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quinta-feira, 16 de outubro de 2025

 

 

 

O filme de 1990, Palpitações (a.k.a Tremors), deixou uma forte impressão em mim quando o vi nesse mesmo ano. 

A ideia de que o mero andar podia despoletar o aparecimento de uma criatura vinda das profundezas da terra, fez-me andar a saltar de sofá em sofá, como forma de evitar tocar no solo. 

Ah, a  inocência da infância. 

Curiosamente, um ano mais tarde sairia nas páginas de Justice League of Europe (Vol 1) #23-25, uma história que envolvia vermes subterrâneos atraídos à superfície, por vibrações. 

Uma aventura com a qual apenas teria contacto em 1993 aquando do lançamento em Portugal, a versão em português dessa comic. 

Mais precisamente, Liga da Justiça Internacional #55 (Vol 1), da saudosa editora brasileira da April Jovem. 

Posted on quinta-feira, outubro 16, 2025 by Ivo Silva

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terça-feira, 4 de abril de 2023

 

 

 

 

Antes do surgimento de Dex-Starr, o felino terrestre que integra a Red Lantern Corps, já havia um gato que era visto como uma ameaça muito perigosa. 

Esse gato, apenas apelidado de The Cat, faria a sua primeira "demoníaca" aparição nas páginas de Justice League America #37 (Vol 1, de 1990).

O felino em questão repousava no interior de um dos muitos caixotes do lixo, junto à embaixada da JLA de Nova Iorque, quando foi importunado por um indivíduo (sobre ele falaremos noutra altura) que, disfarçado de sem-abrigo, vasculha outros caixotes em busca de segredos acerca dos membros da equipa de heróis. 

 

 

 

O homem, temeroso de uma possível aparição do irascível Guy Gardner ou da possível presença de um supervilão não vai demorar-se muito no local e opta por deixar a lata onde o gato estava intocada, após ouvir um barulho sinistro a provir do seu interior. 

Contudo, a lata em questão acaba por cair, mesmo na altura que Guy saía, também ele para investigar o barulho que provinha daquela zona. 

Aproveitando que o Green Lantern tinha deixado a porta aberta, o irritadiço gato vai entrar nas instalações. 

 

 

 

Conseguindo escapulir-se facilmente de Guy (apesar das suspeitas deste de que algo estava errado), o gato vai entrar sorrateiramente no quarto de Fire, que surpresa irá activar o seu poder e fazer disparar os alarmes de incêndio da embaixada. 

Depressa o Guy vai acudir ao local, juntamente com o Martian Manhunter e o Blue Beetle, apenas para ser atacado pelo dito gato (enquanto os restantes vêem). 

 

 

 

O gato é finalmente contido, a custo, pelo Green Lantern, que o vai colocar fora da embaixada. Contudo, este não foi o fim deste gatão. 

Ele regressaria em Justice League Europe #13 (Vol 1, de 1990), numa história apelidade de Furballs Part II. 

De forma acidental, ou propositada, o felino vai servir-se dos tubos de transporte da embaixada de Nova Iorque para se deslocar para a embaixada da JLE em Paris. 

 

 

 

Uma vez lá o gato vai proceder à típica exploração, entrando em contacto com um ladrão chamado Jean-Jean de Jean, que procurava aproveitar os danos recentes causados na embaixada para conseguir roubar com facilidade o local. 

Infelizmente, para ele, ao pisar e pontapear o gato, ele vai despertar uma fúria sem limites neste último que vai seguir o ladrão e activar primeiro o sistema de segurança da embaixada e mais tarde enviar um pedido de auxílio urgente para a sede da JLA (tudo isto aparentemente acidental). 

 

  

 

 

 

 

O Flash (Wally West) vai ser o primeiro dos membros da JLE a ter contacto com o famigerado gato. 

Este estava a dormir na cara de Wally, que despertou sobressaltado. 

Tentando livrar-se do gato, Wally vai acabar por o atirar para a cara do recém-chegado Guy Gadner, originando um novo confronto entre os dois.

 

 

 

 O gato depressa vai fugir, esquivando-se facilmente do Captain Atom e sendo confundido com o Batman por umas crianças francesas que visitavam as instalações. 

