Mostrar mensagens com a etiqueta Sentinels. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sentinels. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017



 


Em 1976, nas páginas de Uncanny X-Men #98 (Vol 1) dá-se início aquele que seria o primeiro de muitos natais extremamente atribulados para os nossos heróicos mutantes. 

Este é o Natal que viria nascer a Phoenix. 

A celebração natalícia dos X-Men começa de forma bastante tranquila e normal no centro de Nova Iorque. 

Contudo, tal não demorará a mudar quando dois Sentinels, vindos do nada, atacam o Cyclops e a Marvel Girl. 


 


Os gigantescos robots assassinos capturam Jean e só não fazem o mesmo com Scott porque a Storm intervém, arrasando um dos Sentinels com um potente tornado. 

Os X-Men depressa descobrem que os Sentinels (que não eram vistos desde o seu confronto com os Avengers em The Avengers #103, Vol 1, de 1972) tinham sido enviados por Steven Lang, um cientista anti-mutante cuja pesquisa era co-financiada pelo próprio governo dos E.U.A e pelo chamado Council of the Chosen (uma célula da organização terrorista conhecida como Secret Empire).  


 


O seu objectivo era a total e completa aniquilação da raça mutante. 

Para além de Cyclops e Marvel Girl, Lang enviou alguns dos seus Sentinels MK III para atacar outros membros da equipa, logrando em capturar o Banshee, o Wolverine e o Professor X. 

Jean, Banshee e Wolvie ainda conseguem libertar-se, destruindo inúmeros Sentinels pelo caminho, no entanto, a sua fuga revelar-se-á impossível uma vez que a base de Lang não estava localizada na Terra, mas no espaço. 


 


Os três teriam certamente padecido no vazio do espaço sideral, não fosse Lang ter enviado os Sentinels para os resgatar. 

O malévolo cientista tinha outros planos para os mutantes capturados.

Na Terra, os restantes X-Men, liderados por Cyclops, e acompanhados por um amigo do Professor X, o igualmente catedrático Corbeau, finalmente descobrem a localização do satélite onde os seus companheiros estão presos (nas páginas de Uncanny X-Men #99). 

Partindo para o resgate, os X-Men sobrevivem a uma violenta investida dos Sentinels, com Cyclops e Corbeau a separem-se do resto do grupo para procurarem pelos captivos. 


 


Enquanto isso, Storm, Nightcrawler e Colossus encontram e libertam Banshee e Wolverine, apenas para se depararem com os X-Men originais (incluindo Havok e Polaris), guiados pelo desaparecido Professor X. 

Todavia os originais não os vêem como aliados, muito pelo contrário. Contra todas as expectativas eles servem as ordens de Lang e não mais querem que a completa destruição da nova equipa (ver Uncanny X-Men #100).

Beast, rápido e ágil, trabalha com Cyclops para parar Nightcrawler, ao passo que o Iceman e o Angel fazem o mesmo em relação ao Wolverine. 

Storm é abatida pela acção conjunta da Marvel Girl e da Polaris, enquanto que o Colossus tem que se haver com as potentes rajadas cósmicas do Havok (tal e qual como nas páginas de Uncanny X-Men #97, Vol 1, também de 1976). 

Banshee, que até então ainda não tinha oponente, intercede para afastar Polaris e Marvel Girl da Storm. 

Enquanto isso, Wolvie opta por atacar directamente o Professor X, mas é surpreendido quando este se levanta da sua cadeira de rodas e o golpeia violentamente. 

Nesse momento, os novos X-Men percebem que algo não bate certo (a juntar a isso tínhamos ainda o facto do visor que o Cyclops estava a usar para conter as suas rajadas ópticas ser uma versão antiga do actual). 

Logan é alvo de um ataque telepático levado a cabo pela Marvel Girl, ao qual responde da forma mais extrema possível. 


 


Deixando-se guiar pelos seus apurados sentidos animais, Wolvie esventra a Marvel Girl, revelando que ela e os restantes supostos X-Men originais não mais são que robots em nada diferentes dos Sentinels com os quais haviam combatido antes. 

Com os seus falsos X-Men a serem destruídos um a um, Lang tenta desesperadamente escapar, contudo apenas logra em colidir fatalmente com o monitor que transmitia a contenda. 

Com uma violenta tempestade solar no horizonte e com a nave que os trouxe danificada pela batalha com os vilões, a única alternativa dos X-Men passa por conduzir o vaivém espacial de Lang para a Terra. 

Contudo, apenas Corbeau sabe conduzir o aparelho e ele morreria rapidamente se exposto à intensa radiação solar, pelo que Jean decide tomar o seu lugar, uma vez que os seus poderes telecinéticos permitiriam que ela aguentasse muito mais tempo.

Wolverine e Cyclops protestam veemente, mas a jovem está decidia e servindo-se das suas habilidades telepáticas absorve o conhecimento necessário da mente de Corbeau para poder pilotar a nave. 


 


Jean é bem sucedida neste seu acto altruísta e os X-Men e Corbeau escapam ilesos, com o vaivém a fazer uma aterragem de emergência nas águas profundas da Jamaica Bay. 

É desse túmulo aquático que Jean emerge na figura da poderosa Phoenix, já nas páginas do número 101 de Uncanny X-Men.





Posted on segunda-feira, dezembro 18, 2017 by Ivo Silva

No comments

quinta-feira, 3 de agosto de 2017



 


Em 1992, pelas mãos da Konami, estreava um beat'em up baseado no piloto da série de animação dos X-Men de 1989, também conhecida como Pryde of the X-Men. 

