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quinta-feira, 11 de abril de 2019



 


O Império Kree, ao contrário do Skrull, divide os seus militares mediante cores e insígnias. 
Estas servem para representar o lugar que o militar em questão ocupa no exército.

Posted on quinta-feira, abril 11, 2019 by Ivo Silva

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018



 


No Universo 1120, um dos muitos do vasto Multiverso da Marvel, existiu um Thanos bastante diferente daquele que todos nós conhecemos. 

Este Thanos continuava a ser um fervoroso nihilista e adorador da personificação da Morte, como o da Terra 616.

A sua aparência é que nada tinha a ver com a do nosso Thanos, mas antes ela era igual à do Adam Warlock, na sua incarnação dos anos 70. 


 


A coloração da sua pele (e uniforme) não era dourada, como a do nosso Adam, mas antes púrpura, exactamente como à de Magus (o lado negro de Adam).

Ainda assim, também este Thanos liderava a sua frota espacial de destruição a partir da sua gigantesca nave-mãe, a Sanctuary II. 

Também ele tinha como o seu principal opositor o Captain Marvel (Mar-Vell). 

Neste universo alternativo, este Thanos logrou em extingir toda a vida em existência na nossa galáxia, excepto a de Mar-Vell que destroi a Null-Life Bomb do vilão impedindo-o de fazer igual às restantes galáxias do vasto universo.


 


Este Captain Marvel vai ser o responsável por dar o golpe final nesta versão caricata do vilão, usando a mística Ebony Blade* para o efeito. 

Curiosamente esta versão do Thanos dispõe de uma Infinty Gem, que não é a Soul Gem, mas antes a Power Gem (Captain Marvel #11, Vol 4, de 2000).

A morte deste Thanos deve muito em termos visuais à segunda morte de Warlock (ou da sua versão futura que se tornaria no Magus da Terra 616)  que ocorreu nas páginas de Warlock #11, Vol 1, de 1976.


*Nota: Esta espada, forjada por Merlin, é normalmente associada ao Black Knight.










Posted on segunda-feira, dezembro 03, 2018 by Ivo Silva

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segunda-feira, 3 de setembro de 2018









Esta história passa-se numa das muitas realidades alternativas do Universo Marvel. 

Nesta realidade em questão, a Humanidade praticamente já não existe, uma vez que a maioria da sua população foi transformada em mutantes pela Terrigen Mist dos Inhumans. 

Após uma violenta batalha com os Celestials, que quase obliterou o planeta, o que resta dos heróis da Terra unem-se à reincarnação terrena do há muito falecido Mar-Vell. 

Em Earth X (como é conhecida esta realidade), o ainda infante Mar-Vell, filho de Adam Warlock e Ayesha, junta a sua já poderosa consciência cósmica à Enigma Force* e procura criar nada mais, nada menos que o paraíso na Terra e no além.

Tal apenas pode ser obtido, a seu ver com a destruição da personificação da Morte e a modificação do reino desta usando pedaços do Cosmic Cube.


 


Numa luta de duas frentes, uma no mundo dos vivos e outra na dos mortos (graças ao seu vasto poder, Mar-Vell consegue estar em dois locais ao mesmo tempo, sendo que no reino dos mortos a sua forma é a de um adulto), o antigo Captain Marvel tenta reunir o apoio do maior número possível de heróis (e até de alguns antigos vilões) com vista atingir esse seu objectivo. 


 


No mundo dos vivos a sua principal oposição surgirá na forma de um culto, o Tong of Creel, que busca reconstruir o Absorbing Man, um vilão que nesta dimensão, após ter absorvido a programação do Ultron, matou grande parte dos Avengers antes de ser finalmente detido pelo Vision.

No mundo dos mortos, a oposição será igualmente terrível, pois à frente do exército esquelético da Morte vai estar o seu maior adorador, o temível Mad Titan, Thanos (Universe X #3, Vol 1, de 2000). 

A assistir impávida e serena aos acontecimentos está a Morte, enquanto que a manipular tudo por detrás das cortinas encontra-se o demónio Mephisto (nesta dimensão o auto-proclamado pai da Morte). 


 


Este último serve-se de Belasco (na realidade o mutante Nightcrawler), de um exército de Daredevils virtualmente imortais (cópias do Deadpool da Earth X), do Immortus e dos aliens Dire Wraiths, entre muitos outros. 

Contudo, o seu grande trunfo, a "ressurreição" do Absorbing Man não corre como planeado. 

Como da primeira vez, o Vision (um dos poucos Avengers sobreviventes) vai ser fundamental na derrota do vilão. 

Creel tornar-se-á num fantasma gigante (ele tinha acabado de absorver Manhatthan). 

Contudo, e para evitar a destruição da Terra, o Vision terá que o tornar tangível novamente. 


 


Creel é convencido por Loki a transformar-se em Vibranium e com isso salvar o próprio planeta, cuja estabilidade não era muita após a destruição do embrião dos Celestials que estava no seu núcleo (em Earth X #0-12 e X, Vol 1, de 1999 a 2000). 

Immortus verá o erro de se ter juntado a Mephisto e Belasco descobrirá a manipulação de que fora alvo pelo senhor dos infernos.

No reino da morte a luta não corria tão bem, uma vez que era preciso muito esforço, da parte de Mar-Vell e da forma astral do Doctor Strange, para manter os heróis e vilões falecidos conscientes de que o estavam de facto (caso contrário, julgavam-se ainda vivos e paravam de tentar combater a Morte).




