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segunda-feira, 26 de novembro de 2018





Desenvolvido pela Dimps e lançado pela Banpresto, Bandai, Namco e Atari para o GBA em 2004, Dragon Ball Advanced Adventure é um jogo de aventura e plataformas, com pitadas de fighting game pelo meio.

Ao contrário da maioria dos jogos baseados na popular licença nipónica do Dragon Ball, este título não explora as aventuras do jovem Goku e dos seus amigos na época do Z, mas antes volta atrás no tempo preferindo abordar as primeiras sagas da série original. 


 


Dragon Ball Advanced Adventure começa com o encontro entre um bastante jovem Goku e Bulma, passando não só pelos confrontos com o Imperador Pilaf e com a maléfica organização do Red Ribbon Army, mas também  pelos duelos com o mortal Mercenary Tao e pelas participações nos Torneios de Artes Marciais. 

O jogo culmina na épica batalha contra um dos maiores vilões do Dragon Ball original, o infame namekiano, Demon King Piccolo.


Com gráficos bastante coloridos e com uma estética que em tudo nos faz recordar o velho anime e manga da década de 80, Dragon Ball Advanced Adventure brilha ainda pelo seu gameplay.


 


Goku, a personagem principal e a única disponível de início (completando o jogo podemos desbloquear Krillin como segunda personagem), tem um controlo que roça a perfeição. 

Os seus saltos são precisos e os ataques eficazes e variados.

Goku, tal e qual como no anime ou na manga, é capaz de desferir potentes socos e pontapés, assim como projectar os seus adversários. 

Estes ataques colocam a maioria dos oponentes k.o. 

A isso se junta a capacidade de golpear em corrida, ao bom estilo de jogos como Golden Axe ou Streets of Rage. 

Esta habilidade permite ao nosso protagonista quebrar a defesa dos inimigos mais astutos e resilientes que encontrará pelo caminho.


 


Para além destes ataques mais normais (que incluem ainda golpes aéreos), Goku pode ainda usar o seu icónico bastão extensível ou o seu famoso Kamehameha. 

O bastão está disponível desde o início e serve não apenas como arma de ataque, mas também como forma do Goku aceder a plataformas mais elevadas. 

O Kamehameha funciona como Charge Attack, sendo que quanto mais tempo mantivermos o botão de ataque pressionado, mais poderora será a onda de energia libertada. 


 


O Kamehameha é desbloqueado mais para a frente com a conclusão do treino levado a cabo com o Mestre Roshi. 

Este constituí, sem sombra de dúvida, a arma mais poderosa do nosso arsenal. 

Contudo, tanto o bastão, como a popular onda de energia consomem Ki, pelo que não podem ser usados de forma leviana. 

Goku tem uma barra de energia que uma vez vazia, faz com que ele perca uma vida. 


 


Felizmente, o jogo está repleto de itens, maioritariamente simbolizados por cápsulas que nos permitem não apenas restabelecer a nossa vida e Ki, mas também tornar os nossos ataques mais potentes e o nosso protagonista mais resistente. 

O jogo é de facto bastante generoso no que diz respeito a vidas extra e energia (representada pela maçã, pelo hamburger e pelo frango, como não poderia deixar de ser neste género de jogos). 




Os adversários contra os quais Goku tem que medir forças são retirados directamente da série e vão desde o mais comum rufia e membro do Red Ribbon Army, até aos demónios criados por Piccolo ou aos mais variadíssimos mechas de Pilaf. 

A animação de todos eles, assim com a de Goku, é de facto excepcional e de grande qualidade. 

Como não poderia deixar de ser cada nível normalmente encerra com uma luta contra um Boss final.


 


Embora a força bruta e agilidade resulte contra a maioria deles, existem alguns contra os quais é necessário recorrer a uma certa estratégia se os quisermos vencer (o exemplo mais claro disto é o monstro no nível da torre do General White). 

Como já referimos, Dragon Ball Advanced Adventure tem gráficos muito coloridos e polidos, com os seus níveis a representarem na perfeição muitas das localizações mais relevantes da série na qual se baseia. 


 


De notar que todas as localizações já se encontram presentes num belo mapa-mundo, bastando ir desbloqueando-as uma a uma para as tornar acessíveis para jogar.

Os níveis, que podem ou não ter tempo limite, alternam entre o longo e o curto, o que permite quebrar uma possível monotonia que poderia existir.

Ainda com esse propósito de quebrar a monotonia em mente, os referidos níveis são bastante variados no que ao gameplay diz respeito. 

Temos níveis onde o foco incide nas plataformas, outros onde Goku, montado na sua nuvem mágica, leva a luta aos céus e por último aqueles onde apenas temos uma luta singular pela frente. 


 


Os primeiros são obviamente os mais longos e abundantes no jogo. 

Dentro destes temos dois tipos: aqueles em que temos que derrotar os inimigos para alcançar o fim do nível propriamente dito e os desafios contra-relógio durante os treinos com o Mestre Roshi.

São nos níveis de plataformas que podemos aceder a áreas secretas e apanhar os numerosos easter eggs presentes neste título. 


 


Os segundos são uma lufada de ar fresco e um bom uso para a nuvem mágica.


 


Os últimos são inevitáveis num jogo que se chama Dragon Ball e captam momentos chave da série como: os Torneios de Artes-Marciais, o desafio da bruxa Baba, o duelo mortal contra o mercenário Tao, o showdown no deserto com Yamcha ou a batalha final com o Demon King.

De salientar, que isto é apenas o modo história do jogo. 

Dragon Ball Advanced Adventure tem ainda um modo Multiplayer, um Battle Mode (no qual podemos usar as personagens desbloqueadas no modo principal*), um Survival Mode e ainda alguns mini-jogos (como por exemplo o desafio de apanhar a água sagrada do gato místico Korrin ou o de quebrar a rocha com o Mestre Roshi).


