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terça-feira, 7 de outubro de 2025

 

 

Um adversário de aparência sinistra, mas aparentemente inofensivo, que fez a sua estreia, a nível europeu com o jogo Super Mario Bros II (lançado em 1989), e em terras nipónicas no título Yume Kojo: Doki Doki Panic (lançado a 1987), Phanto apenas se mexe para atacar caso as chaves, que tão atentamente guarda, sejam levadas.

 

 

 

Nesse caso, e de forma incessante, ele perseguirá o jogador pelo cenário, parando somente quando a chave for largada ou usada para abrir uma porta.

 

 

 

Phanto, cujo aspecto invoca o festival japonês Yume Kojo, realizado pela emissora televisiva Fuji TV no Verão de 1987, é um inimigo difícil de ser vencido (particularmente nas suas primeiras aparições). 

Em BS Super Mario USA (1996), um Big Phanto, totalmente indestrutível persegue o jogador durante um período específico de tempo até eventualmente desaparecer. 

Ele fá-lo mesmo que o jogador não tenha consigo chaves. 

Curiosamente, a versão original de Phanto tem neste jogo a sua versão mais fácil, podendo ser derrotada por um mero bloco arremessado sobre si pelo jogador. 

 

 

 

Phanto fará breves aparições em tempos mais recentes, nomeadamente em Super Mario Maker II (2019) e Super Mario Wonder (2026), na forma de adversário no primeiro e como tema para um mini-jogo da apanha entre os jogadores, no segundo. 

 

 

 

Pelo meio terá ainda algumas cameos quer como parte do cenário (em diversos jogos da série Mario Kart), quer como item colecionável (Kirby Super Star Ultra, para a DS, em 2008-09), surgindo aqui com um atípico padrão preto e branco e sem qualquer expressão. 

 

 

 

Phanto, cujos padrões de movimento poderão ter inspirado os do aterrador Angry Sun presente em Super Mario Bros III (1988-1991), apresenta uma coloração normalmente vermelha e branca e um sorriso enigmático nas suas primeiras aparições. 

 

 

 

Outras versões, como as de Super Mario Advance (2001), dão-lhe uma coloração dourada e um sorriso mais amplo e assustador, assim como brilhantes olhos vermelhos, tornando-o particularmente ameaçador na sua aparência. 

Curiosamente, Phanto não é a única máscara animada a servir de oposição para Mário e os seus amigos, em Super Mario Bros II.

 

 

 

A Mask Gate, uma máscara que normalmente nos serve como ponto de saída do nível, tenta, a uma determinada altura, atacar-nos de uma forma bastante similar à de Phanto.

 

 

 

 

 

 

Outros jogos, nomeadamente os de Kirby, têm adversários muito similares em aspecto e modus operandi. 

São eles a máscara Two Face e a sua versão mais forte, Mr P.Umpkin, ambas presentes em Kirby's Dream Land (para o Game Boy, em 1992). Esta última tem a particularidade de ter uma temática bastante inspirada no Halloween. 

 



Posted on terça-feira, outubro 07, 2025 by Ivo Silva

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quinta-feira, 31 de outubro de 2024


 

 

Desenvolvido pela Konami e lançado em exclusivo para a portátil da Nintendo, o Game Boy, corria o ano de 1998, Castlevania Legends seria a terceira e última entrada da série para a velhinha consola 8 bits. 

Antecedida por dois Castlevania's Adventures, protagonizados por Christopher Belmont, Legends não será uma sequela deles, mas antes uma prequela para toda a série. 

 

 

 

Em Legends seguimos os passos de Sonia Belmont, que procura livrar a sua terra do mal representado por Drácula. 

 

 

 

Neste jogo é indicado que não só Sonia nasceu com certas aptidões (denotadas pela sua proficiência quer no campo da magia, quer a nível físico), como também seria a primeira Belmont a usar o Vampire Killer (nome do famoso chicote) para enfrentar o maléfico vampiro. 

