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terça-feira, 25 de março de 2025

 

 

 


Kara Zor-El, mais do que a prima do Superman ou a Maiden of Steel, foi alguém cujo sacrifício não só salvou a vida do seu primo (ela já o havia feito antes, quando enfrentou Darkseid sozinha em Legion of Super-Heroes #294, Vol 2, de 1982), como também contribuiu para evitar a destruição de todos os universos às mãos do Anti-Monitor. 

 

 

 

Já antes dessa batalha final, e com a onda de anti-matéria a avançar pelas diferentes realidades, tempos e espaços, a Supergirl encontrou-se com uma das suas melhores amigas, a Batgirl (Barbara Gordon), em Gotham. 

 

 

 

A Batgirl estava a ter uma crise de fé mediante aquilo que lhe parecia ser o fim dos tempos, mas a Supergirl vai acalmá-la e mostrar-lhe que se tiverem que ir, que seja a lutar e como heróis (uma atitude que curiosamente também veríamos espelhado em Ultraman, a cópia maléfica de Superman, aquando da destruição da Earth-3, em Crisis on Infinite Earths #1, Vol 1, de 1985). 

 

 

 

Dito isto, e usando a sua super visão, Kara voa para o espaço e resgata um astronauta cuja nave estava quase a ser consumida pela anti-matéria (Crisis on Infinte Earths #4, Vol 1, de 1985). 

Ainda antes de falar com a Batgirl, ela tinha parado uns meliantes cuja condução estava em colocar em risco outras pessoas em Metrópolis. 

 

 

 

Enquanto estava no espaço, a resgatar a nave, ela vai fazer team-up com o seu primo Kal e aproveita para investigar dois pequenos buracos negros que se estavam a fundir. 

 

 

Fruto dessa fusão vai-se dar o reaparecimento de uma das adversárias mais letais da Supergirl, a vilã cósmica chamada Blackstarr, que busca vingança pela luta derrota sofrida às mãos da heroína. 

Ela depressa se desenvencilha do homem de aço, concentrando os seus esforços em torturar Kara. 

 

 

 

Contudo, em vez de se tentar soltar, Kara pede a Blackstarr que pare a destruição que ela está a causar ao universo. 

Isto faz a vilã pausar e aperceber-se de toda a energia de anti-matéria à sua volta. 

Todavia, ela afirma não ser a responsável, até porque ela deseja conquistar o universo e não destruí-lo. 

 

 

 

Fazendo umas tréguas com a Supergirl para descobrir a origem do que está a acontecer, a vilã primeiro (e erroneamente) vai afirmar que o Superman é o responsável. 

Todavia, e depois de um breve confronto, ela percebe que tal não é o caso e que o universo está na verdade a encolher. 

 

 

 

Numa tentativa vã de parar esse encolhimento, a vilã irá despender todas as suas energias cósmicas, aparentemente sacrificando-se no processo (em DC Comics Presents #86, Vol 1, de 1985). 

 

 

  

 

 

 

Kara vai de seguida, ser forçada a enfrentar o Captain Marvel na Earth-S, controlado mentalmente pelo Psycho-Pirate, um dos aliados forçados do Anti-Monitor, e como consequência vai salvar a vida do Beast Boy, dos Titans (Crisis on Infinite Earths #6, Vol 1, 1985), antes de ser recrutada pela antiga emissária do agora falecido Monitor, Lyla (a.k.a Harbringer), para fazer parte de uma taskforce (da qual faz parte o seu primo, o Superman da Earth-1) cujo objectivo é levar a batalha directamente ao Anti-Monitor. 

As defesas da fortaleza do vilão conseguem deter grande parte dos heróis (sendo fortes o suficiente para ferir até mesmo o Superman, não apenas da Earth-1, mas também o da Earth-2). 

Kara usa tanto a sua visão de calor, como o seu super sopro para afastar/destruir os golems de pedra que constituem as tais defesas. 

 

 

 

Auxiliada pelos outros heróis, ela consegue abrir caminho para que o Superman e a Doctor Light (ambos da Earth-1) consigam encontrar a máquina que está provocar a compressão de todas as realidades. 

 

 

 

Porém, e assim que o Superman se preparvaa para destruir o dito mecanismo, ele é bombardeado com uma rajada poderosíssima, soltando um grito de agonia, que é captado por Kara, que se coloca logo a caminho para o ajudar. 

