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terça-feira, 21 de maio de 2019





Também conhecido pela nomenclatura de Marvel Super Heroes in the War of Gems, este foi mais um jogo desenvolvido pela Capcom, baseado na popular saga da Marvel Comics dos anos 90, a Infinity Gauntlet. 

Para ser mais correcto, o jogo mistura elementos da história da sequela conhecida pelo termo de Infinity War. 

Nesta última, o vilão não é Thanos, mas antes Magus, que nada mais, nada menos é senão a contraparte maligna do benevolente herói cósmico Adam Warlock. 

Contudo, e com a mistura das storylines, War of Gems obriga-nos a ter que enfrentar Thanos também. 

Cabe então a um grupo de heróis, reunidos por Warlock, a tarefa de impedirem que tanto Magus, como Thanos se apoderem das joias do infinito e se sirvam das mesmas para se tornarem em deuses e semearem o caos no universo.


 


O rol de heróis é menor do que aquele que seria apresentado em Marvel Super Heroes, consistindo em apenas 5 heróis, nomeadamente: Spider-Man, Iron Man, Hulk, Wolverine e Captain America.

Lançado no continente europeu em 1996, em exclusivo para a SNES, War of Gems não é um jogo de luta como o Marvel Super Heroes, mas antes um beat'em up com muitos elementos de plataformas.

Como se sucede com outro título da Capcom da época (X-Men: Mutant Apocalypse),também aqui temos níveis mais adequados a esta ou aquela personagem.

Alguns exigem a capacidade de escalar de Wolverine e Spidey, ao passo que outros serão mais fáceis se recorrermos ao poder de voo do Iron Man. 

Em todos eles o objectivo é o contudo o mesmo. 

Derrotar todos os oponentes que nos forem surgindo pela frente e evitar as muitas armadilhas de forma a conseguirmos progredir no nível e alcançar o boss final do mesmo.


 


Num jogo no qual o contra-relógio é inexistente, War of Gems tem certos níveis onde o próprio design do mesmo acaba por funcionar como tempo limite. 

Falo do nível mais infame de War of Gems, o do Aquário.

Neste para além da nossa personagem ir progressivamente perdendo o ar (representado pela barra de energia que diminui vertiginosamente), temos que lidar com o facto da mesma, seja ela qual for, se mover em câmara lenta à la níveis de água dos velhinhos jogos do Sonic da Mega Drive. 

O jogo em si, embora não seja de todo longo, com seis níveis iniciais e um último final, está repleto de dificuldades que passam pelos múltiplos hazards e inimigos que os nossos heróis irão encontrar. 

Para além das plataformas colocadas em sítios inconvenientes, ou mesmo invisíveis como no Castelo Doom, temos ainda gases venenosos, múltiplos aparelhos de segurança e inúmeras paredes a travar o nosso progresso.


 


O rol de adversários, embora vá repetindo de longe a longe, é bastante fresco e busca inspiração no material de origem. 

Na categoria de adversários normais temos os Doombots, androides ao serviço do infame Doctor Doom, assim com Dopplegangers, criados por Magus, que representam outros heróis da Marvel, nomeadamente: Puck, She-Hulk, Vision, Iron Man, Wolverine, Daredevil, Hulk, Sasquatch, Thing, entre muitos outros.

Muitas destas versões malignas dos nossos aliados servirão ainda como bosses intermédios e finais de alguns dos níveis.

Para além destes temos ainda os grandes bosses do jogo na figura do Doctor Doom (que defrontaremos duas vezes), Blackheart, Magus e Nebula, uma espécie de aquecimento antes do verdadeiro boss final, Thanos.

Como em Marvel Super Heroes também aqui as joias desempenham um papel muito importante, ao permitirem-nos melhorar as nossas personagens ao usa-las. 

Se nos 4 níveis iniciais apenas podemos usar duas, isso muda com os três últimos níveis. 

O jogador pode, como em qualquer beat'em up servir-se ainda de itens de saúde existentes nos níveis como forma de restaurar a sua barra de energia se tal se mostrar necessário.


 


A música não poderia ser mais dinâmica e o visual é deveras atraente, embora o level design possa pecar por repetitivo. 

De todos os níveis apresentados, que levam as nossas personagens titulares aos quatro cantos do globo e mais além, o da Latvéria e o do Asteróide da Morte são os mais impressionantes para os fãs das comics.

As belas cutscenes ajudam também a estabelecer o ambiente, numa época em que as full motion ainda não eram assim tão comuns.

Dono de uma dificuldade mediana, o jogo depende muito da personagem escolhida. 

