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quinta-feira, 19 de outubro de 2023







Não haverá jogo de luta que me dê mais vontade de jogar, na altura do Halloween, do que o Darkstalkers. Tendo iniciado a minha jornada nesta série da Capcom com o segundo jogo da série, Night Warriors: Darkstalkers Revenge, no excelente port feito para a Sega Saturn e lançado na Europa em 1996, tive a oportunidade, há uns tempos, de jogar o primeiro título que embora tenha saído em 1994 nas arcadas japonesas, foi portado, também em 96, para a rival Playstation. 

 

 

 

Ora não foi o port desenvolvido para a Sony, a que tive acesso, mas antes à versão arcade do jogo, através da compilação Capcom Fighting Collection, na Switch, em 2022. 

A história do jogo em si é bastante simples, com a chegada eminente da criatura estrelar conhecida como Pyron a despoletar os diferentes Night Warriors a reunirem-se para o travar (ou para levar a cabo um outro qualquer plano pessoal). 

Outra versão da história vê Demitri reunir os restantes Night Warriors num torneio de forma a saber quem é o mais forte e deve governar a noite. 

De qualquer das maneiras tal não é explícito no jogo ou na sua introdução. 

Os Night Warriors retiram inspiração dos monstros clássicos do cinema e da mitologia yokai japonesa. Algo que pode ser facilmente observável não apenas nas personagens em si e na forma como estas são apresentadas no menu de selecção, mas também nos próprios cenários de jogo. 

Temos um total de 12 Night Warriors, sendo que desses apenas 10 são selecionáveis pelo jogador. 

 

 

 

Vamos passar à apresentação dos mesmos. 

Primeiro temos Demitri Maximoff, um vampiro de imenso poder, que procura vingar-se Belial Aensland, o governante de Makai (o reino dos demónios). 

Para além de vingança pela derrota passada às mãos de Belial, ele pretende obter para si o trono de Makai (uma terra que de resto já havia surgido anteriormente nos jogos de outras séries da Capcom, nomeadamente Ghosts 'n Goblins e o seu spin-off Gargoyle's Quest). 

Um nobre de origem romena, Demitri tem todas as habilidades e fraquezas associadas ao vampirismo, sendo ainda capaz de criar poderosas bolas de fogo que atira na direcção dos seus oponentes, como se de um hadouken se tratasse. 

 

 




 

Da Roménia, seguimos para as terras altas da Escócia, onde encontrámos aquela que se tornaria a figura de cartaz da série e uma das mais populares personagens da Capcom. 

Morrigan Aensland é uma succubus, um demónio que se alimenta de energia espiritual, filha do governante de Makai, Belial , e a principal adversária de Demitri. 

Ela luta maioritariamente por diversão neste primeiro jogo, frequentemente desobedecendo às ordens do seu pai que a proibiam de deixar o castelo sem supervisão. 

Morrigan tem um vasto arsenal de ataques, que incluem o seu próprio projéctil energético na forma do Soul Fist, um uppercut chamado Shadow Blade, entre outros.

 

 

 

Das terras altas da Escócia descemos para o sul, rumo a Inglaterra, onde iremos encontrar o relutante lobisomem conhecido como Jon Talbain. 

Um lutador sempre em busca de se aperfeiçoar na arte do combate e tentando (em vão) levantar a maldição da licantropia que reside no seu sangue, Jon é um dos mais rápidos combatentes que iremos encontrar no jogo, segundo apenas para a irrequieta Felicia. 

Jon, cujo nome no Japão é outro (lá ele chama-se Gallon), conta no seu arsenal com ataques muito similares ao rolling attack do street fighter Blanka (mas rodeado de ki) e um pontapé que parece ter tirado alguma inspiração ao famoso flash kick de outro street fighter, Guile. 

 

 

 

Segue-se o faraó eterno, Anakaris, a nossa múmia de serviço, que é capaz de controlar o seu corpo, modificando-o através do recurso a magia. 