 

 

 

Sonia é também a primeira dos Belmonts a encontrar-se com o filho renegado do conde, Alucard (cuja aparência aqui está de acordo com o seu visual em Symphony of the Night, embora com o cabelo roxo e cor de pele azul clara). 

 

Posted on quinta-feira, outubro 31, 2024 by Ivo Silva

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quinta-feira, 5 de outubro de 2023

 

 

 

Um vampiro que habita uma pequena mansão na Pumpkin Zone, Kurokyura surgiu pela primeira vez como um dos inimigos que o Mário deve derrotar de forma a conseguir alcançar o vilão principal, Wario. 

 

 

 

Kurokyura fez, portanto, a sua estreia no jogo do Game Boy, Super Mario Land 2: Six Golden Coins, corria o ano de 1992. 

 

 

 

A sua forma de ataque, no jogo consiste em simplesmente enviar morcegos, os Minikyura, no primeiro nível da área. 

Um perfil mais detalhado e mais personalidade vão ser-lhe dados na manga KC Mario (também conhecida como Kodansha Super Mario), durante o story arc referente ao Super Mario Land 2. 

 

 

 

Braço-direito de Wario, este membro do Ghost Clan, auxilia este último no seu objectivo de tomar o castelo de Mário e derrotar ambos os irmãos (Mário e Luigi). 

 

 

 

Capaz de voar e transformar-se num dos seus Minikyura, Kurokyura chega mesmo a disfarçar-se de Luigi, num plano que visava incriminar o duo heroico. 

Contudo, será precisamente por Luigi que o vampiro será derrotado, ao ser forçado a ingerir uma sopa repleta de alho, que são verdadeiros anátemas para a sua espécie. 

Embora, não tenha regressado mais, o seu "legado" vai permanecer vivo via o seu grande aliado, Wario. 

 

 

 

Em Wario Land 3, lançado em 2000 para o Game Boy Color, o vilão tornado anti-herói, será transformado num vampiro, semelhante a Kurokyura, via o mero contacto com pequenos morcegos chamados Kobatto. 

 

 

  

 

Transformado num vampiro, Wario tem a capacidade de assumir a forma de um morcego (Bat-Wario) e com isso voar, ainda que de forma lenta.

Como vampiro, ele tem o poder de derrotar adversários de outra forma seriam intransponíveis. O contacto com água, luz solar ou alho fazem Wario voltar à sua forma humana normal (num nod ao Drácula de Bram Stoker). 

 

 

 

O Vampire Wario volta a surgir como um boss secreto em Dr Mario 64 (Nintendo 64, 2001). Aqui, no final do jogo com o Dr Mário, Wario transforma-se em vampiro via a ingestão das megavitaminas. 

As últimas aparições do Vampire Wario dão-se no jogo Mario Party 8, lançado em 2007 para a Wii e em WarioWare Gold, lançado em 2018 para a 3DS. 

Na Wii a transformação ocorre via a consunção de vampire candy, enquanto que na 3DS tal acontece se batermos o mini-jogo Wet Your Whistle na dificuldade máxima. 

 

 

 

Posted on quinta-feira, outubro 05, 2023 by Ivo Silva

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terça-feira, 8 de agosto de 2023



 

Desenvolvido em 1994, para a Super Famicom, pela Yanoman e pela Max Entertainment (conhecida pelo seu envolvimento na popular série de rpg estratégicos da Sega, Shining Force), Feda Emblem of Justice é um rpg de estratégia que nos coloca no meio de um violento conflito a ter lugar na fictícia península de Skudelia, onde um grupo de rebeldes luta pela liberdade e pela independência do seu povo, perante as forças opressivas do vasto império de Balformian (representado aqui pela figura do diabólico Cobalt). 

 

 

 

Em Feda, seguimos de perto a jornada dos dois líderes desse grupo de rebeldes. 

Dois espadachins que dão pelo nome de Brian Stelbart e Ain Macdougal. 

Ambos eram membros do exército Balformiano, mas desertaram, não concordando com as suas políticas genocidas levadas a cabo para com a população local.