A Doctor Light mostra-se incapaz de lidar com o Anti-Monitor que procede a espancar violentamente o Superman. 

O vilão te-lo-ia matado, não fosse a chegada atempada da Supergirl.

 

 

 

Lutando ferozmente, não apenas pela vida do primo, mas também pela vida de todos os habitantes dos universos sobreviventes, assim como pela memória daqueles que já desapareceram às mãos do vilão, Kara consegue destruir a armadura do Anti-Monitor, mostrando a sua composição de pura anti-matéria. 

 

 

 

Temendo pela vida dos presentes, Kara pede à Doctor Light que pegue no ferido Superman e fuja, enquanto lança um ataque final que destrói a máquina do vilão e alta a destruição dos universos.

 

 

  


 

 

Contudo, o Anti-Monitor ainda tem energia o suficiente para matar Kara, com disparo através do peito, e para fugir, jurando que isto ainda não terminou. 

 

 

 

Kara morre, como uma verdadeira heroína, nos braços do seu primo (Crisis on Infinite Earths #7, Vol 1, de 1985). 

 

 

 

 

O funeral da heroína é feito logo a seguir, com uma cerimónia transmitida mundialmente a partir de Chicago e com Batgirl, a sua melhor amiga, a fazer a eulogia, perante os olhares pesarosos dos múltiplos heróis e heroínas presentes. 

 

 

 

O corpo, todavia é levado pelo seu primo, que faz uma cerimónia privada junto à Fortress of Solitude. 

 

 

 

Envolto numa capa, o corpo de Kara é transportado para o planeta Rokyn, onde a cidade kryptoniana de Kandor foi recolocada, e onde vivem os pais biológicos da Supergirl, Zor-El e Alura, que ficam devastados com a notícia (Superman #414, Vol 1, de 1985). 

Superman irá descobrir (precisamente no issue seguinte de Superman) que Kara tinha-se casado durante uma das suas aventuras no espaço. 

 

 

 

Deixada a flutuar no espaço e sem memória, Kara tinha sido salva por aquele que se tornaria no seu marido, Salkor. 

Ele leva-a para o seu planeta, Makkor, e trata dela. 

 

 

  

 

Ambos apaixonam-se e acabam por se casar, com Salkor a oferecer a Kara (a quem ele chama de Jasma) uma hokku (uma máquina que grava as lembranças dos dois amantes). 

Kara e Salkor vão proteger Makkor da ameaça do mercenário Naxx. 

Eventualmente, Kara recupera as memórias e parte rumo à Terra, levando a hokku consigo, mas partindo sem explicação. 

 

 

 

Ora, Salkor, seguindo o sinal da hokku, vai chegar à Terra, onde descobre que a sua esposa faleceu. 

Ele de seguida encaminha-se para a Fortress of Solitude para recuperar a hokku e encontra o Superman, a quem conta a sua história (ambos acabam por enfrentar Naxx, que procurava vingança). 

 

 

 

 

 

A hokku revela que Kara tinha tido uma espécie de premonição quanto à sua morte, pelo que ela deixou uma mensagem de despedida gravada para o seu marido e para o seu primo. 

 

 

 

Quem também faz o luto pela Supergirl, mas no distante século XXX é Brainiac 5, membro da Legion of Superheroes, grupo do qual Kara fazia parte regularmente, juntamente com a versão adolescente de Kal (Superboy). 

Ele e Kara partilhavam sentimentos de paixão, que nunca resolveram explorar. 

Brainiac pondera voltar atrás no tempo e impedir a morte de Kara, mas rapidamente percebe que isso é uma má ideia e dará origem a um perigoso paradoxo temporal (Legion of Superheroes #16, Vol 3, de 1985). 

Contudo, e com a fusão das cinco realidades sobreviventes em uma, no final da Crisis, ninguém se vai lembrar da Supergirl, nem do seu sacrifício. 

Nesta New Earth, ela nunca existiu. 

 

 

 

Ainda assim, ela é recordada no século XXX, pois uma estátua dela encontra-se lá, juntamente com as de outros legionários que caíram em batalha (inclusive uma versão alternativa do seu primo, o Superboy da Compact-Earth), conforme pode ser visto em Legion of Superheroes #38 (Vol 3, de 1987). 

Kal, pelo menos o da Earth-1, iria ver uma vez mais a sua prima. 

