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quinta-feira, 31 de outubro de 2024

 

 

 

Sierra e Vlad, duas personagens secretas do rpg táctico da Saturn, Dragon Force (lançado em 1997), são membros da Immortal Tribe, que habita o continente de Legendra. 

 

 

 

Vlad, um vampiro de grande poder, e o único presente no jogo, é o líder da dita tribo. 

Ele governa os seus súbditos a partir da Fiend Tower, situada a norte do castelo de Travan, combatendo monstros malignos e outros visitantes indesejados.

Vlad irá encontrar o nosso protagonista selecionado, quando ele, ou algum dos seus generais "estacionarem" na Fiend Tower. 

Ele irá então desafiar o nosso protagonista para um combate. 

Ao perder para o monarca, Vlad coloca-se à disposição do mesmo, que por sua vez pretende adicioná-lo ao seu rol de generais.

Vlad aceita o pedido, mas com uma condição muito específica. 

 

 

 

Quando se cruzarem com o necromante Ryskim (associado aos discípulos do deus da destruição), Vlad quer ser o general a enfrentá-lo, uma vez que este lhe roubou algo que lhe pertencia (e é bom que o deixem participar na luta, caso contrário ele deserta e não volta).

É aqui que entra a succubus Sierra (uma das três do jogo). 

Ela é a companheira de Vlad, que foi raptada por Ryskim, que pretendia usá-la precisamente contra o vampiro.

Usando a Orb of Darkness (outro artigo roubado a Vlad), Ryskim colocou Sierra sob o seu controlo como se de uma marioneta se tratasse.

 

 

 

 

 

 

 

Ora no final da luta entre ambos, Vlad consegue derrotar o seu rival (ou outro general o faz, sendo que o que importa é que Vlad esteja no contingente) e libertar a sua amada do feitiço do mesmo. 

Como resultado disso a personalidade de Sierra também se altera. 

Ela passa de estar praticamente apática, para uma personalidade muito mais amigável e faladora.

 
No final, também ela se irá unir ao exército do protagonista, embora o faça visivelmente mais fraca do que quando era oponente. 

Vlad e Sierra são personagens algo similares em termos de tipo de tropas que controlam de início. 

 

 

 

Ambos usam zombies, uma força bastante resistente e poderosa, apenas ineficaz contra dragões, monges ou magos. 

Em termos de ordens militares, Vlad usa as formações Special (coloca todo o exército à frente, em modo defensivo), Offense (com 3/4 do exército destacado para o ataque), Defense (com 3/4 do exército a ficar na defesa) e Squad (o exército está separado em quatro esquadrões que podem receber ordens distintas). 

 

 

 

Sierra, por sua vez, partilha a maioria destas formações com ele, com a única distinção a ser a troca da Squad pela Breach (uma formação que coloca 3/4 das tropas num aríete que visa alcançar o general adversário mais depressa. 

Tanto um como outro podem ser usados para procurar outros generais ou itens no mapa, para além de terem a habilidade de aumentarem as fortificações dos castelos na nossa posse.

 

 

 

A nível de poderes individuais, Vlad possui a capacidade de ressuscitar parte dos seus soldados, invocar um demónio para bloquear as habilidades do oponente (e evitar que ele fuja) e criar um mega tornado para varrer as tropas adversárias. 

 

 

 

Sierra substitui o tornado pela invocação de uma divindade aquática que afecta não apenas as tropas inimigas, mas também o general inimigo, dependendo do posicionamento do feitiço.

 

 

 

 

 

A aparência do duo vai ser bastante distinta entre o jogo original do Dragon Force para a Saturn e o seu port para a PS2, em 2005.

Vlad não parece tão inumano no port, sendo visivelmente mais magro na nova artwork. 

Sierra, por sua vez não sofre uma mudança tão acentuada, com o cabelo a ficar ligeiramente mais escuro. 

 

 

 

Os sprites das personagens em combate, por sua vez, é o mesmo em ambos. 

 

 

Posted on quinta-feira, outubro 31, 2024 by Ivo Silva

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terça-feira, 5 de setembro de 2023

 

 

 

E o ciclo finalmente completa-se, com esta breve análise do Scenario III (assim como o mais que exclusivo Premium Disk), o capítulo final da epopeia que é o Shining Force III na Saturn. 