As melhores em termos gerais serão a dos dois Avengers. 

O Cap pelo seu escudo, que funciona como um projétil deveras eficaz, e pelo facto de ser o mais balanceado dos heróis em termos de força e agilidade. 

O Iron Man pela sua rapidez, duplo salto e poder de voo.


 


Com apenas um modo de jogo, War of Gems conta com uma curiosidade na figura de um nível treino no Avengers Compound, que tenta tornar o jogo num de luta ao estilo do seu irmão mais velho, o Marvel Super Heroes.

Em suma, War of Gems é um jogo interessante, que dá uma perspectiva diferente à história que é contada em Super Heroes na Saturn.








Posted on terça-feira, maio 21, 2019 by Ivo Silva

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quinta-feira, 18 de abril de 2019



 


Desenvolvido pela Capcom em 1995 e lançado dois anos mais tarde para a Sega Saturn, Marvel Super-Heroes é um jogo de luta 2D que segue de perto a plot do comic de 1991, Infinity Gauntlet. 

Apesar de tomar certas liberdades em relação ao seu material de origem, a história do jogo continua a girar em voltas das poderosas Infinity Gems, pedras capazes de controlar diferentes aspectos do universo e que reunidas tornarão o seu usuário omnipotente.

Posted on quinta-feira, abril 18, 2019 by Ivo Silva

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018



 


No Universo 1120, um dos muitos do vasto Multiverso da Marvel, existiu um Thanos bastante diferente daquele que todos nós conhecemos. 

Este Thanos continuava a ser um fervoroso nihilista e adorador da personificação da Morte, como o da Terra 616.

A sua aparência é que nada tinha a ver com a do nosso Thanos, mas antes ela era igual à do Adam Warlock, na sua incarnação dos anos 70. 


 


A coloração da sua pele (e uniforme) não era dourada, como a do nosso Adam, mas antes púrpura, exactamente como à de Magus (o lado negro de Adam).

Ainda assim, também este Thanos liderava a sua frota espacial de destruição a partir da sua gigantesca nave-mãe, a Sanctuary II. 

Também ele tinha como o seu principal opositor o Captain Marvel (Mar-Vell). 

Neste universo alternativo, este Thanos logrou em extingir toda a vida em existência na nossa galáxia, excepto a de Mar-Vell que destroi a Null-Life Bomb do vilão impedindo-o de fazer igual às restantes galáxias do vasto universo.


 


Este Captain Marvel vai ser o responsável por dar o golpe final nesta versão caricata do vilão, usando a mística Ebony Blade* para o efeito. 

Curiosamente esta versão do Thanos dispõe de uma Infinty Gem, que não é a Soul Gem, mas antes a Power Gem (Captain Marvel #11, Vol 4, de 2000).

A morte deste Thanos deve muito em termos visuais à segunda morte de Warlock (ou da sua versão futura que se tornaria no Magus da Terra 616)  que ocorreu nas páginas de Warlock #11, Vol 1, de 1976.


*Nota: Esta espada, forjada por Merlin, é normalmente associada ao Black Knight.










Posted on segunda-feira, dezembro 03, 2018 by Ivo Silva

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segunda-feira, 3 de setembro de 2018









Esta história passa-se numa das muitas realidades alternativas do Universo Marvel. 

Nesta realidade em questão, a Humanidade praticamente já não existe, uma vez que a maioria da sua população foi transformada em mutantes pela Terrigen Mist dos Inhumans. 

Após uma violenta batalha com os Celestials, que quase obliterou o planeta, o que resta dos heróis da Terra unem-se à reincarnação terrena do há muito falecido Mar-Vell. 

Em Earth X (como é conhecida esta realidade), o ainda infante Mar-Vell, filho de Adam Warlock e Ayesha, junta a sua já poderosa consciência cósmica à Enigma Force* e procura criar nada mais, nada menos que o paraíso na Terra e no além.

Tal apenas pode ser obtido, a seu ver com a destruição da personificação da Morte e a modificação do reino desta usando pedaços do Cosmic Cube.


 


Numa luta de duas frentes, uma no mundo dos vivos e outra na dos mortos (graças ao seu vasto poder, Mar-Vell consegue estar em dois locais ao mesmo tempo, sendo que no reino dos mortos a sua forma é a de um adulto), o antigo Captain Marvel tenta reunir o apoio do maior número possível de heróis (e até de alguns antigos vilões) com vista atingir esse seu objectivo. 


 


No mundo dos vivos a sua principal oposição surgirá na forma de um culto, o Tong of Creel, que busca reconstruir o Absorbing Man, um vilão que nesta dimensão, após ter absorvido a programação do Ultron, matou grande parte dos Avengers antes de ser finalmente detido pelo Vision.