Refugiando-se na cozinha, o gato vai voltar a deparar-se com o ladrão e desta vez decide tomar conta do assunto directamente, atacando a face do assaltante.

 

 

 

Desta feita, o gato encontrará um lar, pois será adoptado pela Power Girl, que adorou o facto do gatito de aspecto feroz odiar (como ela) o Green Lantern Guy Gadner. 

Após considerar alguns nomes, entre eles Guy, Kara Zor-L (Power Girl) vai  chamá-lo de Stinky*.



*Nota: Stinky é um nod ao gato da Supergirl da Earth-1 Pré-Crisis, que se chamava Streaky. É uma espécie de versão bizarra desse gato, não apenas no seu aspecto e cor, mas também no que diz respeito à personalidade. Streaky é laranja e bem parecido, tendo um carácter amável, ao passo que Stinky é feroz, sujo, de pelo amarelado e sem um dos seus olhos (a única pessoa que tolera é precisamente a Power Girl). 

 

 

 

Posted on terça-feira, abril 04, 2023 by Ivo Silva

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domingo, 31 de outubro de 2021

 

 

 

 

 

No ano passado, tive a oportunidade de falar acerca do Jack O'Lantern da Marvel Comics e desta feita farei o mesmo, mas referindo-me à sua contra-parte, que não podia ser mais distinta, da DC Comics. 

Alternado entre os caminhos do heroísmo e da vilania, a identidade de Jack O'Lantern foi dividida entre três homens no universo DC.

Posted on domingo, outubro 31, 2021 by Ivo Silva

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017






Não poderia haver maior choque de personalidades do que aquele que ocorreu entre Kara Zor-L, a.k.a Power Girl, e Wally West, a.k.a Flash, aquando do seu primeiro encontro nas páginas de JLE #1 (Vol 1, de 1989). 

Kara estava radiante com a ideia de se juntar à Justice League, quando encontra Wally, também ele a caminho da sede da JLE na embaixada americana, em Paris. 

Kara não sabia o que esperar deste novo Flash, mas depressa iria descobrir.

Wally limita-se a dizer-lhe que também está entusiasmado, não por se juntar à JLE, mas antes por motivos mais ordinários...


 


Daí em diante, West tenta, ao seu próprio estilo, cortejar a heroína, falhando em despertar mais do que a fúria e desprezo desta. 

Verdade seja dita, quando Power Girl fica gravemente ferida, após uma luta contra o vilão místico, Gray Man, West promete que irá parar com os seus piropos, se ela melhorar do coma profundo no qual se encontra. 

Contudo, e pouco depois dos eventos de JLE #8 (Vol 1), Wally regressa aos seus velhos hábitos, elogiando o novo uniforme dourado de Kara, em JLE #15 (Vol 1), e dando a sua opinião acerca do fato de banho desta, em JLE #20 (Vol 1). 


 


Em ambas as ocasiões, tais comentários são tudo menos adequados. 

O culminar deste clima de "amor-ódio" entre ambos alcançaria o seu zénite nas páginas de The Flash #59 a 61 (Vol 2), corria o ano de 1992. 

O jornal sensacionalista, National Midnight, vai publicar uma notícia que deixa Kara vermelha de raiva. 

Aparentemente, ela está para ser mãe do filho de Wally e não sabe. 

Irritada, Kara persegue Wally, acreditando ser ele o responsável pela notícia em questão. 

Encontrando-o na casa de uma senhora de idade chamada Leonora, Kara só não desfaz Wally, porque a idosa intervém.


 


 Percebendo que West nada tem a ver com o boato do jornal, e que na verdade está tão indignado como ela, Kara sossega. 

Ambos acabam mesmo por fazer um team-up e enfrentar o vilão fantasmagórico, Last Resort, que ameaçava a pobre Leonora.

No final dessa aventura, Kara ganha um novo respeito por Wally, com o machado de guerra a ser definitivamente enterrado e os dois a estabelecerem uma amizade honesta a partir desse momento. 

Mesmo assim, era óbvio que Wally nutria sentimentos mais profundos por Kara, ao ponto de reagir muito mal à aparente morte desta às mãos do Deconstructo, em JLE #39 (Vol 1). 


 


No entanto, nesta altura Kara, que se julgava atlante, estava mais virada para o Aquaman, pelo que os sentimentos de Wally foram ignorados.

