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segunda-feira, 30 de setembro de 2013


Castle of Illusion starring Mickey Mouse
Versão Mega Drive

 Em Castle of Illusion para a Mega Drive, o casal de ratos mais conhecido do Mundo, encontra-se a meio de um piquenique quando a bruxa Maluada Mizrabel decide aparecer para acabar com a paz daqueles dois, raptando Minnie. Mickey, seguindo o rastro da raptora da sua amada, deoara-se com um castelo, onde um velho sábio o informa das ilusões que vai encontrar naquele lugar. Mickey precisa de reunir as cinco jóias da ilusão, de maneiras a que possa salvar Minnie. E era com esta simples premissa que em 1990, a Sega nos faria viver esta intrépida aventura, ao longo de seis níveis, que cumpriam os requisitos da diversidade de cenários, começando por uma floresta encantada, seguida de uma caixa de brinquedos, até uma biblioteca que nos conduz a um mundo de doces. A banda sonora, bastante adequada a cada uma das zonas, é encantadora e, rapidamente, estaremos a trautear algumas das suas músicas.





A jogabilidade é bastante simples e imediata, tendo como acções, saltar e atirar projécteis (consoante o nível em questão. Teremos maçãs na floresta e berlindes na caixa de brinquedos), tudo isto com bom tempo de resposta. A única falha a apontar será mesmo a sua longevidade. Esta aventura pode terminar-se em pouco tempo.










Castle of Illusion starring Mickey Mouse
Versão PS3 e X-Box 360

Passemos agora à nova versão que saiu para a PS3 e 360 nas suas respectivas lojas digitais. A estória continua a ser a mesma, mas desta vez temos belíssimas ilustrações, com um narrador a contar-nos os acontecimentos. O narrador continua a falar ao longo do jogo, podendo tornar-se algo incómodo, mas nada que uma rápida visita ao menu de pausa, não possa resolver. Existindo a opção de cancelar a narração. Apesar do jogo mostrar-nos uma perspectiva lateral, como no original, na realidade esta versão utiliza gráficos tridimensionais. Com uma apresentação bastante colorida e a lembrar as obras artísticas de Walt Disney. Outra novidade (graças ao motor 3D) é o facto, da perspectiva mudar, para criar situações únicas. (como uma clareira com vários caminhos e um poste com diversas indicações, no centro, por onde temos que navegar Mickey, até encontrarmos o resto.) Outro exemplo é a icónica fuga da maçã, que agora vem de encontro a nós, como no mítico Crash Bandicoot da PSX.


 A jogabilidade, para além de podermos movimentar-nos em espaços tridimensionais, continua a ser a mesma, ou seja, um botão para saltar e outro para atirar. A banda sonora sofreu uma renovação pelas mãos de Grant Kirkhope, ex-Rare e responsável pelas trilhas sonoras emblemáticas de títulos como Banjo-Kazoie e Donkey Kong. O pior do jogo continua mesmo a ser a sua curta duração e, também, agora, certas perspectivas isométricas, nas quais ocorrem falhas no cálculo das distâncias entre plataformas. Recomendo o velho truque de seguir a sombra, porque assim sabemos se estamos em cima da plataforma desejada ou em direcção a um rio de batido de morango, onde a morte, apesar de doce, é certa.


 Apesar da aventura acabar rapidamente, ainda existem inúmeros segredos a desbloquear, como quadros para o castelo e estátuas de personagens. Isto, certamente, vos fará voltar a repetir a dose, num jogo que já por si só, é bastante divertido.



Escrito por Joel Sousa


Posted on segunda-feira, setembro 30, 2013 by Ivo Silva

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sábado, 28 de setembro de 2013


Na pérola desta semana venho apresentar-vos dois fantásticos títulos que partilham o mesmo nome icónico. Falo de Double Dragon. Irei fazer algo diferente e vou comparar o original de 1987, com o seu mais recente remake. Ambos são extremamente semelhantes, por um lado, mas, por outro são significativamente diferentes. É exactamente todos estes pontos que pretendo abordar.

Double Dragon
versão da NES


Double Dragon
Criado pela Technos Japan, numa altura em que o género Beat ‘em up era ainda escarço, Double Dragon revelou-se um sucesso que muitas moedas arrancou dos bolsos dos jogadores das Arcadas da época. Não seria surpresa, portanto, a sua automática transição para o mercado das consolas domésticas. De todas as diferentes adaptações houve uma que se destacou e acerca da qual vou ter especial atenção neste artigo. Falo da versão da NES. Esta, ao contrário da versão da Mega Drive, acrescentava um pouco mais à versão original da Arcada. Níveis maiores, mais complexos e mais difíceis. Uma estória um pouco alterada e a, infeliz, incapacidade de jogar o jogo com dois jogadores em simultâneo, foram alguns dos “tweeks” que a versão da NES trouxe a Double Dragon. Comecemos pela estória. Marion, a namorada de Billy, é raptada por um gangue de rua chamada de Black Warriors, e cabe ao mesmo Billy o seu resgate.