No mundo dos mortos, a oposição será igualmente terrível, pois à frente do exército esquelético da Morte vai estar o seu maior adorador, o temível Mad Titan, Thanos (Universe X #3, Vol 1, de 2000). 

A assistir impávida e serena aos acontecimentos está a Morte, enquanto que a manipular tudo por detrás das cortinas encontra-se o demónio Mephisto (nesta dimensão o auto-proclamado pai da Morte). 


 


Este último serve-se de Belasco (na realidade o mutante Nightcrawler), de um exército de Daredevils virtualmente imortais (cópias do Deadpool da Earth X), do Immortus e dos aliens Dire Wraiths, entre muitos outros. 

Contudo, o seu grande trunfo, a "ressurreição" do Absorbing Man não corre como planeado. 

Como da primeira vez, o Vision (um dos poucos Avengers sobreviventes) vai ser fundamental na derrota do vilão. 

Creel tornar-se-á num fantasma gigante (ele tinha acabado de absorver Manhatthan). 

Contudo, e para evitar a destruição da Terra, o Vision terá que o tornar tangível novamente. 


 


Creel é convencido por Loki a transformar-se em Vibranium e com isso salvar o próprio planeta, cuja estabilidade não era muita após a destruição do embrião dos Celestials que estava no seu núcleo (em Earth X #0-12 e X, Vol 1, de 1999 a 2000). 

Immortus verá o erro de se ter juntado a Mephisto e Belasco descobrirá a manipulação de que fora alvo pelo senhor dos infernos.

No reino da morte a luta não corria tão bem, uma vez que era preciso muito esforço, da parte de Mar-Vell e da forma astral do Doctor Strange, para manter os heróis e vilões falecidos conscientes de que o estavam de facto (caso contrário, julgavam-se ainda vivos e paravam de tentar combater a Morte).




Para além disso, eram poucos os combatentes disponíveis e embora fossem poderosos (entre eles contavam-se a Phoenix, o Ghost Rider original, o Doctor Doom e o Iron Man, entre muitos outros) estavam a perder terreno contra o inesgotável stock de guerreiros à disposição de Thanos. 

A morte do Supremor, às mãos do infante Mar-Vell, dará ao Mar-Vell adulto a possibilidade de contar com todos os Kree falecidos (incluíndo a sua amada Yuna e o seu odiado inimigo Yon-Rogg) do seu lado. 

Todavia, a primeira acção do Vision na terra dos vivos, ao aprisionar Creel, terá consequências nefastas no outro reino, com Mephisto a ganhar vantagem e conseguir capturar um temporariamente depowered Mar-Vell, ao mesmo tempo que extermina os seus guardiões (Nova, Ms Marvel e Starlord) e convence os outros a parar de lutar.


 


Ao tornar intangível Creel, o Vision tornou a Terra e todos nela igualmente intangíveis, o que negou ao infante Mar-Vell o acesso ao poder cósmico do Silver Surfer, necessário para o Kree vencer a luta no reino dos finados.

Com Mephisto prestes a desfazer um indefeso Mar-Vell adulto, eis que a situação muda novamente, quando o Vision liberta Creel e Loki consegue convencer este a salvar a Terra e os seus habitantes (como já referi acima).

Com a Terra tangível uma vez mais, o Silver Surfer cede o seu poder cósmico a Mar-Vell, energizando a sua forma adulta no reino dos mortos. 

Ao mesmo tempo, o falecido Captain America lidera os mortos heróicos numa última carga contra as forças da Morte. 


 


Em confronto directo com Mephisto, Mar-Vell revela-lhe, como a sua metade criança já o havia feito na Terra, que o demónio não era o pai da Morte, mas antes uma mera manifestação dos medos da Humanidade. 

E com essas simples palavras, Mephisto desaparece como se nunca tivesse existido de facto.

Entretanto, Mar-Vell aponta o Ultimate Nullifier, a arma mais potente do universo, à Morte. 

Thanos intercede, pelo que Mar-Vell revela-lhe aquilo que descobriu graças à junção da Enigma Force com a sua própria consciência cósmica. 


 


A Morte não ama o Mad Titan. 

Nunca amou. 

Thanos, que se julgava o filho da Morte, uma vez que via nela a imagem da sua mãe, tinha sido manipulado por ela desde tenra idade. 

Mar-Vell revela como Sui-San morreu durante o primeiro ataque das forças de Thanos a Titan, anos antes. 