West acabaria por encontrar o verdadeiro amor na sua relação com a jornalista Linda Park.

Kara, por sua vez, continua em busca do romance perfeito, após os relacionamentos falhados com Aquaman e Mister Terrific. 




Posted on segunda-feira, fevereiro 06, 2017 by Ivo Silva

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017



 


Após os eventos de Legends, uma nova Justice League of America foi formada.

 Inicialmente sob a liderança apertada do Batman e com Maxwell Lord a assumir-se como promotor e financiador desta nova JLA, não tardaria a que o grupo se tornasse internacional. 

Foi assim que a JLA, liderada agora pelo mais moderado Martian Manhunter, ganhou uma segunda equipa, a Justice League Europe.

 Ambas as Ligas, em situações extraordinárias, uniriam esforços com a frente coligada a ser chamada de Justice League International. 

Mas falemos da JLE, em particular e da sua estadia em terras galesas. 

 Criada por Keith Giffen e J.M.DeMatteis, esta nova Liga estreou-se nas páginas da sua própria comic, em 1989 (Justice League Europe #1, Vol 1). 

A formação, liderada por um relutante Captain Atom, era composta por velhos membros da Liga, como a Wonder Woman* e o Elongated Man e continha bastante sangue novo na figura de Metamorph, Wally West  (nesta altura ainda nos primórdios da sua carreira como Flash), Rocket Red, Power Girl e Animal Man.

 A equipa foi destacada para a embaixada americana na capital francesa. 

Contudo e apesar do apoio dado pela eloquente relações públicas, Catherine Colbert, a verdade é que o relacionamento entre a Liga e os franceses vai ser tudo menos feliz.


 

Logo em JLE #1, a embaixada é atacada por uma mob de franceses sedentos de sangue, isto depois de um misterioso cadáver de um criminoso nazi ter vindo dar à porta da mesma. 


A referida multidão em fúria vai ser revelada, mais tarde, como tendo estado sob o controlo mental de um adversário desconhecido, aquando do ataque.

Esse primeiro contacto com o povo francês vai ser devastador para a imagem da JLE e não ajudará em nada à equipa o facto do seu líder, Captain Atom, não falar uma ponta de francês. 

 

Essa questão, vai ser explorada (para grande embaraço de Captain Atom) em mais detalhe nas páginas de JLE #3, com a visita de um representante francês à embaixada. 

A isso vem-se juntar ainda o facto do inspector da polícia de Paris, Camus, não gostar nada da JLE e os numerosos conflitos da equipa com os mais populares Global Guardians. 

Enquanto investigava o passado do tal nazi morto no nrº 1 de JLE, os heróis vão-se deparar com alguns membros dos Guardians, em JLE #2 (Vol 1). 

 

Como já é da praxe num encontro entre heróis, dá-se a tradicional luta, neste caso propiciada pelo facto dos Guardians julgarem que a JLE nada mais é do que um bando de simpatizantes nazis. 

A JLE leva a melhor, todavia algo de inesperado acontece, com os membros derrotados dos Guardians a caírem num coma profundo, após a conclusão das respectivas batalhas.

Com mistério a acumular-se em cima de mistério, Power Girl, Elongated Man e o Flash (Wally West) decidem agir por conta própria e vão fazer uma pequena visita ao Dome, o quartel-general, agora desactivado e transformado em museu, dos Global Guardians em Paris. 

 

Após um intenso duelo com Jak O'Lantern, o trio consegue descobrir que algo de estranho se passa com os Guardians, algo que envolve a perigosa Queen Bee de Bialya.

Com a derrota iminente, Jack usa a sua abóbora para controlar as mentes do público que visitava o Dome e atiça-os contra os três leaguers.

 Ao mesmo tempo e antes de fugir, Jack acciona uma bomba que arrasa com o Dome, num acto que funcionou basicamente para denegrir a cada vez pior imagem da JLE, uma vez que as autoridades tomam os membros da Liga como os responsáveis por toda aquela destruição.

Em JLE #4, a equipa cansada destas constantes investidas da Queen Bee, decide ser proactiva e sorrateiramente entra em Bialya para levar a luta à vilã. 

 

Mais uma vez um trio é escolhido. 

Desta feita à Power Girl e ao Flash (Wally West) junta-se o Animal Man. 

