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sábado, 18 de outubro de 2025

 

 

 

Carmilla é uma figura recorrente nos jogos do Castlevania, normalmente surgindo como um dos muitos bosses que temos que vencer antes de enfrentar o próprio conde. 

 

 

 

A Carmilla de Castlevania é uma vampira que retira inspiração directa da antagonista do conto, que possui o seu nome, escrito por Joseph Sheridan Le Fanu e publicado na revista literária The Dark Blue entre 1871 e 1872. 

Contudo, ela não se fica por aqui, mas antes bebe de muitas outras influências, quer a nível visual, quer a nível de interpretação. 

A primeira aparição de Carmilla ocorreu no segundo jogo da série, Castlevania II: Simon's Quest, lançado entre 1987/1988 (para a Famicom e Nes respectivamente). 

 

 

 

Aqui ela é apresentada ao jogador com o nome de Vampira*, surgindo como um dos três bosses do jogo.  

Representada como uma máscara vitoriana gigante, Carmilla é um espectro vampiresco que guarda uma das partes do conde, que Simon Belmont tanto procura, no interior da mansão Laruba. 

 

 

 

Ela limita-se a andar em círculos, parando apenas para atacar o jogador com o sangue flamejante que escorre do seu olho esquerdo. 

Nesse mesmíssimo jogo, o nome de Carmilla (ou antes Camilla) vai ser dado a uma das áreas do jogo. Adequadamente, esse local é um cemitério repleto de mãos zombies e slimes que o jogador deve evitar ou derrotar. 

Carmilla só regressará aquando do lançamento de Castlevania Rondo of Blood, em 1993 para o PC-Engine CD, corria o ano de 1993. 

 

 

 

Com uma forma física definida e uma vez mais um dos bosses do jogo, sendo desta feita a boss do quarto nível, a sua aparência agora deve mais à da actriz Joan Collins e de uma famosa foto que esta tirou junto de um crânio gigante, como parte da produção da antologia de horror de 1972, Tales of the Crypt.

 

 

 

 

 

 

 

Carmilla "cavalga" um enorme crânio (um dos muitos que abundam pelo castelo demoníaco, normalmente com o nome de Large Ghost), que surge depois da sua máscara original se partir, e pela primeira vez surge na companhia de uma servente catgirl chamada Laura, numa reverência directa ao conto de Fanu. 

 

 

 

Laura, que tem uma forma humana inocente que usa para atrair o jogador antes de reverter para a sua forma felina, nada mais é do que a outra protagonista do conto. 

 

 

 

Laura foi transformada em vampira por Carmilla, surgindo como um boss na companhia desta e servindo-se da sua agilidade felina e proficiência nas artes marciais para atormentar o jogador. 

Os ataques de Carmilla permanecem inalterados em relação à sua primeira aparição. 

 

 

 

A vampira volta a marcar presença, novamente como boss, no port do jogo para a Snes. 

Em Dracula X (lançado em 1995 no Japão e em 1996 na Europa), uma versão alternativa dos eventos de Rondo of Blood, Carmilla é um boss alternativo**, surgindo apenas como o chefe final da torre do relógio, o sexto nível, se tivermos falhado em salvar Annette, a namorada de Richter Belmont, o protagonista do jogo. 

Carmilla surge aqui como tendo possuído o corpo de Annette. 

 

 

 

 

 

 

 

Esta versão da vampira mantém as características vistas em outros jogos, com a particularidade da caveira na qual ela segue montada ter agora um desconcertante par de olhos... 

 

 

 

No remake de 2007 para a PSP, Dracula X Chronicles, Carmilla volta a surgir, numa forma muito similar à das versões anteriores, na companhia de Laura. 

Annette, intimamente ligada à personagem também marcará presença nesse jogo, no papel de boss alternativo, caso não consigámos resgatá-la. 

Aqui ela é transformada numa vampira menor e enviada para atacar o jogador. 

 

 

  

Após ter sido considerada para aparecer no Castlevania 64 (lançado a 1999 para a N64), provavelmente novamente no papel de um dos bosses, Carmilla só voltaria novamente em Circle of the Moon, lançado em 2001 para o GBA. 

