irá vingar (algo que nunca irão conseguir fazer, no entanto), iniciando uma investigação que os leva a atacar a A.I.M e o Crime Circus.

Entretanto, Firebrand continua a tentar alertar outros vilões para a existência do Scourge. 

Ele contacta Letha (colega da assassinada Titânia) e Jaguar, e com ambos combina uma reunião com outros vilões, de forma a tentar criar uma frente unida contra o Scourge. 

A reunião, que se tornará fatídica, tem lugar no Bar Sem Nome. 

O Cap continua a sua própria investigação, muito brevemente colocando a possibilidade de ser o Punisher quem está a efectuar estes hits. 

Contudo, depressa coloca de parte essa hipótese, uma vez que Frank Castle não incluí disfarces no seu modus operandi. 

Ele irá ainda visitar o segundo Foolkiller, uma vez que este era também um vigilante homicida, ao hospício onde ele estava internado, na tentativa de descobrir se o culpado poderia ser um terceiro Foolkiller. 

Será lá que o Cap irá encontrar uma das integrantes da Serpent Society (que seguia o mesmo pensamento lógico de investigação), a ardilosa Diamondback. 

Sem grandes pistas, e com a vilã a mostrar-se relactivamente cooperativa e inofensiva, o nosso herói vai fazer um team-up temporário com ela. 

 

 

 

Enquanto isso, os vilões começam a chegar ao Bar, com a hora da reunião a aproximar-se. 

Entre eles temos Vamp, Ceetah, Cyclone, Mind-Wave, Bird-Man, Shellshock, Steeplejack II, Rapier. Hijacker, Hellrazor, Ringer, Grappler, Mirage, Commander Kraken, Jaguar, Letha, Turn D Century e Firebrand. 

Para impedir potenciais incidentes, Firebrand adoptou uma política de reunião sem armas, contudo, o que ele desconhecia era que o Scourge sempre esteve dentro do Bar. 

 

 

 

Disfarçado como o barman, o vigilante vai proceder a eliminar todos os presentes de forma rápida e eficaz. 18 vilões. 

E poderiam ser mais, não fosse o Water Wizard ter-se atrasado para a reunião (Captain America #320, Vol 1, de 1986). 

 

 

 

Chegando ao local e encontrando os seus camaradas fuzilados, o Wizard vai contactar o Captain America, sabendo que este estava a investigar o Scourge, e pedir a sua ajuda na captura do vigilante. 

Entretanto, o Scourge vai ser contactado por um indivíduo chamado apenas Domino que lhe dá intel acerca do paradeiro de determinados criminosos (entre eles Kraven, o Puppet Master, Hobgoblin e Solarr), mostrando que o vigilante é parte de uma organização muito maior. 

 

 

 

O Scouge, usando agora uma primeira versão do seu uniforme, tenta eliminar Diamondback, que estava a convalescer no hospital (após ter sido acidentalmente atingida por um civil em Captain America #319). 

Felizmente, ele chega tarde, só conseguindo ver a vilã partir numa das naves da Serpent Society, juntamente com o seu colega Cobra.

 

 

 

Enquanto isso, o Cap decide mascarar-se como Mirage para tentar atrair o Scourge, o que resulta maravilhosamente. 

Na batalha que se segue, o Cap consegue levar a melhor sobre o vigilante, embora este não tentado verdadeiramente matar Cap, por considerar que ambos são heróis. 

 

 

 

Capturado, o Scourge revela ser o irmão mais novo da sua primeira vítima, o Enforcer. 

Detestando o irmão mais velho por este ter-se virado para o crime e com isso quebrado o coração do pai de ambos, que morreu de desgosto, Delazny tornou-se no vigilante que dá pelo nome de Scourge of the Underworld. 

 

 

 

Contudo, e antes que revele mais pormenores, Delazny é ele próprio eliminado por um sniper que usa a sua catchphrase Justice is served. 

Um novo Scourge estava à solta.


*Nota: O Thing tinha acabado de regressar do Battleworld e descoberto que o seu colega dos Fantastic Four, o Human Torch, ia casar com a sua antiga namorada Alicia. 

 

**Nota: Embora na época na fosse conhecido, havia mais que um Scourge, pelo que a morte da Titânia pode ter sido levada a cabo por outro que não o Scourge original. Suspeita-se que o assassinato tenha sido levado a cabo por Kendra Louise Price, a.k.a Caprice.

 

 

 

Posted on terça-feira, setembro 19, 2023 by Ivo Silva

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terça-feira, 27 de outubro de 2020





Não haverá vilão no universo Marvel que possamos mais facilmente associar ao Halloween do que o mercenário voador, e por vezes demoníaco, Jack O'Lantern.
 