O grupo depara-se novamente com Jack, mas desta vez leva a melhor sobre o herói tornado vilão, com Wally a colocá-lo k.o. 

Incapacitando ainda os seguranças da Queen Bee, a JLE faz um ultimato à vilã. 

Se ela deixar o grupo em paz, eles farão o mesmo com ela. 

Sem grandes opções, a Queen Bee aceita...pelo menos por enquanto.

Contudo não era por os ataques dos membros controlados dos Global Guardians terem cessado que a JLE ganharia pontos junto dos parisienses. 

Era necessário fazer algo mais, até porque para além do Enlongated Man, nenhum dos outros membros da JLE falava francês. 

A juntar a isso tínhamos ainda o facto de apenas Rocket Red ser europeu (russo), isto numa equipa que se dizia Justice League of Europe...mas que era constituída maioritariamente por americanos. 

 




Enquanto que a última questão vai ser resolvida com o recrutamento da misteriosa heroína francesa, Crimson Fox, nas páginas de JLE #10, a primeira vai-lhes exigir um pouco mais de esforço. 

Em JLE #6, os heróis, com excepção do Elongated Man e da Wonder Woman, vão ser forçados a aprender francês.

As aulas, em regime nocturno, vão ser dirigidas pela exigente Miss Kessler. 

 Como seria de se esperar, Wally faz o papel de palhaço da turma, algo que não é nada apreciado, não só pela professora, como pelos companheiros. 

  


Contudo a JLE, que estava na sua identidade civil, não eram os únicos alunos na sala. 

Ironicamente, o grupo de vilões conhecido como Injustice League, chefiados pelo Major Disaster, também se encontrava no local a aprender a língua.

 Vai ser precisamente o Major que se vai aperceber que a JLE está na sala, ao identificar o Metamorpho. 

Ele tenta avisar o resto dos companheiros, mas o seu bilhete é interceptado pela Miss Kessler que o lê. 

As consequências dessa leitura são desastrosas, com ambos os grupos a engalfinharem-se numa luta que apenas pára com um chamar de atenção estridente da Miss Kessler. 


 


Após diversas batalhas que a vão levar a agir fora de solo francês, a JLE vai ter a sua última aventura em Paris no número 20 da sua comic. 

A história começa de forma relactivamente tranquila, com a maioria dos membros da JLE a desfrutar de um dia de folga no quintal da embaixada. 

Apesar das "bocas" dos franceses à Power Girl (rapidamente silenciados pela mesma) e das cenas do costume de Wally, tudo corria bem. 

Mal sabia a JLE que do outro lado do canal da mancha vinha Beefeater, um britânico com ilusões de heroísmo. 

Este Beefeater era curiosamente um funcionário da JLI que julgava ter aquilo que era preciso para se juntar à Justice League.






 Como tal, Beefeater viaja até à embaixada parisiense para isso mesmo, contudo faz-lo numa altura em que Killowog** estava a tratar do sistema de segurança do prédio, danificado após um confronto recente com Starro. 

Confundindo Killowog com um invasor alienígena, Beefeater vai atacá-lo e vai ser durante esse tresloucado ataque que danifica um mecanismo que não devia ter danificado.

Como resultado das suas acções, a embaixada  colapsa, deixando no seu lugar uma enorme cratera. 

Com isto, a JLE muda-se para Londres no número seguinte.


 



*A Wonder Woman apenas marca presença, como membro da JLE, nas páginas desse JLE #1, ressurgindo durante uma missão do grupo à Grécia, em JLE #41.
 
** Um antigo Green Lantern que servia como génio científico da JLI.




Posted on segunda-feira, janeiro 09, 2017 by Ivo Silva

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segunda-feira, 12 de setembro de 2016


 

Após os eventos de The Flash #28 (Vol 2), Wally West vai estabilizar a sua velocidade, embora as dúvidas quanto ao facto de ser merecedor de continuar, ou não, com o legado de Barry Allen permaneçam fortes. 

Em 1990, no número 34 de The Flash (Vol 2), West confronta pela primeira vez Barry Allen, ou pelo menos assim parece. Este Barry que surge diante de West e o acusa de não ser digno de usar o nome Flash, nada mais é do que uma ilusão. 