 

 

 

Uma versão mais nova que viajava no tempo com a Legion para entregar uma estatueta de homenagem ao homem de aço (e também uma pista para a sobrevivência de Kal), conforme pode ser visto em Superman #423 (Vol 1, de 1986). 

O legado da Supergirl continuará na New Earth, primeiro com a Matrix (a última sobrevivente da Compact-Earth) e mais tarde com a terrestre Linda Danvers. 

 

 

 

 

 

Contudo, a alma de Kara ainda vagueia por este novo universo, conforme pode ser constatado, quer pelo Deadman, quer pela própria Linda (ambos não sabem quem ela é ainda assim), em Christmas with Superheroes #2 (Vol 1, de 1989) e em Supergirl #49 (Vol 4, de 2000). 

Eventualmente, o seu espírito irá reencarnar na nova realidade, como uma nova versão de Kara Zor-El, em Superman/Batman #8 (Vol 1, de 2004). 

Entretanto, a versão Earth-1 de Kara vai esporadicamente surgir, retirada da sua zona temporal de origem. 

Em Supergirl #75-80 (Vol 4, de 2002-2003), um vilão chamado Fatalist vai desviar a nave de Kara, de forma a que esta não aterra na Earth-1 Pre-Crisis, mas antes na New Earth Post-Crisis. 

 

 

 

Uma vez lá Kara irá fazer team-up com a Linda Danver e Kon-El (Superboy) para enfrentar o vilão Mxyzptlk.

Pelo caminho, tentará contactar o Superman (em vão, uma vez que este não é o da Earth-1) e também irá lidar com um dos vilões de Linda, o ciborgue Rebel, assim como combate o próprio Xenon (que caça e mata Supergirls e é o patrão do Fatalist), e que acaba derrotado por Linda. 

Eventualmente, Kara tem que voltar à sua linha correcta, caso contrário, o Anti-monitor ganha (a memória de Kara destes acontecimentos é apagada, mas ela escolhe o nome Linda, a nível subconsciente, para ser o seu nome terráqueo). 

Outra ocasião em que Kara é transportada da Earth-1, desta feita para o futuro, acontecerá em Final Crisis: Legions of Three Worlds #5 (Vol 1, de 2009). 

Kara, que surge precisamente com o uniforme que usou na batalha com o Anti-Monitor, é convocada para ajudar na luta contra o Superboy Prime, a Legion of Super-Villains e o Time Trapper. 

A última vez que vemos a Kara Pre-Crisis será na companhia do seu primo e de toda a cidade de Gotham da Earth-1, que fora arrancada da sua realidade pelo Brainiac e pelo seu servo Telos. 

Com a cidade rodeada por um campo de forças, o duo tenta encontrar uma saída via a Phantom Zone.

Tal revela-se quase fatal para o Superman, mas felizmente a Supergirl consegue resgatá-lo a tempo e ambos regressam a Gotham. 

 

 

 

Durante a estadia na Phantom Zone, Kara irá descobrir o que lhe irá acontecer, assim que eles regressarem à realidade da Earth-1 Pre-Crisis, mas mesmo assim continua a lutar, derrotando os Ape-Man da Earth-AD que estavam a atacar a cidade (Convergence: Adventures of Superman #1-2, Vol  1, de 2015). 

Depois disto e visto que este mundo onde estão é um mosaico de cidades e locais das diferentes versões da Terra, que foram para ali trazidas para combaterem entre si, até só restar uma, o duo kryptoniano consegue deixar Gotham e decide levar a luta directamente ao seu captor. 

Entretanto, Deimos (um feiticeiro da New Earth Post-Crisis), com a ajuda das Wonders of the World (os heróis da Earth-2 Post Flashpoint) vai aparentemente banir Brainiac, derrotar Telos (ao quebrar o controlo que Brainiac detinha sobre ele) e absorver uma grande quantidade de energia temporal. 

Deimos pretende que as restantes cidades que restam (elas estavam a lutar entre si, por causa de Telos), se submetam a ele. 

Algumas fazem isso, mas outras não. 

Kara vai estar do lado dos heróis que se vão opor a Deimos, contando no recém liberto Telos um aliado inesperado. 

Ela irá enfrentar a Wonder Woman (Kingdom Come) e os Extremists (New Earth Post-Crisis), antes de ver Parallax (Hal Jordan da New Earh Post-Crisis) matar Deimos, e no processo libertar toda a força temporal que este continha em si. 