 

 

 

Juntamente com outra integrante do grupo, a arqueira lupina Dora Systeel, o trio, que estava a ser perseguido por uma unidade de extermínio do império chamada Bloody Roses (chefiada pelo antigo superior de Brian, o centauro Arnos), vai acabar por se deparar com membros da resistência local e não tarda nada vão estar envolvidos numa intensa batalha contra a sua antiga pátria. 

 

 

 

 

 

Feda é um jogo de estratégia muito similar aos Shining Forces da Mega Drive. 

Também aqui temos um grupo de aliados, que deveremos liderar, contra um grupo de oponentes, normalmente membros do referido império (mas nem sempre). 

O objectivo de cada batalha pode variar de derrotar o boss, alcançar um determinado local do mapa com o nosso batalhão, salvar aldeões ou simplesmente aniquilar todos os adversários presentes no cenário. 

Como na série Shining também aqui temos presentes as vantagens e desvantagens geográficas do terreno, assim como a possibilidade de escapar das batalhas (aquelas que não forem scripted, isto é). 

 

 

 

Se um dos nossos aliados for derrotado em batalha, ele não será enviado para o hospital ou morrerá, mas antes será capturado pelos inimigos. 

Depois disso teremos que resgatar os aliados capturados usando apenas Brian e Ain, e embora a oposição não seja de todo difícil, os custos para a nossa cotação (sobre isso falarei mais adiante) serão elevados. 

 

 

 

Infelizmente, se forem Brian ou Ain a serem derrotados seremos presenteados com um game over imediato. 

Tal como em Shining Force, também em Feda temos cidades e vilarejos que poderemos visitar de forma a obter info dos npcs que lá vivem, comprar novo equipamento nas lojas e recrutar novos aliados para o nosso grupo. 

Outra semelhança com a série da Sega está no design das personagens e no estilo da apresentação. 

 

 

  

 

  

 


  

 

 

 

As épicas cenas de luta remetem-nos para as vistas em Shining Force, se bem que têm um qualidade superior. 

Particularmente épicas são as animações aquando da execução dos golpes especiais ou das magias, levadas a cabo quer pelas nossas personagens, quer pelos inimigos. 

 

 

 

A derradeira semelhança com Shining Force reside na existência de um quartel-general, que pode ser acedido quando estivermos no mapa-mundo. 

Este quartel, que não mais é do que um mero acampamento numa fase inicial, irá evoluir para uma pequena base no verdadeiro sentido da palavra, em fases mais avançadas do jogo. 

No seu interior podemos dialogar com os nossos aliados, pedir conselhos, gravar o jogo, montar as operações de resgate referidas atrás e guardar/levantar itens do nosso armazém. 

 

 

 

Ora por aqui se ficam as semelhanças com Shining Force. Em Feda, toda a acção gira em torno de emblems, com o nosso batalhão a ser tratado como uma verdadeira força militar que deve obedecer às ordens dos superiores se quiser manter um certo estatuto e atingir um determinado fim. 

O seguir as regras torna-nos num elemento lawful, aproximando-nos mais do emblem mais alto do jogo, a senhora da justiça conhecida como Fedain (existem mais outros três escalões: Valkryie, Griffith e Blood Eagle) . 

 

 

 

Manter-nos no lado lawful dar-nos-à acesso a certas recompensas no final das missões (que passam por mais fundos, os quais são bastante escassos neste jogo, assim como a atribuição de experiência extra para todas as personagens), assim como nos permitirá recrutar determinadas personagens que não conseguiríamos se estivéssemos mais inclinados para o lado do chaos. 

 

 

 

Por outro lado, as batalhas podem ser mais morosas e desafiantes. 

Do outro ponto do espectro temos o já referido elemento do chaos, com o seu máximo a ser representado pelo emblem conhecido como Genocide (antes desse temos ainda Hell Hound, Balrog e Phantom). 

Desrespeitar os objectivos das missões e por e simplesmente aniquilar toda a oposição conduz-nos a esse caminho. 

 

 

 

Com isso perdemos as recompensas (a única experiência obtida é aquela conseguida de derrotar um adversário ou efectuar um determinado feitiço), mas podemos ganhar um novo conjunto de aliados, mais sanguinários. 