Para além disso, eram poucos os combatentes disponíveis e embora fossem poderosos (entre eles contavam-se a Phoenix, o Ghost Rider original, o Doctor Doom e o Iron Man, entre muitos outros) estavam a perder terreno contra o inesgotável stock de guerreiros à disposição de Thanos. 

A morte do Supremor, às mãos do infante Mar-Vell, dará ao Mar-Vell adulto a possibilidade de contar com todos os Kree falecidos (incluíndo a sua amada Yuna e o seu odiado inimigo Yon-Rogg) do seu lado. 

Todavia, a primeira acção do Vision na terra dos vivos, ao aprisionar Creel, terá consequências nefastas no outro reino, com Mephisto a ganhar vantagem e conseguir capturar um temporariamente depowered Mar-Vell, ao mesmo tempo que extermina os seus guardiões (Nova, Ms Marvel e Starlord) e convence os outros a parar de lutar.


 


Ao tornar intangível Creel, o Vision tornou a Terra e todos nela igualmente intangíveis, o que negou ao infante Mar-Vell o acesso ao poder cósmico do Silver Surfer, necessário para o Kree vencer a luta no reino dos finados.

Com Mephisto prestes a desfazer um indefeso Mar-Vell adulto, eis que a situação muda novamente, quando o Vision liberta Creel e Loki consegue convencer este a salvar a Terra e os seus habitantes (como já referi acima).

Com a Terra tangível uma vez mais, o Silver Surfer cede o seu poder cósmico a Mar-Vell, energizando a sua forma adulta no reino dos mortos. 

Ao mesmo tempo, o falecido Captain America lidera os mortos heróicos numa última carga contra as forças da Morte. 


 


Em confronto directo com Mephisto, Mar-Vell revela-lhe, como a sua metade criança já o havia feito na Terra, que o demónio não era o pai da Morte, mas antes uma mera manifestação dos medos da Humanidade. 

E com essas simples palavras, Mephisto desaparece como se nunca tivesse existido de facto.

Entretanto, Mar-Vell aponta o Ultimate Nullifier, a arma mais potente do universo, à Morte. 

Thanos intercede, pelo que Mar-Vell revela-lhe aquilo que descobriu graças à junção da Enigma Force com a sua própria consciência cósmica. 


 


A Morte não ama o Mad Titan. 

Nunca amou. 

Thanos, que se julgava o filho da Morte, uma vez que via nela a imagem da sua mãe, tinha sido manipulado por ela desde tenra idade. 

Mar-Vell revela como Sui-San morreu durante o primeiro ataque das forças de Thanos a Titan, anos antes. 

O seu corpo nunca foi encontrado porque o pai de Thanos, Mentor, o escondeu do resto dos Eternals de Titan. 

A razão para isso era algo que Thanos havia descoberto enquanto criança, mas que entretanto havia esquecido. 

Sui-San era uma Skrull, sendo essa a razão para Thanos ter a aparência que tinha. 


 


Ao contrário do que acontece no Universo Marvel 616, aqui a relação entre Sui-San e Thanos era forte e ao saber que a Morte o manipulou de forma a que o Mad Titan matasse a própria mãe, o vilão vira-se contra esta. 

Mar-Vell dá-lhe o Ultimate Nullifier e Thanos usa-o contra o ser que durante tanto tempo adorou, apagando a Morte da existência (Universe X #X, Vol 1, de 2001). 

Ela ainda tenta impedir o inevitável, falando directamente com o Mad Titan pela primeira vez, mas nada o detém.


 


Mar-Vell estava livre agora para construir o seu paraíso.


 
*Nota: A Enigma Force é uma poderosa fonte de energia cósmica proveniente do Microverse. 

Os indivíduos que se servem do seu poder normalmente dão pelo nome de Captain Universe.









 

Posted on segunda-feira, setembro 03, 2018 by Ivo Silva

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segunda-feira, 6 de agosto de 2018






Após uma terráquea e dois dos seus filhos* seguirem as suas pisadas e assumirem a identidade de Captain Marvel, seria a vez de um Kree voltar a ostentar o prestigioso manto. 

Mas não foi fácil.

Noh-Varr começou por ser um dos múltiplos indivíduos a assumir a identidade de Marvel Boy. 


 


A personagem foi criada por Grant Morrison   e J.G.Jones e faria a sua primeira aparição nas páginas de Marvel Boy #1, Vol 2, corria o ano de 2000.

Proveniente de um universo alternativo e membro da elite militar Kree do seu mundo, Noh-Varr e a sua família vão-se ver presos na Terra 616. 

Incapaz de voltar para a sua realidade de origem após ter a nave abatida por capangas do vilão Dr. Midas, Noh-Varr vai ver a família (pai, mãe e namorada) morrer, deixando-o como o único sobrevivente. 

Noh-Varr vai jurar vingança não apenas contra o vilão Midas, mas contra toda a Humanidade, declarando que a Terra 616 em breve faria parte do Império Kree.

Usando as armas avançadas da sua realidade e o super-computador Plex (que lhe permitia dominar mentes), Noh-Varr vai fazer valer parte das suas promessas ao matar Midas.

Felizmente, será detido pela S.H.I.E.L.D antes de cumprir as restantes e será aprisionado na prisão para super-vilões conhecida como Cube.

Lá, ele será contactado pelos Illuminati que o tentam convencer a adoptar o manto deixado vago de Captain Marvel.

Noh-Varr irá recusar a proposta... 


 


Durante a Civil War o jovem, cuja força e reflexos eram excepcionais, será hipnotizado para servir as ordens de Maria Hill. 

Esta vai destacá-lo para proceder à captura dos Young Avengers e dos Runaways (na mini-série de 2006 Civil War: Young Avengers and Runaways).