 

Parte de um plano levado a cabo por um duo criminoso, os Turtles. Os vilões viam na  vinda de West para Keystone City uma ameaça à sustentabilidade do império criminoso que haviam criado.  

Mesmo quebrando a ilusão na qual estava preso, West acaba capturado pelos Turtles. Enquanto isso, diversos amigos e aliados de West, entre eles alguns membros reformados dos Rogues, tentam o seu resgate.

 

 Perante a derrota iminente, o Turtle original*, o verdadeiro cérebro do duo, decide tentar levar West consigo numa gloriosa explosão. West, ainda fraco, é salvo pelos também velocistas, Kapitalist Kourier.

No entanto, as dúvidas de West continuam, sendo que para isso em muito contribui a opinião bastante negativa que os outros heróis tinham dele. 

 

O Elongated Man, companheiro de muitas batalhas de Barry, era particularmente incisivo nas suas críticas, como de resto se pode ver durante uma aventura da Justice League Europe, da qual ambos eram membros, na qual Wally foi rapidamente derrubado pelo aquático Tuatara, dos Global Guardians, em JLE #2 (Vol 2). 

É claro que a personalidade relaxada e mulherenga de West também não ajudava para fazer com que gostassem mais dele. 

O Wally West de 1990 era o equivalente na JLE a Guy Gardner, o Green Lantern da JLA, com a diferença de West não ser tão beligerante.

 

O primeiro passo para obter aceitação por parte dos seus pares vai ser tomado em Adventures of Superman #463. 

Nesse histórico número, West, manipulado por Mxyzptlk, vê-se obrigado a defrontar o Homem de Aço numa corrida, de forma a evitar que o poderoso ser provoque algum desastre. 

 

As regras eram simples, vencia o primeiro a dar a volta ao planeta, numa corrida a começar e terminar em Metropolis. 

Curiosamente, neste novo Universo DC Post-Crisis, esta era a primeira vez que um Flash media a sua velocidade numa corrida com Superman. 

Kal-El, que respeitava Barry, começa por desvalorizar Wally, apelidando-o de Kid Flash  e dizendo que ele por e simplesmente não era tão rápido como Barry.

 Wally, embora sabendo que Superman tinha alguma razão naquilo que dizia, não dá prova de fraco e responde, confiante na sua vitória. 

 

No decorrer da corrida, um aborrecido Mxyzptlk, decide aumentar um pouco a dificuldade, colocando obstáculos constantes para os heróis. 

Com ambos os heróis relactivamente equilibrados no que à velocidade dizia respeito, Superman tinha a ligeira vantagem de toda a energia que precisava vir do Sol, ao contrário do Flash.

 Nesta altura Wally necessitava de comer bastante de forma a poder manter a sua velocidade, pois queimava calorias a um ritmo alucinante. 

 

Num gesto bonito, pessoas por todo o planeta aguardavam junto à estrada para dar comida a Wally de forma a este poder repor as suas energias. 

No final, e com ambos empatados, Wally consegue num derradeiro esforço, bater Kal na linha da meta.

 Wally vence o Homem de Aço por uma nesga, para desagrado de Mxyzptlk, que regressa à quinta dimensão. 


West consegue fazer algo que nem Barry havia feito no Universo DC Pré-Crisis, vencer Superman numa corrida *(1).


No entanto, o momento que fez Wally libertar-se do fantasma do tio (Barry Allen) e finalmente assumir a posição como novo Flash, ocorreria durante um confronto com o maior rival de Allen, o Reverse Flash. 


Na última página de The Flash #73 (Vol 2, de 1993) Wally West e Jay Garrick recebem a visita surpresa de ... Barry Allen. 

Aparentemente, Barry havia sobrevivido aos eventos da Crisis e tinha estado preso na Speed Force, conforme relata em The Flash #74. 


Wally um pouco relutante em aceitar este Barry como sendo o verdadeiro pede a Hal Jordan para usar o seu anel como forma de averiguar a veracidade das palavras de Allen. 

O anel só vem comprovar que este é mesmo Barry Allen. O facto de Allen ir visitar a campa de Iris Allen (tia de West e esposa de Barry) reforça o que apenas West se recusava a aceitar. 

Com Barry de volta, West pondera em deixar a carreira heróica ou pelo menos mudar de nome. 