Num jogo que não se encontra incluído na cronologia oficial da série, sendo mais uma aventura alternativa, Carmilla, que aqui se volta a chamar Camilla, surge-nos como a principal antagonista. 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma vampira com o objectivo de ressuscitar o seu amado conde Drácula, Camilla tem agora uma aparência ainda mais demoníaca, com a sua caveira voadora a ter novos truques, como é o caso de pequenos relâmpagos e um potente disparo de energia vindo da sua boca, que devem ser evitados a todo o custo. 

Para além de ser a antagonista principal (se bem que o boss final continua a ser Drácula), é no seu castelo, situado em terras austríacas, que se desenrola toda a acção. 

 

 

 

Carmilla, ou antes a sua máscara Vampira de Simon's Quest, faz uma cameo numa das salas da Skeleton Cave, no jogo Harmony of Dissonance, o segundo título a ser lançado para o GBA, corria o ano de 2002. 

Essa marcaria a última aparição da vilã durante algum tempo, isto apesar da sua serva, Laura, regressar, despromovida agora a inimiga comum na chamada Forgotten City, um dos muitos níveis do jogo da DS, Portrait of Ruin (lançado em 2006 no Japão e nos E.U.A e em 2007 no continente europeu). 

Depois disso, Carmilla terá uma nova e drástica reinterpretação com o lançamento de Castlevania Judgment, em exclusivo para a Wii, entre 2008 e 2009. 

Judgment marca a primeira vez (e única até agora) na qual vamos ter Carmilla como personagem jogável.

 

 

 

 

 

Ao contrário de outros jogos da franquia, este Castlevania é um jogo de luta e a vampira é uma das suas personagens jogáveis. A sua personalidade  e alianças permanecem intactas, mas o seu gameplay não podia ser mais diferente.

 

 

 

Para além de uma variedade de ataques físicos, Carmilla usa ainda uma corrente para atacar e puxar o adversário para si, um pouco ao estilo de Ivy da série Soul Calibur. 

 

 

 

Ela serve-se ainda de uma enorme lâmina para disferir uma vastidão de golpes, incluindo um ataque rodopiante particularmente eficaz. 

 

 

 

O seu ataque especial consiste no uso de uma dama de ferro para prender e torturar o oponente.  

 

 

 

Carmilla consegue ainda usar algumas armas secundárias, nomeadamente, a adaga, um conjunto de morcegos, um golpe venenoso e um círculo de gravidade. 

Esta versão de Carmilla tem diversas interações interessantes com outros membros do cast, nomeadamente Alucard, Shanoa, Cornell, Sypha Belnades e o Golem. 

 

 

 

 

 

Este último tem a particularidade de ter sido uma criação da própria Carmilla. 

Em 2010, e com o lançamento de uma nova linha de jogos Castlevania, com a sua própria timeline, em Lords of Shadows, uma nova e inovadora versão de Carmilla é-nos apresentada. 

 

 

 

Uma das fundadoras da benevolente Order of Light, Carmilla era uma feiticeira que irá ascendar ao reino celestial para dessa maneira poder ser mais útil a Deus na batalha contra o mal.

Contudo, quando o seu espírito ascende, o seu corpo terreno fica para trás e qual mito da ascensão de Heracles ao Olimpo, é corrumpido, tornando-se numa de três Lords of Shadows. 

 

 

 

 

 

 

 

Senhora absoluta dos vampiros, Carmilla ocupa aqui o lugar de Drácula (que nesta versão ainda não tinha sido criado), ostentando muitas das suas habilidades, inclusive um segunda forma monstruosa de morcego. 

 

 

 

Ela faz-se acompanhar de uma jovem vampira que a serve lealmente chamada Laura.

Como noutras ocasiões, também aqui Carmilla surge como um dos bosses do jogo.

Um eco de Carmilla, ostentando a sua aparência benevolente da altura que era humana irá reaparecer na sequela de 2014. 

Tentando converter Gabriel Belmont, o guerreiro que derrotou a sua versão vampiresca, para o seu lado, mas acaba novamente derrotada por ele. 

Gabriel que nesta altura já se dava pelo seu novo nome...Drácula. 

Em Lords of Shadows II, Carmilla já não conta com os seus servos vampiros ou com as habilidades que ostentava enquanto um lorde das sombras, ainda assim ela continua a ser um adversário difícil que usa magia como forma de ataque directo e como fonte de ilusões que visam enganar o jogador.

