terça-feira, 13 de janeiro de 2026

 

 

 

A morte da Gwen Stacy em Amazing Spider-Man #121-122 (Vol 1, de 1973), às mãos do Green Goblin original (Norman Osborn), deixou o Peter Parker de rastos. 

Totalmente transtornado e em busca de vingança, ignorando os apelos desesperados do seu amigo Harry Osborn, que passava por graves problemas de toxicodependência na época, enquanto procurava descobrir o paradeiro de Norman Osborn. 

Como Spider-Man, Peter, descobre o esconderijo do Green Goblin e confronta o vilão, com uma fúria que o leva quase a ultrapassar o limite. 

Ainda assim, e mesmo que não tenha sido pela mão do aranhiço, o Green Goblin acaba por pagar pela morte da Gwen ao ser, empalado pelo seu próprio planador. 

Todavia, a vingança não traz a sua amada de volta e Peter regressa desolado ao seu apartamento, onde encontra Mary Jane à sua espera.

 

 

 

 

 

 

 

Embora, ele seja brusco e até cruel nas palavras que lhe dirige, ela percebe que ele está a sofrer e não o deixa sozinho nessa noite. 

 

 

 

Ela acompanha-o até ao funeral da jovem Stacy no número seguinte de Amazing Spider-Man, nunca deixando o seu lado e ajudando-o naquela que provavelmente estava a ser a pior altura da sua vida (tirando a morte do Tio Ben, anos atrás). 

 

 

 

Na época, a Mary Jane estava numa relação com o Harry Osborn. 

 

 

 

Uma relação que se foi-se deteriorando, quando as neuroses de Harry lhe levaram a assumir a identidade do Green Goblin e tentar vingar-se do Spider-Man (sobretudo depois de ter descoberto que Peter era o aranhiço, em Amazing Spider-Man #134, Vol 1, de 1974), por este ter "morto" o seu pai. 

Com o fim do romance com o Harry, Mary Jane começa a aproximar-se mais e mais de Peter. 

 

 

 

Durante uma festa de Natal, ela faz um flirt inocente com ele, mas ainda é óbvio que Peter não está pronto para se envolver novamente (Amazing Spider-Man #130, Vol 1, de 1974). 

 

 

 

Ela de qualquer das maneiras nutre sentimentos por ele, como admite mais tarde à Betty Brant. 

 

 


Ambos eventualmente começam a sair juntos, como namorados em Amazing Spider-Man #136 (Vol 1, de 1974), precisamente na mesma altura que Harry fez a sua estreia como o segundo Green Goblin. 

 

 

 

Ele coloca as vidas da Tia May, Flash Thompson e Mary Jane em risco, antes de ser detido e institucionalizado, regressando muito mais tarde, recuperado e sem lembranças do seu curto tempo como vilão. 

 

 

 

Peter e Mary Jane partilham um beijo apaixonado antes da partida deste, com Robbie Robertson, para Paris (Amazing Spider-Man #143, Vol 1, de 1975) numa viagem de trabalho para o Daily Bugle. 

 

 

 

 

 

 

 

Eventualmente, Peter pede Mary Jane em casamento (Amazing Spider-Man #182-183, Vol 1, de 1978), mas para sua surpresa e desgosto, ela recusa. 

 

 

 

Ela irá manter-se como interesse romântico, ainda assim, disputando essa posição com Betty Leeds (antes Betty Brant), cujo casamento não estava a correr muito bem. 

Contudo, Mary Jane eventualmente afasta-se, deixando Nova Iorque e embarcando em curtas relações e Betty volta para o marido. 

Mary Jane regressa à vida de Peter no meio de uma relação, de altos e baixos, que ele estava a ter com a criminosa, tornada heroína, Black Cat (Amazing Spider-Man #242-243, Vol 1, de 1983). 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Durante, um confronto com o Puma, que vai acontecer no meio do apartamento do Peter, Mary Jane irá revelar que desde a altura da morte do Tio Ben que sabia que ele era o Spider-Man e isso, juntamente com o passado que as mulheres da sua família têm com casamentos, foram os principais motivos para ela rejeitar a proposta (Amazing Spider-Man #257-259, Vol 1, de 1984). 

Será aqui que irá surgir também uma rivalidade entre ela e a Black Cat, com  Peter e Mary Jane a voltarem a tornar-se confidentes. 

 

 

 

Será no one-shot Spider-Man vs Wolverine, de 1987, que os dois irão reatar, e declarar o amor que ainda sentem um pelo outro (isto numa altura em que a relação com a Black Cat havia terminado e ela tinha partido para a Europa, em Spectacular Spider-Man #129, de 1987). 

 

 

 

 

 

Peter pede, por uma segunda vez a mão da Mary Jane em casamento, mas ela volta a recusar, demonstrando algum receio sequer na própria ideia e partindo de imediato para Pittsburgh, onde se iria encontrar com a sua irmã Gayle Watson (Amazing Spider-Man #290-292, Vol 1, de 1987). 