Contudo, antes de tomar qualquer decisão, West junta-se a Allen e Garrick para combater a organização criminosa conhecida como Combine que ameaça tomar não apenas Keystone, mas também Central City. 

Os vilões rapidamente imobilizam Garrick e quase matam West, o que provoca uma reacção ultra-violenta da parte de Allen. 

 

No entanto, Barry não estava zangado porque West quase fora morto, mas antes pelos criminosos estarem a festejar a morte do Flash, quando era Allen o verdadeiro e único Flash (The Flash #75, Vol 2). 

 

A confusão de Wally vai acentuar-se ainda mais quando Barry, durante um novo embate com o Combine, deixa-o para morrer numa armadilha montada pelo grupo, em The Flash #76, (Vol 2). 

Entretanto, Jay que também começava a duvidar de Barry, começa a reunir um grupo de velocistas para confrontá-lo. 

 

Em The Flash #77 (Vol 2) acreditando Wally morto, Jay, juntamente com Johnny Quick e Max Mercury confrontam Barry. 

Allen tinha-se passado e acusando o mundo de o ter esquecido e ao seu legado, estava a arrasar Central City. O trio não é bem sucedido em travar Barry que prova ser demasiado rápido e impiedoso. 

Ao mesmo tempo que a batalha ocorria, Wally descobre a verdade por detrás deste Barry Allen ao encontrar e ler o diário futurista de Iris Allen. 

 

Em The Flash #78 (Vol 2) é revelado que este Barry Allen é Eobard Thawne, o Reverse Flash. Thawne, que ainda não havia assumido a identidade de Reverse Flash, tinha a mesma velocidade de Barry e idolatrava-o. 

Vindo do pacífico século XXV. um mundo sem heróis e vilões, Eobard toma a decisão de assumir a identidade de Flash, ocupando o lugar de Barry que, segundo os registos históricos do século XXV, havia morrido na Crisis. 

Envergando a face de Barry, graças às maravilhas tecnológicas do seu tempo, e uma réplica do uniforme do mesmo, Eobard usa a cosmic treadmill para efectuar a viagem para o século XX,  mas algo corre mal. 


Eobard acabou por chegar numa altura em que Wally já havia assumido o papel de Flash. Incapaz de regressar e confuso, resultado da viagem temporal, Eobard  visita o Flash Museum para descobrir mais acerca do que fazer a seguir, quando depara-se com algo que o choca. 


Eobard descobre que está destinado a ser o maior inimigo do Flash e a eventualmente ser o único vilão que este matará. 

A revelação do seu futuro como Reverse Flash, vai fazer com que a mente de Thawne ceda e este passe a acreditar que é Barry Allen regressado dos mortos. 

Em The Flash #78 e 79 (Vol 2), Eobard assume a identidade de Reverse Flash pela primeira vez (cronologicamente falando), após ter literalmente passado por cima de Jay, Johnny Quick e Max Mercury e confronta Wally no interior do Flash Museum. 

 

Com a vantagem de ser muito mais rápido do que West, Eobard quase mata o herói, não fosse a intervenção oportuna de Hal Jordan. 

No entanto, o Reverse Flash não fica por aqui e após ameaçar matar a namorada de West, Linda Park, enfrenta West uma vez mais. 

É nesse momento que Wally apercebe-se do motivo de não ser tão rápido como Barry. Wally tinha medo de o substituir e fazer com que as pessoas se esquecessem do sacrifício de Barry. 

Contudo o medo de permitir que Eobard vencesse era ainda maior, pelo que Wally consegue finalmente libertar-se do fantasma de Allen. 

 

A vitória de Wally é de tal maneira decisiva que Eobard foge de volta para o seu século de origem com o rabo entre as pernas. Depois disto, Wally conseguiria atingir níveis de velocidade nunca antes vistos num velocista, desenvolvendo novos poderes a partir da Speed Force, mas isso é algo que veremos na próxima semana.



*(1)Barry e Kal têm duas corridas oficiais em 1967 e ambas acabam em empates.

*Personagem criada em 1945, um dos vilões do Flash original, Jay Garrick. Curiosamente, foi o primeiro oponente de Barry Allen aquando da sua estreia.


 

Posted on segunda-feira, setembro 12, 2016 by Ivo Silva

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