Com uma cabeça de abóbora flamejante, a servir de máscara, e a ostentar uma vestimenta tradicionalmente a adoptar os tons esmeralda, o vilão falhou, contudo, em ganhar um lugar de maior destaque no universo Marvel, perante a concorrência dos mais populares (e numerosos) Goblins.

Posted on terça-feira, outubro 27, 2020 by Ivo Silva

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terça-feira, 21 de maio de 2019





Também conhecido pela nomenclatura de Marvel Super Heroes in the War of Gems, este foi mais um jogo desenvolvido pela Capcom, baseado na popular saga da Marvel Comics dos anos 90, a Infinity Gauntlet. 

Para ser mais correcto, o jogo mistura elementos da história da sequela conhecida pelo termo de Infinity War. 

Nesta última, o vilão não é Thanos, mas antes Magus, que nada mais, nada menos é senão a contraparte maligna do benevolente herói cósmico Adam Warlock. 

Contudo, e com a mistura das storylines, War of Gems obriga-nos a ter que enfrentar Thanos também. 

Cabe então a um grupo de heróis, reunidos por Warlock, a tarefa de impedirem que tanto Magus, como Thanos se apoderem das joias do infinito e se sirvam das mesmas para se tornarem em deuses e semearem o caos no universo.


 


O rol de heróis é menor do que aquele que seria apresentado em Marvel Super Heroes, consistindo em apenas 5 heróis, nomeadamente: Spider-Man, Iron Man, Hulk, Wolverine e Captain America.

Lançado no continente europeu em 1996, em exclusivo para a SNES, War of Gems não é um jogo de luta como o Marvel Super Heroes, mas antes um beat'em up com muitos elementos de plataformas.

Como se sucede com outro título da Capcom da época (X-Men: Mutant Apocalypse),também aqui temos níveis mais adequados a esta ou aquela personagem.

Alguns exigem a capacidade de escalar de Wolverine e Spidey, ao passo que outros serão mais fáceis se recorrermos ao poder de voo do Iron Man. 

Em todos eles o objectivo é o contudo o mesmo. 

Derrotar todos os oponentes que nos forem surgindo pela frente e evitar as muitas armadilhas de forma a conseguirmos progredir no nível e alcançar o boss final do mesmo.


 


Num jogo no qual o contra-relógio é inexistente, War of Gems tem certos níveis onde o próprio design do mesmo acaba por funcionar como tempo limite. 

Falo do nível mais infame de War of Gems, o do Aquário.

Neste para além da nossa personagem ir progressivamente perdendo o ar (representado pela barra de energia que diminui vertiginosamente), temos que lidar com o facto da mesma, seja ela qual for, se mover em câmara lenta à la níveis de água dos velhinhos jogos do Sonic da Mega Drive. 

O jogo em si, embora não seja de todo longo, com seis níveis iniciais e um último final, está repleto de dificuldades que passam pelos múltiplos hazards e inimigos que os nossos heróis irão encontrar. 

Para além das plataformas colocadas em sítios inconvenientes, ou mesmo invisíveis como no Castelo Doom, temos ainda gases venenosos, múltiplos aparelhos de segurança e inúmeras paredes a travar o nosso progresso.


 


O rol de adversários, embora vá repetindo de longe a longe, é bastante fresco e busca inspiração no material de origem. 

Na categoria de adversários normais temos os Doombots, androides ao serviço do infame Doctor Doom, assim com Dopplegangers, criados por Magus, que representam outros heróis da Marvel, nomeadamente: Puck, She-Hulk, Vision, Iron Man, Wolverine, Daredevil, Hulk, Sasquatch, Thing, entre muitos outros.

Muitas destas versões malignas dos nossos aliados servirão ainda como bosses intermédios e finais de alguns dos níveis.

Para além destes temos ainda os grandes bosses do jogo na figura do Doctor Doom (que defrontaremos duas vezes), Blackheart, Magus e Nebula, uma espécie de aquecimento antes do verdadeiro boss final, Thanos.

Como em Marvel Super Heroes também aqui as joias desempenham um papel muito importante, ao permitirem-nos melhorar as nossas personagens ao usa-las. 

Se nos 4 níveis iniciais apenas podemos usar duas, isso muda com os três últimos níveis. 

O jogador pode, como em qualquer beat'em up servir-se ainda de itens de saúde existentes nos níveis como forma de restaurar a sua barra de energia se tal se mostrar necessário.


