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segunda-feira, 29 de maio de 2017



 


Ares é o nome do Deus grego da antiguidade. 

Este Deus da Guerra serviria de base para diferentes interpretações da sua pessoa não apenas no mundo das comics, mas também no do cinema, da literatura e dos jogos de vídeo. 

Não seria de estranhar que a DC Comics (na altura National Comics) decidisse criar a sua própria versão da personagem. 

Ares surgiu nas páginas de Wonder Woman #1 (Vol 1), corria o ano de 1942. 

Criado por Charles Moulton, o Deus da Guerra mudaria o seu nome bem cedo, passando a atender pela nomenclatura da sua congénere romana, Mars. 

Assim seria durante a totalidade do período Pré-Crisis. 

Ares ou Mars faz parte do panteão dos Deuses Olimpianos e, ao contrário da maioria dos seus companheiros, vive para a vilania.



 


O seu grande desejo passa por ver o mundo preso em eterno conflito. 

Como seria de se esperar, a sua grande oposição dentro do Olimpo seria a sua amada Aphrodite, que desejava precisamente o contrário. 

Com isto em mente não é de todo de se estranhar que a maior das criações de Aphrodite, as Amazonas, fossem também as maiores adversárias de Ares. 

Com o intuito de quebrar o espírito das guerreiras, Ares usou Hércules contra elas. 

O resultado foi o exílio na Paradise Island e uma Hyppolyta violentada (Wonder Woman #1, Vol 2, de 1987). 

Com o seu plano a resultar na perfeição e sem a oposição das Amazonas, Ares pôde continuar a espalhar as sementes da discórdia e do conflito pelo globo, sendo o responsável no universo DC pelo começo da Segunda Guerra Mundial.


 


Nessa altura, no entanto, Ares encontraria a oposição da campeã amazona conhecida como Wonder Woman, que o igualava em força e determinação. 

No período da Pré-Crisis, Ares iria colidir inúmeras vezes não apenas com a Diana da Earth-1, mas também com a sua contra parte mais velha da Earth-2. 

Para o auxiliar nesses conflitos, Ares contava com quatro poderosos generais, nomeadamente: o Duke of Deception, o Lord of Conquest, o Earl of Greed e o General of Destruction. 

Para além destes serventes, Ares tinha ainda o apoio dos seus filhos Phobos, Deimos e Eris no combate a Diana, bem como alianças temporárias com Hades. 

Como base de operações, esta versão inicial de Ares usava o planeta Marte, servindo-se da população local (não relacionada com os White ou Green Martians) como soldados. 

Para além disso, Ares tinha ainda uma base oculta na Terra, situada por baixo do Monte Olimpo.


 


Com o advento da Crisis on Infinite Earths e a criação da New Earth, o passado de Ares, assim como o seu aspecto físico serão alterados.

Mars será apresentado como personagem separada, um mero avatar do Deus grego e um integrante dos Gods of Rome.

Ambas as personagens vão chegar mesmo a enfrentar-se durante o épico de 1991, War of the Gods.

De salientar que esta seria uma das poucas vezes em que veríamos Ares auxiliar Diana, uma vez que também ele se opunha a Circe, a grande vilã dessa mini-série.

Ares, outrora apresentado como um guerreiro envergando um armadura gladiatorial laranja e empunhando normalmente um escudo longo e um machado de guerra, irá ser apresentado pelo desenhador George Pérez como uma figura bastante mais sinistra aquando da reformulação da Wonder Woman em 1987. 

Com rosto coberto e olhos vermelhos, Ares passa a usar uma armadura azul escuro e a envergar uma espada. 

A sua aparência coloca-o mais perto de algo que esperaríamos ver de um governante dos infernos. 

A sua personalidade e os seus objectivos a mantêm-se intactos, mas o seu poder aumenta exponencialmente. 

Ares, que ganharia o seu próprio reino na ilha de Aeropagus, assumiria o controlo do Underworld, após depor Hades.


 


Como parte dos seus planos na Terra, Ares possui o corpo de Ari Buchanan, assumindo a liderança de um grupo de criminosos e concedendo-lhes armas avançadas. 

Todavia, os seus planos seriam frustrados pela Wonder Woman. 

Durante o seu período como humano, Ares esteve casado com a feiticeira Circe, tendo com esta uma filha chamada Lyta (Wonder Woman #84, Vol 2, de 1994). 

Ares, que temporariamente assumiu o título de God of Conflict estabeleceria uma forte ligação (quase paternal) com a jovem semi-deusa Cassie Sandsmark. 

Esta filha de Zeus, que se tornaria na segunda Wonder Girl nas páginas de Wonder Woman #111 (Vol 2, de 1996), teria um poderoso e destrutivo lasso que lhe seria oferecido por Ares.


