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segunda-feira, 3 de setembro de 2018









Esta história passa-se numa das muitas realidades alternativas do Universo Marvel. 

Nesta realidade em questão, a Humanidade praticamente já não existe, uma vez que a maioria da sua população foi transformada em mutantes pela Terrigen Mist dos Inhumans. 

Após uma violenta batalha com os Celestials, que quase obliterou o planeta, o que resta dos heróis da Terra unem-se à reincarnação terrena do há muito falecido Mar-Vell. 

Em Earth X (como é conhecida esta realidade), o ainda infante Mar-Vell, filho de Adam Warlock e Ayesha, junta a sua já poderosa consciência cósmica à Enigma Force* e procura criar nada mais, nada menos que o paraíso na Terra e no além.

Tal apenas pode ser obtido, a seu ver com a destruição da personificação da Morte e a modificação do reino desta usando pedaços do Cosmic Cube.


 


Numa luta de duas frentes, uma no mundo dos vivos e outra na dos mortos (graças ao seu vasto poder, Mar-Vell consegue estar em dois locais ao mesmo tempo, sendo que no reino dos mortos a sua forma é a de um adulto), o antigo Captain Marvel tenta reunir o apoio do maior número possível de heróis (e até de alguns antigos vilões) com vista atingir esse seu objectivo. 


 


No mundo dos vivos a sua principal oposição surgirá na forma de um culto, o Tong of Creel, que busca reconstruir o Absorbing Man, um vilão que nesta dimensão, após ter absorvido a programação do Ultron, matou grande parte dos Avengers antes de ser finalmente detido pelo Vision.

No mundo dos mortos, a oposição será igualmente terrível, pois à frente do exército esquelético da Morte vai estar o seu maior adorador, o temível Mad Titan, Thanos (Universe X #3, Vol 1, de 2000). 

A assistir impávida e serena aos acontecimentos está a Morte, enquanto que a manipular tudo por detrás das cortinas encontra-se o demónio Mephisto (nesta dimensão o auto-proclamado pai da Morte). 


 


Este último serve-se de Belasco (na realidade o mutante Nightcrawler), de um exército de Daredevils virtualmente imortais (cópias do Deadpool da Earth X), do Immortus e dos aliens Dire Wraiths, entre muitos outros. 

Contudo, o seu grande trunfo, a "ressurreição" do Absorbing Man não corre como planeado. 

Como da primeira vez, o Vision (um dos poucos Avengers sobreviventes) vai ser fundamental na derrota do vilão. 

Creel tornar-se-á num fantasma gigante (ele tinha acabado de absorver Manhatthan). 

Contudo, e para evitar a destruição da Terra, o Vision terá que o tornar tangível novamente. 


 


Creel é convencido por Loki a transformar-se em Vibranium e com isso salvar o próprio planeta, cuja estabilidade não era muita após a destruição do embrião dos Celestials que estava no seu núcleo (em Earth X #0-12 e X, Vol 1, de 1999 a 2000). 

Immortus verá o erro de se ter juntado a Mephisto e Belasco descobrirá a manipulação de que fora alvo pelo senhor dos infernos.

No reino da morte a luta não corria tão bem, uma vez que era preciso muito esforço, da parte de Mar-Vell e da forma astral do Doctor Strange, para manter os heróis e vilões falecidos conscientes de que o estavam de facto (caso contrário, julgavam-se ainda vivos e paravam de tentar combater a Morte).




Para além disso, eram poucos os combatentes disponíveis e embora fossem poderosos (entre eles contavam-se a Phoenix, o Ghost Rider original, o Doctor Doom e o Iron Man, entre muitos outros) estavam a perder terreno contra o inesgotável stock de guerreiros à disposição de Thanos. 

A morte do Supremor, às mãos do infante Mar-Vell, dará ao Mar-Vell adulto a possibilidade de contar com todos os Kree falecidos (incluíndo a sua amada Yuna e o seu odiado inimigo Yon-Rogg) do seu lado. 

Todavia, a primeira acção do Vision na terra dos vivos, ao aprisionar Creel, terá consequências nefastas no outro reino, com Mephisto a ganhar vantagem e conseguir capturar um temporariamente depowered Mar-Vell, ao mesmo tempo que extermina os seus guardiões (Nova, Ms Marvel e Starlord) e convence os outros a parar de lutar.