 


A música não poderia ser mais dinâmica e o visual é deveras atraente, embora o level design possa pecar por repetitivo. 

De todos os níveis apresentados, que levam as nossas personagens titulares aos quatro cantos do globo e mais além, o da Latvéria e o do Asteróide da Morte são os mais impressionantes para os fãs das comics.

As belas cutscenes ajudam também a estabelecer o ambiente, numa época em que as full motion ainda não eram assim tão comuns.

Dono de uma dificuldade mediana, o jogo depende muito da personagem escolhida. 

As melhores em termos gerais serão a dos dois Avengers. 

O Cap pelo seu escudo, que funciona como um projétil deveras eficaz, e pelo facto de ser o mais balanceado dos heróis em termos de força e agilidade. 

O Iron Man pela sua rapidez, duplo salto e poder de voo.


 


Com apenas um modo de jogo, War of Gems conta com uma curiosidade na figura de um nível treino no Avengers Compound, que tenta tornar o jogo num de luta ao estilo do seu irmão mais velho, o Marvel Super Heroes.

Em suma, War of Gems é um jogo interessante, que dá uma perspectiva diferente à história que é contada em Super Heroes na Saturn.








Posted on terça-feira, maio 21, 2019 by Ivo Silva

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quinta-feira, 18 de abril de 2019



 


Desenvolvido pela Capcom em 1995 e lançado dois anos mais tarde para a Sega Saturn, Marvel Super-Heroes é um jogo de luta 2D que segue de perto a plot do comic de 1991, Infinity Gauntlet. 

Apesar de tomar certas liberdades em relação ao seu material de origem, a história do jogo continua a girar em voltas das poderosas Infinity Gems, pedras capazes de controlar diferentes aspectos do universo e que reunidas tornarão o seu usuário omnipotente.

Posted on quinta-feira, abril 18, 2019 by Ivo Silva

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segunda-feira, 3 de setembro de 2018









Esta história passa-se numa das muitas realidades alternativas do Universo Marvel. 

Nesta realidade em questão, a Humanidade praticamente já não existe, uma vez que a maioria da sua população foi transformada em mutantes pela Terrigen Mist dos Inhumans. 

Após uma violenta batalha com os Celestials, que quase obliterou o planeta, o que resta dos heróis da Terra unem-se à reincarnação terrena do há muito falecido Mar-Vell. 

Em Earth X (como é conhecida esta realidade), o ainda infante Mar-Vell, filho de Adam Warlock e Ayesha, junta a sua já poderosa consciência cósmica à Enigma Force* e procura criar nada mais, nada menos que o paraíso na Terra e no além.

Tal apenas pode ser obtido, a seu ver com a destruição da personificação da Morte e a modificação do reino desta usando pedaços do Cosmic Cube.


 


Numa luta de duas frentes, uma no mundo dos vivos e outra na dos mortos (graças ao seu vasto poder, Mar-Vell consegue estar em dois locais ao mesmo tempo, sendo que no reino dos mortos a sua forma é a de um adulto), o antigo Captain Marvel tenta reunir o apoio do maior número possível de heróis (e até de alguns antigos vilões) com vista atingir esse seu objectivo. 


 


No mundo dos vivos a sua principal oposição surgirá na forma de um culto, o Tong of Creel, que busca reconstruir o Absorbing Man, um vilão que nesta dimensão, após ter absorvido a programação do Ultron, matou grande parte dos Avengers antes de ser finalmente detido pelo Vision.

No mundo dos mortos, a oposição será igualmente terrível, pois à frente do exército esquelético da Morte vai estar o seu maior adorador, o temível Mad Titan, Thanos (Universe X #3, Vol 1, de 2000). 

A assistir impávida e serena aos acontecimentos está a Morte, enquanto que a manipular tudo por detrás das cortinas encontra-se o demónio Mephisto (nesta dimensão o auto-proclamado pai da Morte). 


 


Este último serve-se de Belasco (na realidade o mutante Nightcrawler), de um exército de Daredevils virtualmente imortais (cópias do Deadpool da Earth X), do Immortus e dos aliens Dire Wraiths, entre muitos outros. 

Contudo, o seu grande trunfo, a "ressurreição" do Absorbing Man não corre como planeado. 

Como da primeira vez, o Vision (um dos poucos Avengers sobreviventes) vai ser fundamental na derrota do vilão. 

Creel tornar-se-á num fantasma gigante (ele tinha acabado de absorver Manhatthan). 

Contudo, e para evitar a destruição da Terra, o Vision terá que o tornar tangível novamente. 