 

 

 

Contudo, e depois de ver a irmã encarcerada, Mary Jane percebe que permanecer sozinha ou fugir do compromisso não é a solução e liga para Peter, dizendo que o ama e se ele pode vir ter com ela a Pittsburgh. 

 

 

 

Peter ajuda-a a tirar a irmã da prisão (onde fora parar por causa do pai de ambas) e Mary Jane finalmente, e à terceira, aceita o pedido de casamento.

O dito casamento tem lugar finalmente nas páginas de Amazing Spider-Man Annual #21 (Vol 1, de 1987), com o casal a estar rodeado de familiares e amigos próximos.






Posted on terça-feira, janeiro 13, 2026 by Ivo Silva

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

 


Nunca diria, mas houve um tempo no qual uma equipa inteira de X-Men foi derrubada por um aríete. 

Este, uma das muitas defesas existentes na M Island, foi de longe a mais eficaz, derrubando todos os nossos heróis mutantes, excepção feita a Cyclops. 

 

 

 

 

 

Com os seus disparos ópticos e aparentemente com prática em lidar com oponentes de características bovinas, Cyclops vai destruir o preciso aríete de Magneto. 

Muito para tristeza deste.

 

 

Posted on quinta-feira, dezembro 18, 2025 by Ivo Silva

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terça-feira, 25 de novembro de 2025





 

O primeiro Doctor Spectro, criado por Joe Gill e Steve Ditko, fez a sua primeira aparição nas páginas de Captain Atom #79 (Vol 1, de 1966), ainda sob a alçada da editora Charlton Comics. 

 

 

 

 

 

Um cientista/doutor que desenvolveu uma tecnologia que visava usar o poder das cores para curar pacientes, Doctor Spectro vai ser ridicularizado pelos seus pares, ao ponto de desistir do seu emprego e passar a actuar como um artista de circo, o que lhe permitia testar a sua tecnologia no público. 

 

 

 

 

 

Conhecido como Master of Moods, cada cor projectada por Spectro dava acesso a uma emoção. Mesmo aqui, e apesar de aplaudido pela maior parte do público, havia sempre alguém a ridicularizar as suas capacidades, chamando-o charlatão. 

 

 

 

 

 

 

 

O seu espectáculo vai atrair também a atenção de alguns criminosos que pretendiam obter a sua ajuda para fazer alguns crimes. 

Contudo, Spectro recusa ajudar os meliantes. 

Os bandidos não gostam e atacam-o de seguida, fazendo-o cair sobre o seu próprio equipamento. 

 

 

 

 

 

 

 

Este acidente vai fazer com que ele absorva toda a energia do espectro de cores e levá-lo-à a um estado de fúria vingativa e insanidade, que o fará atacar a cidade, atraíndo a atenção do Captain Atom e dando início a uma batalha bastante equilibrada, na qual Spectro absorve demasiada energia e aparentemente desvanece no ar. 

 

 

 

A segunda, e última, aparição de Spectro dar-se-a em Captain Atom #81 (Vol 1, de 1966), com  o vilão a recuperar a forma física, pelo menos parcialmente, uma vez que agora ele se encontra dividido em cinco versões mais pequenas de si mesmo, cada uma com acesso a um determinado poder do espectro. 

 

 

 

Os cinco Spectro sequestram um satélite e roubam equipamento com o objectivo de se juntarem. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pelo caminho têm alguns confrontos com o Captain Atom e um destes Mini-Spectro (o púrpura) descobre que é o lado bom da personalidade, ao usar a sua luz para curar uma menina chamada Kathy. 

 

 

 

Com esta descoberta, o objectivo passa por ser reunirem-se os cinco, com o púrpura a assumir a liderança do corpo e com isso poderem voltar a usar a sua tecnologia para o bem. 

 

 

 

Segue-se um confronto com o Captain Atom no satélite, que resulta na reunião dos Spectros em um e na captura do vilão, que aparentemente parece ter desejos de reforma. 

Com a integração das personagens da Charlton Comics na DC Comics, o Doctor Spectro só volta a aparecer durante a Crisis in Infinite Earths, onde é revelado que ele pertence à Earth-4. 

Os eventos dessa saga trazem o fim deste Spectro, com um novo a surgir na New Earth que se forma após o Post-Crisis. 

Este novo Doctor Spectro inicialmente surge como uma ideia do General Wade Eiling. 

 

 

 

Um vilão imaginário para dar uma cover-story para o Captain Atom, que nesta versão é um herói governamental, com um cadastro militar manchado, para além de ser um homem fora da sua época (ao estilo do Captain America). 

Um vilão que travou uma guerra secreta utilizando tecnologia muito semelhante à de um vilão do Flash, o Rainbow Raider. 