Proveniente do Egipto, Anakaris nada mais quer do que proteger o seu reino da ameaça representada por Pyron. 

Como Dhalsim, Anakaris é capaz de expandir os seus membros à vontade. 

Capaz de pairar no ar, durante um certo período de tempo, Anakaris é, todavia, o mais lento de todos os combatentes disponíveis. 

 

 

 

Vindo da Austrália, temos o Lord Raptor (Zabel Zarock no Japão), um zombie subserviente a um poderosos demónio de Makai (pelo menos até tal lhe ser conveniente), Ozom. 

Raptor é um antigo músico que sacrificava a sua plateia precisamente a Ozom, em troca de poder. 

Com uma aparência repelente e totalmente imoral, Raptor usa todo o seu corpo como arma de combate, transformando os seus membros em motoserras e espadas, assim electrocutar os seus oponentes. 

 

 

 

Do Japão temos Bishamon, um homem possuído por uma armadura e espadas amaldiçoadas que clamam constantemente por sangue. 

Bishamon ataca maioritariamente com a sua espada, sendo capaz de retalhar em dois a oposição, com um golpe limpo da mesma. 

Ele é capaz de controlar energia plasmática e usá-la para atacar os seus oponentes. 

 

 

 

Felicia, a cat-girl do jogo, vem de Las Vegas, nos E.U.A, onde o seu maior interesse é o de tornar-se numa grande estrela do showbiz. 

A mais veloz de entre os Night Warriors, Felicia tem bastantes ataques fortemente ligados à sua natureza felina, contando com um poderoso uppercut e variados roll ups. 

 

 

 

O anfíbio brasileiro Rikuo (Aulbath no Japão),  procura vingar-se de Pyron, após este ter destruído o seu reino submerso na Amazónia. 

Ao mesmo tempo, procura desesperadamente por sobreviventes da sua espécie. 

Capaz de invocar fortes ondas de água e de expelir veneno paralisante, Rikuo é capaz de gerar ondas sonoras e transformar os seus membros em pinças para ataques devastadores.

 

 

 

Das estepes geladas do Canadá vem Sasquatch. Membro de um tribo de bigfoots, Sasquatch pretende mostrar a sua força ao mundo (num nod à motivação de Zangief). 

Capaz de expelir poderosas rajadas de gelo da sua boca e dono de uma força física assustadora, Sasquatch é o tanque deste jogo. 

Lento, mas resistente e poderoso. 

 

 

 

Por último temos Victor, a criação de um cientista de nome Von Gerdenheim. 

Proveniente da Alemanha, Victor é, para todos os efeitos, o monstro de Frankenstein. Uma forma de vida criada em laboratório, cuja única preocupação é a de proteger a sua irmã adoptiva Emily (também ela uma forma de vida laboratorial). 

Capaz de gerar ataques eléctricos a cada ataque seu, Victor conta ainda no seu arsenal com uma grande variedade de agarramentos que em muito lembram um lutador de wrestling. 

 



 

Para além destas 10 personagens jogáveis, temos ainda as duas secretas, na figura do robot Huitzil (Phobos no Japão), que funciona com middle boss e que pode ser encontrado em ruínas no México, e Pyron, o alienígena que controla o elemento do fogo e que funciona como o boss final do jogo. 

 

 

 

Pyron, proveniente do planeta Hellstorm (provavelmente Marte) aterra algures no meio do Atlântico para aquela que será a batalha final com o jogador. 

 


 

Cada uma das personagens dispõe do seu próprio cenário, sendo que alguns deles têm elementos que é possível danificar, como é o caso das stages de Jon, Anakaris ou Felicia, por exemplo. 

Alguns npcs podem ser vistos a deambular por estes cenários, desde os lobos de Jon e os gatos de Felicia, até às serventes humanas de Demitri ou o espírito do falecido Professor Von Gerdenheim no stage de Victor. 