A famosa máscara da vampira surge pela primeira vez num jogo fora da sua franquia original, quando Carmilla faz uma cameo como assist no jogo de luta, tipo arena, Super Smash Bros Ultimate, lançado em 2018 para a Switch.  

 

 

 

Carmilla surge ainda como boss em Grimoire of Souls, um jogo lançado para telemóveis 2019 e em 2021 para PC. 

 

  

 

A sua essência, representada por uma das Vital Souls, corrompe Annette transformando-a numa vampira menor, com uma aparência que parece ter sido inspirada pela Succubus de Symphony of the Night (algo que já tínhamos visto em Chronicles, mas por motivos diferentes). 

 

 

 

Nessa condição ela pode ser defrontada como um mini-boss durante o decurso do jogo.  

Annette surge novamente, mais tarde na sua forma humana, assumindo a papel de Laura durante a luta, e auxiliando Carmilla na batalha contra o jogador. 

A participação mais recente(2024) de Carmilla num videojogo foi em noutro jogo não pertencente à série Castlevania, o roguelike Vampire Survivors, uma vez mais na categoria de boss.

 

 

 

Curiosamente, temos uma versão diferente de Carmilla representada na figura inocente de uma pequena bruxa que é na verdade uma poderosa banshee. 

 

 

 

A segunda forma desta Carmilla é muito parecida com a de outra personagem recorrente de Castlevania, a Medusa. 

Integrante do Death Clan, ela funciona como boss e antagonista secundária de Boktai (um outro jogo da Konami que tem como protagonista um caçador de vampiros). 

 

 

 

Ela tem a particularidade de mais tarde surgir presa no interior de uma dama de ferro. 

 

 

 

No primeiro Boktai, The Sun is in Your Hand (GBA, 2003/2004), temos que lidar com ela duas vezes, sendo que na segunda ela é-nos apresentada como Soulless Carmilla. 

Esta versão da personagem marcaria presença noutros jogos da série Boktai, se bem que indirectamente e nunca mais no papel de antagonista.

 

 

 

Fora do mundo dos jogos de vídeo, Carmilla é vista como um dos lords vampiros que servem Drácula, na série de animação da Netflix, Castlevania, que foi para o ar em 2017. 

Para além de ser um dos generais mais capazes (e ambiciosos) do conde, Carmilla é ainda a rainha vampira da Styria, uma região da Aústria, e ainda líder do Council of Sisters. 

Embora não ostente a sua famosa máscara, esta ainda assim marca presença, encontrando-se encrostada nos anéis das membras do Council of Sisters. 

 

 

 

*Nota: O nome Vampira virá da famosa host do programa de horror norte-americano, The Vampira Show de 1954-1955, interpretada pela actriz finlandesa Maila Nurmi. 

 

**Nota: Se tivermos salvo Annet, o boss da torre do relógio é a Death.



Posted on sábado, outubro 18, 2025 by Ivo Silva

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terça-feira, 13 de junho de 2023







Também conhecido pelo nome de Yutona Heroes Saga, Tear Ring Saga é a derradeira obra-prima de Shouzou Kaga, o criador da famosa série da Nintendo, Fire Emblem.

Este rpg de estratégia, que muitos poucos tiveram a oportunidade de jogar, em virtude das poucas cópias lançadas e nenhuma reedição após a sua chegada ao mercado em 2001 (a isso se junta o facto de não ter saído do Japão e de ter sido alvo de um processo de copyright infringment por parte da Nintendo, devido às suas semelhanças com Fire Emblem), foi desenvolvido pela nova companhia de Kaga, Tirnanog, tendo saído em exclusivo para a Playstation original. 

Tear Ring Saga tem lugar no continente de Lieberia, com a acção a centrar-se nos seus quatro reinos principais (embora existam nações autónomas mais pequenas, assim como cidades-estado, como por exemplo Sene), Reeve, Leda, Salia e Canaan, sendo que este último surge na qualidade de nossos oponentes na história. 

 

 

 

O primeiro dos nossos quatro protagonistas jogáveis, Runan provém da nação ocupada (precisamente pelas forças imperiais de Canaan) de Reeve, mais propriamente do ducado de Razelia. 

Runan, consegue retirar-se de Razelia e evita captura graças a um resgate atempado de outro dos protagonistas do jogo, o corsário aventureiro chamado Holmes. 