Scenario III, que se inicia mais ou menos a meio do período temporal no qual decorrem os outros dois cenários, coloca-nos nas mãos o jovem espadachim Julian, que lidera um pequeno grupo, cujo principal objectivo é o de proteger o jovem Innovator (uma raça divina que se opõe aos demoníacos Vandals, os antagonistas do jogo), Gracia, de ataques provenientes do culto de Bulzome e dos seus aliados. 

 

 

 

Julian, que marcará presença em ambos os cenários, lutando quer sob o comando de Synbios, quer sob a liderança de Medion, evolui do seu mero desejo de vingança contra o Vandal Galm, para o de salvar toda a civilização do desastre que um possível renascimento de Bulzom poderia trazer. 

 

  

 

 

Julian e os seus aliados começam com aquilo que seriam as classes promovidas nos cenários anteriores (com a excepção de Gracia cuja classe não existe nos outros dois jogos). 

Julian é um swordsman capaz de invocar a magia trovojante Spark. 

O centauro Donhart é o paladino de serviço, com Kate a ser uma sniper bastante letal. 

O quarteto conclui-se com a presença da criança divina Gracia, que funcionará, numa primeira fase como o nosso curandeiro de serviço. 

Ao lado deles estará, numa fase inicial, Bresbi, a servir como conselheiro de batalha. 

Esta aventura, rege-se pelos mesmos moldes de gameplay das duas anteriores, com algumas novidades.

Devido ao facto, das personagens já começarem promovidas, uma segunda promoção irá ocorrer mais perto do final. 

Julian e os seus aliados têm uma travessia maior do que os grupos de Symbios e Medion, uma vez que para além dos seis capítulos temos outros dois extra, nomeadamente o Prólogo (lutado a bordo de uma embarcação) e o capítulo final (onde a batalha com o boss final terá lugar). 

Neste cenário a derrota chegará se Julian ou Gracia forem derrotados, uma vez que ambos são fundamentais para a conclusão da trilogia. 

As batalhas, que terão lugar em cenários ainda mais criativos (temos magníficas cidades imperiais, templos esplendorosos e cidades flutuantes secretas, entre muitas outras) que os anteriores, trazem-nos novos desafios e trazendo de volta outros (nomeadamente o raid dos ladrões às ruínas espalhadas pela área de jogo).

 

  

 

 

Não basta vencer o boss do nível ou eliminar toda a oposição, algumas batalhas apenas exigem que o nosso grupo sobreviva (ou alcance um determinado ponto do mapa), ative um item específico, use o stealth em lutas nocturnas e resolva certos puzzles. 

Uma vez mais, as personagens recrutáveis irão depender daquilo que tivermos feito nos outros dois jogos. 

Indivíduos que salvamos podem ser recrutáveis para o nosso novo exército. 

De igual modo, alguns dos bosses deste jogo podem ser recrutados, se lhes pouparmos a vida e simplesmente falarmos com eles no campo de batalha. 

 

  

 

 

O exército de Julian tem ainda mais diversidade que os de Medion e Synbios, com personagens absolutamente únicas, como é o caso de Brigit, a primeira maga à nossa disposição, dona da magia Drain. 

Do nosso lado, e sem entrar em grandes pormenores temos diferentes tipos de dragões, feiticeiras vampirescas, samurais em busca de vingança, fadas e centauros. 

Outro ponto diferente neste jogo é a intro, que nos traz também Medion e Synbios, os protagonistas dos jogos anteriores, que ainda têm uma palavra a dizer neste último. 

 

 

 

O Scenario III é o ponto alto desta fantástica trilogia, que de certa maneira poderia ser mesmo uma quadrologia, uma vez que as ligações com Shining The Holy Ark são bastante claras. 


 

  

 


No caso de termos adquirido todos os Scenarios, a Sega disponibilizava na época, embora apenas no Japão, um quarto disco. 

O chamado Premium disk era um miminho para os fãs, contendo full motion videos, música, artwork, modelos 3D, anúncios televisivos, assim com um pequeno boss rush (caso o scenario III esteja concluído) com nove batalhas nas quais não apenas enfrentamos alguns dos principais adversários de Shining Force III, como também os bosses finais dos outros jogos da série. 

O grupo, com o qual podemos jogar começa promovido, é liderado por Synbios, o herói do Scenario I.