 

 

 

A nível de gameplay este retira uma forte inspiração ao de Street Fighter II, com uma barra de especial a existir (como em Super Street Fighter II Turbo), que uma vez cheia pode ser usada para fazer um ataque especial mais poderoso ou meramente incrementar o dano de um dos nossos golpes especiais mais básicos. 

 

 

 

Este primeiro jogo introduz a defesa no ar, assim como o movimento enquanto baixado. 

Ainda assim, e depois de ter jogado a sequela/remake, notei que as personagens não são tão rápidas como seriam mais tarde. 

A música de Darkstalkers é particularmente boa e icónica, com os temas de Morrigan, Demitri, Jon a ficarem facilmente no ouvido. 

Todas as melodias se adequam às personagens e aos cenários nos quais elas são colocadas, complementando a acção. 

Um excelente jogo de luta que dois anos mais tarde daria lugar a uma sequela soberba na figura de Darkstalkers Revenge. 

 

  

 

 

 

Posted on quinta-feira, outubro 19, 2023 by Ivo Silva

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terça-feira, 18 de outubro de 2022



 

Com um nome que retira inspiração do deus da guerra nipónico, Bishamonten, o samurai conhecido como Bishamon é uma das muitas personagens jogáveis presentes no jogo de luta conhecido como Darkstalkers: The Night Warriors (lançado a 1994 nas arcadas, pela mão da Capcom). 

Um samurai amaldiçoado ,nascido em 1673, que ostenta a armadura demoníaca Hannya e a espada sanguinária Kien, Bishamon teria a sua mente obscurecida por estes itens maléficos, até ao seu encontro com a criatura extraterrestre conhecida como Pyron (o boss final dos dois primeiros Darkstalkers). 

 

 

 

O contacto com as energias de Pyron irá permitir a Bishamon libertar-se do jogo de Hannya e Kien, reunindo-se de volta com a sua esposa, Orin. 

 

 

 

Bishamon, juntamente com Orin, tornar-se-á num monge, vagueando pelo Japão, tentando evitar outros guerreiros de sucumbirem às trevas. 

Ao saber que a armadura e espada começaram a mover-se sozinhas e continuam a consumir almas e sangue humanos, Bishamon vai banir ambos os artefactos para o reino demoníaco de Makai, de onde ambas são originárias (tendo sido criações do futuro antagonista da série, o demónio Jedah), no final do terceiro Darkstalkers. 

 

 

 

Nos dois primeiros Darkstalkers, Bishamon tem um moveset bastante ofensivo e que lembra muito o do samurai Haohmaru, da série Samurai Showdown. 

Fruto da sua natureza maligna, Bishamon consegue lançar bolas espirituais, como forma de ataque (aliás, espíritos podem ser observados a andar à sua volta). 

 

 

 

As almas que Bishamon controla podem inclusive ser usadas para controlar os seus adversários, deixando-o vulnerável a ataques. 

Os seus golpes são incisivos e a sua rapidez consegue ser estonteante.

 O samurai amaldiçoado é também uma das duas personagens presentes nos dois jogos, a ser capaz de desmembrar adversários. 

 

 

 

Nestes dois primeiros jogos, Bishamon pode ser visto a lutar nas ruas de uma "típica"aldeia japonesa da época, durante o inverno. 

No fundo, do lado direito, pode ser vista uma outra personagem que se tornaria sua companheira dali em diante, fruto da sua explosão em popularidade no Japão. 

 

 

 

Falo do shiba Tarou. Este animado canídeo pode inclusive ser visto na artwork final do primeiro jogo, a acompanhar Bishamon.

Uma versão alternativa de Bishamon, conhecida como Oboro Bishamon ou Shin Bishamon (o nome vai alternar conforme a zona onde o jogo foi lançado), pode vista, e acedida via um código específico na versão Playstation do Darkstalkers 3 (ou Vampire Savior: Lord of Vampires), de 1998. 