 

 

 

Holmes deixa Runan e as suas forças (que inicialmente são constituídas pelo pirata Garo, um dos membros dos Sea Lions de Holmes, e pelos cavaleiros Arkis e Kreiss) na ilha nação de Wellt, onde Runan espera conseguir auxílio militar para poder iniciar a libertação de Razelia (e mais tarde do resto de Reeve). 

 

 

 

Á sua força diminuta vão-se juntar a princesa de Wellt, Sasha, e a sua shieldmaiden, Kate, que fogem das forças do concelheiro Codha, que usurpou o trono de Wellt, em virtude da ausência do seu rei por direito. 

É com base nisto que se inicia a nossa aventura. 

 

 

 

Entretanto, Holmes, que é amigo de infância de Runan (daí o auxílio prestado) e é filho do grande almirante de Granada, vagueia pelos oceanos em busca de aventura e tesouros, estando pouco interessado em assuntos de política e conquista militar (embora ele prometa auxiliar Runan nos seus esforços por reconquistar a independência do seu povo). 

 

 

 

Holmes resgata uma jovem sacerdotisa, Katri, de um grupo de piratas, numa ilha adjacente a Wellt e depressa irá descobrir que Katri não é uma simples sacerdotisa, mas antes um dos dragões guardiões das lendas passadas, Neuron. 

A partir desse momento, Holmes e os seus Sea Lions (o espadachim mortífero e braço direito de Holmes, Shingen, a ladra Yuni e o amigável Xeno) vão ajudar Katri a tentar descobrir as suas origens, ao mesmo tempo que uma ameaça bem maior que Canaan surge no horizonte, na figura da igreja do deus da destruição Gerxel e dos seus fanáticos seguidores. 

 

 

 

É certo que falei em quatro protagonistas (até porque este era para ser um jogo muito maior do que aquilo que é), mas na verdade é em Runan e Holmes (e os seus dois percursos por vezes distintos) que residem aqueles com os quais teremos mais tempo de jogo, e que irão fazer a aventura do jogo progredir. 

Os outros dois protagonistas serão jogáveis em partes avançadas do jogo, mas sê-lo-ão por pouco tempo, sendo que não poderemos guiar o seu percurso, como fazemos com Runan ou Holmes. 

Falo da princesa de Leda, Tia, e do príncipe de Canaan, Sennet. 

Contudo, e embora não tenhamos a oportunidade de os controlar durante muito tempo, a verdade é que não é por isso que eles deixam de ser relevantes para a história em si. 

 

 

 

Tear Ring Saga conta com um total de 62 personagens recrutáveis sendo que a forma de recrutamento irá depender de diversos factores. 

Algumas personagens juntam-se a um dos dois exércitos (de Holmes e Runan) de forma automática, no início ou final de cada capítulo, ao passo que outras exigem um pouco mais de esforço. 

Inclusive, algumas personagens apenas são recrutáveis se tivermos no nosso grupo outras personagens necessárias para o fazer. 

 

 

 

A capacidade de falar com um npc ou determinados inimigos durante as batalhas, permitirá muitas vezes converte-los para a nossa causa. 

De igual modo, por vezes teremos que escolher entre personagens, sendo que a recrutar umas, iremos perder as outras. 

 

 

 

A existência de duas routes, a de Runan e a de Holmes, fará com que em certas situações, nas quais ambos os grupos se encontrem, seja possível trocar de operativos entre eles (assim como fazer a troca de armas, itens e dinheiro). 

Como em Fire Emblem, também aqui existe a morte definitiva, pelo que se exige muita cautela na movimentação pelo campo de batalha, se bem que ao estilo dos jogos antigos de Shouzou, será possível recuperar algumas delas via um mecanismo de ressurreição. 

 

 

 

A nível de gameplay, Tear Ring joga-se como qualquer Fire Emblem pré-GBA, com o triângulo das armas a encontrar-se presente, assim como grande parte das classes icónicas como as Pegasus Knights e os Dragon Knights, para além da presença indispensável de dragões, aqui chamados de Emiyu e não Manaketes. 

 

 

 

Tear Ring conta com a particularidade de ter algumas classes exclusivas. 