Contudo, no final dessa missão, Noh-Varr não só havia conseguido sair do seu estado de hipnotizado, como também se havia apoderado do Cube, decretando as instalações como o seu próprio reino privado.

Noh-Varr apenas abandonaria o Cube após um encontro com um mortalmente ferido Khn'nr (o Skrull que se fazia passar por Mar-Vell).

Este pede-lhe, antes de morrer, que assuma o manto de Captain Marvel e que como ele lute em prol da Terra. 

Antes de dar o seu suspiro final, o heróico Skrull dá a Noh-Varr as Nega-Bands (ou pelo menos a sua réplica Skrull delas). 




Usando as Nega-Bands de Khn'nr, Noh-Varr assume o manto de Captain Marvel (embora mantenha o seu uniforme de Marvel Boy) juntando-se a Norman Osborn e aos seus Avengers (Dark Avengers #1, Vol 1 de 2009).

Uma parceria que se revelaria curta após Noh-Varr descobrir que todos os seus companheiros eram na verdade super-vilões. 

De forma a evitar ser caçado pelos Dark Avengers, Noh-Varr irá abandonar o título de Captain Marvel, adoptando o nome de Protector e um novo uniforme.


 


Será nessa condição e após o final de Dark Reign que Noh-Varr será convidado para se juntar aos verdadeiros Avengers (Avengers #2, Vol 4, de 2010). 

A carreira de Noh-Varr nos Avengers será igualmente curta uma vez que ele será revelado como sendo um agente duplo para o Império Kree durante o AVX.

Noh-Varr terá a desonra de ser um dos poucos membros dos Avengers a ser expulso do grupo, dois anos mais tarde (Hulk, Yellowjacket e Doctor Druid contam-se entre alguns dos que partilharam de tal acção disciplinadora).

Noh-Varr entretanto regressou à Terra e voltou à sua identidade de Marvel Boy, fazendo agora parte dos Young Avengers. 

Os seus poderes eram muito similares aos de Mar-Vell antes da sua primeira transformação às mãos de Zarek, contudo as armas Kree de que dispõe (inclusive as Nega-Bands) são muito mais avançadas e poderosas.
Noh-Varr vai ser o mais breve dos Captain Marvels, ainda assim ele teria direito a entrar no jogo Lego Marvel's Avengers e a ter a sua própria action figure (ambas sob a identidade de Protector).


 


A última pessoa a assumir o manto de Captain Marvel foi Carol Danvers, precisamente um dos primeiros contactos terráqueos (e uma das suas paixões) de Mar-Vell no distante ano de 1968. 

Danvers era uma humana como qualquer outra, capitã da Força Área e principal responsável pela segurança de um dos muitos projectos espaciais da NASA, até ao dia em que se viu exposta às energias de uma máquina de design Kree chamada Psyche-Magnetron (ver Captain Marvel #18, Vol 1, de 1969 e Ms Marvel #2, Vol 1 de 1977). 


 


O acidente fez com que partes do seu D.N.A se fundissem com as de Mar-Vell, tornando-a efectivamente meia-Kree. 

Carol foi originalmente apresentada nas páginas de Marvel Super-Heroes #13 (Vol 1, de 1968), tendo sido criada por Roy Thomas e Gene Colan, no entanto, seria nas mãos de Gerry Conway e John Buscema que a personagem se estrearia no papel da heroica Ms. Marvel.

Mudando-se para Nova Iorque, Carol abandonou o seu trabalho como segurança, bem como a sua posição militar junto da NASA para se dedicar à escrita. 

Carol tornar-se-ia na editora da revista Woman Magazine, trabalhando directamente para J.J.Jameson, um velho conhecido dos leitores de Spider-Man.



 


Autora de um livro muito bem sucedido, Carol sofria, nestes primeiros tempos, de pequenos blackouts, frutos do acidente com a máquina Kree acima mencionada. 

Sem saber a parte humana de Carol cedia o lugar à sua metade Kree, a qual assumia total controlo da sua personalidade nesse período**

Carol apenas terá plena consciência do seu lado Kree em Ms. Marvel #3 (Vol1, de 1977), mas continuará a assumi-lo como uma parte distinta de si própria. 

A sua mente fracturada apenas será unificada em pleno em Ms Marvel #13 (Vol1, de 1978), por acção da deusa olimpiana Hecate, que a fará ver a verdade de uma vez por todas.


 


Uma heroína completa, Carol irá fazer diversos team-ups com Spider-Man, os Defenders e até com Mar-Vell, antes de ser convidada pelos Avengers para ocupar a vaga deixada pela partida da Scarlet Witch nas páginas de Avengers #183 (Vol 1, de 1979), já no seu novo uniforme preto e vermelho (que estreou em Ms. Marvel #20, um ano antes).


 



Já antes disso, e no seu uniforme original (que nada mais era do que uma mera versão feminina do icónico fato azul e escarlate de Mar-Vell), Carol havia auxiliado os Avengers em confrontos com o Ultron, Tyrak e aquela que seria a mais mortífera ameaça ao universo a surgir desde Thanos, o ser conhecido como Korvac. 

Como membro de facto dos Avengers, Carol enfrentou o Grey Gargoyle, o Absorbing Man, o feiticeiro Mordred, os Elements of Doom, entre muitos outros. 

Carol abandonaria os Avengers após uma estranha e súbita gravidez (Avengers #199-200, Vol 1, de 1980), na qual daria à luz o seu próprio violador, Marcus Immortus (uma das muitas incarnações do clássico vilão temporal dos Avengers, Kang, que ela voltaria a encontrar durante a sua terceira estadia como efectiva dos heróis mais poderosos da Terra). 