O seu corpo nunca foi encontrado porque o pai de Thanos, Mentor, o escondeu do resto dos Eternals de Titan. 

A razão para isso era algo que Thanos havia descoberto enquanto criança, mas que entretanto havia esquecido. 

Sui-San era uma Skrull, sendo essa a razão para Thanos ter a aparência que tinha. 


 


Ao contrário do que acontece no Universo Marvel 616, aqui a relação entre Sui-San e Thanos era forte e ao saber que a Morte o manipulou de forma a que o Mad Titan matasse a própria mãe, o vilão vira-se contra esta. 

Mar-Vell dá-lhe o Ultimate Nullifier e Thanos usa-o contra o ser que durante tanto tempo adorou, apagando a Morte da existência (Universe X #X, Vol 1, de 2001). 

Ela ainda tenta impedir o inevitável, falando directamente com o Mad Titan pela primeira vez, mas nada o detém.


 


Mar-Vell estava livre agora para construir o seu paraíso.


 
*Nota: A Enigma Force é uma poderosa fonte de energia cósmica proveniente do Microverse. 

Os indivíduos que se servem do seu poder normalmente dão pelo nome de Captain Universe.









 

Posted on segunda-feira, setembro 03, 2018 by Ivo Silva

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segunda-feira, 6 de agosto de 2018






Após uma terráquea e dois dos seus filhos* seguirem as suas pisadas e assumirem a identidade de Captain Marvel, seria a vez de um Kree voltar a ostentar o prestigioso manto. 

Mas não foi fácil.

Noh-Varr começou por ser um dos múltiplos indivíduos a assumir a identidade de Marvel Boy. 


 


A personagem foi criada por Grant Morrison   e J.G.Jones e faria a sua primeira aparição nas páginas de Marvel Boy #1, Vol 2, corria o ano de 2000.

Proveniente de um universo alternativo e membro da elite militar Kree do seu mundo, Noh-Varr e a sua família vão-se ver presos na Terra 616. 

Incapaz de voltar para a sua realidade de origem após ter a nave abatida por capangas do vilão Dr. Midas, Noh-Varr vai ver a família (pai, mãe e namorada) morrer, deixando-o como o único sobrevivente. 

Noh-Varr vai jurar vingança não apenas contra o vilão Midas, mas contra toda a Humanidade, declarando que a Terra 616 em breve faria parte do Império Kree.

Usando as armas avançadas da sua realidade e o super-computador Plex (que lhe permitia dominar mentes), Noh-Varr vai fazer valer parte das suas promessas ao matar Midas.

Felizmente, será detido pela S.H.I.E.L.D antes de cumprir as restantes e será aprisionado na prisão para super-vilões conhecida como Cube.

Lá, ele será contactado pelos Illuminati que o tentam convencer a adoptar o manto deixado vago de Captain Marvel.

Noh-Varr irá recusar a proposta... 


 


Durante a Civil War o jovem, cuja força e reflexos eram excepcionais, será hipnotizado para servir as ordens de Maria Hill. 

Esta vai destacá-lo para proceder à captura dos Young Avengers e dos Runaways (na mini-série de 2006 Civil War: Young Avengers and Runaways).

Contudo, no final dessa missão, Noh-Varr não só havia conseguido sair do seu estado de hipnotizado, como também se havia apoderado do Cube, decretando as instalações como o seu próprio reino privado.

Noh-Varr apenas abandonaria o Cube após um encontro com um mortalmente ferido Khn'nr (o Skrull que se fazia passar por Mar-Vell).

Este pede-lhe, antes de morrer, que assuma o manto de Captain Marvel e que como ele lute em prol da Terra. 

Antes de dar o seu suspiro final, o heróico Skrull dá a Noh-Varr as Nega-Bands (ou pelo menos a sua réplica Skrull delas). 




Usando as Nega-Bands de Khn'nr, Noh-Varr assume o manto de Captain Marvel (embora mantenha o seu uniforme de Marvel Boy) juntando-se a Norman Osborn e aos seus Avengers (Dark Avengers #1, Vol 1 de 2009).

Uma parceria que se revelaria curta após Noh-Varr descobrir que todos os seus companheiros eram na verdade super-vilões. 

De forma a evitar ser caçado pelos Dark Avengers, Noh-Varr irá abandonar o título de Captain Marvel, adoptando o nome de Protector e um novo uniforme.


 


Será nessa condição e após o final de Dark Reign que Noh-Varr será convidado para se juntar aos verdadeiros Avengers (Avengers #2, Vol 4, de 2010). 