 


Num dos futuros alternativos do Universo DC, Cassie assumiria o manto de Wonder Woman, após a morte de Diana, e agiria como campeã de Ares (Teen Titans #17, Vol 3, de 2004). 

Unindo esforços com a Cheetah, o Professor T.O.Morrow, o feiticeiro Félix Faust e a cientista Doctor Poison, Ares irá criar a derradeira arma para derrotar a Wonder Woman.

Genocide, criada a partir do corpo morto de uma versão alternativa de Diana, será apresentada em Wonder Woman #26 (Vol 3, de 2009), deixando um rastro de destruição, destroçando parte da JLA e ferindo gravemente a Wonder Woman. 

Eventualmente, Diana conseguirá derrotar a maior criação de Ares, incapacitando-a e atirando-a para as profundezas do Atlântico.


 


Após ter ordenado um  novo ataque à Paradise Island, Ares veria a sua cabeça ser cortada a meio por Diana, cansada da constante ameaça que o Deus da Guerra representava.

Mesmo morto, o seu espírito iria atormentar Diana e as amazonas nos períodos finais da Post-Crisis. 

Ares manipularia Alkyone, a antiga líder da guarda real das amazonas, e tentaria usá-la para convocar o demónio Cottus (Wonder Woman #39, Vol 3, de 2010), com o intuito de matar Diana. 

Felizmente, a Wonder Woman venceria o monstro e Ares veria o seu espírito ser banido por Zeus. 

Com o advento de Flashpoint, Ares veria a sua aparência e desta feita também a sua personalidade drasticamente alteradas. 

Ruivo e enorme, Ares serviria como mentor de uma jovem Wonder Woman, antes da sua partida para o mundo do patriarcado. 

Ares seria um aliado na batalha contra o First Born e uma das vítimas desse conflito.


 


Apresentado igualmente como um velho comum e com uma forte tendência para a bebida, Ares veria a sua posição ser ocupada por Diana, aquando da sua morte (às mãos da amazona). 

A figura Post-Crisis de Ares (tornada ainda mais popular pelo jogo Injustice) fez um comeback com o recente Rebirth, que pretende restaurar a New Earth à continuidade da Post-Crisis, pelo que Ares surge, uma vez mais, como um temível adversário para a heróica Wonder Woman.




Posted on segunda-feira, maio 29, 2017 by Ivo Silva

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segunda-feira, 8 de maio de 2017



 


Em 1991, nas páginas de mini-série intitulada de War of the Gods, Diana Prince, a.k.a Wonder Woman, viu-se envolvida numa violenta contenda entre os Deuses gregos e as suas contra partes romanas. 

A guerra em questão foi um resultado directo da manipulação de uma das vilãs mais perigosas da heroína, a feiticeira Circe. 

Com dois dos filhos de Ares ao seu lado (Phobos e Eris), Circe colocou em marcha o plano que a colocaria no comando do Olimpo e libertaria a Deusa amaldiçoada, Hécate, sobre o mundo do patriarcado. 

A trama de Circe é parcialmente revelada pelas Fates à mais pacífica das filhas de Ares, Harmonia. 

Rapidamente, esta tenta dissuadir a irmã Eris de participar na tramóia organizada por Circe, bem como procura avisar os restantes membros do panteão helénico do perigo iminente.


 


Contudo, Harmonia falha nos seus intentos, acabando por ser abatida pelo Caronte romano e jogada no Styx, o rio do esquecimento. 

Entretanto, na Paradise Island, as amazonas discutiam uma possível retaliação contra o mundo exterior, após perdas recentes e significativas no seu contingente. 

Com a rainha Hyppolyta desaparecida, cabe a Diana assumir as rédeas do comando e esta, como seria de se esperar, repudia qualquer tipo de acção violenta contra o mundo dos homens. 

Não tarda até que Diana seja recrutada pelos seus Deuses patronos (os gregos), de forma a os auxiliar contra uma ameaça desconhecida que já vitimou Zeus e Donna Troy. 

Com Pariah a servir de testemunha (o que nunca é um bom sinal), Wonder Woman chega a New Olympus, mesmo a tempo de um violento ataque perpetuado pelos Deuses romanos, liderados por Júpiter.


 


Para fazer frente à campeã dos gregos, os romanos trouxeram o seu próprio guerreiro mortal, na figura de Billy Batson, a.k.a Captain Marvel (Shazam). 

Os outrora aliados (durante a mini-série Legends, da qual já falei neste blog) iniciam um feroz combate, com Billy a mostrar-se demasiado irracional e claramente sob a influência de um agente externo (neste caso Circe). 

A luta entre ambos acaba com os heróis a serem transportados para o reino do caos. 

Recuperando temporariamente os sentidos, Captain Marvel é apanhado na onda de choque resultante do embate entre Hermes e Mercury, sendo teletransportado para o espaço sideral, onde terá um encontro pouco amigável com o mercenário Lobo.