 


Ao tornar intangível Creel, o Vision tornou a Terra e todos nela igualmente intangíveis, o que negou ao infante Mar-Vell o acesso ao poder cósmico do Silver Surfer, necessário para o Kree vencer a luta no reino dos finados.

Com Mephisto prestes a desfazer um indefeso Mar-Vell adulto, eis que a situação muda novamente, quando o Vision liberta Creel e Loki consegue convencer este a salvar a Terra e os seus habitantes (como já referi acima).

Com a Terra tangível uma vez mais, o Silver Surfer cede o seu poder cósmico a Mar-Vell, energizando a sua forma adulta no reino dos mortos. 

Ao mesmo tempo, o falecido Captain America lidera os mortos heróicos numa última carga contra as forças da Morte. 


 


Em confronto directo com Mephisto, Mar-Vell revela-lhe, como a sua metade criança já o havia feito na Terra, que o demónio não era o pai da Morte, mas antes uma mera manifestação dos medos da Humanidade. 

E com essas simples palavras, Mephisto desaparece como se nunca tivesse existido de facto.

Entretanto, Mar-Vell aponta o Ultimate Nullifier, a arma mais potente do universo, à Morte. 

Thanos intercede, pelo que Mar-Vell revela-lhe aquilo que descobriu graças à junção da Enigma Force com a sua própria consciência cósmica. 


 


A Morte não ama o Mad Titan. 

Nunca amou. 

Thanos, que se julgava o filho da Morte, uma vez que via nela a imagem da sua mãe, tinha sido manipulado por ela desde tenra idade. 

Mar-Vell revela como Sui-San morreu durante o primeiro ataque das forças de Thanos a Titan, anos antes. 

O seu corpo nunca foi encontrado porque o pai de Thanos, Mentor, o escondeu do resto dos Eternals de Titan. 

A razão para isso era algo que Thanos havia descoberto enquanto criança, mas que entretanto havia esquecido. 

Sui-San era uma Skrull, sendo essa a razão para Thanos ter a aparência que tinha. 


 


Ao contrário do que acontece no Universo Marvel 616, aqui a relação entre Sui-San e Thanos era forte e ao saber que a Morte o manipulou de forma a que o Mad Titan matasse a própria mãe, o vilão vira-se contra esta. 

Mar-Vell dá-lhe o Ultimate Nullifier e Thanos usa-o contra o ser que durante tanto tempo adorou, apagando a Morte da existência (Universe X #X, Vol 1, de 2001). 

Ela ainda tenta impedir o inevitável, falando directamente com o Mad Titan pela primeira vez, mas nada o detém.


 


Mar-Vell estava livre agora para construir o seu paraíso.


 
*Nota: A Enigma Force é uma poderosa fonte de energia cósmica proveniente do Microverse. 

Os indivíduos que se servem do seu poder normalmente dão pelo nome de Captain Universe.









 

Posted on segunda-feira, setembro 03, 2018 by Ivo Silva

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segunda-feira, 28 de agosto de 2017



 


Criado por Roy Thomas e Sal Buscema, este Elder of The Universe, fez a sua primeira aparição nas páginas de Avengers #69, corria o agora distante ano de 1969.

Grandmaster, cujo nome de nascença é En Dwi Gast, é um ser virtualmente imortal (digo virtualmente porque é possível matá-lo), detentor de um grande poder cósmico (como todos os Elders) e o último sobrevivente da sua raça, a qual era tida como uma das mais antigas do Universo. 

Este último ponto constituí um requisito básico para consideramos o Grandmaster como sendo membro do selecto grupo que são os Elders. 

Como os seus pares, também o Grandmaster tem um hobby, ao qual se dedica com uma paixão insana. 

Enquanto que, por exemplo, o do Collector passa por coleccionar espécies raras, o do Grandmaster assenta no jogo. 

Este gosta de volta e meia desafiar outros seres para jogos que testam a força, destreza e a inteligência. 

Num desses primeiros jogos, o Grandmaster visitou o Universo 712 e desafiou o tirânico Scarlet Centurion para uma batalha. 

Ao contrário do que se esperaria, o Grandmaster não tomou parte activa no desafio (raramente o faz, preferindo o papel de estratega) que propôs, mas antes recrutou heróis locais, o Squadron Supreme, para servirem de peões no mesmo. 

Ora, o Scarlet Centurion* fez o mesmo, mas com vilões, o Institute of Evil.