A carreira de Noh-Varr nos Avengers será igualmente curta uma vez que ele será revelado como sendo um agente duplo para o Império Kree durante o AVX.

Noh-Varr terá a desonra de ser um dos poucos membros dos Avengers a ser expulso do grupo, dois anos mais tarde (Hulk, Yellowjacket e Doctor Druid contam-se entre alguns dos que partilharam de tal acção disciplinadora).

Noh-Varr entretanto regressou à Terra e voltou à sua identidade de Marvel Boy, fazendo agora parte dos Young Avengers. 

Os seus poderes eram muito similares aos de Mar-Vell antes da sua primeira transformação às mãos de Zarek, contudo as armas Kree de que dispõe (inclusive as Nega-Bands) são muito mais avançadas e poderosas.
Noh-Varr vai ser o mais breve dos Captain Marvels, ainda assim ele teria direito a entrar no jogo Lego Marvel's Avengers e a ter a sua própria action figure (ambas sob a identidade de Protector).


 


A última pessoa a assumir o manto de Captain Marvel foi Carol Danvers, precisamente um dos primeiros contactos terráqueos (e uma das suas paixões) de Mar-Vell no distante ano de 1968. 

Danvers era uma humana como qualquer outra, capitã da Força Área e principal responsável pela segurança de um dos muitos projectos espaciais da NASA, até ao dia em que se viu exposta às energias de uma máquina de design Kree chamada Psyche-Magnetron (ver Captain Marvel #18, Vol 1, de 1969 e Ms Marvel #2, Vol 1 de 1977). 


 


O acidente fez com que partes do seu D.N.A se fundissem com as de Mar-Vell, tornando-a efectivamente meia-Kree. 

Carol foi originalmente apresentada nas páginas de Marvel Super-Heroes #13 (Vol 1, de 1968), tendo sido criada por Roy Thomas e Gene Colan, no entanto, seria nas mãos de Gerry Conway e John Buscema que a personagem se estrearia no papel da heroica Ms. Marvel.

Mudando-se para Nova Iorque, Carol abandonou o seu trabalho como segurança, bem como a sua posição militar junto da NASA para se dedicar à escrita. 

Carol tornar-se-ia na editora da revista Woman Magazine, trabalhando directamente para J.J.Jameson, um velho conhecido dos leitores de Spider-Man.



 


Autora de um livro muito bem sucedido, Carol sofria, nestes primeiros tempos, de pequenos blackouts, frutos do acidente com a máquina Kree acima mencionada. 

Sem saber a parte humana de Carol cedia o lugar à sua metade Kree, a qual assumia total controlo da sua personalidade nesse período**

Carol apenas terá plena consciência do seu lado Kree em Ms. Marvel #3 (Vol1, de 1977), mas continuará a assumi-lo como uma parte distinta de si própria. 

A sua mente fracturada apenas será unificada em pleno em Ms Marvel #13 (Vol1, de 1978), por acção da deusa olimpiana Hecate, que a fará ver a verdade de uma vez por todas.


 


Uma heroína completa, Carol irá fazer diversos team-ups com Spider-Man, os Defenders e até com Mar-Vell, antes de ser convidada pelos Avengers para ocupar a vaga deixada pela partida da Scarlet Witch nas páginas de Avengers #183 (Vol 1, de 1979), já no seu novo uniforme preto e vermelho (que estreou em Ms. Marvel #20, um ano antes).


 



Já antes disso, e no seu uniforme original (que nada mais era do que uma mera versão feminina do icónico fato azul e escarlate de Mar-Vell), Carol havia auxiliado os Avengers em confrontos com o Ultron, Tyrak e aquela que seria a mais mortífera ameaça ao universo a surgir desde Thanos, o ser conhecido como Korvac. 

Como membro de facto dos Avengers, Carol enfrentou o Grey Gargoyle, o Absorbing Man, o feiticeiro Mordred, os Elements of Doom, entre muitos outros. 

Carol abandonaria os Avengers após uma estranha e súbita gravidez (Avengers #199-200, Vol 1, de 1980), na qual daria à luz o seu próprio violador, Marcus Immortus (uma das muitas incarnações do clássico vilão temporal dos Avengers, Kang, que ela voltaria a encontrar durante a sua terceira estadia como efectiva dos heróis mais poderosos da Terra). 


 


Sob coerção mental, Carol abandona a sua vida na Terra e parte para viver com Marcus no Limbo temporal. 

A partir daqui a sua vida será sempre a descer. 

Ela regressará à Terra, após a morte de Marcus, procurando uma nova vida para si em São Francisco, mas acabará por ter os seus poderes e memórias absorvidas após um confronto com a Rogue (na época ainda vilã). 