 Se na estória original contávamos com a ajuda de Jimmy, irmão gémeo de Billy, aqui estamos sozinhos com os nossos punhos. Na verdade, Jimmy é o líder do gangue nesta versão e o nosso opositor final. Para progredirmos no jogo devemos eliminar todos os opositores no ecrã, fazendo uso dos já referidos punhos ou das mais eficazes patadas. Pelo caminho, podemos, inclusive, apanhar armas ou objectos que usamos para espancar os nossos adversários. (embora deva salientar que as ditas armas não transitam de nível com a nossa personagem) Double Dragon assenta em um sistema bastante de simples de level up que é útil na medida em que nos permite aceder a novos golpes à medida que o formos fazendo. O jogo tem um total de quatro áreas para atravessar, cada uma com o seu próprio boss final, e um ou outro middle boss pelo meio, que geralmente consiste no gigantesco Abobo. Billy terá que atravessar a cidade, a fábrica, o bosque e, por último, o esconderijo dos maus da fita. Isto é o modo principal de jogo. Contudo, e numa nova surpresa da Nintendo, este Double Dragon tem um Modo B, que basicamente é um fighting game para dois jogadores, usando as personagens do jogo. Este é um modo que entretêm, mas peca pelo cenário único e, sobretudo, pelo facto de ambos os jogadores só poderem seleccionar a mesma personagem para jogar. 


Graficamente o jogo está muito bem transplantado para a NES, ainda que sofra do “desaparecimento” de objectos e personagens quando temos muita coisa no ecrã. Todavia, isso era algo comum nos jogos da NES. No Double Dragon da NES dá-se grande ênfase às plataformas. O que não é sempre bom. Falta-lhe a finesse de um verdadeiro jogo de plataformas, pois os saltos não são propriamente os mais exactos. Daremos por nós a perder mais que uma vida só para saltar sobre um rio. A música é uma das mais memoráveis dos jogos de vídeo e a sua qualidade é elevada. Desafio-vos a nunca terem ouvido ninguém a cantarolar uma das músicas deste jogo. No geral, Double Dragon da NES, embora possa ser um pouco difícil demais para as actuais gerações de jogadores, é, por seu próprio mérito, um clássico dos jogos de vídeo.






Double Dragon Neon
versão digital


Double Dragon Neon


Neon foi feito por uma companhia que tem dado cartas no mercado, a Way Foward. Publicado pela Majesco, este Double Dragon faz uma espécie de Reboot ao original e foi colocado disponível em formato digital, apenas, para a X-BOX 360 e PS3. Mais uma vez, também aqui Marion é raptada. Desta feita, quem faz o rapto são os Shadow Warriors, liderados por uma nova personagem, o samurai esquelético, Skullmageddon. Billy e Jimmy estão juntos na sua missão de recuperar a rapariga. O jogo decorre, então no tradicional Beat’em up, com ambos (ou só um, dependendo da forma como queiramos jogar) a terem que eliminar todos os adversários do ecrã, de forma a progredir na estória. Para além das armas e objectos caídos, a grande novidade deste Double Dragon são, não apenas os items para encher a energia, mas também a possibilidade de fazer um ataque especial, que pode ir de um pontapé rotativo, à evocação de um dragão gigantesco. 



O sistema de level up continua a existir, mas agora é feito visitando a personagem do Blacksmith, que surge apenas em alguns níveis. O jogo, em si, é muito maior e tem uma grande variedade de cenários. Em um momento estamos nas ruas de uma cidade decadente e noutro no espaço. Neon é um Reboot imprevisível. Nunca sabemos o que virá a seguir ou que tipo de inimigos iremos enfrentar. Todo o jogo é uma grande homage aos anos 80, com inúmeras referências a aspectos e músicas da época. O próprio design, excelente, das personagens evidencia isso mesmo. É só olhar para Billy e Jimmy para nos recordarmos de flics com Mad Max. Velhas personagens, como Abobo recebem um lift face, enquanto as que são introduzidas de fresco rapidamente ganham o nosso aval. Graficamente, o jogo opta por um 3D detalhado, embora o jogo, em si, se jogue como um beat’em up 2D. 


A dificuldade continua acentuada e mesmo insuportável em certas partes. Todavia é atenuada pela possibilidade de restaurar a vida ao nosso colega, se formos rápidos o suficiente, e por continuas infinitos. Isto sem falar que o jogo permite ao jogador retomar do nível no qual perdeu. Um dos grandes problemas do original, todavia, transitou para esta nova versão. Falo das infames plataformas. Aqui elas existem em abundância e, infelizmente, o nosso controlo das personagens principais continua a não ser o mais perfeito, pelo que, uma vez mais iremos perder vidas desnecessariamente. A música é, com tudo o resto, uma homenagem aos anos 80 e ao jogo original. Double Dragon é, no entanto, uma grande experiência, que recomendo a jogar a dois. É divertido, mesmo com a sua dificuldade crescente. Como o original, é para jogadores pacientes apenas. Sobretudo os níveis finais.  




Escrito por Ivo Silva


Posted on sábado, setembro 28, 2013 by Ivo Silva

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