 


Sob coerção mental, Carol abandona a sua vida na Terra e parte para viver com Marcus no Limbo temporal. 

A partir daqui a sua vida será sempre a descer. 

Ela regressará à Terra, após a morte de Marcus, procurando uma nova vida para si em São Francisco, mas acabará por ter os seus poderes e memórias absorvidas após um confronto com a Rogue (na época ainda vilã). 

Esta, parte integrante da Brotherhood of Evil Mutants, tinha sido enviada por Mystique (uma inimiga de longa data de Carol) para eliminar a nossa heróina.



Facto que só não conseguirá consumar graças à interferência da Spider-Woman (Jessica Drew) como visto nas páginas de Avengers Annual #10 (Vol 1, de 1981). 

Apesar de viva, a mente de Carol era agora uma tábua rasa. 

O Professor X, dos X-Men conseguirá restaurar as memórias, mas a conexão emocional de Carol a elas havia desaparecido por completo.

Sem mais nenhum sítio para onde ir, a agora humana Carol irá permanecer com os X-Men, acompanhando-os em algumas das suas missões, fazendo-se valer da sua experiência militar para os ajudar nas mesmas.

Será precisamente numa dessas missões que Carol será capturada e experimentada pela raça alienígena conhecida como Brood. 

Como resultado dessas experimentações, que vão despertar o lado Kree da nossa heroína, Carol irá obter poderes muito superiores aos que havia tido enquanto Ms Marvel. 


 


Assumindo a identidade de Binary, Carol Danvers decide permanecer no espaço, juntando-se aos Starjammers (em Uncanny X-Men #163-164, Vol 1, de 1982), um grupo de justiceiros galácticos.

Eventualmente, Carol não apenas regressa à Terra, como aos Avengers, adoptando uma nova identidade (e uniforme), a de Warbird, auxiliando na batalha contra a feiticeira Morgan Le Fay (Avengers #1-3, Vol 3, de 1998).

Com os seus poderes de Binary a desvanecerem e a regressarem aos níveis de Ms Marvel, Carol irá virar-se para o alcoolismo, facto que a levará a abandonar os Avengers por uma segunda vez nas páginas de Avengers #7, Vol 3, um ano mais tarde (sobretudo por temer ser expulsa do grupo).



 


Carol passou algum tempo como chefe de segurança do Projecto Pegasus, voltou (por uma terceira vez) aos Avengers e finalmente confrontou Marcus Immortus, que havia renascido como o segundo Scarlet Centurion.

Danvers, que reassumiu a identidade de Ms Marvel, fez as pazes com a agora heróica Rogue durante a saga Maximum Security, que envolveu os Kree***, nomeadamente Ronan e o Supremor. 

2005 seria um marco na carreira de Carol, pois seria a primeira vez que ela assumiria o nome de Captain Marvel (House of M #2, Vol 1), embora tal tenha acontecido numa versão alterada da nossa realidade. 

Após tudo ter sido restaurado à normalidade, Carol Danvers irá finalmente perceber todo o potencial que tinha dentro de si. 

Ainda como Ms Marvel, e após a Civil War, ela irá assumir pela primeira vez o manto da liderança no que aos Avengers diz respeito (Mighty Avengers #1, Vol 1, de 2007), assim como irá ainda liderar a sua própria secção da S.H.I.E.L.D (com direito a um mini-Helicarrier), apelidada de Operation: Lightning Storm (dela faziam parte Machine Man, Sleepwalker e diversos agentes da S.H.I.E.L.D). 


 


Esta última equipa faria a sua primeira aparição nas páginas de Ms Marvel #13, Vol 2, de 2007. 

Pelo meio, Carol ganharia um parceiro ocasional em Wonder Man e uma sidekick na jovem Aranã. 

Eventualmente e após os eventos de War of Marvels (Ms Marvel #41-46, Vol 2, de 2009) e Church of Hala (Ms Marvel #48-50, Vol 2, de 2010), envolvendo duas das maiores adversárias de Carol, as vilãs Moonstone e Mystique respectivamente, a nossa heroína dará finalmente o salto... 

Depois de um breve encontro com um renascido Mar-Vell durante o AVX, Carol assumirá definitivamente a identidade de Captain Marvel, fazendo a sua estréia definitiva no papel (com direito a um belo uniforme que resgata as cores do icónico design de Don Heck, mas trazia de volta o elmo militar Kree), nas páginas de Avenging Spider-Man #9, Vol 1, de 2012. 


 


Como Captain Marvel irá manter-se como integrante de diferentes unidades de Avengers, mas também juntar-se-à a novas equipas, ajudando a fundar os cósmicos Ultimates (que tinham Monica Rambeau como membro também), a 100% feminina A-Force e a versão espacial da Alpha Flight (da qual é co-líder junto com Abigail Brand). 

Carol voltou a servir de mentor para duas jovens que procuraram assumir o seu manto anterior de Ms Marvel. 


 


A primeira, Tsu-Zana (a.k.a Ultragirl), também ela meia-Kree, adoptaria o fato original de Ms Marvel de Carol nas páginas de Avengers The Initiative #12, Vol 1, de 2008. 

Contudo, o advento de Dark Reign vai fazer com que Tsu-Zana perca o uniforme para Karla Soften. 

A anteriormente conhecida como a vilã Moonstone será nomeada como a Ms Marvel dos Dark Avengers (posição que ocupou de 2009 a 2010). 