No final, Brainiac (Earths End) emerge e envia Kara, juntamente com Barry Allen, Kal e Lois (todos da Earth-1 Pre-Crisis), mais um Hal Jordan em busca de redenção (Parallax da New Earth Post-Crisis) para a primeira Crisis, onde estes conseguem salvar o multiverso, restaurando-o (se bem que com ligeiras modificações, conforme pode ser visto na mini-série Convergence #8 (Vol 1, de 2015) e em Superman: Lois and Clark #1 (Vol 1, de 2015). 

 

 

 

Todos eles sobreviveram ao confronto com o Anti-Monitor, com cada um deles a seguir o seu próprio caminho. 

Kal e Lois, juntamente com o seu filho Jon, vão parar à Earth-Prime Post-Flashpoint. 

Kara está agora viva, novamente e em busca do seu próprio lugar no Multiverso.





Posted on terça-feira, março 25, 2025 by Ivo Silva

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segunda-feira, 12 de novembro de 2018



 


Kon-El, a.k.a Superboy, viajava na companhia do telepata alienígena Dubbilex e do canino Krypto* pelos céus do Kansas, quando uma tempestade atinge o avião onde os últimos dois se encontravam. 
Kon-El, do lado de fora da aeronave, tenta evitar o que seria uma queda vertiginosa da mesma, quando surge nos céus um outro Superboy. 

A presença deste passa depercebida a Kon-El, mas não a Dubbilex e aos pilotos do avião. 

A chegada deste novo Superboy (que parece ser a versão Pré-Crisis da personagem) permite estabilizar com sucesso o avião, que aterra sem problemas junto à cidade de Smallville. 

A partida imediata deste Superboy, juntamente com o facto do avião encontrar-se danificado numa das suas asas, faz com que Dubbilex incite Kon-El a explorar a pequena cidade de Smallville e conhecer mais acerca da sua população.


 


Enquanto um relutante Kon acede ao pedido do seu mentor alienígena, o outro Superboy revela-se como sendo o mesmo que auxiliou, nas páginas de Valor #23 (Vol 1, de 1994), a Legion of Super-Heroes contra as forças combinadas de Glorith e Mordru. 

Este Superboy é, nada mais, nada menos, que o Superboy da Pré-Crisis Earth-1, uma versão mais jovem de Kal-El, a.k.a Superman.

A sua Terra foi fundida durante a Crisis on Infinite Earths com as restantes quatro que sobreviveram à onda destruidora de anti-matéria do Anti-Monitor, dando origem à New Earth. 

Nesta New Earth, Kal nunca foi o Superboy, tendo começado a sua carreira heróico já adulto e aquando da sua chegada a Metrópolis. 

Portanto, este jovem Kal apresentava-se como uma anomalia temporal e um vestígio de um Multiverso que já não existia. 

Como é óbvio, o jovem Kal não se irá aperceber disso de início. 

Esta Smallville tinha o cartaz gigante que indicava a vila como o lugar de nascença do Superboy e a entrada secreta para a casa dos Kent continuava perfeitamente operacional. 

É certo que os veículos pareciam um pouco alterados, mas nada que afectasse muito o jovem herói. 

Tudo parecia estar como Kal se lembrava antes da sua aventura futurista. 


 


Será quando encontra Lana Lang que as coisas começam a correr para o torto para o kryptoniano. 

A Lana que tem diante de si não só é mais velha, como está casada com Pete Ross. 

Após o choque inicial, Kal parte do princípio que voltou não ao seu presente, mas a um futuro não tão distante com o da Legion. 

Ele não poderia estar mais errado, uma vez que Lana não se recorda do tempo de Kal como Superboy, de Krypto ou dos Superboy robots. 

Para além disso, Smallville parece estar a mudar.

 Lojas, familiares a Kal, aparecem do nada, com Lana a tentar chamar-lhe a atenção a esse mesmo facto.


 


A juntar a tudo isto, surge Kon-El, o Superboy desta Terra, facto que irrita bastante Kal.

Este responde violentamente com um potente soco. 

Depressa Kon percebe que não é páreo para o mais poderoso Superboy da Silver Age. 

Não é rápido, nem forte o suficiente para lhe provocar mossa e mesmo a sua telecinésia táctil mostra-se inútil contra a visão de calor de Kal. 

Ainda assim, Kon consegue chamar Kal à razão, mostrando-lhe que esta não é a sua Terra. 