 


Creel é convencido por Loki a transformar-se em Vibranium e com isso salvar o próprio planeta, cuja estabilidade não era muita após a destruição do embrião dos Celestials que estava no seu núcleo (em Earth X #0-12 e X, Vol 1, de 1999 a 2000). 

Immortus verá o erro de se ter juntado a Mephisto e Belasco descobrirá a manipulação de que fora alvo pelo senhor dos infernos.

No reino da morte a luta não corria tão bem, uma vez que era preciso muito esforço, da parte de Mar-Vell e da forma astral do Doctor Strange, para manter os heróis e vilões falecidos conscientes de que o estavam de facto (caso contrário, julgavam-se ainda vivos e paravam de tentar combater a Morte).




Para além disso, eram poucos os combatentes disponíveis e embora fossem poderosos (entre eles contavam-se a Phoenix, o Ghost Rider original, o Doctor Doom e o Iron Man, entre muitos outros) estavam a perder terreno contra o inesgotável stock de guerreiros à disposição de Thanos. 

A morte do Supremor, às mãos do infante Mar-Vell, dará ao Mar-Vell adulto a possibilidade de contar com todos os Kree falecidos (incluíndo a sua amada Yuna e o seu odiado inimigo Yon-Rogg) do seu lado. 

Todavia, a primeira acção do Vision na terra dos vivos, ao aprisionar Creel, terá consequências nefastas no outro reino, com Mephisto a ganhar vantagem e conseguir capturar um temporariamente depowered Mar-Vell, ao mesmo tempo que extermina os seus guardiões (Nova, Ms Marvel e Starlord) e convence os outros a parar de lutar.


 


Ao tornar intangível Creel, o Vision tornou a Terra e todos nela igualmente intangíveis, o que negou ao infante Mar-Vell o acesso ao poder cósmico do Silver Surfer, necessário para o Kree vencer a luta no reino dos finados.

Com Mephisto prestes a desfazer um indefeso Mar-Vell adulto, eis que a situação muda novamente, quando o Vision liberta Creel e Loki consegue convencer este a salvar a Terra e os seus habitantes (como já referi acima).

Com a Terra tangível uma vez mais, o Silver Surfer cede o seu poder cósmico a Mar-Vell, energizando a sua forma adulta no reino dos mortos. 

Ao mesmo tempo, o falecido Captain America lidera os mortos heróicos numa última carga contra as forças da Morte. 


 


Em confronto directo com Mephisto, Mar-Vell revela-lhe, como a sua metade criança já o havia feito na Terra, que o demónio não era o pai da Morte, mas antes uma mera manifestação dos medos da Humanidade. 

E com essas simples palavras, Mephisto desaparece como se nunca tivesse existido de facto.

Entretanto, Mar-Vell aponta o Ultimate Nullifier, a arma mais potente do universo, à Morte. 

Thanos intercede, pelo que Mar-Vell revela-lhe aquilo que descobriu graças à junção da Enigma Force com a sua própria consciência cósmica. 


 


A Morte não ama o Mad Titan. 

Nunca amou. 

Thanos, que se julgava o filho da Morte, uma vez que via nela a imagem da sua mãe, tinha sido manipulado por ela desde tenra idade. 

Mar-Vell revela como Sui-San morreu durante o primeiro ataque das forças de Thanos a Titan, anos antes. 

O seu corpo nunca foi encontrado porque o pai de Thanos, Mentor, o escondeu do resto dos Eternals de Titan. 

A razão para isso era algo que Thanos havia descoberto enquanto criança, mas que entretanto havia esquecido. 

Sui-San era uma Skrull, sendo essa a razão para Thanos ter a aparência que tinha. 


 


Ao contrário do que acontece no Universo Marvel 616, aqui a relação entre Sui-San e Thanos era forte e ao saber que a Morte o manipulou de forma a que o Mad Titan matasse a própria mãe, o vilão vira-se contra esta. 

Mar-Vell dá-lhe o Ultimate Nullifier e Thanos usa-o contra o ser que durante tanto tempo adorou, apagando a Morte da existência (Universe X #X, Vol 1, de 2001). 

Ela ainda tenta impedir o inevitável, falando directamente com o Mad Titan pela primeira vez, mas nada o detém.


 


Mar-Vell estava livre agora para construir o seu paraíso.


 
*Nota: A Enigma Force é uma poderosa fonte de energia cósmica proveniente do Microverse. 

Os indivíduos que se servem do seu poder normalmente dão pelo nome de Captain Universe.









 

Posted on segunda-feira, setembro 03, 2018 by Ivo Silva

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