 


A segunda, a inhuman Kamala Khan, uma grande fã de Carol Danvers, tornar-se-ia na nova Ms Marvel (no one-shot All-New Marvel Now! Point One, em 2014).

Kamala, ao contrário de Tsu-Zana teria múltiplas aventuras com Carol. 



 


A nível de poderes, as habilidades iniciais de Carol eram muito semelhantes às de Mar-Vell após este ter recebido o boost cósmico de Eon, incluindo força, resistência e velocidade acima da média, assim como capacidade de voo. 

Carol conseguia fazer disparos de energia fotónica, absorver energia e tinha um sexto sentido muito semelhante às consciência cósmica de Mar-Vell. 

A manipulação sofrida às mãos da Brood aumentou as suas habilidades consideravelmente. 

As suas rajadas passaram a ser de natureza cósmica e o seu aspecto tornou-se mais flamejante. 


 


Quando estes poderes de Binary se desvaneceram, as habilidades Kree de Carol voltaram aos seus níveis regulares, se bem que o sexto sentido se tenha desenvolvido um pouco mais e em certas situações Carol consiga aceder à energia e forma cósmica da fase Binary.

Durante um curto espaço de tempo, Carol viu-se impedida de voar, por causa de um dano cerebral, pelo que usava uma versão modificada da Flying Motorcycle dos Avengers (normalmente usado pelo Captain America ou pelo Hawkeye).


 


Carol tem uma longa lista de inimigos, quer como Ms Marvel, quer como Captain Marvel. 

Entre aqueles que mais se destacaram temos: Thanos, Yon-Rogg (como Magnitron), a Brood Queen, os Skrulls, Modok, os Mandroids, Moonstone, Warbird (uma Carol de uma Terra alternativa), Mystique, Deathbird, entre muitos outros.


 


Existem numerosas versões alternativas de Carol no multiverso mas as mais relevantes são as seguintes: A Carol da Earth X (parte da Real Marvel), a Lady Marvel (Queen's Vengeance), a Sentress (parceira do Sentry), Captain America II (Carol tomou o lugar de Steve Rogers no Mangaverse depois deste ter sido morto por Doom), a demoníaca Ms Marvel dos Revengers (Cancerverse) e a Ms Marvel da transdimensional Weapon X (amante do King Hyperion e inimiga dos Exiles).


 


Como Ms Marvel Carol Danvers teve direito a duas séries ongoing: a primeira durou 23 edições (de 1977 a 1979) e a segunda durou 50 (de 2006 a 2010). 

Para além disso teve ainda dois one-shots, um anual e um Giant-Size, tudo isto entre 2006 e 2009.


 


Como Captain Marvel, Carol já protagonizou três ongoings intitulados Captain Marvel (com 17, 15 e 10 números respectivamente) de 2012 a 2016, assim como um chamado Mighty Captain Marvel (10 issues em 2017) e o actual apelidado de The Life of Captain Marvel. 

Carol teve ainda uma mini-série de 4 números em 2015 chamada Captain Marvel and the Carol Corps.





Carol Danver fez a sua primeira aparição animada na série dos anos 90 dos X-Men, na qualidade de Ms Marvel. 

Como Ms Marvel a personagem faria ainda diversas aparições desde 2009 em programas com Marvel Squad e Avengers: Earth's Mightiest Heroes. 

Já como Captain Marvel, Carol participou na série Avengers: Ultron Revolution e em dois filmes animados. 


 


Danvers vai ser a primeira Captain Marvel a ser representada em live-action (2019), depois de já se ter estreado no Marvel Universe Live! (uma apresentação teatral itinerante). 
No que ao mundo dos jogos de vídeo diz respeito, Carol marcou presença em Marvel Ultimate Alliance 1 e em mais outros 18 títulos envolvendo personagens da Marvel, incluindo Marvel vs Capcom: Infinite. 

Como seria de se esperar, Carol tem inúmeras estatuetas e figuras de acção que a representam nas suas duas identidades, como a Ms Marvel original e como a sétima Captain Marvel.
A jeito de curiosidade convém referir que Karl Soften usou o uniforme de Captain Marvel de Carol muito brevemente durante uma aventura da segunda formação dos Dark Avengers numa Terra alternativa bastante hostil.  

Ainda dentro do universo Marvel 616 temos que falar do jovem Mel-Varr, um Kree de pele azulada, que era grande fã de Mar-Vell. 

Na verdade, ele era tão fã que decidiu viajar para a Terra de forma a tornar-se um herói, assumindo a identidade de Captain Kree (Moon Girl and Devil Dinosaur #7, Vol 1, de 2016). 





Antes de encerrarmos esta nossa já longa retrospectiva do Captain Marvel convém falar de alguns dos Captain Marvels mais relevantes do Multiverso da Marvel.

Começámos com Marvin Ellwood, o filho terráqueo de Mar-Vell, a quem foi dado o manto de Captain Marvel por Uatu. 

Marvin existia no Mangaverse e ajudou  a salvar aquela Terra de ameaças como Galactus e Kreega (o Super-Skrull), antes de ser morto pelos ninjas místicos da Hand. 

Marvin usava as Nega-Bands de Mar-Vell e tinha todos os seus poderes, mas era muito novo e inexperiente. 

Ele seria o Captain Marvel do Mangaverse de 2002 a 2006. 


 


Na Terra 71166 o manto de Captain Marvel seria tomado pela humana perfeita conhecida como Ayesha. 

Ela faz parte de um grupo de Avengers que protege não apenas a Terra, mas todo o universo conhecido.


 


Numa Terra sem Avengers ou Pym, Janet é integrante dos Defenders e a Captain Marvel de serviço. 