 


O Grandmaster venceria a contenda e de tão impressionado que ficou com as capacidades do Squadron, decidiu criar a sua própria versão dos heróis para servirem-no em futuros jogos, aquando do seu regresso ao Universo Marvel regular (616).

Grandmaster colocaria o seu recém-criado Squadron Sinister em teste, durante o chamado Contest of Power, disputado com Kang. 

Kang recorreria aos Avengers para tentar vencer a equipa do Elder e com isso obter o prémio que o Grandmaster estava a oferecer. 

O poder cósmico para destruir os inimigos ou ressuscitar o seu verdadeiro amor. 

Este Contest seria a primeira vez que Grandmaster encontraria os Avengers e consistiria na sua primeira derrota, num jogo, em milénios. 

Curiosamente, os Avengers já se haviam cruzado com um outro Elder, neste caso, o Collector. 

Durante este Contest, o Grandmaster utilizaria ainda como peões os Invaders (equipa da Segunda Guerra), no entanto, mesmo assim perderia para os Avengers.


 


Em Giant-Size Defenders #3 (Vol 1, de 1975), o Grandmaster envolveu-se num desafio com o vilão Prime Mover, que não era nada mais nada menos que um andróide criado pelo Doctor Doom. 

Em caso de vitória do Prime Mover e dos seus aliados, a Terra seria destruída.

Grandmaster recrutaria os Defenders, devido à presença de Nighthawk (um ser cujo poder lhe tinha sido concedido pelo Elder) e o Daredevil. 

Grandmaster venceu e a Terra, que ele via como local de futuros jogos, foi poupada. 

Um jogo mais sério seria disputado contra a própria Morte, em Contest of Champions #1 (Vol 1, de 1982).


 


Aqui, Grandmaster desafia a Morte tendo em vista ressuscitar o recém-falecido Collector (às mãos de outra entidade cósmica, Korvac). 

O Grandmaster vence, mas perde a vida no processo, substituindo o seu colega no reino da Morte. 

O Collector iria retribuir o gesto e conseguiria fazer o Grandmaster voltar à vida. 

Num novo jogo com a Morte, nos anuais dos West Coast Avengers e Avengers, de 1987, o Grandmaster conseguiria o maior dos prémios para todos os Elders. 

Um bloqueio do reino da Morte e consequência imortalidade vitalícia. 

Contudo, o plano original do Grandmaster era o de provocar um novo Big Bang, que destruiria o Universo, de forma aos Elders renascerem como os novos Galactus.


 


Graças a Hawkeye, e a um pouco de batotice, o Grandmaster será vencido e o Universo poupado. 

Esta não seria a última vez que o Grandmaster tentaria implementar um plano genocida. 

Usando as Infinity Gems, Grandmaster e os restantes Elders tentaram eliminar Galactus e com isso provocar o tal Big Bang. 

Contudo, o plano falharia graças à intervenção atempada de Thanos, que buscava as Gems para o seu próprio uso.

É precisamente na mini-série de 1990, Thanos Quest, que Thanos derrota os Elders, um a um (Grandmaster inclusive), para lhes retirar as Gems, as quais usaria para criar a Infinity Gauntlet.





Ao longo dos anos, o Grandmaster participaria em mais jogos. 

Alguns com interesses altruístas, como foi o caso de Krona em JLA/Avengers (2003), em que recrutou a JLA para batalhar com os Avengers de forma a dar tempo de evitar a fusão de Universos. 

Outras vezes, fez-lo por mera diversão (quando opôs os seus Defenders contra os Offenders do Collector, em Hulk #10 a 12, Vol 2, de 2009), despeito (em Exiles Annual #1, Vol 1, de 2007) ou amor (quando tentou conquistar, sem sucesso, o coração da mutante Dazzler, em X-Men: To Serve and Protect, de 2011).


 


Em tempos mais recentes, o Grandmaster teve envolvido num novo Contest of Champions (o terceiro com este nome) disputado no Battleworld criado por God Doom durante a Secret Wars de 2015. 

De qualquer das maneiras, quer ganhe, quer perca, o Grandmaster cumpre sempre a sua palavra.

Como curiosidade, entre os peões mais usados pelo Grandmaster nos seus jogos estão: os Avengers, os Defenders e o Squadron Sinister.


*Nota: O Scarlet Centurion é uma versão alternativa de Kang.








Posted on segunda-feira, agosto 28, 2017 by Ivo Silva

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