Esta, parte integrante da Brotherhood of Evil Mutants, tinha sido enviada por Mystique (uma inimiga de longa data de Carol) para eliminar a nossa heróina.



Facto que só não conseguirá consumar graças à interferência da Spider-Woman (Jessica Drew) como visto nas páginas de Avengers Annual #10 (Vol 1, de 1981). 

Apesar de viva, a mente de Carol era agora uma tábua rasa. 

O Professor X, dos X-Men conseguirá restaurar as memórias, mas a conexão emocional de Carol a elas havia desaparecido por completo.

Sem mais nenhum sítio para onde ir, a agora humana Carol irá permanecer com os X-Men, acompanhando-os em algumas das suas missões, fazendo-se valer da sua experiência militar para os ajudar nas mesmas.

Será precisamente numa dessas missões que Carol será capturada e experimentada pela raça alienígena conhecida como Brood. 

Como resultado dessas experimentações, que vão despertar o lado Kree da nossa heroína, Carol irá obter poderes muito superiores aos que havia tido enquanto Ms Marvel. 


 


Assumindo a identidade de Binary, Carol Danvers decide permanecer no espaço, juntando-se aos Starjammers (em Uncanny X-Men #163-164, Vol 1, de 1982), um grupo de justiceiros galácticos.

Eventualmente, Carol não apenas regressa à Terra, como aos Avengers, adoptando uma nova identidade (e uniforme), a de Warbird, auxiliando na batalha contra a feiticeira Morgan Le Fay (Avengers #1-3, Vol 3, de 1998).

Com os seus poderes de Binary a desvanecerem e a regressarem aos níveis de Ms Marvel, Carol irá virar-se para o alcoolismo, facto que a levará a abandonar os Avengers por uma segunda vez nas páginas de Avengers #7, Vol 3, um ano mais tarde (sobretudo por temer ser expulsa do grupo).



 


Carol passou algum tempo como chefe de segurança do Projecto Pegasus, voltou (por uma terceira vez) aos Avengers e finalmente confrontou Marcus Immortus, que havia renascido como o segundo Scarlet Centurion.

Danvers, que reassumiu a identidade de Ms Marvel, fez as pazes com a agora heróica Rogue durante a saga Maximum Security, que envolveu os Kree***, nomeadamente Ronan e o Supremor. 

2005 seria um marco na carreira de Carol, pois seria a primeira vez que ela assumiria o nome de Captain Marvel (House of M #2, Vol 1), embora tal tenha acontecido numa versão alterada da nossa realidade. 

Após tudo ter sido restaurado à normalidade, Carol Danvers irá finalmente perceber todo o potencial que tinha dentro de si. 

Ainda como Ms Marvel, e após a Civil War, ela irá assumir pela primeira vez o manto da liderança no que aos Avengers diz respeito (Mighty Avengers #1, Vol 1, de 2007), assim como irá ainda liderar a sua própria secção da S.H.I.E.L.D (com direito a um mini-Helicarrier), apelidada de Operation: Lightning Storm (dela faziam parte Machine Man, Sleepwalker e diversos agentes da S.H.I.E.L.D). 


 


Esta última equipa faria a sua primeira aparição nas páginas de Ms Marvel #13, Vol 2, de 2007. 

Pelo meio, Carol ganharia um parceiro ocasional em Wonder Man e uma sidekick na jovem Aranã. 

Eventualmente e após os eventos de War of Marvels (Ms Marvel #41-46, Vol 2, de 2009) e Church of Hala (Ms Marvel #48-50, Vol 2, de 2010), envolvendo duas das maiores adversárias de Carol, as vilãs Moonstone e Mystique respectivamente, a nossa heroína dará finalmente o salto... 

Depois de um breve encontro com um renascido Mar-Vell durante o AVX, Carol assumirá definitivamente a identidade de Captain Marvel, fazendo a sua estréia definitiva no papel (com direito a um belo uniforme que resgata as cores do icónico design de Don Heck, mas trazia de volta o elmo militar Kree), nas páginas de Avenging Spider-Man #9, Vol 1, de 2012. 


 


Como Captain Marvel irá manter-se como integrante de diferentes unidades de Avengers, mas também juntar-se-à a novas equipas, ajudando a fundar os cósmicos Ultimates (que tinham Monica Rambeau como membro também), a 100% feminina A-Force e a versão espacial da Alpha Flight (da qual é co-líder junto com Abigail Brand). 

Carol voltou a servir de mentor para duas jovens que procuraram assumir o seu manto anterior de Ms Marvel. 