Kal, que sentia uma força a puxá-lo rumo à inexistência, percebe que são os seus pensamentos que estão a moldar esta Smallville à sua imagem. 


 


Sem muito mais tempo (e sem conseguir ver os Kent), Kal desaparece no nada, passando a tocha para Kon, que aceita o fardo de voltar a ser o único Superboy com coração pesado. 

E mesmo a tempo, uma vez que o Superman da New Earth surge (via uma transmissão de Metron) para convocar o jovem Superboy para uma batalha contra Parallax no fim do tempo. 
Esta aventura tem lugar nas páginas de Superboy #8 (Vol 4, de 1994) e é parte integrante da saga Zero Hour, a.k.a Crisis in Time.

Curiosamente, esta não seria a última vez que Kon-El teria que lidar com outras versões do Superboy a verem-no como uma farsa.
Após o seu encontro com os múltiplos Superboy's do Hypertime (Superboy #60-64, Vol 4, de 1999), Kon terá um embate quase fatal com o Superboy-Prime, um sobrevivente da Crisis original. 


 


Uma vez mais, Kon depara-se com um oponente muito mais poderoso do que ele. 

Prime não tem dificuldades em derrotar Kon e Krypto**, antes da JSA e dos Titans chegarem a Smallville para equilibrar um pouco as contas (em Infinite Crisis #4, Vol 1, de 2006). 

Eventualmente, Prime acabará por matar Kon num novo duelo entre ambos que tem lugar nas páginas de Infinite Crisis #7. 

Três anos mais tarde, e numa tentativa de parar a Legion of Super-Villains, comandada por Prime, Brainiac 5 consegue ressuscitar Kon-El (em Final Crisis: Legion of 3 Worlds). 


 


Contudo, não será Kon a parar Prime, mas antes último a parar-se a si próprio.

Isto acontecerá quando Prime golpeia o Time Trapper, uma versão mais velha de si mesmo. 

Como resultado, Prime será enviado para a sua amada Earth-Prime, que ainda existe no Hypertime, escapando por muito pouco à não existência.

Prime e Kon voltariam a encontrar-se uma última vez e a disputar entre si o título de Superboy nas páginas do terceiro volume dos Teen Titans, nomeadamente nos números 98, 99 e 100 do comic (em 2011). 

Ao contrário, do que se sucedeu em Infinite Crisis e em Final Crisis, Prime não lutou sozinho contra Kon desta vez, contando com a recém-formada Legion of Doom e com um exército de Superboy's clonados. 

A batalha termina com um enfraquecido Prime a ser batido pelos Titans e aprisionado na Source Wall. 

Os clones seriam destruídos pelos Titans com recurso a kryptonite.




*Nota: Este Krypto era um cão terrestre e não kryptoniano como o original Pré-Crisis. 

 
**Nota: Este sim era um canídeo kryptoniano. 








Posted on segunda-feira, novembro 12, 2018 by Ivo Silva

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segunda-feira, 16 de julho de 2018



 


Esta raça alienígena, mais conhecida pelo nome de Dominators, fez a sua primeira aparição nas páginas de Adventure Comics #361 (Vol 1), corria o ano de 1967. 

Criados por Curt Swan e Jim Shooter, os Dominators eram uma raça altamente desenvolvida tecnologicamente e com uma hierarquia social estruturada na noção de diferentes castas. 

A distinção de importância entre os Dominators era feita pelo tamanho do sinal vermelho existente na sua testa. 

Quanto maior fosse, maior a relevância do Dominator em questão. 

Os Dominators surgiram originalmente como inimigos da Legion of Super-Heroes, procurando obter controlo  galáctico no distante século XXX.


 


Aqui, os Dominators estavam em guerra há mais de vinte anos com a Federation of the United Planets. 

Embora sejam conhecidos actualmente pela sua pele amarela, dentes salientes e círculo vermelho, na sua primeira aparição, os Dominators eram azuis, tinham os dentes mais contidos e distintivo círculo na testa era branco. 

Após os eventos da saga Earthwar, um acordo de paz entre os Dominators e os United Planets será finalmente estabelecido (Legion of Super-Heroes #241 a 245, Vol 1, de 1978). 

Contudo, o fim da guerra não representaria o fim dos confrontos com a Legion. 

Os Dominators vão colidir com os jovens heróis do futuro muitas vezes no decorrer do quarto volume de Legion of Super-Heroes (em 1989), devido às tentativas dos primeiros em fazer experimentos genéticos em humanos. 