Também existe um meio termo, na figura do emblem neutro do Viper. 

As mudanças nos emblems não são apenas geradas pela forma como acabamos as batalhas, mas também no modo como as conduzimos. 

 

 

 

Isto é se expomos os nossos aliados a perigos desnecessários, se temos que resgatar alguma unidade ou se gastamos tempo em lutas extra e desnecessárias. 

Do lado da law teremos sete personagens exclusivas, ao passo que do lado do chaos serão apenas seis (de salientar que se o nosso emblem pender para qualquer um dos lados do espectro, alguns destes aliados mais sensíveis poderão abandonar a party). 

 

 

 

Felizmente, temos treze outras personagens que são neutras, pelo que as mudanças dos emblems lhe passarão ao lado. 

Diferentes emblems simbolizam finais diferentes (são quatro no total os finais).

 

 

 

As nossas personagens podem carregar uma grande variedade de itens e armas, que varia conforme a sua classe. 

A classe em questão nunca muda, embora o nível suba. 

Algumas armas, como as espadas e as lanças podem ser usadas por mais personagens e existem em maior número, ao passo que machados, chicotes, bestas e canhões apenas podem ser usadas por uma única personagem. 

Noutros casos, nomeadamente o cajado mágico e a faca, estes apenas têm uma única versão no jogo todo (de salientar que em Feda os curandeiros não conseguem atacar oponentes). 

 

  

 

 

 

É importante ressalvar que ao contrário de outros rpgs, o constante upgrade de armas através de lojas ou via algum tesouro encontrado (algo que é uma raridade aqui), não é muito necessário. 

É mais relevante ter um bom stock de rações (para encher a energia), algumas proteções extra (via as armor existentes no jogo), antídotos (para os status ailments) e sobretudo os Mind Repair (que servem para encher a nossa barra de magia). 

A barra de magia tem um papel muito importante na aventura. 

Quase todas as personagens têm uma, o que lhes permite aceder a poderosos golpes especiais que provocam extra dano na oposição. 

 

 

 

Isto para além de ser necessária para que curandeiros e feiticeiros possam aceder às suas magias (uma delas a Magic Barrier, consegue ser quase um game breaker se explorada decentemente). 

De igual modo, temos que ter em atenção que certos adversários também têm estas habilidades ao seu dispor. 

 

 

 

 

 

Do outro lado do campo temos cavaleiros centauros, canhões automatizados, robots voadores, lizarmen, blobs, magos, ninjas, esqueletos, pegasus, npcs transformados em monstros, entre muitos, muitos outros adversários. 

 

 

 

 

 

À frente deste exército de inimigos está o boss final, Cobalt, e os seus cinco leais generais: o cavaleiro Luke, o espadachim Tusk, o dragão Bart , o ninja Rasetsu e a feiticeira Flair. 

Todos eles com ligações a uma ou mais personagens do nosso cast. 

 

 

 

Infelizmente, e apesar do gameplay dos emblems ser interessante, o jogo peca em certos pontos. 

Nomeadamente no mundo que cria e na banda-sonora que usa. 

Grande parte das cidades e locais visitados partilham das mesmas características visuais. 

 

 

 

As cidades em si são bastante estéreis e desprovidas de qualquer tipo de carisma. 

Servem maioritariamente para fazer a história avançar, deixando de lado a componente exploratória, uma vez que não há itens ou dinheiro para ser encontrado, assim como não há livros que nos expliquem um pouco mais acerca do lore deste mundo. 

 

 

 

A música partilha dessa mesma desinspiração, não nos trazendo nenhuma tune memorável. 

O jogo em si é bastante fácil (até porque a A.I inimiga peca um pouco pela falta de capacidade estratégica), mas moroso (sobretudo na parte final, que se arrasta mais do que seria necessário). 

Feda é uma curiosidade, aconselhável sobretudo a fãs de Shining Force.



















Posted on terça-feira, agosto 08, 2023 by Ivo Silva

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