O seu uniforme é uma mistura de um dos mais recentes que a sua versão da Terra 616 usou como Wasp e brevemente como Doctor Spectrum.

Como visto na imagem, Janet tem as suas próprias Nega-Bands.


 


Por último, é importante referir que o legado de Mar-Vell também serviria de inspiração para um duo de vilões.

Falo do Captain Atlas e da Dr Minerva. 

O primeiro, de nome Att-Lass, usava o primeiro uniforme de Mar-Vell e tinha como principal objectivo a obtenção das Nega-Bands de Mar-Vell (objectivo que acabaria por falhar). 

A segunda, Minn-Erva fez a sua primeira aparição em 1977, nas páginas de Captain Marvel #50, Vol 1. 

Criada por Scott Eldeman e Al Milgrom, a cientista veio à Terra com o intuito de procurar encontrar uma solução para o beco evolucionário no qual os Kree se encontravam. 

Falhando nisso, a Dr Minerva (que adoptou o fato original da Ms Marvel) faria dupla com Att-Lass, um oficial Kree, que assumiria o nome de Captain Atlas***

Att-Lass faria a sua primeira aparição em 1990, nas páginas de Quasar #9 (Vol 1), criado por Mark Gruenwald e Mike Manley. 

Ambos tentaram roubar as Quantum Bands do Quasar (Wendell) e as Nega-Bands de Mar-Vell. 

Os dois faziam parte da Starforce Kree que enfrentou os Avengers e a Imperial Guard durante a Operation: Galactic Storm. 

O duo agiria em parceria pela última vez contra o Silver Surfer, antes de seguirem caminhos separados. 

A Dr Minerva tentaria capturar um Inhuman para o estudar, apenas para ser detida pelo Spider-Man e pela Ms Marvel (Kamala), ao passo que Atlas adoptaria a armadura e identidade do Titanium Man (o terceiro a fazê-lo e o primeiro não terráqueo), acabando vaporizado por um dos vilões do Iron Man, o Unicorn. 


*Nota: Existe um outro filho de Mar-Vell chamado Dorrek VIII. Filho do guerreiro Kree e da princesa Skrull Anelle, este foi o único que optou por não seguir as pisadas do pai.
Contudo ele continua a agir como herói na Terra, sendo um dos fundadores dos Young Avengers.


**Nota: Após absorver as memórias de Carol, Rogue vai ficar ela própria com a mente fracturada, ao ponto de parecer que estava a partilhar o corpo com a verdadeira Danvers e não apenas as suas memórias. 
A Rogue vai herdar ainda certas habilidades de Carol, nomeadamente a capacidade de voo, a força, resistência e o sexto sentido.


***Nota: Alguns Kree davam-se pelo nome de Ruul nesta altura. 


****Nota: Captain Atlas é uma homage ao nome anterior da Marvel Comics que era, Atlas Comics.






Posted on segunda-feira, agosto 06, 2018 by Ivo Silva

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segunda-feira, 2 de julho de 2018



 


Após a morte do guerreiro Kree, a Marvel Comics não tardou a apresentar aquele que seria o seu substituto...ou antes substituta. 

Nas páginas de Amazing Spider-Man Annual #16 (Vol 1, de 1982) surge Monica Rambeau, uma tenente inserida no corpo policial de Nova Orleães que se vê envolvida num estranho acidente com uma perigosa arma de origem criminosa.

Bombardeada pelos raios da mesma, Monica transforma-se, ao bom estilo da Marvel, numa meta-humana capaz de manipular e assumir a forma de qualquer tipo de luz. 

Capaz de voar, tornar-se intangível, atingir velocidades vertiginosas e emitir potentes disparos energéticos, esta nova Captain Marvel é uma personagem bem distinta do seu antecessor.  

Monica não possui a consciência cósmica concedida por Eon a Mar-Vell, nem o título de protectora do universo. 

Tal tarefa passará a recair sobre um outro herói, Wendell Vaughn, a.k.a Quasar*.


 


Criada por Roger Stern e John Romita Jr, a nova Captain Marvel destaca-se ainda por ser uma as heroínas negras de maior relevância neste período (a par da Storm, líder dos X-Men).

Integrada na equipa dos Avengers, primeiro a nível provisório (Avengers #227, Vol 1, de 1983) e depois a definitivo (Avengers #231, Vol 1, também em 1983) após uma contenda com o vilão Plantman, Monica eventualmente seria nomeada por não outro que o próprio Captain America para servir como chairperson (líder) do grupo após os eventos de Avengers Siege, que viram a mansão dos heróis ser atacada pelos Masters of Evil. 



 


A equipa liderada por Monica era constituída por alguns pesos pesados do universo Marvel, nomeadamente: a She-Hulk, o Namor, o Thor, o Captain America, o segundo Black Knight e o místico Doctor Druid. 

Para além disso, os Avengers de Rambeau contavam ainda com Marrina (antiga integrante dos canadianos Alpha Flight) na categoria de membro reserva. 

Como líder dos Avengers, Monica irá guiar a equipa em múltiplas aventuras, desde uma contenda com os X-Men (por causa de Magneto), até a uma épica batalha contra um novo e aprimorado Super-Adaptoid (um velho inimigo da equipa) e os aliados robóticos deste (o grupo conhecido como Heavy Metal).

Será ainda sobre a liderança de Monica que se dará a mudança do Q.G dos Avengers de Nova Iorque para a ilha artificial conhecida como Hydrobase.