 


Em suma, para os fãs de Dragon Ball, jogos de plataformas e aventura em geral este é um título bastante sólido. 

Não é de todo um jogo difícil, mas é bastante divertido. 

Um jogo no qual a música facilmente fica no ouvido e nos remete para aquelas manhãs dos inícios dos anos 90 passadas a ver Dragon Ball na televisão. 

Um dos melhores títulos licenciados disponíveis para o GBA e nostalgia no seu estado mais puro e perfeito.



*Nota: Entre as personagens seleccionáveis para o Battle Mode temos: Goku, Krillin (também jogável no modo história), Jackie Chun, Mercenário Tao, Son Gohan (avó de Goku), Tien, King Piccollo e Cyborg Tao.



 

Posted on segunda-feira, novembro 26, 2018 by Ivo Silva

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quinta-feira, 30 de outubro de 2014



Seja qual for a cultura, seja qual for o país, todos eles partilham, no seu fascínio pelo oculto, da existência de casas assombradas por espíritos que já partiram deste plano terreno de existência. O termo “casa assombrada” não é exactamente o mais correcto. Local é, contudo, o mais adequado. 
 
Ora, é partindo desta premissa que, a poucos dias da celebração de mais um Halloween, vos pretendo mostrar, caros leitores, em como esta temática das assombrações influenciou o mundo dos jogos de vídeo. 


 



 A primeira incursão na cena das casas-fantasma, ocorreu no distante ano de 1972. Inserido num mash-up de jogos, Haunted House, veio com aquela que é considerada como a primeria consola doméstica, a MagnaVox Odyssey. 
Com personagens que não eram mais que dots luminosos e sem gráficos propriamente ditos, Haunted House era uma aventura na qual um detective tentava resolver um crime, evitando, simultaneamente, o fantasma que habitava o local. 
A característica mais interessante do título em si, e que era compartilhada pelos restantes jogos da consola, era o facto de os tais “gráficos” não serem mais que um mero plástico desenhado que se colocava no visor do televisor. 


 



 1982 trouxe-nos outro jogo intitulado Haunted House. Este era um stand alone, ao contrário do anterior e possuia gráficos, embora rudimentares. 
Lançado para a Atari 2600, consistia em tentar escapar da casa, propriamente dita, com a urna do Sr. Graves. Para isso, o jogador deve evitar, nos três cenários disponiveis, ser tocado pela tarântula, pelo morcego ou pelo espírito do próprio Sr. Graves.
 Ao fim de nove toques, o jogo terminaria. 


 




Mais elaborado, seria Ghost House, desenvolvido pela Sega em 1986, para a sua consola 8 Bits, a Master System. 
Parcialmente baseado em um éxito das arcades de 82, Monster Bash, este jogo conta a história do jovem Mick enquanto tentava derrotar cinco “Dráculas” (este é o nome que o manual dá aos vampiros). 
Cada nível tem, para além do inimigo vampiresco, inúmeros objectos inanimados que voam para acabarem com a vida da nossa personagem. Embora não muito memorável, este título foi um dos poucos a serem lançados na forma de Sega Cards (embora, mais tarde, fossem transportados para formato cartucho).



 


 Para a Famicon chegaria, em 1989, pelas mãos da Capcom, aquele que é considerado com o primeiro Survival Horror, o percursor de Resident Evil, Sweet Home.
Baseado em um filme nipónico com o mesmo nome, Sweet Home permitia-nos jogar, ao mesmo tempo, com diferentes personagens, ao estilo RPG, que estavam unidas por um objectivo comum, a fuga de uma mansão assombrada por todo o tipo de criaturas paranormais. O jogo, agora de culto, permaneceu desconhecido do público ocidental durante anos e só recentemente foi tornado disponível através da tradução levada a cabo por alguns entusiastas do género.


 


 Em 1993, a Konami lançou Zombies ate my Neighbors. Este título multiplataforma é uma ode aos filmes de horror dos anos 50 e 60. Como tal, a presença da tal casa assombrada faz-se sentir, via algo maior...um castelo. 
É lá que teremos o showdown final com o cientista louco, responsável pela libertação das criaturas sobre a populaça.

 

 



 Em 2002, na Gamecube, seria a Nintendo a lançar o seu próprio take no tema, que já havia explorado ao de leve.
 Colocando o protagonismo no medroso Luigi e tirando inspiração em filmes como Ghostbusters, a Nintendo vai desenvolver Luigi's Mansion. 
Um jogo que consistia em colocar o canalizador verde a capturar fantasmas com o seu Poltergeist 3000. Tal foi o sucesso do título que, em 2013, ganharia, finalmente, uma sequela.
 Dark Moon seria lançado para a 3DS, conseguindo muito boas reviews pelo caminho.


 






Com o passar dos anos a ideia de casa assombrada seria explorada em muitos outros jogos e serviria de temática principal em muitos deles. Super Mario World trairia as ditas casas para o universo do canalizador, com os seus hilariantes e assustadiços Boos e Big Boos, que já tinham feito uma aparição nas fortalezas de Super Mario Bros 3.
 Resident Evil explora a ideia de uma mansão repleta de segredos e criaturas sobrenaturais, nos títulos iniciais da série, 0 e 1. 
Séries como Splatterhouse, Castlevania, Alone in the Dark, Ghostbusters, Clock Tower ou Fatal Frame jogam com essa ideia também, de uma maneira ou de outra.
Quer seja castelo, quer sejam vampiros, fantasmas ou demónios, existe sempre algo de sobrenatural para lutar e tentar fugir de...


Escrito por Ivo Silva

Posted on quinta-feira, outubro 30, 2014 by Ivo Silva

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