 


A primeira, Tsu-Zana (a.k.a Ultragirl), também ela meia-Kree, adoptaria o fato original de Ms Marvel de Carol nas páginas de Avengers The Initiative #12, Vol 1, de 2008. 

Contudo, o advento de Dark Reign vai fazer com que Tsu-Zana perca o uniforme para Karla Soften. 

A anteriormente conhecida como a vilã Moonstone será nomeada como a Ms Marvel dos Dark Avengers (posição que ocupou de 2009 a 2010). 


 


A segunda, a inhuman Kamala Khan, uma grande fã de Carol Danvers, tornar-se-ia na nova Ms Marvel (no one-shot All-New Marvel Now! Point One, em 2014).

Kamala, ao contrário de Tsu-Zana teria múltiplas aventuras com Carol. 



 


A nível de poderes, as habilidades iniciais de Carol eram muito semelhantes às de Mar-Vell após este ter recebido o boost cósmico de Eon, incluindo força, resistência e velocidade acima da média, assim como capacidade de voo. 

Carol conseguia fazer disparos de energia fotónica, absorver energia e tinha um sexto sentido muito semelhante às consciência cósmica de Mar-Vell. 

A manipulação sofrida às mãos da Brood aumentou as suas habilidades consideravelmente. 

As suas rajadas passaram a ser de natureza cósmica e o seu aspecto tornou-se mais flamejante. 


 


Quando estes poderes de Binary se desvaneceram, as habilidades Kree de Carol voltaram aos seus níveis regulares, se bem que o sexto sentido se tenha desenvolvido um pouco mais e em certas situações Carol consiga aceder à energia e forma cósmica da fase Binary.

Durante um curto espaço de tempo, Carol viu-se impedida de voar, por causa de um dano cerebral, pelo que usava uma versão modificada da Flying Motorcycle dos Avengers (normalmente usado pelo Captain America ou pelo Hawkeye).


 


Carol tem uma longa lista de inimigos, quer como Ms Marvel, quer como Captain Marvel. 

Entre aqueles que mais se destacaram temos: Thanos, Yon-Rogg (como Magnitron), a Brood Queen, os Skrulls, Modok, os Mandroids, Moonstone, Warbird (uma Carol de uma Terra alternativa), Mystique, Deathbird, entre muitos outros.


 


Existem numerosas versões alternativas de Carol no multiverso mas as mais relevantes são as seguintes: A Carol da Earth X (parte da Real Marvel), a Lady Marvel (Queen's Vengeance), a Sentress (parceira do Sentry), Captain America II (Carol tomou o lugar de Steve Rogers no Mangaverse depois deste ter sido morto por Doom), a demoníaca Ms Marvel dos Revengers (Cancerverse) e a Ms Marvel da transdimensional Weapon X (amante do King Hyperion e inimiga dos Exiles).


 


Como Ms Marvel Carol Danvers teve direito a duas séries ongoing: a primeira durou 23 edições (de 1977 a 1979) e a segunda durou 50 (de 2006 a 2010). 

Para além disso teve ainda dois one-shots, um anual e um Giant-Size, tudo isto entre 2006 e 2009.


 


Como Captain Marvel, Carol já protagonizou três ongoings intitulados Captain Marvel (com 17, 15 e 10 números respectivamente) de 2012 a 2016, assim como um chamado Mighty Captain Marvel (10 issues em 2017) e o actual apelidado de The Life of Captain Marvel. 

Carol teve ainda uma mini-série de 4 números em 2015 chamada Captain Marvel and the Carol Corps.





Carol Danver fez a sua primeira aparição animada na série dos anos 90 dos X-Men, na qualidade de Ms Marvel. 

Como Ms Marvel a personagem faria ainda diversas aparições desde 2009 em programas com Marvel Squad e Avengers: Earth's Mightiest Heroes. 

Já como Captain Marvel, Carol participou na série Avengers: Ultron Revolution e em dois filmes animados. 


 


Danvers vai ser a primeira Captain Marvel a ser representada em live-action (2019), depois de já se ter estreado no Marvel Universe Live! (uma apresentação teatral itinerante). 
No que ao mundo dos jogos de vídeo diz respeito, Carol marcou presença em Marvel Ultimate Alliance 1 e em mais outros 18 títulos envolvendo personagens da Marvel, incluindo Marvel vs Capcom: Infinite. 