Para além da Terra, os Dominators tentaram ainda conquistar Daxam, o planeta irmão do há muito extinto Krypton. 

Uma vez mais falhariam nos seus intentos, graças à intervenção da feiticeira Glorith, curiosamente também ela uma vilã da Legion of Super-Heroes.


 


O mais poderoso dos servos dos Dominators presentes neste período temporal dava pelo nome de Bion. 

Uma criação artificial dos Dominators, a criatura cujo poder lhe permitia duplicar qualquer habilidade (ao estilo de um dos vilões da JLA, Amazo), tinha o propósito de servir de guardião da Terra, numa altura em que a mesma estava sobre domínio dos Doninators.

Bion mostrou ser extremamente resiliente e poderoso, sendo capaz de superar em combate Laurel Gand (uma espécie de versão futura da Power Girl e um dos membros mais poderosos da Legion). 

A criatura será eventualmente desactivada quando os Dominators abandonarem a Terra. 

No tempo presente, entre os séculos XX e XXI, os Dominators mostrar-se-iam também bastante intervenientes.


 


Os Dominators irão tentar formar uma aliança com outras raças alienigenas (que incluía os Khunds, os Thanagarianos e os Durlianos) e invadir a Terra durante a saga Invasion (de 1989), com o propósito de colocar um ponto final na ameaça que os meta-humanos terrestres representavam para o universo. 

Contudo, os vilões seriam vencidos pelos heróis liderados pelo Martian Manhunter e expulsos da Terra, mas não antes de um Dominator solitário lançar uma bomba genética que visava anular o gene meta-humano (o plano original dos Dominators era o de capturar os meta-humanos e não eliminá-los). 

O resultado não foi o esperado e em vez de retirar poderes e vidas, a bomba genética alterou as habilidades de alguns meta-humanos e activou os poderes latentes de outros. 

Um exemplo disso foi a alteração das habilidades da heroína Fire, cujas  novas capacidades colocaram-na agora mais próxima das do Human Torch da Marvel Comics.




Os Dominators contam com alguns aliados na Terra, nomeadamente a Queen Bee e o Weapon Master. 

O Dominion tem estado algo activo actualmente, continuando a tentar manipular os acontecimentos por detrás da cortina. 

Uma ameaça universal, os Dominators são um dos principais adversários da Legion, surgindo ainda como antagonistas da JLA, JLE e dos Green Lantern Corps.


 


Os Dominators fizeram ainda diversas aparições fora do universo das comics, nomeadamente no jogo Mortal Kombat  vs DC Universe em 2008, na série de animação de 2006 da Legion of Super-Heroes  e nas séries televisivas da Supergirl, Arrow, Flash e Legends of Tomorrow em 2016. 

Uma versão dos Dominators foi apresentada nas páginas de Uncanny X-Men #245 (Vol 1, de 1989). 

Uma paródia da saga da DC, Invasion, este número vê os aliens tentarem conquistar o planeta via o lançamento da Jean Bomb.


 


Uma arma biológica estranhamente parecida com a mutante Jean Grey, a Jean Bomb era capaz de arrasar com qualquer relacionamento e com isso lançar a Terra no chaos. 

Contudo o plano dos Dominators da Marvel irá falhar graças aos X-Men, com Havok a dar o golpe final e a obliterar a frota alienígena (e a Jean Bomb) com uma bem colocada rajada cósmica. 

Esta versão dos Dominators é verde e em vez do circulo vermelho na teste, tem antenas.


Leitura obrigatória:


Invasion! #1-3 (Vol 1, de 1989) - A derradeira história dos Dominators, Invasion vê os alienígenas a tentar arrasar a comunidade meta-humana terrestre, auxiliados por outras raças belicosas da DC.

Legion of Super-Heroes Vol 4 (de 1989 a 2000) - O melhor exemplo da natureza manipulativa dos Dominators que buscam destruir os United Planets. Aqui vemos os Dominators fazerem aquilo que falharam no século XX, a conquista da Terra (ainda que temporária). É também a primeira aparição da raça na Universo DC Post-Crisis.

Uncanny X-Men #245 (Vol 1, de 1989) - Uma paródia dos Dominators e de outras raças alienígenas da DC. Plus: Primeira e única aparição da Jean Bomb.





Posted on segunda-feira, julho 16, 2018 by Ivo Silva

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