É o caso do Knight Lord (Runan), Lady Knight (uma classe capaz de usar espadas e arcos), umas quantas variações da classe Cavalier e Knight (que vai permitir o nosso cavaleiro alternar entre o uso da espada, do machado, arco e lança, conforme a classe específica), Bow Hero (exclusiva de Holmes e que permitirá mais à frente, na classe avançada de Hunter, o uso combinado do arco e da espada), os lentos, mas resistentes Wood Shooters (besteiros abordo de tanques) e aquela que é de longe uma das classes mais úteis de jogo (sobretudo devido a magias específicas como Warp), as Witches. 

 

 

 

Mantém-se a regra dos cavaleiros não poderem usar as suas montadas no interior de edifícios, assim como grande parte das vantagens e desvantagens geográficas dos campos de  batalha vistas em Fire Emblem.

Os seus 40 capítulos (e um alternativo) são preenchidos por forças adversárias, as quais é preciso derrotar (no seu todo ou não, dependendo da situação) em campos de batalha repletos de perigos (entre eles o infame fog of war). 

 

 

 

As batalhas serão disputadas em grutas apertadas, em densas florestas, em pântanos e desertos inóspitos, em grandes castelos, no meio de cidades ou mesmo no oceano, em autênticas batalhas navais. 

 

 

Em alguns desses locais (normalmente nos meios citadinos) temos lojas (algumas delas secretas e por isso de difícil acesso), para obtenção de itens e armas, assim como arenas, onde se pode combater adversários poderosos por dinheiro e experiência e pequenas shrines, nas quais existem mestres que, muitas vezes a troco de nada (outras a troco de muito) se mostram disponíveis para nos explicarem uma nova habilidade especial. 

 

 

 

Habilidades essas que se provaram essenciais em diversas situações. 

Sobretudo aquando do primeiro reencontro entre Holmes e Runan.  

Também nesta aventura, temos que ter atenção às armas e ao estado destas. 

 

 

 

O seu uso constante leva a desgaste e esse, por sua vez, faz com que quebrem. 

Entre os muitos adversários que teremos que enfrentar temos as hostes imperiais de Canaan, os fanáticos religiosos de Gerxel, os ocasionais piratas e foras da lei, assim como inúmeros tipos de monstruosidades, que podem ir de gárgulas, zombies e ogres, a beholders e dragões (alguns deles zombies!). 

 

 

 

Para além das batalhas mandatórias, Tear Ring Saga tem ainda batalhas repetíveis, que serviram sobretudo para fazer level-up dos nossos elementos mais fracos. 

Mas atenção que estas não estão disponíveis ad infinitum. 

A partir de uma determinada altura, irão desaparecer. 

 

 

 

Tear Ring Saga, tal e qual como em Fire Emblem Gaiden, conta com um mapa-mundo, no qual podemos mover, mais ou menos livremente, as forças de Runan e Holmes.

 

 

 

Isso permite-nos enfrentar algumas batalhas que estão fora do script obrigatório da história (como referido acima), da mesma maneira que permitem que visitemos cidades e locais onde já estivemos, desbloqueando com isso novas interacções entre as diferentes personagens, assim como adquirir equipamento para batalhas futuras. 

 

 

 

De salientar que entre as personagens, e embora não haja elementos de date sim, quanto mais estas lutarem juntas, mais conversas irão desbloquear (e com isso alguns extras em determinados casos), para além de as tornarem mais eficazes quando colocadas a par no campo de batalha. 



Visualmente falando Tear Ring Saga é quase idêntico aos Fire Emblems da SNES, não apenas nos cenários das batalhas e nos sprites das personagens, mas também no próprio artwork. 

Isto não é de admirar, uma vez que a arte é proveniente das mãos da artista Mayumi Hirota. 

A música é excepcional, particularmente a Never Ending Dream. 

 

 

 

A dificuldade de Tear Ring é elevada, mas justa, podendo variar conforme a reestruturação dos exércitos de Runan e Holmes, durante os seus reencontros. 

A inclusão de um determinado elemento pode alterar drasticamente a dificuldade da rota na qual ele estiver incluído.

Um jogo fenomenal que infelizmente muita pouca gente teve a oportunidade de jogar ou irá jogar, a menos que experimente uma das versões traduzidas por fãs do género. 

Altamente aconselhável. 

 

 

 

Posted on terça-feira, junho 13, 2023 by Ivo Silva

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