 


Após uma batalha com uma versão monstruosa de Marrina a ter deixado debilitada fisicamente, Monica vai ver a sua liderança ser usurpada pelo Doctor Druid, que desejava mais que tudo liderar os heróis mais poderosos da Terra (ele andava a minar a autoridade da Cap desde o início).

Isto dará origem a uma storyline que vê Monica inconsciente e incapaz de impedir que Druid, manipulado por Ravonna quase destrua os Avengers (Avengers #293 a 297). 

A equipa e a Captain irão recuperar, mas Monica não voltará à equipa tão cedo, optando pelo status de reserva.


 


Curiosamente, ela liderará um grupo de Avengers reservas (constituído pela Moondragon, Hellcat, Black Widow e Firebird) contra o Awesome Android durante a saga Acts of Vengeance.

Monica seria ainda um dos Avengers envolvidos na Operation: Galactic Storm, durante a guerra Kree/Shi'ar em 1992 (ela será líder de um dos três contingentes).

Na conclusão desta história, a Captain Marvel irá tomar o partido do Captain America, opondo-se à execução da Supreme Intelligence dos Kree pelos seus crimes de genocídio contra o seu próprio povo.


 


Em 1996, a carreira de Monica como Captain Marvel chegaria ao fim nas páginas de Avengers Unplugged #5 (Vol 1), onde por respeito à memória de Mar-Vell, ela irá ceder os direitos do nome ao filho deste. 

Monica passará a atender pelo nome de Photon e mais tarde Pulsar, continuando a fazer parte de diferentes incarnações dos Avengers, assim  como ajudando a fundar novas equipas como a Nextwave (2006) e os Ultimates (2015).

Ao contrário do que se sucedeu com Mar-Vell, Monica não teria direito a um título ongoing, mas teria dois one-shots em 1989 e 1994, para além de uma participação bastante relevante na mini-série de 2009, Marvel Divas (aqui já como Photon).

Entre os maiores inimigos da segunda Captain Marvel contam-se Moonstone (Karla Sofen), Blackout e Nebula. 

Esta última, auto-proclamada neta de Thanos, estabeleceu um feudo bastante curioso com Monica.

Uma tentativa de fazer os leitores recordarem a rivalidade entre Mar-Vell e Thanos, talvez? 

Monica teria direito à sua própria action figure e a uma presença no jogo War of Heroes, ambas sob a identidade de Spectrum. 


 


Após os eventos de 1996 acima mencionados, o título de Captain Marvel será passado para as mãos ainda jovens e inexperientes do Eternal de Titan conhecido como Legacy. 

Este Legacy, criado por Ron Marz e Joe Phillips e que faria a sua estreia nas páginas de Silver Surfer Annual #6 (Vol 1, de 1993) nada mais era do que o filho de Mar-Vell e Elysius (embora de início a mãe lhe tenha dito que o pai era Starfox).

Impulsivo e imaturo devido ao facto de ter sido alvo de um crescimento acelerado, pela mãe temer que os inimigos de Mar-Vell atentassem contra a sua vida, Genis-Vell irá receber as Nega-Bands do pai e assumirá o nome de Captain Marvel, procurando honrar a memória de um pai que nunca conheceu.

Genis receberia o seu próprio título ongoing em 1995, ainda ostentando o nome de Legacy (embora a comic se chamasse Captain Marvel). 

O comic não durou mais do que 6 issues, sendo cancelado rapidamente devido às fracas vendas no ano seguinte.

Depois disso, e já como Captain Marvel, Genis fez aparições exporádicas nos títulos de outras personagens cósmicas como o Adam Warlock e o Silver Surfer. 


 


Seria o advento da Destiny War (na maxi-série Avengers Forever que iria ser publicada de 1998 até 2000 num total de 12 issues), que traria Genis de volta à ribalta. 

Ostentando a consciência cósmica de Mar-Vell e um traje mais similar ao popular uniforme de Mar-Vell da década de 70, Genis seria integrado nos Avengers e, mais importante que isso, vir-se-ia associado/fundido a Rick Jones, num claro nod ao passado. 

Contudo, a relação entre Rick e Genis era muito distinta da que o primeiro tinha com Mar-Vell.

Primeiro, Rick era agora o indivíduo mais experiente da dupla. 

Segundo, quando ambos trocavam de átomos ao colidirem as Nega-Bands, um deles ia parar não à inóspita Negative Zone, mas antes a um dos muitos mundos do Microverse.


 


Junto com um novo cast de personagens que incluíam Moondragon, Drax, Adam Warlock e Marlo Chandler, o terceiro Captain Marvel irá ganhar uma segunda revista ongoing. 

Captain Marvel Vol 4 contará com 36 issues (incluindo um nrº0), iniciando-se em 1999 e terminando em 2002, altura na qual o 5º volume será lançado nas bancas.

Este 5º volume conduzirá Genis às suas raizes Kree, fazendo-o juntar-se ao exército dos mesmos e passar a ostentar uma versão upgrade do uniforme verde e branco que Mar-Vell usou na década de 60.


 


Este é um tempo de um Genis insano, devido à sua incapacidade de lidar com o vasto poder da consciência cósmica. 

É o tempo de um Genis que a mando das entidades Entrophy e Epiphany destrói o multiverso.

É o tempo de Genis devastar um dos muitos mundos do microverso (onde habitava Zhib-Ran, a.k.a o Hyperion do universo 616). 

Eventualmente, o multiverso será restaurado, ainda que com ligeiras alterações.

Genis tem agora uma irmã gémea na figura de Phyla-Vell. 

Criada por Peter David e Paul Azaceta, Phyla faria a sua primeira aparição nas páginas de Captain Marvel #16 (Vol 5) corria o ano de 2003. 