 

  

  

  

 



Posted on terça-feira, setembro 05, 2023 by Ivo Silva

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terça-feira, 8 de agosto de 2023



 

Desenvolvido em 1994, para a Super Famicom, pela Yanoman e pela Max Entertainment (conhecida pelo seu envolvimento na popular série de rpg estratégicos da Sega, Shining Force), Feda Emblem of Justice é um rpg de estratégia que nos coloca no meio de um violento conflito a ter lugar na fictícia península de Skudelia, onde um grupo de rebeldes luta pela liberdade e pela independência do seu povo, perante as forças opressivas do vasto império de Balformian (representado aqui pela figura do diabólico Cobalt). 

 

 

 

Em Feda, seguimos de perto a jornada dos dois líderes desse grupo de rebeldes. 

Dois espadachins que dão pelo nome de Brian Stelbart e Ain Macdougal. 

Ambos eram membros do exército Balformiano, mas desertaram, não concordando com as suas políticas genocidas levadas a cabo para com a população local.

 

 

 

Juntamente com outra integrante do grupo, a arqueira lupina Dora Systeel, o trio, que estava a ser perseguido por uma unidade de extermínio do império chamada Bloody Roses (chefiada pelo antigo superior de Brian, o centauro Arnos), vai acabar por se deparar com membros da resistência local e não tarda nada vão estar envolvidos numa intensa batalha contra a sua antiga pátria. 

 

 

 

 

 

Feda é um jogo de estratégia muito similar aos Shining Forces da Mega Drive. 

Também aqui temos um grupo de aliados, que deveremos liderar, contra um grupo de oponentes, normalmente membros do referido império (mas nem sempre). 

O objectivo de cada batalha pode variar de derrotar o boss, alcançar um determinado local do mapa com o nosso batalhão, salvar aldeões ou simplesmente aniquilar todos os adversários presentes no cenário. 

Como na série Shining também aqui temos presentes as vantagens e desvantagens geográficas do terreno, assim como a possibilidade de escapar das batalhas (aquelas que não forem scripted, isto é). 

 

 

 

Se um dos nossos aliados for derrotado em batalha, ele não será enviado para o hospital ou morrerá, mas antes será capturado pelos inimigos. 

Depois disso teremos que resgatar os aliados capturados usando apenas Brian e Ain, e embora a oposição não seja de todo difícil, os custos para a nossa cotação (sobre isso falarei mais adiante) serão elevados. 

 

 

 

Infelizmente, se forem Brian ou Ain a serem derrotados seremos presenteados com um game over imediato. 

Tal como em Shining Force, também em Feda temos cidades e vilarejos que poderemos visitar de forma a obter info dos npcs que lá vivem, comprar novo equipamento nas lojas e recrutar novos aliados para o nosso grupo. 

Outra semelhança com a série da Sega está no design das personagens e no estilo da apresentação. 

 

 

  

 

  

 


  

 

 

 

As épicas cenas de luta remetem-nos para as vistas em Shining Force, se bem que têm um qualidade superior. 

Particularmente épicas são as animações aquando da execução dos golpes especiais ou das magias, levadas a cabo quer pelas nossas personagens, quer pelos inimigos. 

 

 

 

A derradeira semelhança com Shining Force reside na existência de um quartel-general, que pode ser acedido quando estivermos no mapa-mundo. 

Este quartel, que não mais é do que um mero acampamento numa fase inicial, irá evoluir para uma pequena base no verdadeiro sentido da palavra, em fases mais avançadas do jogo. 

No seu interior podemos dialogar com os nossos aliados, pedir conselhos, gravar o jogo, montar as operações de resgate referidas atrás e guardar/levantar itens do nosso armazém. 

 

 

 

Ora por aqui se ficam as semelhanças com Shining Force. Em Feda, toda a acção gira em torno de emblems, com o nosso batalhão a ser tratado como uma verdadeira força militar que deve obedecer às ordens dos superiores se quiser manter um certo estatuto e atingir um determinado fim. 

O seguir as regras torna-nos num elemento lawful, aproximando-nos mais do emblem mais alto do jogo, a senhora da justiça conhecida como Fedain (existem mais outros três escalões: Valkryie, Griffith e Blood Eagle) . 

 

 

 

Manter-nos no lado lawful dar-nos-à acesso a certas recompensas no final das missões (que passam por mais fundos, os quais são bastante escassos neste jogo, assim como a atribuição de experiência extra para todas as personagens), assim como nos permitirá recrutar determinadas personagens que não conseguiríamos se estivéssemos mais inclinados para o lado do chaos. 

 

 

 

Por outro lado, as batalhas podem ser mais morosas e desafiantes. 