 

 

 

Também é possível combater Oboro no modo arcade deste mesmo jogo se não perdermos nenhum round, não usarmos auto-guarda ou o turbo e se finalizarmos os nossos dois últimos oponentes com o movimento EX da personagem que tivermos escolhido. 

Nessa altura Oboro surgirá para combater na categoria de boss secreto. 

Uma versão da personagem na qual Bishamon não é controlado por nenhum dos itens demoníacos, mas antes mantém a sua sanidade e controlo absoluto sobre Hannya e Kien, Oboro Bishamon tem um move set distinto, e que vem exemplificar isto mesmo. 

Fruto da sua paz espiritual, Oboro não mais tem as orbes espirituais a pairar sobre si, uma vez que Hannya e Kien não as consomem. 

A personagem tem também uma coloração mais clara, assim como certos sprites de dano específicos. 

 

 

 

Ao contrário do Bishamon original, Oboro consegue retirar a armadura de livre e espontânea vontade, tanto no início, como no fim das suas lutas. 

O cenário onde Oboro (e também o Bishamon original, agora sem hospedeiro humano) luta, neste terceiro jogo, é também ele distinto dos anteriores, com as lutas a terem lugar na Abaraya, uma fantasmagórica casa tradicional japonesa. 

 

 

 

A casa em si encontra-se repleta de Yokais, que se manifestam das mais diversas formas, e uma vez mais conta com a aparição do canídeo Tarou (que inicialmente se encontra debaixo de um conjunto de mantas).

Para além de ter marcado presença nos três primeiros Darkstalkers, Bishamon é personagem jogável em Vampire Savior 2, Vampire Hunter 2, Chaos Tower, Ressurection e Collection, entre muitos outros. 

O samurai pode ser visto, em formato de carta, nos SNK vs Capcom, assim como faz breves cameos em Ultimate Marvel vs Capcom 3 e Pocket Fighters. 

 

 

 

Neste último, ele pode ser visto a comer noodles em dois dos cenários do jogo, na companhia de Sodom (a.k.a Katana) e Victor, respectivamente. 

Tarou também faz uma aparição em  Pocket Fighters, encontrando-se no lado de fora do iglo onde está Bishamon, num nod ao cenário do primeiro Nightwarriors. 

Fora as sua aparições no mundo dos jogos de vídeo, Bishamon marca presença ainda na horripilante série norte-americana de 1995 e no excelente OVA japonês de 1997, intitulada de Nightwarriors: Darkstalkers Revenge. 

 

 

 

Aqui Bishamon enfrenta o newcomer, e caçador de vampiros, Donovan. 

Essa rivalidade com o, também ele, espadachim Donovan vai transladar-se para as páginas da comic dos Darkstalkers, publicada pelas mãos da editora Udon. 

Os dois medem forças nas páginas do segundo número da comic (Vol 1), quando Bishamon tenta matar a jovem companheira de Donovan, a psíquica Anita. 

 

 

 

Esta primeira batalha, que termina num inconclusivo empate, será resolvida no segundo volume da série (Darkstalkers: Nightwarriors revenge #2) com Anita a interferir e a exorcizar a alma de Bishamon, deixando a armadura demoníca inerte. 

Na mini-série, também da Udon, Street Fighter vs Darkstalkers, a armadura e espadas vão ser recuperadas pela succubus Lilith e  animadas pelo sangue de Jedah. 

Ambas serão usadas para servir as ordens de Jedah, como armas contra Talbain, Victor, Ken, Chun-Li, Sagat e Felicia. 

 

 

 

Bishamon vai manifestar a capacidade de invocar a alma de samurais amaldiçoados para lutar ao seu lado. 

Eventualmente, e depois de ter derrotado Talbain, Bishamon será finalmente vencido e, novamente, exorcizado (junto com o seu exército) pela Chun-Li, quando esta se serve do mortífero Zetsuei (Street Fighter vs Darkstalkers #6).

 

 

 


Posted on terça-feira, outubro 18, 2022 by Ivo Silva

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