 


Com o irmão a tornar-se numa espécie terror galáctico (fruto do seu uso da consciência cósmica acima mencionado), Phyla irá reclamar para si o título de Captain Marvel e uma luta terrível entre os dois terá lugar (Captain Marvel #17-18, Vol 5). 

Uma luta que irá envolver ainda Starfox, Elysius, Mentor e Rick Jones que procuravam restabelecer Genis ao seu perfeito juízo.

Algo que irão conseguir fazer, para gaúdio dos grandes impérios galácticos que temiam o poder de Genis.

Genis renasce com uma versão branca e preta do seu segundo uniforme. 

Phyla mantém o título de Captain Marvel (ela que tem também uma versão das Nega-Bands), mesmo depois disto e pela primeira vez temos dois Captain Marvels em simultáneo no universo 616. 


 


Um título que voltará a ficar vago com o último número do 5º volume de Captain Marvel (o 25, em 2004). 

Genis será separado de Rick pela entidade Expediency e procurará atenuar pelos seus múltiplos actos de homicídio como Captain Marvel, juntando-se aos Thunderbolts (New Thunderbolts #6, Vol 2, de 2005) com uma nova identidade, a de Photon, e um novo uniforme (já sem as Nega-Bands).


 


Contudo, a insanidade volta e Genis acabará por ser morto pelo Baron Zemo (na posse das Moonstones), ao ter o seu corpo dividido pela dimensão da Darkforce nas páginas de Thunderbolts #100 (Vol 1, de 2006). 

Quanto a Phyla esta irá estabelecer uma relação amorosa com a Moondragon e juntar-se-à a inúmeros outros heróis na batalha contra a Annihilation Wave de Annihilus.

Será no decurso desse conflito que ela irá ser escolhida para ostentar as Quantum Bands (que dissolvem as suas Nega-Bands) do falecido Wendell Vaughn e tornar-se não só na nova Quasar, como também na nova protectora do universo.


 


Como Quasar II, Pyhla-Vell não só ganha uma mini-série em 2007, como se junta aos Guardians of the Galaxy. 

Eventualmente, Phyla vai ser escolhida para ser o avatar da entidade cósmica conhecida como Oblivion, após uma morte surprendente às mãos de Mentor, o pai de Thanos (curiosamente, o avatar anterior tinha sido Maelstorm, um dos maiores inimigos do Quasar original).


 


Muito mais agressiva, mas igualmente mais poderosa, Phyla vai seguir a tradição do seu irmão gémeo e volta a mudar de nome, assumindo a identidade de Martyr e um aspecto bastante mais sinistro. 

Como o irmão também Pyhla-Vell morrerá (novamente), mas às mãos do maior inimigo de Mar-Vell , um renascido Thanos (nas páginas de Guardians of the Galaxy #24, Vol 2, de 2010). 

O espírito de Phyla-Vell foi, no entanto, mostrado como tendo sido preservado no interior da Soul Gem. 

Tanto Genis como Pyhla demonstraram ser bastante mais poderosos que o Mar-Vell. 

Genis mostrou-se capaz de criar ilusões massivas, modificar matéria e até mesmo aumentar de tamanho usando a consciência cósmica. 


 


No entanto, tais habilidades custaram-lhe, como já foi mencionado atrás a sua sanidade. 

Pyhla fazia um uso mais básico da consciência cósmica e era por isso muito mais estável que o irmão, mas não tão poderosa. 

Genis chegou a usar uma pistola kree que canalizava a energia cósmica/psiónica do seu corpo. 

Pyhla, por sua vez para além das Quantum Bands detinha ainda a Quantum Sword, a expressão máxima do seu poder. 

Com o seu renascimento como avatar do Oblivion ela deixará de poder usar as Quantum Bands, mas mantem a espada. 

Agora chamada de Oblivion Sword.


 


De 1993 a 2006, Genis reúne um contingente bastante variado de adversários que incluem: Fredd (uma versão maligna sua), Ely-Vell (o seu próprio filho imortal), Karl Coven, Zhib-Ran, Una-Rogg, Visalia e o Psycho-Man. 

A sua irmã irá ter que se haver de 2003 a 2010 com Annihilus, a Universal Church of Truth, Maelstorm, a Phalanx, Ultron e o Super-Adaptoid, entre muitos outros. 

Ambos terão que lidar com Thanos e contariam ainda com o lado sombrio de Adam Warlock, Magus, como o maior dos seus inimigos.
Genis-Vell foi personagem jogável na versão PSP de Marvel Ultimate Alliance e contou com duas action figures até ao momento. 

Phyla-Vell não teve qualquer action figure até ao momento, mas esteve presente em dois jogos: War of Heroes e Avengers Alliance. 

Para além disso, ela marcou presença num dos episódios de Avengers: Earth's Mighthiest Heroes, na qualidade de Quasar e como parte dos Guardians of the Galaxy.
Seguir-se-iam inúmeros impostores Skrulls até termos um puro Kree e a primeira humana com a qual Mar-Vell se cruzou a seguirem os passos dos gémeos e adoptarem o nome de Captain Marvel.

Mas isso é uma história para a próxima parte da nossa retrospectiva: De Ms Marvel para Captain Marvel!

*Nota: O primeiro Quasar moldaria os seus futuros uniformes para serem mais semelhantes aos do falecido Mar-Vell, como de resto se pode ver em Quasar #18 (Vol 1) e Quasar #26 (Vol 1), ambos de 1991.  


  











Posted on segunda-feira, julho 02, 2018 by Ivo Silva

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