 


Com a luta entre gregos e romanos a fortalecer a sua magia, Circe convoca Hécate e não tarda até que a influência nefasta da Deusa se faça sentir na Terra. 

Em War of the Gods #2, podemos ver que a trama de Circe estende-se a bem mais que os Deuses clássicos. 

Sobre o efeito da sua magia, Kingu (Deus babilónico) liberta o monstro Tiamat sobre a Atlântida, ao passo que Shungo (Deus africano) faz as suas sombras e fogo caírem sobre a sua terra natal, África. 

Como se não bastasse, um contingente de Deuses nórdicos, constituído por Thor, Loki e Baldur, devastam a terra do povo do gelo  na Noruega. 

Perante estas ameaças globais, os heróis da Terra respondem o melhor que podem. 

Flash (Wally West) organiza a JLI (que nesta altura estava em processo de dissolução) e tenta levar a luta a Circe. 

Enquanto isso, Aquaman e Power Girl triunfam sobre o Tiamat e Firehawk e Firestorm fazem frente a Shongu, numa batalha que resulta na criação de um novo vilão na figura de Darkstorm.


 


A dupla Fire e Ice enfrenta, sem sucesso, o trio asgardiano. 

Contudo, a JSA evita que Loki liberte Surtur, ao quebrar o feitiço que o iria extrair de Valhalla. 

Entretanto, a Doctor Fate reúne um grupo de talentosos e poderosos místicos para tentar proteger o espírito de Gaea (a Deusa Terra) contra as agressões de Hécate. 

Para tal, ela tenta unir o corpo e alma de Gaea num só, unificando os poderes dos seus representantes, Geoforce e Wonder Woman respectivamente. 

Ainda assim, e apesar destes contra tempos, o plano de Circe segue de vento em poupa, pois em New Olympus a batalha entre as hostes divinas continua em força. 

Mesmo os Deuses que resolveram não combater, como Harmonia (que sobreviveu às águas do Stxy), Heracles e Son of Vulcan falham não só em deter a vilã, mas igualmente em fazer cessar as hostilidades.


 


Ares, curiosamente outro opositor às maquinações de Circe, tem que se haver com um traiçoeiro ataque levado a cabo pela sua filha Éris e Marte. 

Os grandes heróis da Terra, por seu lado, têm as mãos cheias, com Superman e Starman  a combaterem Phobos no Ártico e o Suicide Squad a ter que se haver com as feras de Circe. 

Com a batalha final a aproximar-se do seu zénite, e com New Olympus a surgir no horizonte da Terra, Circe tem, finalmente, a sua batalha final com a Wonder Woman. 

Graças ao poder de Hécate, Circe, agora mais uma Super-Deusa (que destruí Hermes) faz o impensável e mata a Wonder Woman reduzindo-a a cinzas (War of the Gods #3).


 


Com os cidadãos de Hades sobre o seu comando, Circe parece imbatível e o seu triunfo inevitável. 

Os heróis terrestres tentam uma última investida, mas encontram a forte oposição dos Deuses manipulados por Circe. 

É neste cenário desolador que nos é revelado que Billy Batson está a morrer (fruto da sua exposição às energias divinas). 

O Son of Vulcan, em conjunto com o feiticeiro Shazam, magica um plano para salvar o jovem herói. 

Usando a carcaça metálica dos Metal Men para transportar a essência de Mercury, Atlas, Hercules, Zeus, Solomon e Achilles, e servindo-se de Black Adam, cuja origem dos poderes era idêntica à do Captain Marvel, logrou conseguir restaurar o herói.


 


Entretanto, e usando Lobo como avatar da energia do panteão romano, o Son of Vulcan consegue libertar Troy das mãos de Circe. 

Ao mesmo tempo que isso acontece, Heracles viaja até Hades de onde liberta a alma aprisionada de Diana. 

Isso, juntamente com o ritual sagrado de Gaea, efectuado por Hyppolyta, resultam na total restauração de Diana.

Numa derradeira tentativa de vencer Circe, os Deuses da Guerra dos diferentes panteões, liderados por Ares, colocam um ponto final na batalha de New Olympus, unificando todas as divindades contra Circe.


 


Transportando Circe para o domínio do Titã Cronus, as divindades dirigem as suas forças para Diana e Troy. 

Com tal auxílio, as irmãs amazonas conseguem  bater a feiticeira. 

A vilã acaba consumida pelo ódio de Hécate, cuja essência tenta matar (uma vez mais) a Wonder Woman, sem encontrar sucesso contudo. 

Sem forma corpórea, Hécate é facilmente destruída por Cronus. 

A batalha está encerrada e o universo está salvo daquilo que foi uma claramente uma crise divina.




Posted on segunda-feira, maio 08, 2017 by Ivo Silva

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