Do outro ponto do espectro temos o já referido elemento do chaos, com o seu máximo a ser representado pelo emblem conhecido como Genocide (antes desse temos ainda Hell Hound, Balrog e Phantom). 

Desrespeitar os objectivos das missões e por e simplesmente aniquilar toda a oposição conduz-nos a esse caminho. 

 

 

 

Com isso perdemos as recompensas (a única experiência obtida é aquela conseguida de derrotar um adversário ou efectuar um determinado feitiço), mas podemos ganhar um novo conjunto de aliados, mais sanguinários. 

Também existe um meio termo, na figura do emblem neutro do Viper. 

As mudanças nos emblems não são apenas geradas pela forma como acabamos as batalhas, mas também no modo como as conduzimos. 

 

 

 

Isto é se expomos os nossos aliados a perigos desnecessários, se temos que resgatar alguma unidade ou se gastamos tempo em lutas extra e desnecessárias. 

Do lado da law teremos sete personagens exclusivas, ao passo que do lado do chaos serão apenas seis (de salientar que se o nosso emblem pender para qualquer um dos lados do espectro, alguns destes aliados mais sensíveis poderão abandonar a party). 

 

 

 

Felizmente, temos treze outras personagens que são neutras, pelo que as mudanças dos emblems lhe passarão ao lado. 

Diferentes emblems simbolizam finais diferentes (são quatro no total os finais).

 

 

 

As nossas personagens podem carregar uma grande variedade de itens e armas, que varia conforme a sua classe. 

A classe em questão nunca muda, embora o nível suba. 

Algumas armas, como as espadas e as lanças podem ser usadas por mais personagens e existem em maior número, ao passo que machados, chicotes, bestas e canhões apenas podem ser usadas por uma única personagem. 

Noutros casos, nomeadamente o cajado mágico e a faca, estes apenas têm uma única versão no jogo todo (de salientar que em Feda os curandeiros não conseguem atacar oponentes). 

 

  

 

 

 

É importante ressalvar que ao contrário de outros rpgs, o constante upgrade de armas através de lojas ou via algum tesouro encontrado (algo que é uma raridade aqui), não é muito necessário. 

É mais relevante ter um bom stock de rações (para encher a energia), algumas proteções extra (via as armor existentes no jogo), antídotos (para os status ailments) e sobretudo os Mind Repair (que servem para encher a nossa barra de magia). 

A barra de magia tem um papel muito importante na aventura. 

Quase todas as personagens têm uma, o que lhes permite aceder a poderosos golpes especiais que provocam extra dano na oposição. 

 

 

 

Isto para além de ser necessária para que curandeiros e feiticeiros possam aceder às suas magias (uma delas a Magic Barrier, consegue ser quase um game breaker se explorada decentemente). 

De igual modo, temos que ter em atenção que certos adversários também têm estas habilidades ao seu dispor. 

 

 

 

 

 

Do outro lado do campo temos cavaleiros centauros, canhões automatizados, robots voadores, lizarmen, blobs, magos, ninjas, esqueletos, pegasus, npcs transformados em monstros, entre muitos, muitos outros adversários. 

 

 

 

 

 

À frente deste exército de inimigos está o boss final, Cobalt, e os seus cinco leais generais: o cavaleiro Luke, o espadachim Tusk, o dragão Bart , o ninja Rasetsu e a feiticeira Flair. 

Todos eles com ligações a uma ou mais personagens do nosso cast. 

 

 

 

Infelizmente, e apesar do gameplay dos emblems ser interessante, o jogo peca em certos pontos. 

Nomeadamente no mundo que cria e na banda-sonora que usa. 

Grande parte das cidades e locais visitados partilham das mesmas características visuais. 

 

 

 

As cidades em si são bastante estéreis e desprovidas de qualquer tipo de carisma. 

Servem maioritariamente para fazer a história avançar, deixando de lado a componente exploratória, uma vez que não há itens ou dinheiro para ser encontrado, assim como não há livros que nos expliquem um pouco mais acerca do lore deste mundo. 

 

 

 

A música partilha dessa mesma desinspiração, não nos trazendo nenhuma tune memorável. 

O jogo em si é bastante fácil (até porque a A.I inimiga peca um pouco pela falta de capacidade estratégica), mas moroso (sobretudo na parte final, que se arrasta mais do que seria necessário). 

Feda é uma curiosidade, aconselhável sobretudo a fãs de Shining Force.



















Posted on terça-feira, agosto 08, 2023 by Ivo Silva

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