 

 

 

 

 

Um repórter vai investigar a fundo e descobre o pai do Rainbow Rider, que foi quem criou a tecnologia das cores nesta versão, tinha um assistente de laboratório. 

Thomas Emery era esse assistente e alguém que usava a tecnologia em segredo para cometer certos golpes. 

 

 

 

A jornalista insinua que Emery é o Doctor Spectro, algo que ele nega (até porque não é verdade), mas para evitar mais investigações ele mata-a (Captain Atom #5, Vol 2, de 1987) e decide tornar-se no Doctor Spectro. 

 

 

 

Ele inicia uma crime spree de roubos, antes de tentar chantagear Eiling, uma vez que sabe que a backstory do Captain Atom é falsa, graças à jornalista. 

Ele tenta conseguir uma boa quantia de dinheiro do governo, de forma a ficar calado, e promete aposentar-se de seguida. 

 

 

 

Contudo, o Captain Atom descobre-o e facilmente vence o inexperiente vilão (Captain Atom #6, Vol 2, de 1987). 

 

 

 

Preso e com a cabeça colocada a prémio, tanto pelo Raibow Rider (irritado por Emery ter usado o seu equipamento), como por Eiling (que não quer pontas soltas), Emery encontra um aliado surpresa no Captain Atom, que ameaça todos os presos que tentem magoar o Doctor Spectro. 

 

 

 

Em Captain Atom #15 (Vol 1, de 1988), Emery vai ser forçado pelo governo a vestir-se outra vez como Doctor Spectro e defrontar o novo operativo governamental, Major Force, de forma a limpar a imagem pública deste. 

 

 

 

A meio do confronto fabricado entre ambos, o Captain Atom aparece. Quando a luta se estende para uma floresta fora do alcance das cameras, Major Force une-se a Spectro para dar uma major beatdown no Cap. 

 

 

 

Spectro, ainda sob a alçada do governo, vê o seu vencimento ser reduzido e aproveita que o Captain Atom está sem poderes para engendrar um plano que lhe dê dinheiro e vingança. 

Ele rapta Catherine Cobert, a porta-voz da Justice League Europe, e desafia o Cap, para um combate, mas uma vez mais perde (Captain Atom #34, Vol 1, de 1989). 

 

 

 

Ele brevemente faz team-up com o Major Force e com o Captain Atom para combater a organização terrorrista Kobra (Captain Atom #40, Vol 1, de 1990), antes de ser atacado e colocado num coma profundo por Charles Hendel, que assume o manto do Doctor Spectro em Captain Atom #50 (Vol 2, de 1991), na qual sofre uma derrota às mãos de um militar, nem sequer se chegando a testar contra o Cap. 

 

 

 

Emery eventualmente vai sair do seu coma e vai ser visto a importunar o Superman duas vezes, sem grande sucesso, a atacar um depowered Green Lantern (Kyle Rayner) durante uma tentativa falhada de escapar da prisão, a ser batido pelo Flash (Wally West) e a ter a sua alma sugada pelo demónio Neron, durante a saga Underworld Unleashed. 

Curiosamente, nunca mais o iremos ver em confronto directo com o Captain Atom. 

O primeiro Doctor Spectro, Pre-Crisis, tinha sido ele a desenvolver a sua própria tecnologia, sendo mestre total das emoções e com o poder de absorver energia para ficar mais forte e voar. 

Ele era também capaz de usar os seus raios para curar e consegui com êxito restaurar a sua forma física, assim como não tinha qualquer dificuldade em respirar no espaço. 

Os dois Doctor Spectros Pos-Crisis, roubaram e modificaram até alguma extensão a parafernália de um dos Rogues do Flash, o Raibow Raider. 

Eles usam uma motocicleta voadora e podem fazer projecções holográficas e controlar emoções em menor escala que o original. 

 

Leituras Essenciais:

 

Doctor Spectro (Charlton Comics) Pre-Crisis:

 Captain Atom #79 e 81, Vol 1, de 1966 - Relatam a sua origem e os seus primeiros (e únicos) confrontos com o Captain Atom. 

 

Doctor Spectro I (DC Comics) Post-Crisis:

Captain Atom #5-6, Vol 1, de 1987 - A origem do primeiro Doctor Spectro e a sua primeira batalha com o Captain Atom.

Captain Atom #15, Vol 1, de 1988 - Spectro faz team-up com o Major Force contra o Captain Atom.

Captain Atom #34, Vol 1, de 1989 - Spectro tenta a sua sorte contra um Captain Atom depowered. 

 

Doctor Spectro II (DC Comics) Post-Crisis: 

Captain Atom #50 (Vol 2, de 1991) - Primeira e única aparição deste segundo Spectro. 




Posted on terça-feira, novembro 25, 2025 by Ivo Silva

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