Intitulado X-Men: Arcade Game, o jogo em questão coloca-nos à disposição seis X-Men, cuja formação é idêntica, não à das comics da época, mas antes ao dito piloto. 

Assim sendo, temos Storm, Cyclops, Colossus, Dazzler, Nightcrawler e Wolverine como personagens seleccionáveis. 

O Professor X e Kitty Pryde também aparecem, detendo um papel importante para a plot, mas sem puderem ser seleccionáveis.


 


A história do jogo é simples e bastante directa. 

Magneto usou um exército de Sentinels para atacar Nova Iorque. 

Enquanto os X-Men vão à cidade tentar colocar um ponto final ao ataque, o mestre do magnetismo aproveita para raptar o Professor Xavier e a jovem Kitty Pryde, com o intuito de atrair os restantes X-Men para uma armadilha que o permita finalmente destruí-los. 

A auxiliar o mutante maligno estão outros mutantes, como Mystique, Pyro, a White Queen e Blob, assim como dois meta-humanos, Juggernaut e Wendigo, e o mais poderoso dos Sentinels, Nimrod.


 


Secretamente guiados telepaticamente pelo seu mentor captivo, os X-Men devem atravessar oito níveis e derrotar toda a Brotherhood of Evil Mutants, Magneto incluído. 

De salientar que a maioria dos Bosses derrotados surge novamente no sétimo nível (Asteróide M).

Os níveis assenta no esquema típico dos beat'em up da época, ao termos áreas como cidades, florestas, fábricas e ruínas. 

Temos ainda direito, em muitos desses níveis, aos igualmente característicos elevadores. 

Todos estes são elementos que podem ser vistos noutros beat'em ups da época. 

Streets of Rage e Final Fight são apenas alguns exemplos.


 


As áreas estão repletas de inimigos, alguns deles provenientes do extenso lore dos X-Men, como é o caso dos Sentinels menores, dos mercenários do Hellfire Club ou os inúmeros Bonebreakers dos Reavers. 

Outros são criações da Konami, nomeadamente todos os adversários novos que surgem a partir do terceiro nível, que é passado nas florestas da Ilha M. 

Falo-vos de homens lagarto, plantas carnívoras, monstros de lama e vespas gigantes. 

Para além destes adversários, os X-Men devem ter em atenção algumas armadilhas que possam surgir no seu caminho (armas automáticas ou gêiseres flamejantes). 

No fim de cada área, os nossos heróis têm que se haver com um Boss, o qual é geralmente um dos membros da Brotherhood.


 


O método para avançar de nível é o mesmo que em qualquer outro beat'em up. 

Usar os punhos ou os pés para derrotar toda a oposição no ecrã. 

Cada X-Men dispõe de um poder mutante específico que aqui funciona na mesma base que os golpes especiais em Streets of Rage 2, por exemplo. 

O golpe em questão limpa o ecrã ou permite danificar significativamente um Boss, mas tem um custo elevado. 

Cada vez que um dos nossos heróis mutantes usar o seu poder mutante  perde um pouco da sua barra de energia. 

Se o usar em demasia, chegará a altura em que não se poderá servir dele (a menos que morra), uma vez que a sua barra vital não o permite. 

Contenção e timing é muito importante no seu uso, portanto. 

Os poderes mutantes são de forma geral representações fiéis de habilidades demonstradas pelos X-Men nas comics.


 


O mais esquisito deles é o do Colossus, que se limita a alternar entre a sua forma humana e metálica, libertando ondas de energia como resultado disso. 

Uma habilidade que a personagem nunca demonstrou nas comics. 

Por aqui vê-se que a Konami tomou algumas liberdades com as personagens. 

Sobretudo com os vilões.

Blob e Juggernaut carregam ambos armas, quando nenhum deles necessita delas. 

Dois andróides são apresentados com o nome de Living Monolith, mas a verdade é que nenhum deles é o vilão que atormentou os X-Men na década de 60. 

Ainda assim, o resto está bastante próximo do material de origem. 

Graficamente, o jogo é bastante colorido e os cenários variados e bem definidos, aguentando maravilhosamente mesmo nos dias de alta definição nos quais vivemos. 

O nível que mais me marcou visualmente falando foi o quinto, no qual somos brindados com um Sentinel gigantesco no fundo (Master Mold, talvez?).

X-Men tem inúmeras cutscenes, uma boa batida e vozes, sendo que estas últimas contribuíram com algumas das frases mais icónicas dos jogos de vídeo.


 


Falo do "X-Men. Welcome to die!" ou do "I'm Magneto, master of magnet". 

Ambas são da autoria do vilão principal do jogo e não poderiam ser mais hilariantes. 

O jogo peca, como todos os beat'em ups pela sua natureza repetitiva, contudo compensa com o sentido de diversão que transmite aos jogadores.

Um jogo rápido, é inteiramente possível terminá-lo em trinta minutos ou menos. 

Um deleite se jogado com um ou mais amigos, X-Men: Arcade Game é um dos melhores jogos do género. 

É uma pena que nunca tenha sido transladado para o mundo das consolas. 

Ainda assim, é possível jogá-lo digitalmente nos dias que correm. 

A aproveitar, para fãs dos X-Men e não só.





Posted on quinta-feira, agosto 03, 2017 by Ivo Silva

No comments