Como seria de se esperar, Carol tem inúmeras estatuetas e figuras de acção que a representam nas suas duas identidades, como a Ms Marvel original e como a sétima Captain Marvel.
A jeito de curiosidade convém referir que Karl Soften usou o uniforme de Captain Marvel de Carol muito brevemente durante uma aventura da segunda formação dos Dark Avengers numa Terra alternativa bastante hostil.  

Ainda dentro do universo Marvel 616 temos que falar do jovem Mel-Varr, um Kree de pele azulada, que era grande fã de Mar-Vell. 

Na verdade, ele era tão fã que decidiu viajar para a Terra de forma a tornar-se um herói, assumindo a identidade de Captain Kree (Moon Girl and Devil Dinosaur #7, Vol 1, de 2016). 





Antes de encerrarmos esta nossa já longa retrospectiva do Captain Marvel convém falar de alguns dos Captain Marvels mais relevantes do Multiverso da Marvel.

Começámos com Marvin Ellwood, o filho terráqueo de Mar-Vell, a quem foi dado o manto de Captain Marvel por Uatu. 

Marvin existia no Mangaverse e ajudou  a salvar aquela Terra de ameaças como Galactus e Kreega (o Super-Skrull), antes de ser morto pelos ninjas místicos da Hand. 

Marvin usava as Nega-Bands de Mar-Vell e tinha todos os seus poderes, mas era muito novo e inexperiente. 

Ele seria o Captain Marvel do Mangaverse de 2002 a 2006. 


 


Na Terra 71166 o manto de Captain Marvel seria tomado pela humana perfeita conhecida como Ayesha. 

Ela faz parte de um grupo de Avengers que protege não apenas a Terra, mas todo o universo conhecido.


 


Numa Terra sem Avengers ou Pym, Janet é integrante dos Defenders e a Captain Marvel de serviço. 

O seu uniforme é uma mistura de um dos mais recentes que a sua versão da Terra 616 usou como Wasp e brevemente como Doctor Spectrum.

Como visto na imagem, Janet tem as suas próprias Nega-Bands.


 


Por último, é importante referir que o legado de Mar-Vell também serviria de inspiração para um duo de vilões.

Falo do Captain Atlas e da Dr Minerva. 

O primeiro, de nome Att-Lass, usava o primeiro uniforme de Mar-Vell e tinha como principal objectivo a obtenção das Nega-Bands de Mar-Vell (objectivo que acabaria por falhar). 

A segunda, Minn-Erva fez a sua primeira aparição em 1977, nas páginas de Captain Marvel #50, Vol 1. 

Criada por Scott Eldeman e Al Milgrom, a cientista veio à Terra com o intuito de procurar encontrar uma solução para o beco evolucionário no qual os Kree se encontravam. 

Falhando nisso, a Dr Minerva (que adoptou o fato original da Ms Marvel) faria dupla com Att-Lass, um oficial Kree, que assumiria o nome de Captain Atlas***

Att-Lass faria a sua primeira aparição em 1990, nas páginas de Quasar #9 (Vol 1), criado por Mark Gruenwald e Mike Manley. 

Ambos tentaram roubar as Quantum Bands do Quasar (Wendell) e as Nega-Bands de Mar-Vell. 

Os dois faziam parte da Starforce Kree que enfrentou os Avengers e a Imperial Guard durante a Operation: Galactic Storm. 

O duo agiria em parceria pela última vez contra o Silver Surfer, antes de seguirem caminhos separados. 

A Dr Minerva tentaria capturar um Inhuman para o estudar, apenas para ser detida pelo Spider-Man e pela Ms Marvel (Kamala), ao passo que Atlas adoptaria a armadura e identidade do Titanium Man (o terceiro a fazê-lo e o primeiro não terráqueo), acabando vaporizado por um dos vilões do Iron Man, o Unicorn. 


*Nota: Existe um outro filho de Mar-Vell chamado Dorrek VIII. Filho do guerreiro Kree e da princesa Skrull Anelle, este foi o único que optou por não seguir as pisadas do pai.
Contudo ele continua a agir como herói na Terra, sendo um dos fundadores dos Young Avengers.


**Nota: Após absorver as memórias de Carol, Rogue vai ficar ela própria com a mente fracturada, ao ponto de parecer que estava a partilhar o corpo com a verdadeira Danvers e não apenas as suas memórias. 
A Rogue vai herdar ainda certas habilidades de Carol, nomeadamente a capacidade de voo, a força, resistência e o sexto sentido.


***Nota: Alguns Kree davam-se pelo nome de Ruul nesta altura. 


****Nota: Captain Atlas é uma homage ao nome anterior da Marvel Comics que era, Atlas Comics.






Posted on segunda-feira, agosto 06, 2018 by Ivo Silva

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